Category Archives: Recursos uteis

ALERGIA ALIMENTAR 2017: 14 ALIMENTOS COM PERIGOS

Alergia alimentar 2017: Quais os alimentos mais comuns causadores de alergia alimentar? Este artigo pretende ser um instrumento de ajuda essencial para quem tem ou suspeita que pode ter uma alergia, nomeadamente a alguns alimentos. É essencial alertar para a necessidade de, havendo suspeita, o mais cedo possível serem identificadas essas alergias sob pena de terem a sua qualidade de vida bastante degradada e em alguns casos até correr perigo de vida devido à possibilidade, embora rara, de choque anafilático.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • O que é uma alergia?
  • O que é a Atopia?
  • Qual a incidência de alergias na população?
  • Porque têm aumentado as alergias?
  • Será que o nosso sistema imunológico está diferente?
  • Quais as principais doenças alérgicas?
  • Quais os sintomas de alergia alimentar?
  • A alergia alimentar tem influência genética familiar?
  • Quais ss reacções alérgicas  imediatas e quais as retardadas?
  • Quais as alergias mais frequentes nas crianças?
  • Quais as alergias mais frequentes nos adultos?
  • O que é a Sindrome de Alergia Oral?
  • O que é a reactividade cruzada?
  • Como se faz o diagnóstico de alergia alimentar?
  • O exercício físico após comer pode provocar alergia alimentar?
  • Um teste cutâneo positivo significa sempre alergia a esse alimento?
  • Um teste cutâneo negativo significa sempre ausência de alergia a esse alimento?
  • O que é o teste de provocação oral (TPO)?
  • Como evitar uma alergia alimentar?
  • Uma alergia pode desaparecer com a idade?
  • Qual o tratamento de uma alergia alimentar?
  • Qual a lista de alimentos que mais frequentemente causam alergias alimentares?

Clique na imagem para ler o artigo completo:

14 ALIMENTOS QUE PROVOCAM ALERGIA ALIMENTAR melhorsaude.org melhor blog de saude

SOL 2017: 8 DOENÇAS MAIS COMUNS NO VERÃO

SOL 2017: No verão não são apenas os escaldões que prejudicam a saúde, existem outras complicações que podem mesmo estragar as férias. Listamos aqueles que são os oitos problemas de saúde mais comuns no verão e que são muitas vezes desvalorizados.

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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1. Irritações nos olhos

Os óculos de sol podem não ser suficientes para a proteção dos olhos durante o verão. Mesmo que estejam colocados, os raios ultravioletas, as poeiras, pólenes e até mesmo cloro da água das piscinas podem causar serias irritações, como é o caso da inflamação na córnea ou conjuntivite.

Sintomas:

  • Dores
  • Visão nublada.
  • Prurido
  • Olho vermelho

Tratamento:

O tratamento principal passa por evitar as causas da irritação que muitas vezes é conhecida e recorrente em anos anteriores. A alergia aos polénes é um exemplo flagrante em que deve evitar-se a saída para o exterior em dias quente e ventosos.

A aplicação local de um antihistamínico em gotas oculares ou a toma de comprimidos é necessária com frequência quando os sintomas de prurido e irritação já se manifestam.

Quando o sintoma é dor ocular é urgente uma consulta médica.

2. Intoxicação alimentar

É no verão que os jantares de família e entre amigos mais acontecem, mas é também nesta estação do ano que as indisposições são mais frequentes. Entre comidas menos frescas ou escolhas menos adequadas para a temperatura ambiente, as intoxicações alimentares podem estragar uma viagem, principalmente se for ao estrangeiro e os níveis de higiene não estiverem assegurados.

Sintomas:

  • Cólicas,
  • Enjoos,
  • Diarreia
  • Vómitos.

Tratamento:

A hidratação é fundamental para controlar o mau estar e “limpar” o organismo. Uma consulta médica é necessária quando os sintomas são mais agressivos nomeadamente febre, vómitos ou diarreia.

3. Otites

O calor pede muitas idas à água mas os mergulhos mal calculados ou as ondas mais agressivas com entrada de água nos ouvidos podem provocar vários problemas.

Sintomas:

  • Dores
  • Zumbidos
  • Dores de cabeça

Prevenção e tratamento:

Para prevenir esta situação, é recomendado o uso de tampões e a limpeza dos ouvidos após os mergulhos. Quando já existe otite é necessária uma consulta médica por causa do risco de infecção.

4. Febre dos fenos:

Comum nos dias em que os níveis de polénes estão mais elevados, esta doença começa por parecer uma mera alergia mas pode mesmo acabar no aparecimento de eczemas.

Sintomas:

  • Tosse
  • Corrimento nasal
  • Prurido
  • Dores de cabeça
  • Cansaço

Tratamento

Evitar a todo o custo sair à rua principalmente junto de zonas arvorizadas, em dias de calor e vento de forma a evitar os polénes e a reacção de hipersensibilidade.

Se já está com uma crise então deve tomar um antihistaminico como a cetirizina, loratadina e a desloratadina. Pode usar um spray nasal vasoconstritor , como o ácido cromoglicico, para aliviar os sintomas do nariz e um colírio  antihistamínico se houver sintomas oculares como prurido e lacrimejo mais intenso. Em casos mais graves a consulta médica é necessária e pode acrescentar um corticosteroide para controlar os sintomas mais agressivos.

5. Insolação:

A exposição excessiva ao sol e sem proteção provoca queimaduras usualmente chamadas de “escaldões”. Contudo, esta situação (muito comum no verão) é extremamente agressiva para a pele, podendo originar infeções e, nos casos mais graves, ao aparecimento de cancro na pele.

Sintomas:

  • Pele vermelha e quente
  • Suores frios,
  • Dores,
  • Cansaço,
  • Náusea,
  • Dores de cabeça,
  • Febre
  • Confusão

Tratamento:

  • Aplicar um gel com acção calmante sobre a pele afectada
  • Beber mais água
  • Tomar um antihistaminico em comprimidos
  • Consultar com urgência um médico em caso de ser extensa a área do corpo afectada e/ou apresentar dores, febre, confusão e nauseas

6. Doença de Lyme

As idas ao campo podem ser ótimas para relaxar mas podem também ser propícias a infeções bacterianas como a doença de Lyme. Transmitida por carraças, esta doença pode ser das mais graves a acontecer no verão.

Médicos dizem que está subdiagnosticada, não é de notificação obrigatória e pensava-se que não existia cá nem no resto da Europa. Só que nos últimos anos foram detetados milhares de casos.

Se algum dia foi mordido por uma carraça e tempos depois – meses, um ano, cinco, uma década ou mais – lhe diagnosticaram um problema ao nível do sistema nervoso central, talvez valha a pena perguntar ao seu médico o que acha sobre a despistagem da doença de Lyme. A mesma que se pode confundir com esclerose múltipla, artrite reumatoide ou fibromialgia, mas que será combatida com antibiótico. Trata-se, afinal, de uma bactéria, do género Borrelia (Borrelia burgdorferi) que se transmite através da mordida da carraça, mas que ainda está subdiagnosticada no nosso país.

Contudo, a transmissão apenas acontece se a carraça estiver em contacto com a pele da pessoa pelo menos 36 horas.

Sintomas:

  • Inchaço no local da picada
  • Dores nas articulações
  • Sintomas gripais
  • Febre,
  • Calafrios
  • Dores de cabeça.

Tratamento:

Se for picado por uma carraça deve imediatamente consultar um médico para avaliar o risco de infeção.

7. Exaustão por calor

O calor provoca desidratação e temperaturas elevadas no corpo, que levam a que a pessoa se sinta cansada e sem forças. A hidratação, mais uma vez, é fundamental para manter o corpo com a temperatura ideal. Além disso, o exercício físico nos dias de calor deve ser moderado.

8. Erupções cutâneas

Seja por insolações, picadas de mosquitos ou eczemas provocados por irritações, as erupções cutâneas são comuns e podem provocar outros problemas dermatológicos.

Sintomas

São muito variados os sinais de erupções cutâneas.

  • Pele vermelha
  • Pele a descamar
  • Borbulhas
  • Prurido

Tratamento:

O tratamento depende do risco de infecção das lesões e da sua quantidade ou seja quanto mais lesões maior o risco de algumas infectarem. Deve ser dada especial atenção e consulta assistência médica se aparecer febre e dor local nas lesões. Nunca é demais lembrar que uma lesão na pele, principalmente quando existe ferida é uma porta de entrada de fungos, virus e bactérias que podem estar na origem das mais variadas doenças.

Por favor PARTILHE proteja-se e envie esta informação para os seus amigos!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

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CANCRO 2017: SINTOMAS QUE NÃO DEVE IGNORAR!

Cancro sintomas guia 2017: Quais os sinais de alerta? Quais os alimentos, emoções e atitudes que fragilizam ou fortalecem o nosso sistema imunitário na prevenção ou luta contra o cancro? Juntamente com a informação da Liga Portuguesa contra o Cancro e da American Association for Cancer Research, entre muita outra informação, este artigo pretende ser uma ferramenta simples mas eficaz, de consulta rápida, para nos lembrar rapidamente como podemos proteger-nos melhor. Quais os 15 sinais que nunca deve ignorar? Existem sinais que podem ser um alerta para um problema de saúde mais grave que pode surgir. Detectar atempadamente e dar o devido a valor a esses sinais pode ser a diferença entre a vida e a morte!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cancro: O que nos pode matar?
  • Cancro: O que nos podem salvar?
  • Alimentos: Quais os que nos protegem?
  • Alimentos: Quais os que nos fragilizam?
  • Sentimentos e atitudes: Quais os que influenciam o nosso sistema imunitário?
  • Hábitos: Quais os que nos fragilizam e quais os que nos protegem?
  • Como se forma um cancro?
  • Quais os 15 sintomas que nunca deve ignorar?
  • Descoberta recente sobre a detecção precoce de metástases: Qual a importância?
  • Células cancerosas circulantes na corrente sanguínea que provocam metástases noutros tecidos: Será possivel apanha-las?
  • NanoFlares: O que são?
  • Tratamentos à medida: São possiveis?
  • Açúcar, síndrome metabólica e cancro: Qual a ligação?
  • Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar o cancro?
  • Tratamento: Quais os métodos mais usados?

Porquê deve estar com atenção aos seguintes sinais?

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Alterações do trânsito intestinal
  • Sangue nas fezes
  • Fezes brancas
  • Urina escura
  • Tosse persistente
  • Aftas que não cicatrizam
  • Líquido no mamilo
  • Necessidade frequente de urinar
  • Impotência
  • Sensibilidade mamária nos homens
  • Incontinência urinária
  • Dor pélvica
  • Descamação na pele
  • Gengivite

Cancro, sintomas que não deve ignorar!

Este é um artigo que aglutina num só post muita informação relevante sobre o cancro.

Clique aqui ou na imagem para ler o artigo e se concordar, assinar petição pública:Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

 

SENTAR MENOS E LEVANTAR 2017: PODE SALVAR A VIDA?

Sentar demais e envelhecer mais depressa 2017: Quantas horas se senta por dia? Faça uma contagem rápida e surpreenda-se! Estudos como os da Dra Stacy Clemes, Professora de Biologia Humana na Universidade de Loughborough, ajudam-nos a perceber melhor a extensão deste problema para a nossa saude.

Artigo: Sit less, stand more – tackling office sedentary behaviour

Fazer o meu trabalho de secretária em pé foi uma das mudanças recentes que mais impacto tiveram na minha saúde! No final deste artigo descrevo a minha experiência pessoal e o que mudou na minha saúde!

