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Estratégias para tratar frieiras e má circulação



Frieiras do frio ou eritema pérnio, tratamentos causas e toda a verdade! Em Portugal frieira é um termo usado para descrever uma doença (eritema pérnio) com, sintomas dermatológicos, provocada pela exposição ao frio não causada por um fungo (micose). No Brasil o termo frieira tem um significado diferente pois descreve uma micose na pele causada por fungos, como por exemplo a micose no pé o chamado “pé-de-atleta“. Esta clarificação é muito importante pois sendo este um Blog visitado por toda a comunidade de língua Portuguesa de quando em vez os significados da nossa língua materna divergem. Para saber tudo sobre frieira/micose leia o artigo seguinte.

Leia também: Micose no pé estratégias de tratamento e toda a verdade

Neste artigo vou falar das frieiras causadas pelo frio e não de micoses. No entanto, quem estiver interessado em micoses pode ler um dos posts mais partilhados do blog sobre sobre pé-de-atleta e fungos nas unhas aqui!

Leia também: Fungos nas unhas toda a verdade

Neste artigo vou falar dos seguintes temas:

    • O que são frieiras (“do frio”)?
    • Como se formam?
    • Que zonas do corpo são mais afetadas?
    • Quais os sintomas
    • Quanto tempo duram?
    • Qual o aspeto da pele afetada?
    • Quem são as pessoas mais sensíveis ás frieiras?
    • Qual a causa?
    • Qual o melhor tratamento?
    • Que cremes podem ser aplicados com eficácia?
    • Quando deve consultar o médico por causa das frieiras?
    • Os cremes com cortisona ajudam ou não?
    • Existem produtos naturais eficazes?
As cinco grandes mentiras sobre saúde
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Frieiras ou eritema pérnio

Eritema pérnio ou frieira é uma doença provocada pela exposição ao frio que atinge, sobretudo, as zonas mais expostas ao ar e humidade, tais como:

    • Mãos,
    • Pés,
    • Nariz,
    • Orelhas.

Pode também aparecer, embora menos frequentemente, nas seguintes partes do corpo:

  • Cotovelos,
  • Joelhos,
  • Partes inferiores das pernas.

Eritema pérnio mecanismo de formação

As frieiras são fruto de uma resposta anormal dos vasos sanguíneos às variações de temperatura.

Nos dias mais frios, mais húmidos e com mais vento, os vasos sanguíneos que irrigam as extremidades do nosso corpo, principalmente mãos, pés e orelhas, contraem para  manter a temperatura corporal.  Assim, as zonas do corpo onde essa contração ocorre tornam-se mais frias, ficando até, por vezes, dormentes.

Frieiras melhorsaude.org melhor blog de saude

Quando estas zonas são reaquecidas, principalmente se acontecer de forma muito rápida, dá-se uma  dilatação “agressiva” destes vasos sanguíneos, que deixam extravasar algum líquido do seu interior para o exterior. Este líquido provoca algum edema ou inchaço local originando  uma resposta inflamatória, que leva ao aparecimento do desconforto associado às frieiras.

Importante: Se não houver um arrefecimento seguido de aquecimento brusco, as frieiras raramente surgem.

Sintomas

Manifesta-se por uma inflamação dolorosa da pele que fica branca, fria, insensível, com comichão, inchada e vermelha. Em casos mais graves, podem levar à formação de bolhas e dar origem a feridas ulceradas e dolorosas que podem infetar e aí sim causar lesões graves… cuidado!

Se tal acontecer consulte um médico com urgência para tratar a infeção.

Mãos com frieiras melhorsaude.org melhor blog de saude
Mãos com frieiras simples, sem bolhas nem feridas.
Mãos com frieiras graves melhorsaude.org melhor blog de saude
Mãos com frieiras graves, já com bolhas

Quanto tempo dura uma crise?

Esta não é uma resposta simples! Normalmente as frieiras duram cerca de uma semana, mas podem prolongar-se por mais tempo.

Grupos de risco mais sensíveis

As pessoas que sofrem mais de frieiras são as que desenvolvem uma reação anormal ao frio. Têm dificuldade em manter a temperatura corporal das zonas expostas, por alterações verificadas nos pequenos vasos sanguíneos superficiais que se contraem e apertam excessivamente (vasoconstrição), não permitindo que o sangue circule, normalmente, até às extremidades e aqueça a pele. Os principais grupos de risco são os seguintes:

    • Mulheres jovens, sobretudo se já sofrem de Doença de Raynaud;
    • Idosos;
    • Fumadores, pois o tabaco é extremamente nocivo para a circulação sanguínea.

Causas

Na sua origem parecem intervir fatores genéticos, hormonais (as mulheres possuem pior circulação nas extremidades e reagem pior a mudanças de temperatura, devido nomeadamente às alterações menstruais) e problemas circulatórios.

As condições climatéricas tais como o frio e a humidade são fatores desencadeantes e agravantes. A doença é mais frequente nos meses de inverno e nas regiões com temperaturas mais baixas e húmidas (a humidade aumenta a condutividade do frio) e em particular nos meios rurais. Aqui, também, relacionada com o tipo de trabalho realizado na agricultura que expõe as pessoas mais frequentemente ao frio.

Tratamento

O melhor tratamento é a prevenção! Assim deve proteger diariamente a pele das zonas suscetíveis logo nos primeiros dias de frio. Repito a nota importante já referida neste artigo:

"Se não houver um arrefecimento seguido de aquecimento brusco, as frieiras não surgem"

Os cuidados preventivos, que evitam o contacto com diferenças bruscas de temperatura (principalmente passar rapidamente de um ambiente frio para um ambiente quente), são essenciais para evitar o aparecimento das queixas, sendo as medidas mais eficazes as seguintes:

    • Casas bem aquecidas;
    • Usar roupas adequadas (luvas, calçado apropriado, gorros de lã, etc.) de proteção contra o frio;
    • Se tiver tendência para sofrer de frieiras deve proteger-se do frio, cobrindo as zonas afetadas com roupa de preferência de lã;
    • Melhoram com o calor pouco intenso e com a massagem suave da zona afetada;
    • O exercício físico moderado é útil, pois ativa a circulação sanguínea aumentando a temperatura corporal;
    • Não deve aquecer diretamente as mãos no calorífero a altas temperaturas pois isso provoca uma dilatação exagerada dos vasos sanguíneos e posterior edema;
    • Evitar lavagens repetidas das mãos por causa da louça e outras atividades domésticas pois originam diferenças de temperatura bruscas e facilitam o aparecimento de frieiras.

Ginkgo biloba

Frieiras e Ginkgo Biloba
Ginkgo Biloba (Fonte: www.pixabay.com free foto)

Ginkgo biloba, também conhecida pelos nomes populares nogueira-do-japão, árvore-avenca ou simplesmente ginkgo, é uma árvore de origem chinesa considerada um fóssil vivo, pois existia já no tempo dos dinossauros, há mais de 200 milhões de anos. É símbolo de paz e longevidade por ter sobrevivido às explosões atómicas no Japão.

Foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada.

As suas folhas têm sido frequentemente usadas no combate aos radicais livres e como auxiliar da oxigenação cerebral, embora não exista unanimidade científica sobre os seus efeitos benéficos.

Bioactivo Ginkgo biloba em comprimidos é um suplemento feito com plantas naturais, contém Ginkgo biloba, que ajuda a função cognitiva, como memória e concentração, além disso, Ginkgo biloba apoia a circulação sanguínea, ou seja, é bom para mãos e pés frios.

Componentes activos

  • Extracto de Ginkgo Biloba 60 mg
  • Ginkgoflavona-glicósidos 14,4 mg
  • Terpenolactonas 3,6 mg

Tomar 2 comprimidos por dia, ou segundo a indicação do médico. Engolir os comprimidos inteiros, em simultâneo, à refeição, acompanhados de um copo de água.

Interações e efeitos adversos

Pessoas que tomam anti-coagulantes orais devem evitar a utilização de Ginkgo Biloba.

Em alguns pacientes pode fazer baixar demasiado a tensão arterial originando a sensação de tonturas.

Se sofre de doença grave e toma algum medicamento, deverá consultar o seu médico antes de tomar BioActivo Biloba.

Creme para tratar as frieiras

Uma boa hidratação da pele ajuda mas por si só não é suficiente para proteger a mesma do aparecimento de frieiras. Assim, os cremes preventivos apenas reforçam a sua  função de barreira protetora, sendo necessários cremes com funções terapêuticas suplementares, como alguns dos que de seguida descrevo.

Existe algum creme á venda na Farmácia que seja mais eficaz? Sim, existe um creme utilizado com eficácia, desde que não se trate de frieiras graves e feridas complicadas, a saber:

Friax creme

Trata-se de um creme regenerador, que tem as seguintes propriedades terapêuticas:

  • Ação antisséptica,
  • Rubefaciente,
  • Hidratante,
  • Antipruriginosa.

Regenera, protege e cuida a pele exposta ao frio e alivia a comichão provocada pelas frieiras. Aplique nas pele 3xdia durante 7 dias.

Creme para frieiras e pele gretada

Existe algum creme que possa utilizar-se quando temos frieiras e pele gretada? Sim, existe um creme que trata não só as frieiras mas também é adequado se existirem gretas, a saber:

Stop Frieiras Innophar

Stop Frieiras possuí um elevado conteúdo em fitocêuticos e baseia-se nos benefícios terapêuticos do uso tradicional e milenar das plantas. A sua fórmula exclusiva foi desenvolvida com uma elevada quantidade de princípios ativos de origem vegetal para garantir esses benefícios.

Stop frieiras

Princípios ativos presentes vs propriedades reconhecidas:

  • Ginkgo-Biloba – estimulante da microcirculação da pele.
  • Aloé vera – hidratante, anti-inflamatório, regenerador e cicatrizante.
  • Escina – melhorara a circulação no tratamento da insuficiência venosa.
  • Bisabolol – cicatrizante, anti-irritante e anti-inflamatório.
  • Boswellia serrata – propriedades anti-inflamatórias.
  • Calendula officinalis – antiedematosa, anti-inflamatória, antioxidante, antisséptica, cicatrizante, calmante, refrescante e reepitelizante.
  • Alantoína – humectante, anti-idade e cicatrizante/renovador celular.
  • Glicerina – excelente poder hidratante.
  • Menthyl Lactate – efeito refrescante, ajuda a diminuir a sensação de ardor e a vermelhidão.

Akilhiver creme

Akilhiver Creme Frieiras assegura a regeneração cutânea, hidrata, atenua as sensações de desconforto (formigueiro e prurido), reforça a resistência da pele ao frio e a circulação venosa.

Como tratamento aplique através de movimentos circulares sobre as zonas sujeitas a frieiras.  Como prevenção aplique diariamente em toda a superfície das mãos e pés, até 3xdia durante 7 dias.

Quando deve consultar o médico?

As frieiras são difíceis de tratar e podem persistir por vários anos. Em geral curam-se por si só, apenas com o recurso às medidas preventivas. No entanto em casos graves podem ter utilidade fármacos com acção vasodilatadora que melhoram a circulação do sanguínea nas extremidades. Também deve solicitar um conselho médico se as frieiras criarem bolhas ou ulcerarem, pois podem necessitar de cuidados especiais.

Cremes com “cortisona” ajudam?

É errado aplicar cremes com cortisona, pois estes produzem uma vasoconstrição secundária, que vai agravar ainda mais o problema circulatório que é a causa desta doença. Muitas pessoas aplicam estes cremes por causa da eficácia sobre o prurido ou comichão mas os efeitos secundários podem ser bastante graves pois as chamadas “cortisonas” deprimem o sistema imunitário e, no que concerne à pele, aceleram muito o seu envelhecimento degradando, por isso, a capacidade da pele se regenerar e “Auto proteger”!

Produtos naturais são eficazes?

Existem produtos “naturais” usados nas frieiras, mas sem estudos científicos que comprovem quaisquer benefícios no seu tratamento, pelo que devem ser evitados. Muitos deles, para além de não terem utilidade terapêutica, podem causar ainda mais irritação na pele.

Concluindo

As frieiras são uma doença que afeta imensas mulheres jovens e idosos mais sensíveis ao frio. Não é uma doença grave se for tratada atempadamente. Se tal não acontecer e houver descuido pode evoluir para formas mais graves com formação de bolhas e feridas abertas. Esta situação mais severa pode, principalmente em doentes com o sistema imunitário debilitado, ser uma “porta de entrada” para todo o tipo de vírus, bactérias e fungos que desencadeiam infeções potencialmente graves para o organismo.

Resumindo, não se descuide e se tiver frieiras trate de imediato essa situação, evitando diferenças bruscas de temperatura, protegendo a pele do frio, aquecendo moderadamente a pele e aplicando um creme adequado e hidratante tal como referido neste artigo.

Referências

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GRIPE RESFRIADO E COVID-19 QUAIS AS DIFERENÇAS?


Gripe resfriado ou covid-19, quais as diferenças? Quais os sintomas? Quais as causas? Quais os perigos? Quais os dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) ou World Health Organization (WHO) sobre o Vírus Influenza? Não os confunda porque são diferentes e podem trazer-lhe graves transtornos para a saúde se não forem bem diagnosticados.

Gripe covid-19 e constipação podem afetar adultos e crianças. Mais à frente neste artigo vou diferenciar os sintomas para não restarem dúvidas, mas primeiro vamos saber porque são diferentes? Já agora…sabia que 9 em cada 10 infeções das vias aéreas são causadas por vírus?

