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HEPATITE 2017: INFOGRAFIA SINTOMAS E PREVENÇÃO



Hepatite 2017 infografia: Esta é uma excelente infografia, simples mas clara, elaborada a partir de fontes crediveis e gentilmente cedida pela Euroclinix para partilha com os leitores do nosso blog.

De forma resumida e visual esta infografia informa sobre os pontos mais importantes a reter acerca desta doença infeciosa viral que pode ser fatal!

De suprema importância é a chamada de atenção para as causas e respectivas formas de prevenção que podem evitar imensas infeções em jovens e adultos.

Desconhecem nomeadamente o perigo do contacto sexual desprotegido, da troca de fluidos corporais e de seringas com doentes infectados muitas vezes sem o saberem!

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Hepatite

Esta infografia e o restante artigo responde ás seguintes questões:

  • O que é a hepatite?
  • Hepatite: que tipos de vírus existem?
  • Quais as características?
  • Quais as causas?
  • Quais os sintomas?
  • Hepatite: Como se previne?
  • Quais os tratamentos?
  • Qual o impacto global da hepatite?
  • Quais os objectivos da Organização Mundial de Saúde (OMS) até 2030?
  • Hepatites tóxicas e medicamentosas, o que são?
  • Medicamentos: Quais os mais tóxicos para o figado?
  • Quais os factores de risco para desenvolver toxicidade hepática aos medicamentos?
  • Quais as principais doenças do fígado provocadas por medicamentos?
  • Quais os sinais e sintomas?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • Qual o tratamento mais eficaz?
infografico dia mundial contra hepatite 2017

 

Fonte: Euroclinix

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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Hepatites tóxicas e medicamentosas

Fonte: Dr. Armando Carvalho, especialista em Medicina Interna e Dr. José Davide, cirurgião geral

Anatomia do fígado: Onde se localiza no nosso corpo?

Descrevo de seguida imagens que ajudam a localizar melhor o fígado, algumas com legendas em Espanhol:

Figado anatomia melhorsaude.org melhor blog de saude

 

Fígado: Qual a sua importância?

O fígado é o principal órgão envolvido no metabolismo e na eliminação de substâncias. A toxicidade hepática pode ser induzida por drogas ou toxinas.

Pode seguir-se à inalação, ingestão ou administração parentérica de inúmeros agentes farmacológicos e químicos. Estes incluem toxinas tais como:

  • Industriais como Tetracloreto de carbono e fósforo amarelo;
  • Octapeptídeos bicíclicos tóxicos termostáveis de algumas espécies de Amanita e Galerina;
  • Agentes farmacológicos terapêuticos (a mais frequente é com medicamentos).

A toxicidade hepática é a manifestação mais comum de reacção adversa a drogas, motivando a suspensão do licenciamento e da comercialização de inúmeras substâncias.

Algumas formas de toxicidade hepática são raras e não são aparentes durante o decurso de ensaios clínicos, o que explica a sua introdução no mercado.

Medicamentos: Qual a epidemiologia da toxicidade hepática?

A incidência da toxicidade hepática induzida por drogas varia entre 1 em 1.000 e 1 em 100.000 indivíduos a tomar doses terapêuticas de medicamentos.

Crê-se que a toxicidade hepática induzida por drogas esteja subestimada na população geral. Ela constitui a principal causa de falência hepática aguda nos Estados Unidos da América, respondendo por mais de 50% dos casos de falência hepática aguda e por 10% dos transplantes hepáticos realizados em alguns centros.

Nos Estados Unidos, a causa mais frequente é o paracetamol ou acetaminofeno. O desenvolvimento de icterícia e a elevação de transaminases em doentes com toxicidade hepática induzida por fármacos está associada a uma mortalidade estimada em 10%.

A detecção precoce de falência hepática aguda e a referenciação imediata a um centro de Transplantação é essencial. As reacções idiossincrásicas ocorrem apenas numa pequena percentagem de indivíduos expostos (0,01 a 1%).

A susceptibilidade é ditada por factores genéticos e ambientais.

Toxicidade hepática: Quais os factores de risco?

O metabolismo das drogas pode ser afectado por múltiplos factores entre os quais se encontram a dieta, a idade, a genética, a doença subjacente e a presença de outras drogas.

Estes factores devem ser ponderados aquando da selecção de medicação para determinado doente com predisposição para desenvolver toxicidade hepática induzida por drogas.

A exposição a químicos, em casa ou no trabalho, a toma de medicamentos, substâncias de herbanárias ou usadas em Medicina Alternativa constituem pontos fundamentais a pesquisar na história clínica de qualquer doente que apresente icterícia ou alterações dos testes bioquímicos hepáticos.

Medicamentos: Quais os mais tóxicos para o fígado?

