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TOSSE GUIA 2017: QUAL A CAUSA E MELHOR TRATAMENTO?



A tosse é um sintoma muito comum geralmente sem gravidade mas que em alguns casos e doentes de risco pode ser um alerta que, se for bem diagnosticado, sinaliza algumas doenças graves.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é ?
  • Qual a função?
  • Quais as causas?
  • A tosse pode sinalizar problemas cardiacos?
  • Que infecções podem desencadear tosse?
  • Quais as principais causas da tosse crónica?
  • Que medicamentos podem causar tosse?
  • Quais as situações de encaminhamento para apoio médico urgente?
  • Quais os pontos importantes a identificar para um aconselhamento e diagnóstico correcto?
  • Quais as característica da tosse não produtiva (seca)?
  • Quais as característica da tosse produtiva (com expectoração)?
  • O que significa a presença de expectoração amarelo-esverdeada?
  • O que significa a presença de muco com sangue?
  • Qual a terapêutica não farmacológica?
  • Qual a terapêutica farmacológica?
  • Quais os antitussicos mais eficazes?
  • Quais os mucolíticos e expectorantes mais eficazes?

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Tosse o que é e qual a sua função?

A tosse é um mecanismo de defesa que consiste na expulsão súbita e violenta de ar dos pulmões com o objetivo de remover as secreções e corpos estranhos das vias aéreas superiores. A tosse mais frequente é a causada por infeções virais do trato respiratório superior e está muitas vezes associada ao resfriado comum. A tosse pode ocorrer em qualquer altura do ano com maior prevalência na época mais fria.

Quais as causas da tosse?

As causas da tosse são múltiplas, a saber:

  • Presença de irritantes inalados ou aspirados, incluindo o fumo do tabaco, secreções, conteúdo gástrico,
  • Doenças pulmonares agudas ou crónicas ou ainda mais graves como o cancro.
  • Qualquer situação que desenvolva inflamação, constrição, infiltração ou compressão das vias respiratórias pode desencadear tosse.
  • Insuficiência cardiaca

Tosse: Pode sinalizar problemas cardíacos?

A tosse pode ser um sintoma de insuficiência cardíaca pelo que, havendo história desta doença, especialmente existindo tosse persistente, o encaminhamento médico é aconselhável.

Que infecções podem desencadear tosse?

Infeções que provocam tosse com duração superior a 3 semanas como a tosse convulsa que se caracteriza por uma duração de meses, uma tosse de tipo espasmódica seguida de um “guincho” característico e infeções provocadas por microrganismos como o Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumonias, Mycobacterium tuberculoso e avium, adenovírus, vírus da influenza e outros vírus respiratórios causadores de bronquite crónica podem ser causas de tosse prolongada.

Quais as principais causas da tosse crónica?

A bronquite crónica (tosse e expetoração, na maior parte dos dias, durante 3 meses contínuos, em 2 anos sucessivos) provocada por tabagismo ou por exposição a agentes tóxicos é uma causa muito comum de tosse crónica na população em geral. Em adultos não fumadores a asma é a causa mais importante de tosse crónica. O refluxo esofágico é também uma das causas de tosse.

Que medicamentos podem causar tosse?

Alguns medicamentos podem causar tosse. Entre os mais frequentes podemos referir os inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA), utilizados na hipertensão, tais como:

  • Enalapril,
  • Captopril,
  • Lisinopril,
  • Ramipril,

A incidência da tosse varia entre 5 e 35% dos doentes que tomam estes medicamentos e cujo aparecimento dos efeitos pode ser de horas até 3 meses desde o início do tratamento. Existem muitos outros medicamentos associados ao aparecimento da tosse, entre outros:

  • Antagonistas dos recetores AT1 da angiotensina II (ARA II), utilizados na hipertensão,
  • Inibidores da bomba de protões, utilizados para diminuir a acidez do estômago
  • Antiretrovirais, usados no HIV
  • Antagonistas dos canais cálcio, utilizados na hipertensão (ex: amlodipina)
  • Anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), utilizados nas dores e inflamação,
  • Betabloqueadores, utilizados na hipertensão e algumas patologias cardiacas.

Quais as situações a reencaminhar para apoio médico urgente?

  • Idade inferior a 2 anos
  • Idade superior a 75 anos
  • Tosse há mais de 2 semanas
  • Dispnéia, ruídos respiratórios, dor, expetoração espessa ou opaca com sangue, febre >38,5°C, astenia, perda de peso, febre baixa, dor, placas de pus na garganta, disfagia
  • Asma, DPOC, enfisema, insufi-ciência cardíaca, amiodarona, IECA, antagonistas do cálcio, digoxina, infliximab
  • Gravidez
  • Amamentação
  • Inefetividade em 7 dias
  • Hemorragias

Quais os pontos chave a identificar para um aconselhamento e diagnóstico correcto?

