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DISLEXIA DISGRAFIA GUIA 2016: GÉNIOS COM DISLEXIA?

 



Dislexia e Disgrafia guia 2016: Génios com dislexia? Porque existem tantos disléxicos geniais? O que é a dislexia? Quais os sinais? Quais as causas? Quem faz o diagnóstico? Como tratar? Qual a minha experiência pessoal? A International Dyslexia Association e especialistas de renome como Ronald D. Davis, autor do livro “O Dom da Dislexia” ( The gift of Dyslexia ) que afirmam sem margem para dúvidas que alguns dos maiores génios da humanidade só o foram por serem disléxicos ou seja tiveram o “Dom da Dislexia”!

Ter um problema com a leitura, escrita, ortografia ou matemática não significa ser “burro” ou “idiota”! A mesma função mental que produz um génio pode também produzir estas perturbações de aprendizagem. Este artigo pretende ser contributo para ajudar adultos mas essencialmente muitos milhares de crianças e seus pais que desesperam a assistir ao fraco e lento desenvolvimento linguístico e capacidade de escrita dos seus filhos na infância e em idade escolar e demasiadas vezes sem o apoio imprescindível a que têm legalmente direito, simplesmente porque algumas escolas não fazem a sinalização eficaz e o apoio atempado das crianças com dislexia.

Deixo também a minha experiência pessoal por ter um filho com dislexia marcada, desde tenra idade, nomeadamente desde o jardim de infância até à actualidade como adolescente, demonstrando ter capacidades acima da média e por conseguinte ser mais um exemplo positivo e de esperança para os pais que possam passar por momentos mais desesperantes! No final apresento uma visão diferente da dislexia espelhada no livro mais lido do mundo sobre este tema! Um livro verdadeiramente magnífico!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é a dislexia?
  • A dislexia é uma doença?
  • Porque é uma dificuldade inesperada?
  • Os disléxicos têm sempre dificuldades de leitura?
  • Com que idade pode ser feito o diagnóstico da dislexia?
  • Que profissionais fazem o diagnóstico?
  • Quais os sinais durante a infância?
  • Sinais de alerta na idade escolar: Quais são?
  • Quais os direitos legais de um aluno disléxico?
  • A dislexia pode afectar um adulto?
  • Como pode um disléxico enfrentar a vida académica?
  • A criança disléxica pode frequentar uma escola normal?
  • E uma escola bilingue?
  • Qual a diferença entre uma criança mal alfabetizada e uma disléxica?
  • A dislexia é hereditária?
  • A disléxia pode ser adquirida?
  • Porque existem tantos disléxicos geniais?
  • O que têm em comum os disléxicos?
  • Qual o livro mais lido do Mundo sobre dislexia?
  • O que me ensinou a minha experiência pessoal?

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O que é a Dislexia?

A dislexia não tem apenas uma definição “aprovada” oficialmente. Existem diversas definições válidas elaboradas por organizações internacionais de prestígio que devem ser tidas em conta na elaboração de um diagnóstico correcto, a saber:

  • World Federation of Neurology define-a como uma perturbação que se manifesta pela dificuldade na aprendizagem da leitura, apesar de uma educação convencional, uma adequada inteligência e oportunidades sócio-culturais.
  • Comittee on Dyslexia of the Health Council of the Netherlands, segundo este comité a Dislexia está presente quando a automatização da identificação das palavras (leitura) e/ou da escrita de palavras não se desenvolve, ou se desenvolve de uma forma muito incompleta, ou com grande dificuldade.

Atualmente a definição de Dislexia mais consensual é a proposta pela Associação Internacional de Dislexia e pelo National Institute of Child Health and Human Development (NICHD), a saber:

  • A dislexia é uma perturbação específica da aprendizagem com origem neurológica. É caracterizada por dificuldades na precisão e/ou fluência no reconhecimento de palavras, pobre soletração e descodificação da escrita. Estas dificuldades tipicamente resultam de um défice na componente fonológica da linguagem que é frequentemente inesperada em relação a outras capacidades cognitivas e à provisão de apoio efectivo na sala de aula. Consequências secundárias podem incluir problemas na compreensão da leitura e experiência de leitura reduzida que pode impedir o crescimento do vocabulário e do conhecimento geral. Estudos demonstram que as pessoas com dislexia processam a informação numa área do cérebro diferente dos não disléxicos.

Resumindo um pouco, a dislexia é uma Perturbação da Aprendizagem Específica etiologicamente associada a alterações neurobiológicas e neuropsicológicas. As crianças com dislexia apresentam um conjunto significativo de alterações na leitura e escrita, que podem conduzir a dificuldades na aprendizagem escolar. Essas alterações caracterizam-se pela presença de várias incorrecções tais como:

  • Durante a leitura de palavras com dificuldades nos processos de descodificação fonológica e processamento lexical,
  • Fluência/velocidade da leitura consideravelmente abaixo do esperado para a idade,
  • Dificuldades na compreensão da leitura,
  • Muitos erros ortográficos,
  • Dificuldades na estruturação frásica e organização das ideias, entre várias outras dificuldades.