Se a maioria das pessoas conseguisse diminuir 25 a 50% das horas que passam sentadas sentiriam claramente uma melhoria da sua saúde. especialmente porque a pesquisa científica vai revelando uma ligação clara a doenças graves tais como:

  • Diabetes,
  • Obesidade,
  • Doenças cardíacas,
  • Cancro,
  • Morte prematura.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Quanto tempo passamos sentados?
  • Qual a influência do trabalho no sedentarismo?
  • O que se passa quando estamos sentados?
  • Sentar demais faz envelhecer mais rápido?
  • O que diz a pesquisa científica?
  • Envelhecimento: O que são os telómeros?
  • Sedentarismo e envelhecimento rápido: qual a relação?
  • Quantos anos de vida perde por sentar demais?
  • Cancro: Será que o risco aumenta?
  • Porque aumenta o risco de cancro?
  • Diabetes e doença cardiaca: qual o risco?
  • Saúde mental: Qual o risco?
  • O que acontece quando estamos de pé?
  • Será que fazer exercício físico compensa o tempo sentado?
  • Sitting Rising Teste (SRT) ou teste sentar levantar: O que é?
  • Uma secretária ou mesa alta pode ser fonte de juventude?
  • Como trocar estar sentado por movimento activo?
  • Qual a melhor forma de sentar?
  • Crianças: Quais os riscos de ficarem sentadas demais?
  • Como reduzir calmamente o tempo sentado?
  • Adultos idosos: Porque é tão importante o movimento?
  • Como estar de pé de forma saudável?
  • Qual a minha experiência pessoal?

TODAS AS RESPOSTAS AQUI

FRIO 2017: COMO PROTEGER?



Frio guia 2017: Como proteger pessoas e animais de companhia? A Direcção Geral de Saúde alerta para os perigos da vaga de frio que se aproxima. O frio intenso pode trazer diversos perigos para a sua saúde e dos seus “queridos” animais de companhia principalmente cães e gatos. Previna-se protegendo-se e protegendo-os devidamente com medidas simples mas eficazes.

Artigo actualizado em Janeiro de 2017

Mais à frente neste artigo relembro também o que são as frieiras causadas pelo frio e qual o melhor tratamento.

Neste artigo vou tratar as seguintes questões:

  • Quais as medidas aconselhadas pela Direcção Geral de Saúde na protecção contra o frio?
  • Qual a melhor alimentação para se proteger do frio?
  • Quais os outros cuidados a ter com o frio?
  • Quais as pessoas mais vulneráveis ao Frio?
  • Como proteger do frio?
  • Frieiras causadas pelo frio: O que são?
  • Frieiras: Qual o melhor tratamento?
  • Como evitar as frieiras?
  • Como proteger do frio os animais?
  • Quais os animais mais vulneráveis ao frio?
  • Quais os cuidados a ter com as fontes de calor?
  • Como reforçar a alimentação dos animais?

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CANCRO SINTOMAS GUIA 2017: TUDO QUE NÃO DEVE IGNORAR




Cancro sintomas guia 2017: Quais os sinais de alerta? Quais os alimentos, emoções e atitudes que fragilizam ou fortalecem o nosso sistema imunitário na prevenção ou luta contra o cancro? Juntamente com a informação da Liga Portuguesa contra o Cancro e da American Association for Cancer Research, entre muita outra informação, este artigo pretende ser uma ferramenta simples mas eficaz, de consulta rápida, para nos lembrar rapidamente como podemos proteger-nos melhor.

Quais os 15 sinais que nunca deve ignorar? Existem sinais que podem ser um alerta para um problema de saúde mais grave que pode surgir. Detectar atempadamente e dar o devido a valor a esses sinais pode ser a diferença entre a vida e a morte!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cancro: O que nos pode matar?
  • Cancro: O que nos podem salvar?
  • Alimentos: Quais os que nos protegem?
  • Alimentos: Quais os que nos fragilizam?
  • Sentimentos e atitudes: Quais os que influenciam o nosso sistema imunitário?
  • Hábitos: Quais os que nos fragilizam e quais os que nos protegem?
  • Como se forma um cancro?
  • Quais os 15 sintomas que nunca deve ignorar?
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Saiba porque deve estar com atenção aos seguintes sinais:

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
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  • Fezes brancas
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Cancro_petição_pública_Maio_2017

Amigos do cancro que nos podem “matar”:

  • Alimentação ocidental rica em:
  • Stress
  • Sentimentos negativos:
    • Medo
    • Angústia
    • Desespero
    • Rancor
    • Raiva
    • Inveja
    • Negação da realidade
    • Depressão

  • Conflitos não resolvidos
  • Sedentarismo
  • Isolamento social

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Inimigos do cancro que nos podem “salvar”: 

  • Peixes azuis
    • Biqueirão
    • Sardinhas
    • Cavala
    • Atum
    • Salmão selvagem

  • Fruta
    • Citrinos
    • Melão
    • Morangos
    • Uva preta
    • Groselhas
    • Acerola
    • Arandos
    • Framboesas

  • Verduras
    • Alho
    • Cebola
    • Espinafres
    • Cenouras
    • Tomate
    • Pimentos
    • Abacate
    • Abóbora
    • Espargos
    • Azeitonas e azeite
    • Batata doce
    • Alface
    • Crucíferas

  • Sementes e frutos secos
    • Nozes
    • Noz de macadâmia
    • Noz-pecã
    • Amêndoas
    • Avelãs
    • Castanha-do-pará
    • Pistácios
    • Sementes de linho

  • Especiarias e ervas aromáticas
    • Orégãos
    • Salsa
    • Canela
    • Açafrão da Índia
    • Pimenta de caiena
    • Malagueta
    • Gengibre
    • Manjericão
    • Alecrim
    • Tomilho
    • Mostarda

  • Algas e cogumelos
  • Sentimentos positivos
    • Alegria
    • Felicidade
    • Confiança
    • Paciência
    • Compreensão

  • Serenidade e meditação
  • Generosidade e Amor
  • Conflitos resolvidos em harmonia
  • Actividade física
  • Apoio da família e dos amigos

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Como se forma um cancro?

Como se forma um cancro
Processo de formação de um cancro

Cancro, sintomas que não deve ignorar

Cancro, quais os sintomas que nunca deve ignorar?

Saiba porque, para se proteger, nunca deve ignorar os seguintes sinais:

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Alterações do trânsito intestinal
  • Sangue nas fezes
  • Fezes brancas
  • Urina escura
  • Tosse persistente
  • Aftas que não cicatrizam
  • Líquido no mamilo
  • Necessidade frequente de urinar
  • Impotência
  • Sensibilidade mamária nos homens
  • Incontinência urinária
  • Dor pélvica
  • Descamação na pele
  • Gengivite
  1. Perda de peso e de apetite

Em tumores que não dão numa fase inicial sintomas específicos – como alguns tipos de cancro do pâncreas ou do pulmão, – a perda de peso e de apetite são dos primeiros aspectos que podem levar a um diagnóstico e por isso toda a sensibilização é pouca.

Geralmente estão associados a fases mais avançadas mas o facto de nem toda a gente ter noção disso leva a demora nas queixas, o que compromete ainda mais a rapidez do diagnóstico.

Especialistas em cancros do estómago, admitem que nem toda a gente vigia o peso, mas é importante conseguir avaliar a percentagem perdida. Se uma pessoa não está a fazer uma dieta ou exercício e perde 10% do seu peso, em dois meses, deve ir ao médico.

  1. Fadiga

Em situações de cansaço arrastado e sonolência, também não deve perder muito tempo a ir ao médico. A fadiga pode ter muitas causas, até psicológicas. Se a razão for uma anemia deve investigar-se a causa.

Pode resultar de doenças benignas ou lacunas na alimentação, mas é um sintoma bastante comum de cancro do estômago que nem sempre as pessoas valorizam. O cancro do estômago muitas vezes surge em úlceras ou cria ele próprio úlceras e pode haver perdas de sangue que não são evidentes mas causam anemia.

Por vezes os doentes vão a uma urgência porque estão muito brancas e cansadas mas depois demoram a ir ao médico para fazer o resto do diagnóstico. Além de ser comum nos tumores gástricos, a anemia surge também em tumores do intestino ou do sangue, podendo ser causada por défices na produção células vermelhas ou um excesso de destruição, nas tais perdas que podem passar despercebidas.

  1. Alterações do trânsito intestinal

Muitas vezes associam-se ao stresse ou ao que se come, mas se houver alterações persistentes devem ser valorizadas. No cancro é particularmente relevante a alternância entre prisão de ventre e diarreia. Os tumores do intestino tendem a dar diferentes sintomas, já que as fezes quando passam do intestino delgado para o grosso (cólon) estão líquidas e só depois vão solidificando.

Assim, a obstrução é mais expectável quando se trata de uma lesão do lado esquerdo do cólon. Em caso de suspeita, é crucial fazer uma colonoscopia, exame que também deve ser feito a partir dos 50 anos como rastreio. Muitas vezes as pessoas não o fazem por receio da dor, mas com a anestesia comparticipada creio que haverá melhorias.

  1. Sangue nas fezes

É um sintoma comum nos tumores gástricos, do intestino e do recto que as pessoas até valorizam. Mas pode assumir diferentes formas e os doentes nem sempre estão sensibilizados para isso.

As partículas podem ser tão pequenas que não são visíveis, daí a importância da análise ao sangue oculto nas fezes. Depois pode haver sangue vermelho vivo, que se nota quando a pessoa se limpa ou na sanita e geralmente resulta de uma lesão no recto ou parte terminal do cólon. Mas o que mais passa despercebido é o sangue escuro, que dá uma tonalidade quase negra às fezes, por vezes cor de vinho do Porto.

Nesses casos poderá estar-se diante de um tumor do estômago ou da parte superior do intestino delgado, já que essa cor significa que o sangue foi digerido. Mesmo em situações em que os doentes se aperceberam do sangue, chegam a demorar seis meses a um ano a dirigir-se ao médico, por vezes por acharem que está ligado a hemorróidas. Sempre que surgir deve ser avaliado.

  1. Fezes brancas e urina escura

O cancro do pâncreas é um dos tumores mais silenciosos numa fase inicial. Há dois tipos de doença, quando o tumor está na cauda do pâncreas ou na cabeça. Se no primeiro não há sintomas específicos, no segundo há sinais que poderão ser valorizados cedo, o que nem sempre acontece.

Dada a localização, próxima do duodeno e vias biliares, o tumor da cabeça do pâncreas pode provocar obstrução e causar dor abdominal e icterícia (como a bílis não passa, acumula-se na pele e dá-lhe um tom amarelado).

Geralmente, estes sintomas surgem em conjunto com outros dois também ligados à obstrução: ausência de cor nas fezes, que surgem com uma tonalidade esbranquiçada, e urina de cor muito escura. São sintomas que podem resultar também de doenças benignas como pedra na vesícula mas devem ser logo comunicados ao médico.

  1. Tosse que não passa

O tumor do pulmão é outro cancro em que os primeiros sintomas são pouco específicos. Ainda assim, em alguns tipos são afectadas estruturas centrais do órgão e surgem sinais que, se forem valorizados, podem traduzir-se num diagnóstico mais atempado.

Muitas vezes os doentes só ficam preocupados ao notar sangue na expectoração quando devia bastar uma tosse seca e irritativa que não passa para irem ao médico. O médico alerta que os doentes fumadores ou com historial de cancro na família valorizam o sintoma, mas os outros nem sempre.

  1. Uma afta que não cicatriza

No caso dos cancros da cabeça e pescoço, é um dos sintomas que menos se valoriza e pode permitir um diagnóstico precoce ou até identificar lesões pré-cancerígenas.

Uma afta na língua ou qualquer ferida, lábio ou bochecha que não passe ao fim de dez dias deve ser vista. Outro sintoma importante no caso do cancro da laringe é a rouquidão persistente, que caso ultrapasse os 15 dias deve motivar uma ida ao médico.

O risco de cancro da cavidade oral ou da faringe é maior nos fumadores e pessoas que bebem álcool mas pode surgir em qualquer idade e em qualquer pessoa.

  1. Líquido no mamilo

Se em alguma área existe uma grande sensibilização é no cancro da mama. Mas mesmo assim, há lacunas que poderão ser importantes em alguns casos. Se a maioria das mulheres está desperta para a importância de vigiar nódulos/caroços na mama e axila, alterações na forma, vermelhidão e calor ou alterações na pele da mama (como casca de laranja), há sintomas que nem sempre são associados à doença.

É o caso de líquido no mamilo (uma escorrência ou secreção) ou a inversão do mesmo. Mesmo em mulheres que estiveram recentemente a amamentar, as secreções não devem ser desvalorizadas. Se surgirem passados seis meses do fim da amamentação devem ser observadas. O líquido não tem um aspecto específico. Pode ser sanguinolento ou incolor.

