Minhas queridas e queridos com emoção vos recebi na Feira do Livro do Porto, no passado dia 29 de agosto, onde decorreu uma sessão de autógrafos do meu livro “As cinco grandes mentiras sobre saúde”.
Franklim Moura Fernandes – As cinco grandes mentiras sobre saúde
Sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto 2025
A sessão teve lugar no stand 116 da editora Cordel D’Prata.
Estive presente na Feira por volta das 19 horas para beijos, abraços e conversa, preparando o início da sessão às 20 horas, que teve a duração de 45 minutos.
A vossa presença foi uma honra para mim e uma oportunidade admirável de conhecer pessoalmente os meus leitores, quer do livro quer do Blog, juntando também amigos e família.
Muito grato pelo vosso incrível apoio.
Franklim Moura Fernandes – Feira do livro Porto 29 de agosto de 2025
Franklim Moura Fernandes – Autor do livro “As cinco grandes mentiras sobre saúde”
Queda de cabelo excessiva e calvície tudo o que não sabe! Conhecida como calvície (ou calvície), recebe em medicina o nome de alopecia androgénica. Alopecia significa queda de cabelo, e androgénica refere-se à influência das hormonas masculinos no processo. Muitas pessoas acham que a calvície é um problema exclusivo dos homens, mas, na verdade, a perda definitiva de cabelos afeta mulheres na mesma proporção. A diferença é que, como no sexo feminino a calvície costuma ser menos intensa e, portanto, mais discreta, ela é mais facilmente camuflável.
Os pelos e os cabelos são estruturas cilíndricas compostas por proteínas, principalmente queratina, que crescem através da pele pelos folículos pilosos situados nas regiões mais profundas da derme. Todo o corpo, exceto as palmas das mãos e plantas dos pés, possuem folículos pilosos e pelos. Em alguns locais, por serem muito claros e finos, os pelos podem passar despercebidos, mas estão lá.
Os pelos apresentam características e velocidade de crescimento diferentes em cada local do corpo, o que é facilmente perceptível quando comparamos cílios, cabelos, pelos púbicos e a barba, por exemplo. O couro cabeludo possui, em média, 100.000 fios de cabelo, com um crescimento médio de 1 a 2 cm por mês.
Todos os dias, perdemos entre 50 e 80 cabelos. A sua vida dura, em média, entre 2 e 7 anos. O cabelo nasce no folículo piloso, cresce por entre ciclos sucessivos, até cair.
Fases do ciclo de vida do cabelo
O ciclo de vida do cabelo é constituído pelas seguintes fases:
Anagénica,
Catagénica,
Telogénica.
Cabelo como nasce e cresce?
O cabelo nasce no folículo piloso. Cada folículo piloso tem vida própria, ou seja, cada cabelo cresce independentemente do crescimento dos outros. Se os folículos estivessem sincronizados, todos os cabelos cresceriam ao mesmo tempo. Nesse caso, haveria um período em que o homem ficaria totalmente calvo antes de recuperar uma farta cabeleira.
Fase anagénica
O período durante o qual o cabelo cresce tem o nome de fase anagénica e dura cerca de 1 a 3 ou 4 anos. Durante esta fase, o bulbo piloso situado na extremidade inferior do folículo regenera-se para voltar a produzir a fibra capilar. O cabelo cresce cerca de 1 cm por mês.
Fase catagénica
A segunda fase, catagénica, também chamada fase de involução, dura 2 a 3 semanas. É a conclusão da produção da fibra. O folículo retrai-se à superfície do couro cabeludo. Essas semanas vão permitir ao cabelo preparar-se para a fase de repouso.
Fase telogénica
A terceira e última fase do ciclo de vida do cabelo é a fase telogénica e corresponde ao período de repouso. O cabelo não cresce mais, mas permanece agarrado ao folículo durante cerca de 3 meses. No final desses 3 meses, o cabelo cai durante a lavagem ou escovagem. Pode dar-se início a uma nova fase anagénica.
Crescimento do cabelo
O cabelo não cresce de modo contínuo, mas através de ciclos sucessivos. 90% dos cabelos encontram-se constantemente em fase de crescimento, enquanto que 10% estão em fase de queda. Todos os dias, caem naturalmente cerca de 50 a 80 cabelos, com 2 a 7 anos de vida. Estes cabelos são substituídos. Cada folículo piloso reproduz um total de 25 a 30 ciclos ao longo da sua vida. No entanto, pode ocorrer por vezes um descontrolo. Sob a influência das hormonas masculinas, estes ciclos podem ficar perturbados.
Calvície ou alopecia quais as causas?
A calvície ou alopecia androgénica é causada pelas seguintes alterações:
Encurtamento da fase de crescimento (anágena),
Afinamento progressivo do fio de cabelo,
Redução do tamanho dos folículos.
Estas alterações fazem com que a raiz fique cada vez mais próxima da superfície da pele.
Testosterona e dihidrotestosterona
Essa miniaturização do folículo é um processo hereditário e mediado por hormonas masculinas. Para ser mais exato, o problema ocorre naqueles pacientes que produzem excessivamente uma enzima chamada 5 alfa-redutase, que transforma a hormona masculina testosterona no seu derivado dihidrotestosterona. Fatores genéticos determinam essa produção excessiva.
A dihidrotestosterona liga-se a recetores existente em alguns folículos pilosos provocando a redução do seu tamanho. Portanto, a calvície ocorre naqueles indivíduos com altos níveis de dihidrotestosterona e numerosos folículos com recetores para esta hormona. As diferentes distribuições dos recetores de dihidrotestosterona entre indivíduos explica porque temos diferentes tipos de calvície.
Homem e padrões de queda de cabelo
A figura abaixo ilustra os padrões mais comuns de queda de cabelo no sexo masculino.
Mulher e padrões de queda de cabelo
A figura abaixo ilustra os padrões mais comuns de queda de cabelo no sexo feminino.
Micro irritação
Uma descoberta trouxe à luz do dia um fenómeno responsável pela reação em cadeia da queda de cabelo: a Micro irritação. A Micro irritação é induzida pelo stress repetido que desencadeia a produção excessiva de radicais livres.
Outono e mais queda de cabelo
Devido à influência da exposição sazonal ao Sol sobre as hormonas esteroides, todos os mamíferos, incluindo o ser humano, têm tendência a perder mais pelos ou cabelos no Outono. A testosterona, a hormona masculina que acelera o crescimento piloso nos homens, também contribui para uma queda de cabelo diária mais marcada.
Causas da queda de cabelo
A queda de cabelo, em particular no homem, tem frequentemente uma origem genética. Trata-se, neste caso, de uma alopecia androgenética ou calvície associada à sensibilidade particular dos folículos pilosos aos androgénios.
As principais causas da queda de cabelo são as seguintes:
Micro-irritação responsável pela aceleração da queda de cabelo no homem e na mulher (descoberta recente).
Sob a influência de stress repetido, surge uma Micro-irritação mesmo por baixo da superfície do couro cabeludo. Imperceptível e indolor, esta Micro-irritação acaba por desencadear uma reação em cadeia que se propaga em cascata até ao bulbo. Em resposta, os tecidos contraem-se. O bulbo fica menos irrigado e menos nutrido, tendo como consequência o cabelo torna-se mais fino e acabando por cair.
Fadiga poluição sol e stress
O stress interno e o stress externo afetam diretamente o couro cabeludo. O stress interno pode ser induzido por:
O couro cabeludo regista os vários tipos de stress e transforma-os numa produção excessiva de radicais livres. Em resposta aos estímulos exercidos pela ameaça dos radicais livres, dá-se a produção de agentes químicos pró inflamatórios que provocam um fenómeno imperceptível na superfície do couro cabeludo: a micro-irritação. Os ingredientes ativos permitem reabsorver a micro-irritação na sua origem e prevenir a sua repercussão até ao bulbo.
Gravidez e queda de cabelo
Qual o papel das hormonas nesta questão?
A testosterona, a hormona masculina que acelera o crescimento piloso nos homens, também contribui para uma queda de cabelo diária mais marcada. As variações hormonais estão na origem da perda significativa de cabelo de que as jovens mães padecem frequentemente. De facto, os cabelos que deviam ter caído durante os nove meses anteriores são retidos pelas hormonas da gravidez.
Assim que os níveis de estrogénio regressam ao normal após o parto, estes cabelos perdem a sua ligação hormonal e caem. No entanto, este processo é temporário e, geralmente, normaliza-se ao fim de alguns meses. Por outro lado, um choque físico ou emocional (morte, divórcio, operação cirúrgica significativa) pode provocar uma queda súbita de cabelo três a quatro meses após o evento em questão. Também neste caso, as hormonas são as responsáveis mas, à medida que o organismo e a moral se restabelecem, os cabelos retomam o seu ciclo habitual.
Queda de cabelo súbita e intensa
Mesmo que perca uma quantidade de cabelos que lhe pareça significativa, se continuar a ter um crescimento normal e se a densidade do seu cabelo permanecer estável, não há motivo para preocupações. Por outro lado, se o seu cabelo perder volume visivelmente ou se constatar que determinadas zonas ficam desguarnecidas, consulte o seu farmacêutico. Se a queda for súbita ou grave, não hesite em consultar um dermatologista. Este especialista poderá descobrir problemas ou patologias subjacentes (carência de ferro, distúrbios da tiróide ou hormonais, efeitos secundários de certos medicamentos…) que podem contribuir para a queda de cabelo.
QUEDA DE CABELO NO HOMEM
HEREDITARIEDADE E STRESS, OS PRINCIPAIS FACTORES
Face a uma queda significativa de cabelo ou alopecia, aconselha-se agir rapidamente. Muitas vezes de origem hereditária, a alopecia masculina pode ser interrompida através de cuidados específicos antiqueda de cabelo. Recomenda-se igualmente a prevenção contra o stress e a prática de uma alimentação equilibrada.
Sintomas
Perdemos cerca de 50 a 80 cabelos por dia. Tal como as células da pele, o cabelo renova-se naturalmente. Novos nascimentos substituem, em princípio, os cabelos que caem diariamente. Na verdade, cada cabelo dura entre 2 e 7 anos e cada folículo piloso que origina o cabelo reproduz entre 25 a 30 ciclos. Contudo, sob a influência de determinados fatores, a queda de cabelo acelera. Na ausência de crescimento, começam a surgir zonas escassas em cabelo.
Causas da queda de cabelo no homem
No homem, a queda de cabelo é, sobretudo, de origem genética. Na verdade, a alopecia androgenética hereditária afeta cerca de 70% dos homens. Normalmente, referem-se à alopecia como calvície. Esta deve-se à influência das hormonas masculinas, os androgénios. A calvície pode surgir muito cedo, desde os 18 anos.
Progressivamente, o crescimento do cabelo fica mais lento e passa a um ano em vez dos três ou quatro. O folículo piloso implanta-se cada vez menos na derme e atrofia. Consequência: o cabelo fica mais fino. O couro cabeludo fica desprovido de cabelo, primeiro ao nível das têmporas, da testa e do topo do crânio.
Outras causas
Toma de medicamentos, como os anticoagulantes ou tratamentos contra o cancro
Choque psicológico
Stresse
Carências alimentares
Mudanças de estação
Tratamentos anti-queda
É mais fácil atrasar a queda de cabelo do que estimular o seu crescimento. Existem vários tratamentos, sob a forma de champôs específicos, de loções ou de séruns. O dermatologista poderá ainda prescrever tratamentos medicamentosos. Por fim, as técnicas cirúrgicas de enxerto constituem mais uma solução para a queda de cabelo.
Recomenda-se :
Cuidado diário do seu cabelo, privilegiando os champôs suaves e evitando o uso abusivo de produtos agressivos;
Descansar e evitar o stress;
Ter uma alimentação saudável e equilibrada
Prevenir a queda de cabelo
5 regras para ter um cabelo mais bonito
Para manter um cabelo bonito e saudável adopte uma rotina de cuidados diária. O seu cabelo e couro cabeludo exigem cuidados suaves!
A temperatura certa
Cuidados capilares muito suaves!
Deixe o seu cabelo respirar!
Massaje o couro cabeludo
Evite o stress!
Alimentação e exercício físico
Temperatura certa
Sempre que lavar o seu cabelo, garanta que a água está a uma temperatura adequada. Deve estar morna de forma a não agredir o couro cabeludo. Deve igualmente enxaguar abundantemente de forma a que não existam vestígios do seu champô ou de outros produtos capilares aplicados.
Cuidados capilares muito suaves
O calor excessivo ou a lavagem com um champô não adequado podem danificar o seu cabelo ou torná-lo mais frágil. Use uma champô suave que não agrida o seu couro cabeludo. E, mantenha o seu secador a uma temperatura baixa!
Na lavagem deve usar um champô adequado ao seu tipo de cabelo, aplicá-lo com uma massagem suave, deixá-lo atuar durante 2 a 3 minutos, enxaguar bem, e em seguida usar um condicionador, ou tónico capilar, se adequado.
Pentear ou escovar o cabelo é quase tão importante como lavá-lo, pois ajuda a eliminar a sujidade, a caspa, os cabelos caídos e as células mortas que se vão acumulando, e que podem obstruir a passagem de nutrientes. Evite fazê-lo com o cabelo molhado, e evite o secador sempre que possível.
Deixe o seu cabelo respirar
O seu cabelo precisa de respirar. Não o mantenha amarrado durante horas sem fim. Alterne o seu cabelo entre solto e apanhado. Não use bandoletes, toucas ou chapéus durante um longo período de tempo.
Massaje o couro cabeludo
A massagem não é somente para o corpo. Pode ser igualmente benéfica para o cabelo. Durante a lavagem, massaje o couro cabeludo durante 2 a 3 minutos, sem o agredir. Assim estimulará a circulação sanguínea e relaxar o seu couro cabeludo.
Evite o stress
Cuidar do seu cabelo significa também cuidar de si! Uma dieta equilibrada, exercício físico e um sono descansado são essenciais para um cabelo saudável. Experimente o yoga para eliminar o stress da sua vida!
Alimentação e exercício
Para preservar o nosso cabelo devemos ter alguns cuidados na alimentação e no nosso estilo de vida, e adotar alguns cuidados capilares básicos.
A alimentação e o exercício físico são fatores que podem influenciar a saúde dos cabelos, pois interferem com a circulação sanguínea, que transporta os nutrientes para a raiz do cabelo. Quando o organismo está carente de nutrientes, também o cabelo e o couro cabeludo se ressentem.
Uma dieta equilibrada e atividade física frequente refletem-se num cabelo saudável, adiando ou diminuindo o ritmo da queda do cabelo.
Algumas vitaminas são particularmente benéficas para os cabelos, assim como vários minerais, a saber:
Vitamina A,
B1 (tiamina),
B2 (riboflavina),
B3 (niacina),
B6 (piridoxina),
B9 (ácido fólico)
B12 (cianocobalamina),
Vitamina C,
Vitamina E,
Cálcio,
Ferro,
Fósforo,
Magnésio,
Iodo,
Zinco.
Sendo os cabelos compostos por 60% a 90% de proteínas, estas são muito importantes na dieta, sobretudo carnes magras, peixe, leite, e ovos. No entanto devemos ter sempre em consideração que o excesso de proteína na alimentação pode trazer consequências graves para a nossa saúde (Ex: doença renal), pelo que, como é óbvio, deve moderar o consumo.
Consultar o dermatologista
Todos os dias há pacientes com queda de cabelo.
Trata-se muitas vezes do aumento de uma queda fisiológica que afeta, sobretudo, as mulheres, durante o Outono ou a Primavera, altura em que o número de consultas aumenta. Também pode tratar-se de uma calvície real instalada, muitas vezes mal cuidada pelos homens mais jovens. A queda de cabelo é sempre um fenómeno de angústia para os pacientes.
Dermatologista e tratamentos antiqueda
Quando consulta um dermatologista os tratamentos seguem determinadas fases. Primeiro, faz uma análise ao sangue para aferir os seguintes parâmetros:
Depois, explica o mecanismo da queda de cabelo. É importante para diminuir a ansiedade. Prescreve preferencialmente suplementos alimentares (aminoácidos sulfurados: taurina, cistina) que permitem encurtar o período de queda. As loções antiqueda podem ser eficazes desde que sejam produtos com eficácia comprovada.
Tratamento da calvície incipiente
O tratamento da calvície masculina é baseado no uso dos seguintes medicamentos e substâncias:
Minoxidil em solução tópica (aprovado para homens e mulheres).
Finasterida por via oral (aprovado apenas para homens).
Stemoxydine (Neogenic®)
Minoxidil a 2% e 5%
A solução de minoxidil para aplicação direta no couro cabeludo melhora a queda de cabelo por aumentar o tempo da fase anagénica e estimular o crescimento dos folículos miniaturizados. Os resultados demoram pelo menos 4 meses, sendo mais pronunciados no ápice do couro cabeludo e menores na região frontal. O tratamento é para a vida inteira. Com a interrupção, a perda de cabelo retorna.
Finasterida a 1mg
A Finasterida é um medicamento originalmente usado na hipertrofia prostática, mas que, com o tempo, demonstrou como efeito colateral uma redução na queda de cabelo dos pacientes.
A finasterida é um bloqueador da enzima 5 alfa-redutase, o que, como explicado anteriormente, impede a transformação da testosterona em dihidrotestosterona (DHT), responsável pelos efeitos negativos nos folículos pilosos.
Em geral, preconiza-se o uso de comprimidos de 1 mg por dia, por pelo menos, 1 ano. Com o uso da Finasterida ocorre aumento do número de fios de cabelo, que também se tornam mais grossos e fortes. Se a droga for suspensa, porém, dentro de 6 a 9 meses o paciente perde todo o cabelo novo que havia crescido.
Finasterida nas mulheres
A Finasterida em mulheres ainda não se mostrou eficaz e comprovadamente causa más formações fetais. Portanto, não é uma droga indicada para a calvície feminina.
Se tem uma queda de cabelo que considere grave procure um dermatologista para que ele possa decidir a melhor estratégia terapêutica para o seu caso. Não se automedique. Lembre-se que tanto a Finasterida quanto o minoxidil apresentam efeitos colaterais e contraindicações. Além disso, existem várias outras causas para perda de cabelo além da alopécica androgénica, que não devem ser tratadas com nenhuma dessas duas drogas.
Stemoxydine® a 5%
Entre dois ciclos de crescimento, o bolbo capilar entra em fase de inatividade onde suspende a sua atividade e permanece vazio.
Para despertar, o bolbo capilar precisa de um sinal : foi a trabalhar nessa etapa que a pesquisa do laboratórios L’Oréal descobriu o papel das células estaminais no despertar dos bolbos adormecidos e na renovação do cabelo.
Stemoxydine é a 1ª molécula de ação biomimética que simula um ambiente ótimo para as células estaminais e favorece o seu bom funcionamento. Os bolbos em fase de inatividade são despertados. 1700 novos cabelos em 90 dias (estudo clínico vs placebo em 101 indivíduos – valor médio para uma cabeleira alopécica). Para couros cabeludos sensíveis. A fórmula é hipoalergénica sem parabenos e não colante.
Outros tipos de queda de cabelo
Existem várias outras causas para queda de cabelo. Ao contrário da calvície, elas costumam causar perdas localizadas e irregulares. Porém, em casos difusos podem se assemelhar à alopécia androgénica. Vamos citar as causas mais comuns:
Eflúvio anagénica
É a queda de cabelo que ocorre, por exemplo, na quimioterapia, radioterapia ou envenenamentos com mercúrio.
Eflúvio felogénico
Queda de cabelo que ocorre como efeito colateral de várias drogas, deficiências de vitaminas, stresse psicológico ou doenças da tiroide.
Alopécia traumática
Ocorre por trauma mecânico e/ou químico do cabelo. Pode surgir após algumas técnicas de alisamento de cabelo com repetidas tração do mesmo associado ao uso de produtos químicos. Algumas pessoas com crises nervosas podem arrancar o próprio cabelo e ter esse tipo de alopécia.
Alopécia areata
É uma doença autoimune, onde o corpo passa a equivocadamente a produzir anticorpos contra os seus folículos pilosos. O couro cabeludo é o mais afetado, mas pode haver perda de pelos em qualquer parte do corpo.
Tinea capitis
Infeção do couro cabeludo por fungos.
Lúpus discoide
O lúpus eritematoso discoide é uma doença crónica e recorrente caracterizada por manchas arredondadas vermelhas de bordos bem definidos na pele. A sua causa é desconhecida e é mais frequente no sexo feminino e mais ainda em mulheres com cerca de 30 anos de idade. O leque de idades é muito mais amplo que o habitual para o lúpus eritematoso sistémico.
Estudos sobre queda de cabelo
De seguida descrevo alguns estudos publicados e disponíveis para consulta pública:
O cabelo é uma parte importante do nosso corpo por influenciar decisivamente a nossa autoestima. Essa influência psicológica é tanto mais marcada quanto menor for a idade da pessoa pelo que os jovens com casos de calvície na família próxima (pais e irmãos) devem estar atentos aos sintomas e tratar o problema, logo que surjam os primeiros sinais, com a ajuda do dermatologista e do Farmacêutico nos casos mais ligeiros e comuns de queda de cabelo.