(clique no mapa para ver dados atualizados)

Neste artigo vou tratar os seguintes pontos:

      • Gripe resfriado e Covid-19 quais as diferenças?
      • Resfriado ou constipação o que é?
      • Sintomas da constipação;
      • Como tratar uma constipação?
      • Kaloba® novidade no resfriado o que é?
      • O que é a gripe?
      • Grupos de risco para a gripe?
      • Sintomas mais frequentes da gripe;
      • Quais os sintomas de alarme para apoio médico urgente?
      • Qual a anatomia do vírus da gripe?
      • Tipos de vírus da gripe;
      • Diferenças entre os vírus Influenza A, B e C;
      • Estirpes mais perigosas;
      • Como se transmite o vírus da gripe?
      • Qual o mecanismo de ligação do vírus Influenza à superfície das células do trato respiratório?
      • Antibióticos podem tratar a gripe ou a constipação?
      • GTratamento eficaz da gripe;
      • Vacina da gripe protege totalmente?
      • Vacina da gripe contém o vírus inteiro vivo ou morto?
      • Composição da vacina da gripe;
      • Riscos da vacina da gripe;
      • Excipientes utilizados na vacina da gripe;
      • Lista de diferenças entre a gripe e a constipação para melhor distinção?
      • Risco de pneumonia causado pela gripe?
      • Sintomas de pneumonia;
      • Qual o perigo da pneumonia?
      • Melhor tratamento para a pneumonia;

Leia também: Meningite sepsis e pneumonia grave qual a melhor vacina atualmente?

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Gripe resfriado ou covid-19?

Qual a diferença entre o resfriado comum, a gripe e a covid-19? Como podemos ajudar a identificar as situações mais graves? O CEDIME preparou as tabelas abaixo que ajudam bastante a distinguir os sintomas, leia com atenção.

Resfriado gripe ou covid-19 diferenças

Gripe resfriado ou Covid-19 Sintomas melhorsaude.org melhor blog de saudeGripe resfriado ou covid-19 Sintomas diferenciados melhorsaude.org melhor blog de saude

Leia também: Pneumonia quais os sintomas e as causas? Porque pode corre risco de vida?

Covid-19

A covid-19 é a doença provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. No que concerne a sintomas respiratórios a maioria dos doentes com covid-19 ou seja infetados com sintomas, apresentam apenas um ou dois dos seguintes sintomas:

  • Febre,
  • Tosse seca,
  • Dificuldades respiratórias.

Leia também: Coronavírus, esta é a teoria da conspiração!

Fora dos sintomas respiratórios estão descritos inúmeros casos de doentes Covid-19 com apenas alterações de cheiro ou paladar que são muito demoradas de recuperar e possivelmente deixam sequelas para o futuro.

Leia também: Sem cheiro nem paladar, será que o coronavírus infecta o cérebro? Toda a verdade!

Resfriado o que é?

Resfriado (em Portugal utiliza-se o termo constipação)  é a mais comum das doenças virais porque é causada por mais de 200 estirpes de vírus, sendo o rinovírus o mais frequente com cerca de 100 estirpes. A constipação pode infetar adultos e crianças sendo que estas podem constipar-se 10 a 12 vezes por ano enquanto os adultos, em média, constipam-se 2 a 4 vezes ao ano.

A maior frequência nas crianças justifica-se pela imaturidade do seu sistema imunitário e pelo contacto mais próximo com outras crianças.

Imagem de um tipo de Rinovírus

Rinovírus, causador da constipação MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Sintomas

Os principais sintomas da constipação são os seguintes:

  • Corrimento nasal
  • Espirros
  • Garganta inflamada
  • Irritação ocular
  • Início lento, não repentino
  • Tosse ligeira ou moderada
  • Dores musculares ligeiras
  • Ausência ou febre baixa

Tratamento do resfriado

  • Repouso
  • Ingestão de líquidos ( água ou chá )
  • Gargarejar com água salgada para aliviar a garganta
  • Aplicar no nariz sprays salinos ( tipo “água do mar” )
  • Paracetamol em caso de febre ( 1g de 8/8h nos adultos )
  • Ibuprofeno em caso de dores mais fortes ( 600mg de 12/12h nos adultos )
  • Anti-histamínicos ( ex. desloratadina ou cetirizina, 1 comprimido à noite ) para diminuir o corrimento nasal e os espirros

Kaloba® novidade no resfriado

O Kaloba® é uma nova terapêutica para o tratamento da constipação comum ou resfriado, à base de Pelargonium sidoides (EPs®7630), que tem um triplo mecanismo de ação:

  • Antivírico
  • Antibacteriano
  • Secretomotor

O Kaloba® atua na causa da doença reduzindo a severidade dos sintomas logo a partir do 2º dia e reduzindo a duração da doença.  Deve ser tomado 3xdia e manter até 2 a 3 dias depois do desaparecimento dos sintomas:

Em Portugal existem 3 apresentações:

  • Kaloba® 21 comprimidos. Tomar 1 comprimido 3xdia
  • Kaloba® gotas orais 20ml. Tomar 30 gotas 3xdia
  • Kaloba® gotas orais 50ml. Tomar 30 gotas 3xdia

Estudo:

Gripe que é?

A gripe é uma doença vírica, vírus Influenza,  muito séria em doentes de risco, que têm o sistema imunitário comprometido, nomeadamente por causa de doenças pulmonares crónicas, correndo risco muito mais elevado de pneumonia. Também as crianças e os idosos devem ser alvo de uma atenção especial.

Grupos de risco

Existem grupos de pessoas que pela sua fragilidade imunitária necessitam de estar mais protegidos, nomeadamente tomando a vacina da gripe. Esses grupos mais expostos à gripe são os seguintes:

      • Idade > 60 anos
      • Profissionais de saúde
      • Diabéticos
      • Grávidas
      • Doentes com doença renal
      • Doentes com doença respiratória
      • Doentes com doença cardíaca
    • Doentes imunodeprimidos

Sintomas

Os sintomas mais frequentes de um quadro gripal  são os seguintes:

      • Início repentino (3 a 6 horas)
      • Febre alta ( >38ºC )
      • Dores de cabeça fortes
      • Dores musculares fortes
      • Cansaço
    • Tosse seca e por vezes intensa

Estes sintomas podem evoluir para um quadro mais grave pelo que o doente e seus familiares devem estar atentos e se necessário procurar apoio médico urgente.

Sintomas de alarme para apoio médico urgente

A gripe pode evoluir para uma condição de saúde grave com quadro de pneumonia. Os seguintes sintomas indicam um agravamento do estado de saúde e devem de imediato levar o doente a procurar assistência médica urgente, a saber:

  • Falta de ar;
  • Respiração rápida;
  • Febre persistente;
  • Dor torácica ao inspirar;
  • Tosse com muco amarelo ou esverdeado.
  • Cansaço muito intenso

Imagem do vírus Influenza ( vírus da gripe )

Vírus da gripe ( vírus Influenza ) MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Anatomia do vírus da gripe

Anatomia do vírus da gripe ( vírus Influenza )
Anatomia do vírus da gripe ( vírus Influenza )

Tipos de Vírus Influenza

Existem três tipos de vírus da gripe: influenza A, B e C.

Cada vírus tem sintomas semelhantes e infecta os seus pulmões e vias aéreas superiores, causando um súbito aumento da temperatura e dor em geral.

Tipicamente, todos os anos, vão estar presentes uma ou duas estirpes de influenza A a circular, bem como uma estirpe do tipo B. Nem todas as estirpes são igualmente perigosas, nem alastram da mesma forma, sendo a influenza A e a B as mais comuns.

Gripe A / Influenza A

A influenza A tem o potencial de ser o mais perigoso e prejudicial dos três tipos de vírus da gripe. Predominantemente encontrada em pássaros selvagens, a estirpe A pode e tem sido transmitida entre diferentes espécies animais, incluindo humanos.

Quando é transmitida, a estirpe altera-se e o vírus pode evoluir sem problema. Quando isto ocorre, em conjunto com o facto de a influenza ser um vírus altamente contagioso, podem ocorrer pandemias e surtos massivos do tipo A.

A gripe suína e a gripe das aves são ambos exemplos do tipo A que evoluíram através das espécies resultando num vírus potencialmente mortal. Estes vírus podem também ser divididos em diferentes subtipos dependendo do tipo de proteínas presentes na sua superfície, denominadas hemaglutinina (H) e neuraminidase (N). Por exemplo, a gripe suína é também conhecida como H1N1 e a gripe das aves é conhecida como H5N1.

Gripe B / Influenza B

A influenza B é mais frequentemente encontrada em humanos. É o tipo mais simples de gripe que pode ter, uma vez que este não tem uma forte capacidade de sofrer mutação e evoluir, tornando o vírus estável. Como o vírus se mantém o mesmo, foi criada uma cura e as pessoas que sofrem deste tipo podem ser tratadas relativamente fácil e eficazmente.

A estirpe B sofre mutações três vezes mais devagar que a estirpe A e por isso, os humanos são capazes de desenvolver imunidade contra esta desde tenra idade.

Gripe C / Influenza C

O tipo C é o tipo menos comum de influenza e pode ser encontrado em cães, porcos e humanos. Raramente infecta adultos, mas pode infetar crianças pequenas. Não desencadeia epidemias mas pode causar infeções respiratórias e complicações no caso de uma pessoa ser infetada.

Estirpes mais perigosas

O tipo A é a única estirpe que causa perigo de vida. A razão para isto é que os subtipos que sofreram mutação podem ocorrer sem aviso.

Estes subtipos, como a gripe suína e a gripe das aves, que podem atacar humanos, são novas estirpes do vírus para os quais ainda não existem tratamentos disponíveis. O tempo que demora a desenvolver novos tratamentos permite que o novo subtipo se alastre, motivo pelo qual as pandemias começaram.

O subtipo alastra-se rapidamente e infecta muitas pessoas. Até ser encontrada uma cura ou a contaminação estar controlada, o vírus da influenza pode causar muitas fatalidades, especialmente em áreas onde as pessoas não tem acesso a tratamento suficiente.

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Transmissão do vírus da gripe

O vírus Influenza é transportado pelo ar e consegue sobreviver 24 horas fora de um organismo hospedeiro vivo acentuando assim o seu grau de contágio. Basta uma pessoa com gripe falar, tossir ou espirrar que facilmente liberta partículas infetadas que penetram facilmente noutro organismo, contagiando-o. Não é, portanto, necessário contacto físico direto para ocorrer o contágio, basta apenas alguma proximidade.

Mecanismo de ligação do vírus Influenza à superfície das células do trato respiratório:

Vírus Influenza a ligar-se ás células do tracto respiratório
Vírus Influenza a ligar-se ás células do trato respiratório

A proteína Hemaglutinina existente na superfície do vírus liga-se aos recetores de ácido siálico existentes na superfície das células do trato respiratório como se duma ligação “fechadura chave” se tratasse. A partir desse momento o vírus está em condições de infetar a célula dando início ao aparecimento dos sintomas.

Antibióticos podem tratar a gripe?

Os antibióticos apenas tratam doenças causadas por bactérias. Por isso são completamente contra-indicados para tratar infeções virais como a gripe ou constipação.

Aliás se forem utilizados erradamente contra doenças causadas por virus vão potenciar o aumento das resistências bacterianas ou seja vão ajudar a selecionar a sobrevivência de bactérias mais “fortes” que vão sofrer mutações e resistir a esses antibióticos no futuro.

Estas resistências obrigam à utilização de antibióticos cada vez mais “potentes” e portanto com mais efeitos secundários, nomeadamente destruindo parte da na nossa flora intestinal ( bactérias “boas” que vivem no nosso intestino ).

Esta destruição da flora intestinal vai por sua vez causar uma enorme debilidade no nosso sistema imunitário podendo aumentar o número de outras infeções “oportunistas” causadas por fungos, virus e outras bactérias. Estas infeções chamadas “oportunistas” não aparecem quando temos uma flora intestinal equilibrada.

Tratamento

  • Descansar em casa;
  • Hidratar Ingerindo bastantes líquidos ( água ou chá ) em pouca quantidade mas várias vezes ao dia;
  • Inalar vapores de água para suavizar a garganta;
  • Evitar mudanças de temperatura;
  • Paracetamol para baixar a febre, se superior a 38,5°C ( 1000mg de 8/8h nos adultos );
  • Ibuprofeno ( 400mg de 8/8h ou 600mg de 12/12 h nos adultos ) em caso de dores mais fortes e febre em simultâneo alternando com paracetamol se necessário de 6 em 6 horas;
  • Oseltamivir 75mg é um medicamento antivírico utilizado para tratar a gripe em indivíduos que tenham os sintomas da gripe quando o vírus circula na comunidade. Pode ser utilizado ainda na prevenção da gripe. Indicado para adultos e crianças (incluindo recém-nascidos de termo), que apresentem sintomas típicos de gripe.

Vacinar contra a gripe

Esta vacina ajuda a proteger contra o vírus influenza (gripe), sendo indicada principalmente em pessoas que têm um risco elevado de complicações associadas. A utilização deve ser baseada nas recomendações oficiais. Quando se administra a vacina da gripe a uma pessoa, o sistema imunitário (o sistema natural de defesa do organismo) vai formar a sua própria proteção (anticorpos) contra a doença.

Nenhum dos componentes da vacina pode causar gripe.

A gripe é uma doença que se pode espalhar rapidamente e é causada por diferentes tipos de estirpes que podem mudar todos os anos. Assim, é por este motivo, que pode ser necessário vacinar-se ou ao seu filho todos os anos.

O maior risco de se apanhar gripe é durante os meses frios entre outubro e março. Se você ou o seu filho não tiverem sido vacinados no outono, podem ainda ser vacinados até à primavera, já que correm o risco de apanhar gripe até essa altura. O seu médico saberá recomendar-lhe a melhor altura para ser vacinado.

A vacina da gripe vai protegê-lo, ou ao seu filho, contra as três estirpes de vírus que se encontram na vacina, cerca de 2 a 3 semanas após a injeção.

Vacina da gripe protege totalmente ?

A vacina da gripe é uma excelente proteção. No entanto apenas nos protege das 3 estirpes do vírus Influenza que a OMS ( Organização Mundial de Saúde ) estima que possam ser mais predominantes em cada ano.

Vírus inteiro vivo ou morto?