  1. Sempre no WC

Ao contrário das mulheres, os homens desvalorizam muitas vezes os sintomas do cancro que mais os afecta – os tumores da próstata. Isso acontece por falta de informação mas também porque estão sempre a tentar justificar tudo sem pensar em doenças.

Quando há dor, sangue na urina ou no sémen ou ardência até procuram o médico. Mas um dos sintomas a que menos dão importância é passarem a ter necessidade de urinar frequentemente. É a típica situação em que têm de voltar à casa de banho passados dez minutos e chegam a ir várias vezes por hora.

Outro sintoma de cancro da próstata em estados mais avançados nem sempre valorizado é a dor na região das ancas e zona inferior das costas, que pode resultar em metástases nos ossos.

  1. Impotência

Neste caso há informação, mas muitas vezes é a vergonha que faz com que os homens cheguem tarde ao médico. Em vez de automedicar-se ou ir atrás de suplementos, deve procurar o médico de família para descobrir a causa da disfunção eréctil. Não significa necessariamente um tumor, mas outras doenças nomeadamente do foro cardiovascular também devem ser controladas.

  1. Sensibilidade mamária nos homens

O cancro do testículo surge muitas vezes em homens jovens, que têm de estar mais sensibilizados para a necessidade de estarem atentos a alterações do tamanho e nódulos – e de fazerem por isso a palpação dos testículos uma vez por mês, de preferência no banho.

Mas o aumento do volume mamário e mudanças na sensibilidade do peito devem também ser valorizados, já que podem resultar de alterações na testosterona. Perda de libido também pode ser sinal de cancro do testículo.

  1. Incontinência urinária

O cancro da bexiga tem estado a aumentar em Portugal, algo associado ao consumo de tabaco. O sangue na urina, um dos sintomas comuns, costuma ser valorizado. Já a incontinência, outro sintoma importante, muitas vezes é considerada algo normal para a idade e as pessoas começam a usar fralda sem marcar uma consulta.

Dor e ardência urinária, urgência em urinar (por vezes sem se conseguir chegar a tempo ao WC) e sensação de esvaziamento incompleto são outros sintomas a ter em conta.

  1. Dor pélvica

Nos tumores ginecológicos – útero (corpo e colo), ovário e vulva – geralmente um dos sintomas menos valorizados é a dor pélvica persistente. Uma moinha que até pode melhorar mas depois volta. As hemorragias fora menstruação ou após a menopausa levam mais facilmente ao médico.

Nesta área, contudo, é essencial fazer o teste do Papanicolau, que permite despistar lesões pré-cancerígenas no colo do útero. Deve ser feito a partir dos 25 anos e, após dois exames negativos, é aconselhável de três em três anos.

  1. Descamação na pele

Nos últimos anos tem aumentado a informação sobre cancro da pele, dos sinais de alerta a regras de ouro como reduzir a exposição ao sol.

Especialistas em oncologia afirmam que ao analisar os sinais, deve seguir-se a regra ABCDE e valorizar os que são:

  • A (assimétricos),
  • B (têm bordos irregulares),
  • C (não têm uma cor uniforme),
  • D (têm um diâmetro maior que 6mm),
  • E (evoluíram, mudando de forma e tamanho).

SINAIS PERIGOSOS MELHORSAUDE.ORGMas dentro dos cancros da pele, os especialistas admitem que há algo para o qual os doentes estão menos atentos. Se o melanoma é o tipo de cancro da pele com pior prognostico e é detectado em sinais, o cancro da pele mais frequente é o chamado carcinoma basocelular e não aparece em sinais.

Por isso também é preciso estar atento a pequenas feridas na pele, como se fossem frieiras, e descamações. São habituais no nariz e orelhas e podem passar mas depois regressam, devendo ser observadas por um médico. Manchas associadas à exposição ao sol em que a pele fique mais rugosa merecem o mesmo cuidado.

  1. Gengivite

Nos cancros do sangue, como leucemias, a população está desperta para a importância de avaliar gânglios inchados e hematomas mas há outros sinais a valorizar. É o caso de gengivites, um sintoma comum num subtipo de leucemia aguda, e infecções recorrentes.

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Qual a nova descoberta contra o cancro ?

Pela primeira vez, foi possível detectar e isolar, no fluxo sanguíneo, células susceptíveis de criar metástases e espalhar um cancro. Isto poderá permitir avaliar a agressividade dos cancros de forma precoce.

Qual a importância desta técnica?

Uma equipa de cientistas nos Estados Unidos demonstrou que é possível, graças a pequenos bocados específicos de ADN espetados à superfície de diminutas bolinhas de ouro, detectar no sangue humano células cancerosas que estão à deslocar-se à procura de novos sítios do corpo para invadir.

A inédita técnica, que poderá permitir destruir estas células antes de elas se instalarem noutros órgãos e formarem metástases, foi descrita recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Luta contra as metástases do cancro

Quando um cancro forma metástases, o prognóstico para o doente não é bom; já pode ser tarde demais. Ora, até aqui, não era possível apanhar as células cancerosas circulantes directamente no sangue, antes de elas colonizarem novos tecidos.

 O que são afinal os NanoFlares ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas
A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas

Agora, Chad Mirkin, da Universidade Northwestern (EUA), e colegas, conseguiram literalmente fazer brilhar essas células iluminando-as do interior por uma salva de microscópicos very-light.

Os cientistas deram à sua invenção o nome de NanoFlares (nano-clarões) e mostraram, em várias condições experimentais, que eles permitem não só detectar individualmente as células cancerosas na circulação sanguínea, como também isolá-las.

Leia aqui o resumo do artigo original

É possivel capturar e cultivar estas células?

Como não matam estas células, permitem ainda cultivá-las no laboratório para testar a eficácia de diversos fármacos anti-cancro.

“Tanto quanto sabemos, esta é a primeira abordagem baseada na genética que permite ao mesmo tempo o isolamento e a análise genética intracelular de células tumorais vivas em circulação”, escrevem os autores na PNAS.

Qual a composição do NanoFlare ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, com apenas 13 nanómetros (milionésimo de milímetro) de diâmetro, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN (em hélice simples) capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas. Por sua vez, essas sequências de ADN estão “acopladas” a bocadinhos de ADN que contêm o clarão propriamente dito (uma molécula fluorescente).

Inicialmente, a fluorescência do clarão é abafada pela proximidade do ouro, explicam ainda os cientistas no seu artigo. Mas o que acontece é que os NanoFlares penetram, não se sabe bem como, no interior das células. E se vierem a dar com o material genético específico do cancro que são capazes de reconhecer, ligam-se a ele, libertando o bocadinho que contém o clarão.

Ao afastar-se da bolinha de ouro central, o clarão vai assim iluminar o interior da célula em causa, marcando-a como cancerosa.

Conseguir encontrar uma “agulha num palheiro”!

“O NanoFlare acende uma luz dentro das células cancerosas que procuramos”, diz o co-autor Shad Thaxton em comunicado de Universidade Northwestern. “E o facto de os NanoFlares serem eficazes na complexa matriz do sangue humano constitui um enorme avanço técnico. Conseguimos encontrar pequenos números de células cancerosas no sangue, o que é mesmo como procurar uma agulha num palheiro.”

É possivel preparar tratamentos à medida?

Os cientistas construíram quatro tipos de NanoFlares, cada um dirigido contra um alvo genético conhecido por estar associado a cancros da mama agressivos (isto é, que formam facilmente metástases).

Mais precisamente, os NanoFlares são dirigidos contra o “ARN mensageiro” (uma outra forma de material genético) que codifica certas proteínas que se sabe estarem associadas às células dos cancros agressivos da mama.

A seguir mostraram, em particular, que esses NanoFlares eram capazes de detectar as células cancerosas, com uma taxa de erro inferior a 1%, quando estas eram misturadas com sangue de dadores humanos saudáveis.

Células detectadas sobrevivem e são cultivadas

Uma vez identificadas as células, os cientistas conseguiram separá-las das células normais e estudá-las em cultura. “Ao contrário de outras técnicas de isolamento de células cancerosas, baseadas em anticorpos, a exposição das células aos NanoFlares não resulta na morte celular”, escrevem ainda.

Ausência de toxicidade é essencial

Ora, esta ausência de toxicidade poderá permitir estudar células cancerosas vivas, avaliar o seu potencial metastático e determinar qual a melhor combinação de fármacos para as eliminar.

“Isto poderia conduzir a terapias personalizadas, nas quais olhamos para a forma como as células de um dado doente respondem a diversos cocktails terapêuticos”, diz por seu lado Chad Mirkin.

Os autores testaram os nano-clarões, com resultados igualmente promissores (embora com maiores taxas de falsos positivos), em ratinhos que são utilizados como modelo experimental de cancro da mama humano.

Neste momento, explica ainda o comunicado, estão a tentar ver se a sua nova técnica consegue detectar células cancerosas diretamente no sangue de doentes com cancro da mama.

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Qual a ligação entre o açúcar a síndrome metabólica e o cancro?

Outra doença associada com obesidade e síndrome metabólica é o cancro.

As células cancerosas precisam da glicose para prosperarem, e os hidratos de carbono transformam-se em glicose no nosso corpo. Para as células cancerosas passarem fome e morrerem, tem de se eliminar a sua fonte de comida primária, isto é açúcar, que inclui todos os carboidratos não-vegetais. O fisiologista Dr. Otto Warburg recebeu um Prêmio de Nobel já em 1934 pela sua pesquisa que identifica o combustível primário do cancro como sendo a fermentação anaeróbica de glicose. Claramente demonstrou que as células cancerosas necessitam der açucar para se desenvolverem. Pesquisas recentes concluiram que o açucar parece fazer iniciar o crescimento do cancro (clique na ligação abaixo para ler).

Estudo: Increased sugar uptake promotes oncogenesis via EPAC/RAP1 and O-GlcNAc pathways

Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar o cancro?

Um dos mecanismos-chave pelos quais o açúcar fomenta o cancro e outras doenças crónicas é pela disfunção mitocondrial. Quando o nosso corpo utiliza e queima o açúcar como sendo o nosso combustível primário, formam-se níveis muito mais elevados de espécies de oxigénio reativas , que geram radicais livres secundários que causam:

  • Danos no ADN mitocondrial e nuclear das células,
  • Danos na membrana celular,
  • Danos na estrutura das proteínas.

O cancro é apenas um resultado potencial destes danos no ADN celular.

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Quais os métodos de tratamento do cancro disponíveis?

Informação da Liga Portuguesa Contra o Cancro

O plano de tratamento depende, essencialmente, do estadio da doença e do tipo de tratamento a efectuar e do estadio da doença.

O médico tem, ainda, em consideração a idade do doente e o seu estado geral de saúde. Frequentemente, o objectivo do tratamento é curar a pessoa do cancro. Noutros casos, o objectivo é controlar a doença ou reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível. O plano de tratamentos pode ser alterado ao longo do tempo.

A maioria dos planos de tratamento inclui cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Alguns envolvem terapêutica hormonal ou biológica. Adicionalmente, pode ser usado o transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que o doente possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.

Alguns cancros respondem melhor a um só tipo de tratamento, enquanto outros podem responder melhor a uma associação de medicamentos ou modalidades de tratamento.

Os tratamentos podem actuar essencialmente numa área específica – terapêutica local -, ou em todo o corpo: terapêutica sistémica.

A terapêutica local remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo. A cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais.

A terapêutica sistémica “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original. A quimioterapia, a terapêutica hormonal e a terapêutica biológica (imunoterapia) são tratamentos sistémicos.

O médico é a pessoa indicada para lhe dar toda a informação relacionada com a escolha dos tratamentos, possíveis efeitos secundários e resultados esperados (com o tratamento). Cada pessoa deverá desenvolver, com o médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as necessidades, valores pessoais e estilo de vida dessa pessoa.

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento e qual a melhor forma de os controlar.

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera. Adicionalmente, deve proporcionar-se a máxima qualidade de vida possível, a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos e rigorosos, que combinam ciência e humanismo – site da Associação Nacional de Cuidados Paliativos.