A queda de cabelo, se for repentina e intensa, pode também ser um sinal de problemas de saúde mais profundos, pelo que deve, neste caso, consultar de imediato o seu médico.
Fique bem!
FranklimA. Moura Fernandes
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Colesterol toda a verdade! Será mesmo necessário tomar tantos medicamentos? Os medicamentos para baixar o colesterol são dos mais utilizados no mundo, nomeadamente a classe das estatinas, sendo um mercado de uma dimensão simplesmente gigantesca !
Mas será que a abordagem tradicional para o seu “tratamento” está mesmo correta? Será mesmo o “caminho das estatinas” o mais adequado? Quais são as alternativas? Que provas cientificas existem para nos ajudarem a escolher o melhor caminho? E nos idosos quais os factos comprovados?
Neste artigo especial vou tentar “dissecar” tudo sobre o colesterol e colocar em confronto a “via clássica” que “diaboliza” o colesterol com a via alternativa que desafia a corrente terapêutica dominante citando vasta investigação científica que não suporta uma “condenação” tão flagrante do colesterol como “assassino” das artérias…! No final deixo a minha opinião muito clara sobre este assunto.
Estrutura química do colesterol ( esteroide de origem animal )
O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. É um esteroide de origem animal pouco solúvel na água.
Colesterol é essencial porquê?
Sem colesterol muitos processos orgânicos importantes não são possíveis ou não funcionariam da melhor forma, tais como:
Formação das membranas das nossas células,
Síntese de hormonas, como a testosterona, estrogênio, cortisol
Produção da bile necessária na digestão de alimentos gordurosos
Formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos)
Metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), etc
O colesterol é um constituinte essencial da membrana celular
Origem do colesterol do nosso organismo
O colesterol do nosso organismo tem duas origens:
Endógena ( 70% ) – o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado.
Exógena ( 30% ) – o colesterol também pode ser obtido através dos alimentos.
O colesterol tem origem no figado ( endógena ) e em alguns alimentos ( exógena )
Tipos de colesterol
Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue, da mesma forma que gotas de óleo não se dissolvem na água. Portanto, para viajar através na corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:
O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos.
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol.
O HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve-o ao fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Lipoproteína HDL ( colesterol bom )
Colesterol bom vs colesterol mau, o que é?
Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.
Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDLe o LDL como colesterol mau.
O metabolismo do colesterol
Como é regulada a produção destas lipoproteínas?
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol, a saber:
Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL (colesterol mau)
O consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL (colesterol bom )
Portanto, ao dosarmos os valores das lipoproteínas transportadoras LDL, VLDL e HDL temos uma avaliação indireta da quantidade e da qualidade do colesterol que circula em nosso sangue. Por isso, o lipograma, exame usado para dosear as lipoproteínas, é usado para avaliarmos os níveis de colesterol sanguíneos.
Colesterol IDL o que é?
O IDL (Intermediatelow-density lipoprotein) é um tipo de colesterol semelhante ao LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente doseado individualmente, mas sim juntamente com o LDL. Portanto, quando recebemos o valor do LDL, habitualmente estamos a falar do valor de LDL + IDL.
Qual o perigo do colesterol alto? O que é a aterosclerose?
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos sanguíneos, levando à formação de placas de colesterol.
Quando o nosso corpo tem mais colesterol do que precisa, as moléculas de LDL ficam a circular no sangue à procura de algum tecido que necessite de colesterol para o seu funcionamento. Se este colesterol não for entregue a nenhum tecido, a molécula de LDL acaba por se depositar dentro da parede dos vasos sanguíneos, acumulando gordura no mesmos. Este processo é chamado de aterosclerose.
Formação de placas de aterosclerose
As placas de gordura ocupam espaço e diminuem o diâmetro da luz dos vasos (chamamos luz à parte oca dentro dos vasos por onde passa o sangue). A aterosclerose também causa lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias e tornando-as mais duras.
O depósito de gordura e a lesão da parede dos vasos favorecem a obstrução do fluxo de sangue e a redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.
Quando os vasos afetados pelas placas de colesterol são as artérias coronárias (artérias do coração), o resultado final pode ser o infarte cardíaco. Quando são afetados os vasos cerebrais, o paciente pode desenvolver um AVC ( Acidente Vascular Cerebral ).
Dislipidemia, o que é?
Dislipidemia é o aumento dos níveis de colesterol. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL + LDL + VLDL.
No entanto, como já explicamos, há o colesterol bom e o colesterol mau, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta. Atualmente o colesterol total é menos valorizado do que os níveis individuais de HDL e LDL.
Por exemplo:
Doente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Doente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190
Não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2, apesar de terem o mesmo nível de colesterol total. O exemplo acima explica o porquê do colesterol total não ser o melhor parâmetro para avaliar a dislipidemia.
Valores de referência para o colesterol
Como a dislipidemia é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a medicina tem tentado estabelecer, quais são os níveis ideais de colesterol HDL e LDL. Atualmente classificamos o colesterol da seguinte maneira:
LDL
Menor que 100 mg/dL – Óptimo
Entre 101 e 130 mg/dL – Normal
Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL – Alto
Maior que 190 mg/dL – Muito alto
HDL
Menor que 40 mg/dL – Baixo ( é mau )
Entre 41 e 60 mg/dL – Normal
Maior que 60 mg/dL – Alto ( é óptimo)
Tratamento: Quais as estatinas mais utilizadas?
Os medicamentos mais utilizados em todo o Mundo para combater o colesterol elevado, pertencem a uma família de moléculas chamadas de ESTATINAS. As principais são as seguintes:
Sinvastatina,
Rosuvastatina,
Pravastatina
Fluvastatina
Atorvastatina.
Pitavastatina
Estrutura quimica das estatinas
Estrutura química da sinvastatina
Estrura química da lovastatina
Estrutura química da atorvastatina e da rosuvastatina
As estatinas, além de serem as drogas mais eficazes no controle do colesterol, são também aquelas com melhores resultados nos estudos científicos sobre prevenção das doenças cardiovasculares, sendo, por isso, atualmente prescritas para dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
Estatinas: Como atuam?
Como atuam as estatinas?
As estatinas inibem a produção da enzima HMG-CoA redutase que é essencial para a produção de colesterol.
Estatinas: Serão seguras?
Apesar de serem eficazes e seguras, cerca de 5% a 10% dos pacientes desenvolvem miopatia (lesão muscular), caracterizada clinicamente por dor muscular, fraqueza e/ou câimbras. Pacientes medicados com doses elevadas são aqueles com maior risco.
As queixas de origem muscular são o principal efeito colateral das estatinas e a causa mais comum de interrupção do tratamento.
Lesão muscular: Como saber se é grave?
A gravidade de uma lesão muscular é definida pelos seguintes fatores:
Intensidade da dor
Grau de perda de força muscular
Alterações nos exames laboratoriais (enzima creatinofosfoquinase ou CPK)
Creatinofosfoquinase (CPK ou CK)
As células dos músculos são ricas numa enzima chamada creatinofosfoquinase, mais conhecida pelas siglas CK ou CPK. Quando há lesão do tecido muscular, parte da enzima CK contida nos músculos extravasa para o sangue, fazendo com que os níveis sanguíneos de CK fiquem mais elevados.
Pequenos aumentos da CK podem ocorrer em situações benignas, como após intenso esforço físico, grandes elevações dos níveis sanguíneos são um sinal de grave doença muscular.
Estrutura de um musculo
Valor de referência da CK
O valor de referência da CK costuma variar de acordo com o laboratório. No geral, o limite superior da normalidade encontra-se ao redor de 100 a 200 U/L.
Mionecrose: Quando ocorre a morte de células musculares?
Sempre que o valor da CK se encontrar pelo menos 3 vezes acima do valor normal, dizemos que o paciente tem mionecrose (morte de células musculares).
A gravidade da mionecrose costuma ser dividida da seguinte forma:
Lesão muscular leve: CK elevada de 3 a 9 vezes o valor normal.
Lesão muscular moderada: CK elevada de 10 a 50 vezes o valor normal.
Lesão muscular grave: CK elevada mais de 50 vezes o valor normal.
Valores da CK nas lesões musculares
CK de 400 ou 500 U/L significa uma lesão muscular leve
CK de 70.000 U/L significa uma grave e extensa lesão muscular.
Rabdomiólise
Dizemos que o doente tem rabdomiólise se simultaneamente ocorrer:
mionecrose ( morte das células musculares )
mioglobinúria ( perda de proteínas musculares na urina )
A rabdomiólise é um quadro grave, que pode levar à insuficiência renal aguda ( insuficiênciarenal ).
As estatinas geralmente provocam lesão muscular leve, com pequenas elevações dos valores da CK. Porém, cerca de 1 em cada 1000 doentes medicados com estas drogas pode desenvolver moderada ou grave lesão muscular com rabdomiólise.
Sintomas de miopatia provocada pelo uso das estatinas
As estatinas podem provocar um enorme conjunto de sintomas musculares, a saber:
Desconforto
Rigidez
Cansaço
Aumento da sensibilidade
Fraqueza
Cãimbras
Em geral, os sintomas surgem após algum esforço físico, mas podem também estar presentes mesmo em repouso.
A intensidade dos sintomas está sempre relacionada com o valor de CK e com a gravidade da lesão muscular?
A intensidade dos sintomas nem sempre está diretamente relacionada com o nível sanguíneo da CK. Alguns pacientes com dor forte podem ter níveis baixos ou até normais de CK, enquanto outros com queixas leves a moderadas podem ter taxas muito elevadas.
Sem fazer a dosagem da CK sanguínea não é possível definir com precisão o grau de lesão muscular. Todos os doentes a usar uma estatina que comecem a sentir dor muscular devem fazer um exame de sangue para saber o grau de elevação da CK.
Músculos mais afetados pela miopatia
O sintoma mais comum da miopatia das estatinas é a dor muscular (mialgia), que pode ou não vir acompanhada de redução da força. Em geral, a lesão muscular pelas estatinas provoca um quadro de dor e fraqueza, nos seguintes músculos:
Nos membros inferiores afeta de forma simétrica os músculos da pélvis e das coxas
Nos membros superiores afeta os músculos ao redor da escápula, clavícula e porção inicial dos braços
Músculos tipicamente afetados pela mialgia das estatinas
Dor no ombro provocada pelas estatinas
Dores na coxa provocada pelas estatinas
Movimentos corporais mais afetados
A perda de força muscular da miopatia das estatinas pode fazer com que o doente tenha dificuldade nos seguintes movimentos:
Levantar os braços acima da cabeça,
Levantar-se de uma cadeira ou
Subir escadas.
Estes sintomas também podem ser descritos pelo doente como fadiga ou cansaço dos membros.
Quanto tempo demora a desenvolver-se uma miopatia das estatinas?
Habitualmente, a miopatia das estatinas desenvolve-se nos primeiros 6 meses de uso do medicamento, mas há casos de doentes que só a desenvolveram após alguns anos de uso da droga.
Complicações da miopatia pelas estatinas
A lesão muscular pelas estatinas ocorre em cerca de 5 a 10% dos doentes. No entanto a grande maioria dos casos é de forma leve, sem grandes prejuízos para a saúde do doente. Apesar de serem raros, podem haver casos de lesão muscular grave pelas estatinas.
O quadro de rabdomiólise é o mais perigoso, pois as proteínas dos músculos podem entupir os túbulos renais, levando à insuficiência renal aguda. Não é incomum que os pacientes com rabdomiólise precisem de tratamento com hemodiálise durante alguns dias.
Fatores de risco para miopatia pela estatina
Como já referido, apesar da lesão muscular ser o efeito colateral mais comum das estatinas, ela é um problema que afeta apenas alguns doentes. Ainda não compreendemos totalmente os mecanismos que levam as estatinas a serem tóxicas para os músculos de certos indivíduos, mas alguns fatores de risco já são bastante conhecidos, a saber:
Características das estatinas
Hipotireoidismo
Características do doente
Interação medicamentosa
Estatinas com menor risco
O risco de lesão muscular não é igual para todas as estatinas e aumenta conforme a dose.
A pravastatina e a fluvastatina parecem ser as drogas deste grupo com menor incidência de dor muscular. A dose de 40 mg por dia da pravastatina mostrou-se bastante segura e com baixa incidência de lesão muscular.
A rosuvastatina na dose de 20 mg/dia também tem se mostrado segura nos estudos, porém, doses a partir de 40 mg/dia têm sido apontadas como responsáveis por quadros de rabdomiólise.
Estrutura molecular da rosuvastatina em 3D
Hipotireoidismo aumenta o risco de miopatia?
Como os pacientes com hipotireoidismo frequentemente têm níveis elevados de colesterol, não é incomum a prescrição de estatinas neste grupo de pacientes. O problema é que hipotireoidismo por si só pode causar miopatia, e quando associado a uma estatina, o risco torna-se ainda maior. O controle clínico do hipotireoidismo através de medicamentos com a levotiroxina diminui o risco de dor muscular.
A miopatia é hereditária?
Fatores genéticos parecem ter um papel relevante na génese da miopatia pelas estatinas. Este é o motivo pelo qual numa mesma família é frequente a ocorrência de miopatia em mais de uma pessoa.
Pessoas com maior risco de desenvolver miopatia das estatinas
Mulheres e indivíduos com mais de 60 anos
Consumo frequente de bebidas alcoólicas
Atividade física intensa
Carência de vitamina D
Desidratação
Existência de doença dos rins ou do fígado
Histórico de câimbras frequentes
Interação medicamentosa
Um dos fatores que mais influenciam no aparecimento de lesão muscular pelas estatinas é a associação com outras drogas. A sinvastatina e a lovastatina são as estatinas que mais sofrem interação medicamentosa capaz de provocar miopatia.
A atorvastatina, a rosuvastatina e a pitavastatina também podem sofrer interação de alguns medicamentos, mas com uma frequência um pouco menor.
Medicamentos que aumentam de forma significativa o risco de miopatia das estatinas
São vários os medicamentos que aumentam o risco de miopatia das estatinas pelo que se deve a tudo o custo evitar a sua associação com estatinas, a saber:
Amiodarona( antiarrítmicos )
Fluconazol( antifúngico )
Cetoconazol( antifúngico )
Itraconazol( antifúngico )
Ciclosporina ( imunosupressor )
Gemfibrozil ( antidislipidémico )
Varfarina ( anticoagulante )
Verapamil ( perturbações do ritmo taquicardico, antihipertensor, insuficiência coronária )
Amlodipina ( antihipertensor e antianginoso )
Eritromicina( antibiótico )
Claritromicina ( antibiótico )
Ritonavir( antivírico VIH-1 )
Colchicina ( antiinflamatório clássico utilizado no tratamento das crisas agudas de gota )
Niacina( viatmina B3, ou vitamnina PP ou ácido nicotínico )
A lista fornecida acima está muito longe de estar completa, portanto, se tomar vários medicamentos e apresentar dor muscular pela estatina, leia a literatura do medicamento para ver se há alguma interação medicamentosa que possa estar a desencadear as dores.
Tratar o doente com dor muscular pela estatina
Como não há no mercado drogas tão eficazes como as estatinas na prevenção da doença cardiovascular, a decisão sobre a suspensão ou não do tratamento deve ser bem ponderada.
Drogas como a ezetimiba não são tão eficazes quanto as estatinas e não devem ser encaradas como um substituto à altura. A ezetimiba pode até ser utilizado em simultâneo com a estatina, de forma a permitir uma dosagem menor desta última.
Os raros doentes que desenvolvem grave lesão muscular devem interromper definitivamente o tratamento com as estatinas, pois o risco para a saúde é maior que o potencial benefício da droga.
Tratamos como miopatia grave toda a miopatia com um aumento da CK maior que 10 vezes o valor de referência (CK maior que 1500-2000 U/L na maioria dos laboratórios).
Tratamento da miopatia das estatinas leve ou moderada
Nos casos que não se enquadram no conceito de miopatia grave, que são, na verdade, a maioria, existem algumas estratégias que podem ser implementadas.
1. Corrigir problemas
O primeiro ponto é identificar possíveis interações medicamentosas que possam estar a aumentar o risco de lesão muscular. A associação de uma estatina com o gemfibrozil, apesar de não indicada, ainda é muito utilizada por alguns médicos, quando o objetivo é baixar os níveis de triglicerídeos.
Se o doente tiver colesterol e triglicerídeos altos e a estatina sozinha não estiver a ser suficiente para controlar os valores, o medicamento com menos risco de miopatia é o fenofibrato.
Além da revisão dos medicamentos que o paciente usa, também é importante uma avaliação da função da tireoide. Em muitos casos, uma simples otimização do tratamento do hipotireoidismo é suficiente para controlar as dores musculares.
A dosagem dos níveis de vitamina D sanguínea também está indicada. Se os valores estiverem baixos, a reposição, que pode ser feita de forma bem simples e barata, costuma amenizar as dores
2. Alterações na estatina
Não havendo problemas a corrigir, o próximo passo é tentar otimizar o tratamento com as estatinas.
Nos pacientes que fazem doses elevadas de estatina, a simples redução da mesma pode ser suficiente. Se for preciso, o médico pode associar uma droga como a ezetimiba, para que o valor do colesterol LDL não volte a subir após a redução da estatina.
Doses de estatinas consideradas moderadas são:
20 mg de lovastatina, pravastatina ou sinvastatina;
20 mg de atorvastatina
10 mg de rosuvastatina.
Apenas os pacientes que já tiveram um infarte anteriormente ou que apresentam risco muito elevado de infarte costumam ter indicação para doses mais altas de estatinas, geralmente 40 mg/dia de atorvastatina ou 20 mg/dia de rosuvastatina.
Uma alternativa é o uso das estatinas em dias alternados.
A rosuvastatina em doses até 20 mg/dia pode ser tomada 3 vezes por semana, que ainda mantém uma boa ação contra o LDL.
Outra opção é trocar de estatina. Como já referido, a pravastatina e a fluvastatina costumam ter um incidência mais baixa de miopatia e podem ser a solução, principalmente para os pacientes em uso de sinvastatina ou lovastatina, que são as estatinas que mais frequentemente causam dor muscular.
Excipientes das estatinas, fibratos e associações
O que é um excipiente?
Excipientes são substâncias que auxiliam o medicamento a ter a devida forma e eficiência farmacêutica. São utilizados para proteger o fármaco, por exemplo, contra a oxidação e a hidrólise. Também podem ser adicionados para a facilitação da administração e do processo de fabricação do medicamento.
Alguns fazem a diluição e “suporte” ao princípio ativo porque este muitas vezes é demasiado potente e tem que ser usado em concentrações muito baixas, por isso é necessário o excipiente para dar o volume necessário e suficiente para uma toma mais prática, por exemplo em comprimidos para tomar por via oral. Têm que ser substâncias que não reajam com o fármaco e farmacologicamente inertes.
Embora seja raro, nada garante que não possa ser alérgico a um deles, por isso preparamos para si uma tabela dos principais excipientes, usados no fabrico das estatinas, fibratos e associações:
Tabela de excipientes usados nas estatinas, fibratos e associações
Descarregue também a tabela em pdf para melhor visualização:
É um tipo de gordura encontrada principalmente em produtos de origem animal e que à temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido.
É encontrada nos seguintes alimentos:
Carnes vermelhas e brancas ( principalmente gordura da carne e pele das aves),
Leite e derivados integrais ( manteiga, creme de leite, iogurte, nata)
Gorduras saturadas más
Consumo máximo por diário aconselhado: 20g
Ligação química: Cada átomo de carbono mantém uma ligação simples com outro carbono e está ligado a dois átomos de hidrogênio
Gordura trans
A gordura trans é o nome dado à gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial.
Algumas carnes e o leite já têm essa gordura, mas em pequena quantidade. O que preocupa mesmo são as gorduras usadas pela indústria alimentar. A gordura vegetal hidrogenada faz parte do grupo das gorduras trans e é a mais encontrada nos alimentos.
Ela começou a ser usada em larga escala a partir dos anos 1950, como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como gordura saturada.
Acreditava-se que, por ser de origem vegetal, a gordura trans ofereceria menos riscos à saúde. Mas estudos posteriores descobriram que ela é ainda pior que a gordura saturada, que também aumenta o colesterol total, mas pelo menos não diminui os níveis de HDL no organismo.
Em geral, as gorduras vegetais, como o azeite e os óleos, são bons para a saúde. Porém, quando passam pelo processo de hidrogenação ou são aquecidos, as moléculas são partidas e a cadeia rearranja-se. Esta nova gordura é que vai danificar as artérias.
Este processo de hidrogenação serve para deixar a gordura mais sólida. E é ela que vai fazer com que os alimentos fiquem saborosos, crocantes e tenham maior durabilidade. O grande desafio atual da indústria é encontrar uma alternativa mais saudável à gordura trans, sem que os alimentos percam as suas propriedades.