Quando a pessoa lê, ela pode não entender bem os códigos da escrita. A leitura pode ser lenta, silabada e a pessoa pode ter dificuldades em reconhecer até mesmo as palavras mais familiares.
A Dislexia é inesperada pois não tem uma causa evidente. A pessoa tem inteligência normal e condições adequadas no seu meio assim como no ensino, não apresenta doenças neurológicas ou psiquiátricas e não tem alterações significativas auditivas e visuais.

A dislexia é uma doença?

A dislexia não é considerada uma doença. As pessoas com dislexia apresentam um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos linguísticos relacionados com leitura. O disléxico tem dificuldade em associar o símbolo gráfico, as letras, com o som que elas representam, e organizá-los, mentalmente, numa sequência temporal .

Porque é uma dificuldade inesperada?

A dislexia é uma dificuldade de linguagem inesperada, porque não está relacionada com:

  • Problemas visuais,
  • Problemas auditivos,
  • Lesões neurológicas,
  • Atraso,
  • Problemas psicológicos e sócio culturais.

As pessoas disléxicas tem sempre problemas na leitura?

Sim, o que caracteriza a dislexia é a dificuldade para descodificar os símbolos escritos e reconhecer imediatamente as palavras, tendo como consequência dificuldades na compreensão dos textos.

Com que idade pode ser feito um diagnóstico de dislexia?

Podemos suspeitar a presença da dislexia desde cedo, principalmente na época da alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Um diagnóstico mais precisa é feito a partir do 2º ano, após dois anos de aprendizagem da leitura. Mas havendo sinais de dificuldades nas áreas de linguagem, um atendimento adequado deve ser iniciado antes mesmo da alfabetização.

Que profissionais fazem esse diagnóstico?

Os profissionais que podem realizar este diagnóstico e trabalhar em conjunto são:

  • Terapeutas da Fala,
  • Psicólogos especializados no assunto,
  • Psiquiatras e pedopsiquiatras especialiazados no assunto.

Quando necessário, para ajudar a um diagnóstico mas preciso ou atempado podem e devem em muitos casos, ser solicitados os seguintes exames complementares:

  • Neurológico,
  • Neuropsicológico,
  • Processamento auditivo central,
  • Neuroftalmológico.

Quais os sinais durante a infância?

Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado, dificuldades na orientação de espaço e tempo. Resumindo os principais sinais na infância são:

  • Atraso no desenvolvimento da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente.
  • Problemas na linguagem durante o seu desenvolvimento, nomeadamente dificuldades em pronunciar determinados sons/fonemas, linguagem ‘abebezada’ para além do tempo normal.
  • Dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e lenga-lengas, revelou dificuldades nas tarefas de rimas.
  • Apresentou dificuldades em tarefas de consciência fonológica (rimas, lenga-lengas, segmentação sílabica, etc.).

Sinais de alerta na idade escolar: Quais são?

  • Dificuldades de leitura e escrita: lentidão na aprendizagem e na memorização das letras, e na automatização dos processos da leitura e escrita.
  • Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
  • Dificuldades na consciência fonológica (segmentação fonémica e manipulação fonológica, etc.).
  • A velocidade da leitura encontra-se significativamente abaixo do esperado para a idade. Muitas vezes a sua leitura é silabada e ocorre uma enorme lentidão na conversão grafema-fonema.
  • Bastantes dificuldades na descodificação das palavras, com a presença de inúmeras alterações. Revela dificuldades nos processos de descodificação grafema-fonema e/ou na leitura automática de palavras.
  • Dificuldades na compreensão/interpretação dos textos lidos devido ao baixo desempenho na leitura. Normal compreensão quando os textos lhe são lidos pelo adulto.
  • Na escrita surgem muitos erros ortográficos (trocas fonológicas e/ou lexicais) em todo o tipo de palavras (quanto à regularidade e frequência).
  • Na escrita surgem lacunas acentuadas na organização e/ou estruturação das ideias no texto e na construção frásica.
  • Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa (uma hora de trabalho rende 10 minutos).
  • Utiliza estratégias e truques para não ler. Não revela qualquer prazer pela leitura.
  • Distrai-se com bastante facilidade perante qualquer estímulo, parecendo que está a “sonhar acordado”. Curtos períodos de atenção.
  • Os resultados escolares não são condizentes com a sua capacidade intelectual. Melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
  • Dificuldades em memorizar e processar informações verbais.
  • Muitas dificuldades na aprendizagem de uma língua estrangeira (Inglês).
  • Não gosta de ir à escola ou de realizar actividades com ela relacionada.
  • Apresenta “picos de aprendizagem”, nuns dias parece assimilar e compreender os conteúdos curriculares e noutros parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente.