Nem vivo nem morto! Estas vacinas são inativadas e contêm antigénios de superfície ( virião fragmentado ) ou seja não contêm o vírus inteiro nem sequer “adormecido” como era habitual há muitos anos atrás.

No entanto os antigénios de superfície, que são apenas os fragmentos proteicos do vírus responsáveis pela resposta imunológica do nosso sistema imunitário, são extremamente eficazes a provocar essa resposta e portanto a proteger-nos dessas estirpes. Mesmo assim a proteção, geralmente, surge apenas passadas 2 a 3 semanas após a injeção. Significa portanto que se surgir um contacto com as estirpes contidas na vacina nas primeiras 2 semanas após a aplicação a proteção pode não estar ainda ativa e apanhar a gripe.

Composição da vacina da gripe 2023/2024

Na época 2023/2024 estão disponíveis em Portugal, no SNS e nas farmácias comunitárias, duas vacinas tetravalentes inativadas:

  • Influvac Tetra®
  • Vaxigrip Tetra®
  • Fluariz Tetra

De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas tetravalentes contra a gripe,  com antigénios de superfície do vírus Influenza, inativados, (hemaglutinina e neuraminidase), na época 2023-2024, no Hemisfério Norte, incluem as seguintes estirpes Virais:

  • A/Victoria/4897/2022 (H1N1)pdm09
  • A/Thailand/8/2022 (H3N2)
  • B/Austria/1359417/2021
  • B/Phuket/3073/2013

Excipientes:

  • Cloreto de potássio,
  • Fosfato monopotássico,
  • Fosfato dissódico dihidratado,
  • Cloreto de sódio,
  • Cloreto de cálcio dihidratado,
  • Cloreto de magnésio hexahidratado
  • Água para preparações injetáveis.

Diferenças entre gripe ou resfriado:

( clique na tabela para melhor visualização )

Tabela das diferenças entre gripe e constipação
Tabela das diferenças entre gripe e constipação

Tabela em pdf  para download:

Gripe vs constipação tabela

Pneumonia qual o risco causado pela gripe!

A pneumonia é também uma infeção respiratória mas que pode ser causada por vírus, bactérias e fungos ( estes de forma mais rara ).

Quando o nosso organismo e sistema imunitário esta debilitado os microrganismos infeciosos conseguem passar mais facilmente os filtros naturais do nosso corpo tais como os cílios nasais ( os conhecidos “pêlos do nariz” ) e chegar mais facilmente aos pulmões.

Nos pulmões instalam-se numa espécie de pequenos sacos de ar chamados alvéolos onde são “atacados” pelos nossos glóbulos brancos que circulam no sangue.

No entanto nem sempre esta defesa é eficaz levando ao aparecimento dos primeiros sintomas da infeção principalmente nos doentes crónicos e imunodeprimidos

Sintomas de pneumonia

Alguns dos sintomas da pneumonia são similares aos da gripe mas mais graves, a saber:

  • Febre elevada
  • Suores
  • Arrepios
  • Tosse
  • Fadiga
  • Dores musculares
  • Dor de cabeça

Quando a infeção avança aparecem sintomas mais graves tais como:

  • Produção de muco
  • Dificuldade em respirar
  • Dor no peito

Como inicialmente a pneumonia pode confundir-se com  gripe ou constipação, deve consultar o médico se os primeiros sintomas persistirem demasiado dias ou de imediato se aparecerem os sintomas mais graves acima referidos como a falta de ar ou dor no peito.

Perigo da pneumonia e septicémia

Se não for tratada a tempo a infeção pode alastrar para a corrente sanguínea ( septicémia ) e generalizar-se a outras partes do organismo podendo nos casos mais graves causar a morte.

Tratamento para a pneumonia

O tratamento para a pneumonia depende da causa:

  • Viral – tomar medicamentos antivíricos, repouso, ingestão abundante de líquidos
  • Fúngica – tomar medicamentos antifúngicos
  • Bacteriana – tomar medicamentos antibióticos

Geralmente trata-se em casa, tomando os medicamentos acima referidos, com repouso e hidratação e só em caso de dificuldade respiratória mais grave é necessário o internamento.

Concluindo

A gripe é uma doença que pode ser mais grave do que geralmente a maioria das pessoas julga. Demasiadas pessoas continuam com a ideia que a gripe é uma doença benigna que no pior dos cenários os leva a ficar alguns dias a descansar em casa e que no final o seu sistema imunitário estará preparado para vencer o vírus! No entanto existe uma preocupação crescente das entidades de saúde com eventuais mutações do vírus da gripe que podem ser letais! A história da gripe não deixa dúvidas de que, tal como no passado, algures no futuro vai existir uma mutação muito grave que pode matar imensas pessoas se não for atempadamente detetada e desenvolvida a respetiva vacina!

Entretanto mantendo, um cenário otimista, devem vacinar-se para já as pessoas com sistema imunitário mais frágil tais como doentes crónicos, idosos, diabéticos, grávidas, profissionais de saúde e outros referidos anteriormente neste artigo. Se está enquadrado em algum dos grupos de risco não tenha dúvidas vacine-se o quanto antes não esquecendo que a proteção total só é atingida 2 a 3 semanas após a aplicação da vacina!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes

Referências:

Por favor PARTILHE este artigo com os seu amigos e quem sabe poderá protege-los de graves consequências futuras!

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DOR DE GARGANTA

Dores no ouvido melhorsaude.org melhor blog de saude

Tosse causas perigos e melhor tratamento



Tosse causas perigos e tratamento… toda a verdade! Quais os tipos de tosse? Tosse seca persistente, tosse com expetoração, tosse alérgica, tosse do canil, etc quais as causas? Qual o melhor tratamento? A tosse é um sintoma muito comum geralmente sem gravidade mas que em alguns casos e doentes de risco pode ser um alerta que, se for bem diagnosticado, sinaliza algumas doenças graves como pneumonias e problemas cardíacos!

Neste artigo vou tratar os seguintes :

  • Tosse o que é ?
  • Qual a função?
  • Causas;
  • Tosse pode sinalizar problemas cardíacos?
  • Refluxo gastroesofágico pode provocar tosse?
  • Infeções podem desencadear tosse?
  • Quais as principais causas da tosse crónica?
  • Medicamentos podem causar tosse?
  • Situações de encaminhamento para apoio médico urgente;
  • Aconselhamento e diagnóstico correto?
  • Tosse não produtiva (seca);
  • Tosse produtiva (com expetoração);
  • O que significa a presença de expetoração amarelo-esverdeado?
  • O que significa a presença de muco com sangue?
  • Terapêutica não farmacológica;
  • Terapêutica farmacológica;
  • Antitússicos mais eficazes;
  • Mucolíticos e expetorantes mais eficazes.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Um original de Franklim Moura Fernandes

Tosse qual a sua função?

A tosse é um mecanismo de defesa que consiste na expulsão súbita e violenta de ar dos pulmões com o objetivo de remover as secreções e corpos estranhos das vias aéreas superiores. A tosse mais frequente é a causada por infeções virais do trato respiratório superior e está muitas vezes associada ao resfriado comum. A tosse pode ocorrer em qualquer altura do ano com maior prevalência na época mais fria.

Reflexo da tosse fisiologia e anatomia

O reflexo da tosse envolve cinco grupos de componentes:

  • Recetores de tosse,
  • Nervos aferentes,
  • Centro da tosse,
  • Nervos eferentes,
  • Músculos efetores.

O mecanismo da tosse requer um complexo arco reflexo iniciado pelo estímulo irritativo em recetores distribuídos pelas vias aéreas e em localização extratorácica. O início deste reflexo dá-se pelo estímulo irritativo que sensibiliza os recetores difusamente localizados na árvore respiratória, e posteriormente é enviado à medula.

Reflexo_da_tosse_anatomia

Recetores e estímulos

Os recetores da tosse podem ser encontrados em grande número nas vias aéreas altas, da laringe até a carina, e nos brônquios, e podem ser estimulados pelos seguintes mecanismos:

  • Químicos (gases),
  • Mecânicos (secreções, corpos estranhos),
  • Térmicos (ar frio, mudanças bruscas de temperatura),
  • Inflamatórios (asma, fibrose cística).

Também podem existir recetores para tosse nas seguintes localizações anatómicas:

  • Cavidade nasal e os seios maxilares (nervo trigémeo aferente),
  • Faringe (nervo glossofaríngeo aferente),
  • Canal auditivo externo e a membrana timpânica,
  • Pleura,
  • Estômago (nervo vago aferente),
  • Pericárdio e diafragma (nervo frênico aferente),
  • Esófago.

Alvéolos não têm recetores da tosse

Os recetores de tosse não estão presentes nos alvéolos e no parênquima pulmonar. Portanto, um indivíduo poderá apresentar uma pneumonia alveolar com consolidação extensa, sem apresentar tosse.

Nervo vago

Os impulsos da tosse são transmitidos pelo nervo vago até um centro da tosse no cérebro que fica difusamente localizado na medula. Não se conhece o local exato do centro da tosse. O centro da tosse pode estar presente ao longo de sua extensão, já que ainda faltam evidências significativas capazes de definir sua localização precisa no encéfalo.

Os recetores da tosse pertencem ao grupo dos recetores rapidamente adaptáveis, que representam fibras mielinizadas, delgadas e contribuem para a condução do estímulo, mas ainda permanece não esclarecido seu potencial de indução de bronco-constrição.(5-6)

Os recetores rapidamente adaptáveis têm a característica de sofrerem rápida adaptação perante a insuflação pulmonar mantida por cerca de 1 a 2 segundos, e são ativados por substâncias como:

  • Tromboxane,
  • Leucotrieno C4,
  • Histamina,
  • Taquicininas,
  • Metacolina,
  • Esforço inspiratório e expiratório com a glote fechada.

Agem sinergicamente com outros subtipos de nervos aferentes para gerar tosse. Recetores de adaptação lenta ao estiramento também participam do mecanismo da tosse de forma ainda não definida.

Nervos aferentes

Outro grupo de nervos aferentes envolvidos no mecanismo da tosse é o composto pelas fibras C, as quais não são mielinizadas, possuem a capacidade de produzir neuropeptídeos, têm relativa insensibilidade à distensão pulmonar e ativam-se pelo efeito da bradicinina e da capsaicina.

As terminações das fibras C brônquicas ou pulmonares estão envolvidas na bronco constrição. No entanto, o real papel das fibras C na fisiopatologia da tosse tem sido alvo de discussões na literatura, já que o transporte dos estímulos da tosse ocorre preferencialmente através de fibras mielinizadas.

Há indícios de que as fibras C brônquicas possam inibir o reflexo da tosse. Os recetores rapidamente adaptáveis interagem com estas fibras, que geram inflamação neurogénica em resposta ao seu próprio estímulo (ácido cítrico, tabagismo, bradicinina) e, por sua vez, passam a libertar taquicininas, que ativam os recetores rapidamente adaptáveis. Este ciclo induz tosse na dependência do grau de ação nestes recetores, já que mediante estímulo leve poderá potencializá-la por mecanismo local e, sendo o mesmo mais intenso, pode inibi-la por ação reflexa central.

Em regiões basais do epitélio respiratório encontram-se terminações nervosas, principalmente do tipo sensitivas, capazes de mediar inflamação neurogénica e libertar neuropeptídeos (taquicininas) como a substância P, neurocinina A e peptídeo relacionado com o gene da calcitonina, que acarretam a produção de muco, além das consequências relacionadas com o processo inflamatório.

Causas da tosse

As causas da tosse são múltiplas, a saber:

  • Presença de irritantes inalados ou aspirados, incluindo o fumo do tabaco, secreções, conteúdo gástrico;
  • Doenças pulmonares agudas ou crónicas ou ainda mais graves como o cancro;
  • Qualquer situação que desenvolva inflamação, constrição, infiltração ou compressão das vias respiratórias pode desencadear tosse;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Refluxo gastroesofágico.

Tosse produtiva e não produtiva

Tosse com expetoração (produtiva)

  • Há produção de muco ou expetoração
  • Sentida no peito

Tosse seca persistente (não produtiva)

  • Seca e irritativa
  • Não existe produção de muco
  • Sentida na garganta

Problemas cardíacos e tosse

A tosse pode ser um sintoma de insuficiência cardíaca pelo que, havendo história desta doença, especialmente existindo tosse persistente, o encaminhamento médico é aconselhável.

Refluxo gastroesofágico e tosse

O refluxo gastroesofágico é uma doença que afeta muitos doentes e que consiste  na libertação de parte do ácido gástrico para o esófago provocando, no mínimo, uma irritação local do esófago e por vezes da traqueia provocando uma tosse tipicamente seca.

Esta tosse é mais persistente à noite ao deitar por causa da posição horizontal que potencia o refluxo gastroesofágico em pessoas mais sensíveis. Assim uma tosse noturna persistente cuja causa seja refluxo gastroesofágico,, deve ser tratada com uma saqueta de sucralfato antes de deitar. A emulsão de sucralfato forma uma barreira à entrada do estômago que dificulta a saída do ácido para o esófago e traqueia.

Infeções podem desencadear tosse

Infeções que provocam tosse com duração superior a 3 semanas como a tosse convulsa que se caracteriza por uma duração de meses, uma tosse de tipo espasmódica seguida de um “guincho” característico e infeções provocadas por microrganismos como o Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia pneumonias, Mycobacterium tuberculoso e avium, adenovírus, vírus da influenza e outros vírus respiratórios causadores de bronquite crónica podem ser causas de tosse prolongada.

Tosse crónica e principais causas

A bronquite crónica (tosse e expetoração, na maior parte dos dias, durante 3 meses contínuos, em 2 anos sucessivos) provocada por tabagismo ou por exposição a agentes tóxicos é uma causa muito comum de tosse crónica na população em geral. Em adultos não fumadores a asma é a causa mais importante de tosse crónica. O refluxo esofágico é também uma das causas de tosse.