  • Distinção da tosse produtiva da não produtiva.
  • Momento do dia em que se manifesta
  • Diabetes, úlcera péptica, hipertensão arterial, rinite alérgica, antiagregantes plaquetários
  • Tabagismo
  • Vigiar obstipação, depressão respiratória, antecedentes de úlceras

Resumo de pontos chave:

  • A tosse prolongada necessita ser avaliada pelo médico (mais que 2 semanas)
  • Antes de selecionar um medicamento deve identificar a possível origem da tosse.
  • Deve-se evitar a indicação sistemática de antitússicos.

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SINTOMAS

Tosse não produtiva (tosse seca)

Na tosse não produtiva não há produção de muco. Este tipo de tosse é, normalmente, provocado por infeções virais e é autolimitada. Pode ser provocada por:

  • Fumo do tabaco,
  • Ambiente seco,
  • Alterações bruscas de temperatura,
  • Alergénios do ar,
  • Asma,
  • Cancro do pulmão,
  • Alguns medicamentos, nomeadamente para a hipertensão.

Tosse produtiva (tosse com expectoração)

Na tosse produtiva há produção de muco (expectoração). Surge na sequência de uma híperprodução de muco devido à irritação das vias áreas causada por uma infeção, alergia, etc. O muco transparente ou esbranquiçado não está infetado.

O que significa a presença de expectoração amarelo-esverdeada?

Quando o muco tem coloração pode significar a existência de uma infeção pulmonar tal como bronquite ou pneumonia e é necessário encaminhamento médico. Nestes casos, o muco pode ser amarelo-esverdeado e estar muito espesso.

O que significa a presença de sangue no muco?

Podem aparecer vestígios de sangue no muco dando uma coloração rosa a vermelho forte. A presença de sangue no muco pode significar apenas o rompimento de um pequeno vaso devido ao esforço de tossir mas também pode ser um sinal muito grave. Sangue na expetoração necessita de encaminhamento médico. 

Qual a diferença entre mucolítico e expectorante?

Um mucolítico diminui a viscosidade das secreções e mucosidades facilitando a sua expulsão natural.

Um expectorante estimula os mecanismos orgânicos de expulsão do muco, tais como:

  • Activação do movimento ciliar,
  • Aumento do volume hidrico,
  • Aumenta a secreção aquaosa das glandulas submucosas, salivares e mucosa nasal,
  • Estimulam o reflexo da tosse.

Terapêutica não farmacológica

  • Hidratação (beber 1,5 a 2 I de água por dia)
  • Humidificação do ambiente
  • Levantar a cabeceira da cama
  • Rebuçados sem açúcar ou pastilhas de chupar podem contribuir para o alívio da tosse.

Terapêutica farmacológica

Que cuidados devo ter?

Alguns medicamentos para a tosse devem ser evitados em diabéticos (Ex: xaropes com açucar) e em doentes com doença coronária e hipertensão (Ex: antitussicos com codeína).

Fármacos antitússicos adequados para o tratamento da tosse não produtiva (entre parentesis apresenta-se  a posologia habitual para um adulto):

  • Levodropropizina (60mg 3xdia – antitússico de ação periférica), Ex: Levotuss®
  • Dextrometorfano (10 a 20mg 4/4h ou 30mg cada 6/8h – opiácio de ação central), Ex: Bisoltussin®
  • Oxolamina (100 a 200mg 3xdia – anticolinérgico/antihistamínico)
  • Codeína + Feniltoloxamina 2.22 mg/ml + 0.733 mg/ml ( 10ml de 12/12h) Ex: Codipront®
  • Butamirato (6mg 4xdia – antitussico) Ex: Sinecod®

Os fármacos antitússicos utilizam-se quando é necessário impedir o processo de tosse por alguma destas razões:

  • Tosse não produtiva que interfere com o descanso noturno ou com a atividade diurna;
  • Quando a irritação brônquica induz ataques de tosse posteriores
  • Quando há perigo de dano para os doentes por diversos motivos (cirurgias, etc.)

Fármacos mucolíticos e expetorantes adequados na tosse produtiva  (entre parentesis apresenta-se  a posologia habitual para um adulto):

  • Sobrerol ou ciclidrol (80 a 160 mg 2xdia) Ex: Mucodox®
  • Ambroxol (20 a 40mg  3xdia) Ex: Broncoliber®, Mucosolvan®
  • Bromexina (8 a 10mg 3xdia) Ex: Bisolvon®
  • Acetilcisteína (200mg 3xdia ou 600 mg 1xdia) Ex: Fluimucil®
  • Carbocisteína (750mg 3xdia, reduzir a 1/3 após a melhoria dos sintomas) Ex: Pulmiben®

Os fármacos mucolíticos e expetorantes ajudam a incrementar a expetoração, conseguindo aliviar e facilitar a tosse produtiva tendo ação sobre o sistema mucociliar:

  • Aumentando o volume da secreção (expetorantes, ex: ambroxol);
  • Diminuindo a viscosidade do muco (mucolíticos, ex: acetilcisteína);
  • Regulando a sua consistência (mucoreguladores);
  • Potenciando a atividade de limpeza mucociliar.