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Que direitos legais tem um aluno disléxico?

Todas as crianças tem o direito fundamental á educação. O Decreto-Lei n.º 3/2008 vem enquadrar as respostas educativas a desenvolver no âmbito da adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, num ou vários domínios da vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de permanente e das quais resultam dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social.

A dislexia pode  afectar um adulto?

A dislexia é um transtorno de linguagem que perdura ao longo da vida, nasce-se disléxico. Mediante um grande esforço, os adultos podem ter aprendido a conviver com suas dificuldades, e se tiverem tido um apoio adequado, terão desenvolvido estratégias que compensarão estas dificuldades, facilitando-lhes a vida académica.

Como pode um disléxico enfrentar a vida académica?

A intervenção terapêutica adequada para o desenvolvimento de estratégias de leitura, realizadas com a ajuda do Terapeuta da Fala especializado, são essenciais para o êxito da aprendizagem.
A família tem um papel de grande importância, assim como a escola. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando os seus limites e valorizando muito seu potencial.

A criança disléxica pode frequentar uma escola normal? 

A criança disléxica deve frequentar a escola regular. É importante que a equipa escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico e esteja pronta e disponível para atender estas necessidades especiais.

E uma escola bilíngue?

A escola bilíngue não é indicada para uma criança com dificuldades de linguagem, pois ela deverá lidar com vários idiomas simultaneamente, com diferentes estruturas fonéticas e gramaticais, o que tornará mais complexa a aprendizagem da língua escrita.

Qual a diferença entre uma criança mal alfabetizada e uma criança disléxica?

A criança má alfabetizada, consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas.

A criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida. Há possibilidade de realizar este diagnóstico diferencial utilizando-se avaliações específicas

A dislexia é hereditária?

A dislexia de desenvolvimento, aquela que nasce connosco, com frequência aparece em outros casos familiares. As causas genéticas e distúrbios neuroquímicos estão a ser estudadas pelas ciências neurocognitivas.

A dislexia pode ser adquirida?

Se uma pessoa tiver um traumatismo craniano, doenças neurológicas graves ou problemas emocionais severos, ela poderá apresentar um grande transtorno na sua aprendizagem e consequentemente na leitura, mas com causa evidente.
É uma dislexia com história clínica diferente da dislexia de desenvolvimento, que nasce com a pessoa e sem motivo aparente.

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Porque existem tantos disléxicos geniais?

Normalmente associamos a Dislexia a problemas que algumas crianças têm na escola com a leitura, a escrita, a ortografia e a matemática. Alguns associam-na apenas a trocas de letras e palavras, outros à lentidão de aprendizagem. Quase todos a consideram uma forma de perturbação da aprendizagem. Na verdade, isso é apenas um dos aspectos da dislexia.

Quando nomeio alguns disléxicos famosos, invariavelmente recebo um comentário similar ao seguinte:

– É surpreendente que todas estas pessoas tenham sido geniais, apesar da dislexia!

A verdade é que a genialidade deles não aconteceu apesar da dislexia mas sim por causa da dislexia! Ter dislexia não faz de cada dislexico um génio mas é bom para a auto-estima de todos os disléxicos saberem que as suas mentes funcionam exactamente do mesmo modo que as mentes de grandes génios!

Aqui ficam alguns disléxicos famosos em diversas áreas:

  • Albert Einstein (ciência)
  • Leonardo Da Vinci (artes)
  • Pablo Picasso (pintura)
  • Winston Churchill (política)
  • John F. Kennedy (politica)
  • Walt Disney (filmes de animação)
  • Steve Jobs (tecnologia, iPhone)
  • Steven Spielberg (realizador de cinema)
  • Thomas Edison (inventor)
  • Agatha Christie (escritora)
  • Jonh Lennon (música)
  • Henry Ford (empresário)
  • Muhammad Ali (pugilista)
  • Magic Johnson (desporto, basquetebol)
  • Harrison Ford (actor)
  • Anthony Hopkins (actor)
  • Robbie Williams (musico)
  • Robin Williams (actor)
  • Salma Hayek (actriz)
  • Tom Cruise (actor)
  • Cher (musica)
  • Jamie Oliver (chef de cozinha)
  • Tommy Hilfiger (estilista)

Quais os talentos básicos que todos os disléxicos partilham?