Medicamentos podem causar tosse?

Alguns medicamentos podem causar tosse. Entre os mais frequentes podemos referir os inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA), utilizados na hipertensão, tais como:

  • Enalapril,
  • Captopril,
  • Lisinopril,
  • Ramipril,

A incidência da tosse varia entre 5 e 35% dos doentes que tomam estes medicamentos e cujo aparecimento dos efeitos pode ser de horas até 3 meses desde o início do tratamento.

Existem muitos outros medicamentos associados ao aparecimento da tosse, entre outros:

    • Antagonistas dos recetores AT1 da angiotensina II (ARA II), utilizados na hipertensão,
    • Inibidores da bomba de protões, utilizados para diminuir a acidez do estômago
    • Antiretrovirais, usados no HIV
    • Antagonistas dos canais cálcio, utilizados na hipertensão (ex: amlodipina)
    • Anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), utilizados nas dores e inflamação,
    • Betabloqueadores, utilizados na hipertensão e algumas patologias cardíacas.

Apoio médico urgente

Há situações em que a tosse sinaliza a necessidade de consulta médica urgente de forma a assegurar que não estamos na presença de um grave problema de saúde. A saber:

  • Idade inferior a 2 anos;
  • Idade superior a 75 anos;
  • Tosse há mais de 2 semanas;
  • Falta de ar (dispneia) e/ou ruídos respiratórios;
  • Dor;
  • Expetoração espessa ou opaca com sangue;
  • Febre >38,5°C ou febre baixa durante mais de 3 dias;
  • Astenia, cansaço e/ou perda de peso;
  • Placas de pus na garganta;
  • Disfagia (dificuldade em engolir);
  • Doentes com Asma, DPOC, enfisema  insuficiência cardíaca;
  • Doentes a tomar medicamentos como amiodarona (arritmias), IECA (tensão arterial), bloqueadores do canais de cálcio (taquiarritmia, angina de Prinzmetal e hipertensão).  digoxina (coração), infliximab (doenças autoimunes);
  • Gravidez;
  • Amamentação;
  • Sem eficácia há mais de 7 dias;
  • Hemorragias.

Diagnóstico correto como se faz?

  • Distinção da tosse produtiva da não produtiva;
  • Momento do dia em que se manifesta;
  • Diabetes, úlcera péptica, hipertensão arterial, rinite alérgica;
  • Antiagregantes plaquetários;
  • Tabagismo;
  • Vigiar obstipação, depressão respiratória, antecedentes de úlceras;
  • Refluxo gastroesofágico.

Resumo de pontos chave:

  • A tosse que se prolongada mais de 2 semanas deve ser avaliada pelo médico, com auscultação pulmonar;
  • Antes de selecionar um medicamento deve identificar a possível origem da tosse;
  • Deve-se evitar a indicação sistemática de antitússicos ou seja medicamentos para tosse seca.

SINTOMAS

Tosse seca (não produtiva)

Na tosse não produtiva não há produção de muco. Este tipo de tosse é, normalmente, provocado por infeções virais e é autolimitada. No entanto existem outras causas de tosse seca, tais como:

    • Fumo do tabaco,
    • Ambiente seco,
    • Alterações bruscas de temperatura,
    • Alergénios do ar,
    • Asma,
    • Cancro do pulmão,
    • Alguns medicamentos, nomeadamente para a hipertensão
    • Refluxo gastroesofágico.

Tosse com expetoração (produtiva)

Na tosse produtiva há produção de muco (expetoração). Surge na sequência de uma hiperprodução de muco devido à irritação das vias áreas causada por uma infeção, alergia, etc. O muco transparente ou esbranquiçado não está infetado.

Expetoração amarelo-esverdeado

Quando o muco tem coloração pode significar a existência de uma infeção pulmonar tal como bronquite ou pneumonia e é necessário encaminhamento médico. Nestes casos, o muco pode ser amarelo-esverdeado e estar muito espesso.

Sangue no muco expetorado

Podem aparecer vestígios de sangue no muco dando uma coloração rosa a vermelho forte. A presença de sangue no muco pode significar apenas o rompimento de um pequeno vaso devido ao esforço de tossir mas também pode ser um sinal muito grave. Sangue na expetoração necessita de encaminhamento médico. 

Mucolítico e expetorante diferenças

Um mucolítico diminui a viscosidade das secreções e mucosidades facilitando a sua expulsão natural. Um expetorante estimula os mecanismos orgânicos de expulsão do muco, tais como:

    • Ativação do movimento ciliar,
    • Aumento do volume hídrico,
    • Aumenta a secreção aquosa das glândulas submucosas, salivares e mucosa nasal,
    • Estimulam o reflexo da tosse.

Terapêutica não farmacológica

  • Hidratação (beber 1,5 a 2 I de água por dia)
  • Humidificação do ambiente
  • Levantar a cabeceira da cama
  • Rebuçados sem açúcar ou pastilhas de chupar podem contribuir para o alívio da tosse.

Terapêutica farmacológica

Que cuidados devo ter?

Alguns medicamentos para a tosse devem ser evitados em diabéticos (Ex: xaropes com açúcar) e em doentes com doença coronária e hipertensão (Ex: antitússicos com codeína).

Antitússicos

São medicamentos adequados para o tratamento da tosse seca ou não produtiva. De seguida descrevo os principais e a posologia habitual para um adulto:

  • Levodropropizina (60mg 3xdia – antitússico de ação periférica), Ex: Levotuss®
  • Dextrometorfano (10 a 20mg 4/4h ou 30mg cada 6/8h – opiácio de ação central), Ex: Bisoltussin®
  • Oxolamina (100 a 200mg 3xdia – anticolinérgico/antihistamínico)
  • Codeína + Feniltoloxamina 2.22 mg/ml + 0.733 mg/ml ( 10ml de 12/12h) Ex: Codipront®
  • Butamirato (6mg 4xdia – antitussico) Ex: Sinecod®

Antitússicos quando utilizar?

Antitússicos utilizam-se quando é necessário impedir o processo de tosse por alguma destas razões:

  • Alteração do descanso noturno ou da atividade diurna;
  • Irritação brônquica induz ataques de tosse posteriores
  • Perigo de dano para os doentes por diversos motivos (cirurgias, etc.)

Mucolíticos e expetorantes

Fármacos mucolíticos e expetorantes adequados na tosse produtiva  e respetiva  posologia habitual para um adulto:

  • Ambroxol (20 a 40mg  3xdia) Ex: Broncoliber®, Mucosolvan®
  • Bromexina (8 a 10mg 3xdia) Ex: Bisolvon®
  • Acetilcisteína (200mg 3xdia ou 600 mg 1xdia) Ex: Fluimucil®
  • Carbocisteína (750mg 3xdia, reduzir a 1/3 após a melhoria dos sintomas) Ex: Pulmiben®
  • Sobrerol ou ciclidrol (80 a 160 mg 2xdia) Ex: Mucodox®

Os fármacos mucolíticos e expetorantes ajudam a incrementar a expetoração, conseguindo aliviar e facilitar a tosse produtiva tendo ação sobre o sistema muco ciliar:

  • Aumentando o volume da secreção (expetorantes, ex: ambroxol);
  • Diminuindo a viscosidade do muco (mucolíticos, ex: acetilcisteína);
  • Regulando a sua consistência (muco reguladores);
  • Potenciando a atividade de limpeza muco ciliar.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
As cinco grandes mentiras sobre saúde

Quais os melhores seguros e eficazes?

A escolha do medicamento para combater a tosse depende antes demais do tipo de tosse, produtiva ou não e da segurança no que concerne a efeitos secundário e interações com outros medicamentos, assegurando sempre a eficácia do tratamento. Atualmente uma imensa fatia das prescrições médicas utiliza os medicamentos que descrevo de seguida. Entre parêntesis apresenta-se  a posologia habitual para um adulto.

Tosse não produtiva ou seca

No que concerne à tosse não produtiva ou seja seca tem havido uma utilização crescente da:

  • Levodropropizina (60mg 3xdia – antitússico de ação periférica), Ex: Levotuss®. Não existe genérico no mercado.

Tosse produtiva ou com expetoração

No que concerne à tosse  produtiva ou seja com expetoração, tem havido uma utilização crescente da:

  • N-acetilcisteína (200mg 3xdia ou 600 mg 1xdia) Ex: Fluimucil®. Já existe genérico no mercado.
  • Ambroxol (20 a 40mg  3xdia) Ex: Broncoliber®. Já existe genérico no mercado.

Efeitos secundários

Levodropropizina (antitússico)

Muito raramente observaram-se as seguintes reações adversas: Urticária, vermelhidão da pele, erupção da pele, comichão, angioedema, reações cutâneas. Foi notificado um caso isolado, fatal, de epidermólise. Dor abdominal e dor de estômago, náuseas, vómitos, diarreia. Foram notificados dois casos individuais de glossite (inflamação da língua) e febre aftosa, respetivamente. Foi também notificado um caso de hepatite colestática, assim como um caso de coma hipoglicémico numa doente idosa, que estava a tomar simultaneamente hipoglicemiantes orais.

Reações alérgicas e anafiláticas, mal-estar geral. Foram notificados casos individuais de edema generalizado, síncope e astenia. Tonturas, vertigens, tremores, parestesia. Foi notificado um único caso de convulsões tónico-clónicas e um ataque de pequeno mal. Palpitações, taquicardia, hipotensão. Foi notificado um caso de arritmia cardíaca (bigeminismo auricular). Irritabilidade, sonolência, despersonalização. Dispneia, tosse, edema do trato respiratório. Astenia e fraqueza nos membros inferiores. Foram notificados alguns casos de edema da pálpebra, na sua maioria referidos como edema angioneurótico, considerando a presença simultânea de urticária.

Foi reportado um caso individual de midríase, assim como um único caso de perda da capacidade de visão bilateral. Em ambos os casos, as reações desapareceram após a interrupção do tratamento. Foi notificado um caso isolado de sonolência, hipotonia e vómitos num recém-nascido, após a toma de levodropropizina pela mãe que o amamentava. Os sintomas apareceram depois do bebé ser amamentado e desapareceram espontaneamente, algumas mamadas, após a interrupção do aleitamento materno.

Ocasionalmente, foram observadas as seguintes reações adversas consideradas graves: alguns casos de reações cutâneas (urticária, prurido), o já mencionado caso de arritmia cardíaca, o caso de coma hipoglicémico, assim como algumas reações alérgicas/anafiláticas envolvendo edema, dispneia, vómitos e diarreia. Como já referido, um caso isolado, fatal, de epidermólise, ocorrido numa doente idosa submetida a múltiplos tratamentos.

Acetilcisteína (mucolítico)

Ocasionalmente podem produzir-se alterações digestivas tais como náuseas, vómitos e diarreias, raramente apresentam-se reações de hipersensibilidade, como urticária e broncoespasmos. Especial atenção nos doentes asmáticos pelo risco de ocorrer uma crise de asma (broncoconstrição). Nestes casos deve interromper-se o tratamento e consultar um médico

Ambroxol (expectorante)

Foram descritos pirose, dispepsia, náuseas, vómitos, diarreia e outros sintomas gastrointestinais moderados. Foram descritos, muito raramente, erupção cutânea, urticária, edema angioneurótico, reações anafiláticas (incluindo choque anafilático) e outras reações alérgicas (hipersensibilidade). Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detetar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Concluindo

A tosse é um sintoma muito comum na população principalmente porque é muitas vezes consequência de fatores desencadeantes que estão presentes na nossa rotina diária tais como fumos, poeiras, pós com alergénios e diferenças de temperatura, só para citar alguns. Os sinais mais importantes são, no entanto, quando a tosse é causada por problemas de saúde mais graves tais como asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), cancro e claro infeções do trato respiratório.

Uma tosse seja ela qual for é portanto um sinal de alarme que deve ser tratado de imediato e se for persistente (mais de 15 dias) ou acompanhada de febre, dificuldade respiratória ou dor no peito deve também ser procurado apoio médico urgente! Proteja-se a tempo e evite uma evolução grave da doença subjacente.

Referências:

PARTILHE, por favor este artigo que pode ajudar e proteger imensas pessoas. Muito obrigado pelo vosso apoio!

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Superalimentos benefícios e perigos o que diz a ciência?

Superalimentos afinal o que são e o que é suportafo pela ciência? Quais os benefícios e os perigos? Quando e como comer? Quais os estudos científicos que apoiam os seu efeitos benéficos na nossa saúde e claro o que dizem sobre os cuidados a ter?

Existem alimentos verdadeiramente extraordinários, com características únicas, que podem potenciar de forma fantástica a nossa saúde. No entanto e apesar disso, temos sempre que nos lembrar de não exagerar pois o excesso pode ter consequências, por vezes graves! Cuidado com as modas alimentares que por vezes esquecem as reações únicas de cada um de nós! Os sistemas imunitários não são todos iguais e podem causar-nos surpresas perigosas principalmente quando contactam com algo novo introduzido na sua fisologia.

Leia também: Sistema imunitário como ficar mais forte? Toda a verdade!

Superalimentos o que são?

Segundo os nutricionistas, têm esta designação por serem ricos em determinado nutriente, fazendo com que tenham um efeito quase terapêutico para o organismo.

Quais são os superalimentos?

A lista é longa mas comecemos com aqueles que já começaram a fazer parte da nossa alimentação, ocupando o lugar tipicamente dado ao arroz, massa e batata, a saber:

  • Quinoa
  • Batata doce
  • Trigo sarraceno
  • Bulgur

As espécies de cereais, grãos ou plantas acima referidas, pelas suas características, ajudam a:

  • Controlar a Diabetes
  • Fortalecer o sistema imunitário
  • Indicados nutricionalmente para uma dieta de emagrecimento

Mais adiante referiremos alguns dos restantes superalimentos.