Poderá, ainda, querer falar com o médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento. No tópico “Investigação Sobre o Cancro”, poderá encontrar mais informação sobre os ensaios clínicos actualmente a decorrer.

Antes de iniciar o tratamento, pode querer colocar algumas questões ao médico:

  • Qual é o meu diagnóstico?
  • O tumor propagou-se? Se sim, para onde? Qual é o estadio da doença?
  • Qual é o objectivo do tratamento? Quais são as minhas alternativas de tratamento? Qual é o tratamento recomendado na minha situação? Porquê?
  • Quais são os benefícios que se esperam de cada tipo de tratamento?
  • Quais são os riscos e os possíveis efeitos secundários de cada tratamento? Como podem ser controlados os efeitos secundários?
  • A infertilidade pode ser um dos efeitos secundários do meu tratamento? Pode ser feita alguma coisa acerca disso? Deverei considerar armazenar espermatozóides ou óvulos?
  • O que posso fazer para preparar o tratamento?
  • Com que frequência farei os tratamentos? Quanto tempo durará o meu tratamento?
  • Terei de alterar as minhas actividades normais? Se assim for, durante quanto tempo terei de o fazer?
  • Quanto custará o tratamento? O meu seguro cobrirá as despesas?
  • Que novos tratamentos estão a ser estudados? Seria adequado participar num ensaio clínico?

Cirurgia

Na maioria dos casos, o cirurgião remove o tumor e algum tecido em volta (“margens”). A remoção de tecido circundante, que esteja livre de células tumorais, pode ajudar a prevenir que o tumor volte a crescer. O cirurgião pode, também, remover alguns gânglios linfáticos localizados na região do tumor: gânglios linfáticos regionais.

Os efeitos secundários da cirurgia dependem, essencialmente, do tamanho e localização do tumor, bem como do tipo de operação. O tempo necessário para a recuperação é diferente, de pessoa para pessoa. É normal sentir-se cansado ou fraco, durante algum tempo.

A maioria das pessoas sente algum desconforto, nos dias seguintes à cirurgia. No entanto, já há formas de controlar a dor. Antes da cirurgia, deverá perguntar ao médico qual a melhor forma de aliviar a dor. A medicação para a dor (ex.: analgésicos), pode ser ajustada.

Algumas pessoas têm receio que a cirurgia, ou mesmo a biópsia ao tumor, possa “ajudar” a metastizar a doença. É pouco provável que esta situação ocorra. O cirurgião usa métodos que não deverão “permitir” que as células cancerígenas se disseminem, ou seja, que metastizem.

Radioterapia

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas. O médico usa vários tipos de radioterapia.

Em determinadas situações, pode ser administrada uma combinação de diferentes tratamentos com radioterapia:

  • Radiação externa: a radiação provém de uma máquina emissora. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas.
  • Radiação interna (radiação por implante ou braquiterapia): a radiação provém de material radioactivo contido em sementes, agulhas ou finos tubos de plástico, e que são colocados directamente no local do tumor ou perto. Para fazer radiação por implante, o doente fica, regra geral, internado no hospital. Os implantes permanecem no local durante vários dias; são retirados antes de ir para casa.
  • Radiação sistémica: a radiação provém de um líquido, ou de cápsulas, contendo material radioactivo, que circula em todo o organismo. A pessoa engole o líquido, ou as cápsulas ou, em alternativa, é-lhe administrada uma injecção. Este tipo de radiação, pode ser usada para tratar o tumor ou, por outro lado, para controlar a dor provocada pela metastização do cancro, por exemplo para os ossos. Actualmente, só alguns tipos de cancro são tratados desta forma.

Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da parte do corpo que vá ser tratada. Por exemplo, se a radiação incidir no abdómen, pode provocar náuseas, vómitos e diarreia. A pele, na área tratada, pode tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada.

Durante a radioterapia, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível.

Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele. Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. A quimioterapia pode ser constituída apenas por um fármaco, ou por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo – terapêutica sistémica.

A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.

A maioria das pessoas com cancro faz a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas pessoas podem precisar de ficar no hospital, internadas, enquanto fazem a quimioterapia.

A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas.

Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:

  • Células do sangue: estas células ajudam a “combater” as infecções, ajudam o sangue a coagular e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer “nódoas-negras” (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
  • Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e “textura” diferentes.
  • Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.

Alguns fármacos anti-cancerígenos podem, ainda, afectar a fertilidade feminina e masculina.

No caso das mulheres, se os ovários deixarem de produzir hormonas como, por exemplo, os estrogénios, poderá apresentar sintomas de menopausa: afrontamentos e secura vaginal. Os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou mesmo parar podendo, ainda, ficar infértil, ou seja, incapaz de engravidar. Se tiver idade igual ou superior a 35 anos, é provável que a infertilidade seja permanente; por outro lado, se permanecer fértil durante a quimioterapia, a gravidez é possível.

Como não são conhecidos os efeitos secundários da quimioterapia no feto, antes de iniciar o tratamento deverá sempre falar com o médico, relativamente à utilização de métodos contraceptivos eficazes.

Os efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo, são raros; ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.

Terapêutica Hormonal

A terapêutica hormonal impede que as células cancerígenas “tenham acesso” às hormonas naturais do nosso organismo, das quais necessitam para se desenvolverem. Se os testes laboratoriais demonstrarem que o cancro tem receptores hormonais, ou seja, que é “positivo para os receptores hormonais”, a pessoa poderá receber terapêutica hormonal. Tal como a quimioterapia, a terapêutica hormonal também pode afectar as células de todo o organismo, pois tem actividade sistémica.

Na terapêutica hormonal são utilizados medicamentos; por outro lado, pode obter-se o mesmo efeito recorrendo a uma cirurgia:

  • Medicamento: o médico pode sugerir um medicamento que bloqueie a hormona natural do organismo, parando a sua produção ou impedindo que actue.
  • Cirurgia: se ainda não estiver na menopausa, poderá fazer uma cirurgia, para remoção do órgão produtor, como os ovários ou testículos.

Os efeitos secundários da terapêutica hormonal dependem, principalmente, do próprio fármaco ou do tipo de tratamento. Estes efeitos podem incluir aumento de peso, afrontamentos, náuseas e alterações da fertilidade. Nas mulheres, a terapêutica hormonal pode provocar paragem dos períodos menstruais ou torná-los irregulares e pode provocar efeitos semelhantes à menopausa, com afrontamentos e possível corrimento vaginal. Algumas mulheres podem, ainda, sentir dor de cabeça, fadiga, náuseas e/ou vómitos, secura vaginal ou comichão, irritação da pele em volta da vagina e erupção cutânea. Nos homens, a terapêutica hormonal pode causar impotência, perda do desejo sexual e crescimento ou sensibilidade das mamas.

Imunoterapia

A imunoterapia, também chamada terapêutica biológica, utiliza a capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário (o sistema de defesa natural do organismo). Por exemplo, em alguns doentes com cancro da bexiga, é administrada uma solução de BCG, depois da cirurgia; o médico coloca esta solução na bexiga, usando um cateter. A solução contém bactérias vivas “enfraquecidas”, que estimulam o sistema imunitário para matar as células cancerígenas. No entanto, a BCG pode causar efeitos secundários: pode irritar a bexiga e, algumas pessoas, podem sentir náuseas, febre baixa ou arrepios.

A maioria dos tratamentos com imunoterapia, são administrados por via endovenosa: a terapêutica biológica circula através da corrente sanguínea, ou seja, de forma sistémica; normalmente, é administrada no consultório médico, na clínica ou no hospital, em regime ambulatório (sem necessidade de haver internamento).

Algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, fraqueza e náuseas. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da tensão arterial, problemas respiratórios e, por vezes, problemas cardíacos.

Transplante de células estaminais (indiferenciadas)

O transplante de células percursoras das células do sangue, ou seja, de células do sangue ainda imaturas e indiferenciadas, permite que a pessoa com cancro receba altas doses de quimioterapia, radiação ou ambas. Estas doses elevadas, destroem tanto as células cancerígenas como as células normais do sangue, da medula óssea. Depois do tratamento, o doente recebe células percursoras das células do sangue saudáveis, através de um tubo flexível, colocado numa veia grande: novas células do sangue vão desenvolver-se a partir das células estaminais transplantadas. As células estaminais podem ser colhidas do próprio doente, antes do tratamento com altas doses, ou podem provir de outra pessoa. Neste caso, a pessoa é internada no hospital, para fazer o tratamento.

Os efeitos secundários da terapêutica com altas doses, bem como o transplante de células estaminais, incluem infecções e perda de sangue. Adicionalmente, em pessoas que recebam células estaminais de um dador, pode haver rejeição, chamando-se “doença do enxerto versus o hospedeiro” ( GVHD ). Nesta situação, as células estaminais doadas “atacam” os tecidos da pessoa que as recebe. Geralmente, esta doença ( GVHD ) afecta o fígado, a pele ou o aparelho digestivo; pode ser grave, ou até fatal e pode ocorrer em qualquer altura depois do transplante, mesmo anos mais tarde. Há medicação que pode ajudar a prevenir, tratar ou controlar este processo de rejeição ( GVHD ).

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Concluindo

Muitas pessoas continuam a ignorar sintomas que podem salvar-lhes a vida! Os sintomas descritos neste artigo são comuns a muita gente e se atempadamente valorizados podem ser a diferença entre a vida e a morte! Em caso de dúvidas consulte de imediato o seu médico.

Também ao contrário do que muita gente julga, de facto, a atitude positiva perante a doença e a vida é cada vez mais um factor decisivo no combate a doenças graves. Para os pessimistas e queixosos “crónicos” fica uma palavra de incentivo à mudança de atitude que só os fará mais Felizes!

Fique bem!

Franklim M. Fernandes

Fontes:

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BEBÉ O QUE COMER NOS PRIMEIROS DIAS?

Bebé o que comer nos primeiros dias de vida?

Bebé, o que comer nos primeiros dias? Como se processa a alimentação do bebé e o que os pais devem e não devem fazer!

As consultas de vigilância de saúde durante a gravidez e/ou a preparação para o parto permitem aos pais esclarecer dúvidas, preocupações e expectativas relativamente à forma como vão alimentar o bebé. No entanto, preparámos-lhe um guia para relembrar-lhe aquilo que deve ter sempre presente quando alimenta o seu bebé.

Neste artigo vamos tratar as seguintes questões:

  • Como são os primeiros dias de vida?
  • Qual o intervalo de tempo entre mamadas?
  • Quais os sinais precoces de fome no bebé?
  • Quais os cuidados a ter com o aleitamento artificial?
  • Como esterilizar os biberões?
  • Como preparar os biberões?
  • O que não se deve fazer?
  • Como dar correctamente o biberão?
  • Qual a importância do bebé arrotar?
  • Porque pode bolsar ou regurgitar o bebé?
  • Quais as cinco regras para uma alimentação bem sucedida?
  • O que fazer se o bebé se engasgar?
  • Como ajudar um bebé com cólicas?
  • Como fazer uma massagem “anti-cólica”?

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Como são os primeiros dias de vida?

Nos primeiros dias após o nascimento do bebé, devido à perda natural do excesso de líquido (edema) e ingestão de pequenos volumes de colostro, pode registar-se uma perda até 10% do peso de nascimento. Habitualmente, entre o segundo/terceiro dia após o parto, a mãe tem a “descida de leite”, o que faz com que o leite passe a estar disponível em maior volume e aporte calórico. A partir do quarto/quinto dia, verifica-se um aumento de peso do bebé (em média 20 a 30g por dia durante o primeiro mês de vida), permitindo igualar progressivamente o peso de nascimento até à segunda semana de vida.

Qual o intervalo de tempo entre mamadas?

Nos primeiros dias, com a ingestão de colostro, que é facilmente digerido, o bebé pode ter necessidade de mamar com mais frequência (ao fim de uma hora e meia a duas horas). Posteriormente, com a transição do leite, as refeições passam a ser mais previsíveis, com intervalos de três a quatro horas e períodos mais alargados durante a noite. Habitualmente, o bebé mama oito a dez vezes durante as 24 horas.

Quais os sinais precoces de fome do bebé?