Gorduras saturadas trans, aumentam o colesterol LDL ( mau ) e diminuem o HDL ( bom )
A gordura trans não é sintetizada pelo organismo e, por isso, não deveria ser consumida nunca. Mas, como isso é quase impossível, é aceitável consumir até 2g da gordura por dia, o que equivale a quatro biscoitos recheados.
Mesmo tendo isso em mente, um dos grandes problemas para o consumidor é conseguir perceber com clareza quanta gordura trans existe em cada alimento. Vale a pena lembrar que os alimentos que mais contêm gordura trans são:
Bolachas
Pipocas de microondas
Chocolates
Gelados
Batatas fritas
Salgadinhos
Alimentos que tem margarina na composição
Consumo máximo diário aconselhado: 2g
Ligação química – Similar à da gordura saturada, mas os átomos de hidrogênio estão dispostos transversalmente (na diagonal), e não em paralelo, como ocorre com os ácidos gordos encontrados na natureza. Daí vem o nome “trans”.
Gordura insaturada e poli-insaturada
A gordura insaturada está presente principalmente em vegetais e é líquida à temperatura ambiente. Existe a monoinsaturada (com apenas uma ligação dupla de carbono) e a poli-insaturada (com mais de uma ligação dupla de carbono). O seu consumo em excesso também é prejudicial em particular os óleos vegetais devem ser evitados.
Quais os alimentos em que se encontra?
Azeite e azeitonas
Óleo de canola e de milho,
Amêndoa,
Amendoins
Nozes
Castanha-do-pará,
Abacate,
Sementes e óleo de linhaça,
Óleo de girassol
Truta ( ômega 3 )
Salmão ( ômega 3 )
Frutos secos contêm gorduras insaturadas boas
Consumo máximo diário aconselhado: 44g
Ajuda a reduzir o colesterol LDL, os triglicéridos e a pressão arterial.
Ligação química: Faltam alguns átomos de hidrogênio na sua molécula e, por isso, ocorre uma ligação dupla entre os carbonos.
O COLESTEROL SERÁ UM MITO?
Durante anos ouvimos que o colesterol é a encarnação do mal. Que em excesso entope as artérias e abre caminho aos enfartes do miocárdio e aos AVCs (acidentes vasculares cerebrais).
Por causa dele passámos a olhar com horror para as alheiras, para as bifanas e para a manteiga. Os ovos passaram a merecer desconfiança. Não mais de um ou dois por semana disseram-nos repetidamente. Para manter o colesterol em níveis aceitáveis, milhões de pessoas tomam regularmente medicamentos conhecidos como estatinas.
As estatinas são os medicamentos mais vendidos em todo o mundo e Portugal não é exceção: em 2000 vendiam-se perto de um milhão e 500 mil embalagens. Em 2009 mais de cinco milhões e 400 mil, um aumento de mais de 200% lê-se numa tese de mestrado que fez a avaliação do consumo destas substâncias em Portugal.
Pois bem, todas estas ‘provações’ podem ser em vão. Pelo menos a crer nos ‘céticos do colesterol’, um grupo de médicos e investigadores empenhados em acabar com o que garantem ser a crença errada de que o colesterol faz mal à saúde.
Existe, desde 2003, uma Liga internacional dos Céticos do Colesterol (www.thincs.org) com uma centena de membros das mais diversas especialidades médicas.
São vistos como fanáticos ou adeptos de teorias da conspiração pelos médicos ‘ortodoxos’, mas a sua cruzada ganhou visibilidade com a publicação em França do livro ‘La Verité sur le Cholestérol’, do médico Philippe Even, e, nos EUA, do livro ‘The Great Cholesterol Myth’, do cardiologista Stephen Sinatra e do nutricionista Jonny Bowden.
O apoio mediático do médico Mehmet Oz que entrevistou os autores no seu programa de televisão visto por milhões voltou a criar um buzz à volta do tema. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo.
Os fatores de risco incluem a hipertensão, obesidade, diabetes. E também o colesterol elevado, que os céticos querem reabilitar.
O que dizem os céticos?
Um relatório da Escola de Saúde Pública de Harvard aponta o metabolismo, mais do que a dieta, como responsável pelos níveis de colesterol no sangue.
Esta ideia reúne consenso na classe médica. Pedro Marques Silva, responsável da Consulta de Hipertensão Arterial e Dislipidemias do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, confirma: “Se reduzíssemos o colesterol na dieta de tal maneira que a comida ficasse incomestível, ainda assim a taxa de colesterol que conseguíamos reduzir seria apenas de 20%”.
Vegetarianos também têm colesterol alto?
Os vegans e vegetarianos podem ter níveis de colesterol altos, apesar de não comerem produtos animais, precisamente porque 70 a 80% do colesterol é produzido no nosso fígado e não tem origem na alimentação.
E é com este argumento que os céticos incentivam o regresso ao nosso prato das gorduras saturadas tais como as presentes em alimentos de origem animal e algumas de origem vegetal, a saber:
Manteiga
Carne vermelha
Óleo de coco
Além de não influenciarem o colesterol no sangue, elas têm um papel importante na absorção do cálcio e manutenção da densidade óssea e são essenciais para o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, dizem.
Podemos ingerir colesterol à vontade?
Claro que não! Uma pessoa magra, com colesterol total elevado, mas sem hipertensão ou diabetes, não tem risco cardiovascular, teoria defendida pelos céticos do colesterol. Nestes casos, a alimentação não é um fator decisivo, nem vale a pena andar a fazer restrições radicais ou medicação.
O problema é que na maioria dos casos, quem tem o colesterol total aumentado tem também outros fatores de risco, como o excesso de peso, a hipertensão ou a diabetes ou seja tem a chamada síndrome metabólica.
Quando é assim, a alimentação é fundamental, porque o simples facto de perder peso ajuda muito. Há casos de pessoas que deixaram a medicação para a hipertensão e para o colesterol com base na reeducação alimentar e no exercício físico como, por exemplo, uma caminhada diária de, pelo menos, 45 minutos.
Na opinião dos céticos do colesterol os verdadeiros inimigos do coração são as gorduras hidrogenadas, ou trans, presentes nos alimentos processados para ajudar a prolongar o seu tempo de prateleira e o açúcar.
A alimentação pode não influenciar o colesterol mas influencia o nível de triglicéridos, outro tipo de gordura do sangue, associada sobretudo ao consumo de açúcar simples e de hidratos de carbono, e que é consensualmente um fator de risco para as doenças cardiovasculares e diabetes.
Existe relação direta entre colesterol no sangue e as doenças coronárias?
Não existe uma relação direta entre o colesterol no sangue e as doenças coronárias, dizem os céticos do colesterol.
O francês Philippe Even, autor do livro ‘La Verité sur le Cholestérol’, enfatiza que analisou mais de 800 publicações científicas, em particular oito estudos epidemiológicos, dez meta-análises e 46 ensaios clínicos concluindo que não é verdade que a responsabilidade do colesterol esteja apoiada em provas sólidas e largamente aceites ou que numerosos estudos tenham mostrado uma relação direta entre o colesterol e a mortalidade cardíaca.
O cardiologista norte-americano Jonny Bowden, autor do livro ‘The Great Cholesterol Myth’, subscreve. “Durante 43 anos fiz prática clínica com base nos dados convencionais, mas a certa altura dei-me conta que se metade das pessoas com colesterol alto tinha doenças cardíacas e outra metade não, alguma coisa estava errada na associação de causa efeito do colesterol às doenças cardíacas”, explicou o cardiologista, no programa te TV do Dr. Oz.
Para os céticos do colesterol, a presença de colesterol nas artérias de doentes coronários decorre muitas vezes de uma função pouco conhecida do próprio colesterol: a de molécula reparadora. “Na verdade, ele tem uma função é protetora. Quando as artérias estão danificadas o colesterol LDL viaja até ao local do acidente e ajuda a repará-las.
Culpar o colesterol é como culpar os bombeiros de atearem fogos
Concluindo
Afinal devo tomar ou não medicamentos para o colesterol quando está alto? A nossa opinião é a seguinte:
Se tem colesterol LDL (o mau ) alto mas o colesterol HDL (o bom) também está alto ou normal, tem peso normal, não tem hipertensão nem diabetes, nem historial clínico familiar de AVC ou incidentes cardiovasculares, então decididamente NÃO! Faça exercício físico, que pode ser uma simples caminhada diária mas tem de durar pelo menos 45 minutos.
Se tem colesterol LDL alto, HDL baixo e também alguns fatores de risco como peso excessivo, hipertensão ou diabetes, e história clínica familiar com eventos cardiovasculares, então parece-nos que o risco de não tomar é maior e portanto SIM deve ser colocada essa hipótese se as correções alimentares e o exercício físico não surtirem efeito a curto prazo.
Em qualquer dos casos essa é uma decisão que deve ser tomada, sempre, com o apoio do seu médico.
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Sarna ou escabiose como tratar (scabies) toda a verdade! Conhecida popularmente por sarna humana ou pereba, segundo a Public Library of Science (PLoS) é uma doença de pele causada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei. A sarna é uma infeção contagiosa, que pode-se espalhar rapidamente através de contacto físico próximo, entre pessoas que habitam na mesma casa ou crianças em creches e escolas.
Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
Sarna: O que é?
Causas da sarna: Quais são?
Ácaro sarcoptes scabiei: O que é?
Como se transmite a sarna?
Posso apanhar sarna do meu cão ou gato?
Qual o período de incubação da sarna?
Em que altura do ano é mais comum?
Quais os sintomas?
Quais as características do túneis de sarna?
O que é a sarna crostosa ou Norueguesa?
Quem corre maior risco de infestação?
Qual o tratamento mais eficaz para a sarna?
Qual o tratamento mais eficaz para a sarna crostosa ou Norueguesa?
Quem teve contacto com infectados deve ser tratado?
No Homem, a doença é causada pela subespécieSarcoptes scabiei var hominis, designando-se por Sarna Sarcótica ou Escabiose. O ácaro Sarcoptes scabiei é uma espécie de aracnídeo considerada como tipo, com diversas variedades que se distinguem pelo tamanho, disposição das escamas dorsais, dimensões, entre outras caraterísticas diferenciais e estas, por sua vez, podem-se encontrar em hospedeiros distintos, como Mamíferos e Homem. São, ainda, consideradas, quanto ao tipo de parasitismo, como ectoparasitas, dado que vivem na superfície do corpo (pele) do hospedeiro, do qual extraem nutrientes.
Os ácaros são seres microscópicos de oito patas, da classe dos aracnídeos. O Sarcoptes scabiei tem um tamanho médio de 0,3 milímetros, que é aproximadamente o limite do que o olho humano consegue ver.
Ácaro da sarna: Sarcoptes scabiei
O Sarcoptes scabiei é um parasita que vive, alimenta-se e reproduz-se na nossa pele. O ciclo de vida deste ácaro dura cerca de 30 dias. Após a cópula, o ácaro macho morre enquanto a fêmea penetra através das camadas superficiais da pele, criando um microscópico túnel, onde fica alojada, depositando os seus ovos durante toda a sua vida, que dura cerca de 30 a 60 dias. A fêmea do Sarcoptes scabiei liberta 2 a 3 ovos por dia. Os ovos eclodem em três ou quatro dias, e as larvas recém nascidas fazem o caminho de volta em direção à superfície da pele, onde amadurecem e se podem espalhar para outras áreas do corpo.
Os ácaros Sarcoptes scabiei produzem enzimas que degradam as proteínas da pele, principalmente a queratina, que serve de alimento para os mesmos. Conforme eles se movem através da epiderme, vão deixando para trás as suas fezes, criando lesões lineares na pele. As lesões e a comichão da escabiose são resultados de uma reação alérgica da pele contra o próprio ácaro, os seus ovos e as suas fezes.
Causas da escabiose
Ter sarna não é necessariamente um sinal de má higiene. A escabiose é uma infecção transmitida entre pessoas através de contacto próximo. Os casos mais habituais são entre familiares que vivem na mesma casa. A via sexual é outra maneira comum de se adquirir sarna. Exército, lares para idosos, creches, escolas e prisões são locais onde frequentemente há surtos de sarna.
O contacto entre crianças e adolescentes na escola não costuma ser próximo o suficiente para causar a transmissão, o que de modo algum significa que não haja risco. Do mesmo modo, um simples aperto de mão ou um rápido abraço não costumam ser suficientes para haver transmissão.
A transmissão ocorre, fundamentalmente, por contacto direto, ou seja, um doente entra em contacto com outro hospedeiro, ocorrendo a transferência das fêmeas recém fertilizadas (fêmeas ovígeras) pessoa a pessoa. Pode, contudo, surtir vetorização do tipo fomite, quando objetos inanimados veiculam o parasita entre os hospedeiros (por ex., roupas de cama ou vestuário, como é o caso de roupas íntimas).
O risco de contágio aumenta proporcionalmente com o número de ácaros que subsistem na pessoa atingida, assim como o respetivo período de contacto. Desta forma, considera-se que o contacto sexual constitui, provavelmente, o meio de transmissão mais proeminente entre os adultos.
Quanto tempo sobrevive o ácaro?
Quando S. scabiei abandona o hospedeiro, este poderá sobreviver no meio ambiente por um período de tempo estimado de 24 a 36 horas, à temperatura ambiente (21°C) e com uma humidade normal (40 a 80% de humidade relativa) e, ainda, por períodos de tempo mais longos, a temperaturas mais baixas e com uma humidade elevada. Esta circunstância torna possível a transmissão através de roupas, lençóis ou toalhas, apesar desta via não ser a mais comum. Verifica-se, contudo, que ao aumentar o tempo fora do hospedeiro, diminui proporcionalmente a capacidade do ácaro para contagiar outro hospedeiro. Este aracnídeo, com ausência visual, recorre aos meios sensoriais (odor) e estímulos térmicos para se fixar no hospedeiro
O ácaro Sarcoptes scabiei consegue sobreviver no ambiente durante 24 a 48 horas, o que torna possível a transmissão através de roupas, lençóis ou toalhas, apesar desta via não ser a mais comum.
Sarna do meu cão ou gato será contagiosa?
Animais, como cães e gatos, também podem ter sarna, mas o ácaro que os infecta é diferente, tornando a transmissão para humanos pouco comum. Quando ela ocorre é geralmente em animais realmente infestados pelo ácaro. Todavia, como o homem não é o hospedeiro habitual da sarna canina ou felina, o ácaro dos cães e gatos não se reproduz no humano e a infecção dura apenas alguns dias (o tempo de vida do ácaro).
Periodo de incubação
O período médio de incubação da sarna é de cerca de 6 semanas. Porém, nas pessoas reinfectadas, os sintomas podem surgir em apenas 24 horas. Uma pessoa contaminada é capaz de transmitir a sarna, mesmo que ainda esteja sem sintomas, durante o período de incubação.
Inverno é “amigo” da sarna!
A sarna aparece mais durante o Inverno porque o frio permite ao ácaro resistir um pouco mais nas superficies expostas.
Sintomas
O sintoma clássico da escabiose é uma comichão difusa pelo corpo, que costuma ser mais intensa à noite.
As lesões típicas da escabiose são:
Pequenas pápulas (pontinhos ou bolinhas com relevo) avermelhadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. As lesões, às vezes, são tão pequenas que podem passar despercebidas ou camufladas pelos arranhões causados pela intensa comichão.
As lesões da sarna podem ser difusas e as partes do corpo mais afectadas são:
Mãos (principalmente entre os dedos),
Pulsos,
Cotovelos,
Axilas,
Mamilos (especialmente em mulheres),
Áreas à volta do umbigo,
Genitais (especialmente em homens),
Joelhos,
Nádegas,
Coxas,
Pés.
As costas são habitualmente poupadas e a cabeça, palmas e solas só costumam ser afectadas em crianças. As lesões da sarna, a comichão associada e o acto de coçar aumentam o risco de infecções secundárias e simuntâneas por bactérias.
Tuneis de sarna
Os túneis produzidos pelas fêmeas do Sarcoptes scabiei também podem ser visíveis, apesar de não serem tão comuns como as pápulas. Estae tuneis geralmente apresentam-se como finos traçados na pele, discretamente elevados, que podem ter até 10mm de comprimento.
Sarna crostosa ou Norueguesa
Na maioria das pessoas com sarna, o número total de ácaros presentes não costuma ultrapassar uma centena. Após um aumento exponencial no início da doença, o sistema imunológico do doente consegue travar a multiplicação do Sarcoptes scabiei, mantendo a sua população mais ou menos estável.
Em doentes s com o sistema imunológico fragilizado, os ácaros podem conseguir multiplicar-se indefinidamente, chegando a alcançar uma população de mais de um milhão em alguns casos. Esta super infestação de Sarcoptes scabiei é chamada de sarna crostosa ou sarna norueguesa, que é a forma mais grave da escabiose.
Risco de infestação
As pessoas com maior risco contrair uma super infestação ou sarna Norueguesa são:
Idosos,
Portadores de SIDA (AIDS),
Hanseníase,
Linfoma,
Síndrome de Down
Outras doenças que provoquem alterações do sistema imunológico.
A sarna crostosa provoca grandes crostas vermelhas na pele, que se espalham facilmente se não forem tratadas. O couro cabeludo, mãos e pés são frequentemente afectados, embora as manchas possam ocorrer em qualquer parte do corpo. As lesões da sarna crostosa geralmente não provocam comichão e contêm um grande número de ácaros.
Tratamento da sarna
As duas opções mais utilizadas para o tratamento da escabiose são a Permetrina 5% ou a Ivermectina em comprimidos:
Benzoato de benzilo, 277mg/ml, solução cutânea( Acarilbial®);
Vaselina com 6% de enxofre – esta vaselina é geralmente preparada de forma manual na Farmácia que receber a prescrição médica;
Permetrina 5% por via tópica– deve ser aplicada em todo corpo do pescoço para baixo (nas crianças pode ser aplicada no rosto, com cuidado para não atingir os olhos), sendo enxaguada no banho após 8 a 14 horas. Após 1 ou 2 semanas, o processo pode ser repetido;
Ivermectina 3mg por via oral (Ivermectol®, Stromectol®, Ivomec®) – usada em dose única, com repetição após 14 dias.
A taxa de sucesso dos tratamentos tópicos é elevada mas a Ivermectina é o tratamento mais adequado para surtos em lares de idosos, prisões ou habitações com muitos moradores porque é muito mais simples tomar um comprimido do que aplicar um creme por todo o corpo.
Em casos mais resistentes pode ser necessário um tratamento mais agressivo em cápsulas com dosagem mais elevada de Ivermectina. Descrevo, de seguida, uma formula para manipulação (não existe comercialmente) prescrita por um dermatologista:
Ivermectina …………………………………. 13 mg
Lactose ………………………….. q.b.p 1 cápsula
FSA
Quantidade: 2 cápsulas
Posologia: 1 cápsula por semana ao jantar durante 2 semanas
Benzoato de benzilo (Acarilbial®)
Destaco este tratamento em particular por ser muito eficaz e ter poucos efeitos secundários em parte devido à sua aplicação apenas local. O tratamento com o medicamento Benzoato de benzilo a 277mg/ml, solução cutânea (Acarilbial®) destina-se exclusivamente à aplicação na pele e tem uma taxa de sucesso próxima de 100% se forem efectuadas duas aplicações em dois dias consecutivos.
A não ser que o seu médico lhe dê outras indicações, no tratamento da escabiose (sarna) deve ser aplicado da seguinte forma:
Tomar um banho quente durante cerca de 10 minutos, de preferência por imersão e secar convenientemente;
Friccionar levemente, durante alguns minutos, com algodão embebido do medicamento, a pele do corpo (com exceção da face, olhos, mucosas e canal urinário) e deixar secar;
Repetir a aplicação, deixar secar novamente e vestir-se;
Passadas 24 a 48 horas, tomar outro banho e mudar a roupa do corpo e da cama.
Embora em alguns doentes um único tratamento seja suficiente para se obter a cura, a experiência mostra que, por vezes, é necessário aplicar o medicamento, nas condições acima referidas, durante 2 dias consecutivos e, eventualmente, repeti-lo após um intervalo de 7 a 10 dias.
O volume do produto não deve exceder os 30ml em adultos e os 20ml em crianças, em cada aplicação. Além do doente, devem ser tratados os seus parceiros sexuais e todas as pessoas em contacto próximo, nomeadamente os indivíduos que partilham a habitação. Recomenda-se a lavagem, em água quente, de toda a roupa que esteve em contacto com a pele, incluindo roupa da cama e toalhas.
Tratamento da sarna crostosa
A sarna crostosa é tratada com uma combinação dos dois medicamentos quem são usados simultâneamente cumprindo o seguinte esquema posológico:
Permetrina 5% aplicada diariamente durante 7 dias
Ivermectina 3mg, uma dose por dia nos dias 1, 2, 8, 9 e 15
Contacto sem sintomas deve ser tratado
É importante lembrar a pessoa infectada com o ácaro da sarna costuma demorar até 6 semanas para apresentar sintomas. Por isso, o tratamento também é recomendado para os membros da família e contactos sexuais, mesmo que estes não apresentem sintomas de escabiose.