Excesso de peso e superalimentos

Atualmente há muitos mais doentes que procuram um nutricionista para uma reeducação alimentar. Em vez de dietas milagrosas com resultados de curta duração os nutricionistas atendem cada vez mais pessoas interessadas em aprender a comer melhor, apostando numa mudança a longo prazo.

Alterar hábitos alimentares sem ter como único objectivo ver descer o ponteiro da balança é essencial para prolongar resultados e conseguir assumir novos hábitos de forma independente, sem ter que estar constantemente a ser acompanhado por um especialista.

Leia também: Jejum toda a verdade e como controlar o peso!

Há quanto tempo existem?

Os superalimentos existem há muitos anos em diferentes culturas. O importante é estar atento ao que vai chegando ao nosso mercado. Existe actualmente a crescente preocupação da indústria para dar opções mais saudáveis aos clientes.

Os restaurantes começam a ter mais opções vegetarianas e as áreas saudáveis dos supermercados começam a ter corredores cada vez mais recheados e a abertura de restaurantes e supermercados categorizados como biológicos e, por isso, mais saudáveis são também pontos positivos.

Apesar das frutas e legumes serem ainda os produtos mais procurados alguns supermercados têm já zonas que são oásis para quem opta por alternativas tentando fugir à alimentação mais tradicional. Para essas pessoas, bagas de goji, açaí, maca (não é maçã :)) ou spirulina são tão comuns no dia-a-dia como o sal e a pimenta que todos usamos na cozinha.

Moda ou um estilo de vida?

Se a alimentação saudável é uma moda, então que venha para ficar e, tal como qualquer outra moda, vive de ciclos. Os chamados sumos detox sempre foram feitos, com o nome de batidos de frutas. As papas de aveia, que têm vindo a tomar conta dos pequenos-almoços, mais não são que as papas das nossas avós.

Os pratos são recuperados mas agora, além de ocuparem os livros de receitas, enchem também os murais das redes sociais. A preocupação é o bom empratamento, o ângulo certo e uma foto que faça jus à qualidade do prato. Além de servir para exibir dotes, serve também de inspiração e motivação para quem se inicia na vida saudável.

Basta explorar o Instagram para se deparar com pratos de legumes salteados com quinoa, gengibre e bolo de banana sem glúten e sem lactose para sobremesa.

melhorsaude.org
Alguns dos superalimentos mais ricos nutricionalmente

Quinoa

Quinoa é um superalimento que pode substituir o arroz ou a massa
Quinoa é um superalimento que pode substituir o arroz ou a massa

Vantagens da Quinoa:

  • Sem glúten
  • Rica em ácidos gordos e vitaminas
  • Acção antioxidante

Pode ser servida em saladas, sopas, panquecas ou como acompanhamento, substituindo o arroz ou massa.

Maca

Maca é um superalimento energético e afrodisíaco que pode juntar-se a um iogurte
Maca é um superalimento energético e afrodisíaco que pode juntar-se a um iogurte ou sopa

Sim está bem escrito! Lê-se maca e não maça!

Vantagens da Maca:

  • O pó de maca ajuda a regulação hormonal, em casos de menopausa
  • Energético
  • Afrodisíaco

Tem um sabor forte, por isso o melhor é juntar a iogurtes ou sopas.

Bagas de Goji

As Bagas de Goji fortalecem o sistema imunitário e combatem o envelhecimento. Podem juntar-se a iogurte
As Bagas de Goji fortalecem o sistema imunitário e combatem o envelhecimento. Podem juntar-se a iogurte, cereais ou saladas

São frutos vermelhos desidratados e consumidos nas formas seca e crua.

Vantagens das bagas de Goji:

  • Combate o envelhecimento
  • Fortalece o sistema imunitário

Pode servir para fazer chá, ou para enriquecer as saladas, iogurtes ou cereais de pequeno-almoço.

Açai

O Açai diminui o colesterol
O Açai diminui o colesterol e é antioxidante. Pode juntar-se a iogurte

Vantagens do Açai:

  • Rica em proteína e fibra
  • Diminui o colesterol
  • Forte poder antioxidante

Comprando em polpa ultracongelada, pode ser comida como gelado, servida em batidos ou com iogurte,

Spirulina

A Spirulina é uma micro alga
A Spirulina é uma micro alga com elevado teor de proteina, sendo regeneradora após actividade física . Pode juntar-se a sumos e sopas

Vantagens da Spirulina:

  • Micro alga  predominantemente composta por proteína
  • Actividade regeneradora após actividade física

O sabor é forte, por isso é aconselhável que se junte a sumos ou sopas

Gengibre

gengibre melhorsaude.org

Além de estar associado à prevenção de náuseas e vómitos, está também provado que a ingestão de gengibre permite reduzir os níveis de inflamação, seja ela aguda ou crónica, como no caso da artrite reumatoide, por exemplo. O gingerol é uma das substâncias ativas presentes no gengibre com ações benéficas para o organismo, sendo antioxidante e anti-inflamatório.

Açafrão

Açafrão curcuma curcumina melhorsaude.org melhor blog de saude

açafrão é extraído dos pistilos de flores de Crocus sativus, uma planta da família das Iridáceas. É utilizado desde a Antiguidade como especiaria, principalmente na culinária do Mediterrâneo — região de onde a variedade é originária — na preparação de risotos, aves, caldos, massas e doces. É um ingrediente essencial à paella espanhola.

Há séculos que o açafrão é também utilizado com fins medicinais. Historicamente foi utilizado no tratamento do cancro e de estados depressivos. Estas aplicações têm sido pesquisadas atualmente.

Efeitos promissores e seletivos contra o cancro têm sido observados in vitro e in vivo, mas não ainda em testes clínicos. Efeitos antidepressivos também foram encontrados in vivo e em estudos clínicos preliminares. Há portanto interessantes perspectivas de uso dos extratos de açafrão na fitoterapia racional.

Açafrão e os benefícios estudados

De seguida descrevo estudos sobre alguns dos mais importantes benefícios do açafrão, incluindo:

  • Cancro do pancrêas,
  • Cancro do fígado,
  • Inflamação crónica,
  • Diabetes,
  • Inflamações pulmonares virais,
  • Alzheimer,
  • Disfunção vascular,
  • Cicatrização de feridas.

Estudos científicos sobre açafrão:

Concluindo

Introduza de forma gradual pelo menos alguns destes alimentos na sua alimentação e sinta a diferença para melhor na sua saúde. Algumas das grandes superfícies já têm espaços próprios para estes alimentos, tornando a sua procura mais fácil. Se em simultâneo evitar os alimentos processados você não vai acreditar no que lhe vai acontecer… retardando o envelhecimento!

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Artigos recentes:

Hiperidrose transpiração excessiva causas e tratamentos

A transpiração é uma função corporal normal que ajuda a regular a temperatura corporal. A hiperidrose (H) é caraterizada por uma transpiração em quantidade superior à fisiologicamente necessária para a termorregulação.1-4

Este artigo tem como principal referência o trabalho publicado pela Dra Aurora Simón, Diretora técnica do CIM (Centro de Informação do Medicamento) da Ordem dos Farmacêuticos.

A hiperidrose é uma afeção sem gravidade, mas pode ter consequências sociais e emocionais.2,3,5-7 Têm sido relatados problemas psicológicos,4,8 como baixa autoestima ou dificuldades interpessoais, com impacto negativo nas atividades diárias e no desempenho laboral.8 A transpiração excessiva pode incomodar em atividades que necessitam de precisão1 e causar desconforto, problemas estéticos, receio de apertar as mãos, deterioração do vestuário2 e constrangimento relacionado com possível odor corporal ou com manchas de suor na roupa.4

A prevalência da hiperidrose é difícil de estimar e, provavelmente, é subestimada.9 As estimativas variam de 1-5% da população.2,10 Menos de metade dos afetados fala deste problema com o seu médico.3,10 Geralmente, é uma condição idiopática crónica ou seja hiperidrose primária.1,2 Esta costuma ser localizada; a generalizada parece ser menos comum. 4,5 

Hiperidrose focal primária (HFP)

A hiperidrose focal primária (HFP) é definida por uma transpiração excessiva durante seis meses numa área corporal limitada, com pelo menos dois dos seguintes critérios: 

  • Afetação bilateral e relativamente simétrica, 
  • Ocorrência pelo menos uma vez por semana, 
  • Comprometimento das atividades quotidianas, 
  • Antecedentes familiares, 
  • Não ocorre durante o sono,
  • Inicio antes dos 25 anos. 

Sintomas

Habitualmente, o excesso de transpiração, afeta as axilas, as palmas das mãos e as plantas dos pés. Menos comummente, outros locais, como a face, o couro cabeludo e as áreas inguinais e inframamárias.1-3 

Causas

Até dois terços das pessoas afetadas relatam história familiar,3,6 sugerindo uma predisposição genética.3,4,6,7 Em alguns casos, a hiperidrose focal primária é desencadeada ou acentuada por fatores como emoção, ansiedade ou esforços físicos.1

Glândulas sudoríparas

Em humanos existem três tipos de glândulas sudoríparas: 

  • Écrinas, 
  • Apócrinas,
  • Apoécrinas.2 

As écrinas constituem 90% do número total.5 As glândulas sudoríparas distribuem-se por todo o corpo,2,3,5 mas concentram-se nas palmas das mãos, plantas dos pés e, em menor grau, nas axilas e na face. 3,7

A termorregulação é controlada por estruturas corticais, o hipotálamo anterior e o sistema nervoso autónomo.11 As glândulas écrinas são inervadas pelo sistema nervoso simpático, utilizando a acetilcolina como neurotransmissor primário.2,10,11 Embora os mecanismos exatos não sejam bem compreendidos,3,5,7,11 a hiperidrose focal primária não está relacionada com alterações no número ou tamanho das glândulas écrinas,2,3,10,11 mas sim com uma hiperestimulação dessas glândulas ligada a uma disfunção ou hiperativação do sistema nervoso autónomo,3,11 bem como a uma hipersensibilidade a estímulos (emocionais ou outros).11

Hiperidrose secundária

A hiperidrose secundária, menos comum,4 tem habitualmente uma causa subjacente,10 como condições médicas ou medicamentos.3-5 Pode ser generalizada ou, mais raramente, localizada.3,5,10 

Sintomas

O padrão de sudorese costuma ser unilateral e assimétrico. Ao contrário da hiperidrose focal primária, a hiperidrose secundária costuma ter início após os 25 anos de idade, ocorrendo tanto durante a vigília como durante o sono. 2,5,10 Além disso, uma história familiar é menos comum. 5

Causas

A hiperidrose secundária pode ser causada, entre outras,  por doenças ou condições de saúde, tais como: 

  • Infeções,1,3,10,11 (ex. tuberculose ou VIH),2,10,11 
  • Linfomas, 
  • Cancro, 
  • Hipertiroidismo, 
  • Diabetes mellitus1,4,7,10,11 
  • Hipoglicemia,6,7,10 
  • Doença de Parkinson, 
  • Neuropatias,1,7,11 
  • Feocromocitoma,2,6,7,11 
  • Alcoolismo,3,6,7 
  • Abstinência (cocaína, opioides),4,11,12
  • Menopausa.1,3,4,6,7,11.

Medicamentos que alteram a transpiração

Medicamentos de diversas classes podem influenciar a transpiração. Entre outros destacam-se os seguintes:

  • Antibióticos (ex. ciprofloxacina, claritromicina, cefalosporinas), 
  • Antidepressores, 
  • Antidiabéticos,3,10,13 
  • Antiinflamatórios não esteroides,13,14 
  • Antipsicóticos,7,11,13 
  • Inibidores da acetilcolinesterase,4,13 
  • Antivíricos (ex. aciclovir, ribavirina),10,13 
  • Agonistas colinérgicos,3,10,12
  • Moduladores dos recetores de estrogénios.3,12

Diagnóstico

O diagnóstico de hiperidrose geralmente é feito por avaliação clínica.7 Existem questionários e escalas para determinar a sua gravidade em função do grau de interferência nas atividades diárias.4,7,11 É importante a distinção entre hiperidrose primária e secundária, pois as duas formas podem exigir tratamento diferente. 5

Nos locais com hiperidrose, frequentemente coexistem transtornos cutâneos, como dermatites, eczema atópico, intertrigo, verrugas1 ou dermatofitose.2 A humidade constante pode levar à maceração da pele, aumentando o risco de desenvolvimento de infeções por bactérias e fungos.2,4,5,9

Tratamento da hiperidrose

O objetivo do tratamento da hiperidrose focal primária (HFP) é melhorar os sintomas e a qualidade de vida, reduzindo a produção de suor.8 Na seleção deve ser considerada a localização, a gravidade e as preferências pessoais, bem como questões relacionadas com a segurança e o custo.2 O tratamento da hiperidrose secundária depende da causa subjacente.11 Algumas medidas podem limitar os inconvenientes da hiperidrose. A manutenção da higiene pessoal é indispensável para prevenir as consequências do excesso de humidade na pele.6 Lavar-se frequentemente, secando-se bem,1 evitando produtos para o banho irritantes.6 Preferir vestuário, meias e calçado permeáveis ao ar e em fibras naturais (algodão, lã, couro), mudando-os com frequência,1,6 e não excessivamente ajustados, para facilitar o arejamento.

Antitranspirantes

A aplicação local de antitranspirantes, geralmente à base de sais de alumínio (por ex., cloreto de alumínio), é o tratamento de primeira linha.1-4,11,14 

Os antitranspirantes atuam fisicamente como uma barreira, obstruindo a abertura dos ductos distais das glândulas sudoríparas.2,4,8,10 Também absorvem água, reduzindo a humidade e o pH locais e, portanto, o crescimento bacteriano e fúngico.9

A eficácia dos antitranspirantes tópicos foi demonstrada em alguns ensaios clínicos, mas é variável.6,11 Podem melhorar a hiperidrose palmar e plantar, embora com menor probabilidade de sucesso do que na axilar.2 Os antitranspirantes são comercializados como produtos cosméticos em múltiplas apresentações. A fim de reduzir efeitos indesejáveis, como reações alérgicas, são preferíveis os produtos com um número limitado de compostos.

