Candidíase corrimento vaginal e mau cheiro toda a verdade! A candidíase e o corrimento vaginal é mais frequente do que se julga. A candidíase vaginal ou infeção fúngica vaginal é um problema desagradável e incómodo, que mesmo não sendo grave, deve ser sempre tratado. Este artigo pretende ajudar todas as mulheres a reconhecerem atempadamente e tratarem melhor este problema de saúde frequente.
A candidíase vaginal é uma infeção causada por um fungo chamado Candida albicans. Este fungo está normalmente presente no nosso organismo, onde vive tranquilamente sem provocar quaisquer danos. Todavia, se o pH natural da vagina sofrer qualquer alteração, o que acontece com relativa facilidade, este fungo pode multiplicar-se e desenvolver-se uma candidíase vaginal.
Candida Albicans que parte da vagina afeta?
A Candida Albicans afeta as seguintes partes da vagina:
Vulva (parte exterior da vagina)
Vagina
Uma higiene íntima adequada contribui favoravelmente para a prevenção de candidíase vaginal. Mas há outras causas, que a dado momento podem causar desequilíbrio na flora vaginal e favorecer a multiplicação dos fungos.
Causas
Os seres humanos não são infetados com fungos, mas sim portadores de fungos. Mesmo quando nos encontramos de boa saúde e não apresentamos qualquer tipo de sintoma, os fungos (Candida albicans) residem, com frequência, na vagina. Normalmente, o sistema imunitário e a acidez vaginal (pH de 4) mantêm-nos sob controlo, pelo que passam totalmente despercebidos. É só quando o equilíbrio do pH da mucosa vaginal se altera que se verificam as condições favoráveis à multiplicação descontrolada dos fungos e a infeção instala-se.
Antibióticos
Uma das causas mais frequentes é a toma de antibióticos para combater, por exemplo, uma infeção bacteriana do trato respiratório ou do trato urinário. Nestes casos além de matar as “bactérias más” o antibiótico também mata demasiadas “bactérias boas” normalmente presentes na vagina, que são essenciais ao bom funcionamento do nosso sistema imunitário.
Candidíase vaginal notas relevantes
75% das mulheres contraem candidíase vaginal numa determinada altura da sua vida.
Qualquer mulher pode ser infetada.
O agente causal é um fungo.
O fungo mais comum é a Candida albicans.
A presença de fungos na vagina é normal.
O tratamento da doença é simples.
Os sintomas são claros: a maioria das mulheres sabe identificar os sintomas de uma reinfeção.
Sintomas
Os principais sinais da candidíase vaginal são os seguintes:
Comichão (claramente o principal sintoma);
Ardor;
Corrimento mais espesso de cor branca amarelada, grumoso mas sem cheiro.
Embora sejam bastante desconfortáveis, estes sintomas podem ser rápida e facilmente eliminados, tratando o local da infeção e acalmando a irritação. A maioria das mulheres procura ajuda médica para combater a comichão externa. Todavia, é importante que a infeção seja tratada tanto interna como externamente, de forma a impedir que estes sintomas se repitam.
Grupos de risco
Embora, teoricamente, qualquer mulher possa desenvolver candidíase vaginal, existem algumas mulheres mais suscetíveis à infeção, a saber:
Mulheres com diabetes têm um nível de glicose mais elevado no sangue e tecidos, o que constitui um ambiente preferencial para o desenvolvimento de fungos, em termos da sua alimentação e reprodução.
Mulheres com uma dieta desequilibrada criam um ambiente favorável à propagação de fungos, enfraquecendo o seu próprio sistema imunitário.
Mulheres com doenças infecciosas como a gripe, inflamações, constipações fortes ou outras infecções, o sistema imunitário do nosso organismo também fica enfraquecido, favorecendo o desenvolvimento dos fungos.
Mulheres que tomam medicamentos, podem apresentar alterações a nível do pH vaginal, e essas alterações são aproveitadas pelos fungos.
Mulheres que usam roupa demasiado justa, que não permita a respiração da pele, durante períodos prolongados, também causam alteração do pH vaginal que são aproveitadas pelos fungos para proliferarem.
Causas da candidíase (resumo):
Uso de roupa interior sintética ou justa;
Higiene íntima excessiva ou com produtos desadequados;
Uso de medicamentos, tais como antibióticos, corticosteróides, etc;
Defesas diminuídas causadas por doença, estado de fadiga excessiva ou alimentação deficiente (dietas ricas em hidratos de carbono);
Pós-menopausa;
Gravidez.
Mitos acerca da candidíase
Existem crenças enraizadas em muitas mulheres acerca das causas da candidíase. Algumas das mais frequentemente faladas que são falsas são as seguintes:
Utilizar casas de banho públicas,
Falta de higiene,
Múltiplos parceiros.
Tratamento da candidíase
Se sofre de uma infecção fúngica vaginal, podes resolver o problema muito facilmente com clotrimazol creme vaginal (Ex: Candiset®, Gino-canesten®), que poderá encontrar na Farmácia. Confirme que já tive os mesmos sintomas anteriormente, senão, consulte o seu médico assistente. O tratamento deve ser iniciado, o mais cedo possível, pois uma infecção fúngica vaginal desenvolve-se de forma relativamente rápida. O clotrimazol previne o desenvolvimento e a proliferação dos fungos e também os mata.
Independentemente do tratamento que escolher, é importante lembrar que os sintomas vão começar a melhorar apenas cerca de 3 dias após o início do mesmo.
O clotrimazol estás disponivel nas seguintes formas farmacêuticas:
Creme vaginal com aplicador,
Comprimidos vaginais de 1 dia de tratamento (500mg), com aplicador;
Comprimidos vaginais de 6 dias de tratamento (100mg), com aplicador.
Quer o creme vaginal quer os comprimidos vaginais devem ser inseridos na vagina com o aplicador especial que se encontra na embalagem, eliminando, assim, a infecção na sua fonte. Se quiseres aliviar os sintomas externos, como a comichão e o ardor, utiliza clotrimazol (Candiset® ou Gino-Canesten®) Creme.
INSTRUÇÕES DE APLICAÇÃO
Introduzir 1 comprimido vaginal o mais profundamente possível na vagina à noite, ao deitar. Recomenda-se que a aplicação seja feita estando deitada de costas e com as pernas ligeiramente fletidas.
Introdução do comprimido vaginal com aplicador
1. Puxar o êmbolo até prender. Colocar o comprimido vaginal no aplicador.
2. Introduzir cuidadosamente o aplicador com o comprimido o mais profundamente possível na vagina (de preferência deitada e com as pernas ligeiramente fletidas).
3. Empurrar o êmbolo cuidadosamente até prender, de modo a depositar o comprimido na vagina. Remover o êmbolo.
Introdução do comprimido vaginal sem aplicador
Após lavagem das mãos, introduzir o comprimido vaginal o mais profundamente possível na vagina, utilizando diretamente o dedo (de preferência deitada e com as pernas ligeiramente fletidas).
Prevenção da Candidiase
Como evitar reincidências de irritações e/ou infeções fúngicas vaginais? Descrevo as medidas mais importantes de prevenção, a saber:
Escolhe roupa que não seja justa ou apertada e que permita que a pele respire;
Opta por roupa interior de algodão para que absorva a transpiração e possa ser lavada a temperaturas superiores a 60ºC;
Depois de nadar no mar ou numa piscina, toma duche e seca-te cuidadosamente. Evita ficar com o fato de banho molhado durante muito tempo;
Depois de urinar, limpa-te cuidadosamente sempre de frente para trás;
Lava-te uma a duas vezes por dia, com movimentos da parte da frente para a parte de trás e nunca na direcção contrária;
Quando te lavares, é importante enxaguares-te abundantemente com água e secares-te suavemente com uma toalha limpa;
Utiliza produtos de higiene que não sejam agressivos e que sejam formulados especialmente para a zona íntima;
Não partilhes as tuas toalhas e troca-as regularmente.
Quem pode desenvolver uma Candidíase
A candidíase é muito mais frequente do que se possa imaginar pois 75% das mulheres contraem uma candidíase vaginal em determinada altura da sua vida, especialmente se:
Tiverem menos de 20 anos de idade
Estiverem grávidas.
A infecção manifesta-se normalmente no período próximo da menstruação. Qualquer mulher, independentemente da idade, dos antecedentes familiares, do percurso profissional ou de qualquer outra circunstância, pode desenvolver uma infecção deste tipo. É muito importante salientar que a candidíase vaginal não deve ser entendida como um sinal de falta de higiene ou de higiene incorrecta.
Gravidez o que acontece?
Durante a gravidez o aumento de produção hormonal favorece a reprodução de fungos na vagina e pode dar origem a uma Candidíase Vaginal. Caso tenha desenvolvido uma candidíase vaginal durante a gravidez deve consultar o seu médico assistente, para ter a certeza de que a infecção está a ser tratada de forma adequada.
Tratamento do parceiro
As candidíases vaginais não são doenças venéreas, uma vez que não se transmitem normalmente por via sexual. É possível, contudo, sofrer uma reinfecção por contacto com o parceiro não tratado. Os homens não são imunes à infecção. Tal como as mulheres, podem desenvolver uma infecção fúngica, que nesse caso, se designa Balanite. A maioria dos homens afectados é meramente portadora, não apresentando sintomas da doença.
No entanto, se tens Candidíase Vaginal e para ajudar a impedir a reinfecção, certifica-te que o teu parceiro também recebe tratamento simultaneamente com clotrimazol Creme.
Balanite quais os sintomas?
A balanite é uma inflamação da glande e prepúcio do homem. Os principais sintomas são os seguintes:
Aparecimento de uma zona ponteada branco acinzentada;
Comichão;
Ardor;
Pequenas feridas no órgão genital masculino;
Erosão.
Factores de risco:
Prepúcio apertado;
Roupa interior inadequada.
Infecção fúngica vaginal ou infecção urinária?
Infecção urinária significa que bactérias estão presentes no aparelho urinário, sendo a Cistite a mais comum na mulher. É causada por bactérias da vagina ou ânus, que contaminam a bexiga.
Sintomas de infecção fungica vaginal:
Corrimento;
Comichão;
Ardor ao urinar.
Sintomas de infecção urinária:
Dor no baixo ventre;
Urgência e necessidade frequente de urinar.
Candidíase ou Vaginose Bacteriana (VB)?
Candidíase e a Vaginose Bacteriana são muito comuns, sendo dois tipos de infecção diferentes que necessitam, por isso, de tratamento diferenciado. Nem sempre é fácil identificar o tipo de infecção.
A Candidíase é causada pelo aumento dum fungo (Candida albicans), causando, normalmente, sintomas como prurido ou comichão, dor na zona à volta da vagina ou corrimento branco.
A Vaginose Bacteriana é causada pelo crescimento excessivo de bactérias que existem normalmente na vagina. Os sintomas da vaginose bacteriana incluem geralmente um odor desagradável ou a peixe e corrimento aquoso de cor branco-acinzentado.
Para ajudar a diagnosticar melhor existe já um teste chamado Gyno-Canestest para fazer o seu autodiagnostico antes de se tratar para que saiba que está a escolher o tratamento adequado para a sua infeção.
Como identificar outras Infecções Vaginais?
Algumas mulheres apresentam infecções mistas.
Vulvovaginite fúngica por Candida
Sintomas:
Prurido e/ou irritação;
Ás vezes existe aumento do corrimento.
Corrimento:
Escasso a moderado;
Branco ou amarelado, conglomerado;
Placas aderentes.
Inflamação vulvovaginal:
Eritema vaginal;
Dermatite vulvar frequente.
Vaginite bacteriana por Gardnerella vaginalis
Sintomas:
Cheiro fétido vulvovaginal;
Aumento ligeiro do corrimento.
Corrimento:
Escasso a moderado;
Geralmente branco homogéneo;
Viscosidade baixa;
Mucosa vaginal com revestimento liso.
Inflamação vulvovaginal:
Não existe inflamação vulvovaginal.
Factores de risco
O acontecimento que leva à mudança para o predomínio anaeróbio que caracteriza a vaginose é desconhecido, mas a actividade sexual pode ser o factor, pelo menos nalgumas mulheres.
Acontece nas mulheres com novos e vários parceiros sexuais e entre homossexuais.
O preservativo protege contra a vaginose.
Tratamento
Como o factor causal é desconhecido, o tratamento tenta reduzir o peso destes anaeróbios e melhorar os sintomas de secreção vaginal aumentada e com cheiro.
O tratamento habitual é com metronidazol oral ou vaginal ou a clindamicina.
Ambos, são recomendados no tratamento da vaginose bacteriana na gravidez, por via oral.
Vaginite por Trichomonas vagínalis
Sintomas:
Corrimento purulento, frequente e abundante;
Ás vezes prurido vulvar.
Corrimento:
Abundante;
Castanho-amarelado;
Homogéneo;
Inflamação vulvovaginal:
Eritema vulvovaginal.
Quando consultar o médico assistente?
Apesar da auto-medicação ser fácil nos casos de candidíase vaginal, em algumas circunstâncias é aconselhável consultar o médico assistente, principalmente nas seguintes:
Candidíase vaginal pela primeira vez.
Menos de 12 anos de idade.
Não sentir qualquer melhoria ao terceiro dia de tratamento ou caso os sintomas não tenham desaparecido no período de 7 dias.
Caso os sintomas voltem a manifestar-se no espaço de 2 meses.
Em caso de gravidez.
Presença de sintomas atípicos, nomeadamente um odor característico a peixe, febre ou dor intensa na zona do baixo abdómen.
Concluindo
As infecções vaginais mais comuns são fungicas e se tratadas atempadamente não provocam problemas de saúde graves. No entanto se forem recorrentes e não devidamente tratadas o sistema imunitário vai ficar fragilizado e pode abrir caminho ao aparecimento de outras infecções secundárias nomeadamente bacterianas que podem ser graves! Não se descuide, trate logo aos primeiros sintomas e aprenda a reconhecer os sinais para se proteger!
O trabalho noturno tem sido associado a uma série de efeitos adversos na saúde, com impacto direto no sono, na saúde mental e física, e na qualidade de vida em geral. Esse tipo de regime interfere no ritmo circadiano, que é o relógio biológico natural do nosso organismo, responsável por regular o sono, o apetite, a temperatura corporal e a libertação de hormonas. Quando há uma interrupção ou desalinhamento desse ritmo, o corpo pode sofrer consequências a curto e longo prazo. Neste artigo detalho como cada uma destas áreas é afetada com base em pesquisas disponíveis.
Sono e trabalho noturno
Impacto: Trabalhar de noite interfere com o ritmo circadiano, causando um sono menos profundo e menos reparador, muitas vezes resultando em um sono insuficiente ou de má qualidade durante o dia.
Consequências: A privação de sono associada ao trabalho noturno pode levar à insónia crónica e a um aumento do risco de sonolência durante o dia.
Impacto: O trabalho noturno causa privação de sono e a disrupção do ritmo circadiano prejudicam a memória e o tempo de reação.
Consequências: Dificuldades em reter informações e em tomar decisões rápidas são comuns entre trabalhadores noturnos.
Sociabilidade e saúde Mental
Impacto: Os trabalhadores noturnos tendem a estar desfasados dos horários dos seus amigos e familiares, diminuindo o convívio social.
Consequências: Esse isolamento social e emocional, pode levar a níveis mais elevados de ansiedade e depressão.
Stress e níveis hormonais
Impacto: Alterações nos horários de sono e trabalho noturno aumentam os níveis de cortisol, a hormona do stress.