Roupa e cuidados a ter
Toda a roupa de cama e vestuário das pessoas afectadas pelo ácaro ou que com estas tiveram contacto físico, deve ser lavada na máquina a 60ºC. A roupa que não possa ser lavada a essa temperatura deve ser colocada dentro de um saco plástico bem fechado durante uma semana porque porque o ácaro geralmente não resite mais de 3 dias no ambiente externo (na maioria dos casos apenas sobrevive 48 horas). Depois desse tempo lave à temperatura normal.
Estudos mais recentes
Neste espaço farei a actualização dos estudos recentes que forem relevantes para o estudo da sarna, que sejam publicados em plataformas crediveis. Aqui ficam alguns:
A sarna ou escabiose é uma doença que impressiona não só pelos sintomas mas também quando pensamos na possibilidade de termos um parasita que utiliza a nossa pele para fazer os seus tuneis e colocar os seus ovos! A presença de um parasita a colonizar-nos de forma tão visivel não deixa ninguém indiferente! A boa notícia é ter um tratamento de poucos dias, sendo essencialmente local e com elevada eficácia. De realçar mais uma vez que a sarna nem sempre está ligada ás condições de higiene podendo por isso afectar qualquer adulto ou criança e com maior incidência no tempo frio. Se começar a ter diversas erupções cutâneas estranhas e comichão consulte o seu médico para ter a certeza que nada de cuidado se passa.
Ozempic ou semaglutido é um medicamento utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 e, mais recentemente, tem ganho popularidade como uma opção de grande eficácia para a perda de peso. No entanto, como qualquer medicamento, o Ozempic apresenta tanto benefícios quanto efeitos adversos que devem ser cuidadosamente considerados. Este artigo explora os mecanismos de ação, benefícios e os potenciais riscos associados ao seu uso.
Relatos como o da cantora americana Avery, que afirmou ter desenvolvido osteoporose após um ano de uso do Ozempic sem supervisão médica, levantaram questões sobre a relação entre o semaglutido e a saúde óssea.
Principais conclusões
O Ozempic atua através da regulação dos níveis de glicose e promovendo a sensação de saciedade.
Os principais benefícios do Ozempic incluem a melhoria no controle glicémico e a redução do peso corporal.
Entre os efeitos adversos mais comuns estão náuseas, vómitos, diarreia , dor abdominal, fadiga e tonturas.
O uso prolongado de Ozempic pode levar a riscos como obstrução intestinal grave e desidratação.
Formação de cálculos biliares estão descritos como efeitos adversos.
A perda de massa óssea é essencialmente um problema da perda rápida de peso sem o acompanhamento nutricional devido.
A perda de massa muscular durante o tratamento é frequente.
Saúde mental – o uso do Ozempic tem sido associado a alterações no estado emocional dos pacientes tais como depressão, ansiedade e possível ideação suicida.
A supervisão médica é crucial para minimizar os riscos e garantir a eficácia do tratamento com Ozempic.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Mecanismo de ação do Ozempic
Como funciona o semaglutido
O Ozempic, cujo princípio ativo é a semaglutida (ou semaglutido), é um análogo da hormona GLP-1 (glucagon-like peptide-1) mais propriamente da classe dos agonistas dos receptores do GLP-1, da qual também fazem parte os fármacos: liraglutida (Saxenda®), dulaglutida (Trulicity®), exenatida, lixisenatida e tirzepatida (Mounjaro®). Este medicamento atua principalmente no trato gastrointestinal e no sistema nervoso central. A semaglutida estimula a secreção de insulina pelo pâncreas e diminui a secreção de glucagon, mas apenas quando os níveis de glicose no sangue estão elevados. Além disso, retarda o esvaziamento gástrico, promovendo uma sensação de saciedade mais prolongada.
Posologia
Não deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular. Deve ser administrado uma vez por semana a qualquer hora do dia, com ou sem refeições.
Efeitos no metabolismo da glicose
A semaglutida ajuda a regular os níveis de glicose no sangue através de dois mecanismos principais: aumento da secreção de insulina e redução da secreção de glucagon. Estes efeitos são dependentes dos níveis de glicose, o que minimiza o risco de hipoglicemia. Este duplo mecanismo é crucial para o controle glicémico em pacientes com diabetes tipo 2.
Impacto na sensação de saciedade
O Ozempic também atua nas vias de regulação do apetite no sistema nervoso central. Ao retardar o esvaziamento gástrico, prolonga a sensação de saciedade, o que pode contribuir para a redução do peso corporal. Este efeito é particularmente útil não só para o controle da diabetes, mas também para o tratamento da obesidade.
Diabetes tipo 2 benefícios do tratamento
Melhoria no controle glicémico
O Ozempic® é usado, em conjunto com dieta e exercícios, para tratar pacientes adultos com diabetes tipo 2 não satisfatoriamente controlada. Estudos mostram que o medicamento ajuda a reduzir significativamente os níveis de glicose no sangue, proporcionando um melhor controle glicémico e reduzindo a necessidade de outras medicações antidiabéticas.
Redução do peso corporal
Além de melhorar o controle glicémico, o Ozempic tem como um dos efeitos a perda de peso. Pacientes em tratamento com Ozempic podem perder até 17% do peso corporal, o que contribui para a melhoria dos parâmetros metabólicos, como a redução da taxa de triglicerídeos, colesterol e glicemia. Esta redução de peso é particularmente benéfica para pacientes com diabetes tipo 2, que frequentemente enfrentam desafios relacionados à obesidade.
Prevenção de complicações diabéticas
O uso contínuo de Ozempic pode ajudar na prevenção de complicações diabéticas a longo prazo. Ao melhorar o controle glicémico e promover a perda de peso, o medicamento reduz o risco de complicações como doenças cardiovasculares, neuropatia diabética e retinopatia. A combinação desses benefícios torna o Ozempic uma opção eficaz na gestão abrangente da diabetes tipo 2.
O Ozempic® é uma ferramenta valiosa no tratamento da diabetes tipo 2, oferecendo múltiplos benefícios que vão além do simples controle da glicemia.
Perda de peso
Eficácia na redução de peso
O Ozempic, medicamento da farmacêutica Novo Nordisk, tem ganhado popularidade devido aos seus efeitos significativos na perda de peso. Estudos clínicos indicam que pacientes podem perder até 17% do peso corporal com o uso da medicação. Este efeito é particularmente notável em pacientes obesos, que também apresentam melhorias nos parâmetros metabólicos, como a redução dos níveis de triglicerídeos, colesterol e glicemia.
Comparação com outros medicamentos
Quando comparado com outros medicamentos para perda de peso, o Ozempic demonstra uma eficácia superior. O semaglutido, principal componente do Ozempic, é mais eficaz na redução de peso do que outros fármacos disponíveis no mercado. No entanto, é importante destacar que a dose utilizada nos estudos clínicos (2,4 mg) é superior à dose máxima recomendada para o Ozempic (1 mg).
Estudos clínicos relevantes
Diversos estudos clínicos têm sido conduzidos para avaliar a eficácia do Ozempic na perda de peso. Um dos principais estudos indicou uma perda média de 14,9% do peso total em 17 meses. Estes resultados são promissores, mas é crucial que o uso do medicamento seja supervisionado por um profissional de saúde para evitar efeitos adversos e garantir a segurança do paciente.
O uso do Ozempic para emagrecer deve ser sempre acompanhado por um médico, garantindo que a progressão da dose seja feita corretamente e minimizando riscos como enjoos, vómitos, desidratação e perda de massa muscular.
Perda de massa óssea osteopenia e osteoporose
A osteopenia é caracterizada por uma redução da densidade mineral óssea, sendo considerada um estágio preliminar da osteoporose. Esta última representa uma condição mais severa, onde os ossos se tornam frágeis e suscetíveis a fraturas. Ambas as condições resultam de um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea.
Acresce que o nosso corpo adapta-se ao peso que tem de suportar. Se uma pessoa perde 20 kg em poucos meses o organismo vai tentar adaptar-se diminuindo a massa óssea para valores mais ajustados ao novo peso.
Saúde óssea e ozempic
Relatos recentes, como o da cantora americana Avery, que afirmou ter desenvolvido osteoporose após um ano de uso do Ozempic sem supervisão médica, levantaram questões sobre a relação entre o semaglutido e a saúde óssea.
Contudo, especialistas indicam que não há evidências científicas suficientes para estabelecer uma ligação direta entre o uso do Ozempic e a osteoporose.
O endocrinologista Fabio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirma que estudos em modelos animais, especialmente com liraglutido (uma molécula semelhante ao semaglutido), demonstraram aumento na síntese de osteoblastos, células responsáveis pela formação óssea, sugerindo uma possível melhoria na densidade mineral óssea
Fatores Contribuintes
É importante considerar que a perda de peso rápida e significativa, frequentemente associada ao uso de medicamentos como o Ozempic, pode influenciar na saúde óssea. A redução abrupta de peso pode levar à diminuição da densidade óssea, especialmente se não for acompanhada de uma ingestão adequada de nutrientes essenciais, como cálcio e vitamina D.
Além disso, a perda de massa muscular, comum em processos de emagrecimento acelerado, pode contribuir para o aumento do risco de osteoporose.
Recomendações
Para indivíduos a usar semaglutido ou outros medicamentos similares, é fundamental:
Acompanhamento médico regular – Garantir que o uso do medicamento seja supervisionado por um profissional de saúde qualificado.
Dieta equilibrada – Manter uma alimentação rica em nutrientes essenciais para a saúde óssea, incluindo cálcio e vitamina D.
Exercício físico – Incorporar atividades físicas que promovam o fortalecimento ósseo e muscular, como exercícios de resistência e levantamento de peso.
Resumindo, embora tenham suscitado preocupações sobre a relação entre o Ozempic e a saúde óssea, as evidências científicas atuais não suportam uma ligação direta. A perda de massa óssea pode estar mais associada a fatores como perda de peso rápida e ingestão inadequada de nutrientes. Assim, o uso de semaglutido deve ser sempre orientado e monitorizado por profissionais de saúde, assegurando uma abordagem equilibrada que considere todos os aspectos da saúde do paciente.
Efeitos gastrointestinais do Ozempic
Náuseas e vómitos
Durante o tratamento com Ozempic, é comum que os pacientes experimentem náuseas e vómitos. Estes efeitos colaterais podem ser temporários e tendem a diminuir com o tempo. É crucial manter uma boa hidratação para evitar complicações como a desidratação, especialmente em indivíduos com problemas renais.
Diarreia e obstipação
A diarreia e a constipação são outros efeitos adversos frequentes associados ao uso do Ozempic. Estes sintomas podem variar em intensidade e duração, mas geralmente são geridos com ajustes na dieta e hidratação adequada. A monitorização contínua pelo médico é essencial para garantir que os efeitos terapêuticos do medicamento superem os desconfortos gastrointestinais.
Dor abdominal e gases
Dor abdominal e gases são queixas comuns entre os utilizadores de Ozempic. Estes sintomas podem ser desconfortáveis, mas são geralmente transitórios. Aconselha-se aos pacientes que relatem qualquer dor abdominal persistente ao seu médico para uma avaliação mais detalhada.
Manter uma comunicação aberta com o seu médico pode ajudar a gerir eficazmente os efeitos gastrointestinais do Ozempic, garantindo assim uma melhor adesão ao tratamento e otimização dos seus benefícios.
Efeitos adversos comuns do Ozempic
Fadiga e tonturas
A fadiga e as tonturas são efeitos adversos frequentes do uso do Ozempic. Estes sintomas podem ocorrer devido à redução da ingestão alimentar, uma vez que o medicamento promove a sensação de saciedade. É importante monitorizar estes sintomas e consultar um médico se persistirem.
Pulso acelerado
O pulso acelerado é um dos efeitos adversos pouco frequentes associados ao Ozempic. Este sintoma pode ser preocupante e deve ser avaliado por um profissional de saúde para garantir que não há complicações subjacentes.
Erupções cutâneas
As erupções cutâneas são consideradas efeitos adversos graves e, embora sejam raras, podem indicar uma reação alérgica ao medicamento. Caso ocorram, é crucial interromper o uso do Ozempic e procurar assistência médica imediata.
Riscos do Uso Prolongado de Ozempic
Obstrução intestinal
O uso prolongado de Ozempic pode levar ao aumento do volume do intestino delgado, resultando em obstrução intestinal. Este efeito adverso é particularmente preocupante, pois pode necessitar de intervenção médica urgente. É crucial que os pacientes sigam a dosagem prescrita pelo médico para minimizar este risco.
Desidratação e desnutrição
A rápida perda de peso associada ao uso de Ozempic pode causar desidratação e desnutrição. Estes efeitos são frequentemente exacerbados por náuseas, vómitos e diarreia, que são comuns durante o tratamento. Para evitar complicações, é essencial manter uma hidratação adequada e uma dieta equilibrada.
Perda de massa muscular
A perda de peso rápida e não controlada pode também resultar na perda de massa muscular. Este efeito adverso é particularmente relevante para indivíduos que utilizam Ozempic sem supervisão médica adequada. A perda de massa muscular pode comprometer a força física e a qualidade de vida, tornando a supervisão médica indispensável.
Vesícula biliar – efeitos do Ozempic
Formação de cálculos biliares
O uso do Ozempic pode levar à formação de cálculos biliares, especialmente devido à rápida perda de peso que o medicamento pode induzir. A formação de cálculos biliares é um efeito adverso significativo, pois pode causar dor intensa e complicações adicionais.
Impacto da perda rápida de peso
A perda rápida de peso, frequentemente observada em pacientes que utilizam Ozempic, pode aumentar o risco de problemas na vesícula biliar. Este efeito é particularmente preocupante em indivíduos que já possuem predisposição a distúrbios biliares.
Prevenção e tratamento
Para minimizar os riscos associados ao uso de Ozempic, é essencial seguir algumas recomendações:
Monitorização regular da função biliar.
Manutenção de uma dieta equilibrada e rica em fibras.
Hidratação adequada para evitar a formação de cálculos.
É crucial que os pacientes em tratamento com Ozempic sejam acompanhados de perto por profissionais de saúde para prevenir e tratar possíveis complicações na vesícula biliar.
Considerações sobre o Uso Off-Label
Riscos associados
O principal problema apontado pelos médicos em relação ao Ozempic é a forma como muitas pessoas têm utilizado o medicamento. Mesmo que na teoria seja exigida a receita médica para a venda, muitos adquirem o remédio sem indicação médica, e passam a usá-lo sem acompanhamento. Muitos fazem a progressão da dose de forma errada, o que pode causar enjoos, vómitos, desidratação e perda de massa muscular. Isso quando ele não é usado por pessoas que não são obesas e querem perder 3 ou 4 quilos.
Importância da Supervisão Médica
Em caso de dúvidas sobre o uso deste medicamento, converse com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. A supervisão médica é crucial para garantir a posologia correta e minimizar os riscos de efeitos adversos. A farmacêutica Novo Nordisk, que fabrica o medicamento, reforçou em carta encaminhada à imprensa: “É importante ressaltar que a companhia não endossa ou apoia a promoção de informações de caráter off label [uso para outra indicação que não a aprovada pela Anvisa], ou seja, em desacordo com a literatura dos seus produtos. O Ozempic, aprovado e comercializado para diabetes tipo 2, ainda não possui indicação aprovada pelas agências regulatórias nacionais e internacionais para obesidade”.
Casos de Uso Indevido
Entre os efeitos colaterais possíveis do uso do Ozempic, segundo especialistas, estão:
Náuseas
Inapetência excessiva
Diarreia
Vómitos
Mal-estar
Dor de cabeça
Dificuldade para se alimentar
Desidratação (devido aos vómitos e diarreia)
Pedra na vesícula, devido à rápida perda de peso
A experiência terapêutica em pacientes com mais de 75 anos é limitada. Nenhum ajuste de dose é necessário com base na idade de utilização. A experiência com o uso de Ozempic em pacientes com insuficiência hepática grave também é limitada.
Saúde mental e ozempic
O uso do Ozempic tem sido associado a alterações no estado emocional dos pacientes. Alguns estudos indicam que o semaglutido, princípio ativo do Ozempic, pode influenciar os níveis de neurotransmissores no cérebro, o que pode resultar em sintomas de depressão e ansiedade. É crucial que os pacientes relatem qualquer mudança no humor ao seu médico para que ajustes no tratamento possam ser feitos de forma adequada.
A melhoria no controle glicémico e a perda de peso proporcionada pelo Ozempic podem ter um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, é importante considerar que os efeitos adversos, como náuseas e fadiga, podem contrabalançar esses benefícios. A avaliação contínua da qualidade de vida é essencial para garantir que o tratamento esteja a proporcionar mais benefícios do que malefícios.
Devido aos potenciais efeitos do Ozempic na saúde mental, o acompanhamento psicológico pode ser uma parte importante do tratamento. Este acompanhamento pode ajudar a identificar e gerir sintomas de depressão e ansiedade, bem como a promover estratégias de coping eficazes. A integração de cuidados psicológicos no plano de tratamento pode melhorar significativamente os resultados para os pacientes.
Saúde ocular e ozempic
Retinopatia diabética
O Ozempic, tem mostrado efeitos positivos na gestão da retinopatia diabética. Esta condição, comum em pacientes com diabetes tipo 2, pode ser mitigada com o uso adequado do medicamento, que ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue. A manutenção de níveis glicémicos estáveis é crucial para prevenir danos à retina.
Lesões nos vasos sanguíneos da retina
O semaglutido também pode ter um impacto positivo na prevenção de lesões nos vasos sanguíneos da retina. Estas lesões são frequentemente causadas por níveis elevados de glicose, que danificam os vasos ao longo do tempo. O uso de Ozempic pode ajudar a reduzir este risco, promovendo uma melhor saúde ocular.
Prevenção e monitorização
Para maximizar os benefícios do Ozempic na saúde ocular, é essencial uma monitorização regular. Consultas oftalmológicas periódicas são recomendadas para avaliar a condição da retina e identificar precocemente quaisquer alterações. Além disso, manter um estilo de vida saudável e seguir as orientações médicas são passos fundamentais para a prevenção de complicações oculares associadas ao diabetes.
Saúde renal e ozempic
Efeitos nos rins
O Ozempic® tem demonstrado ser seguro para pacientes com comprometimento renal leve a moderado, sem necessidade de ajuste de dose. No entanto, a experiência com pacientes que possuem doença renal grave é limitada, e o uso do medicamento não é recomendado para aqueles em estado terminal. É crucial que os pacientes com problemas renais consultem seu médico antes de iniciar o tratamento com Ozempic®.
Prevenção de danos renais
O controle glicémico eficaz proporcionado pelo Ozempic® pode ajudar a prevenir complicações renais em pacientes com diabetes tipo 2. A manutenção de níveis adequados de glicose no sangue é essencial para evitar a progressão de danos renais. Além disso, é importante que os pacientes sigam uma dieta equilibrada e mantenham um estilo de vida saudável.
Hidratação é muito importante
A hidratação adequada é fundamental para pacientes em tratamento com Ozempic®, especialmente aqueles com comprometimento renal. A ingestão suficiente de líquidos ajuda a garantir o bom funcionamento dos rins e a prevenir a desidratação, que pode agravar problemas renais existentes. Recomenda-se que os pacientes discutam suas necessidades de hidratação com um profissional de saúde.
A supervisão médica é essencial para ajustar o tratamento conforme necessário e monitorizar a função renal durante o uso de Ozempic®.
O Ozempic tem mostrado resultados promissores na melhoria da saúde renal em pacientes com diabetes tipo 2. Estudos indicam que este medicamento não só ajuda no controlo da glicemia, mas também pode proteger os rins de danos adicionais. Para saber mais sobre os benefícios do Ozempic e outros tratamentos inovadores, visite o nosso site.
Conclusão
O Ozempic, um medicamento amplamente utilizado para o tratamento da diabetes tipo 2, tem demonstrado eficácia significativa na gestão dos níveis de glicose no sangue e na promoção da perda de peso. No entanto, é crucial reconhecer que o seu uso pode estar associado a uma série de efeitos adversos, especialmente quando utilizado sem a devida orientação médica. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, diarreia, vómitos e desidratação, que podem impactar negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, o uso inadequado do Ozempic pode levar a complicações mais graves, como a formação de cálculos biliares e problemas renais. Portanto, é imperativo que o uso deste medicamento seja sempre supervisionado por um profissional de saúde qualificado, garantindo assim a maximização dos seus benefícios terapêuticos e a minimização dos riscos associados.
Perguntas frequentes sobre ozempic
Quais são os principais efeitos adversos do Ozempic?
Os principais efeitos adversos do Ozempic incluem náuseas, inapetência excessiva, diarreia, vómitos, mal-estar, dor de cabeça, dificuldade para se alimentar e desidratação.