Cloreto de alumínio hexa-hidratado

O cloreto de alumínio hexa-hidratado, um dos antitranspirantes mais efetivos,15 é usado na hiperidrose axilar, palmar e plantar. 4,14 Os casos mais graves podem precisar de soluções mais fortes (por ex. a 20%, 2,7,8 ou superiores3,13,14). As menos potentes (6,25%) podem ser usadas em pele sensível. 

Usar eficazmente o antitranspirante

Para evitar uma possível irritação da pele, especialmente com o uso de concentrações elevadas,4 o antitranspirante é aplicado idealmente ao deitar, quando a hiperidrose é mínima, devendo permanecer no local por seis a oito horas,2-4,9 e ser lavado pela manhã.2,4 Inicialmente, a aplicação pode ser diária, podendo ser observada melhoria em cerca de uma semana.2,14 O intervalo entre as aplicações pode então ser prolongado,2,3 Em tratamento de manutenção são normalmente aplicados uma vez por semana,2,9 ou de forma menos frequente, dependendo da eficácia e tolerância.

Efeitos adversos dos antitranspirantes

Os antitranspirantes são bem tolerados, mas podem causar irritação cutânea,1,2,6,7,9 especialmente na região axilar.2 Esta pode ser aliviada com corticosteroides de baixa potência em creme.2,8 Evitar a aplicação de produtos com álcool na zona e a depilação 48 horas antes e depois da aplicação.6 Devem ser evitados na testa e zona central da face para não afetar as mucosas.14 

Risco de exposição ao alumínio

Existiu controvérsia sobre a existência de risco de doença de Alzheimer ou de cancro da mama após exposição ao alumínio. Os estudos mais recentes não identificaram nenhum risco significativo. 

Glicopirrónio

O glicopirrónio é um fármaco anticolinérgico que atua nas glândulas sudoríparas inibindo a ação da acetilcolina. Dados limitados sugerem que a aplicação tópica (concentrações de 1-2%) pode ser eficaz.15 Não se encontra comercializado em Portugal. Os potenciais efeitos adversos são irritação local e efeitos anticolinérgicos, como boca seca e midríase.2,15

Toxina botulínica

A toxina botulínica aplicada em injeções intradérmicas locais é usada no tratamento de hiperidrose axilar, palmoplantar ou da face.3 As recomendações colocam-na como tratamento de segunda linha na hiperidrose focal primária.4,9 Numerosos estudos e uma meta-análise confirmam a eficácia da toxina botulínica na hiperidrose axilar.2,11,16 Alguns estudos apoiam também o uso na hiperidrose palmar, sendo mais limitados os dados relativos ao uso na plantar.2 A maioria dos estudos foram realizados com a toxina botulínica A.

A toxina botulínica bloqueia a libertação de acetilcolina dos neurónios colinérgicos que inervam as glândulas écrinas,3 reduzindo a produção de suor. 1-3,7,8,10 Como são sintetizadas novas junções neuromusculares, os efeitos duram cerca de 4 a 9 meses,3,8 sendo necessárias repetições do tratamento. 7 Têm sido relatadas durações de efeito entre 2 a 24 meses. 2,7,9

Habitualmente, são realizadas 10 a 20 injeções intradérmicas em cada axila, espaçadas 1-2 cm,2,4,9 devendo ser realizadas por um médico treinado. As doses dependem da toxina utilizada e da área afetada. 9 Os efeitos indesejáveis incluem reações locais, debilidade muscular, mialgias, disfagias, pneumopatias por inalação, reações anafiláticas1 e hematomas no local da injeção. 2,3,11 

Pode surgir uma hiperidrose compensatória a nível do tronco ou membros.1 A dor durante as injeções é comum. Para a reduzir pode ser aplicado um anestésico tópico, crioanalgesia (sprays refrigerantes ou compressas de gelo) ou a anestesia por vibração.2,4,8 Uma complicação do tratamento na hiperidrose palmar é fraqueza temporária dos músculos da eminência tenar.

O tratamento é contraindicado em distúrbios neuromusculares como miastenia gravis, na gravidez, no aleitamento e na toma de medicamentos que possam interferir na transmissão neuromuscular.8 A toxina botulínica mostrou melhoras na hiperidrose craniofacial em estudos não controlados e relatos de casos. A administração deve ser cuidadosa para evitar defeitos funcionais ou cosméticos. Por ex., a ptose da sobrancelha é uma complicação potencial do tratamento na testa.2

Iontoforese

A iontoforese pode ser útil em pessoas com afetação importante nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés.1-3,14 Embora os estudos sejam limitados, a iontoforese parece aliviar os sintomas em cerca de 85% dos afetados. Consiste na introdução de substâncias ionizadas através da pele pela aplicação de uma corrente elétrica.2,4 Mãos ou pés são colocados num equipamento com água no qual circula uma corrente elétrica de baixa intensidade.1,9 O mecanismo de ação é mal conhecido,3,9 mas acredita-se que iniba a transmissão nervosa simpática, obstruindo as glândulas sudoríparas ao depositar iões e que cause alterações no pH.4 Existem elétrodos especiais usados na hiperidrose axilar.8,15 

Os efeitos colaterais são leves,4,8,14 geralmente, evitáveis com a técnica adequada:8 eritema, vesiculação transitória, parestesia, desconforto,2,4,15 prurido e ressecamento da pele.1,2,11 A aplicação de vaselina antes do tratamento protege de lesões cutâneas.1,2 O tratamento não é adequado para pessoas com pacemaker, epilepsia, gravidez,9,15 próteses ou dispositivos intrauterinos metálicos14 ou na presença de lesões nas mãos ou pés. 9

Tratamento sistémico

Há tratamentos sistémicos eficazes, mas os potenciais efeitos colaterais limitam o uso.8 Um tratamento oral pode ser preferível a outras opções, como cirurgia.16 Os anticolinérgicos inibem a secreção das glândulas écrinas ao bloquear a acetilcolina.8 Têm sido usados por via oral em caso de falta de resposta ao tratamento tópico ou de sintomas mais generalizados. Os mais comummente prescritos são o glicopirrónio e a oxibutinina. 3,4,7,14 

Oxibutinina

Em alguns estudos, a oxibutinina melhorou os sintomas e a qualidade de vida na hiperidrose. 2,3,8 Geralmente, a dose no adulto é de 5 a 10 mg/dia, em duas doses divididas no caso da oxibutinina de libertação imediata. Em alguns casos têm sido utilizadas doses superiores. 2,15 O tratamento pode ser limitado pelos efeitos colaterais, embora possam ser minimizados com o uso da menor dose eficaz. 16 

Glicopirrónio

O glicopirrónio oral mostrou eficácia em alguns estudos. 8,15 As doses em adultos são de 1 a 2 mg/dia,2,15 uma ou duas vezes/dia, mas, ocasionalmente, são necessárias doses superiores.2 

Os potenciais efeitos adversos dos anticolinérgicos incluem: boca seca (o mais comum), retenção urinária, obstipação,3,7,9,11 visão turva,2,8,11 xeroftamia7,8 e cefaleia.2,8,9 São efeitos relativamente frequentes.11 Pode ser necessária a descontinuação do glicopirrónio em até um terço dos indivíduos tratados. São necessários estudos adicionais para confirmar a eficácia e segurança na utilização prolongada.7

Anticolinérgicos contraindicações e efeitos adversos

Os anticolinérgicos são contraindicados em glaucoma de ângulo fechado, síndromes digestivas oclusivas, miastenia, obstrução urinária e insuficiência cardíaca. Deve existir muita precaução em pessoas idosas pelo risco de deterioração cognitiva na utilização prolongada.9

Clonidina agonista alfa-2 adrenérgico

Os dados sobre o uso de clonidina, um agonista alfa-2 adrenérgico, são limitados.8 A hipotensão é um potencial efeito adverso.8,11,15 

Propranolol beta-bloqueador

Em hiperidrose relacionada com eventos emocionais podem ser úteis os beta-bloqueadores. O propranolol deve ser usado com precaução em pessoas com diabetes ou com problemas cardíacos e em idosos. Os efeitos colaterais incluem fadiga, tonturas, hipotensão e obstipação. A principal indicação é a transpiração devida ao medo cénico 4

Benzodiazepinas

As benzodiazepinas ajudam a diminuir a transpiração causada pela ansiedade.4,15 Podem causar sedação, fadiga e confusão, e têm um elevado potencial de abuso e dependência.4 A maioria dos fármacos orais não têm indicação aprovada na hiperidrose, sendo a utilização off-label. Poucos estudos os avaliaram9 e não existem orientações posológicas. São iniciados em doses baixas, que são aumentadas até atingir o efeito desejado, cuidando de não ultrapassar a dose máxima permitida.4

Outras terapias

As técnicas cirúrgicas são reservadas para formas graves e debilitantes sem resposta a outros tratamentos.1-3,8,9,15 Alguns procedimentos visam remover localmente algumas glândulas sudoríparas, geralmente nas axilas.3,9 Por exemplo, a curetagem por sucção minimamente invasiva.2,11 A simpatectomia torácica endoscópica é o último recurso, envolve a interrupção da transmissão nervosa da cadeia simpática torácica superior responsável pela transpiração.2,3,7 Pode causar hiperidrose compensatória em outras áreas corporais, bem como efeitos colaterais que podem ser graves.1,7,8 

Muitas das terapias emergentes foram avaliadas apenas em pequenos estudos, sendo ainda incertos o seu lugar na terapêutica e segurança.9 Dados limitados sugerem que a toxina botulínica tópica, os ultrassons, a terapia com laser2,8,15 e a termólise com micro-ondas8,15 podem ser úteis na hiperidrose axilar.

Acompanhamento da hiperidrose

Os indivíduos com hiperidrose podem sofrer consequências psicológicas, sociais e ocupacionais significativas.2 Em muitos casos, os profissionais de saúde podem subestimar o que as pessoas com hiperidrose vivenciam.5 Os farmacêuticos podem contribuir para que as pessoas sejam mais cientes da existência da hiperidrose e das opções de tratamento, e ajudar a reconhecer uma hiperidrose secundária.4 Deve existir encaminhamento para o médico nas seguintes situações: 

  • Hiperidrose tem início em idade adulta, 
  • Hiperidrose generalizada, 
  • Se existir febre, 
  • Aparição recente, 
  • Dor torácica, 
  • Dispneia ou palpitações, 
  • Perda de peso,
  • Se o problema for maior durante o sono,
  • Se não existir melhora com terapêutica tópica, 
  • Se a hiperidrose estiver associada a muita ansiedade,
  • Se causar problemas na interação social. 6

Produtos usados na hiperidrose

Mas afinal que produtos pode comprar na sua farmácia para mitigar a hiperidrose? A farmacêutica Marta Ferreira, pós-graduada em cosmetologia avançada, destaca alguns que podem ajudar-te bastante a controlar o excesso de transpiração, no seu blog “a pele que habito” e em particular no artigo Transpiração excessiva (Hiperhidrose)| Causas, dicas e produtos.

Referências bibliográficas

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4. Colvin N, et al. Don’t Sweat It: An Overview of Hyperhidrosis. US Pharm. 2018 [acedido a 10-01- 23]; 43(6): 15-18. Disponível em: https://www.uspharmacist.com/article/dont-sweat-it-an-overviewof-hyperhidrosis 

5. Lenefsky M, Rice ZP. Hyperhidrosis and its impact on those living with it. Am J Manag Care. 2018 Dec [acedido a 10-01-23]; 24(23 Suppl): S491-S495. Disponível em: https://www.ajmc.com/view/hyperhidrosis-and-its-impact–on-those-living-with-it 

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15. Arora G, Kassir M, Patil A, Sadeghi P, Gold MH, Adatto M, Grabbe S, Goldust M. Treatment of Axillary hyperhidrosis. J Cosmet Dermatol. 2022 Jan; 21(1): 62-70. doi: 10.1111/jocd.14378. 

16. National Institute for Care and Excellence. Hyperhidrosis: oxybutynin. Evidence summary, 21 March 2017. [acedido a 10-01-23] Disponível em: https://www.nice.org.uk/advice/es10/resources/hyperhidrosis-oxybutynin-pdf-1158108623557

17. Marta Ferreira, Farmacêutica e autora do blog “a pele que habito” https://apelequehabito.pt/2019/04/23/transpiracao-excessiva-hiperhidrose-causas-dicas-e-produtos/

Varíola dos macacos monkeypox ou mpox clade I perigos

A varíola dos macacos (Monkeypox ou mpox) foi descoberta pela primeira vez em 1958, quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos mantidos para pesquisa, daí o nome “monkeypox”.

Segundo o Manual MSD a varíola do macaco, assim como a varíola, é um membro do grupo dos ortopoxvírus. Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais candidatos são pequenos roedores (p. ex., esquilos) nas florestas tropicais da África, principalmente na África Ocidental e Central.

A doença em humanos ocorre na África esporadicamente e em epidemias ocasionais. A maioria dos casos notificados ocorreu na República Democrática do Congo. Desde 2016, também foram notificados casos confirmados em Serra Leoa, Libéria, República Centro-Africana, República do Congo e Nigéria, que sofreu o maior surto recente.

Acredita-se que um aumento recente de 20 vezes na incidência seja decorrente da interrupção da vacinação contra a varíola em 1980; as pessoas que receberam a vacina contra a varíola, mesmo > 25 anos antes, têm menor risco de varíola símia. Casos da varíola símia na África também estão a aumentar porque as pessoas estão a invadir cada vez mais os habitats dos animais que carregam o vírus.

Nos EUA, em 2003, ocorreu uma epidemia de varíola do macaco quando roedores infetados, importados da África como animais de estimação, disseminaram o vírus para cães de estimação que, então, infetaram pessoas no Meio Oeste. Essa epidemia teve 35 casos confirmados, 13 prováveis e 22 suspeitos em 6 estados, mas não houve mortes.