O bebé pode não falar mas quando tiver fome vai expressar a sua vontade das seguintes formas:

  • Movimentos de busca e de mastigação;
  • Mover e chupar os punhos;
  • Emissão de sons suaves;
  • Inquietude.

Quais os cuidados a ter com o aleitamento artificial?

Os leites artificiais são elaborados a partir de leite de vaca, adaptados a satisfazer as necessidades do bebé de acordo com a sua idade.

Existem alguns cuidados que deve ter:

  • Verifique a data de validade inscrita na embalagem de leite antes da sua utilização.
  • A lata de leite em pó deve estar bem tapada e, depois de aberta, só pode ser utilizada durante um mês. Prepare um biberão de cada vez e use-o de imediato.
  • A embalagem de leite artificial líquido deve ser agitada antes de abrir e conservada no frigorífico para consumir no prazo de 24h.

Como esterilizar os biberões?

Em condições normais de higiene, desde que se lave frequentemente e bem as mãos, as doenças infeciosas são menos frequentes. Eis o essencial que deve ter em conta:

  • Não é necessário ferver ou esterilizar os biberões e tetinas.
  • Lave os biberões e tetinas com água quente, detergente e utilize um escovilhão, de forma a eliminar todos os resíduos. No final passe abundantemente por água limpa.
  • Os biberões e tetinas também podem ser lavados na máquina de lavar loiça.
  • Depois de secos, guarde os biberões em local limpo, não se esquecendo de colocar a tetina no biberão virada para dentro e de fechá-lo com a respectiva tampa.

Como preparar o biberão?

A preparação do biberão é muito importante para evitar contaminações e concentrações erradas dos nutrientes por defeito causando fome ou por excesso causando por exemplo cólicas. Assim siga as seguintes regras:

  • Lave as mãos antes de preparar o biberão.
  • Coloque a água dentro do biberão e verifique a quantidade de água usando a graduação existente, ao nível dos seus olhos.
  • Encha a colher de medida que vem dentro da lata de leite sem pressionar o pó. Retire o excesso com a espátula, de modo a que fique rasa.
  • Respeite as proporções de água e de leite em pó referidas na embalagem (30ml de água/1 colher de pó).
  • De seguida, junte o pó à água e feche o biberão com a tampa.
  • Para dissolver, faça movimentos rotativos sem agitar o leite, até obter uma solução homogénea.
  • Para aquecer o biberão deve fazê-lo em banho-maria.
  • Antes de dar o biberão ao bebé deve verificar a temperatura do leite deixando cair umas gotas no pulso ou dorso da mão. O leite tem de estar morno e não quente.
  • O leite deve cair gota a gota da tetina e não em fio, de forma a evitar situações de engasgamento.

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O não se deve fazer, nunca?

  • Os pais não devem usar “medidas a olho” ou “meias doses” – se for necessário aumentar a quantidade de leite deve ser sempre de 30 em 30ml.
  • Colocar primeiro o pó e depois a água.
  • Calcar o pó na colher de medida porque provoca o aumento da concentração final do leite após a sua preparação, o que pode provocar desidratação e sobrecarga de proteínas e minerais no rim do bebé.
  • Colocar menos quantidade de pó. O leite muito diluído impede o bebé de ingerir a quantidade de nutrientes necessária ao seu crescimento.
  • Reaproveitar o leite que sobrou de uma mamada ou reaquecê-lo.
  • Ferver ou aquecer o leite no micro-ondas, mesmo o leite materno, pois pode destruir proteínas e nutrientes e, ainda, provocar queimaduras.

Como dar correctamente o biberão?

Alimentar um bebé por biberão é mais fácil, porque mesmo que não esteja bem acordado é capaz de chuchar na tetina. Contudo, este é um momento propício à relação que estabelece com os pais/cuidadores, imprescindível ao seu desenvolvimento. Siga este ritual:

  • Quem der o biberão deve sentar-se numa posição confortável com as costas apoiadas, podendo utilizar uma almofada de amamentação para apoiar o seu braço e corpo do bebé.
  • Deve recostar o bebé numa posição semi-sentada, com a cabeça apoiada no braço, aconchegando-o junto ao corpo e sempre bem acordado.
  • Para diminuir a ingestão de ar, o biberão deve estar suficientemente inclinado e com a tetina preenchida com leite.
  • Enquanto alimenta o bebé deve falar com ele. Esta proximidade é fundamental para estabelecer laços afetivos.

Qual a importância do bebé arrotar?

O arroto consiste na expulsão do ar que o bebé deglutiu durante a mamada. Para ajudar o bebé a arrotar (ou eructar) deve colocá-lo virado para si, de pé, encostado ao seu tronco, com a cabeça apoiada num dos seus ombros. Pode dar-se palmadinhas ou massajar a parte superior das costas. Quando o bebé arrota é frequente bolçar pequenas quantidades de leite.

Se o bebé ingeriu menor quantidade de ar durante uma mamada pode não arrotar. Depois de estar deitado pode ficar incomodado e com dificuldade em adormecer. Nestas situações pegue novamente no seu bebé e coloque-o em posição de arrotar.

Porque pode bolsar ou regurgitar o bebé?

Bolsar ou regurgitar consiste na subida de uma parte do conteúdo do estômago até à boca. Isto resulta da imaturidade funcional do esfíncter esofágico inferior, ou seja, a “válvula” que impede a passagem de alimentos do estômago para o esófago e que ainda não está a funcionar perfeitamente. É muito comum nos primeiros meses.

Quais as 5 regras para uma alimentação bem sucedida?

  1. Alimentar o bebé calmamente, sem pressas.
  2. Aumentar o número de refeições, diminuindo a quantidade em cada mamada.
  3. Esperar que arrote antes de o deitar.
  4. Evitar fraldas ou roupas muito apertadas.
  5. Evitar estimular muito o bebé após a mamada, por exemplo tomar banho, mudar a fralda, etc.

O que fazer se o bebé se engasgar?

Se o bebé se engasgar, os pais devem observar se ele respira ou chora. Se não o fizer, os pais devem proceder à Manobra de desengasgamento:

  • Colocar o bebé de barriga para baixo sobre o seu antebraço com a cabeça inclinada para baixo.
  • Dar 5 pancadas nas costas, entre as omoplatas (utilize a base da mão, com força adequada ao tamanho da criança).
  • Se, entretanto, o bebé não começar a chorar, verifique se respira e, se não o fizer, repita a manobra.

Cólicas no bebé, como ajudar?

As cólicas surgem pela terceira semana de vida do bebé, manifestando-se por períodos súbitos de choro agudo e persistente, sem causa identificável, em crianças saudáveis. Estes episódios de agitação são mais frequentes ao fim do dia e em primeiros filhos.

O que são as cólicas?

Trata-se de uma situação transitória que habitualmente se resolve por volta dos três meses de vida do bebé, de etiologia multifatorial ou seja com diversas causas, destacando-se as seguintes:

  • Deglutição excessiva de ar,
  • Imaturidade gastrointestinal,
  • Tensão emocional,

É aconselhável uma postura calma dos pais, saber que este choro intenso e inconsolável da criança é considerado normal, devendo apenas proporcionar ao bebé medidas de conforto. Pode ainda colocar o bebé no colo com a barriga para baixo ou massajá-la (veja abaixo como). Em caso de necessidade deve consultar o médico pediatra.

Massagem para as cólicas

A massagem abdominal realiza-se através de movimentos lentos e ritmados (no sentido do trânsito intestinal). Permite tonificar os músculos, facilita o trânsito/eliminação intestinal, diminui a distensão abdominal atenuando o desconforto e a dor associadas aos episódios de cólicas. Para aliviar e evitar estes episódios, pode realizar a massagem sempre que necessário ou duas a três vezes por dia.

Como fazer a massagem:

  1. Deslize a palma das suas mãos, uma seguida da outra, de cima para baixo e da direita para a esquerda (de frente para o bebé da sua esquerda para a direita). Deve repetir este movimento pelo menos três vezes.
  2. Segure as pernas do bebé pelos tornozelos e, com os joelhos juntos, pressione-os suavemente contra a barriga. Mantenha esta pressão aproximadamente durante cinco segundos. Alivie a pressão exercida e a posição das pernas, esticando-as, e volte a repetir várias vezes.
  3. Segure os tornozelos do bebé e dobre-lhe um joelho sobre o abdómen e endireite-lhe a perna, repita o movimento com a outra perna, como se estivesse a andar de bicicleta lenta e ritmicamente.
  4. Com a mão esquerda desenhe um círculo completo no sentido dos ponteiros do relógio à volta do umbigo, sem levantar a mão da barriga do bebé. Quando a mão esquerda está na região inferior do abdómen, a mão direita desenha um semicírculo (das 9h às 6h) na mesma direção. Faça este movimento várias vezes.
  5. Repita o movimento de dobrar as pernas.

Para que as mãos escorreguem suavemente, sem atrito e sem desconforto, utilize preferencialmente um óleo vegetal (óleo de amêndoas doces, camomila ou semente de uva) ou creme hidratante. Deve aplicá-lo e esfregá-lo nas suas mãos antes de iniciar a massagem.

Concluindo

Pois é… tratar bem de um bebé não é assim tão fácil e pode ser bastante cansativo! Pessoalmente, como pai, passei por isso três vezes 🙂 ! Claro que o prazer e alegria imensa que o bebé traz à família compensa tudo…e é precisamente nisso que mães e pais recentes devem pensar nos momentos mais difíceis, depois de noites mal dormidas onde o cansaço pode “apertar” durante o dia em alturas muito complicadas. Um palavra especial para as mães que reconhecidamente têm o “trabalho mais pesado” e devem ser ajudadas e admiradas quando conseguem dar o melhor de si mesmas muitas vezes com prejuízo pessoal da sua saúde! A última palavra vai para os casais pois um filho é um enorme teste a uma relação bem sucedida onde é necessária toda a compreensão de parte a parte nos momentos menos bons, que sempre acontecem em todas as famílias!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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A TUA SAÚDE É A TUA INTIMIDADE ! TRATA BEM DE TI !

A tua saúde é a tua intimidade! É um assunto pessoal! A nossa saúde e a forma como dela tratamos também nos define como pessoas. É quase impossível sermos Felizes com uma saúde “sofrida”, mal cuidada e desatenta aos sinais de alarme! Para tratar e proteger quem nos é mais querido devemos primeiro cuidar das nossas dores, das nossas angustias, da nossa falta de energia…enfim tratar da nossa intimidade…sem desculpas de falta de tempo!

A primeira etapa é identificar bem o que está mal na nossa saúde física e mental! A segunda etapa é recolher informação credivel sobre os sinais de alarme e suas causas. A terceira etapa é recorrer a apoio médico sempre que necessário.

Neste blog já sabes que podes contar com os nossos artigos de saúde muito detalhados que são pensados e produzidos para se tornarem referências crediveis mas também de fácil leitura e entendimento pela população em geral, que continua a ter enormes carências, ás vezes básicas, de boa informação sobre a saúde.

A pensar numa consulta simples, rápida e intuitiva criamos uma página especial com uma forte componente visual onde agregamos os melhores e mais partilhados artigos aqui publicados, para que possas consultar facilmente o que mais te interessa. Esta página é actualizada semanalmente com novos artigos. Por favor, trata de ti!

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DISLEXIA DISGRAFIA GUIA 2017: GÉNIOS COM DISLEXIA?

 



Dislexia e Disgrafia guia 2017: Génios com dislexia? Porque existem tantos disléxicos geniais? O que é a dislexia? Quais os sinais? Quais as causas? Quem faz o diagnóstico? Como tratar? Qual a minha experiência pessoal? A International Dyslexia Association e especialistas de renome como Ronald D. Davis, autor do livro “O Dom da Dislexia” ( The gift of Dyslexia ) que afirmam sem margem para dúvidas que alguns dos maiores génios da humanidade só o foram por serem disléxicos ou seja tiveram o “Dom da Dislexia”!

Ter um problema com a leitura, escrita, ortografia ou matemática não significa ser “burro” ou “idiota”! A mesma função mental que produz um génio pode também produzir estas perturbações de aprendizagem. Este artigo pretende ser contributo para ajudar adultos mas essencialmente muitos milhares de crianças e seus pais que desesperam a assistir ao fraco e lento desenvolvimento linguístico e capacidade de escrita dos seus filhos na infância e em idade escolar e demasiadas vezes sem o apoio imprescindível a que têm legalmente direito, simplesmente porque algumas escolas não fazem a sinalização eficaz e o apoio atempado das crianças com dislexia.