O Ozempic pode causar desidratação?
Sim, o Ozempic pode causar desidratação, especialmente devido aos vómitos e diarreia. É importante beber muitos líquidos durante o tratamento.
O que é o “rosto de Ozempic”?
‘Rosto de Ozempic’ refere-se a uma aparência facial magra e envelhecida que pode ocorrer devido à rápida perda de peso associada ao uso do medicamento.
Efeitos gastrointestinais comuns do Ozempic?
Os efeitos gastrointestinais comuns do Ozempic incluem náuseas, vómitos, diarreia, constipação, dor abdominal e gases.
O uso prolongado de Ozempic pode causar obstrução intestinal?
Sim, o uso prolongado de Ozempic pode levar ao aumento do volume do intestino delgado e, consequentemente, à obstrução intestinal.
Quais são os riscos de usar Ozempic sem supervisão médica?
Usar Ozempic sem supervisão médica pode resultar em dosagem inadequada, causando enjoos, vómitos, desidratação, perda de massa muscular e outros efeitos adversos graves.
O Ozempic pode afetar a saúde mental?
Sim, o Ozempic pode afetar a saúde mental, podendo levar a sintomas de depressão e ansiedade em alguns casos.
Quais são as reações alérgicas possíveis ao Ozempic?
As reações alérgicas ao Ozempic podem incluir erupções cutâneas e, em casos mais raros, outras reações alérgicas graves.
Ter um frigorífico bem organizado com os alimentos guardados e protegidos hermeticamente em recipientes de vidro é uma das melhores práticas manter a sua saúde alimentar. Mas existe muito mais que tem de saber pela sua saúde!
Neste artigo vou tratar as seguintes questões:
O que não deve deixar no frigorífico?
Como fazer com as sobras do dia anterior?
Enlatados já abertos como conservar?
Bolor, o que fazer com alimentos bolorentos?
Carne cozinhada e crua, quantos dias pode manter no frigorifico?
Como arrumar os alimentos no frigorifico?
Alimentos podres no frigorifico podem contaminar os restantes?
Leite estragado, como reconhecer?
Iogurte, até quando posso comer depois de ultrapassada a validade?
Porque é que a comida não deve ir para o frigorífico ainda quente?
Há produtos alimentares que conserva no seu frigorífico, mas que se calhar não devia guardar no “rei dos eletrodomésticos”! Isto porque apesar do aparente benefício de lhes prolongar a vida desta forma poderá não ser assim tão bom para a sua saúde.
Basicamente todos os produtos frescos como fruta, legumes e carne mesmo que não estejam cozinhados e seja guardados no frigorífico vão perder muitas das características nutritivas benéficas para a sua saúde de dia para dia. O que deve fazer, se não os vai cozinhar de imediato, é congelar o mais cedo possível e armazenar no congelador ou arca frigorífica.
Sobras do dia anterior, o que fazer?
Mesmo que seja adepto deste tipo de prática, porque odeia deitar alimentos para o lixo, saiba que não deve deixar a comida mais do que quatro dias no frigorífico, guardados em recipientes de vidro, que protegem muito mais, evitando também a contaminação por microplásticos. Se ultrapassar este prazo provavelmente poderá ficar mais suscetível a ter uma intoxicação alimentar.
Costuma deixar latas abertas no frigorífico? Pois bem, saiba que especialmente aqueles que guardam um conteúdo ácido podem fazer com que o metal se transfira para a comida, o que pode trazer-lhe sintomas indesejados como febre, náuseas ou diarreia.
Alimentos bolorentos, o que fazer?
Quando vê um alimento com uma pequena mancha de bolor costuma retirar essa parte e utilizar a restante? Pois bem, estudos recentes revelaram que o bolor penetra abaixo da superfície da comida, deixando fungos e substâncias tóxicas. Além disso, o bolor deixa esporos que podem espalhar-se através do ar para outros alimentos.
Carne cozinhada e crua no frigorífico, quantos dias posso manter?
A carne deve ser guardada na zona mais fria, ou seja, nas prateleiras intermédias junto da serpentina de arrefecimento, a uma temperatura entre 0ºC e 3ºC, junto dos pratos já cozinhados, peixe, charcutaria e outros produtos sensíveis. A carne picada deve ser consumida de imediato e até 24 horas. Outras carnes cruas podem ficar no frigorífico até 3 dias. As cozinhadas só resistem 1 a 2 dias. A temperatura no frigorífico deve rondar os 3ºC, mas nunca deve ser negativa, nem superior a 5ºC.
A arrumação correta dos alimentos é muito importante para a sua boa conservação. Assim de forma resumida, de cima para baixo do frigorífico, os alimentos devem ser guardados com a seguinte estrutura, em geral:
Prateleira de cima: Iogurtes, queijo, natas e compotas.
Prateleira média:Carne picada ou de aves crua, fiambre e charcutaria, peixe, cozinhados, conservas abertas e produtos de pastelaria.
Gavetas de baixo: Legumes e fruta.
Porta: porta para os ovos, manteiga, margarina, leite, água e sumos.
Alimentos podres e contaminação
Sim, pode haver transmissão de odores e de bactérias. Proteja os alimentos com película aderente ou coloque-os em caixas herméticas. Evite contaminações e limpe o frigorífico, pelo menos, uma vez por trimestre, com água e bicarbonato de sódio, detergente da loiça ou produto de limpeza próprio. Enxague o aparelho com um pano húmido.
Leite estragado, como reconhecer?
Se a embalagem está inchada, antes de a abrir, o leite já não está em boas condições. O desenvolvimento de microrganismos pode provocar a formação de gás e um aumento do volume do pacote. No caso do leite UHT (ultrapasteurizado), depois de aberto, guarde-o na porta, a zona menos fria, e consuma-o no prazo máximo de 3 a 4 dias. Os leites pasteurizados ou do dia devem ir para o frio logo após a compra e, depois de abertos, duram 1 a 3 dias.
Iogurte fora de validade posso comer?
O melhor é não comer. Alguns alimentos apresentam uma data de durabilidade mínima até à qual o fabricante garante que conservam as propriedades. É o caso dos produtos com a indicação “consumir de preferência antes de…” no rótulo. Outros, como os iogurtes, indicam uma data limite de consumo, expressa em “consumir até…”, com indicação do dia e mês, pois são mais perecíveis e podem representar um perigo imediato para a saúde. Uma tampa arredondada é sinal de um iogurte estragado.
Alimentos quentes posso guardar no frigorífico?
Os alimentos se forem guardados quentes, a temperatura no interior do frigorífico vai aumentar. O resultado é que todos os alimentos lá guardados também vão aquecer. Com temperaturas mais altas algumas bactérias podem multiplicar-se e estragar os alimentos ou então podem tornar-se um perigo para quem os ingerir.
Por outro lado, o frigorífico fará um maior esforço para manter a temperatura e, portanto, os gastos energéticos e o desgaste do frigorífico também serão superiores.
Alimentos ainda quentes o que fazer?
Então o que é que se deve fazer? Para arrefecer os alimentos, antes de os guardar, pode distribuí-los por recipientes pequenos, colocar num banho de água fria ou mexer com frequência. Depois disso, já pode colocar no frigorífico ou no congelador com segurança.
Conselhos úteis
Termómetro
Para reduzir o risco de vir a ter uma doença, mantenha a temperatura a 4º C ou mais baixa. Compre o seu termómetro para o frigorífico numa loja de eletrodomésticos ou em lojas que forneçam equipamentos a restaurantes e cole-o na parte superior do frigorífico – o melhor local para uma leitura precisa.
Prateleira de cima
A parte de trás da prateleira superior é o local mais fresco do frigorífico; é o sítio onde normalmente os fabricantes colocam as ventoinhas de frio. Coloque aí o leite e os seus derivados para os proteger das diferenças de temperatura. E não fique com a porta aberta muito tempo!
Comida e data de fabrico
Cole uma etiqueta em cada recipiente para identificar o seu conteúdo e a data em que foi feito. A maioria da comida está boa para consumir até três ou quatro dias depois de ser confecionada.
Prateleira do meio
Junte nesta prateleira os produtos que mais usa. Disponha-os em filas, de frente para trás e do mais pequeno para o maior. Desta maneira é menos provável que se esqueça dos itens pequenos, como o patê. Mantenha entre cada fila uma largura mínima para conseguir alcançar tudo com facilidade.
Prateleira de baixo
Reserve esta área para comida, como frango cru ou bifes, para não pingarem em cima de outros produtos. Mantenha a carne bem embrulhada na parte de trás para se manter o mais fria possível.
Gavetas
Junte os produtos em gavetas – especialmente a comida que costuma “trincar”, como as maçãs. Os produtos estão mais suscetíveis à contaminação se estiverem junto de carne de aves cruas ou cozinhadas.
Como funciona um frigorifico?
O compressor aspira o fluido refrigerante do evaporador, reduzindo a pressão nesse componente. O fluido é comprimido pelo compressor e segue para o condensador.
No condensador o fluido refrigerante, sob alta pressão, liberta o calor para o ambiente e torna-se líquido. O próximo componente do circuito é o elemento de controle, que pode ser um tubo capilar ou uma válvula de expansão. O elemento de controle reduz a pressão do refrigerante líquido que foi formado no condensador. Essa redução de pressão permite a evaporação do refrigerante, que volta ao estado gasoso ao passar pelo evaporador.
A mudança do estado líquido para o gasoso, necessita de calor. Desta forma, o fluido refrigerante retira o calor de dentro do sistema de refrigeração através do evaporador. O condensador liberta esse calor para o ambiente. O elemento de controle oferece uma certa resistência à circulação do refrigerante, separando o lado de alta pressão (condensador) do lado de baixa pressão (evaporador). O sistema de refrigeração usa ainda um filtro secador com dessecante para reter alguma eventual humidade residual existente no sistema. O tubo de arrefecimento a óleo, que existe em alguns compressores, serve para baixar a temperatura do compressor.
Toxinfeções alimentares
Por: Dra Paula Teixeira
Docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia
Uma alimentação variada e equilibrada é fundamental para o bem estar físico e emocional. Os consumidores esperam que os alimentos que compram e consomem sejam apetecíveis, nutritivos e ao mesmo tempo seguros. Este último aspeto significa que os alimentos consumidos não podem colocar a saúde do consumidor em perigo. Mas, como diz o velho provérbio chinês, “quem não tem alimento, tem um problema, quem tem alimentos, tem vários problemas”.
Diarreias, vómitos, pequenas febres, sobretudo nas crianças – situações muitas vezes bem desagradáveis –, são manifestações características de toxinfeções alimentares, vulgarmente referidas como “intoxicações” alimentares. A sua gravidade é variável, podendo a sintomatologia desaparecer rapidamente, ou então progredir para situações graves, em algumas circunstâncias fatais.
As “intoxicações” podem surgir sempre que microrganismos patogénicos (os que causam doença) ou as suas toxinas entram no nosso organismo através dos alimentos que ingerimos. Apesar de não os vermos, estes microrganismos estão por todo o lado:
No nosso corpo,
Nos animais domésticos,
No ar,
Na água,
Nas superfícies e nos utensílios de cozinha,
Nos próprios alimentos… Um alimento pode apresentar um aspeto apetecível e no entanto conter agentes patogénicos!
A visão corrente do público é de que as “intoxicações” alimentares são adquiridas em estabelecimentos comerciais como cantinas e restaurantes. No entanto, tem-se constatado que estas doenças estão muitas vezes associadas à preparação e ao consumo de alimentos nas nossas casas. A falta de cuidado na preparação das refeições, os alimentos mantidos fora do frigorífico, o consumo de alimentos crus ou pouco cozinhados são algumas das causas.
Toxinfeções alimentares nos meses mais quentes
A temperatura tem uma forte influência na multiplicação das bactérias. A maioria das bactérias patogénicas duplica mais rapidamente entre os 25 e os 40 ºC, ou seja, à volta da temperatura normal do corpo humano. Nos meses mais quentes, existe uma maior possibilidade dos alimentos atingirem estas temperaturas – na mala do carro durante o transporte desde o supermercado até às nossas casas, ou nas prateleiras das lojas e cafés se a refrigeração não estiver a funcionar convenientemente – que permitem o desenvolvimento destas bactérias e, assim, causarem doenças.
Mas não é só…
Fazem-se churrascos, piqueniques e refeições na praia… Mas as condições para preparar alimentos fora de casa não são comparáveis às que existem numa cozinha!
O verão é tempo de festas populares. Tantos “petiscos” preparados sob condições de higiene algumas vezes pouco recomendáveis…e os banquetes de casamentos e comunhões… tantas iguarias, preparadas com antecedência e mantidas à temperatura ambiente por longos períodos até que sejam consumidas! Quando o verão está à porta, todos os cuidados são poucos…
Concluindo
Pois é curioso… um artigo cujo título parece um um anúncio para “venda de eletrodomésticos saudáveis” 🙂 é desenvolvido como uma questão de saúde diária passa pela mecânica do frigorífico e termina aludindo aos calorosos, descontraídos e deliciosos piquenique de verão 🙂 !
A saúde é isso mesmo, transversal a tudo o que nos rodeia e o seu universo de temáticas é simplesmente infinito. Seja qual for o tema de que se fale existe sempre uma consequência boa ou má para a nossa saúde física ou mental sendo que estas são inseparáveis! Por exemplo, se o antigo frigorífico já não der garantias de segurança, a simples decisão de comprar um frigorífico novo vai causar um sentimento de segurança psicologicamente positivo que vai beneficiar o sistema imunitário e logo que esteja instalado diminuirá muito o risco de toxinfeções alimentares.
Quanto ao artigo talvez o mais importante seja nunca deixar alimentos cozinhados demasiados dias no frigorífico, inspecionar visualmente os artigos à procura de bolores, deitar fora os alimentos estragados ou fora de validade e fazer uma limpeza regular do frigorífico!
A dor lombar (Low Back Pain) é um dos tipos de dor mais prevalentes! Qual o melhor tratamento? Segundo a American Chiropractic Association no seu artigo Back Pain Facts and Statistics dores musculares em geral e as lombalgias em particular têm uma incidência muito elevada na população e, muitas vezes em associação com dores osteoarticulares, são um enorme fator causal de absentismo laboral e perda acentuada de qualidade de vida. Este artigo pretende ser um contributo importante para prevenir e tratar de forma mais eficaz as principais dores musculares, incluindo a dor lombar, e dessa forma melhorar muito a qualidade de vida dos doentes.
Neste artigo vou tratar os seguintes temas:
Qual a anatomia da coluna vertebral?
Em quantas regiões se divide a coluna vertebral?
O que são os músculos?
Quais as funções dos músculos?
Que tipos de músculos existem?
Quais os músculos controlados pela nossa vontade?
Qual a diferença entre músculos esqueléticos, lisos e cardíacos?
Que tipo de dores musculares existem?
Porque temos dores musculares?
Quais as causas mais comuns de dores musculares?
O que fazer se surgir dor muscular súbita e intensa?
Em que situações deve consultar-se com urgência o médico?
Quais os sintomas mais comuns que acompanham a dor?
O que é uma lombalgia?
Quais as causas de lombalgia?
Quais os sinais de doença grave associados a lombalgia?
Quais os fatores de risco para a lombalgia?
Que tipos de lombalgia existem?
Qual o melhor tratamento para a lombalgia?
Quais os fármacos utilizados no tratamento da lombalgia?
Quais as medidas não farmacológicas que ajudam a prevenir ou melhorar a lombalgia?
Devo aplicar calor ou frio na minha lombalgia?
Quais as abordagens terapêuticas mais eficazes na lombalgia crónica?
Quais os conselhos mais importantes para os doentes com lombalgia?
Para as dores musculares, no geral, quais os tratamentos farmacológicos mais eficazes?
Quais os melhores exercícios para a dor lombar?
Estar sentado na secretária: Qual a melhor posição?
Conduzir: Qual a melhor posição?
Estar de pé num transporte público: Qual a melhor posição?
Quais as melhores posições para dormir?
Que outras posturas diárias posso melhorar?
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Qual a anatomia da coluna vertebral?
A coluna vertebral divide-se em 5 regiões:
Região cervical
Região torácica
Região lombar
Região do sacro
Cóccix
Músculos o que são?
Os músculos são estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Este é efetuado por células especializadas denominadas fibras musculares, cuja energia latente é ou pode ser controlada pelo sistema nervoso. Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica.
Os músculos são os tecidos responsáveis pelos movimentos dos animais, tanto os movimentos voluntários, com os quais o animal interage com o meio ambiente, como os movimentos dos seus órgãos internos, o coração ou o intestino.
Os músculos são constituídos por tecido muscular e caracterizam-se pela sua contratilidade, funcionando pela contração e extensão das suas fibras. A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido ao músculo através de um nervo.
Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação, que resulta na entrada de sódio (necessário à contração) dentro da célula, e a saída de potássio da mesma, assim estimulando a libertação do cálcio que esta armazenado no Retículo Sarcoplasmático ou RS presentes no sarcoplasma (citoplasma da célula muscular). Em termos científicos, as etapas são:
Despolarização do sarcolema;
estimulação do retículo sarcoplasmático e
ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).
Os músculos esqueléticos ou voluntários são os órgãos ativos do movimento, transmitindo movimento aos ossos sobre os quais se inserem. Têm uma variedade grande de tamanho e formato, de acordo com a sua disposição, local de origem e inserção e controlam a postura do corpo do animal.
O ser humano possui aproximadamente 639 músculos. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual se divide em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo, através da placa motora.
Funções dos músculos
Os músculos têm essencialmente cinco funções, a saber:
Produção dos movimentos corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e correr.
Estabilização das Posições Corporais: A contração dos músculos esqueléticos estabilizam as articulações e participam na manutenção das posições corporais, como ficar em pé ou sentar.
Regulação do Volume dos Órgãos: A contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos (esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco.
Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As contrações dos músculos lisos das paredes vasos sanguíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o retorno do sangue para o coração.
Produção de Calor: Quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse calor libertado pelo músculo é usado na manutenção da temperatura corporal.
Tipos de músculos
Existem três tipos de tecidos musculares, a saber:
Estriado esqueléticos
Lisos
Estriado cardíaco
Estriados esqueléticos
Os músculos estriados esqueléticos contraem-se por influência da nossa vontade, ou seja, são voluntários. O tecido muscular esquelético é chamado de estriado porque faixas alternadas claras e escuras (estriações) podem ser vistas no microscópio ótico. Os músculos esqueléticos consistem são cerca de 650 músculos fixos aos ossos. Estes músculos esqueléticos são controlados conscientemente pelo córtex motor (pré-central) e pré-frontal do cérebro.
Lisos
Os músculos lisos localizam-se nos vasos sanguíneos, vias aéreas e maioria dos órgãos da cavidade abdominal e pélvica têm acção involuntária controlada pelo sistema nervoso autónomo.
Estriado cardíaco
O músculo estriado cardíaco representa a arquitetura cardíaca. É um músculo estriado, porém involuntário ou seja não depende da nossa vontade e tem um ritmo de contração e relaxamento próprio (auto ritmicidade).
Anatomia dos musculo esquelético
Este é o tipo de músculo que mais temos consciência porque depende da nossa vontade ou seja a contração e relaxamento destes músculos é voluntária.
O músculo vivo é de cor vermelha. Essa coloração denota a existência de pigmentos e de grande quantidade de sangue nas fibras musculares. Os músculos representam 40-50% do peso corporal total.
Anatomia do músculo liso
Dores musculares ou mialgias
As dores musculares também designadas por mialgias podem, em determinadas situações, causar incómodo e até mesmo afetar a vida normal do doente. Nalgumas situações, como as cãibras ou cãibras, pode haver espasmos e dores musculares muito intensas. As dores musculares podem ser divididas em dois grupos:
As que afetam o corpo todo, isto é, quando todos os músculos estão comprometidos,
As que afetam um músculo em particular, isto é, uma parte do corpo.
Nas dores musculares podem também estar envolvidas as articulações tornando difícil, por vezes, a avaliação do problema.
Causas das dores musculares
A dor muscular está, geralmente, relacionada com:
Tensão, sobrecarga ou lesão muscular provocada por um exercício ou por um trabalho fisicamente excessivo. Nesta situação a dor muscular apenas afeta um músculo específico e, por ter início logo após o esforço, a sua associação é normalmente evidente.
As dores musculares quando generalizadas podem estar associadas a situações infeciosas como a gripe ou doenças que afetam o tecido conjuntivo como por exemplo o lúpus.
No caso da dor muscular intensa, súbita, sem explicação ou se durar mais que 5 dias, no caso de infeção no local das dores, no caso de problemas de circulação na área onde as dores musculares se manifestam, o doente deve ser encaminhado para avaliação médica. Caso o doente esteja a tomar medicamentos deverá ser realizada a avaliação da farmacoterapia de modo a poder relacionar algum medicamento com o problema apresentado.
Quando consultar com urgência o médico?