Inúmeros medicamentos podem causar toxicidade hepática, descrevo de seguida os mais frequentes:

  • Antidiabéticos orais (tiazolidinedionas),
  • Medicamentos usados no tratamento de dislipidemias, para baixar o colesterol (essencialmente estatinas),
  • Psicotrópicos (inibidores selectivos da captação da serotonina, inibidores da monoamina oxidase, antidepressivos tricíclicos, tolcapona usada na doença de Parkinson),
  • Anti-retrovíricos,
  • Antibióticos (ß-lactâmicos, macrólidos, fluoroquinolonas, tetraciclinas, sulfonamidas, nitrofurantoína),
  • Antifúngicos,
  • Tuberculostáticos (isoniazida, rifampicina, pirazinamida),
  • Paracetamol (acetaminofeno),
  • Halotano,
  • Valproato de sódio,
  • Fenitoína,
  • Amiodarona

Inúmeros produtos de herbanárias podem também ser causadores de toxicidade hepática, nomeadamente:

  • Extractos de valeriana.

Doenças do fígado causadas por agentes tóxicos: Quais as principais?

Certas drogas parecem ser responsáveis pelo desenvolvimento concomitante de lesão hepática crónica e aguda. Alguns exemplos são:

  • Cirrose,
  • Cirrose biliar primária,
  • Angiossarcoma hepático,
  • Síndrome de Budd-Chiari (oclusão das veias supra-hepáticas),
  • Adenoma hepático,
  • Hepatocarcinoma (raro)
  • Peliose hepática (cistos hemorrágicos do fígado)

Exemplos:

Por exemplo, a oxifenisatina, a metildopa e a isoniazida associam-se a hepatite crónica moderada a grave.

O halotano e o metotrexato foram implicados no estabelecimento de cirrose.

Uma síndrome similar à cirrose biliar primária foi descrita após tratamento com clorpromazina, metiltestosterona, tolbutamida e outras drogas.

A hipertensão portal, na ausência de cirrose, pode ser consequência de alterações na arquitectura hepática provocadas pela vitamina A, por intoxicação arsénica, exposição industrial a cloreto de vinil ou administração de dióxido de tório. Os três últimos agentes foram implicados na génese do angiossarcoma hepático.

Os contraceptivos orais são descritos como factores de risco para síndrome de Budd-Chiari (oclusão das veias supra-hepáticas), adenoma hepático e, raramente, hepatocarcinoma.

Alguns doentes a consumir esteróides anabólicos podem desenvolver peliose hepática (cistos hemorrágicos do fígado).

A existência destas entidades patológicas alarga o espectro das lesões hepáticas induzidas por agentes químicos e justifica a necessidade duma história minuciosa de exposição a tóxicos e consumo de drogas em todos os doentes com disfunção hepática.

Quais os sinais e sintomas?

A toxicidade hepática induzida por drogas pode manifestar-se através de reacções directas ou idiossincrásicas. A toxicidade directa é, geralmente, dose dependente, reprodutível e tem, habitualmente, evolução previsível.

As reacções idiossincrásicas manifestam-se após um atraso ou período de latência que varia entre 5 a 90 dias depois da ingestão da droga. O período de tempo entre o consumo de determinada droga e a toxicidade hepática que induz é, geralmente, consistente de pessoa para pessoa. O mesmo sucede com a dose necessária para produzir lesão hepática.

A toxicidade hepática pode permanecer irreconhecível até que se estabeleça icterícia.

Diagnóstico: Como se faz?

O diagnóstico de toxicidade hepática induzida por drogas constitui um desafio diagnóstico. Pressupõe um elevado índice de suspeição e a exclusão de outros diagnósticos diferenciais.

A abordagem inclui estudo serológico, com determinação de marcadores víricos e auto-imunes, ecografia abdominal e a identificação de potenciais factores de confusão, tais como hipotensão, sépsis, insuficiência cardíaca e nutrição parentérica.

Doenças concomitantes (infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, alcoolismo, diabetes e obesidade) devem ser valorizadas, pois podem comprometer negativamente a evolução.

A toxicidade induzida por determinada droga reveste-se de padrões característicos que se reflectem a nível das alterações analíticas, da latência dos sintomas, da presença ou não de hipersensibilidade imune e da evolução após suspensão da substância. Existem, apesar de tudo, variações individuais para cada droga.

Classicamente, estão descritos três padrões de anomalias analíticas: hepatite, colestase e mista. Estes são definidos pelas seguintes equações:

  • Hepatite: Alanina aminotransferase/limite superior do normal : fosfatase alcalina/limite superior do normal ≥ 5
  • Colestase: Alanina aminotransferase/limite superior do normal : fosfatase alcalina/limite superior do normal ≤ 2
  • Mista: 2 < Alanina aminotransferase/limite superior do normal : fosfatase alcalina/limite superior do normal < 5

Dado que a hepatite induzida por drogas é um diagnóstico de presunção e inúmeras entidades reproduzem os seus achados, o estabelecimento duma relação causal entre a droga e o dano hepático pode ser muito difícil. Esta é mais convincente no caso das toxinas directas do fígado.

Tratamento: Qual o mais eficaz?

A suspensão do agente suspeito de toxicidade é a primeira medida a adoptar logo que se detecte qualquer sinal sugestivo de reacção adversa. O tratamento é, essencialmente, de suporte.

No caso de toxinas directas, o envolvimento hepático não deve desviar a atenção de potenciais danos noutros órgãos, nomeadamente no rim.

Quando se estabelece hepatite fulminante, o transplante hepático pode ser a única alternativa.

Proteja-se e fique bem!

Franklim Fernandes