Deixo também a minha experiência pessoal por ter um filho com dislexia marcada, desde tenra idade, nomeadamente desde o jardim de infância até à actualidade como adolescente, demonstrando ter capacidades acima da média e por conseguinte ser mais um exemplo positivo e de esperança para os pais que possam passar por momentos mais desesperantes! No final apresento uma visão diferente da dislexia espelhada no livro mais lido do mundo sobre este tema! Um livro verdadeiramente magnífico!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Exemplo pessoal, porquê?
  • O que é a dislexia?
  • A dislexia é uma doença?
  • Porque é uma dificuldade inesperada?
  • Os disléxicos têm sempre dificuldades de leitura?
  • Com que idade pode ser feito o diagnóstico da dislexia?
  • Que profissionais fazem o diagnóstico?
  • Quais os sinais durante a infância?
  • Sinais de alerta na idade escolar: Quais são?
  • Quais os direitos legais de um aluno disléxico?
  • A dislexia pode afectar um adulto?
  • Como pode um disléxico enfrentar a vida académica?
  • A criança disléxica pode frequentar uma escola normal?
  • E uma escola bilingue?
  • Qual a diferença entre uma criança mal alfabetizada e uma disléxica?
  • A dislexia é hereditária?
  • A disléxia pode ser adquirida?
  • Porque existem tantos disléxicos geniais?
  • O que têm em comum os disléxicos?
  • Qual o livro mais lido do Mundo sobre dislexia?
  • O que me ensinou a minha experiência pessoal?

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Exemplo pessoal de um talento escondido!

Mais do que palavras uma imagem pode dizer-nos tudo o que não conseguimos expressar… esta é uma obra criada por um artista cá de casa que desde criança demonstrou uma disléxia muito marcada e desesperante… é uma história muito pessoal que faço questão de partilhar como motivação para todas as famílias com disléxicos que por vezes ficam desesperadas com as dificuldades do percurso escolar dos seus filhos… o tempo vai, em muitos casos, fazer desabroxar o talente escondido… desde a matemática ás artes… cada um tem o seu.

No nosso caso matemática “zero” mas quanto ás artes julgo que a imagem seguinte fala por si…

Dislexia melhorsaude.org melhor blog de saude
Autor: Diogo Moura Fernandes

O que é a Dislexia?

A dislexia não tem apenas uma definição “aprovada” oficialmente. Existem diversas definições válidas elaboradas por organizações internacionais de prestígio que devem ser tidas em conta na elaboração de um diagnóstico correcto, a saber:

  • World Federation of Neurology define-a como uma perturbação que se manifesta pela dificuldade na aprendizagem da leitura, apesar de uma educação convencional, uma adequada inteligência e oportunidades sócio-culturais.
  • Comittee on Dyslexia of the Health Council of the Netherlands, segundo este comité a Dislexia está presente quando a automatização da identificação das palavras (leitura) e/ou da escrita de palavras não se desenvolve, ou se desenvolve de uma forma muito incompleta, ou com grande dificuldade.

Atualmente a definição de Dislexia mais consensual é a proposta pela Associação Internacional de Dislexia e pelo National Institute of Child Health and Human Development (NICHD), a saber:

  • A dislexia é uma perturbação específica da aprendizagem com origem neurológica. É caracterizada por dificuldades na precisão e/ou fluência no reconhecimento de palavras, pobre soletração e descodificação da escrita. Estas dificuldades tipicamente resultam de um défice na componente fonológica da linguagem que é frequentemente inesperada em relação a outras capacidades cognitivas e à provisão de apoio efectivo na sala de aula. Consequências secundárias podem incluir problemas na compreensão da leitura e experiência de leitura reduzida que pode impedir o crescimento do vocabulário e do conhecimento geral. Estudos demonstram que as pessoas com dislexia processam a informação numa área do cérebro diferente dos não disléxicos.

Resumindo um pouco, a dislexia é uma Perturbação da Aprendizagem Específica etiologicamente associada a alterações neurobiológicas e neuropsicológicas. As crianças com dislexia apresentam um conjunto significativo de alterações na leitura e escrita, que podem conduzir a dificuldades na aprendizagem escolar. Essas alterações caracterizam-se pela presença de várias incorrecções tais como:

  • Durante a leitura de palavras com dificuldades nos processos de descodificação fonológica e processamento lexical,
  • Fluência/velocidade da leitura consideravelmente abaixo do esperado para a idade,
  • Dificuldades na compreensão da leitura,
  • Muitos erros ortográficos,
  • Dificuldades na estruturação frásica e organização das ideias, entre várias outras dificuldades.

Quando a pessoa lê, ela pode não entender bem os códigos da escrita. A leitura pode ser lenta, silabada e a pessoa pode ter dificuldades em reconhecer até mesmo as palavras mais familiares.
A Dislexia é inesperada pois não tem uma causa evidente. A pessoa tem inteligência normal e condições adequadas no seu meio assim como no ensino, não apresenta doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais.

A dislexia é uma doença?

A dislexia não é considerada uma doença. As pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos linguísticos relacionados com leitura. O disléxico tem dificuldade em associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa sequência temporal .

Porque é uma dificuldade inesperada?

A dislexia é uma dificuldade de linguagem inesperada, porque não está relacionada com:

  • Problemas visuais,
  • Problemas auditivos,
  • Lesões neurológicas,
  • Atraso,
  • Problemas psicológicos e sócio culturais.

As pessoas disléxicas tem sempre problemas na leitura?

Sim, o que caracteriza a dislexia é a dificuldade para descodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como consequência dificuldades na compreensão dos textos.

Com que idade pode ser feito um diagnóstico de dislexia?

Podemos suspeitar a presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais precisa é feito a partir do 2º ano, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização.

Que profissionais fazem esse diagnóstico?

Os profissionais que podem realizar este diagnóstico e trabalhar em conjunto são:

  • Terapeutas da Fala,
  • Psicólogos especializados no assunto,
  • Psiquiatras e pedopsiquiatras especialiazados no assunto.

Quando necessário, para ajudar a um diagnóstico mas preciso ou atempado podem e devem em muitos casos, ser solicitados os seguintes exames complementares:

  • Neurológico,
  • Neuropsicológico,
  • Processamento auditivo central,
  • Neuroftalmológico.

Quais os sinais durante a infância?

Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado, dificuldades na orientação de espaço e tempo. Resumindo os principais sinais na infância são:

  • Atraso no desenvolvimento da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente.
  • Problemas na linguagem durante o seu desenvolvimento, nomeadamente dificuldades em pronunciar determinados sons/fonemas, linguagem ‘abebezada’ para além do tempo normal.
  • Dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e lenga-lengas, revelou dificuldades nas tarefas de rimas.
  • Apresentou dificuldades em tarefas de consciência fonológica (rimas, lenga-lengas, segmentação sílabica, etc.).

Sinais de alerta na idade escolar: Quais são?

  • Dificuldades de leitura e escrita: lentidão na aprendizagem e na memorização das letras, e na automatização dos processos da leitura e escrita.
  • Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
  • Dificuldades na consciência fonológica (segmentação fonémica e manipulação fonológica, etc.).
  • A velocidade da leitura encontra-se significativamente abaixo do esperado para a idade. Muitas vezes a sua leitura é silabada e ocorre uma enorme lentidão na conversão grafema-fonema.
  • Bastantes dificuldades na descodificação das palavras, com a presença de inúmeras alterações. Revela dificuldades nos processos de descodificação grafema-fonema e/ou na leitura automática de palavras.
  • Dificuldades na compreensão/interpretação dos textos lidos devido ao baixo desempenho na leitura. Normal compreensão quando os textos lhe são lidos pelo adulto.
  • Na escrita surgem muitos erros ortográficos (trocas fonológicas e/ou lexicais) em todo o tipo de palavras (quanto à regularidade e frequência).
  • Na escrita surgem lacunas acentuadas na organização e/ou estruturação das ideias no texto e na construção frásica.
  • Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa (uma hora de trabalho rende 10 minutos).
  • Utiliza estratégias e truques para não ler. Não revela qualquer prazer pela leitura.
  • Distrai-se com bastante facilidade perante qualquer estímulo, parecendo que está a “sonhar acordado”. Curtos períodos de atenção.
  • Os resultados escolares não são condizentes com a sua capacidade intelectual. Melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
  • Dificuldades em memorizar e processar informações verbais.
  • Muitas dificuldades na aprendizagem de uma língua estrangeira (Inglês).
  • Não gosta de ir à escola ou de realizar actividades com ela relacionada.
  • Apresenta “picos de aprendizagem”, nuns dias parece assimilar e compreender os conteúdos curriculares e noutros parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente.

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Que direitos legais tem um aluno disléxico?

Todas as crianças tem o direito fundamental á educação. O Decreto-Lei n.º 3/2008 vem enquadrar as respostas educativas a desenvolver no âmbito da adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de permanente e das quais resultam dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.

A dislexia pode  afectar um adulto?

A dislexia é um transtorno de linguagem que perdura ao longo da vida, nasce-se disléxico. Mediante um grande esforço, os adultos podem ter aprendido a conviver com suas dificuldades, e se tiverem tido um apoio adequado, terão desenvolvido estratégias que compensarão estas dificuldades, facilitando-lhes a vida académica.

Como pode um disléxico enfrentar a vida académica?

A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, realizadas com a ajuda do Terapeuta da Fala especializado, são essenciais para o êxito da aprendizagem.
A família tem um papel de grande importância, assim como a escola. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando os seus limites e valorizando muito seu potencial.

A criança disléxica pode frequentar uma escola normal? 

A criança disléxica deve frequentar a escola regular. É importante que a equipa escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais.

E uma escola bilíngue?

A escola bilíngue não é indicada para uma criança com dificuldades de linguagem, pois ela deverá lidar com vários idiomas simultaneamente, com diferentes estruturas fonéticas e gramaticais, o que tornará mais complexa a aprendizagem da língua escrita.

Qual a diferença entre uma criança mal alfabetizada e uma criança disléxica?

A criança má alfabetizada, consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas.

A criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida. Há possibilidade de realizar este diagnóstico diferencial utilizando-se avaliações específicas

A dislexia é hereditária?

A dislexia de desenvolvimento, aquela que nasce connosco, com frequência aparece em outros casos familiares. As causas genéticas e distúrbios neuroquímicos estão a ser estudadas pelas ciências neurocognitivas.

A dislexia pode ser adquirida?

Se uma pessoa tiver um traumatismo craniano, doenças neurológicas graves ou problemas emocionais severos, ela poderá apresentar um grande transtorno na sua aprendizagem e consequentemente na leitura, mas com causa evidente.
É uma dislexia com história clínica diferente da dislexia de desenvolvimento, que nasce com a pessoa e sem motivo aparente.

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Porque existem tantos disléxicos geniais?

Normalmente associamos a Dislexia a problemas que algumas crianças têm na escola com a leitura, a escrita, a ortografia e a matemática. Alguns associam-na apenas a trocas de letras e palavras, outros à lentidão de aprendizagem. Quase todos a consideram uma forma de perturbação da aprendizagem. Na verdade, isso é apenas um dos aspectos da dislexia.

Quando nomeio alguns disléxicos famosos, invariavelmente recebo um comentário similar ao seguinte:

– É surpreendente que todas estas pessoas tenham sido geniais, apesar da dislexia!

A verdade é que a genialidade deles não aconteceu apesar da dislexia mas sim por causa da dislexia! Ter dislexia não faz de cada dislexico um génio mas é bom para a auto-estima de todos os disléxicos saberem que as suas mentes funcionam exactamente do mesmo modo que as mentes de grandes génios!