As situações descritas de seguida podem sinalizar uma patologia grave pelo que devem ser avaliadas pelo médico urgentemente, a saber:
As dores musculares localizadas são comuns e podem comprometer mais do que um músculo. As dores musculares também podem envolver os seguintes tecidos:
Ligamentos,
Tendões,
Fáscia,
Tecidos moles que ligam os músculos,
Ossos,
Órgãos.
A dor pode ficar localizada na região muscular afetada, podendo incluir:
Limitação de movimento nos membros associados,
Inflamação dos tendões,
Dor de cabeça.
As dores musculares generalizadas podem estar associadas a uma inflamação como a gripe ou estar relacionada com outros sintomas.
Lombalgia
A lombalgia, ou dor na zona lombar da coluna vertebral, é uma queixa extremamente comum que afeta adversamente a capacidade funcional e a qualidade de vida.
A coluna lombar está sujeita a diversas patologias mecânico- degenerativas devido à sua ampla mobilidade e ao facto de suportar muito peso. A maioria dos indivíduos irá padecer de lombalgia aguda alguma vez ao longo da sua vida.Todos os escalões etários são afetados por lombalgias; contudo, a maior prevalência ocorre na idade adulta. O primeiro episódio geralmente ocorre entre os 30 e os 50 anos, altura em que ocorre o pico da sua incidência. É uma das patologias que provoca maior absentismo laboral, incapacidade e
recurso aos serviços de saúde.
Causas da lombalgia
A larga maioria dos doentes apresenta lombalgia inespecífica, isto é, dor que não é atribuível a uma condição ou anomalia específica.Apenas uma pequena percentagem dos doentes sofre de uma patologia orgânica reconhecida, mais frequentemente envolvendo os discos intervertebrais. Os fatores mecânicos, relacionados com a postura e com esforços físicos não mostraram relação causal com o surgimento de lombalgia em diversas revisões sistemáticas. Causas sérias, tais como inflamatórias, infeciosas ou neoplásicas são raras.
Sinais de causa grave para a lombalgia
Os sinais que podem indicar uma causa grave para a lombalgia e requerer o encaminhamento para o médico incluem, entre outros, os seguintes:
Perda de peso,
Historial de cancro,
Febre,
Dor persistente e progressiva que não é aliviada pela
medicação, repouso ou imobilização,
Lombalgia que agrava à noiteou em decúbito,
Doença sistémica
Fraqueza,
Dormência ou formigueiros associados à dor,
Incontinência urinária ou fecal ou dificuldades na micção,
Idade inferior a 20 ou superior a 55 anos,
Alterações da marcha,
Dor na zona lombar ou na anca, que irradia pela parte posterior
da coxa até à perna,
Dor associada a um evento traumático,
Alterações neurológicas progressivas,
Uso de corticosteróides sistémicos,
Drogas intravenosas,
Infeção recente.
Fatores de risco para a lombalgia
A maioria dos estudos prospetivos não conseguiu identificar muitos fatores de risco fortes e modificáveis para o aparecimento do primeiro episódio de lombalgia, no entanto alguns estudos parecem indicar os seguintes fatores de risco:
Os indivíduos com ocupações que requeiram esforços físicos intensos parecem estar em maior risco.
Os doentes obesos ou com excesso de peso têm risco aumentado de lombalgiae existe também uma ligeira associação com o tabagismo.
A prática de exercício físico apresenta uma relação não linear com o risco de lombalgia estando um estilo de vida sedentário, e a prática de atividades intensas ambos relacionados a um risco maior.
É mais comum em mulheres.
Fatores psicológicos, como stress,depressão ou ansiedade também podem estar associados a maior risco.
Têm sido apontados ainda outros fatores predisponentes, entre os quais:
Conduzir,
Estar de pé, ou sentado imóvel, por períodos prolongados,
Levantar objetos pesados,
Efetuar esforços intensos subitamente,
Estar exposto a vibrações,
Usar sapatos inadequados,
Dormir numa postura incorreta e sobre um colchão inapropriado.
Tratamento para a lombalgia
Os objetivos do tratamento da lombalgia aguda são: aliviar ador, melhorar a função, reduzir o absentismo laboral e desenvolver estratégias para lidar com o problema, através da educação do doente. O tratamento da lombalgia deve ser iniciado prematuro para reduzir o risco de desenvolvimento de dor crónica, que representa a maioria dos custos de saúde associados à lombalgia.
Existem três tipos de lombalgia, a saber:
Aguda se a sua duração for inferior a 6 semanas,
Subaguda se a duração for entre 6-12 semanas,
Crónica se persistir por mais de 12 semanas.
Lombalgia aguda
A evidência disponível indica que o repouso no leito atrasa a recuperação e não é recomendado.O doente deve ser aconselhado a manter a atividade ou retomá-Ia o quanto antes.
Paracetamol
Em situações simples,tem sido indicado como de primeira escolha.Contudo, evidências recentes apontam para que os benefícios associados ao seu uso sejam diminutos. Tem a vantagem de estar associado a um pequeno risco de efeitos adversos graves mas, pelo risco de hepatotoxicidade, deve ser respeitada a posologia máxima recomendada.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINE)
São provavelmente mais eficazes, mas estão associados a uma maior
frequência de efeitos adversos e devem reservar-se para os doentes que não respondam ao paracetamol, contudo, são muitas vezes prescritos como primeira escolha.Nenhum AINE parece ser superior aos restantes, pelo que pode ser considerada a mudança para outro, no caso de o primeiro se revelar ineficaz. O seu uso está associado a efeitos adversos gastrointestinais, renais e cardiovasculares, pelo que se recomenda a avaliação prévia destes fatores de risco e o uso da menor dose eficaz, para minimizar potenciais efeitos adversos.
Se o doente não sentir melhorias no intervalo de 1 a 2 semanas de tratamento, deverá averiguar-se se este tem tomado a medicação corretamente e rever eventuais sinais de patologia mais grave.
Relaxantes musculares
Se estes tratamentos não demonstrarem ser ineficazes, poderão ser tentados relaxantes musculares como a tizanidina ou a ciclobenzaprine, se bem que os efeitos adversos limitem o seu uso. Existe evidência da sua eficácia bem como de que o seu uso simultâneo com paracetamol ou AINEs possa ter efeitos benéficos na diminuição da dor.Outra alternativa são as benzodiazepinas como o diazepam, apenas por curtos períodos devido ao risco de dependência e pela escassa evidência relativamente ao seu benefício
Combinações de fármacos e opióides
Pode também ser tentada uma combinação de analgésicos, como o paracetamol com uma dose terapêutica de codeína. Se o alívio continuar a ser insuficiente, deve então ser tentado um opióide mais potente. Os opióides apresentam um benefício moderado na dor grave e incapacitante que não responda ao paracetamol e aos AINE se usados de forma criteriosa e por um curto intervalo de tempo.
Contra-irritantes
Entre outros fármacos que têm sido utilizados incluem-se medicamentos tópicos como os contra-irritantes.Os fármacos contra-irritantes apresentam propriedades analgésicas ao aproveitarem os mecanismos fisiológicos de modulação da sensação dolorosa, baseado no efeito paradoxal de alívio de uma dor intensa causado ao produzir uma dor mais ligeira. Podem ser classificados em quatro grandes grupos:
Rubefacientes, como o salicilato de metilo e outros salicilatos, que
produzem irritação local e calor;
Irritantes, como a capsaícina, que produz dor localizada na zona de aplicação;
Refrescantes, como o mentol ou a cânfora que estimulam as terminações nervosas do frio;
Vasodilatadores, como o nicotinato de metilo, que produzem uma sensação localizada de calor.
Calor ou frio qual o melhor?
Têm também sido utilizadas abordagens não farmacológicas no tratamento da lombalgia. A aplicação local de calor tem sido preconizada, evidenciado benefício no alívio da dor. Deve ser aplicado cerca de 20 minutos, 3 a 4 vezes por dia, mas não em lesões recentes ( <48h) ou áreas inflamadas, dado que irá intensificar a vasodilatação e exacerbar o dano nos tecidos.
Não deverá igualmente ser aplicado em pele danificada ou com outros agentes tópicos. A aplicação de gelo tem sido igualmente recomendada, especialmente nos primeiros 2-3 dias. Existe também alguma evidência de benefício para a manipulação espinaI.
Lombalgia crónica
A lombalgia aguda pode converter-se em crónica em alguns doentes. Segundo algumas fontes pode ocorrer até 8% dos casos, mas outros apontam para que ocorra em cerca de 10-15% dos doentes. O tratamento da lombalgia crónica é difícil uma vez que tende a não melhorar com o tempo e consome muitos recursos de saúde.
Pode ser necessária terapêutica de longo prazo, quer contínua, ou episódica. Os doentes devem ser encorajados a manterem-se ativos e continuarem com as suas atividades normais tanto quanto possível. Recomenda-se:
Educação do doente,
AINEs (Anti-inflamatórios Não Esteroides)
Opióides fracos (por curto prazo),
Manipulação espinaI,
Exercício.
O papel dos analgésicos é o de controlar a dor para que o doente se mantenha ativo. Devem ser usados somente a curto prazo, durante recorrências ou períodos de exacerbação dos sintomas. Outros fármacos que podem ser considerados incluem os antidepressivos tricíclicose a capsaícina tópica. Apesar da escassa evidência, têm sido tentadas outras abordagens tais como:
Estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS),
Tração,
Acupunctura,
Massagens,
Exercícios específicos,
Suporte lombar,
Yoga.
Deve ser tido em consideração que as expectativas de benefício, por parte do doente, podem influenciar os resultados de diferentes terapias.
Existe evidência moderada de que programas de exercício dirigidos por fisioterapeutas podem reduzir a taxa de recorrências, aumentar o intervalo de tempo entre episódios e diminuir o recurso a serviços de saúde. Se uma lombalgia crónica não melhora com os tratamentos habituais, é muito importante uma abordagem multidisciplinar.
Conselhos mais importantes
O prognóstico é geralmente bastante favorável. Muitos dos casos são autolimitadose resolvem-se com pouca intervenção. A maioria dos doentes com lombalgias recupera relativamente depressa com elevada probabilidade de melhoria ao longo do primeiro mês.
Os doentes devem ser aconselhados a manter-se tão ativos quanto possível, dentro dos limites de tolerância da dor, e a retomarem as suas atividades normais o mais depressa possível.Interromper as atividades laborais aumenta o risco de cronicidade‘ e quanto mais prolongada for a inatividade, maior é o risco de invalidez permanente.
Os doentes devem ser encorajados a praticar exercício, já que este diminui as recorrências, reduz o absentismo e a utilização de recursos de saúde.Evidência proveniente de revisões sistemáticas de ensaios relativos a prevenção de lombalgias revela que apenas as intervenções que consistem em exercício físico se mostram eficazes. Além disso, também proporciona outros benefícios para a saúde, a nível cardiovascular e ósseo. O médico ou o fisioterapeuta também poderão aconselhar exercícios específicos para tratamento e prevenção das lombalgias.
Prevenção das lombalgias
Entre as medidas que podem ser recomendadas para prevenção das lombalgias, principalmente da sua recorrência, incluem-se:
Dormir sobre um colchão firme, mas não excessivamente duro, com uma almofada preferencialmente baixa, para não forçar o pescoço, em posição lateral com os joelhos dobrados, com uma almofada entre as pernas, ou dorsal com uma almofada sob os joelhos;
Levantar objetos pesados mediante flexão dos membros, de modo a evitar sobrecarga na zona lombar, evitando sujeitar a coluna a movimentos de torsão e flexão e mantendo o objeto encostado ao corpo;
Evitar a permanência em pé durante demasiado tempo, de forma estática, com os pés no mesmo plano. Quando se trabalha de pé, deverá mudar-se a posição dos pés e repousar alternadamente os pés sobre um banco;
Na posição sentada, manter as costas direitas e apoiadas no encosto, utilizar uma cadeira ajustável em altura e com apoio de braços e uma mesa à altura dos cotovelos, apoiando os pés sobre um banco, de modo a que os joelhos fiquem mais elevados do que as ancas;
Manter-se fisicamente ativo;
Deixar de fumar;
Não utilizar saltos altos;
Manter um peso adequado.
Tratamentos mais eficazes
Terapêutica não farmacológica
Em muitas situações de dores musculares é possível aplicar um tratamento sem intervenção de medicamentos. Assim pode tentar:
Evitar esforços excessivos,
Aplicar gelo nas primeiras horas posteriores ao trauma,
Realizar exercício com moderação,
Dormir bem,
Evitar atividade aeróbicas de alto impacto,
Realizar massagem de relaxamento ou fisioterapia se prescrita.
Terapêutica farmacológica
De seguida listamos alguns dos medicamentos mais utilizados no tratamento das dores musculares, descrevendo o princípio ativo e entre parêntesis um exemplo geralmente da marca mais conhecida.
Fármacos para tratamento oral:
Paracetamol (Ben-uron®), 500-1000mg (comp.), 1 comp. PO cada 4-6h, máx.: 4000mg/ dia.
Fármacos contendo anti-inflamatórios não esteroides (ou análogos) de uso tópico de composição variada:
Estes medicamentos são de composição variada e podem estar em associação com as seguintes substâncias ativas: ácido salicílico, nicotinato de benzilo, mentol, heparina, cânfora, entre outras tradicionalmente usadas. Os principais medicamentos contendo anti-inflamatóprios não esteroides para aplicação tópica, são:
Symphytum officinale, (creme), aplicar 4xdia.
Salicilato de metilo (comp. variada), (creme, pomada), aplicar 3-4xdia.
Descrevemos de seguida alguns exercícios que ajudam a evitar a lombalgia:
Melhor posição na secretária
Melhor posição para Conduzir
Melhor posição para dormir
Posturas a melhorar
Concluindo
O nosso organismo tem inúmeros músculos e qualquer um deles pode sofre uma lesão que eventualmente pode causar dor. Existem no entanto três pontos chave que devo destacar:
As dores musculares associadas a um trauma ligeiro ou esforço muscular passam, normalmente, entre 3 a 5 dias.
Dores musculares com início súbito e intenso devem ser avaliadas pelo médico.
Nas dores musculares pode haver envolvimento osteo-artrósico ou seja dos ossos e articulações vizinhos do músculo lesionado.
Existem também inúmeros exercícios que pode e deve fazer em casa e posturas que pode alterar no seu dia-a-dia para se proteger de dores musculares e em particular das lombalgias. Quando a dor se instala a utilização inicial de frio pode ter efeitos muito benéficos e até evitar a utilização de medicação.
Uma dor seja ela qual for nunca deve ser ignorada pois é um sinal de aviso, do nosso corpo, para algo que não está a correr bem! Se essa dor for repentina, intensa ou frequente consulte de imediato o médico.
A meditação é uma prática antiga que tem sido usada há milhares de anos para melhorar a saúde mental e física. Essa prática envolve focar a nossa mente num determinado objeto, pensamento ou atividade para alcançar um estado de relaxamento e paz interior. A meditação demonstrou ter uma ampla gama de benefícios para a saúde mental e física.
Neste artigo vou descrever:
História e origem da meditação;
Gurus importantes;
O significa meditar;
O que é um mantra;
Benefícios para a saúde física e mental;
Técnicas mais eficazes;
Técnicas simples e rápidas;
Meditação da gratidão;
As cinco técnicas da atenção de Thic Nhat Hanh na Arte do Poder;
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Meditação história e origem
As origens da meditação não são claras, mas acredita -se que tenha começado na Índia antiga onde era praticada como uma disciplina espiritual para ajudar as pessoas a alcançar estados superiores de consciência. . Os primeiros registos escritos de meditação datam de cerca de 1500 a.C. nos Vedas, as antigas escrituras hindus. Os Vedas, uma coleção de textos religiosos, contêm referências à meditação e aos seus benefícios. No budismo, a meditação é parte integrante da religião, e acredita -se que seja um dos caminhos para a iluminação.
A prática da meditação espalhou-se depois para outras partes do mundo, incluindo China, Japão e Médio Oriente. Também foi adotado por várias religiões, incluindo budismo, hinduísmo, jainismo e taoísmo. A meditação também era praticada na Grécia antiga, no Egito e na China.
Gurus importantes na meditação
Muitos gurus e professores contribuíram para o desenvolvimento e popularização da meditação ao longo dos séculos. Alguns dos mais influentes incluem:
Buda – o fundador do budismo, que ensinou a meditação como um caminho para a iluminação;
Patanjali – um antigo sábio indiano que escreveu os Yoga Sutras, um texto sobre a prática de yoga e meditação;
Maharishi Mahesh Yogi – um guru indiano que popularizou a Meditação Transcendental no Ocidente nas décadas de 1960 e 1970;
Thich Nhat Hanh – um mestre zen vietnamita e ativista pela paz que escreveu extensivamente sobre a prática da meditação mindfulness;
Deepak Chopra – um médico e autor, ele popularizou a meditação no Ocidente através de seus livros e palestras.
Sharon Salzberg – professora de meditação e autora que tem sido fundamental para trazer ao Ocidente a atenção plena sobre a meditação e os seus benefícios.
O que significa meditar
A meditação é uma prática mental que envolve focar a nossa atenção num determinado objeto ou pensamento. Isso pode ser qualquer coisa, desde a nossa respiração até um mantra ou uma visualização. O objetivo da meditação é aquietar ou acalmar a mente e alcançar um estado de paz interior e relaxamento.
O que é um mantra
Um mantra é uma palavra, frase ou som que é repetido durante a meditação ou como um meio de concentrar a mente. A palavra “mantra” vem do sânscrito e é composta por duas partes: “man”, que significa mente e “tra”, que significa instrumento ou ferramenta.
No contexto da meditação, um mantra pode ser usado como uma ferramenta para ajudar a acalmar a mente e aprofundar a concentração. A repetição do mantra pode ajudar a criar uma sensação de clareza e foco mental e também pode servir como uma maneira de se ligar com uma intenção específica ou estado desejado de ser.
Os mantras podem ser específicos para uma tradição espiritual ou religiosa específica, ou podem ser de natureza mais geral e secular. Alguns mantras comuns incluem “Om”, “Om Shanti”, “Sat Nam” e “So Hum”.
É importante observar que a eficácia de um mantra dependerá do indivíduo e que não existe uma abordagem única para a meditação ou a prática do mantra. É recomendável que cada um de nós experimente diferentes mantras e encontre o que ressoa melhor connosco e apoia a nossa prática.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Benefícios para a saúde física e mental
Foi demonstrado que a meditação traz inúmeros benefícios para a saúde mental e física. Descrevo de seguida alguns dos mais notáveis.
Existem muitos tipos diferentes de técnicas de meditação, cada uma com seus próprios benefícios. Algumas das técnicas de meditação mais eficazes incluem:
Meditação Mindfulness – concentrando a nossa atenção no momento presente;
Meditação de Amor e bondade – cultivando sentimentos de amor e bondade para connosco e para com os outros;
Meditação Transcendental – repetir um mantra para atingir um estado de transcendência;
Meditação Body Scan – concentrando a nossa atenção em diferentes partes do nosso corpo para alcançar o relaxamento;
Meditação da consciência da respiração – concentrando-se na respiração para acalmar a mente e o corpo.
Técnicas mais simples e rápidas
Se descobrimos a meditação recentemente ou temos pouco tempo, existem algumas técnicas de meditação simples e rápidas que podemos experimentar:
Consciência da respiração – Concentra-te na respiração por alguns minutos, percebendo as sensações de inspirar e expirar.
Meditação do Mantra – Repete uma frase ou palavra simples na tua cabeça, e concentra-te no som e no ritmo do mantra.
Meditação a pé – Dá um passeio ao ar livre e concentra-te na tua respiração e no que te rodeia. Isso também envolve caminhar devagar e com atenção, concentrando-nos em cada passo e nas sensações do nosso corpo.
Meditação de gratidão
A meditação da gratidão é uma prática que envolve focar nos aspetos positivos da tua vida e cultivar um sentimento de apreço por eles. Descrevo de seguida uma técnica para praticar a meditação da gratidão:
Encontra um lugar tranquilo e confortável onde te possas sentar ou deitar sem distrações;
Feche os olhos e respira fundo algumas vezes para relaxar o corpo e a mente;
Trás à mente algo ou alguém por quem nutres um sentimento de gratidão. Pode ser uma pessoa, um lugar, uma coisa ou até mesmo uma simples experiência;
Quando te concentras nesse objeto de gratidão, começa a sentir as emoções positivas associadas a ele. Observa as sensações no teu corpo e permite-te experimentar plenamente os sentimentos de alegria, amor ou admiração que surgirem;
Fica com esses sentimentos por alguns momentos, permitindo que eles se expandam e preencham todo o teu ser;
Enquanto continuas a concentrar-te no teu objeto de gratidão, repete para ti mesmo, silenciosamente a frase “Obrigado” ou “Sou grato/a”. Permite que as palavras penetrem e reforcem os teus sentimentos de apreço;
Se a tua mente começar a divagar ou pensamentos negativos surgirem, simplesmente reconhece-os e aceita-os sem julgamento e gentilmente trás a tua atenção de volta ao teu objeto de gratidão;
Continua a concentrar-te na tua gratidão por vários minutos ou pelo tempo que desejares;
Quando estiveres pronto para terminar a meditação, respira fundo algumas vezes e gradualmente trás a tua consciência de volta ao ambiente;
Reserva um momento para refletir sobre como te sentes após a meditação e observa qualquer mudança no teu humor ou perspectiva.