Consequências: O aumento crónico do stress está associado ao esgotamento e ao risco de doenças relacionadas como a depressão e ataques de ansiedade.
Músculos e sistema musculoesquelético
Impacto: A falta de descanso adequado prejudica a recuperação muscular.
Consequências: Os trabalhadores noturnos têm um risco mais elevado de dores e fadiga muscular.
Coração e sistema cardiovascular
Impacto: Há uma maior incidência de hipertensão, arritmias e doenças coronárias.
Consequências: O trabalho noturno aumenta o risco de doenças cardiovasculares em cerca de 40%.
Tensão arterial e níveis de glicémia
Impacto: O stress e a falta de sono podem levar a picos de tensão arterial e resistência à insulina.
Consequências: Este efeito pode aumentar o risco de diabetes tipo 2 e hipertensão.
Inflamação e sistema imunitário
Impacto: Trabalhadores noturnos apresentam níveis mais altos de marcadores de inflamação e resposta imunitária comprometida.
Consequências: A imunidade mais fraca contribui para um risco elevado de infeções e doenças crónicas.
Risco aumentado de cancro
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o trabalho em turnos como “provavelmente cancerígeno”, especialmente devido ao impacto da exposição à luz artificial à noite, que reduz a produção de melatonina, hormona do sono, com atividade anti-inflamatória essencial nas mitocôndrias e que se julga ter uma importante ação anticancerígena.
Sexualidade e relações pessoais
Impacto: O stress e o cansaço podem diminuir a libido e afetar a intimidade do casal com o surgimento da disfunção eréctil nos homens e nas mulheres a falta de interesse sexual.
Consequências: Relacionamentos interpessoais tendem a ser prejudicados, com uma maior dificuldade em manter relações próximas.
Alimentação
Impacto: Horários irregulares aumentam o risco de hábitos alimentares pouco saudáveis, como a ingestão de refeições rápidas e altamente calóricas.
Consequências: Esses comportamentos elevam o risco de obesidade, distúrbios metabólicos e diabetes tipo 2.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Mitigar os efeitos do trabalho noturno
Se o trabalho em turnos for inevitável, algumas estratégias podem ajudar:
Manter uma rotina consistente nos dias de trabalho e folga.
Criar um ambiente propício ao sono (escuro, silencioso e fresco).
Adotar uma alimentação equilibrada, evitando refeições pesadas antes de dormir.
Praticar exercícios físicos regulares, mas não perto da hora de dormir.
Limitar a exposição à luz azul antes de dormir, mesmo durante o dia.
Alimentação
Para quem trabalha à noite, é fundamental uma alimentação que auxilie na energia, no foco, e que ajude a regular o ciclo de sono. O corpo não está naturalmente programado para funcionar à noite, por isso, os hábitos alimentares devem ser ajustados para minimizar o impacto na saúde. De seguida descrevo algumas dicas e exemplos de alimentos, bebidas, vitaminas, minerais e suplementos que podem ajudar.
Planeamento das refeições
Refeição antes do turno: Cerca de uma hora antes de começar a trabalhar, opte por uma refeição equilibrada, rica em proteínas e carboidratos complexos para fornecer energia de longa duração.
Lanche durante o turno: É importante comer a cada 4 horas para manter a energia estável, principalmente se o seu trabalho for pesado fisicamente ou intelectualmente desafiante. Snacks leves e saudáveis (sem Açúcar) evitam o cansaço extremo e ajudam na concentração. No entanto para algumas pessoas habituadas ao jejum esta pode ser uma estratégia com efeitos surpreendentes, desde que devidamente hidratados e até suplementados com vitaminas, minerais e probióticos. Conheço bem esta estratégia contra-intuitiva e para mim era a melhor.
Refeição após o turno: Esta deve ser uma refeição leve, para não dificultar o sono ou seja sem açúcar, com alguma proteína, hidratos de carbono complexos e um pouco de gordura saudável.
Snacks saudáveis: Frutas (como maçã, banana, laranja), cenoura, frutos secos (amêndoas, nozes), iogurte natural, barras de cereais integrais sem adição de açúcar.
Proteínas fáceis de digerir: Queijo fresco, ovo cozido, hummus com palitos de legumes.
Após o turno:
Alimentos leves e calmantes: Sopa de legumes, uma torrada integral com queijo fresco, iogurte com frutos vermelhos, ou um batido de frutas sem exagerar na quantidade de fruta por causa da frutose (açúcar da fruta) que deixa dano no nosso organismo, quando em excesso.
Bebidas
Água: Hidrate-se bem ao longo do turno, evitando desidratação que contribui para o cansaço.
Chás de ervas: Camomila, erva-cidreira ou valeriana podem ajudar a relaxar e preparar o corpo para o sono após o trabalho.
Cafeína moderada: Caso precise de cafeína, tome-a no início do turno e evite-a nas horas finais para não interferir no sono. Opte por café, chá verde, ou mate.
Vitaminas e minerais importantes
Vitamina B12 e complexo B: Essenciais para o metabolismo energético e para o sistema nervoso. Fontes: carne magra, ovos, produtos lácteos, cereais enriquecidos.
Vitamina D: Para quem trabalha à noite e não se expõe ao sol, é importante manter os níveis de vitamina D. Fontes: peixe gordo (como salmão, sardinha), ovo, e suplementos, se necessário.
Magnésio: Ajuda a regular o sono e combate o stress. Fontes: sementes de abóbora, espinafres, nozes, feijão, banana.
Potássio e sódio: Para manter o equilíbrio de eletrólitos, o que é essencial para evitar cãibras e fadiga. Fontes: banana, batata-doce, água de coco.
Suplementos
Melatonina: Pode ajudar a ajustar o ciclo de sono, especialmente se tomada após o turno, antes de dormir. Consulte um profissional de saúde antes de iniciar.
Ómega-3: Auxilia na função cognitiva e na gestão do stress. Pode ser encontrado em peixes gordos ou como suplemento.
Multivitamínico: Pode ajudar a cobrir possíveis deficiências, especialmente para quem tem um horário irregular.
A chave é a consistência. Estes hábitos alimentares e a suplementação certa ajudarão o organismo a manter-se ativo durante o turno e a descansar adequadamente depois.
Gestão do stress
Apesar de todas as estratégias, não há milagres se não existir uma boa gestão do stress diário quer seja profissional ou familiar. O impacto de uma ansiedade instalada, crónica e desregulada é brutal para a nossa saúde. Saber estabelecer prioridades, profissionais e pessoais, aceitá-las e ficar de bem com a nossa consciência é o cerne para estabelecer o caminho para uma vida mais tranquila, mesmo com turnos noturnos.
No meu caso foi absolutamente fundamental aceitar tudo o que não posso mudar, não me deixando “ruminar” pelo passado, olhar para o futuro, decidir o que só depende de mim, afastar-me de pessoas tóxicas e tratar da minha saúde para conseguir cuidar dos que me são mais próximos do coração. A consistência desta estratégia mental acaba por nos fazer aproximar das pessoas certas.
Concluindo
Trabalhar em turnos noturnos está ligado a uma série de efeitos adversos à saúde devido à desregulação dos ritmos circadianos, os quais regulam ciclos vitais, como sono, metabolismo e temperatura corporal. Pesquisas indicam que pessoas em turnos noturnos têm maior risco de desenvolver doenças como diabetes tipo 2, obesidade, problemas cardíacos e alguns tipos de cancro, incluindo o colorretal. A disrupção do ciclo circadiano pode também afetar a saúde mental, com maior prevalência de insónia, ansiedade e depressão entre esses trabalhadores
Para mitigar esses efeitos, recomenda-se limitar a alimentação para o horário diurno, o que ajuda a manter o controle da glicose e reduzir o risco de diabetes. Adotar estratégias para melhorar a qualidade do sono, como usar cortinas blackout, evitar luzes artificiais e adaptar o ambiente ao repouso durante o dia, também é essencial. Além disso, algumas pesquisas sugerem que a exposição a luzes escuras ou filtros de luz azul no final do turno noturno pode ajudar a alinhar melhor o relógio biológico
Pesquisa e Evidência
Para consultar estudos específicos, poderá verificar alguns dos repositórios de artigos científicos, como PubMed, ScienceDirect e Google Scholar, onde encontrará estudos revistos por pares sobre os efeitos do trabalho noturno na saúde. Recomendo procurar artigos com termos como “night shift work health effects” ou “impacto do trabalho noturno na saúde”.
Minhas queridas e queridos com emoção vos recebi na Feira do Livro do Porto, no passado dia 29 de agosto, onde decorreu uma sessão de autógrafos do meu livro “As cinco grandes mentiras sobre saúde”.
Franklim Moura Fernandes – As cinco grandes mentiras sobre saúde
Sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto 2025
A sessão teve lugar no stand 116 da editora Cordel D’Prata.
Estive presente na Feira por volta das 19 horas para beijos, abraços e conversa, preparando o início da sessão às 20 horas, que teve a duração de 45 minutos.
A vossa presença foi uma honra para mim e uma oportunidade admirável de conhecer pessoalmente os meus leitores, quer do livro quer do Blog, juntando também amigos e família.
Muito grato pelo vosso incrível apoio.
Franklim Moura Fernandes – Feira do livro Porto 29 de agosto de 2025
Franklim Moura Fernandes – Autor do livro “As cinco grandes mentiras sobre saúde”
Queda de cabelo excessiva e calvície tudo o que não sabe! Conhecida como calvície (ou calvície), recebe em medicina o nome de alopecia androgénica. Alopecia significa queda de cabelo, e androgénica refere-se à influência das hormonas masculinos no processo. Muitas pessoas acham que a calvície é um problema exclusivo dos homens, mas, na verdade, a perda definitiva de cabelos afeta mulheres na mesma proporção. A diferença é que, como no sexo feminino a calvície costuma ser menos intensa e, portanto, mais discreta, ela é mais facilmente camuflável.
Os pelos e os cabelos são estruturas cilíndricas compostas por proteínas, principalmente queratina, que crescem através da pele pelos folículos pilosos situados nas regiões mais profundas da derme. Todo o corpo, exceto as palmas das mãos e plantas dos pés, possuem folículos pilosos e pelos. Em alguns locais, por serem muito claros e finos, os pelos podem passar despercebidos, mas estão lá.
Os pelos apresentam características e velocidade de crescimento diferentes em cada local do corpo, o que é facilmente perceptível quando comparamos cílios, cabelos, pelos púbicos e a barba, por exemplo. O couro cabeludo possui, em média, 100.000 fios de cabelo, com um crescimento médio de 1 a 2 cm por mês.
Todos os dias, perdemos entre 50 e 80 cabelos. A sua vida dura, em média, entre 2 e 7 anos. O cabelo nasce no folículo piloso, cresce por entre ciclos sucessivos, até cair.
Fases do ciclo de vida do cabelo
O ciclo de vida do cabelo é constituído pelas seguintes fases:
Anagénica,
Catagénica,
Telogénica.
Cabelo como nasce e cresce?
O cabelo nasce no folículo piloso. Cada folículo piloso tem vida própria, ou seja, cada cabelo cresce independentemente do crescimento dos outros. Se os folículos estivessem sincronizados, todos os cabelos cresceriam ao mesmo tempo. Nesse caso, haveria um período em que o homem ficaria totalmente calvo antes de recuperar uma farta cabeleira.
Fase anagénica
O período durante o qual o cabelo cresce tem o nome de fase anagénica e dura cerca de 1 a 3 ou 4 anos. Durante esta fase, o bulbo piloso situado na extremidade inferior do folículo regenera-se para voltar a produzir a fibra capilar. O cabelo cresce cerca de 1 cm por mês.
Fase catagénica
A segunda fase, catagénica, também chamada fase de involução, dura 2 a 3 semanas. É a conclusão da produção da fibra. O folículo retrai-se à superfície do couro cabeludo. Essas semanas vão permitir ao cabelo preparar-se para a fase de repouso.
Fase telogénica
A terceira e última fase do ciclo de vida do cabelo é a fase telogénica e corresponde ao período de repouso. O cabelo não cresce mais, mas permanece agarrado ao folículo durante cerca de 3 meses. No final desses 3 meses, o cabelo cai durante a lavagem ou escovagem. Pode dar-se início a uma nova fase anagénica.
Crescimento do cabelo
O cabelo não cresce de modo contínuo, mas através de ciclos sucessivos. 90% dos cabelos encontram-se constantemente em fase de crescimento, enquanto que 10% estão em fase de queda. Todos os dias, caem naturalmente cerca de 50 a 80 cabelos, com 2 a 7 anos de vida. Estes cabelos são substituídos. Cada folículo piloso reproduz um total de 25 a 30 ciclos ao longo da sua vida. No entanto, pode ocorrer por vezes um descontrolo. Sob a influência das hormonas masculinas, estes ciclos podem ficar perturbados.
Calvície ou alopecia quais as causas?
A calvície ou alopecia androgénica é causada pelas seguintes alterações:
Encurtamento da fase de crescimento (anágena),
Afinamento progressivo do fio de cabelo,
Redução do tamanho dos folículos.
Estas alterações fazem com que a raiz fique cada vez mais próxima da superfície da pele.
Testosterona e dihidrotestosterona
Essa miniaturização do folículo é um processo hereditário e mediado por hormonas masculinas. Para ser mais exato, o problema ocorre naqueles pacientes que produzem excessivamente uma enzima chamada 5 alfa-redutase, que transforma a hormona masculina testosterona no seu derivado dihidrotestosterona. Fatores genéticos determinam essa produção excessiva.
A dihidrotestosterona liga-se a recetores existente em alguns folículos pilosos provocando a redução do seu tamanho. Portanto, a calvície ocorre naqueles indivíduos com altos níveis de dihidrotestosterona e numerosos folículos com recetores para esta hormona. As diferentes distribuições dos recetores de dihidrotestosterona entre indivíduos explica porque temos diferentes tipos de calvície.
Homem e padrões de queda de cabelo
A figura abaixo ilustra os padrões mais comuns de queda de cabelo no sexo masculino.
Mulher e padrões de queda de cabelo
A figura abaixo ilustra os padrões mais comuns de queda de cabelo no sexo feminino.
Micro irritação
Uma descoberta trouxe à luz do dia um fenómeno responsável pela reação em cadeia da queda de cabelo: a Micro irritação. A Micro irritação é induzida pelo stress repetido que desencadeia a produção excessiva de radicais livres.
Outono e mais queda de cabelo
Devido à influência da exposição sazonal ao Sol sobre as hormonas esteroides, todos os mamíferos, incluindo o ser humano, têm tendência a perder mais pelos ou cabelos no Outono. A testosterona, a hormona masculina que acelera o crescimento piloso nos homens, também contribui para uma queda de cabelo diária mais marcada.
Causas da queda de cabelo
A queda de cabelo, em particular no homem, tem frequentemente uma origem genética. Trata-se, neste caso, de uma alopecia androgenética ou calvície associada à sensibilidade particular dos folículos pilosos aos androgénios.
As principais causas da queda de cabelo são as seguintes:
Micro-irritação responsável pela aceleração da queda de cabelo no homem e na mulher (descoberta recente).
Sob a influência de stress repetido, surge uma Micro-irritação mesmo por baixo da superfície do couro cabeludo. Imperceptível e indolor, esta Micro-irritação acaba por desencadear uma reação em cadeia que se propaga em cascata até ao bulbo. Em resposta, os tecidos contraem-se. O bulbo fica menos irrigado e menos nutrido, tendo como consequência o cabelo torna-se mais fino e acabando por cair.