Aqui ficam alguns disléxicos famosos em diversas áreas:

  • Albert Einstein (ciência)
  • Leonardo Da Vinci (artes)
  • Pablo Picasso (pintura)
  • Winston Churchill (política)
  • John F. Kennedy (politica)
  • Walt Disney (filmes de animação)
  • Steve Jobs (tecnologia, iPhone)
  • Steven Spielberg (realizador de cinema)
  • Thomas Edison (inventor)
  • Agatha Christie (escritora)
  • Jonh Lennon (música)
  • Henry Ford (empresário)
  • Muhammad Ali (pugilista)
  • Magic Johnson (desporto, basquetebol)
  • Harrison Ford (actor)
  • Anthony Hopkins (actor)
  • Robbie Williams (musico)
  • Robin Williams (actor)
  • Salma Hayek (actriz)
  • Tom Cruise (actor)
  • Cher (musica)
  • Jamie Oliver (chef de cozinha)
  • Tommy Hilfiger (estilista)

Quais os talentos básicos que todos os disléxicos partilham?

Nem todos os disléxicos desenvolvem os mesmos dons, mas possuem certamente algumas funções mentais em comum. De seguida descrevo os talentos básicos que todos os disléxicos partilham, a saber:

  1. Capacidade para utilizar o seu dom mental para alterar ou criar percepções (principal talento).
  2. São altamente conscientes do meio que os rodeia.
  3. São mais curiosos que a média.
  4. Pensam principalmente em imagens e não em palavras.
  5. São altamente intuitivos e capazes de muitos “insights” (interiorizações).
  6. Pensam e percebem de forma multidimensional (utilizando todos os sentidos).
  7. Podem vivenciar o pensamento como realidade.
  8. São capazes de criar imagens muito vívidas.

Estas oito capacidades básicas se não forem suprimidas, anuladas ou destruidas pelos pais ou pelo processo educacional, resultarão em duas características:

  • Inteligência acima da média,
  • Extraordinária criatividade.

Qual o livro mais lido do Mundo sobre dislexia?

O livro mais lido do Mundo sobre dislexia é “O dom da dislexia” de Ronald D. Davis com Eldon M. Braun. 

Na sua apresentação pode ler-se que Ronald D. Davis, autista e disléxico, tornou-se um bem sucedido engenheiro apesar de não saber ler e escrever, facto que escondeu de toda a gente durante décadas. Só aos 38 anos e graças a um método de aprendizagem que ele próprio desenvolveu, conseguiu finalmente quebrar a barreira da leitura.

O seu método, que hoje é ensinado em 44 países, é muito simples. Com exercícios mentais ao alcance de qualquer criança, apoiados na visualização, na aprendizagem multissensorial a nas “palavras-gatilho”, ajuda o disléxico a criar um sistema próprio de leitura. A partir daí a sua criatividade e imaginação farão o resto.

Clique na imagem do livro:

O_Dom_da_Dislexia MELHORSAUDE.ORG

Concluindo

A dificuldade em ler e escrever por parte destas crianças tem sido demasiadas vezes erradamente interpretada como um sinal de baixa capacidade intelectual os chamados popularmente de “burros”! Muito pelo contrário, muitas crianças disléxicas poderão conseguir em certas áreas e em certos momentos da sua actividade, um desempenho superior à média do seu grupo etário e alguns chegam até a ser geniais na sua área de interesse! Deve também ser lembrado que a dislexia só poderá ser diagnosticada em crianças que apresentem pelo menos um funcionamento intelectual dentro dos parâmetros normais. É urgente que o ensino público tenha a capacidade de formar os seus docentes com as valências necessárias para sinalizar e pedir apoio atempado a especialistas (Psicólogos, pedopsiquiatras e terapeutas da fala) com capacidade adequada para fazer o diagnóstico correcto.

A minha experiência pessoal

Infelizmente a minha experiência pessoal diz-me que as famílias que não tenham capacidade para pagar apoio particular e especializado correm o risco de ver as suas crianças arrastadas num lento processo público de avaliação e apoio que pode demorar quase um ano lectivo!

No caso do meu filho existiam sinais de dificuldades de adaptação logo no jardim de infância nomeadamente um comportamento de defesa que consistia em fugir para debaixo da mesa quando não conseguia cumprir algumas tarefas ligadas à identificação de letras e simbolos. Aos 5 anos  nós, como pais, achamos que era útil uma avaliação psicológica particular para perceber o que se passava.

A avaliação foi surpreendente…quando receavamos a confirmação de algum problema cognitivo o resultado revelou uma capacidade intelectual muito acima da média com um Q.I. de 141!

Na altura a psicológa explicou que estas crianças por serem intelectualmente mais avançadas não demonstravam interesse por tarefas que consideravam demasiado básicas o que levava muitas vezes a problemas de adaptação ao ambiente educacional escolar que não está preparado para um apoio diferenciado.

Aos 5 anos não é possivel fazer o diagnóstico de dislexia pelo que este só foi confirmado, pela pedopsiquiatra, aproximadamente ao 7 anos depois de 2 anos de registos de historial com dificuldades de leitura e escrita. A capacidade de ler e escrever de forma “razoavel” foi uma espera desesperante e só foi conseguida no final do 3º ano de escolaridade.

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Autor: Diogo Moura Fernandes

No caso do meu filho as disciplinas problemáticas eram o Português e a Matemática. Hoje já na maioridade, deixou a matemática para trás, escolheu artes e é um aluno médio a Português e muito bom a Inglês e Desenho, que são sem dúvida as suas áreas fortes.

Esta experiência de vida ensinou-me mais uma vez a não aceitar com facilidade o que “aparenta ser” mas sim procurar, sempre, descobrir o que pode verdadeiramente ser!

Para os pais que, como eu, têm filhos com dislexia muito marcada fica o meu conforto e optimismo de que, com o tempo e o devido acompanhamento, irão aceitar naturalmente os pontos negativos, melhora-los mas, acima de tudo, abraçar com orgulho e reforço positivo os talentos que certamente vão despontar em alguma área da vida.

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes: 

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ALCOOL E RESSACA GUIA 2017: CURAR E TUDO O QUE NÃO SABE!

Alcool e Ressaca 2017 : Viva o novo ano sem ressaca! Tudo o que não sabe sobre beber álcool a mais! Porque nos faz sentir tão mal? Como posso evitar? E se acontecer…como posso curar? Nas quadras festivas e dias especiais estas questões colocam-se demasiadas vezes sem que se faça o que é possível para evitar tantos danos para o nosso organismo! Saiba como se pode proteger e curar se não conseguir evitar…tomar três copos a mais!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Quais os efeitos psicoactivos do álcool?
  • Quais os efeitos imediatos do álcool?
  • Quais os efeitos a longo prazo do álcool?
  • Quais as perturbações psíquicas que provoca?
  • Quais os riscos de consumir álccol na gravidez?
  • O que é a tolerância inversa?
  • Quais os efeitos da supressão subita do álcool?
  • Quais os sinais duma intoxicação alcoólica aguda?
  • Como é metabolizado o álccol?
  • O que é a metabolização alcoólica?
  • Qual a bioquimica do álcool?
  • Porque ficamos bêbados?
  • O que acontece se beber durante a refeição?
  • O que acontece quando os niveis de álcool são elevados?
  • O que é uma ressaca?
  • Porque acontece a ressaca?
  • Porque ocorre intoxicação pelo acetaldeído?
  • Porque ocorre queda da glicose sanguinea?
  • Porque ocorre a desidratação com o consumo de álcool?
  • Que quantidade de álcool posso beber sem ter ressaca?
  • Como evitar uma ressaca?
  • Como curar uma ressaca?

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Quais os efeitos Psicoativos do álcool?

O marcado carácter social desta substância e a grande aceitação de que goza, permitem catalogar como sendo normais padrões de consumo que, na realidade, são claramente exagerados. Do exagero surgem uma série de consequências adversas que a seguir passaremos a resumir.

Álcool: Quais os efeitos Imediatos?

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À sensação inicial de euforia e de desinibição, segue-se um estado de sonolência, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, etc.
O álcool atua bloqueando o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições. Estas, ao verem-se diminuídas, fazem com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e com uma falsa segurança em si mesmo que o poderá levar, em determinadas ocasiões, a adotar comportamentos perigosos.
Os acidentes rodoviários merecem uma menção especial. Uma altíssima percentagem destes têm relação direta com o consumo do álcool. Há mais mortes, por dia, causadas pelo álcool do que por outras substâncias psicoativas. Podemos afirmar que é a primeira causa de morte entre os jovens. Contrariamente ao que se diz, o álcool não é um estimulante do sistema nervoso central mas sim um depressor.
O excessivo consumo de álcool produz:
  • Aumento de acidez no estômago,
  • Vómito,
  • Diarreia,
  • Baixa da temperatura corporal,
  • Sede,
  • Dor de cabeça,
  • Desidratação,
  • Falta de coordenação,
  • Lentidão dos reflexos,
  • Vertigens e mesmo visão dupla
  • Perda do equilíbrio.
Se as doses ingeridas forem muito elevadas, caso de intoxicação etílica aguda, pode surgir depressão respiratória, coma etílico e eventualmente a morte.

Álcool: Quais os efeitos a longo prazo?

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O consumo crónico produz alterações diversas em diferentes órgãos vitais:
  • Cérebro – deterioração e atrofia;
  • Sangue – anemia, diminuição das defesas imunitárias;
  • Coração – alterações cardíacas (miocardite);
  • Fígado – hepatopatia, hepatite, cirrose;
  • Estômago – gastrite, úlceras;
  • Pâncreas – inflamação, deterioração;
  • Intestino – transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência.

Perturbações Psíquicas:

  • Irritabilidade;
  • Insónia;
  • Delírios por ciúmes;
  • Ideias de perseguição;
  • Encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica).

Consumo na gravidez

O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar à síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por malformações no feto, baixo coeficiente intelectual, etc.

Tolerância inversa

O álcool provoca tolerância e um alto grau de dependência, tanto física como psicológica. Nos consumidores crónicos pode surgir a Tolerância Inversa, então, basta uma pequena quantidade para se ficar embriagado.

Supressão súbita do álcool

A supressão súbita do álcool no paciente consumidor dependente pode desencadear uma grave síndrome de abstinência que requer atenção médica urgente. Os sintomas entre as doze e as dezasseis horas seguintes à privação da bebida, são os seguintes:
  • Inquietação,
  • Nervosismo,
  • Ansiedade.

Várias horas depois, podem aparecer:

  • Cãibras musculares,
  • Tremores,
  • Náuseas,
  • Vómitos,
  • Grande irritabilidade.

A partir do segundo dia de abstinência, nos casos mais graves, surge o denominado “delirium tremens”, caracterizado por:

  • Confusão mental,
  • Desorientação no tempo e no espaço, em relação a si e aos outros,
  • Clara desintegração dos conceitos,
  • Aparecimento de delírios,
  • Alucinações,
  • Fortes tremores.

No núcleo familiar, um elevado grau de alcoolismo pode conduzir à falta de responsabilidade, desintegração familiar, crises, maus tratos, etc. Outras consequências provocadas pelo alcoolismo são:

  • Instabilidade e o absentismo laboral,
  • Aumento de acidentes,
  • Comportamentos criminosos,
  • Alterações da ordem,
  • Suicídio.

Intoxicação alcoólica aguda

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Após a ingestão de grandes quantidades, o álcool chega rapidamente ao cérebro e provoca os sintomas da embriaguez nos seus mais variados aspetos. As manifestações mais importantes são: comportamentos desadaptados, como por exemplo os impulsos sexuais desinibidos ou agressivos, sensibilidade emocional, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, fala premente, descoordenação, instabilidade motora, rubor facial, mudanças no estado de ânimo, irritabilidade, loquacidade e falta de atenção. A conduta habitual do indivíduo pode acentuar-se ou alterar-se. Por vezes, aparecem fenómenos de amnésia durante a intoxicação.
Factores como a existência de tolerância; o tipo do álcool; a quantidade ingerida; a rapidez do consumo; a ingestão simultânea de alimentos; as circunstâncias ambientais; a personalidade do consumidor ou o consumo de algum medicamento, poderão influir de forma acentuada nas características da embriaguez. Os casos mais graves de intoxicação levam à perda de consciência, ao coma e inclusivamente à morte por depressão cardiorrespiratória.
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Como é metabolizado o álcool?

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O que é a metabolização hepática?