Nem todos os disléxicos desenvolvem os mesmos dons, mas possuem certamente algumas funções mentais em comum. De seguida descrevo os talentos básicos que todos os disléxicos partilham, a saber:

  1. Capacidade para utilizar o seu dom mental para alterar ou criar percepções (principal talento).
  2. São altamente conscientes do meio que os rodeia.
  3. São mais curiosos que a média.
  4. Pensam principalmente em imagens e não em palavras.
  5. São altamente intuitivos e capazes de muitos “insights” (interiorizações).
  6. Pensam e percebem de forma multidimensional (utilizando todos os sentidos).
  7. Podem vivenciar o pensamento como realidade.
  8. São capazes de criar imagens muito vívidas.

Estas oito capacidades básicas se não forem suprimidas, anuladas ou destruidas pelos pais ou pelo processo educacional, resultarão em duas características:

  • Inteligência acima da média,
  • Extraordinária criatividade.

Qual o livro mais lido do Mundo sobre dislexia?

O livro mais lido do Mundo sobre dislexia é “O dom da dislexia” de Ronald D. Davis com Eldon M. Braun. 

Na sua apresentação pode ler-se que Ronald D. Davis, autista e disléxico, tornou-se um bem sucedido engenheiro apesar de não saber ler e escrever, facto que escondeu de toda a gente durante décadas. Só aos 38 anos e graças a um método de aprendizagem que ele próprio desenvolveu, conseguiu finalmente quebrar a barreira da leitura.

O seu método, que hoje é ensinado em 44 países, é muito simples. Com exercícios mentais ao alcance de qualquer criança, apoiados na visualização, na aprendizagem multissensorial a nas “palavras-gatilho”, ajuda o disléxico a criar um sistema próprio de leitura. A partir daí a sua criatividade e imaginação farão o resto.

Clique na imagem do livro:

O_Dom_da_Dislexia MELHORSAUDE.ORG

Concluindo

A dificuldade em ler e escrever por parte destas crianças tem sido demasiadas vezes erradamente interpretada como um sinal de baixa capacidade intelectual os chamados popularmente de “burros”! Muito pelo contrário, muitas crianças disléxicas poderão conseguir em certas áreas e em certos momentos da sua actividade, um desempenho superior à média do seu grupo etário e alguns chegam até a ser geniais na sua área de interesse! Deve também ser lembrado que a dislexia só poderá ser diagnosticada em crianças que apresentem pelo menos um funcionamento intelectual dentro dos parâmetros normais. É urgente que o ensino público tenha a capacidade de formar os seus docentes com as valências necessárias para sinalizar e pedir apoio atempado a especialistas (Psicólogos, pedopsiquiatras e terapeutas da fala) com capacidade adequada para fazer o diagnóstico correcto.

A minha experiência pessoal

Infelizmente a minha experiência pessoal diz-me que as famílias que não tenham capacidade para pagar apoio particular e especializado correm o risco de ver as suas crianças arrastadas num lento processo público de avaliação e apoio que pode demorar quase um ano lectivo! No caso do meu filho existiam sinais de dificuldades de adaptação logo no jardim de infância nomeadamente um comportamento de defesa que consistia em fugir para debaixo da mesa quando não conseguia cumprir algumas tarefas ligadas à identificação de letras e simbolos. Aos 5 anos  nós, como pais, achamos que era útil uma avaliação psicológica particular para perceber o que se passava. A avaliação foi surpreendente…quando receavamos a confirmação de algum problema cognitivo o resultado revelou uma capacidade intelectual muito acima da média com um Q.I. de 141!

Na altura a psicológa explicou que estas crianças por serem intelectualmente mais avançadas não demonstravam interesse por tarefas que consideravam demasiado básicas o que levava muitas vezes a problemas de adaptação ao ambiente educacional escolar que não está preparado para um apoio diferenciado. Aos 5 anos não é possivel fazer o diagnóstico de dislexia pelo que este só foi confirmado, pela pedopsiquiatra, aproximadamente ao 7 anos depois de 2 anos de registos de historial com dificuldades de leitura e escrita. A capacidade de ler e escrever de forma “razoavel” foi uma espera desesperante e só foi conseguida no final do 3º ano de escolaridade. No caso do meu filho as disciplinas problemáticas eram o Português e a Matemática. Hoje já adolescente, deixou a matemática para trás, escolheu artes e é um aluno mediano a Português e muito bom a Inglês e Desenho, que são sem dúvida as suas áreas fortes.

Esta experiência de vida ensinou-me mais uma vez a não aceitar com facilidade o que “aparenta ser” mas sim procurar, sempre, descobrir o que pode verdadeiramente ser!

Para os pais que, como eu, têm filhos com dislexia muito marcada fica o meu conforto e optimismo de que, com o tempo e o devido acompanhamento, irão aceitar naturalmente os pontos negativos, melhora-los mas, acima de tudo, abraçar com orgulho e reforço positivo os talentos que certamente vão despontar em alguma área da vida.

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes: 

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