Depois de a Suécia ter registado o primeiro caso de uma variante mais contagiosa e perigosa da doença, a Organização Mundial de Saúde alertou para a possibilidade de serem detetados na Europa outros casos importados de mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos.

O mpox transmite-se sobretudo pelo contacto próximo com pessoas infetadas, incluindo por via sexual. A nova variante, clade I, pode ser facilmente transmitida por contacto próximo entre dois indivíduos, sem necessidade de contacto sexual, e é considerada mais perigosa do que a variante de 2022. A quase totalidade dos casos são homens, com idades entre os 19 e os 64 anos. Em 2022, uma epidemia mundial do subtipo clade II propagou-se a uma centena de países onde a doença não era endémica, afetando principalmente homens homossexuais e bissexuais.

Ao contrário de surtos anteriores, em que as lesões eram visíveis sobretudo no peito, mãos e pés, a nova estirpe causa sintomas moderados e lesões nos genitais, tornando-o mais difícil de identificar, o que significa que as pessoas podem infetar terceiros sem saber que estão infetadas.

Sinais e sintomas

Em humanos, os sintomas da varíola são semelhantes, mas mais leves do que os sintomas da varíola. Monkeypox começa com febre, dor de cabeça, dores musculares e exaustão. A principal diferença entre os sintomas da varíola e da varíola do macaco é que a varíola do macaco faz com que os gânglios linfáticos inchem (linfadenopatia), enquanto a varíola não. O período de incubação (tempo desde a infecção até os sintomas) da varíola dos macacos é geralmente de 7 a 14 dias, mas pode variar de 5 a 21 dias.

A doença começa com:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Dor nas costas
  • Linfonodos inchados
  • Arrepios
  • Exaustão
  • Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões progridem através dos seguintes estágios antes de cair:

  • Máculas
  • Pápulas
  • Vesículas
  • Pústulas
  • Escaras
  • A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas. Na África, a varíola dos macacos causa a morte de até 1 em cada 10 pessoas que contraem a doença.

Transmissão

A varíola símia é provavelmente transmitida de animais através de secreções fisiológicas, como gotículas de saliva ou respiratórias ou contato com exsudato de feridas. A transmissão de um indivíduo para outro ocorre de modo ineficaz e acredita-se que ocorra principalmente por meio de grandes gotículas respiratórias via contato direto e pessoal prolongado. A taxa geral de ataque secundário depois do contato com uma fonte humana conhecida é de 3%, e taxas de ataque de até 50% foram relatadas em pessoas que vivem com uma pessoa infetada pela varíola do macaco. Também foi documentada transmissão em ambientes hospitalares. A maioria dos pacientes é criança. Na África, a taxa de casos fatais varia de 4 a 22%.

Diagnóstico

Clinicamente, a varíola símia é semelhante à varíola; entretanto, as lesões cutâneas ocorrem com mais frequência em surtos e a linfadenopatia ocorre na varíola símia, mas não na varíola humana. Infecção bacteriana secundária da pele e dos pulmões pode ocorrer.

A diferenciação clínica entre varíola do macaco e varíola e varicela (um herpesvírus, não um vírus pox) pode ser difícil. O diagnóstico da varíola símia é por cultura, PCR (polymerase chainreaction), exame imuno-histoquímico ou microscopia eletrônica, dependendo de quais testes estão disponíveis.

Tratamento

Não há tratamento seguro e comprovado para infecção por vírus da varíola do macaco. O tratamento da varíola símia é de suporte. Fármacos potencialmente úteis incluem:

  • Tecovirimat – fármaco antiviral tecovirimat, aprovado pela US Food and Drug Administration (FDA)] para o tratamento da varíola;
  • O fármaco antiviral cidofovir ou brincidofovir (CMX001)

Todas esses fármacos têm atividade contra a varíola símia in vitro e em modelos experimentais. Mas nenhum desses fármacos foi estudado ou utilizado em áreas endêmicas para tratar a varíola do macaco.


Prevenção

ACAM200 e JYNNEOSTM (também conhecido como Imvamune ou Imvanex) são as duas vacinas atualmente licenciadas nos Estados Unidos para prevenir a varíola. JYNNEOS também é licenciado especificamente para prevenir a varíola dos macacos.

A nova vacina contra varíola JYNNEOS foi autorizada pela FDA em 2019 para a prevenção tanto da varíola símia quanto da varíola. A aprovação foi baseada em dados sobre imunogenicidade e eficácia obtidos de estudos com animais. O Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP) está atualmente avaliando a JYNNEOS para a proteção daqueles em risco de exposição ocupacional ao ortopoxvírus. A JYNNEOS não está disponível ao público.

Dados prévios da África sugerem que a vacina contra varíola é pelo menos 85% eficaz na prevenção da varíola símia, pois o vírus desta doença está intimamente relacionado com o vírus que causa a varíola.

Referências

COMER CHOCOLATE PROVOCA ACNE?

Acne é uma das patologias cutâneas mais frequentes em dermatologia. O acne juvenil, nome científico dado às inestéticas e irritantes borbulhas que infestam a face dos adolescentes e lhes atormentam a existência, afeta 80% dos jovens entre os 12 e os 19 anos. As adolescentes são afetadas mais cedo entre os 14 e os 17 anos. Os rapazes entre os 16 e os 19 anos. É mais frequente nos latinos e nos países com menor exposição solar.

Leia também: Quais os novos medicamentos e tratamentos atuais do acne?

Acne o que é?

É uma doença crónica inflamatória do folículo pilossebáceo que ocorre em 4 fases:

  1. Hiperplasia sebácea, com produção exagerada de sebo principalmente devido a níveis elevados de androgénios como a testosterona sobre a qual atua a enzima  5-α redutase transformando a testosterona em diidrotestosterona (DHT) que estimula ainda mais a produção de sebo pela glândula sebácea.
  2. Hiperqueratinização do folículopiloso que leva ao bloqueio do sebo, não o deixando sair pelo poro para o exterior e originando o comedão que é a lesão primária da acne.
  3. Colonização bacteriana do folículo pela Propionibacterium acnes
  4. Inflamação do folículo piloso

Zonas mais afetadas

  • Rosto (99%)
  • Costas (60%)
  • Tórax (15%)

Fatores potenciadores

Alguns fatores parecem estar relacionados com o aparecimento da acne, tais como:

  • História genética familiar;
  • Tabaco;
  • Fármacos como os corticosteroides, fenitína, isoniazida, androgénios e lítio;
  • Cosméticos comedogénicos ou seja que bloqueiam a saída de sebo levando à formação do comedões.
  • Adolescência;
  • Gravidez;
  • Período menstrual;
  • Stress;
  • Humidade pois o clima húmido aumenta a secreção sebácea.

Acne existe na idade adulta?

Sim pode aparecer apenas na idade adulta. Nestes casos de acne tardia será mais prevalente nas mulheres do que nos homens.

Depressão e ansiedade

Existe de facto uma prevalência maior de depressão, ansiedade e ideação suicida nos adolescentes com acne.

Chocolate provoca acne?

Será que o consumo de chocolate provoca acne ? A correlação deste fenómeno com fatores alimentares é discutida há largos anos sem que, contudo, se tenha atingido qualquer consenso científico.

A maior incidência entre as populações jovens dos países mais desenvolvidos sugere que poderão nele estar implicados fatores de ordem alimentar ou genética.

Dos poucos estudos até agora efetuados para determinar a influência da alimentação na eclosão de lesões acneicas, apenas alguns sugerem uma eventual relação do elevado consumo de açúcar com o agravamento das lesões cutâneas. O papel direto do chocolate enquanto fator desencadeante ou agravante não está inequivocamente provado.

Concluindo:

Para já os estudos não provaram a relação entre acne e o consumo de chocolate (ainda bem 🙂 para os gulosos!) pelo que esta crença está no campo dos mitos na saúde!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: Dr José Barata, médico especialista em medicina interna.

DOENÇAS DE VERÃO TODA A VERDADE

Doenças de verão mais comuns toda a verdade. No verão não são apenas os escaldões que prejudicam a saúde, existem outras complicações que podem mesmo estragar as férias. Descrevo aqueles que são os oitos problemas de saúde mais comuns no verão e que são muitas vezes desvalorizados e alguns podem ser bastante perigosos!

Irritações nos olhos

Os óculos de sol podem não ser suficientes para a proteção dos olhos durante o verão. Mesmo que estejam colocados, os raios ultravioletas, as poeiras, pólenes e até mesmo cloro da água das piscinas podem causar serias irritações, como é o caso da inflamação na córnea ou conjuntivite.

Sintomas:

    • Dores
    • Visão nublada.
    • Prurido
    • Olho vermelho

Tratamento:

O tratamento principal passa por evitar as causas da irritação que muitas vezes é conhecida e recorrente em anos anteriores. A alergia aos pólenes é um exemplo flagrante em que deve evitar-se a saída para o exterior em dias quente e ventosos.

A aplicação local de um anti-histamínico em gotas oculares ou a toma de comprimidos é necessária com frequência quando os sintomas de prurido e irritação já se manifestam.

Quando o sintoma é dor ocular é urgente uma consulta médica.

Leia também: Doenças dos olhos mais comuns, toda a verdade!

Intoxicação alimentar

É no verão que os jantares de família e entre amigos mais acontecem, mas é também nesta estação do ano que as indisposições são mais frequentes. Entre comidas menos frescas ou escolhas menos adequadas para a temperatura ambiente, as intoxicações alimentares podem estragar uma viagem, principalmente se for ao estrangeiro e os níveis de higiene não estiverem assegurados.

Sintomas:

    • Cólicas,
    • Enjoos,
    • Diarreia
    • Vómitos.

Tratamento:

A hidratação é fundamental para controlar o mau estar e “limpar” o organismo. Uma consulta médica é necessária quando os sintomas são mais agressivos nomeadamente febre, vómitos ou diarreia.

Leia também: Será alergia ou intolerância alimentar, toda a verdade!

Otites

O calor pede muitas idas à água mas os mergulhos mal calculados ou as ondas mais agressivas com entrada de água nos ouvidos podem provocar vários problemas.

Sintomas:

    • Dores
    • Zumbidos
    • Dores de cabeça

Prevenção e tratamento:

Para prevenir esta situação, é recomendado o uso de tampões e a limpeza dos ouvidos após os mergulhos. Quando já existe otite é necessária uma consulta médica por causa do risco de infeção.

Leia também: Dores de ouvidos, toda a verdade!

Febre dos fenos:

Comum nos dias em que os níveis de pólenes estão mais elevados, esta doença começa por parecer uma mera alergia mas pode mesmo acabar no aparecimento de eczemas.

Sintomas:

    • Tosse
    • Corrimento nasal
    • Prurido
    • Dores de cabeça
    • Cansaço

Tratamento

Evitar a todo o custo sair à rua principalmente junto de zonas arborizadas, em dias de calor e vento de forma a evitar os pólenes e a reação de hipersensibilidade.

Se já está com uma crise então deve tomar um anti-histamínico como a cetirizina, loratadina e a desloratadina. Pode usar um spray nasal vasoconstritor , como o ácido cromoglicico, para aliviar os sintomas do nariz e um colírio  anti-histamínico se houver sintomas oculares como prurido e lacrimejo mais intenso. Em casos mais graves a consulta médica é necessária e pode acrescentar um corticosteroide para controlar os sintomas mais agressivos.

Leia também: Alergia e renite alérgica, toda a verdade!

Insolação:

A exposição excessiva ao sol e sem proteção provoca queimaduras usualmente chamadas de “escaldões”. Contudo, esta situação (muito comum no verão) é extremamente agressiva para a pele, podendo originar infeções e, nos casos mais graves, ao aparecimento de cancro na pele.

Sintomas:

    • Pele vermelha e quente
    • Suores frios,
    • Dores,
    • Cansaço,
    • Náusea,
    • Dores de cabeça,
    • Febre
    • Confusão

Tratamento:

  • Aplicar um gel com ação calmante sobre a pele afetada
  • Beber mais água
  • Tomar um anti-histamínico em comprimidos
  • Consultar com urgência um médico em caso de ser extensa a área do corpo afetada e/ou apresentar dores, febre, confusão e náuseas

Leia também: Onda de calor perigos fatais, toda a verdade!

Doença de Lyme (Febre da carraça)

As idas ao campo podem ser ótimas para relaxar mas podem também ser propícias a infeções bacterianas como a doença de Lyme. Transmitida por carraças, esta doença pode ser das mais graves a acontecer no verão.

Médicos dizem que está subdiagnosticada, não é de notificação obrigatória e pensava-se que não existia cá nem no resto da Europa. Só que nos últimos anos foram detetados milhares de casos.

Se algum dia foi mordido por uma carraça e tempos depois – meses, um ano, cinco, uma década ou mais – lhe diagnosticaram um problema ao nível do sistema nervoso central, talvez valha a pena perguntar ao seu médico o que acha sobre a despistagem da doença de Lyme. A mesma que se pode confundir com esclerose múltipla, artrite reumatoide ou fibromialgia, mas que será combatida com antibiótico. Trata-se, afinal, de uma bactéria, do género Borrelia (Borrelia burgdorferi) que se transmite através da mordida da carraça, mas que ainda está subdiagnosticada no nosso país.

Contudo, a transmissão apenas acontece se a carraça estiver em contacto com a pele da pessoa pelo menos 36 horas.

Sintomas:

    • Inchaço no local da picada
    • Dores nas articulações
    • Sintomas gripais
    • Febre,
    • Calafrios
    • Dores de cabeça.

Tratamento:

Se for picado por uma carraça deve imediatamente consultar um médico para avaliar o risco de infeção.

Leia também: Como retirar uma carraça perigosa!