Fadiga poluição sol e stress
O stress interno e o stress externo afetam diretamente o couro cabeludo. O stress interno pode ser induzido por:
O couro cabeludo regista os vários tipos de stress e transforma-os numa produção excessiva de radicais livres. Em resposta aos estímulos exercidos pela ameaça dos radicais livres, dá-se a produção de agentes químicos pró inflamatórios que provocam um fenómeno imperceptível na superfície do couro cabeludo: a micro-irritação. Os ingredientes ativos permitem reabsorver a micro-irritação na sua origem e prevenir a sua repercussão até ao bulbo.
Gravidez e queda de cabelo
Qual o papel das hormonas nesta questão?
A testosterona, a hormona masculina que acelera o crescimento piloso nos homens, também contribui para uma queda de cabelo diária mais marcada. As variações hormonais estão na origem da perda significativa de cabelo de que as jovens mães padecem frequentemente. De facto, os cabelos que deviam ter caído durante os nove meses anteriores são retidos pelas hormonas da gravidez.
Assim que os níveis de estrogénio regressam ao normal após o parto, estes cabelos perdem a sua ligação hormonal e caem. No entanto, este processo é temporário e, geralmente, normaliza-se ao fim de alguns meses. Por outro lado, um choque físico ou emocional (morte, divórcio, operação cirúrgica significativa) pode provocar uma queda súbita de cabelo três a quatro meses após o evento em questão. Também neste caso, as hormonas são as responsáveis mas, à medida que o organismo e a moral se restabelecem, os cabelos retomam o seu ciclo habitual.
Queda de cabelo súbita e intensa
Mesmo que perca uma quantidade de cabelos que lhe pareça significativa, se continuar a ter um crescimento normal e se a densidade do seu cabelo permanecer estável, não há motivo para preocupações. Por outro lado, se o seu cabelo perder volume visivelmente ou se constatar que determinadas zonas ficam desguarnecidas, consulte o seu farmacêutico. Se a queda for súbita ou grave, não hesite em consultar um dermatologista. Este especialista poderá descobrir problemas ou patologias subjacentes (carência de ferro, distúrbios da tiróide ou hormonais, efeitos secundários de certos medicamentos…) que podem contribuir para a queda de cabelo.
QUEDA DE CABELO NO HOMEM
HEREDITARIEDADE E STRESS, OS PRINCIPAIS FACTORES
Face a uma queda significativa de cabelo ou alopecia, aconselha-se agir rapidamente. Muitas vezes de origem hereditária, a alopecia masculina pode ser interrompida através de cuidados específicos antiqueda de cabelo. Recomenda-se igualmente a prevenção contra o stress e a prática de uma alimentação equilibrada.
Sintomas
Perdemos cerca de 50 a 80 cabelos por dia. Tal como as células da pele, o cabelo renova-se naturalmente. Novos nascimentos substituem, em princípio, os cabelos que caem diariamente. Na verdade, cada cabelo dura entre 2 e 7 anos e cada folículo piloso que origina o cabelo reproduz entre 25 a 30 ciclos. Contudo, sob a influência de determinados fatores, a queda de cabelo acelera. Na ausência de crescimento, começam a surgir zonas escassas em cabelo.
Causas da queda de cabelo no homem
No homem, a queda de cabelo é, sobretudo, de origem genética. Na verdade, a alopecia androgenética hereditária afeta cerca de 70% dos homens. Normalmente, referem-se à alopecia como calvície. Esta deve-se à influência das hormonas masculinas, os androgénios. A calvície pode surgir muito cedo, desde os 18 anos.
Progressivamente, o crescimento do cabelo fica mais lento e passa a um ano em vez dos três ou quatro. O folículo piloso implanta-se cada vez menos na derme e atrofia. Consequência: o cabelo fica mais fino. O couro cabeludo fica desprovido de cabelo, primeiro ao nível das têmporas, da testa e do topo do crânio.
Outras causas
Toma de medicamentos, como os anticoagulantes ou tratamentos contra o cancro
Choque psicológico
Stresse
Carências alimentares
Mudanças de estação
Tratamentos anti-queda
É mais fácil atrasar a queda de cabelo do que estimular o seu crescimento. Existem vários tratamentos, sob a forma de champôs específicos, de loções ou de séruns. O dermatologista poderá ainda prescrever tratamentos medicamentosos. Por fim, as técnicas cirúrgicas de enxerto constituem mais uma solução para a queda de cabelo.
Recomenda-se :
Cuidado diário do seu cabelo, privilegiando os champôs suaves e evitando o uso abusivo de produtos agressivos;
Descansar e evitar o stress;
Ter uma alimentação saudável e equilibrada
Prevenir a queda de cabelo
5 regras para ter um cabelo mais bonito
Para manter um cabelo bonito e saudável adopte uma rotina de cuidados diária. O seu cabelo e couro cabeludo exigem cuidados suaves!
A temperatura certa
Cuidados capilares muito suaves!
Deixe o seu cabelo respirar!
Massaje o couro cabeludo
Evite o stress!
Alimentação e exercício físico
Temperatura certa
Sempre que lavar o seu cabelo, garanta que a água está a uma temperatura adequada. Deve estar morna de forma a não agredir o couro cabeludo. Deve igualmente enxaguar abundantemente de forma a que não existam vestígios do seu champô ou de outros produtos capilares aplicados.
Cuidados capilares muito suaves
O calor excessivo ou a lavagem com um champô não adequado podem danificar o seu cabelo ou torná-lo mais frágil. Use uma champô suave que não agrida o seu couro cabeludo. E, mantenha o seu secador a uma temperatura baixa!
Na lavagem deve usar um champô adequado ao seu tipo de cabelo, aplicá-lo com uma massagem suave, deixá-lo atuar durante 2 a 3 minutos, enxaguar bem, e em seguida usar um condicionador, ou tónico capilar, se adequado.
Pentear ou escovar o cabelo é quase tão importante como lavá-lo, pois ajuda a eliminar a sujidade, a caspa, os cabelos caídos e as células mortas que se vão acumulando, e que podem obstruir a passagem de nutrientes. Evite fazê-lo com o cabelo molhado, e evite o secador sempre que possível.
Deixe o seu cabelo respirar
O seu cabelo precisa de respirar. Não o mantenha amarrado durante horas sem fim. Alterne o seu cabelo entre solto e apanhado. Não use bandoletes, toucas ou chapéus durante um longo período de tempo.
Massaje o couro cabeludo
A massagem não é somente para o corpo. Pode ser igualmente benéfica para o cabelo. Durante a lavagem, massaje o couro cabeludo durante 2 a 3 minutos, sem o agredir. Assim estimulará a circulação sanguínea e relaxar o seu couro cabeludo.
Evite o stress
Cuidar do seu cabelo significa também cuidar de si! Uma dieta equilibrada, exercício físico e um sono descansado são essenciais para um cabelo saudável. Experimente o yoga para eliminar o stress da sua vida!
Alimentação e exercício
Para preservar o nosso cabelo devemos ter alguns cuidados na alimentação e no nosso estilo de vida, e adotar alguns cuidados capilares básicos.
A alimentação e o exercício físico são fatores que podem influenciar a saúde dos cabelos, pois interferem com a circulação sanguínea, que transporta os nutrientes para a raiz do cabelo. Quando o organismo está carente de nutrientes, também o cabelo e o couro cabeludo se ressentem.
Uma dieta equilibrada e atividade física frequente refletem-se num cabelo saudável, adiando ou diminuindo o ritmo da queda do cabelo.
Algumas vitaminas são particularmente benéficas para os cabelos, assim como vários minerais, a saber:
Vitamina A,
B1 (tiamina),
B2 (riboflavina),
B3 (niacina),
B6 (piridoxina),
B9 (ácido fólico)
B12 (cianocobalamina),
Vitamina C,
Vitamina E,
Cálcio,
Ferro,
Fósforo,
Magnésio,
Iodo,
Zinco.
Sendo os cabelos compostos por 60% a 90% de proteínas, estas são muito importantes na dieta, sobretudo carnes magras, peixe, leite, e ovos. No entanto devemos ter sempre em consideração que o excesso de proteína na alimentação pode trazer consequências graves para a nossa saúde (Ex: doença renal), pelo que, como é óbvio, deve moderar o consumo.
Consultar o dermatologista
Todos os dias há pacientes com queda de cabelo.
Trata-se muitas vezes do aumento de uma queda fisiológica que afeta, sobretudo, as mulheres, durante o Outono ou a Primavera, altura em que o número de consultas aumenta. Também pode tratar-se de uma calvície real instalada, muitas vezes mal cuidada pelos homens mais jovens. A queda de cabelo é sempre um fenómeno de angústia para os pacientes.
Dermatologista e tratamentos antiqueda
Quando consulta um dermatologista os tratamentos seguem determinadas fases. Primeiro, faz uma análise ao sangue para aferir os seguintes parâmetros:
Depois, explica o mecanismo da queda de cabelo. É importante para diminuir a ansiedade. Prescreve preferencialmente suplementos alimentares (aminoácidos sulfurados: taurina, cistina) que permitem encurtar o período de queda. As loções antiqueda podem ser eficazes desde que sejam produtos com eficácia comprovada.
Tratamento da calvície incipiente
O tratamento da calvície masculina é baseado no uso dos seguintes medicamentos e substâncias:
Minoxidil em solução tópica (aprovado para homens e mulheres).
Finasterida por via oral (aprovado apenas para homens).
Stemoxydine (Neogenic®)
Minoxidil a 2% e 5%
A solução de minoxidil para aplicação direta no couro cabeludo melhora a queda de cabelo por aumentar o tempo da fase anagénica e estimular o crescimento dos folículos miniaturizados. Os resultados demoram pelo menos 4 meses, sendo mais pronunciados no ápice do couro cabeludo e menores na região frontal. O tratamento é para a vida inteira. Com a interrupção, a perda de cabelo retorna.
Finasterida a 1mg
A Finasterida é um medicamento originalmente usado na hipertrofia prostática, mas que, com o tempo, demonstrou como efeito colateral uma redução na queda de cabelo dos pacientes.
A finasterida é um bloqueador da enzima 5 alfa-redutase, o que, como explicado anteriormente, impede a transformação da testosterona em dihidrotestosterona (DHT), responsável pelos efeitos negativos nos folículos pilosos.
Em geral, preconiza-se o uso de comprimidos de 1 mg por dia, por pelo menos, 1 ano. Com o uso da Finasterida ocorre aumento do número de fios de cabelo, que também se tornam mais grossos e fortes. Se a droga for suspensa, porém, dentro de 6 a 9 meses o paciente perde todo o cabelo novo que havia crescido.
Finasterida nas mulheres
A Finasterida em mulheres ainda não se mostrou eficaz e comprovadamente causa más formações fetais. Portanto, não é uma droga indicada para a calvície feminina.
Se tem uma queda de cabelo que considere grave procure um dermatologista para que ele possa decidir a melhor estratégia terapêutica para o seu caso. Não se automedique. Lembre-se que tanto a Finasterida quanto o minoxidil apresentam efeitos colaterais e contraindicações. Além disso, existem várias outras causas para perda de cabelo além da alopécica androgénica, que não devem ser tratadas com nenhuma dessas duas drogas.
Stemoxydine® a 5%
Entre dois ciclos de crescimento, o bolbo capilar entra em fase de inatividade onde suspende a sua atividade e permanece vazio.
Para despertar, o bolbo capilar precisa de um sinal : foi a trabalhar nessa etapa que a pesquisa do laboratórios L’Oréal descobriu o papel das células estaminais no despertar dos bolbos adormecidos e na renovação do cabelo.
Stemoxydine é a 1ª molécula de ação biomimética que simula um ambiente ótimo para as células estaminais e favorece o seu bom funcionamento. Os bolbos em fase de inatividade são despertados. 1700 novos cabelos em 90 dias (estudo clínico vs placebo em 101 indivíduos – valor médio para uma cabeleira alopécica). Para couros cabeludos sensíveis. A fórmula é hipoalergénica sem parabenos e não colante.
Outros tipos de queda de cabelo
Existem várias outras causas para queda de cabelo. Ao contrário da calvície, elas costumam causar perdas localizadas e irregulares. Porém, em casos difusos podem se assemelhar à alopécia androgénica. Vamos citar as causas mais comuns:
Eflúvio anagénica
É a queda de cabelo que ocorre, por exemplo, na quimioterapia, radioterapia ou envenenamentos com mercúrio.
Eflúvio felogénico
Queda de cabelo que ocorre como efeito colateral de várias drogas, deficiências de vitaminas, stresse psicológico ou doenças da tiroide.
Alopécia traumática
Ocorre por trauma mecânico e/ou químico do cabelo. Pode surgir após algumas técnicas de alisamento de cabelo com repetidas tração do mesmo associado ao uso de produtos químicos. Algumas pessoas com crises nervosas podem arrancar o próprio cabelo e ter esse tipo de alopécia.
Alopécia areata
É uma doença autoimune, onde o corpo passa a equivocadamente a produzir anticorpos contra os seus folículos pilosos. O couro cabeludo é o mais afetado, mas pode haver perda de pelos em qualquer parte do corpo.
Tinea capitis
Infeção do couro cabeludo por fungos.
Lúpus discoide
O lúpus eritematoso discoide é uma doença crónica e recorrente caracterizada por manchas arredondadas vermelhas de bordos bem definidos na pele. A sua causa é desconhecida e é mais frequente no sexo feminino e mais ainda em mulheres com cerca de 30 anos de idade. O leque de idades é muito mais amplo que o habitual para o lúpus eritematoso sistémico.
Estudos sobre queda de cabelo
De seguida descrevo alguns estudos publicados e disponíveis para consulta pública:
O cabelo é uma parte importante do nosso corpo por influenciar decisivamente a nossa autoestima. Essa influência psicológica é tanto mais marcada quanto menor for a idade da pessoa pelo que os jovens com casos de calvície na família próxima (pais e irmãos) devem estar atentos aos sintomas e tratar o problema, logo que surjam os primeiros sinais, com a ajuda do dermatologista e do Farmacêutico nos casos mais ligeiros e comuns de queda de cabelo.
A queda de cabelo, se for repentina e intensa, pode também ser um sinal de problemas de saúde mais profundos, pelo que deve, neste caso, consultar de imediato o seu médico.
Fique bem!
FranklimA. Moura Fernandes
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Colesterol toda a verdade! Será mesmo necessário tomar tantos medicamentos? Os medicamentos para baixar o colesterol são dos mais utilizados no mundo, nomeadamente a classe das estatinas, sendo um mercado de uma dimensão simplesmente gigantesca !
Mas será que a abordagem tradicional para o seu “tratamento” está mesmo correta? Será mesmo o “caminho das estatinas” o mais adequado? Quais são as alternativas? Que provas cientificas existem para nos ajudarem a escolher o melhor caminho? E nos idosos quais os factos comprovados?
Neste artigo especial vou tentar “dissecar” tudo sobre o colesterol e colocar em confronto a “via clássica” que “diaboliza” o colesterol com a via alternativa que desafia a corrente terapêutica dominante citando vasta investigação científica que não suporta uma “condenação” tão flagrante do colesterol como “assassino” das artérias…! No final deixo a minha opinião muito clara sobre este assunto.
Estrutura química do colesterol ( esteroide de origem animal )
O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo. É um esteroide de origem animal pouco solúvel na água.
Colesterol é essencial porquê?