Com a prática regular, a meditação da gratidão pode ajudar-te a cultivar uma visão mais positiva e agradecida da vida e melhora o teu bem-estar geral.
As cinco práticas da atenção
Alguém que amo ofereceu-me um livro, seu, que foi marcante para a sua vida. No livro “A Arte do Poder”, Thich Nhat Hanh descreve cinco práticas de atenção que podem ajudar-nos a cultivar a força interior e transformar, com amor, os nossos relacionamentos com os outros, a saber:
Proteção da vida: Para proteger os humanos temos de proteger os elementos não humanos ou seja animais, plantas e minerais. Este é o ensinamento do sutra do diamante;
Generosidade: A pobreza está em toda a parte e a desigualdade causa sofrimento. Assim devemos oferecer o nosso tempo, energia e recursos naturais aos que deles necessitam;
Proteção dos indivíduos e famílias: Devemos abster-nos de abusos e relações sexuais erradas, desprovidas de amor e de compromissos de longo prazo. Corpo e mente não são duas coisas separadas. Respeitar o corpo também é respeitar a mente. Confundimos sexo com amor mas para existir Amor tem de haver respeito, sem o qual não existe verdadeiro Amor;
Comunicação profunda: A fala leviana e a incapacidade de ouvir os outros causa sofrimento. Devemos cultivar palavras afetuosas e melhorar a capacidade de ouvir profundamente de forma a trazer alegria e felicidade aos outros e alivia-los do sofrimento. Devemos aprender a falar com verdade com palavras que inspirem autoconfiança, alegria e esperança. Não devemos espalhar notícias das quais não temos a certeza nem criticar ou condenar sem provas certas.
Consumo desatento e excessivo: Devemos cultivar a nossa saúde física e mental, da nossa família e da sociedade em que estamos inseridos comendo, bebendo e consumindo com atenção utilizando alimentos que preservem a paz, bem-estar e alegria do nosso corpo, evitando o álcool e outros alimentos tóxicos assim como qualquer outro produto que possa intoxicar incluindo certos programas de televisão, certas revistas, livros, filmes e conversas. Uma “dieta” adequada que respeite os nossos antepassados, os nossos pais, a nossa sociedade e as gerações futuras é essencial para evitar a violência, o medo, a cólera e a confusão dentro de nós e da nossa sociedade.
Concluindo sobre meditação
Cada um de nós pode adaptar os benefícios da meditação ao seu ritmo de vida e agenda diária marcada pelos ponteiros do tempo que por vezes não dá tréguas. O meu tempo é quase sempre limitado, assim começo o dia com 5 ou 10 minutos sossegado, cruzando as pernas no sofá, em silêncio, desligado de todas as redes, com uma chávena quente de café entre as mãos e aceito todos os pensamentos que me visitem. Nunca dramatizo estas “visitas mentais” apenas as deixo fluir como pensamentos que são, nada mais.
Aceitar os pensamentos negativos sem dramatizar mudou a minha vida, agora quase sempre sou eu que controlo os pensamentos cinzentos e não são eles que controlam a minha agenda. Aceitar o que não podemos mudar é nuclear para uma boa saúde mental.
Quando alguma “ruminação mental” tenta ficar concentro-me na respiração nasal que ativa o nosso sistema nervoso parassimpático e nos tranquiliza. Nestes momentos necessito de fazer um esforço consciente de concentração na respiração de forma a não deixar espaço de entrada aos pensamentos. A pouco e pouco vamos aperfeiçoando a técnica às nossas necessidades.
Durante o dia aproveito os momentos de deslocação a pé para, se necessário, concentrar-me nos meus passos e respirar pelo nariz durante a caminhada e 10 minutos já fazem toda a diferença.
Ser generoso com quem nos rodeia e grato pela vida é um processo de constante evolução, absolutamente extraordinário, que nos pode indicar, de forma luminosa, o caminho certo 🙂
Kuyken et al. (2020) – “Efficacy of mindfulness-based cognitive therapy in prevention of depressive relapse: An individual patient data meta-analysis from randomized trials.” This study found that mindfulness-based cognitive therapy can be effective in preventing depressive relapse in people with a history of depression.
Gariepy et al. (2020) – “Meditation and Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-analysis.” This study found that meditation can reduce blood pressure in people with hypertension.
Li et al. (2020) – “Effects of mindfulness-based stress reduction on emotion regulation in adults with autism spectrum disorder: A randomized controlled trial.” This study found that mindfulness-based stress reduction can improve emotion regulation in adults with autism spectrum disorder.
Murrant et al. (2019) – “Mindfulness meditation and the experience of parenting: A systematic review of qualitative studies.” This study found that mindfulness meditation can improve parenting practices and increase parental well-being.
Black et al. (2018) – “Mindfulness Meditation and Improvement in Posttraumatic Stress Disorder Symptoms: A Randomized Controlled Trial.” This study found that mindfulness meditation can reduce symptoms of post-traumatic stress disorder (PTSD) and improve resilience.
Hoge et al. (2018) – “The Effect of Mindfulness Meditation Training on Biological Acute Stress Responses in Generalized Anxiety Disorder.” This study found that mindfulness meditation can improve symptoms of generalized anxiety disorder and reduce inflammatory markers.
Pascoe et al. (2017) – “A systematic review of randomized controlled trials on the effects of yoga and mindfulness meditation on sleep quality.” This study found that both yoga and mindfulness meditation can improve sleep quality and reduce symptoms of insomnia.
Goyal et al. (2014) – “Meditation programs for psychological stress and well-being: a systematic review and meta-analysis.” This study found that meditation can reduce symptoms of anxiety, depression and pain.
Zeidan et al. (2015) – “Mindfulness meditation improves cognition: Evidence of brief mental training.” This study found that just a few minutes of mindfulness meditation can reduce pain sensitivity and improve cognitive control.
Tang et al. (2015) – “The neuroscience of mindfulness meditation.” This study found that mindfulness meditation can improve attention, cognitive performance and mood.
Brefczynski-Lewis et al. (2007) – “Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners.” This study found that long-term meditation practice can increase activity in brain regions associated with positive emotions and decrease activity in regions associated with negative emotions.
Chiesa et al. (2011) – “Mindfulness-Based Interventions for Chronic Pain: A Systematic Review of the Evidence.” This study found that mindfulness-based interventions can reduce symptoms of anxiety and depression, and improve quality of life.
Gotink et al. (2016) – “8-week Mindfulness Based Stress Reduction induces brain changes similar to traditional long-term meditation practice – A systematic review.” This study found that mindfulness-based stress reduction can reduce symptoms of depression and anxiety.
Creswell et al. (2014) – “Alterations in Resting-State Functional Connectivity Link Mindfulness Meditation With Reduced Interleukin-6: A Randomized Controlled Trial.” This study found that mindfulness meditation can reduce symptoms of social anxiety and improve neural responses to social stress.
Febre da carraça e doença de Lyme pode ser muito perigosa, cuidado com a picada do carrapato ou carraça! Como retirar uma carraça com segurança? Tempo de verão é tempo de sol, calor, piqueniques, passeios no campo, sentar no chão, deitar na relva e claro brincar com o seu cão ao ar livre em zonas arborizadas e relvadas. Tudo magnificamente relaxante mas muitas vezes desconhecendo ou esquecendo pequenos perigos, como as carraças, que podem originar graves problemas de saúde como a doença de Lyme que é apenas uma das doenças incluídas na chamada “febre da carraça”.
Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:
Carrapato ou carraças o que são?
Como se apanham?
Que fatores contribuem para as infestações?
Que lesões provoca a picada?
Febre da carraça o que é?
Febre maculosa o que é?
Que países são a afetados pela febre maculosa?
Quais os perigos da febre maculosa?
Quais os sintomas?
Qual o melhor tratamento da febre maculosa?
Carrapatos, carraças ou chatos, como controlar?
Deve desinfetar-se o ambiente da casa?
Que cuidados deve ter?
Carrapato ou carraças, como tirar de forma correta e segura?
Carrapato, Carraças, ou chatos são parasitas que se alimentam do sangue do homem, do cão, do gato, da ovelha e de muitos outros animais. Quando as carraças estão infetadas, são responsáveis pela transmissão de inúmeras doenças!
Imagem de uma carraça cuja picada pode provocar febre da carraça
Onde se apanham?
Existem variadíssimas espécies de carraças espalhadas por todo o planeta. Como estes parasitas não voam nem saltam, ficam a aguardar a passagem de um hospedeiro, escondidos na relva, nos pastos, no solo ou nas frestas das madeiras, e quando o hospedeiro toca uma destas superfícies, as carraças percorrem o seu corpo até encontrarem um local seguro para se alimentarem e reproduzirem.
Que fatores contribuem para as infestações?
Cada fêmea pode pôr até 5000 ovos! As infestações por carraças acontecem principalmente na altura de maior calor, desde a Primavera até ao Outono. O que não significa que não existam no resto do ano. O aumento dos animais de estimação e, fundamentalmente, o crescente abandono de cães e gatos contribuem amplamente para a proliferação deste parasita.
Que lesões provoca?
A picada de carrapato ou carraças é prejudicial para o hospedeiro de diferentes formas:
Pode provocar lesões na pele com vermelhidão, ardor e comichão;
Anemia e fraqueza devido à ingestão de grandes quantidades de sangue pelo parasita
Paralisia motora por ação das suas neurotoxinas.
Febre da carraça
Quando as carraças estão infetadas constituem um perigo para os animais e para a saúde pública! A carraça infetada, ao picar o hospedeiro, inocula no seu sangue micróbios responsáveis por inúmeras doenças, habitualmente designadas de Febre da Carraça, a saber:
Babesiose (Doença do carrapato causada por protozoários);
Borreliose ou Doença de Lyme;
Erliquiose (Doença do carrapato causada por bactérias);
Febre Maculosa .
Não só os animais apanham Febre da Carraça, as pessoas também estão suscetíveis se contactarem com carraças.
Febre maculosa o que é?
A febre maculosa, é uma doença que surge quando uma pessoa é picada por um carrapato ou carraças contaminadas pela bactéria Rickettsia rickettsii.
Que países afeta?
A febre maculosa é uma doença que ocorre em todo o continente americano, afetando países desde o Canadá até a Argentina. No Brasil, a maioria dos casos se na concentra na Região Sudeste, havendo também casos isolados em estados de outras regiões, tais como Bahia, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul. São Paulo e Minas Gerais são os estados com maior número de casos notificados. Apesar de ser uma doença tipicamente rural, nos últimos anos, o número de casos nas cidades tem vindo a aumentar. A doença não é muito comum, sendo responsável, por exemplo, no Brasil por cerca de 40 a 100 casos por ano.
Perigos
A febre maculosa é uma febre da carraça que responde bem ao tratamento com antibióticos, mas se não for tratada prontamente, pode causar sérios danos aos órgãos internos, como:
Rins,
Fígado,
Coração,
Sistema nervoso central.
Nos casos maios graves pode levar à morte. Por não ser uma doença muito comum, frequentemente não é corretamente identificada, o que atrasa o início de um tratamento adequado e eficaz, fazendo com que a taxa anual de mortalidade possa rondar os 15 a 35%.
Sintomas
O período de incubação da febre maculosa varia de 2 a 14 dias, dependo da quantidade de bactérias que foi inoculada. No início do quadro é muito difícil distinguir a febre maculosa de várias outras doenças febris comuns, incluindo as viroses mais conhecidas. Em geral os primeiros sinais e sintomas da infeção são:
Febre alta,
Dor de cabeça
Dores no corpo,
Mal-estar geral,
Náuseas
Vómitos.
Poucos dias depois, lesões de pele, chamadas de máculas, podem aparecer nos membros e no tronco, daí o nome da doença ser febre maculosa.
Tratamento
Sem tratamento antibiótico, o taxa de mortalidade da febre maculosa chega a 75%. Os doentes que começam o tratamento com antibiótico antes do 5º dia têm até 5 vezes mais probabilidades de ficarem curados e sem sequelas (surdez e paralisia de membros) do que os que só iniciam o tratamento após o 5º dia de doença.
Felizmente, nem todos os casos desta febre da carraça evoluem de forma grave. Há formas mais brandas da doença, que pode curar-se espontaneamente após 2 ou 3 semanas de sintomas. Porém, a maioria dos casos não se comporta de forma tão benigna.
Dúvidas no diagnóstico
Não se deve esperar para ver se a pessoa vai apresentar a forma grave ou branda, deste tipo de febre da carraça, pois essa espera pode ser fatal. Da mesma forma, se pela história clínica e epidemiológica o médico suspeitar de febre maculosa, ele não deve esperar pelo aparecimento do rash para confirmá-la, muito menos pelos resultados dos exames laboratoriais.
Se o médico suspeita de febre maculosa, ele deve iniciar os antibióticos, mesmo não tendo certeza do diagnóstico. Por exemplo, se o paciente tem os sintomas iniciais da doença, principalmente febre alta e mal-estar, e conta uma história de picada recente de carrapato, isso já é suficiente para o início do tratamento. De forma semelhante, se o paciente com sintomas vem de uma área que recentemente têm registrado casos de febre maculosa, isso também já autoriza o médico a iniciar o tratamento.
Entretanto, é importante destacar que o simples fato de ter sido picado por um carrapato não é motivo para iniciar o tratamento. Estima-se que apenas 1% dos carrapatos em áreas endémicas estejam contaminados com a Rickettsia rickettsii. Fora das áreas endêmicas, nenhum carrapato está contaminado. Se o médico têm dúvidas, não é errado começar mais de um antibiótico visando o tratamento das hipótese diagnósticas mais graves. Sendo assim, o médico pode começar antibióticos visando a febre maculosa e a meningite meningocócica, por exemplo. Ambas são infeções com alta taxa de mortalidade e que precisam de tratamento precoce.
Antibióticos mais eficazes
O antibiótico de escolha para o tratamento da febre maculosa é a doxiclina (Actidox®), que pode ser administrada de forma oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do quadro. O tratamento é mantido até 72 horas depois do desaparecimento da febre, o que costuma ocorrer no 2º ou 3º dia de tratamento. Na maioria dos casos o tratamento costuma durar 7 dias.
Uma alternativa é o cloranfenicol, sendo este o antibiótico mais indicado para grávidas com febre maculosa, pois a doxiclina é contraindicada na gravidez. O problema do cloranfenicol é o risco de efeitos colaterais graves, como a aplasia de medula, evento que ocorre em 1 a cada 25.000 pessoas tratadas. Portanto, em todas as pessoas não grávidas o tratamento deve ser feito preferencialmente com doxiclina.
A maioria dos pacientes responde rapidamente ao tratamento e a mortalidade é baixa quando o antibiótico é iniciado nos primeiros 5 dias. Uma vez curado, a maioria dos doentes desenvolve imunidade contra Rickettsia rickettsii para o resto vida, não havendo risco de ter a doença novamente.
As carraças são essencialmente trazidas para dentro de casa à “boleia” dos animais de estimação. Por isso, é essencial fazer uma desparasitação externa eficaz das mascotes durante todo o ano, usando:
Coleiras,
Líquidos spot-on (ampolas)
Sprays
Champôs
A maioria dos produtos disponíveis no mercado faz um controlo simultâneo de pulgas e carraças e, alguns deles, também de moscas e mosquitos.
Deve desinfestar-se o ambiente de casa?
Quando o ambiente onde o animal vive está muito infestado, seja num canil, no quintal ou dentro de casa, é recomendada a pulverização destes locais. Deve ter sempre em atenção que estes produtos são medicamentos que, quando usados em excesso, são tóxicos e podem ser prejudiciais para a saúde do seu animal ou até mesmo para a sua saúde. Aconselhe-se junto do médico veterinário e na Farmácia sobre qual o produto mais adequado para cada animal e ambiente.
Cuidados de proteção
Principalmente no tempo mais quente, as carraças acumulam-se nos locais com ervas altas, matos e vegetação pelo que se deve limitar o acesso dos animais a estas áreas, mesmo quando estão devidamente desparasitados.
Ao chegar a casa, é prudente fazer a inspeção do animal, não esquecendo as zonas mais escondidas como o espaço entre os dedos. As carraças encontradas devem ser removidas com cuidado de forma a eliminar totalmente o parasita sem deixar as suas peças bucais que podem ser responsáveis pela formação de reações inflamatórias locais. Se após a remoção da carraça, o animal apresentar alterações no seu estado de saúde como falta de apetite, prostração ou urina muito escura deve recorrer imediatamente ao veterinário.
Como tirar a carraça de forma correta?
Se encontrar uma carraça a morder a sua pele, deve removê-la o mais depressa possível. Deve fazê-lo de forma cuidadosa e segura de acordo com os passos abaixo indicados:
Proteja as mãos com luvas de látex ou com papel;
Segure a carraça o mais próximo possível da sua pele, com o auxílio de uma pinça de pontas finas ou com um extrator próprio. Não deve apertar a “barriga” da carraça pois poderá provocar a injeção do seu fluido infetado;
Depois de bem presa, deve puxar a carraça para cima aplicando uma força constante, sem a arrancar de forma brusca nem torcer para não partir as peças bucais deixando-as enterradas na pele. Se isso acontecer, pode removê-las com a pinça;
Após a remoção da carraça, lavar o local da picada com água e sabão e desinfetar com solução iodada;
Colocar a carraça num frasco com álcool, pois isso irá causar a sua morte, e, se possível, guarda-lo para auxiliar o seu médico no diagnóstico no caso de ficar doente;
Não é recomendável usar vaselina, azeite ou recorrer ao calor para “adormecer” a carraça pois estes métodos causam a regurgitação de saliva para o hospedeiro, aumentado as possibilidades de infeção.
Retirar carraça de forma segura
Carraça retirada de forma errada
Se até cerca de um mês após a mordedura da carraça, encontrar manchas vermelhas no local da picada ou se sentir cansado, febril ou com dores no corpo e cabeça, recorra imediatamente ao médico. Se não o fizer, a infeção vai progredindo com o aparecimento de sintomas cada vez mais graves como paralisias ou alteração das capacidades intelectuais.
Doença de Lyme o que é?
A doença de Lyme é uma infeção bacteriana transmitida por carraças, muito comum na América do Norte e na Europa.
O nome te origem nos diversos casos que ocorreram em 1997 na cidade de Lyme, em Connecticut (EUA). Pelo facto de um dos principais sintomas ser inchaço e dor nas articulações, acreditava-se que era artrite. Porém, como os casos eram agudos (os sintomas desapareciam) e afetavam apenas adolescentes, os pacientes foram estudados e a doença de Lyme foi descoberta. Apesar disso, acredita-se que a doença seja muito mais antiga.
Causas
A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, mas a transmissão dá-se através das carraças. São elas que carregam e as bactérias e que podem transmiti-las para os seres humanos por meio de picadas. As carraças prendem-se à pele, onde podem permanecer bastante tempo enquanto sugam o sangue do hospedeiro. Os locais preferidos do corpo humano para as carraças são as axilas, couro cabeludo e região da virilha.
Para transmitir a doença, as carraças devem ficar presas à pele do hospedeiro durante 36 a 48 horas no mínimo. Quanto menor a carraça, maiores são as probabilidades de transmitir a doença de Lyme, pois são mais difíceis de serem detetadas.
Quando são transmitidas, as bactérias entram na pele através da picada e invadem a corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo.
Fatores de risco
A doença de Lyme é mais comum nos Estados Unidos e em algumas regiões central e leste da Europa, bem como no sudeste da Escandinávia e no norte do Mediterrâneo, em países como Itália, Espanha e Grécia. Pessoas que viajam para esses locais e passam muito tempo em áreas arborizadas e com relva estão sob maior risco de contrair a doença. Pessoas com ocupações ao ar livre também são mais propensas a desenvolver este problema.
Se for viajar para esses locais, certifique-se quais as regiões que ainda sofrem com infestações de carraças e evite ficar com a pele exposta. Se detetar uma carraça, remova-a rapidamente, mas de forma correta. Não identificar e não remover corretamente a carraça da pele também aumentam probabilidades de desenvolver doença de Lyme.
Sintomas
Os sinais e sintomas da doença de Lyme variam e normalmente afetam mais de uma parte do corpo, principalmente pele, articulações e sistema nervoso.
Sinais precoces
Estes sinais e sintomas podem ocorrer dentro de aproximadamente um mês após a infeção pela bactéria causadora da doença de Lyme:
Surgimento de uma protuberância avermelhada na região em que houve picada. A erupção, denominada eritema migrans, é uma das características da doença de Lyme. Algumas pessoas desenvolvem esta erupção em mais do que um local do corpo
Sintomas gripais, como febre, calafrios, fadiga, dores no corpo e dor de cabeça pode acompanhar a erupção cutânea.