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Quais os medicamentos actualmente mais usados, seguros e eficazes para a tosse?

A escolha do medicamento para combater a tosse depende antes demais do tipo de tosse, produtiva ou não e da segurança no que concerne a efeitos secundário e interações com outros medicamentos, assegurando sempre a eficácia do tratamento. Actualmente uma imensa fatia das prescrições médicas utiliza os medicamentos que descrevo de seguida. Entre parentesis apresenta-se  a posologia habitual para um adulto.

No que concerne à tosse não produtiva ou seja seca tem havido uma utilização crescente da:

  • Levodropropizina (60mg 3xdia – antitússico de ação periférica), Ex: Levotuss®. Não existe genérico no mercado.

No que concerne à tosse  produtiva ou seja com expectoração, tem havido uma utilização crescente da:

  • Acetilcisteína (200mg 3xdia ou 600 mg 1xdia) Ex: Fluimucil®. Já existe genérico no mercado.
  • Ambroxol (20 a 40mg  3xdia) Ex: Broncoliber®. Já existe genérico no mercado.

Quais os efeitos secundários?

Levodropropizina (antitussico)

Muito raramente observaram-se as seguintes reacções adversas: Urticária, vermelhidão da pele, erupção da pele, comichão, angioedema, reacções cutâneas. Foi notificado um caso isolado, fatal, de epidermólise. Dor abdominal e dor de estômago, náuseas, vómitos, diarreia. Foram notificados dois casos individuais de glossite (inflamação da língua) e febre aftosa, respectivamente. Foi também notificado um caso de hepatite colestática, assim como um caso de coma hipoglicémico numa doente idosa, que estava a tomar simultaneamente hipoglicemiantes orais.

Reacções alérgicas e anafiláticas, mal-estar geral. Foram notificados casos individuais de edema generalizado, síncope e astenia. Tonturas, vertigens, tremores, parestesia. Foi notificado um único caso de convulsões tónico-clónicas e um ataque de pequeno mal. Palpitações, taquicardia, hipotensão. Foi notificado um caso de arritmia cardíaca (bigeminismo auricular). Irritabilidade, sonolência, despersonalização. Dispneia, tosse, edema do tracto respiratório. Astenia e fraqueza nos membros inferiores. Foram notificados alguns casos de edema da pálpebra, na sua maioria referidos como edema angioneurótico, considerando a presença simultânea de urticária.

Foi reportado um caso individual de midríase, assim como um único caso de perda da capacidade de visão bilateral. Em ambos os casos, as reacções desapareceram após a interrupção do tratamento. Foi notificado um caso isolado de sonolência, hipotonia e vómitos num recém-nascido, após a toma de levodropropizina pela mãe que o amamentava. Os sintomas apareceram depois do bébé ser amamentado e desapareceram espontaneamente, algumas mamadas, após a interrupção do aleitamento materno.

Ocasionalmente, foram observadas as seguintes reacções adversas consideradas graves: alguns casos de reacções cutâneas (urticária, prurido), o já mencionado caso de arritmia cardíaca, o caso de coma hipoglicémico, assim como algumas reacções alérgicas/anafiláticas envolvendo edema, dispneia, vómitos e diarreia. Como já referido, um caso isolado, fatal, de epidermólise, ocorrido numa doente idosa submetida a múltiplos tratamentos.

Acetilcisteína (mucolítico)

Ocasionalmente podem produzir-se alterações digestivas (náuseas, vómitos e diarreias) raramente apresentam-se reações de hipersensibilidade, como urticária e broncoespasmos. Especial atenção nos doentes asmáticos pelo risco de ocorrer uma crise de asma (broncoconstrição). Nestes casos deve interromper-se o tratamento e consultar um médico

Ambroxol (expectorante)

Foram descritos pirose, dispepsia, náuseas, vómitos, diarreia e outros sintomas gastrointestinais moderados. Foram descritos, muito raramente, erupção cutânea, urticária, edema angioneurótico, reacções anafilácticas (incluindo choque anafiláctico) e outras reacções alérgicas (hipersensibilidade). Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Concluindo

A tosse é um sintoma muito comum na população principalmente porque é muitas vezes consequência de factores desencadeantes que estão presente na nossa rotona diária tais como fumos, poeiras e pós com alergénios e diferenças de temperatura, só para citar alguns. Os sinais mais importantes são, no entanto, quando a tosse é causada por problemas de saúde mais graves tais como asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), cancro e claro infecções do tracto respiratório.

Uma tosse seja ela qual for é portanto um sinal de alarme que deve ser tratado de imediato e se for persistente (mais de 15 dias) ou acompanhada de febre, dificuldade respiratória ou dor no peito deve também ser procurado apoio médico urgente! Proteja-se a tempo e evite uma evolução grave da doença subjacente.

Fique bem!

Franklim Fernandes

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