Sem colesterol muitos processos orgânicos importantes não são possíveis ou não funcionariam da melhor forma, tais como:
Formação das membranas das nossas células,
Síntese de hormonas, como a testosterona, estrogênio, cortisol
Produção da bile necessária na digestão de alimentos gordurosos
Formação da mielina (uma bainha que cobre os nervos)
Metabolização de algumas vitaminas (A, D, E e K), etc
O colesterol é um constituinte essencial da membrana celular
Origem do colesterol do nosso organismo
O colesterol do nosso organismo tem duas origens:
Endógena ( 70% ) – o colesterol é produzido pelo nosso próprio corpo, principalmente pelo fígado.
Exógena ( 30% ) – o colesterol também pode ser obtido através dos alimentos.
O colesterol tem origem no figado ( endógena ) e em alguns alimentos ( exógena )
Tipos de colesterol
Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue, da mesma forma que gotas de óleo não se dissolvem na água. Portanto, para viajar através na corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas no fígado. As principais são:
O LDL transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do sangue para os tecidos.
O VLDL transporta triglicerídeos e um pouco de colesterol.
O HDL é um transportador diferente, ele faz o caminho inverso, tira colesterol dos tecidos e devolve-o ao fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Lipoproteína HDL ( colesterol bom )
Colesterol bom vs colesterol mau, o que é?
Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais.
Por isso, denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDLe o LDL como colesterol mau.
O metabolismo do colesterol
Como é regulada a produção destas lipoproteínas?
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol, a saber:
Colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorecem a produção de LDL (colesterol mau)
O consumo de gorduras insaturadas, encontrada no azeite, peixes e amêndoas, por exemplo, promovem a produção do HDL (colesterol bom )
Portanto, ao dosarmos os valores das lipoproteínas transportadoras LDL, VLDL e HDL temos uma avaliação indireta da quantidade e da qualidade do colesterol que circula em nosso sangue. Por isso, o lipograma, exame usado para dosear as lipoproteínas, é usado para avaliarmos os níveis de colesterol sanguíneos.
Colesterol IDL o que é?
O IDL (Intermediatelow-density lipoprotein) é um tipo de colesterol semelhante ao LDL. Como tem efeitos semelhantes, ele não é normalmente doseado individualmente, mas sim juntamente com o LDL. Portanto, quando recebemos o valor do LDL, habitualmente estamos a falar do valor de LDL + IDL.
Qual o perigo do colesterol alto? O que é a aterosclerose?
Elevadas concentrações de VLDL e o LDL estão associados à deposição de gordura na parede dos vasos sanguíneos, levando à formação de placas de colesterol.
Quando o nosso corpo tem mais colesterol do que precisa, as moléculas de LDL ficam a circular no sangue à procura de algum tecido que necessite de colesterol para o seu funcionamento. Se este colesterol não for entregue a nenhum tecido, a molécula de LDL acaba por se depositar dentro da parede dos vasos sanguíneos, acumulando gordura no mesmos. Este processo é chamado de aterosclerose.
Formação de placas de aterosclerose
As placas de gordura ocupam espaço e diminuem o diâmetro da luz dos vasos (chamamos luz à parte oca dentro dos vasos por onde passa o sangue). A aterosclerose também causa lesão direta na parede, diminuindo a elasticidade das artérias e tornando-as mais duras.
O depósito de gordura e a lesão da parede dos vasos favorecem a obstrução do fluxo de sangue e a redução do aporte de oxigênio e nutrientes aos tecidos.
Quando os vasos afetados pelas placas de colesterol são as artérias coronárias (artérias do coração), o resultado final pode ser o infarte cardíaco. Quando são afetados os vasos cerebrais, o paciente pode desenvolver um AVC ( Acidente Vascular Cerebral ).
Dislipidemia, o que é?
Dislipidemia é o aumento dos níveis de colesterol. Durante muito tempo os médicos avaliaram o grau de dislipidemia através dos valores do colesterol total, que nada mais é do que a soma dos níveis sanguíneos de HDL + LDL + VLDL.
No entanto, como já explicamos, há o colesterol bom e o colesterol mau, o que torna pouca eficiente a avaliação conjunta. Atualmente o colesterol total é menos valorizado do que os níveis individuais de HDL e LDL.
Por exemplo:
Doente 1 – LDL 150, HDL 20 e VLDL 20 = colesterol total de 190
Doente 2 – LDL 100, HDL 65 e VLDL 25 = colesterol total de 190
Não há dúvidas que o paciente 1 apresenta mais riscos de aterosclerose que o paciente 2, apesar de terem o mesmo nível de colesterol total. O exemplo acima explica o porquê do colesterol total não ser o melhor parâmetro para avaliar a dislipidemia.
Valores de referência para o colesterol
Como a dislipidemia é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, a medicina tem tentado estabelecer, quais são os níveis ideais de colesterol HDL e LDL. Atualmente classificamos o colesterol da seguinte maneira:
LDL
Menor que 100 mg/dL – Óptimo
Entre 101 e 130 mg/dL – Normal
Entre 131 e 160 mg/dL – Normal/alto
Entre 161 e 190 mg/dL – Alto
Maior que 190 mg/dL – Muito alto
HDL
Menor que 40 mg/dL – Baixo ( é mau )
Entre 41 e 60 mg/dL – Normal
Maior que 60 mg/dL – Alto ( é óptimo)
Tratamento: Quais as estatinas mais utilizadas?
Os medicamentos mais utilizados em todo o Mundo para combater o colesterol elevado, pertencem a uma família de moléculas chamadas de ESTATINAS. As principais são as seguintes:
Sinvastatina,
Rosuvastatina,
Pravastatina
Fluvastatina
Atorvastatina.
Pitavastatina
Estrutura quimica das estatinas
Estrutura química da sinvastatina
Estrura química da lovastatina
Estrutura química da atorvastatina e da rosuvastatina
As estatinas, além de serem as drogas mais eficazes no controle do colesterol, são também aquelas com melhores resultados nos estudos científicos sobre prevenção das doenças cardiovasculares, sendo, por isso, atualmente prescritas para dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
Estatinas: Como atuam?
Como atuam as estatinas?
As estatinas inibem a produção da enzima HMG-CoA redutase que é essencial para a produção de colesterol.
Estatinas: Serão seguras?
Apesar de serem eficazes e seguras, cerca de 5% a 10% dos pacientes desenvolvem miopatia (lesão muscular), caracterizada clinicamente por dor muscular, fraqueza e/ou câimbras. Pacientes medicados com doses elevadas são aqueles com maior risco.
As queixas de origem muscular são o principal efeito colateral das estatinas e a causa mais comum de interrupção do tratamento.
Lesão muscular: Como saber se é grave?
A gravidade de uma lesão muscular é definida pelos seguintes fatores:
Intensidade da dor
Grau de perda de força muscular
Alterações nos exames laboratoriais (enzima creatinofosfoquinase ou CPK)
Creatinofosfoquinase (CPK ou CK)
As células dos músculos são ricas numa enzima chamada creatinofosfoquinase, mais conhecida pelas siglas CK ou CPK. Quando há lesão do tecido muscular, parte da enzima CK contida nos músculos extravasa para o sangue, fazendo com que os níveis sanguíneos de CK fiquem mais elevados.
Pequenos aumentos da CK podem ocorrer em situações benignas, como após intenso esforço físico, grandes elevações dos níveis sanguíneos são um sinal de grave doença muscular.
Estrutura de um musculo
Valor de referência da CK
O valor de referência da CK costuma variar de acordo com o laboratório. No geral, o limite superior da normalidade encontra-se ao redor de 100 a 200 U/L.
Mionecrose: Quando ocorre a morte de células musculares?
Sempre que o valor da CK se encontrar pelo menos 3 vezes acima do valor normal, dizemos que o paciente tem mionecrose (morte de células musculares).
A gravidade da mionecrose costuma ser dividida da seguinte forma:
Lesão muscular leve: CK elevada de 3 a 9 vezes o valor normal.
Lesão muscular moderada: CK elevada de 10 a 50 vezes o valor normal.
Lesão muscular grave: CK elevada mais de 50 vezes o valor normal.
Valores da CK nas lesões musculares
CK de 400 ou 500 U/L significa uma lesão muscular leve
CK de 70.000 U/L significa uma grave e extensa lesão muscular.
Rabdomiólise
Dizemos que o doente tem rabdomiólise se simultaneamente ocorrer:
mionecrose ( morte das células musculares )
mioglobinúria ( perda de proteínas musculares na urina )
A rabdomiólise é um quadro grave, que pode levar à insuficiência renal aguda ( insuficiênciarenal ).
As estatinas geralmente provocam lesão muscular leve, com pequenas elevações dos valores da CK. Porém, cerca de 1 em cada 1000 doentes medicados com estas drogas pode desenvolver moderada ou grave lesão muscular com rabdomiólise.
Sintomas de miopatia provocada pelo uso das estatinas
As estatinas podem provocar um enorme conjunto de sintomas musculares, a saber:
Desconforto
Rigidez
Cansaço
Aumento da sensibilidade
Fraqueza
Cãimbras
Em geral, os sintomas surgem após algum esforço físico, mas podem também estar presentes mesmo em repouso.
A intensidade dos sintomas está sempre relacionada com o valor de CK e com a gravidade da lesão muscular?
A intensidade dos sintomas nem sempre está diretamente relacionada com o nível sanguíneo da CK. Alguns pacientes com dor forte podem ter níveis baixos ou até normais de CK, enquanto outros com queixas leves a moderadas podem ter taxas muito elevadas.
Sem fazer a dosagem da CK sanguínea não é possível definir com precisão o grau de lesão muscular. Todos os doentes a usar uma estatina que comecem a sentir dor muscular devem fazer um exame de sangue para saber o grau de elevação da CK.
Músculos mais afetados pela miopatia
O sintoma mais comum da miopatia das estatinas é a dor muscular (mialgia), que pode ou não vir acompanhada de redução da força. Em geral, a lesão muscular pelas estatinas provoca um quadro de dor e fraqueza, nos seguintes músculos:
Nos membros inferiores afeta de forma simétrica os músculos da pélvis e das coxas
Nos membros superiores afeta os músculos ao redor da escápula, clavícula e porção inicial dos braços
Músculos tipicamente afetados pela mialgia das estatinas
Dor no ombro provocada pelas estatinas
Dores na coxa provocada pelas estatinas
Movimentos corporais mais afetados
A perda de força muscular da miopatia das estatinas pode fazer com que o doente tenha dificuldade nos seguintes movimentos:
Levantar os braços acima da cabeça,
Levantar-se de uma cadeira ou
Subir escadas.
Estes sintomas também podem ser descritos pelo doente como fadiga ou cansaço dos membros.
Quanto tempo demora a desenvolver-se uma miopatia das estatinas?
Habitualmente, a miopatia das estatinas desenvolve-se nos primeiros 6 meses de uso do medicamento, mas há casos de doentes que só a desenvolveram após alguns anos de uso da droga.
Complicações da miopatia pelas estatinas
A lesão muscular pelas estatinas ocorre em cerca de 5 a 10% dos doentes. No entanto a grande maioria dos casos é de forma leve, sem grandes prejuízos para a saúde do doente. Apesar de serem raros, podem haver casos de lesão muscular grave pelas estatinas.
O quadro de rabdomiólise é o mais perigoso, pois as proteínas dos músculos podem entupir os túbulos renais, levando à insuficiência renal aguda. Não é incomum que os pacientes com rabdomiólise precisem de tratamento com hemodiálise durante alguns dias.
Fatores de risco para miopatia pela estatina
Como já referido, apesar da lesão muscular ser o efeito colateral mais comum das estatinas, ela é um problema que afeta apenas alguns doentes. Ainda não compreendemos totalmente os mecanismos que levam as estatinas a serem tóxicas para os músculos de certos indivíduos, mas alguns fatores de risco já são bastante conhecidos, a saber:
Características das estatinas
Hipotireoidismo
Características do doente
Interação medicamentosa
Estatinas com menor risco
O risco de lesão muscular não é igual para todas as estatinas e aumenta conforme a dose.
A pravastatina e a fluvastatina parecem ser as drogas deste grupo com menor incidência de dor muscular. A dose de 40 mg por dia da pravastatina mostrou-se bastante segura e com baixa incidência de lesão muscular.
A rosuvastatina na dose de 20 mg/dia também tem se mostrado segura nos estudos, porém, doses a partir de 40 mg/dia têm sido apontadas como responsáveis por quadros de rabdomiólise.
Estrutura molecular da rosuvastatina em 3D
Hipotireoidismo aumenta o risco de miopatia?
Como os pacientes com hipotireoidismo frequentemente têm níveis elevados de colesterol, não é incomum a prescrição de estatinas neste grupo de pacientes. O problema é que hipotireoidismo por si só pode causar miopatia, e quando associado a uma estatina, o risco torna-se ainda maior. O controle clínico do hipotireoidismo através de medicamentos com a levotiroxina diminui o risco de dor muscular.
A miopatia é hereditária?
Fatores genéticos parecem ter um papel relevante na génese da miopatia pelas estatinas. Este é o motivo pelo qual numa mesma família é frequente a ocorrência de miopatia em mais de uma pessoa.
Pessoas com maior risco de desenvolver miopatia das estatinas
Mulheres e indivíduos com mais de 60 anos
Consumo frequente de bebidas alcoólicas
Atividade física intensa
Carência de vitamina D
Desidratação
Existência de doença dos rins ou do fígado
Histórico de câimbras frequentes
Interação medicamentosa
Um dos fatores que mais influenciam no aparecimento de lesão muscular pelas estatinas é a associação com outras drogas. A sinvastatina e a lovastatina são as estatinas que mais sofrem interação medicamentosa capaz de provocar miopatia.
A atorvastatina, a rosuvastatina e a pitavastatina também podem sofrer interação de alguns medicamentos, mas com uma frequência um pouco menor.
Medicamentos que aumentam de forma significativa o risco de miopatia das estatinas
São vários os medicamentos que aumentam o risco de miopatia das estatinas pelo que se deve a tudo o custo evitar a sua associação com estatinas, a saber:
Amiodarona( antiarrítmicos )
Fluconazol( antifúngico )
Cetoconazol( antifúngico )
Itraconazol( antifúngico )
Ciclosporina ( imunosupressor )
Gemfibrozil ( antidislipidémico )
Varfarina ( anticoagulante )
Verapamil ( perturbações do ritmo taquicardico, antihipertensor, insuficiência coronária )
Amlodipina ( antihipertensor e antianginoso )
Eritromicina( antibiótico )
Claritromicina ( antibiótico )
Ritonavir( antivírico VIH-1 )
Colchicina ( antiinflamatório clássico utilizado no tratamento das crisas agudas de gota )
Niacina( viatmina B3, ou vitamnina PP ou ácido nicotínico )
A lista fornecida acima está muito longe de estar completa, portanto, se tomar vários medicamentos e apresentar dor muscular pela estatina, leia a literatura do medicamento para ver se há alguma interação medicamentosa que possa estar a desencadear as dores.
Tratar o doente com dor muscular pela estatina
Como não há no mercado drogas tão eficazes como as estatinas na prevenção da doença cardiovascular, a decisão sobre a suspensão ou não do tratamento deve ser bem ponderada.
Drogas como a ezetimiba não são tão eficazes quanto as estatinas e não devem ser encaradas como um substituto à altura. A ezetimiba pode até ser utilizado em simultâneo com a estatina, de forma a permitir uma dosagem menor desta última.
Os raros doentes que desenvolvem grave lesão muscular devem interromper definitivamente o tratamento com as estatinas, pois o risco para a saúde é maior que o potencial benefício da droga.