Quando ingerimos qualquer substância, ela passa basicamente por três fases:

  • Digestão,
  • Absorção,
  • Metabolização no fígado.

Todos os alimentos absorvidos pelo trato gastrointestinal passam pelo fígado antes de chegar a qualquer outro órgão. Isto é válido para alimentos, álcool, remédios, drogas, etc. O fígado é uma especie de central de tratamento centro de tratamento dos alimentos que comemos e bebemos. Nada chega à circulação sanguínea sem antes ter sido metabolizado pelo fígado. Este processo chama-se metabolização hepática.

A metabolização hepática inactiva substâncias tóxicas que tenham sido ingeridas, como por exemplo o álcool (etanol). O processo de metabolização hepática do álcool  é curioso, pois, como o fígado humano não produz uma enzima que neutralize diretamente o álcool, ele é metabolisado em duas fases:

  • Fase 1 – transforma o álcool em acetaldeído (metabolito tóxico)
  • Fase 2 – transformação em acido acético (metabolito não activo e não tóxico)

Esta metabolização tem dois problemas:

  1. O acetaldeído é uma substância mais tóxica que o próprio álcool;
  2. O acetaldeído só é transformado e inactivado em ácido acético após uma segunda passagem pelo fígado.

Resumindo, consumimos álcool, mas antes do mesmo chegar à circulação sanguínea central, o fígado transforma-o em acetaldeído, uma substância ainda mais tóxica. Só depois de rodar todo o organismo e retornar ao fígado é que finalmente o álcool ingerido (agora sob a forma de acetaldeído) consegue ser transformando-se em  ácido acético, este sim inactivo e não tóxico.

Após bebermos álcool, o resultado final é o seguinte:

  • 92% do etanol ingerido é metabolizado e inativado pelo fígado,
  • 3% é eliminado na urina,
  • 5% é eliminado pelos pulmões na respiração (daí o teste do balão)
  • Menos de 1% sai na pele através do suor.

O acetaldeído é um carcinogênico e pode levar à lesão do fígado se a exposição for frequente e prolongada.

A bioquimica do álcool

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Porque ficamos bêbados?

Já sabemos que o álcool, que é uma substância tóxica, após ser ingerido é transformado noutro elemento ainda mais tóxico antes de circular por todo o corpo. Mas o problema não termina aí. A absorção do álcool pelos intestinos é muito mais rápida do que a capacidade do fígado de metabolizá-lo. O fígado só consegue metabolizar o equivalente a 10 gramas de álcool por hora, o que é menos que um 1 copo de vinho ou 300 ml de cerveja, que possuem cerca de 12 gramas de álcool. Portanto, se tomarmos o equivalente a 5 copos de vinho, o corpo vai demorar, em média, 6 horas para eliminar todo esse volume. Isso significa que após um consumo exagerado de álcool, durante várias horas o nosso organismo vai ter que lidar com duas substâncias altamente tóxicas a circular no sangue:

  • Álcool,
  • Acetaldeído.

O que acontece se bebermos durante a refeição?

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Quando estamos de estômago cheio, a absorção de etanol fica mais lenta, dando mais tempo ao fígado para metabolizar o álcool que chega. Por isso, a intoxicação por etanol é mais intensa quando bebemos em jejum. Bebidas alcoólicas gasosas são absorvidas mais lentamente e alimentos ricos em proteínas (ex: carne e peixe) ou em açúcar reduzem a absorção do álcool.

O que acontece quando os níveis de álcool são elevados?

Conforme o nível de álcool aumenta, a capacidade de julgamento fica alterada e surgem os comentários e as acções impróprias. Doses maiores de álcool e acetaldeído na circulação intoxicam os neurónios, levando à inibição do funcionamento do sistema nervoso. Á medida que a concentração sanguínea aumenta, a pessoa vai passando pelas seguintes fases:

  1. Letargia,
  2. Sonolência,
  3. Redução do nível de consciência,
  4. Coma alcoólico,
  5. Eventualmente, morte.

Estar bêbado significa estar com os neurónios intoxicados por álcool (e acetaldeído). Os sintomas da bebedeira duram até o fígado conseguir neutralizar todo o álcool e o acetaldeído que circulam no sangue, o que já vimos que pode levar horas.

O que é a uma ressaca?

Estes são os principais sintomas que sinalizam uma ressaca:

  • Sensibilidade à luz,
  • Boca seca,
  • Gosto amargo,
  • Tonturas,
  • Fraqueza nas pernas,
  • Dor de cabeça,
  • Nauseas,
  • Vómitos,
  • Diarreia,
  • Fezes com cheiro a álcool,
  • Dificuldade de raciocínio,
  • Falha de memória.

A ressaca habitualmente surge quando o nível de álcool no sangue já está baixo, quase zero, após um enorme trabalho de limpeza feito pelo fígado.

Porque acontece a ressaca?

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A ressaca parece ocorrer basicamente por três motivos:

  1. Intoxicação pelo acetaldeído.
  2. Queda da glicose sanguínea (hipoglicémia).
  3. Desidratação.

Porque ocorre intoxicação pelo acetaldeído?

O acetaldeído chega a ser até 30 vezes mais tóxico para as células do que o etanol. No caso de um consumo exagerado de álcool pode haver presença deste metabólito tóxico na circulação ainda por várias horas após o indivíduo ter parado de beber. Grande parte do mal estar da ressaca é consequência da exposição prolongada das células ao acetaldeído, o que provoca uma espécie de inflamação generalizada do organismo. Além disso, os neurónios ficam intoxicados, o que atrapalha o estabelecimento de um padrão adequado de sono. A pessoa fica sonolenta, mas a qualidade do sono é má, mantendo o cansaço.

Porque ocorre queda da glicose sanguínea?

O processo de metabolização do etanol envolve vias enzimáticas do fígado que também participam na produção de glicose, principalmente em períodos de jejum. Como essa enzimas estão ocupadas metabolizando o etanol, temos uma queda no nível de glicose para o cérebro e outras regiões do organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e mal-estar.

Porque ocorre a desidratação?

Um dos efeitos adversos do etanol no cérebro é inativar a produção de uma hormona chamada ADH (hormona antidiurética). Os rins filtram em média 180 litros de sangue (água) por dia. Graças à hormona ADH, destes 180 litros filtrados, urinamos apenas 1 ou 2 por dia. A hormona ADH é um dos principais mecanismos de controle da quantidade de água corporal. Quando ele é inibida, toda a água que passa pelos rins é eliminada na urina. Por isso, alguns minutos após o ingestão de álcool, começamos a urinar com frequência. Após consumo de bebidas alcoólicas a urina fica clara porque neste momento a sua urina é basicamente água pura. Esse efeito diurético leva à desidratação, que causa os seguintes sintomas sintomas:

  • Boca seca,
  • Sede,
  • Dor de cabeça,
  • Irritação,
  • Câimbras.

A hormona ADH só volta a ser produzida pelo sistema nervoso central quando os níveis de álcool voltam a valores baixos, o que só acontece, geralmente, após horas de eliminação excessiva de água.

Que quantidade de álcool posso beber sem ter ressaca?

O risco de ressaca é maior quando há um consumo de pelo menos 4 copos de vinho ou 4 latas de cerveja (ou o equivalente em álcool de qualquer outra bebida) no intervalo de 2 horas. Esta é uma quantidade de álcool consumido acima da capacidade de metabolização hepática, promovendo a formação no fígado de grandes quantidades de acetaldeído que é de seguida libertado para a corrente sanguínea.

Como posso evitar uma ressaca?

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  1. Beber mais devagar e depois de ingerir alimentos ricos em proteínas e carboidratos diminui a velocidade de absorção de álcool pelos intestinos, dando tempo para o fígado metabolizar o álcool que vai sendo consumido. O ideal é comer antes de começar a beber. Depois de bêbado, o álcool já foi todo absorvido, comer só vai aumentar o risco de você vomitar. Todavia, nada impede que você belisque durante a festa enquanto bebe, pois isso ajuda a retardar a absorção do álcool.

  2. Beber muita água antes, durante e depois da festa talvez seja a melhor dica. Sempre que for urinar, beba algo não alcoólico, seja água, sumo ou refrigerantes (com açúcar de preferência).

  3. Bebidas mais escuras – como uísque, vinho tinto, tequila (que não é tão escura) e conhaque – geralmente causam ressacas piores do que o vinho branco, cerveja ou bebidas claras, como vodka ou gim. No entanto não esqueça que a cerveja ou a vodka também provocam  ressaca quando tomadas de forma exagerada.

  4. Produtos anti-ressaca, tomados antes de beber têm pouco fundamento científico. São drogas que misturam substâncias contra náuseas, analgésicos e cafeína, tentando amenizar alguns dos sintomas da ressaca. O problema é que o seu efeito já não é tão grande muitas horas depois de tomado e alguns deles ainda contêm anti-inflamatórios ou aspirina, que são substâncias que irritam o estômago. estas drogas não são eficazes sobre a desidratação, nem sobre a hipoglicemia, nem sobre a irritação que o acetaldeído provoca nas células. Além de não funcionarem bem como prevenção da ressaca, estes medicamentos ainda podem estimular o indivíduo a beber mais, pois o mesmo passa a achar que está protegido contra os efeitos maléficos de um consumo exagerado de álcool.

  5. Pera asiática– A Organização de Pesquisas da Comunidade Científica e Industrial da Austrália desenvolveu um estudo para saber de que maneira uma ressaca pode ser curada. Os cientistas descobriram que beber 220ml de sumo de pera asiática é o ideal antes de ingerir bebida alcoólica. A pera asiática tem formato de maçã e possui enzimas capazes de acelerar o metabolismo do álcool, inibindo a absorção da substância. A autora do estudo, Manny Noakes disse que as reduções foram observadas nos níveis de acetaldeído do sangue. A gravidade da ressaca, medida numa escala com 14 sintomas, diminuiu significativamente no grupo que bebeu o sumo de pera-asiática, comparado com aqueles que beberam placebo. O efeito mais forte foi visto no sintoma de dificuldade de concentração.

Como posso curar a ressaca?

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Beba muitos líquidos ao acordar. A não ser que esteja habituado a beber café de manhã, o ideal é evitá-lo, pois a cafeína também é um diurético. Água e sumos são o ideal. Isotónicos também podem ser usados.

Não existe um remédio que cure a ressaca nem que acelere o metabolismo do etanol. De nada adianta tomar banho frio, café, chás, produtos com cheiro forte ou qualquer outra medicação caseira. O importante é hidratação, carboidratos e bastante repouso. Habitualmente, a ressaca melhora no espaço de um dia.

Os desintoxicantes ajudam na ressaca:

No mercado existe um produto de venda livre, Guronsan®, muito utilizado como desintoxicante, após uma noite de copos, cuja composição é a seguinte:

  • Cafeína, um estimulante psíquico por excelência.
  • Glucuronamida, responsável pela eliminação de toxinas do organismo, daí a sua importância como efeito desintoxicante.
  • Ácido ascórbico, tónico geral, a famosa vitamina C.

Pela composição, é indicado como desintoxicante, mas também para um dia de estudo ou esforço intenso e é tomado ao pequeno-almoço e almoço, dissolvido em água, para que os efeitos sejam sentidos logo pela manhã e ao longo do dia.

O problema deste produto quando usado para tratar a ressaca é a cafeína porque esta tem um efeito diurético e portanto num contexto de desidratação e excesso de urina pode aumentar ainda mais o efeito desidratante da ressaca. Este produto é portanto útil apenas quando a frequência urinária volta ao normal ou seja quando deixamos de sentir a vontade permanente de urinar.

 Concluindo

O consumo excessivo e generalizado de álccol é um assunto que deve preocupar-nos a todos. São inúmeros os casos de jovens alcoolizados em idade escolar e universitária que acabam na urgência do hospital passando a ser motivo apenas de “risota” em vez de serem motivo de séria preocupação e acompanhamento por parte dos educadores! O álcool é de longe a maior “droga legal” e o seu consumo é tão transversal por toda a sociedade que os custos de saúde associados são “monstruosos”! A educação dos mais jovens têm de ser muito mais eficaz a alertar para os malefícios do álcool, não só para os proteger mas também para que levem a mensagem para casa onde, em muitos lares, é certamente necessária!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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