Exaustão por calor

O calor provoca desidratação e temperaturas elevadas no corpo, que levam a que a pessoa se sinta cansada e sem forças. A hidratação, mais uma vez, é fundamental para manter o corpo com a temperatura ideal. Além disso, o exercício físico nos dias de calor deve ser moderado.

Erupções cutâneas

Seja por insolações, picadas de mosquitos ou eczemas provocados por irritações, as erupções cutâneas são comuns e podem provocar outros problemas dermatológicos.

Sintomas

São muito variados os sinais de erupções cutâneas.

    • Pele vermelha
    • Pele a descamar
    • Borbulhas
    • Prurido

Tratamento:

O tratamento depende do risco de infeção das lesões e da sua quantidade ou seja quanto mais lesões maior o risco de algumas infetarem. Deve ser dada especial atenção e consulta assistência médica se aparecer febre e dor local nas lesões. Nunca é demais lembrar que uma lesão na pele, principalmente quando existe ferida é uma porta de entrada de fungos, vírus e bactérias que podem estar na origem das mais variadas doenças.

Leia também: Picada de inseto pode ser fatal, como prevenir? Toda a verdade!

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Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

SINAIS PERIGOSOS MELHORSAUDE.ORG melhor blog de saude

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AR CONDICIONADO E PERIGOS FATAIS TODA A VERDADE!

Ar condicionado e os perigos fatais, toda a verdade! Os ambientes climatizados tornaram-se um hábito generalizado nas sociedades ditas mais “modernas”! O conforto acima de tudo e, onde quer que esteja, no carro, no escritório ou em casa, nada melhor que ter à escolha uma temperatura ambiente de fazer inveja aos “transeuntes”… no Inverno, um ambiente “quentinho” quando cá fora está um frio de “rachar” e no verão quando toda a gente derrete na rua nada melhor que ter uma “brisa personalizada” só para si 🙂

Sala moderna com ar condicionado
Sala moderna com ar condicionado

Mas será que este conforto é saudável quando se trata de o conseguir por via do ar condicionado?

Pois é… parece que há perigos bem reais quando os cuidados devidos não são garantidos! Neste artigo vou ajudar a diminuir esses perigos… saiba tudo!

O que é uma alergia?

Alergia ou reação de hipersensibilidade é uma resposta imunológica exagerada, que se desenvolve após a exposição a um determinado antigénio (substância estranha ao nosso organismo) e que ocorre em indivíduos geneticamente suscetíveis e previamente sensibilizados.

Agentes principais que provocam alergia

  • Ácaros
  • Mofo (fungos)
  • Epitélio (pele) e pelos de animais (gatos e cães)
  • Esporos de fungos e pólenes de flores
  • Alimentos
  • Medicamentos

Sintomas causados pelo ar condicionado

A maioria das pessoas quando entra em ambientes com climatização por meio de ar condicionado sente algum tipo de irritação, a saber:

Aqueles que têm RINITE (ver artigo) são os que mais se queixam, sofrendo de inflamação nas mucosas nasais e até nos olhos.

A culpa é só dos filtros?

A questão é que durante muito tempo essa culpa foi atribuída à falta de limpeza dos filtros, cuja função é a de purificar o ar, mas acumulavam lixo e microrganismos nocivos à saúde.

Ar condicionado
Sistema básico de ar condicionado

Foi então que se iniciou uma verdadeira batalha contra ácaros, fungos e bactérias. O lado bom de tudo isto foi a consciencialização que despertou nas pessoas sobre a necessidade de cuidados adequados com tais aparelhos.

Para ter uma noção, respiramos cerca de 20 mil vezes por dia e o ar climatizado artificialmente pode ser prejudicial à saúde, se alguns cuidados essenciais com os aparelhos não forem tomados.

Vantagens para a saúde 

As principais vantagens na utilização do ar condicionado referidas pelos médicos são:

  • Diminuição da mortalidade intra-hospitalar principalmente nos doentes crónicos e polimedicados;
  • Aumento da produtividade durante as vagas de calor

No entanto apesar destas vantagens aconselham muita moderação.

Grandes diferenças de temperatura é mau!

Deve evitar-se a exposição a grandes variações térmicas. Por exemplo, a passagem, em minutos, de temperaturas superiores de 35ºC para menos de 20ºC agride as vias aéreas superiores e inferiores, explicam os alergologistas.

O ar muito frio congestiona os tecidos. No nariz, por exemplo, os cílios nasais podem paralisar, deixando de expulsar para o exterior impurezas e “corpos estranhos”. Assim as queixas nasais podem ser de obstrução, ou seja, nariz tapado e com secreções, a que se associa frequentemente dores de cabeça e sensação de garganta seca.

Micro-organismos muito perigosos

Fungos, bactérias e ácaros podem ser os grandes problemas, porque a redução drástica da captação do ar externo, provoca o aumento da concentração de poluentes biológicos no ar interno, fazendo com que a taxa de renovação seja insuficiente.

Com isso, existe o risco de concentração dessas formas de vida nos ductos de ar condicionado, o que favorece a proliferação desses agentes, e compromete a qualidade de vida das pessoas, principalmente as que são mais vulneráveis à contaminação, como aquelas que têm problemas respiratórios como a rinite alérgica.

O problema do ar condicionado central

Os sistemas de ar condicionado central podem contribuir para o surgimento ou piorar os sintomas de alergias respiratórias. Isso ocorre porque o filtro de ar desses aparelhos, não está preparado para reter as micropartículas dos agentes mais implicados no desencadeamento de alergias respiratórias, tais como:

  • Fungos,
  • Bactérias,
  • Mofos,
  • Ácaros.
  • Vírus.

Salas amplas e cheias de gente a trabalhar, acabam por se tornar ambientes insalubres, criando condições ideais para a proliferação das doenças provocadas por esses alérgenos.

Como funciona o ar condicionado
Como funciona o ar condicionado

Relação com doenças respiratórias

O ar frio paralisa os pelos que revestem as paredes do sistema respiratório, que são encarregues de atirar para fora as impurezas que entram juntamente com o ar que respiramos. Assim, fungos, mofo, bactérias, vírus e ácaros permanecem no organismo, livres para provocar doenças respiratórias de natureza alérgica.

Principais doenças do aparelho respiratório

Normalmente quase todos os anos as principais doenças do aparelho respiratório são as seguintes:

  • Sinusite,
  • Rinite,
  • Otite,
  • Amigdalite,
  • Faringite,
  • Bronquite,
  • Pneumonia,
  • Asma,
  • Gripes,
  • Constipações.

Gripes, por exemplo, comprometem as defesas e favorecem infeções mais graves, como a pneumonia.

Alergias como prevenir?

As principais medidas de proteção contra as alergias são as seguintes:

  • Evite locais fechados, com grande concentração de pessoas, por tempo prolongado, pois facilita a contaminação,
  • Evite salas com carpete ou alcatifa porque o perigo é muito maior. Mesmo que a pessoa não seja alérgica, a exposição aos elementos causadores de alergias (ácaros, fungos, mofo, poeira de local fechado, bactérias) acaba por fazer com que ela fique com maior sensibilidade.

Dessa forma, a exposição repetida pode levar ao desenvolvimento de sintomas alérgicos. Como em todas as doenças alérgicas, a prevenção é o melhor remédio.

Quais os cuidados a serem tomados?

  • Evitar permanência em ambientes insalubres por muito tempo,
  • Tratar a alergia quando as crises surgirem,
  • Tomar vacinas, quando houver indicação; Alérgicos e pessoas com mais de 50 anos devem tomar vacinas contra gripe, pneumonias e outras infeções respiratórias, provocadas por bactérias como o pneumococo e o hemófilo;
  • Tomar banho à temperatura ambiente (mais frio);
  • Fazer exercício físico; Praticar natação preferencialmente em piscina fria (esta recomendação não é válida para quem tem sinusite, porque a natação pode agravar o problema).
  • Janelas fechadas, cortinas ou persianas que não deixam entrar nem uma nesga de sol, contribuem para um ar que entra pelas narinas levando aos pulmões algo mais que puro oxigênio.

Se  mora ou trabalha num ambiente com essas características, previna-se: lugares onde apenas dez por cento do ar circulante é renovado com ar de fora do prédio são propícios à proliferação das alergias respiratórias.

Locais com refrigeração central são a habitação ideal para ácaros, fungos, bactérias e outros agentes causadores de alergias respiratórias.

Ar condicionado do carro e alergias

O caso do ar condicionado no carro é um pouco diferente porque é constantemente renovado com ar exterior dependendo portanto da qualidade deste ar. Neste caso as principais “vitimas” são as pessoas com alergia a pólen de flores e fumo dos camiões.

Ar condicionado de um carro
Ar condicionado de um carro

Aparelhos de ar condicionado em casa são perigosos?

Também não representa perigo instalar em casa aquele aparelho pequeno, de parede. O ar é todo renovado pelo aparelho. Sai o ar quente do interior e entra novo ar de fora.

Mas deve-se ter cuidado com a limpeza do filtro e da parte externa que reveste o aparelho. Nestes locais podem estar acumuladas fezes de pombos e de outros pássaros, que representam perigo à saúde das pessoas.

Essa fezes, quando secas, podem ser aspiradas para dentro do sistema, dessa forma sendo levadas para o ambiente refrigerado. As fezes do pombo têm um fungo chamado Criptococcus neoformans, que pode provocar pneumonia e meningite.

Como eliminar os microoganismos?

O calor do sol é o maior inimigo de fungos, ácaros e mofo. Por isso, os alergologistas recomendam que deixe entrar em sua casa a luz do sol e o ar puro.

Como evitar as alergias?

Evitar as causas das alergias respiratórias é fundamental, o que significa o seguinte:

  • Manter a casa ou escritório livre da poeira,
  • Manter casa e escritório livre do mofo,
  • Limpar os insetos mortos.

Consequência mais grave de uma alergia

O problema mais grave que pode surgir na sequência de uma reação alérgica é um quadro de anafilaxia ou choque anafilático. É uma reação alérgica grave, que provoca comprometimento de todo o organismo;

Os principais sintomas são:

  • Dificuldade de respiração;
  • Perda de consciência;
  • Até a morte, quando não tratada imediatamente.

Dicas para uma casa saudável

  • Ventilação:  manter as  janelas abertas durante o dia…vento não faz mal!
  • Móveis:  o mobiliário deve ser simples, com bordas lisas e de fácil limpeza.
  • A limpeza:  deve ser feita diariamente, com água, sabão e produtos de limpeza adequados. Evitar produtos com odor intenso, como os derivados de amoníaco. Evitar, também, usar vassouras e espanadores, bem como aspiradores que não tenham filtros para reter partículas bem pequenas.
  • Colchões e travesseiros:  trocar travesseiros uma vez por ano e preferir modelos com espuma inteiriça. Evitar penas ou flocos. Encapar colchões e travesseiros com capas especiais contra ácaros e trocar as roupas de cama semanalmente.

Concluindo

O ar condicionado é uma mais valia no nosso quotidiano desde que sejam cumpridas as regras básicas de limpeza do aparelho quer internamente com os filtros e ductos quer com a entrada externa de ar que pode ficar suja e aspirar microrganismos Patogénicos para o interior. Quando essas regras não são atendidas aí sim podem surgir problemas bem graves que tem de prestar a devida atenção nomeadamente se trabalha num local com ar condicionado central cuja manutenção não depende de si e ao qual geralmente acrescem os perigos inerentes de ter a companhia de muitos colegas de trabalho no mesmo espaço, potenciando a propagação de microrganismos “pouco amigáveis”!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes

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Psicopata ou sociopata diferenças e toda a verdade!

Psicopata vs Sociopata quais os sinais? Quais as diferenças? A psicopatia tem sido associada com o perfil do assassino em série. No entanto, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassinos ou mesmo fisicamente violentos! A ferramenta mais usadas na avaliação de psicopatas é a Hare Psychopathy Checklist. Uma das publicações mais do Dr. Robert Hare intitula-se “Into the Mind of a Psychopath“.  Este artigo pretende ser uma ferramenta que possa ser usada pelos nossos leitores para se protegerem ajudando a detetar, dentro do possível, os casos mais perigosos. Pretende  também evitar, noutros casos, juízos de valor injustos.

Podemos estar a lidar diariamente com um psicopata sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente. Todas as intrigas , confusões, desacatos, mentiras e mal-estar causados pelo mesmo não são apenas fruto de “mau feitio”. Há pessoas que só se apercebem que têm lidado de perto com um psicopata momentos antes de lhes acontecer uma fatalidade, nomeadamente o seu homicídio. Embora este distúrbio seja mais frequente em homens, também é possível encontrar mulheres psicopatas.

Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos quinze anos de idade, embora  se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais precoce.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Psicopata: Quais os sintomas?
  • Como tratam o sentimento de culpa?
  • Como lidam com a verdade e a mentira?
  • De que forma manipulam os mais próximos?
  • Que visão têm deles próprios?
  • Qual o grau de inteligência?
  • Como lidam com os sentimentos?
  • São sempre agressivos ou não?
  • Como lidam com a monotonia?
  • Psicopata violento: Quais os sinais?
  • Que dizem os estudos que analisaram os psicopatas assassinos?
  • Qual a conclusão dos cientistas sobre psicopatas violentos?
  • 10 factos científicos sobre psicopatas: O que dizem?
  • Como reagem perante demonstrações de medo?
  • Psicopatas: Em que são viciados?
  • Como lidam ou utilizam a empatia?
  • Psicopatas são ou não prejudicados pelas sentenças judiciais?
  • Qual a prevalência de psicopatas nas empresas?
  • Os “Trolls” da internet são psicopatas?
  • Será que existem psicopatas pró-sociais que seguem as regras aceites em sociedade?
  • Podemos detetar psicopatas com um teste de olfato?
  • Qual a semelhança entre Presidentes e psicopatas?
  • Será que podemos reconhecer um psicopata pelo seu padrão de fala?
  • Psicopata vs Sociopata: Qual a diferença?
  • Como proteger-se de um psicopata?

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