Tratamos como miopatia grave toda a miopatia com um aumento da CK maior que 10 vezes o valor de referência (CK maior que 1500-2000 U/L na maioria dos laboratórios).
Tratamento da miopatia das estatinas leve ou moderada
Nos casos que não se enquadram no conceito de miopatia grave, que são, na verdade, a maioria, existem algumas estratégias que podem ser implementadas.
1. Corrigir problemas
O primeiro ponto é identificar possíveis interações medicamentosas que possam estar a aumentar o risco de lesão muscular. A associação de uma estatina com o gemfibrozil, apesar de não indicada, ainda é muito utilizada por alguns médicos, quando o objetivo é baixar os níveis de triglicerídeos.
Se o doente tiver colesterol e triglicerídeos altos e a estatina sozinha não estiver a ser suficiente para controlar os valores, o medicamento com menos risco de miopatia é o fenofibrato.
Além da revisão dos medicamentos que o paciente usa, também é importante uma avaliação da função da tireoide. Em muitos casos, uma simples otimização do tratamento do hipotireoidismo é suficiente para controlar as dores musculares.
A dosagem dos níveis de vitamina D sanguínea também está indicada. Se os valores estiverem baixos, a reposição, que pode ser feita de forma bem simples e barata, costuma amenizar as dores
2. Alterações na estatina
Não havendo problemas a corrigir, o próximo passo é tentar otimizar o tratamento com as estatinas.
Nos pacientes que fazem doses elevadas de estatina, a simples redução da mesma pode ser suficiente. Se for preciso, o médico pode associar uma droga como a ezetimiba, para que o valor do colesterol LDL não volte a subir após a redução da estatina.
Doses de estatinas consideradas moderadas são:
20 mg de lovastatina, pravastatina ou sinvastatina;
20 mg de atorvastatina
10 mg de rosuvastatina.
Apenas os pacientes que já tiveram um infarte anteriormente ou que apresentam risco muito elevado de infarte costumam ter indicação para doses mais altas de estatinas, geralmente 40 mg/dia de atorvastatina ou 20 mg/dia de rosuvastatina.
Uma alternativa é o uso das estatinas em dias alternados.
A rosuvastatina em doses até 20 mg/dia pode ser tomada 3 vezes por semana, que ainda mantém uma boa ação contra o LDL.
Outra opção é trocar de estatina. Como já referido, a pravastatina e a fluvastatina costumam ter um incidência mais baixa de miopatia e podem ser a solução, principalmente para os pacientes em uso de sinvastatina ou lovastatina, que são as estatinas que mais frequentemente causam dor muscular.
Excipientes das estatinas, fibratos e associações
O que é um excipiente?
Excipientes são substâncias que auxiliam o medicamento a ter a devida forma e eficiência farmacêutica. São utilizados para proteger o fármaco, por exemplo, contra a oxidação e a hidrólise. Também podem ser adicionados para a facilitação da administração e do processo de fabricação do medicamento.
Alguns fazem a diluição e “suporte” ao princípio ativo porque este muitas vezes é demasiado potente e tem que ser usado em concentrações muito baixas, por isso é necessário o excipiente para dar o volume necessário e suficiente para uma toma mais prática, por exemplo em comprimidos para tomar por via oral. Têm que ser substâncias que não reajam com o fármaco e farmacologicamente inertes.
Embora seja raro, nada garante que não possa ser alérgico a um deles, por isso preparamos para si uma tabela dos principais excipientes, usados no fabrico das estatinas, fibratos e associações:
Tabela de excipientes usados nas estatinas, fibratos e associações
Descarregue também a tabela em pdf para melhor visualização:
É um tipo de gordura encontrada principalmente em produtos de origem animal e que à temperatura ambiente, apresenta-se no estado sólido.
É encontrada nos seguintes alimentos:
Carnes vermelhas e brancas ( principalmente gordura da carne e pele das aves),
Leite e derivados integrais ( manteiga, creme de leite, iogurte, nata)
Gorduras saturadas más
Consumo máximo por diário aconselhado: 20g
Ligação química: Cada átomo de carbono mantém uma ligação simples com outro carbono e está ligado a dois átomos de hidrogênio
Gordura trans
A gordura trans é o nome dado à gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial.
Algumas carnes e o leite já têm essa gordura, mas em pequena quantidade. O que preocupa mesmo são as gorduras usadas pela indústria alimentar. A gordura vegetal hidrogenada faz parte do grupo das gorduras trans e é a mais encontrada nos alimentos.
Ela começou a ser usada em larga escala a partir dos anos 1950, como alternativa à gordura de origem animal, conhecida como gordura saturada.
Acreditava-se que, por ser de origem vegetal, a gordura trans ofereceria menos riscos à saúde. Mas estudos posteriores descobriram que ela é ainda pior que a gordura saturada, que também aumenta o colesterol total, mas pelo menos não diminui os níveis de HDL no organismo.
Em geral, as gorduras vegetais, como o azeite e os óleos, são bons para a saúde. Porém, quando passam pelo processo de hidrogenação ou são aquecidos, as moléculas são partidas e a cadeia rearranja-se. Esta nova gordura é que vai danificar as artérias.
Este processo de hidrogenação serve para deixar a gordura mais sólida. E é ela que vai fazer com que os alimentos fiquem saborosos, crocantes e tenham maior durabilidade. O grande desafio atual da indústria é encontrar uma alternativa mais saudável à gordura trans, sem que os alimentos percam as suas propriedades.
Gorduras saturadas trans, aumentam o colesterol LDL ( mau ) e diminuem o HDL ( bom )
A gordura trans não é sintetizada pelo organismo e, por isso, não deveria ser consumida nunca. Mas, como isso é quase impossível, é aceitável consumir até 2g da gordura por dia, o que equivale a quatro biscoitos recheados.
Mesmo tendo isso em mente, um dos grandes problemas para o consumidor é conseguir perceber com clareza quanta gordura trans existe em cada alimento. Vale a pena lembrar que os alimentos que mais contêm gordura trans são:
Bolachas
Pipocas de microondas
Chocolates
Gelados
Batatas fritas
Salgadinhos
Alimentos que tem margarina na composição
Consumo máximo diário aconselhado: 2g
Ligação química – Similar à da gordura saturada, mas os átomos de hidrogênio estão dispostos transversalmente (na diagonal), e não em paralelo, como ocorre com os ácidos gordos encontrados na natureza. Daí vem o nome “trans”.
Gordura insaturada e poli-insaturada
A gordura insaturada está presente principalmente em vegetais e é líquida à temperatura ambiente. Existe a monoinsaturada (com apenas uma ligação dupla de carbono) e a poli-insaturada (com mais de uma ligação dupla de carbono). O seu consumo em excesso também é prejudicial em particular os óleos vegetais devem ser evitados.
Quais os alimentos em que se encontra?
Azeite e azeitonas
Óleo de canola e de milho,
Amêndoa,
Amendoins
Nozes
Castanha-do-pará,
Abacate,
Sementes e óleo de linhaça,
Óleo de girassol
Truta ( ômega 3 )
Salmão ( ômega 3 )
Frutos secos contêm gorduras insaturadas boas
Consumo máximo diário aconselhado: 44g
Ajuda a reduzir o colesterol LDL, os triglicéridos e a pressão arterial.
Ligação química: Faltam alguns átomos de hidrogênio na sua molécula e, por isso, ocorre uma ligação dupla entre os carbonos.
O COLESTEROL SERÁ UM MITO?
Durante anos ouvimos que o colesterol é a encarnação do mal. Que em excesso entope as artérias e abre caminho aos enfartes do miocárdio e aos AVCs (acidentes vasculares cerebrais).
Por causa dele passámos a olhar com horror para as alheiras, para as bifanas e para a manteiga. Os ovos passaram a merecer desconfiança. Não mais de um ou dois por semana disseram-nos repetidamente. Para manter o colesterol em níveis aceitáveis, milhões de pessoas tomam regularmente medicamentos conhecidos como estatinas.
As estatinas são os medicamentos mais vendidos em todo o mundo e Portugal não é exceção: em 2000 vendiam-se perto de um milhão e 500 mil embalagens. Em 2009 mais de cinco milhões e 400 mil, um aumento de mais de 200% lê-se numa tese de mestrado que fez a avaliação do consumo destas substâncias em Portugal.
Pois bem, todas estas ‘provações’ podem ser em vão. Pelo menos a crer nos ‘céticos do colesterol’, um grupo de médicos e investigadores empenhados em acabar com o que garantem ser a crença errada de que o colesterol faz mal à saúde.
Existe, desde 2003, uma Liga internacional dos Céticos do Colesterol (www.thincs.org) com uma centena de membros das mais diversas especialidades médicas.
São vistos como fanáticos ou adeptos de teorias da conspiração pelos médicos ‘ortodoxos’, mas a sua cruzada ganhou visibilidade com a publicação em França do livro ‘La Verité sur le Cholestérol’, do médico Philippe Even, e, nos EUA, do livro ‘The Great Cholesterol Myth’, do cardiologista Stephen Sinatra e do nutricionista Jonny Bowden.
O apoio mediático do médico Mehmet Oz que entrevistou os autores no seu programa de televisão visto por milhões voltou a criar um buzz à volta do tema. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo.
Os fatores de risco incluem a hipertensão, obesidade, diabetes. E também o colesterol elevado, que os céticos querem reabilitar.
O que dizem os céticos?
Um relatório da Escola de Saúde Pública de Harvard aponta o metabolismo, mais do que a dieta, como responsável pelos níveis de colesterol no sangue.
Esta ideia reúne consenso na classe médica. Pedro Marques Silva, responsável da Consulta de Hipertensão Arterial e Dislipidemias do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, confirma: “Se reduzíssemos o colesterol na dieta de tal maneira que a comida ficasse incomestível, ainda assim a taxa de colesterol que conseguíamos reduzir seria apenas de 20%”.
Vegetarianos também têm colesterol alto?
Os vegans e vegetarianos podem ter níveis de colesterol altos, apesar de não comerem produtos animais, precisamente porque 70 a 80% do colesterol é produzido no nosso fígado e não tem origem na alimentação.
E é com este argumento que os céticos incentivam o regresso ao nosso prato das gorduras saturadas tais como as presentes em alimentos de origem animal e algumas de origem vegetal, a saber:
Manteiga
Carne vermelha
Óleo de coco
Além de não influenciarem o colesterol no sangue, elas têm um papel importante na absorção do cálcio e manutenção da densidade óssea e são essenciais para o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, dizem.
Podemos ingerir colesterol à vontade?
Claro que não! Uma pessoa magra, com colesterol total elevado, mas sem hipertensão ou diabetes, não tem risco cardiovascular, teoria defendida pelos céticos do colesterol. Nestes casos, a alimentação não é um fator decisivo, nem vale a pena andar a fazer restrições radicais ou medicação.
O problema é que na maioria dos casos, quem tem o colesterol total aumentado tem também outros fatores de risco, como o excesso de peso, a hipertensão ou a diabetes ou seja tem a chamada síndrome metabólica.
Quando é assim, a alimentação é fundamental, porque o simples facto de perder peso ajuda muito. Há casos de pessoas que deixaram a medicação para a hipertensão e para o colesterol com base na reeducação alimentar e no exercício físico como, por exemplo, uma caminhada diária de, pelo menos, 45 minutos.
Na opinião dos céticos do colesterol os verdadeiros inimigos do coração são as gorduras hidrogenadas, ou trans, presentes nos alimentos processados para ajudar a prolongar o seu tempo de prateleira e o açúcar.
A alimentação pode não influenciar o colesterol mas influencia o nível de triglicéridos, outro tipo de gordura do sangue, associada sobretudo ao consumo de açúcar simples e de hidratos de carbono, e que é consensualmente um fator de risco para as doenças cardiovasculares e diabetes.
Existe relação direta entre colesterol no sangue e as doenças coronárias?
Não existe uma relação direta entre o colesterol no sangue e as doenças coronárias, dizem os céticos do colesterol.
O francês Philippe Even, autor do livro ‘La Verité sur le Cholestérol’, enfatiza que analisou mais de 800 publicações científicas, em particular oito estudos epidemiológicos, dez meta-análises e 46 ensaios clínicos concluindo que não é verdade que a responsabilidade do colesterol esteja apoiada em provas sólidas e largamente aceites ou que numerosos estudos tenham mostrado uma relação direta entre o colesterol e a mortalidade cardíaca.
O cardiologista norte-americano Jonny Bowden, autor do livro ‘The Great Cholesterol Myth’, subscreve. “Durante 43 anos fiz prática clínica com base nos dados convencionais, mas a certa altura dei-me conta que se metade das pessoas com colesterol alto tinha doenças cardíacas e outra metade não, alguma coisa estava errada na associação de causa efeito do colesterol às doenças cardíacas”, explicou o cardiologista, no programa te TV do Dr. Oz.
Para os céticos do colesterol, a presença de colesterol nas artérias de doentes coronários decorre muitas vezes de uma função pouco conhecida do próprio colesterol: a de molécula reparadora. “Na verdade, ele tem uma função é protetora. Quando as artérias estão danificadas o colesterol LDL viaja até ao local do acidente e ajuda a repará-las.
Culpar o colesterol é como culpar os bombeiros de atearem fogos
Concluindo
Afinal devo tomar ou não medicamentos para o colesterol quando está alto? A nossa opinião é a seguinte:
Se tem colesterol LDL (o mau ) alto mas o colesterol HDL (o bom) também está alto ou normal, tem peso normal, não tem hipertensão nem diabetes, nem historial clínico familiar de AVC ou incidentes cardiovasculares, então decididamente NÃO! Faça exercício físico, que pode ser uma simples caminhada diária mas tem de durar pelo menos 45 minutos.
Se tem colesterol LDL alto, HDL baixo e também alguns fatores de risco como peso excessivo, hipertensão ou diabetes, e história clínica familiar com eventos cardiovasculares, então parece-nos que o risco de não tomar é maior e portanto SIM deve ser colocada essa hipótese se as correções alimentares e o exercício físico não surtirem efeito a curto prazo.
Em qualquer dos casos essa é uma decisão que deve ser tomada, sempre, com o apoio do seu médico.
Por favor, PARTILHE ESTE ARTIGO com os seus amigos tendo a certeza que vão ficar-lhe agradecidos com muita informação que pode melhorar a sua saúde e das respectivas famílias.
Sarna ou escabiose como tratar (scabies) toda a verdade! Conhecida popularmente por sarna humana ou pereba, segundo a Public Library of Science (PLoS) é uma doença de pele causada por um ácaro chamado Sarcoptes scabiei. A sarna é uma infeção contagiosa, que pode-se espalhar rapidamente através de contacto físico próximo, entre pessoas que habitam na mesma casa ou crianças em creches e escolas.
Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
Sarna: O que é?
Causas da sarna: Quais são?
Ácaro sarcoptes scabiei: O que é?
Como se transmite a sarna?
Posso apanhar sarna do meu cão ou gato?
Qual o período de incubação da sarna?
Em que altura do ano é mais comum?
Quais os sintomas?
Quais as características do túneis de sarna?
O que é a sarna crostosa ou Norueguesa?
Quem corre maior risco de infestação?
Qual o tratamento mais eficaz para a sarna?
Qual o tratamento mais eficaz para a sarna crostosa ou Norueguesa?
Quem teve contacto com infectados deve ser tratado?