Sinais e sintomas tardios
Em algumas pessoas, a erupção cutânea pode espalhar-se para outras partes do corpo e, várias semanas ou meses depois de ter sido infetado, podem surgir:
Dores nas articulações e inchaço
Problemas neurológicos, como meningite, paralisa temporária de um lado do rosto (chamado de paralisia de Bell), dormência ou fraqueza dos membros, além de movimentos musculares prejudicados.
Sintomas menos comuns
Várias semanas após a infeção, algumas pessoas podem desenvolver sintomas menos comuns, a exemplo de:
Problemas de coração, como um batimento cardíaco irregular, que não costumam durar mais do que alguns dias ou semanas
Inflamação dos olhos
Inflamação do fígado (hepatite)
Fadiga severa.
Tratamento
Consulte um médico se foi picado recentemente por uma carraça, mesmo se não estiver apresentando sintomas. Caso sinta fraqueza, dormência nos membros, dores ou quaisquer outros sintomas, procure a ajuda de um especialista o mais rápido possível.
Sendo uma infeção bacteriana os antibióticos mais utilizados são os seguintes:
Doxiciclina (Actidox®), excepto crianças até aos 9 anos, grávidas e mães a amamentar;
Cefuroxima (Zoref®, Zipos®);
Amoxicilina (Clamoxyl®);
Ceftriaxona intravenosa (Mesporin®), nos casos mais graves;
Penicilina intravenosa (nos casos mais graves)
Concluindo
A picada de uma carraça não é coisa pouca… pode correr muito mal! Tenha especial atenção aos seus animais de estimação principalmente cão e gato e quando for fazer um piquenique tenha um cuidado suplementar aos sintomas de irritação na pele “tipo picada” que possam surgir durante ou após os seus “momentos de lazer com a Natureza”. Deve ser aplicada um vigilância especial ás crianças que adoram cães e gostam de “rebolar na relva”… o que é ótimo desde que não recebam a visita dos parasitas em causa neste artigo!
Fique bem!
Franklim Moura Fernandes
Fontes:
Manuais MSD;
Globalvet;
Dr Pedro Pinheiro;
Por favor PARTILHE esta informação que no tempo quente pode evitar muitos problemas graves em adultos e crianças em contacto com a Natureza.
A disfunção sexual (DS) é a alteração de uma ou mais etapas da relação sexual,1,2 que impede uma atividade sexual satisfatória.1 Este artigo tem como principal referência o trabalho de meta análise, da Dra Aurora Simón, Diretora técnica do CIM, Centro de Investigação do Medicamento, da Ordem dos Farmacêuticos.
A função sexual pode ser afetada de diversas formas:
Anorgasmia (ausência ou dificuldade em alcançar o orgasmo);
Dispareunia (dor na mulher durante ou após penetração sexual). 2
Nos homens, a forma mais habitual de disfunção sexual é a disfunção eréctil, nas mulheres a mais frequente é a diminuição da libido.1
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Causas
Em muitas ocasiões, a etiologia da disfunção sexual não é clara. 3,4 Podem influir fatores psicológicos e psiquiátricos, como ansiedade, depressão ou esquizofrenia,3-5 bem como o próprio processo de envelhecimento3,4,6 e aspetos socioculturais. 6 Têm sido documentadas etiologias orgânicas, como diabetes,3,4,7 doença de Addison, hipogonadismo, alterações tiroideias,3,4 doenças cardíacas,7 neurológicas e neoplasias. 6 Outros fatores que podem afetar a função sexual incluem o consumo de álcool ou drogas. 1-4
A disfunção sexual também é um efeito colateral de diversos medicamentos, podendo ter um impacto importante nas relações pessoais, na qualidade de vida e na capacidade de procriar. 1 As alterações sexuais associadas ao tratamento medicamentoso também podem favorecer a não adesão ao tratamento farmacológico. 1,2,5
A relação causal e a incidência de disfunções sexuais com um determinado medicamento são difíceis de determinar, pois certas doenças afetam também a função sexual. Existem poucos ensaios clínicos que tenham avaliado especificamente efeitos adversos de medicamentos na função sexual. A maioria dos dados procedem de relatos de casos, ensaios clínicos pós-comercialização e da farmacovigilância. 1 A literatura tem enfatizado os problemas sexuais masculinos, existindo menos dados sobre os problemas femininos ou de casal. 2,8
Os medicamentos podem alterar a função sexual por várias vias, tais como:
Os que afetam o desejo sexual, geralmente, atuam a nível central e podem causar este efeito por sedação ou por alteração hormonal.
Os fármacos que interferem no sistema autónomo podem ter efeitos negativos na função erétil, na ejaculação e no orgasmo.
Os que interferem com hormonas (por ex., moduladores seletivos dos recetores de estrogénios como o tamoxifeno) podem afetar a resposta vaginal.
Em relação aos neurotransmissores e hormonas implicados, a dopamina, a norepinefrina e a acetilcolina tendem a ter um efeito positivo na função sexual, enquanto a serotonina e a prolactina tendem a inibi-la. A testosterona é necessária para a excitação sexual normal em homens e mulheres. A sua deficiência em homens está associada à disfunção erétil ou impotência masculina. Níveis reduzidos de estrogénios reduzem o desejo e a excitação.1
A DS associada a medicamentos tende a ser subvalorizada, pois muitas pessoas e profissionais de saúde são relutantes em abordar esse tema. 1,5 As pessoas podem não estar cientes de que os seus problemas sexuais se desenvolveram como resultado do tratamento. 2
Fármacos implicados na disfunção sexual
São diversos os medicamentos que podem afetar as função sexual masculina e feminina, os principais são os seguintes:
Bloqueadores alfa (muito usados na hiperplasia benigna da próstata);
Análogos da hormona libertadora de gonadotropina;
Inibidores da protease;
Ciproterona;
Pseudoefedrina,
Dissulfiram;
Naproxeno;2
Ibuprofeno;16
Anti-histamínicos;
Opioides; 2,3
Digoxina. 4,5
Anti-hipertensores e disfunção sexual
A maioria dos estudos sobre disfunções sexuais associada a fármacos cardiovasculares são sobre anti-hipertensores. 8 A própria hipertensão pode ser também um fator de risco para DS. 1,2,4 O efeito dos bloqueadores beta-adrenérgicos na função sexual tem sido debatido. 5 Num estudo, 20% dos homens tomando bloqueadores beta apresentaram DS. 2 Contudo, uma revisão sistemática mostrou apenas um ligeiro aumento do risco. 9 Têm sido referidas alterações na função erétil. 5,8 A frequência de disfunção sexual parece ser baixa, especialmente com os fármacos menos lipofílicos e mais cardiosseletivos. 3,4
Os agonistas alfa adrenérgicos de ação central (clonidina, metildopa) podem causar disfunção erécil e reduzir o desejo e a excitação. 2,4,5 Os diuréticos também têm sido implicados em alterações na função sexual,2 mas a incidência de DS induzida por diuréticos tiazídicos é baixa. 4 O bloqueador do recetor de aldosterona, espironolactona, pode estar associado a DE e ginecomastia. 2
Os bloqueadores alfa, os inibidores da enzima da conversão da angiotensina (IECA), os antagonistas de recetores de angiotensina II e os bloqueadores dos canais de cálcio geralmente não causam DS. 1,4 Alguns trabalhos apontaram possíveis efeitos benéficos com alguns fármacos (IECA, nebivolol). 2,5,8 Porém, os dados sobre os efeitos neutros ou benéficos de fármacos na função erétil precisam de ser confirmados.
Medicamentos com ação no Sistema Nervoso Central
As doenças psiquiátricas subjacentes também podem contribuir para a disfunção sexual. 4 Até 70% das pessoas com depressão apresentam DS, que pode afetar qualquer fase da atividade sexual. 2 A DS é também um potencial efeito colateral dos antidepressores em homens e mulheres. 2,10,11 Evidências sólidas sugerem que este grupo afeta adversamente uma ou mais das fases da resposta sexual. 10 Os efeitos podem incluir alterações no desejo sexual, problemas de ereção ou problemas de orgasmo. A gravidade dos efeitos depende do indivíduo, e do tipo e dose do antidepressor específico. Para algumas pessoas, os efeitos colaterais sexuais podem diminuir, à medida que o organismo se ajusta à medicação. 11 Os dados sobre a prevalência de DS causada por antidepressores são muito variáveis (10% a 80%), devido à grande variação nas abordagens metodológicas dos estudos. 10
Os antidepressores com fortes propriedades serotoninérgicas parecem ter a maior taxa de efeitos colaterais sexuais. Tem sido observada DS especialmente em pessoas tratadas com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e com inibidores a recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN). 1,10 Podem causar DE, inibição do desejo sexual e diminuição da lubrificação vaginal. 2 Os ISRS podem levar a diminuição ou perda total da libido,10,18,19 orgasmo ou ejaculação retardados ou anorgasmia. 4 Os ISRS têm sido usados para tratar a ejaculação precoce. 3,4 A frequência dos efeitos colaterais sexuais pode variar entre os diferentes fármacos do grupo. Os sintomas parecem ser dependentes da dose e pode estar envolvido polimorfismo genético. Embora existam raros relatos de efeitos sexuais adversos que persistem após a descontinuação do uso de ISRS, não há evidência concludente de que os efeitos sejam persistentes. 12
Quase todos os antidepressores tricíclicos (amitriptilina, doxepina, imipramina e nortriptilina) podem ter um impacto negativo na libido. 2,5 Existem relatos de DE e problemas ejaculatórios. 3,4 Os inibidores da monoamina oxidase (fenelzina, isocarboxazida, tranilcipromina) também estão associados à DS. 2 Esta inclui desejo sexual reduzido, dificuldades de ereção, orgasmo retardado,10 e problemas de ejaculação. 4,10 A moclobemida, inibidor reversível, está associada a uma baixa prevalência de DS. 10 Embora tenha sido relatado que aumenta o desejo sexual, as doses utilizadas no estudo foram consideradas subterapêuticas. 2 A incidência de DS reportada por doentes em tratamento com selegilina foi baixa, similar ao placebo. 10,12
Alguns estudos sugerem que o bupropiom, a agomelatina, a mirtazapina e a moclobemida produzem menos DS, sendo os dados mais consistentes no caso do primeiro. 1,10,12 No acompanhamento da terapêutica com antidepressores é essencial abordar a DS. 10
A disfunção sexual é um efeito potencial dos antipsicóticos, 3,4,13 embora seja muito difícil determinar com precisão a prevalência real. Dados sólidos sugerem que muitos afetam adversamente uma ou mais fases da resposta sexual. 13 Muitas pessoas com esquizofrenia apresentam problemas sexuais, podendo ser difícil distinguir os efeitos da doença na função sexual dos efeitos da medicação. 2 A maioria dos antipsicóticos produz DS ao bloquear os recetores de dopamina. Isto provoca hiperprolactinemia e hipogonadismo em ambos os sexos, amenorreia secundária e perda da função ovárica em mulheres e níveis baixos de testosterona em homens. 1,2 Os homens que tomam antipsicóticos relatam DE, diminuição da qualidade do orgasmo com ejaculação retardada, inibida ou retrógrada e diminuição do interesse pelo sexo. As mulheres experimentam diminuição do desejo, dificuldade em atingir o orgasmo e alterações na sua qualidade, e anorgasmia. A dispareunia, secundária à deficiência de estrogénio, pode resultar em atrofia e secura vaginal. 2
Embora não sejam consistentes, alguns dados sugerem que os antipsicóticos de segunda geração (com exceções, como a risperidona ou a amissulprida) têm um perfil de efeitos colaterais sexuais mais favorável, comparativamente aos de primeira geração. Os antipsicóticos que aumentam a prolactina estarão, provavelmente, mais associados à DS, ainda que sejam necessários mais estudos. 13 Antes de iniciar o uso de fármacos antagonistas dos recetores da dopamina é útil determinar a prolactina basal; deste modo, uma elevação subsequente poderá ser atribuída ao fármaco. 2
A DS é também um potencial efeito colateral de alguns estabilizadores de humor e ansiolíticos, mas os estudos sobre os efeitos sexuais destes medicamentos são muito escassos e com limitações. Algumas evidências sugerem que os estabilizadores de humor, com algumas exceções, afetam negativamente o funcionamento sexual. Existe muito pouca investigação sobre eventuais efeitos colaterais sexuais induzidos pelo lítio. 14 Foram relatados alguns casos de diminuição do desejo sexual e DE. 4,14 Algumas benzodiazepinas têm sido associadas a diminuição da libido, orgasmo retardado e anorgasmia. 5 A evidência disponível sobre o efeito deste grupo na função sexual ainda é insuficiente para tirar conclusões definitivas. 14
Anticonvulsivantes e disfunção sexual
A disfunção sexual é comum em pessoas em tratamento com anticonvulsivantes, 1,14 mas é difícil distinguir se é resultado deste tratamento ou da própria patologia. 3,14 A DS tem sido mais relatada com os mais antigos (carbamazepina, fenitoína ou fenobarbital). 14 Há alguns relatos com valproato, pregabalina,3,14 gabapentina ou topiramato. 2,3,14 Muitos anticonvulsivantes são usados como estabilizadores do humor. 14
Contraceptivos hormonais
O efeito dos contracetivos hormonais combinados na sexualidade feminina é muito controverso, sendo necessários mais estudos. Alguns mostraram diminuição da libido, enquanto outros referem aumento. 1 Os contracetivos orais diminuem a testosterona livre circulante, o que poderia diminuir o desejo na mulher, embora os dados sejam limitados. O contexto social, o medo da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis são fatores que podem confundir os relatos relacionados com o impacto destes fármacos. 2 A suspensão injetável com acetato de medroxiprogesterona, usada como contracetivo, tem sido associada a atrofia vaginal, dispareunia e diminuição da libido. 1,2
Bloqueadores alfa
Os homens com hiperplasia prostática benigna (HPB) sintomática e sintomas no trato urinário inferior, geralmente, têm uma maior incidência de DS. 1,2,15 Embora a cirurgia e a terapêutica possam melhorar a sintomatologia, alguns tratamentos também causam ou exacerbam a DE e os problemas na ejaculação. 2 A DS deve ser cuidadosamente avaliada antes do tratamento. 15 Os bloqueadores alfa usados na HPB, como doxazosina, tansulosina, terazosina e alfuzosina, não mostraram causar alterações na função sexual superiores ao placebo,2,5,15 com exceção da silodosina, que parece ter a maior incidência de distúrbios ejaculatórios15 e, em menor grau, da tansulosina. 2,5 Os inibidores da 5α-redutase, como a finasterida ou a dutasterida, também podem causar DE, distúrbios ejaculatórios e redução do desejo sexual,1,15 aumentando o risco com a idade. 1 Recentemente, foram relatados efeitos colaterais sexuais persistentes após a descontinuação da finasterida, no entanto, são necessários mais estudos para esclarecer a sua incidência e significado. 14,15 O perfil de eventos adversos sexuais da dutasterida parece ser semelhante ao da finasterida. 15
Análogos da hormona libertadora de gonadotropina
Tanto a existência de cancro como o seu tratamento podem, em ocasiões, ter influência negativa no relacionamento sexual. Por exemplo, os análogos da hormona libertadora de gonadotropina de ação longa (goserrelina, leuprorrelina), usados no cancro de próstata e da mama, causam hipogonadismo, com consequente redução do desejo sexual, DE nos homens, atrofia vaginal e dispareunia nas mulheres, além de disfunção orgástica. 2 Medicamentos mais recentes (bicalutamida, enzalutamida), ao diminuir os níveis de testosterona, também reduzem a libido. 5
Ibuprofeno e disfunção sexual
O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) e analgésico dos mais usados no mundo há dezenas de anos. Preocupações foram levantadas sobre o aumento de distúrbios reprodutivos masculinos no mundo ocidental, e a interrupção da endocrinologia masculina foi sugerida para desempenhar um papel central. Vários estudos mostraram que a exposição leve a analgésicos durante a vida fetal está associada a efeitos antiandrogénicos e malformações congénitas, mas os efeitos no homem adulto permanecem amplamente desconhecidos.
Através de um ensaio clínico com homens jovens expostos ao ibuprofeno, 16 demonstrou-se que o analgésico resultou no quadro clínico denominado “hipogonadismo compensado”, condição prevalente em homens idosos e associada a distúrbios reprodutivos e físicos. Nos homens, os níveis plasmáticos da hormona luteinizante (LH) e ibuprofeno foram positivamente correlacionados, e a relação testosterona/LH diminuiu. Usando explantes de testículos adultos expostos ou não ao ibuprofeno, demonstramos que as capacidades endócrinas das células testiculares de Leydig e Sertoli, incluindo a produção de testosterona, foram suprimidas através da repressão transcricional. Este efeito também foi observado em uma linha celular esteroidogénica humana. Assim demonstrou-se que o ibuprofeno altera o sistema endócrino através da repressão seletiva da transcrição nos testículos humanos, induzindo assim o hipogonadismo compensado.
Outros medicamentos
Outros medicamentos têm sido relacionados com DS, incluindo: inibidores da protease, ciproterona, pseudoefedrina, dissulfiram, naproxeno,2 anti-histamínicos, opióides,2,3 e digoxina. 4,5 Os exemplos citados não constituem uma lista exaustiva.
Medidas de controlo da disfunção sexual (DS)
Para tratamento da DS podem ser consideradas intervenções não farmacológicas como a terapia psicológica. 2,10 A maioria dos episódios de DS induzidos por medicamentos são reversíveis,3 tendo sido tentadas várias estratégias para os reverter. 2 Em ocasiões, no início do tratamento, esperar para ver se ocorre uma melhora espontânea dos efeitos colaterais pode ser uma opção. Mudança de medicamento para outro com menor probabilidade de causar efeitos colaterais sexuais,1 redução da dose,1,6 interrupção do tratamento por um ou dois dias ou a adição de outros medicamentos podem ser, em certos casos, estratégias úteis para melhorar a DS. 1 Porém, entre as possíveis desvantagens de algumas destas práticas está a possibilidade de risco de recaída, abandono do tratamento ou o surgimento da síndrome de descontinuação. 1,7 A troca da medicação ou a adição de outro medicamento pode causar efeitos indesejados. 10
No caso dos anti-hipertensores há autores que recomendam a mudança para um medicamento alternativo. 10 Por ex., se desenvolver DE incomodativa após o início de um bloqueador beta. 9 Na DS por antidepressores, a opção de interromper o tratamento por um ou dois dias não é aplicável no caso da fluoxetina, devido à sua longa semivida,10 nem no tratamento com paroxetina e venlafaxina, por surgir frequentemente síndrome de descontinuação. 1 Para combater os efeitos colaterais sexuais também tem sido utilizado tratamento adjuvante com um segundo antidepressor (bupropiom) ou outro medicamento. 5-7 Em pessoas em tratamento com antipsicóticos deve-se estabelecer a causa de hiperprolactinemia e, seguidamente, considerar uma redução da dose ou a mudança para medicamentos com poucos efeitos nos níveis de prolactina. 2,13
Tratamento sintomático da disfunção eréctil
Não há evidência clinicamente significativa da utilidade de tratamentos específicos. 3,13 Se as estratégias anteriormente referidas não são eficazes ou viáveis, no caso de homens com disfunção eréctil, pode ser adicionado tratamento sintomático com um inibidor da fosfodiesterase tipo 5 (IFD-5) tais como:
Sildenafil,
Tadalafil ou
Vardenafil. 1,6,8
Contudo, este tratamento está contraindicado quando são usados nitratos e deve ser usado com precaução com os bloqueadores alfa. 1,8
Terapêutica nas mulheres
Pesquisas limitadas sugerem que os IFD-5 podem melhorar os problemas sexuais causados por antidepressores (ISRS) em algumas mulheres, mas são necessários mais dados sobre sua eficácia e segurança.6 O sildenafil mostrou-se promissor para reverter a lubrificação inadequada e o atraso do orgasmo. 2 Uma revisão sistemática sobre DS induzida por antidepressores em mulheres sugere que a abordagem mais promissora pode ser a adição de bupropiom em doses altas, mas são necessários mais estudos. 6
A terapêutica tópica com estrogénios é recomendada para o tratamento da síndroma genitourinária da menopausa,2,6 assim como na dispareunia associada à secura vaginal. A testosterona (uso off label) pode ser efetiva no tratamento a curto prazo da disfunção do desejo/excitação sexual em mulheres pós-menopáusicas, mas não está demonstrada a sua segurança e eficácia a longo prazo e está associada a efeitos secundários de hiperandrogenismo. Os dados são limitados e inconsistentes. 3,6
É importante compreender o papel dos medicamentos na DS e seu impacto negativo na adesão ao tratamento. 2 Antes do início de um medicamento com potenciais efeitos adversos a este nível, é conveniente informar e alertar as pessoas sobre os possíveis efeitos na vida sexual. 1
Referências bibliográficas
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