No Homem, a doença é causada pela subespécieSarcoptes scabiei var hominis, designando-se por Sarna Sarcótica ou Escabiose. O ácaro Sarcoptes scabiei é uma espécie de aracnídeo considerada como tipo, com diversas variedades que se distinguem pelo tamanho, disposição das escamas dorsais, dimensões, entre outras caraterísticas diferenciais e estas, por sua vez, podem-se encontrar em hospedeiros distintos, como Mamíferos e Homem. São, ainda, consideradas, quanto ao tipo de parasitismo, como ectoparasitas, dado que vivem na superfície do corpo (pele) do hospedeiro, do qual extraem nutrientes.
Os ácaros são seres microscópicos de oito patas, da classe dos aracnídeos. O Sarcoptes scabiei tem um tamanho médio de 0,3 milímetros, que é aproximadamente o limite do que o olho humano consegue ver.
Ácaro da sarna: Sarcoptes scabiei
O Sarcoptes scabiei é um parasita que vive, alimenta-se e reproduz-se na nossa pele. O ciclo de vida deste ácaro dura cerca de 30 dias. Após a cópula, o ácaro macho morre enquanto a fêmea penetra através das camadas superficiais da pele, criando um microscópico túnel, onde fica alojada, depositando os seus ovos durante toda a sua vida, que dura cerca de 30 a 60 dias. A fêmea do Sarcoptes scabiei liberta 2 a 3 ovos por dia. Os ovos eclodem em três ou quatro dias, e as larvas recém nascidas fazem o caminho de volta em direção à superfície da pele, onde amadurecem e se podem espalhar para outras áreas do corpo.
Os ácaros Sarcoptes scabiei produzem enzimas que degradam as proteínas da pele, principalmente a queratina, que serve de alimento para os mesmos. Conforme eles se movem através da epiderme, vão deixando para trás as suas fezes, criando lesões lineares na pele. As lesões e a comichão da escabiose são resultados de uma reação alérgica da pele contra o próprio ácaro, os seus ovos e as suas fezes.
Causas da escabiose
Ter sarna não é necessariamente um sinal de má higiene. A escabiose é uma infecção transmitida entre pessoas através de contacto próximo. Os casos mais habituais são entre familiares que vivem na mesma casa. A via sexual é outra maneira comum de se adquirir sarna. Exército, lares para idosos, creches, escolas e prisões são locais onde frequentemente há surtos de sarna.
O contacto entre crianças e adolescentes na escola não costuma ser próximo o suficiente para causar a transmissão, o que de modo algum significa que não haja risco. Do mesmo modo, um simples aperto de mão ou um rápido abraço não costumam ser suficientes para haver transmissão.
A transmissão ocorre, fundamentalmente, por contacto direto, ou seja, um doente entra em contacto com outro hospedeiro, ocorrendo a transferência das fêmeas recém fertilizadas (fêmeas ovígeras) pessoa a pessoa. Pode, contudo, surtir vetorização do tipo fomite, quando objetos inanimados veiculam o parasita entre os hospedeiros (por ex., roupas de cama ou vestuário, como é o caso de roupas íntimas).
O risco de contágio aumenta proporcionalmente com o número de ácaros que subsistem na pessoa atingida, assim como o respetivo período de contacto. Desta forma, considera-se que o contacto sexual constitui, provavelmente, o meio de transmissão mais proeminente entre os adultos.
Quanto tempo sobrevive o ácaro?
Quando S. scabiei abandona o hospedeiro, este poderá sobreviver no meio ambiente por um período de tempo estimado de 24 a 36 horas, à temperatura ambiente (21°C) e com uma humidade normal (40 a 80% de humidade relativa) e, ainda, por períodos de tempo mais longos, a temperaturas mais baixas e com uma humidade elevada. Esta circunstância torna possível a transmissão através de roupas, lençóis ou toalhas, apesar desta via não ser a mais comum. Verifica-se, contudo, que ao aumentar o tempo fora do hospedeiro, diminui proporcionalmente a capacidade do ácaro para contagiar outro hospedeiro. Este aracnídeo, com ausência visual, recorre aos meios sensoriais (odor) e estímulos térmicos para se fixar no hospedeiro
O ácaro Sarcoptes scabiei consegue sobreviver no ambiente durante 24 a 48 horas, o que torna possível a transmissão através de roupas, lençóis ou toalhas, apesar desta via não ser a mais comum.
Sarna do meu cão ou gato será contagiosa?
Animais, como cães e gatos, também podem ter sarna, mas o ácaro que os infecta é diferente, tornando a transmissão para humanos pouco comum. Quando ela ocorre é geralmente em animais realmente infestados pelo ácaro. Todavia, como o homem não é o hospedeiro habitual da sarna canina ou felina, o ácaro dos cães e gatos não se reproduz no humano e a infecção dura apenas alguns dias (o tempo de vida do ácaro).
Periodo de incubação
O período médio de incubação da sarna é de cerca de 6 semanas. Porém, nas pessoas reinfectadas, os sintomas podem surgir em apenas 24 horas. Uma pessoa contaminada é capaz de transmitir a sarna, mesmo que ainda esteja sem sintomas, durante o período de incubação.
Inverno é “amigo” da sarna!
A sarna aparece mais durante o Inverno porque o frio permite ao ácaro resistir um pouco mais nas superficies expostas.
Sintomas
O sintoma clássico da escabiose é uma comichão difusa pelo corpo, que costuma ser mais intensa à noite.
As lesões típicas da escabiose são:
Pequenas pápulas (pontinhos ou bolinhas com relevo) avermelhadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. As lesões, às vezes, são tão pequenas que podem passar despercebidas ou camufladas pelos arranhões causados pela intensa comichão.
As lesões da sarna podem ser difusas e as partes do corpo mais afectadas são:
Mãos (principalmente entre os dedos),
Pulsos,
Cotovelos,
Axilas,
Mamilos (especialmente em mulheres),
Áreas à volta do umbigo,
Genitais (especialmente em homens),
Joelhos,
Nádegas,
Coxas,
Pés.
As costas são habitualmente poupadas e a cabeça, palmas e solas só costumam ser afectadas em crianças. As lesões da sarna, a comichão associada e o acto de coçar aumentam o risco de infecções secundárias e simuntâneas por bactérias.
Tuneis de sarna
Os túneis produzidos pelas fêmeas do Sarcoptes scabiei também podem ser visíveis, apesar de não serem tão comuns como as pápulas. Estae tuneis geralmente apresentam-se como finos traçados na pele, discretamente elevados, que podem ter até 10mm de comprimento.
Sarna crostosa ou Norueguesa
Na maioria das pessoas com sarna, o número total de ácaros presentes não costuma ultrapassar uma centena. Após um aumento exponencial no início da doença, o sistema imunológico do doente consegue travar a multiplicação do Sarcoptes scabiei, mantendo a sua população mais ou menos estável.
Em doentes s com o sistema imunológico fragilizado, os ácaros podem conseguir multiplicar-se indefinidamente, chegando a alcançar uma população de mais de um milhão em alguns casos. Esta super infestação de Sarcoptes scabiei é chamada de sarna crostosa ou sarna norueguesa, que é a forma mais grave da escabiose.
Risco de infestação
As pessoas com maior risco contrair uma super infestação ou sarna Norueguesa são:
Idosos,
Portadores de SIDA (AIDS),
Hanseníase,
Linfoma,
Síndrome de Down
Outras doenças que provoquem alterações do sistema imunológico.
A sarna crostosa provoca grandes crostas vermelhas na pele, que se espalham facilmente se não forem tratadas. O couro cabeludo, mãos e pés são frequentemente afectados, embora as manchas possam ocorrer em qualquer parte do corpo. As lesões da sarna crostosa geralmente não provocam comichão e contêm um grande número de ácaros.
Tratamento da sarna
As duas opções mais utilizadas para o tratamento da escabiose são a Permetrina 5% ou a Ivermectina em comprimidos:
Benzoato de benzilo, 277mg/ml, solução cutânea( Acarilbial®);
Vaselina com 6% de enxofre – esta vaselina é geralmente preparada de forma manual na Farmácia que receber a prescrição médica;
Permetrina 5% por via tópica– deve ser aplicada em todo corpo do pescoço para baixo (nas crianças pode ser aplicada no rosto, com cuidado para não atingir os olhos), sendo enxaguada no banho após 8 a 14 horas. Após 1 ou 2 semanas, o processo pode ser repetido;
Ivermectina 3mg por via oral (Ivermectol®, Stromectol®, Ivomec®) – usada em dose única, com repetição após 14 dias.
A taxa de sucesso dos tratamentos tópicos é elevada mas a Ivermectina é o tratamento mais adequado para surtos em lares de idosos, prisões ou habitações com muitos moradores porque é muito mais simples tomar um comprimido do que aplicar um creme por todo o corpo.
Em casos mais resistentes pode ser necessário um tratamento mais agressivo em cápsulas com dosagem mais elevada de Ivermectina. Descrevo, de seguida, uma formula para manipulação (não existe comercialmente) prescrita por um dermatologista:
Ivermectina …………………………………. 13 mg
Lactose ………………………….. q.b.p 1 cápsula
FSA
Quantidade: 2 cápsulas
Posologia: 1 cápsula por semana ao jantar durante 2 semanas
Benzoato de benzilo (Acarilbial®)
Destaco este tratamento em particular por ser muito eficaz e ter poucos efeitos secundários em parte devido à sua aplicação apenas local. O tratamento com o medicamento Benzoato de benzilo a 277mg/ml, solução cutânea (Acarilbial®) destina-se exclusivamente à aplicação na pele e tem uma taxa de sucesso próxima de 100% se forem efectuadas duas aplicações em dois dias consecutivos.
A não ser que o seu médico lhe dê outras indicações, no tratamento da escabiose (sarna) deve ser aplicado da seguinte forma:
Tomar um banho quente durante cerca de 10 minutos, de preferência por imersão e secar convenientemente;
Friccionar levemente, durante alguns minutos, com algodão embebido do medicamento, a pele do corpo (com exceção da face, olhos, mucosas e canal urinário) e deixar secar;
Repetir a aplicação, deixar secar novamente e vestir-se;
Passadas 24 a 48 horas, tomar outro banho e mudar a roupa do corpo e da cama.
Embora em alguns doentes um único tratamento seja suficiente para se obter a cura, a experiência mostra que, por vezes, é necessário aplicar o medicamento, nas condições acima referidas, durante 2 dias consecutivos e, eventualmente, repeti-lo após um intervalo de 7 a 10 dias.
O volume do produto não deve exceder os 30ml em adultos e os 20ml em crianças, em cada aplicação. Além do doente, devem ser tratados os seus parceiros sexuais e todas as pessoas em contacto próximo, nomeadamente os indivíduos que partilham a habitação. Recomenda-se a lavagem, em água quente, de toda a roupa que esteve em contacto com a pele, incluindo roupa da cama e toalhas.
Tratamento da sarna crostosa
A sarna crostosa é tratada com uma combinação dos dois medicamentos quem são usados simultâneamente cumprindo o seguinte esquema posológico:
Permetrina 5% aplicada diariamente durante 7 dias
Ivermectina 3mg, uma dose por dia nos dias 1, 2, 8, 9 e 15
Contacto sem sintomas deve ser tratado
É importante lembrar a pessoa infectada com o ácaro da sarna costuma demorar até 6 semanas para apresentar sintomas. Por isso, o tratamento também é recomendado para os membros da família e contactos sexuais, mesmo que estes não apresentem sintomas de escabiose.
Roupa e cuidados a ter
Toda a roupa de cama e vestuário das pessoas afectadas pelo ácaro ou que com estas tiveram contacto físico, deve ser lavada na máquina a 60ºC. A roupa que não possa ser lavada a essa temperatura deve ser colocada dentro de um saco plástico bem fechado durante uma semana porque porque o ácaro geralmente não resite mais de 3 dias no ambiente externo (na maioria dos casos apenas sobrevive 48 horas). Depois desse tempo lave à temperatura normal.
Estudos mais recentes
Neste espaço farei a actualização dos estudos recentes que forem relevantes para o estudo da sarna, que sejam publicados em plataformas crediveis. Aqui ficam alguns:
A sarna ou escabiose é uma doença que impressiona não só pelos sintomas mas também quando pensamos na possibilidade de termos um parasita que utiliza a nossa pele para fazer os seus tuneis e colocar os seus ovos! A presença de um parasita a colonizar-nos de forma tão visivel não deixa ninguém indiferente! A boa notícia é ter um tratamento de poucos dias, sendo essencialmente local e com elevada eficácia. De realçar mais uma vez que a sarna nem sempre está ligada ás condições de higiene podendo por isso afectar qualquer adulto ou criança e com maior incidência no tempo frio. Se começar a ter diversas erupções cutâneas estranhas e comichão consulte o seu médico para ter a certeza que nada de cuidado se passa.
Ozempic ou semaglutido é um medicamento utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 e, mais recentemente, tem ganho popularidade como uma opção de grande eficácia para a perda de peso. No entanto, como qualquer medicamento, o Ozempic apresenta tanto benefícios quanto efeitos adversos que devem ser cuidadosamente considerados. Este artigo explora os mecanismos de ação, benefícios e os potenciais riscos associados ao seu uso.
Relatos como o da cantora americana Avery, que afirmou ter desenvolvido osteoporose após um ano de uso do Ozempic sem supervisão médica, levantaram questões sobre a relação entre o semaglutido e a saúde óssea.
Principais conclusões
O Ozempic atua através da regulação dos níveis de glicose e promovendo a sensação de saciedade.
Os principais benefícios do Ozempic incluem a melhoria no controle glicémico e a redução do peso corporal.
Entre os efeitos adversos mais comuns estão náuseas, vómitos, diarreia , dor abdominal, fadiga e tonturas.
O uso prolongado de Ozempic pode levar a riscos como obstrução intestinal grave e desidratação.
Formação de cálculos biliares estão descritos como efeitos adversos.
A perda de massa óssea é essencialmente um problema da perda rápida de peso sem o acompanhamento nutricional devido.
A perda de massa muscular durante o tratamento é frequente.
Saúde mental – o uso do Ozempic tem sido associado a alterações no estado emocional dos pacientes tais como depressão, ansiedade e possível ideação suicida.
A supervisão médica é crucial para minimizar os riscos e garantir a eficácia do tratamento com Ozempic.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Mecanismo de ação do Ozempic
Como funciona o semaglutido
O Ozempic, cujo princípio ativo é a semaglutida (ou semaglutido), é um análogo da hormona GLP-1 (glucagon-like peptide-1) mais propriamente da classe dos agonistas dos receptores do GLP-1, da qual também fazem parte os fármacos: liraglutida (Saxenda®), dulaglutida (Trulicity®), exenatida, lixisenatida e tirzepatida (Mounjaro®). Este medicamento atua principalmente no trato gastrointestinal e no sistema nervoso central. A semaglutida estimula a secreção de insulina pelo pâncreas e diminui a secreção de glucagon, mas apenas quando os níveis de glicose no sangue estão elevados. Além disso, retarda o esvaziamento gástrico, promovendo uma sensação de saciedade mais prolongada.
Posologia
Não deve ser administrado por via intravenosa ou intramuscular. Deve ser administrado uma vez por semana a qualquer hora do dia, com ou sem refeições.
Efeitos no metabolismo da glicose
A semaglutida ajuda a regular os níveis de glicose no sangue através de dois mecanismos principais: aumento da secreção de insulina e redução da secreção de glucagon. Estes efeitos são dependentes dos níveis de glicose, o que minimiza o risco de hipoglicemia. Este duplo mecanismo é crucial para o controle glicémico em pacientes com diabetes tipo 2.
Impacto na sensação de saciedade
O Ozempic também atua nas vias de regulação do apetite no sistema nervoso central. Ao retardar o esvaziamento gástrico, prolonga a sensação de saciedade, o que pode contribuir para a redução do peso corporal. Este efeito é particularmente útil não só para o controle da diabetes, mas também para o tratamento da obesidade.
Diabetes tipo 2 benefícios do tratamento
Melhoria no controle glicémico
O Ozempic® é usado, em conjunto com dieta e exercícios, para tratar pacientes adultos com diabetes tipo 2 não satisfatoriamente controlada. Estudos mostram que o medicamento ajuda a reduzir significativamente os níveis de glicose no sangue, proporcionando um melhor controle glicémico e reduzindo a necessidade de outras medicações antidiabéticas.
Redução do peso corporal
Além de melhorar o controle glicémico, o Ozempic tem como um dos efeitos a perda de peso. Pacientes em tratamento com Ozempic podem perder até 17% do peso corporal, o que contribui para a melhoria dos parâmetros metabólicos, como a redução da taxa de triglicerídeos, colesterol e glicemia. Esta redução de peso é particularmente benéfica para pacientes com diabetes tipo 2, que frequentemente enfrentam desafios relacionados à obesidade.
Prevenção de complicações diabéticas
O uso contínuo de Ozempic pode ajudar na prevenção de complicações diabéticas a longo prazo. Ao melhorar o controle glicémico e promover a perda de peso, o medicamento reduz o risco de complicações como doenças cardiovasculares, neuropatia diabética e retinopatia. A combinação desses benefícios torna o Ozempic uma opção eficaz na gestão abrangente da diabetes tipo 2.
O Ozempic® é uma ferramenta valiosa no tratamento da diabetes tipo 2, oferecendo múltiplos benefícios que vão além do simples controle da glicemia.
Perda de peso
Eficácia na redução de peso
O Ozempic, medicamento da farmacêutica Novo Nordisk, tem ganhado popularidade devido aos seus efeitos significativos na perda de peso. Estudos clínicos indicam que pacientes podem perder até 17% do peso corporal com o uso da medicação. Este efeito é particularmente notável em pacientes obesos, que também apresentam melhorias nos parâmetros metabólicos, como a redução dos níveis de triglicerídeos, colesterol e glicemia.
Comparação com outros medicamentos
Quando comparado com outros medicamentos para perda de peso, o Ozempic demonstra uma eficácia superior. O semaglutido, principal componente do Ozempic, é mais eficaz na redução de peso do que outros fármacos disponíveis no mercado. No entanto, é importante destacar que a dose utilizada nos estudos clínicos (2,4 mg) é superior à dose máxima recomendada para o Ozempic (1 mg).
Estudos clínicos relevantes
Diversos estudos clínicos têm sido conduzidos para avaliar a eficácia do Ozempic na perda de peso. Um dos principais estudos indicou uma perda média de 14,9% do peso total em 17 meses. Estes resultados são promissores, mas é crucial que o uso do medicamento seja supervisionado por um profissional de saúde para evitar efeitos adversos e garantir a segurança do paciente.
O uso do Ozempic para emagrecer deve ser sempre acompanhado por um médico, garantindo que a progressão da dose seja feita corretamente e minimizando riscos como enjoos, vómitos, desidratação e perda de massa muscular.
Perda de massa óssea osteopenia e osteoporose
A osteopenia é caracterizada por uma redução da densidade mineral óssea, sendo considerada um estágio preliminar da osteoporose. Esta última representa uma condição mais severa, onde os ossos se tornam frágeis e suscetíveis a fraturas. Ambas as condições resultam de um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea.
Acresce que o nosso corpo adapta-se ao peso que tem de suportar. Se uma pessoa perde 20 kg em poucos meses o organismo vai tentar adaptar-se diminuindo a massa óssea para valores mais ajustados ao novo peso.
Saúde óssea e ozempic
Relatos recentes, como o da cantora americana Avery, que afirmou ter desenvolvido osteoporose após um ano de uso do Ozempic sem supervisão médica, levantaram questões sobre a relação entre o semaglutido e a saúde óssea.
Contudo, especialistas indicam que não há evidências científicas suficientes para estabelecer uma ligação direta entre o uso do Ozempic e a osteoporose.
O endocrinologista Fabio Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirma que estudos em modelos animais, especialmente com liraglutido (uma molécula semelhante ao semaglutido), demonstraram aumento na síntese de osteoblastos, células responsáveis pela formação óssea, sugerindo uma possível melhoria na densidade mineral óssea
Fatores Contribuintes
É importante considerar que a perda de peso rápida e significativa, frequentemente associada ao uso de medicamentos como o Ozempic, pode influenciar na saúde óssea. A redução abrupta de peso pode levar à diminuição da densidade óssea, especialmente se não for acompanhada de uma ingestão adequada de nutrientes essenciais, como cálcio e vitamina D.
Além disso, a perda de massa muscular, comum em processos de emagrecimento acelerado, pode contribuir para o aumento do risco de osteoporose.
Recomendações
Para indivíduos a usar semaglutido ou outros medicamentos similares, é fundamental:
Acompanhamento médico regular – Garantir que o uso do medicamento seja supervisionado por um profissional de saúde qualificado.
Dieta equilibrada – Manter uma alimentação rica em nutrientes essenciais para a saúde óssea, incluindo cálcio e vitamina D.
Exercício físico – Incorporar atividades físicas que promovam o fortalecimento ósseo e muscular, como exercícios de resistência e levantamento de peso.
Resumindo, embora tenham suscitado preocupações sobre a relação entre o Ozempic e a saúde óssea, as evidências científicas atuais não suportam uma ligação direta. A perda de massa óssea pode estar mais associada a fatores como perda de peso rápida e ingestão inadequada de nutrientes. Assim, o uso de semaglutido deve ser sempre orientado e monitorizado por profissionais de saúde, assegurando uma abordagem equilibrada que considere todos os aspectos da saúde do paciente.
Efeitos gastrointestinais do Ozempic
Náuseas e vómitos
Durante o tratamento com Ozempic, é comum que os pacientes experimentem náuseas e vómitos. Estes efeitos colaterais podem ser temporários e tendem a diminuir com o tempo. É crucial manter uma boa hidratação para evitar complicações como a desidratação, especialmente em indivíduos com problemas renais.
Diarreia e obstipação
A diarreia e a constipação são outros efeitos adversos frequentes associados ao uso do Ozempic. Estes sintomas podem variar em intensidade e duração, mas geralmente são geridos com ajustes na dieta e hidratação adequada. A monitorização contínua pelo médico é essencial para garantir que os efeitos terapêuticos do medicamento superem os desconfortos gastrointestinais.
Dor abdominal e gases
Dor abdominal e gases são queixas comuns entre os utilizadores de Ozempic. Estes sintomas podem ser desconfortáveis, mas são geralmente transitórios. Aconselha-se aos pacientes que relatem qualquer dor abdominal persistente ao seu médico para uma avaliação mais detalhada.
Manter uma comunicação aberta com o seu médico pode ajudar a gerir eficazmente os efeitos gastrointestinais do Ozempic, garantindo assim uma melhor adesão ao tratamento e otimização dos seus benefícios.
Efeitos adversos comuns do Ozempic
Fadiga e tonturas
A fadiga e as tonturas são efeitos adversos frequentes do uso do Ozempic. Estes sintomas podem ocorrer devido à redução da ingestão alimentar, uma vez que o medicamento promove a sensação de saciedade. É importante monitorizar estes sintomas e consultar um médico se persistirem.
Pulso acelerado
O pulso acelerado é um dos efeitos adversos pouco frequentes associados ao Ozempic. Este sintoma pode ser preocupante e deve ser avaliado por um profissional de saúde para garantir que não há complicações subjacentes.
Erupções cutâneas
As erupções cutâneas são consideradas efeitos adversos graves e, embora sejam raras, podem indicar uma reação alérgica ao medicamento. Caso ocorram, é crucial interromper o uso do Ozempic e procurar assistência médica imediata.
Riscos do Uso Prolongado de Ozempic
Obstrução intestinal
O uso prolongado de Ozempic pode levar ao aumento do volume do intestino delgado, resultando em obstrução intestinal. Este efeito adverso é particularmente preocupante, pois pode necessitar de intervenção médica urgente. É crucial que os pacientes sigam a dosagem prescrita pelo médico para minimizar este risco.
Desidratação e desnutrição
A rápida perda de peso associada ao uso de Ozempic pode causar desidratação e desnutrição. Estes efeitos são frequentemente exacerbados por náuseas, vómitos e diarreia, que são comuns durante o tratamento. Para evitar complicações, é essencial manter uma hidratação adequada e uma dieta equilibrada.
Perda de massa muscular
A perda de peso rápida e não controlada pode também resultar na perda de massa muscular. Este efeito adverso é particularmente relevante para indivíduos que utilizam Ozempic sem supervisão médica adequada. A perda de massa muscular pode comprometer a força física e a qualidade de vida, tornando a supervisão médica indispensável.
Vesícula biliar – efeitos do Ozempic
Formação de cálculos biliares
O uso do Ozempic pode levar à formação de cálculos biliares, especialmente devido à rápida perda de peso que o medicamento pode induzir. A formação de cálculos biliares é um efeito adverso significativo, pois pode causar dor intensa e complicações adicionais.
Impacto da perda rápida de peso
A perda rápida de peso, frequentemente observada em pacientes que utilizam Ozempic, pode aumentar o risco de problemas na vesícula biliar. Este efeito é particularmente preocupante em indivíduos que já possuem predisposição a distúrbios biliares.
Prevenção e tratamento
Para minimizar os riscos associados ao uso de Ozempic, é essencial seguir algumas recomendações:
Monitorização regular da função biliar.
Manutenção de uma dieta equilibrada e rica em fibras.
Hidratação adequada para evitar a formação de cálculos.
É crucial que os pacientes em tratamento com Ozempic sejam acompanhados de perto por profissionais de saúde para prevenir e tratar possíveis complicações na vesícula biliar.
Considerações sobre o Uso Off-Label
Riscos associados
O principal problema apontado pelos médicos em relação ao Ozempic é a forma como muitas pessoas têm utilizado o medicamento. Mesmo que na teoria seja exigida a receita médica para a venda, muitos adquirem o remédio sem indicação médica, e passam a usá-lo sem acompanhamento. Muitos fazem a progressão da dose de forma errada, o que pode causar enjoos, vómitos, desidratação e perda de massa muscular. Isso quando ele não é usado por pessoas que não são obesas e querem perder 3 ou 4 quilos.
Importância da Supervisão Médica
Em caso de dúvidas sobre o uso deste medicamento, converse com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. A supervisão médica é crucial para garantir a posologia correta e minimizar os riscos de efeitos adversos. A farmacêutica Novo Nordisk, que fabrica o medicamento, reforçou em carta encaminhada à imprensa: “É importante ressaltar que a companhia não endossa ou apoia a promoção de informações de caráter off label [uso para outra indicação que não a aprovada pela Anvisa], ou seja, em desacordo com a literatura dos seus produtos. O Ozempic, aprovado e comercializado para diabetes tipo 2, ainda não possui indicação aprovada pelas agências regulatórias nacionais e internacionais para obesidade”.
Casos de Uso Indevido
Entre os efeitos colaterais possíveis do uso do Ozempic, segundo especialistas, estão:
Náuseas
Inapetência excessiva
Diarreia
Vómitos
Mal-estar
Dor de cabeça
Dificuldade para se alimentar
Desidratação (devido aos vómitos e diarreia)
Pedra na vesícula, devido à rápida perda de peso
A experiência terapêutica em pacientes com mais de 75 anos é limitada. Nenhum ajuste de dose é necessário com base na idade de utilização. A experiência com o uso de Ozempic em pacientes com insuficiência hepática grave também é limitada.
Saúde mental e ozempic
O uso do Ozempic tem sido associado a alterações no estado emocional dos pacientes. Alguns estudos indicam que o semaglutido, princípio ativo do Ozempic, pode influenciar os níveis de neurotransmissores no cérebro, o que pode resultar em sintomas de depressão e ansiedade. É crucial que os pacientes relatem qualquer mudança no humor ao seu médico para que ajustes no tratamento possam ser feitos de forma adequada.
A melhoria no controle glicémico e a perda de peso proporcionada pelo Ozempic podem ter um impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes. No entanto, é importante considerar que os efeitos adversos, como náuseas e fadiga, podem contrabalançar esses benefícios. A avaliação contínua da qualidade de vida é essencial para garantir que o tratamento esteja a proporcionar mais benefícios do que malefícios.
Devido aos potenciais efeitos do Ozempic na saúde mental, o acompanhamento psicológico pode ser uma parte importante do tratamento. Este acompanhamento pode ajudar a identificar e gerir sintomas de depressão e ansiedade, bem como a promover estratégias de coping eficazes. A integração de cuidados psicológicos no plano de tratamento pode melhorar significativamente os resultados para os pacientes.
Saúde ocular e ozempic
Retinopatia diabética
O Ozempic, tem mostrado efeitos positivos na gestão da retinopatia diabética. Esta condição, comum em pacientes com diabetes tipo 2, pode ser mitigada com o uso adequado do medicamento, que ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue. A manutenção de níveis glicémicos estáveis é crucial para prevenir danos à retina.
Lesões nos vasos sanguíneos da retina
O semaglutido também pode ter um impacto positivo na prevenção de lesões nos vasos sanguíneos da retina. Estas lesões são frequentemente causadas por níveis elevados de glicose, que danificam os vasos ao longo do tempo. O uso de Ozempic pode ajudar a reduzir este risco, promovendo uma melhor saúde ocular.
Prevenção e monitorização
Para maximizar os benefícios do Ozempic na saúde ocular, é essencial uma monitorização regular. Consultas oftalmológicas periódicas são recomendadas para avaliar a condição da retina e identificar precocemente quaisquer alterações. Além disso, manter um estilo de vida saudável e seguir as orientações médicas são passos fundamentais para a prevenção de complicações oculares associadas ao diabetes.
Saúde renal e ozempic
Efeitos nos rins
O Ozempic® tem demonstrado ser seguro para pacientes com comprometimento renal leve a moderado, sem necessidade de ajuste de dose. No entanto, a experiência com pacientes que possuem doença renal grave é limitada, e o uso do medicamento não é recomendado para aqueles em estado terminal. É crucial que os pacientes com problemas renais consultem seu médico antes de iniciar o tratamento com Ozempic®.
Prevenção de danos renais
O controle glicémico eficaz proporcionado pelo Ozempic® pode ajudar a prevenir complicações renais em pacientes com diabetes tipo 2. A manutenção de níveis adequados de glicose no sangue é essencial para evitar a progressão de danos renais. Além disso, é importante que os pacientes sigam uma dieta equilibrada e mantenham um estilo de vida saudável.
Hidratação é muito importante
A hidratação adequada é fundamental para pacientes em tratamento com Ozempic®, especialmente aqueles com comprometimento renal. A ingestão suficiente de líquidos ajuda a garantir o bom funcionamento dos rins e a prevenir a desidratação, que pode agravar problemas renais existentes. Recomenda-se que os pacientes discutam suas necessidades de hidratação com um profissional de saúde.
A supervisão médica é essencial para ajustar o tratamento conforme necessário e monitorizar a função renal durante o uso de Ozempic®.
O Ozempic tem mostrado resultados promissores na melhoria da saúde renal em pacientes com diabetes tipo 2. Estudos indicam que este medicamento não só ajuda no controlo da glicemia, mas também pode proteger os rins de danos adicionais. Para saber mais sobre os benefícios do Ozempic e outros tratamentos inovadores, visite o nosso site.
Conclusão
O Ozempic, um medicamento amplamente utilizado para o tratamento da diabetes tipo 2, tem demonstrado eficácia significativa na gestão dos níveis de glicose no sangue e na promoção da perda de peso. No entanto, é crucial reconhecer que o seu uso pode estar associado a uma série de efeitos adversos, especialmente quando utilizado sem a devida orientação médica. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, diarreia, vómitos e desidratação, que podem impactar negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, o uso inadequado do Ozempic pode levar a complicações mais graves, como a formação de cálculos biliares e problemas renais. Portanto, é imperativo que o uso deste medicamento seja sempre supervisionado por um profissional de saúde qualificado, garantindo assim a maximização dos seus benefícios terapêuticos e a minimização dos riscos associados.
Perguntas frequentes sobre ozempic
Quais são os principais efeitos adversos do Ozempic?
Os principais efeitos adversos do Ozempic incluem náuseas, inapetência excessiva, diarreia, vómitos, mal-estar, dor de cabeça, dificuldade para se alimentar e desidratação.
O Ozempic pode causar desidratação?
Sim, o Ozempic pode causar desidratação, especialmente devido aos vómitos e diarreia. É importante beber muitos líquidos durante o tratamento.
O que é o “rosto de Ozempic”?
‘Rosto de Ozempic’ refere-se a uma aparência facial magra e envelhecida que pode ocorrer devido à rápida perda de peso associada ao uso do medicamento.
Efeitos gastrointestinais comuns do Ozempic?
Os efeitos gastrointestinais comuns do Ozempic incluem náuseas, vómitos, diarreia, constipação, dor abdominal e gases.
O uso prolongado de Ozempic pode causar obstrução intestinal?
Sim, o uso prolongado de Ozempic pode levar ao aumento do volume do intestino delgado e, consequentemente, à obstrução intestinal.
Quais são os riscos de usar Ozempic sem supervisão médica?
Usar Ozempic sem supervisão médica pode resultar em dosagem inadequada, causando enjoos, vómitos, desidratação, perda de massa muscular e outros efeitos adversos graves.
O Ozempic pode afetar a saúde mental?
Sim, o Ozempic pode afetar a saúde mental, podendo levar a sintomas de depressão e ansiedade em alguns casos.
Quais são as reações alérgicas possíveis ao Ozempic?
As reações alérgicas ao Ozempic podem incluir erupções cutâneas e, em casos mais raros, outras reações alérgicas graves.
Ter um frigorífico bem organizado com os alimentos guardados e protegidos hermeticamente em recipientes de vidro é uma das melhores práticas manter a sua saúde alimentar. Mas existe muito mais que tem de saber pela sua saúde!
Neste artigo vou tratar as seguintes questões:
O que não deve deixar no frigorífico?
Como fazer com as sobras do dia anterior?
Enlatados já abertos como conservar?
Bolor, o que fazer com alimentos bolorentos?
Carne cozinhada e crua, quantos dias pode manter no frigorifico?
Como arrumar os alimentos no frigorifico?
Alimentos podres no frigorifico podem contaminar os restantes?
Leite estragado, como reconhecer?
Iogurte, até quando posso comer depois de ultrapassada a validade?
Porque é que a comida não deve ir para o frigorífico ainda quente?
Há produtos alimentares que conserva no seu frigorífico, mas que se calhar não devia guardar no “rei dos eletrodomésticos”! Isto porque apesar do aparente benefício de lhes prolongar a vida desta forma poderá não ser assim tão bom para a sua saúde.
Basicamente todos os produtos frescos como fruta, legumes e carne mesmo que não estejam cozinhados e seja guardados no frigorífico vão perder muitas das características nutritivas benéficas para a sua saúde de dia para dia. O que deve fazer, se não os vai cozinhar de imediato, é congelar o mais cedo possível e armazenar no congelador ou arca frigorífica.
Sobras do dia anterior, o que fazer?
Mesmo que seja adepto deste tipo de prática, porque odeia deitar alimentos para o lixo, saiba que não deve deixar a comida mais do que quatro dias no frigorífico, guardados em recipientes de vidro, que protegem muito mais, evitando também a contaminação por microplásticos. Se ultrapassar este prazo provavelmente poderá ficar mais suscetível a ter uma intoxicação alimentar.
Costuma deixar latas abertas no frigorífico? Pois bem, saiba que especialmente aqueles que guardam um conteúdo ácido podem fazer com que o metal se transfira para a comida, o que pode trazer-lhe sintomas indesejados como febre, náuseas ou diarreia.
Alimentos bolorentos, o que fazer?
Quando vê um alimento com uma pequena mancha de bolor costuma retirar essa parte e utilizar a restante? Pois bem, estudos recentes revelaram que o bolor penetra abaixo da superfície da comida, deixando fungos e substâncias tóxicas. Além disso, o bolor deixa esporos que podem espalhar-se através do ar para outros alimentos.
Carne cozinhada e crua no frigorífico, quantos dias posso manter?
A carne deve ser guardada na zona mais fria, ou seja, nas prateleiras intermédias junto da serpentina de arrefecimento, a uma temperatura entre 0ºC e 3ºC, junto dos pratos já cozinhados, peixe, charcutaria e outros produtos sensíveis. A carne picada deve ser consumida de imediato e até 24 horas. Outras carnes cruas podem ficar no frigorífico até 3 dias. As cozinhadas só resistem 1 a 2 dias. A temperatura no frigorífico deve rondar os 3ºC, mas nunca deve ser negativa, nem superior a 5ºC.
A arrumação correta dos alimentos é muito importante para a sua boa conservação. Assim de forma resumida, de cima para baixo do frigorífico, os alimentos devem ser guardados com a seguinte estrutura, em geral:
Prateleira de cima: Iogurtes, queijo, natas e compotas.
Prateleira média:Carne picada ou de aves crua, fiambre e charcutaria, peixe, cozinhados, conservas abertas e produtos de pastelaria.
Gavetas de baixo: Legumes e fruta.
Porta: porta para os ovos, manteiga, margarina, leite, água e sumos.
Alimentos podres e contaminação
Sim, pode haver transmissão de odores e de bactérias. Proteja os alimentos com película aderente ou coloque-os em caixas herméticas. Evite contaminações e limpe o frigorífico, pelo menos, uma vez por trimestre, com água e bicarbonato de sódio, detergente da loiça ou produto de limpeza próprio. Enxague o aparelho com um pano húmido.
Leite estragado, como reconhecer?
Se a embalagem está inchada, antes de a abrir, o leite já não está em boas condições. O desenvolvimento de microrganismos pode provocar a formação de gás e um aumento do volume do pacote. No caso do leite UHT (ultrapasteurizado), depois de aberto, guarde-o na porta, a zona menos fria, e consuma-o no prazo máximo de 3 a 4 dias. Os leites pasteurizados ou do dia devem ir para o frio logo após a compra e, depois de abertos, duram 1 a 3 dias.
Iogurte fora de validade posso comer?
O melhor é não comer. Alguns alimentos apresentam uma data de durabilidade mínima até à qual o fabricante garante que conservam as propriedades. É o caso dos produtos com a indicação “consumir de preferência antes de…” no rótulo. Outros, como os iogurtes, indicam uma data limite de consumo, expressa em “consumir até…”, com indicação do dia e mês, pois são mais perecíveis e podem representar um perigo imediato para a saúde. Uma tampa arredondada é sinal de um iogurte estragado.
Alimentos quentes posso guardar no frigorífico?
Os alimentos se forem guardados quentes, a temperatura no interior do frigorífico vai aumentar. O resultado é que todos os alimentos lá guardados também vão aquecer. Com temperaturas mais altas algumas bactérias podem multiplicar-se e estragar os alimentos ou então podem tornar-se um perigo para quem os ingerir.
Por outro lado, o frigorífico fará um maior esforço para manter a temperatura e, portanto, os gastos energéticos e o desgaste do frigorífico também serão superiores.
Alimentos ainda quentes o que fazer?
Então o que é que se deve fazer? Para arrefecer os alimentos, antes de os guardar, pode distribuí-los por recipientes pequenos, colocar num banho de água fria ou mexer com frequência. Depois disso, já pode colocar no frigorífico ou no congelador com segurança.
Conselhos úteis
Termómetro
Para reduzir o risco de vir a ter uma doença, mantenha a temperatura a 4º C ou mais baixa. Compre o seu termómetro para o frigorífico numa loja de eletrodomésticos ou em lojas que forneçam equipamentos a restaurantes e cole-o na parte superior do frigorífico – o melhor local para uma leitura precisa.
Prateleira de cima
A parte de trás da prateleira superior é o local mais fresco do frigorífico; é o sítio onde normalmente os fabricantes colocam as ventoinhas de frio. Coloque aí o leite e os seus derivados para os proteger das diferenças de temperatura. E não fique com a porta aberta muito tempo!
Comida e data de fabrico
Cole uma etiqueta em cada recipiente para identificar o seu conteúdo e a data em que foi feito. A maioria da comida está boa para consumir até três ou quatro dias depois de ser confecionada.
Prateleira do meio
Junte nesta prateleira os produtos que mais usa. Disponha-os em filas, de frente para trás e do mais pequeno para o maior. Desta maneira é menos provável que se esqueça dos itens pequenos, como o patê. Mantenha entre cada fila uma largura mínima para conseguir alcançar tudo com facilidade.
Prateleira de baixo
Reserve esta área para comida, como frango cru ou bifes, para não pingarem em cima de outros produtos. Mantenha a carne bem embrulhada na parte de trás para se manter o mais fria possível.
Gavetas
Junte os produtos em gavetas – especialmente a comida que costuma “trincar”, como as maçãs. Os produtos estão mais suscetíveis à contaminação se estiverem junto de carne de aves cruas ou cozinhadas.
Como funciona um frigorifico?
O compressor aspira o fluido refrigerante do evaporador, reduzindo a pressão nesse componente. O fluido é comprimido pelo compressor e segue para o condensador.
No condensador o fluido refrigerante, sob alta pressão, liberta o calor para o ambiente e torna-se líquido. O próximo componente do circuito é o elemento de controle, que pode ser um tubo capilar ou uma válvula de expansão. O elemento de controle reduz a pressão do refrigerante líquido que foi formado no condensador. Essa redução de pressão permite a evaporação do refrigerante, que volta ao estado gasoso ao passar pelo evaporador.
A mudança do estado líquido para o gasoso, necessita de calor. Desta forma, o fluido refrigerante retira o calor de dentro do sistema de refrigeração através do evaporador. O condensador liberta esse calor para o ambiente. O elemento de controle oferece uma certa resistência à circulação do refrigerante, separando o lado de alta pressão (condensador) do lado de baixa pressão (evaporador). O sistema de refrigeração usa ainda um filtro secador com dessecante para reter alguma eventual humidade residual existente no sistema. O tubo de arrefecimento a óleo, que existe em alguns compressores, serve para baixar a temperatura do compressor.
Toxinfeções alimentares
Por: Dra Paula Teixeira
Docente e investigadora da Escola Superior de Biotecnologia
Uma alimentação variada e equilibrada é fundamental para o bem estar físico e emocional. Os consumidores esperam que os alimentos que compram e consomem sejam apetecíveis, nutritivos e ao mesmo tempo seguros. Este último aspeto significa que os alimentos consumidos não podem colocar a saúde do consumidor em perigo. Mas, como diz o velho provérbio chinês, “quem não tem alimento, tem um problema, quem tem alimentos, tem vários problemas”.
Diarreias, vómitos, pequenas febres, sobretudo nas crianças – situações muitas vezes bem desagradáveis –, são manifestações características de toxinfeções alimentares, vulgarmente referidas como “intoxicações” alimentares. A sua gravidade é variável, podendo a sintomatologia desaparecer rapidamente, ou então progredir para situações graves, em algumas circunstâncias fatais.
As “intoxicações” podem surgir sempre que microrganismos patogénicos (os que causam doença) ou as suas toxinas entram no nosso organismo através dos alimentos que ingerimos. Apesar de não os vermos, estes microrganismos estão por todo o lado:
No nosso corpo,
Nos animais domésticos,
No ar,
Na água,
Nas superfícies e nos utensílios de cozinha,
Nos próprios alimentos… Um alimento pode apresentar um aspeto apetecível e no entanto conter agentes patogénicos!
A visão corrente do público é de que as “intoxicações” alimentares são adquiridas em estabelecimentos comerciais como cantinas e restaurantes. No entanto, tem-se constatado que estas doenças estão muitas vezes associadas à preparação e ao consumo de alimentos nas nossas casas. A falta de cuidado na preparação das refeições, os alimentos mantidos fora do frigorífico, o consumo de alimentos crus ou pouco cozinhados são algumas das causas.
Toxinfeções alimentares nos meses mais quentes
A temperatura tem uma forte influência na multiplicação das bactérias. A maioria das bactérias patogénicas duplica mais rapidamente entre os 25 e os 40 ºC, ou seja, à volta da temperatura normal do corpo humano. Nos meses mais quentes, existe uma maior possibilidade dos alimentos atingirem estas temperaturas – na mala do carro durante o transporte desde o supermercado até às nossas casas, ou nas prateleiras das lojas e cafés se a refrigeração não estiver a funcionar convenientemente – que permitem o desenvolvimento destas bactérias e, assim, causarem doenças.
Mas não é só…
Fazem-se churrascos, piqueniques e refeições na praia… Mas as condições para preparar alimentos fora de casa não são comparáveis às que existem numa cozinha!
O verão é tempo de festas populares. Tantos “petiscos” preparados sob condições de higiene algumas vezes pouco recomendáveis…e os banquetes de casamentos e comunhões… tantas iguarias, preparadas com antecedência e mantidas à temperatura ambiente por longos períodos até que sejam consumidas! Quando o verão está à porta, todos os cuidados são poucos…
Concluindo
Pois é curioso… um artigo cujo título parece um um anúncio para “venda de eletrodomésticos saudáveis” 🙂 é desenvolvido como uma questão de saúde diária passa pela mecânica do frigorífico e termina aludindo aos calorosos, descontraídos e deliciosos piquenique de verão 🙂 !
A saúde é isso mesmo, transversal a tudo o que nos rodeia e o seu universo de temáticas é simplesmente infinito. Seja qual for o tema de que se fale existe sempre uma consequência boa ou má para a nossa saúde física ou mental sendo que estas são inseparáveis! Por exemplo, se o antigo frigorífico já não der garantias de segurança, a simples decisão de comprar um frigorífico novo vai causar um sentimento de segurança psicologicamente positivo que vai beneficiar o sistema imunitário e logo que esteja instalado diminuirá muito o risco de toxinfeções alimentares.
Quanto ao artigo talvez o mais importante seja nunca deixar alimentos cozinhados demasiados dias no frigorífico, inspecionar visualmente os artigos à procura de bolores, deitar fora os alimentos estragados ou fora de validade e fazer uma limpeza regular do frigorífico!
A dor lombar (Low Back Pain) é um dos tipos de dor mais prevalentes! Qual o melhor tratamento? Segundo a American Chiropractic Association no seu artigo Back Pain Facts and Statistics dores musculares em geral e as lombalgias em particular têm uma incidência muito elevada na população e, muitas vezes em associação com dores osteoarticulares, são um enorme fator causal de absentismo laboral e perda acentuada de qualidade de vida. Este artigo pretende ser um contributo importante para prevenir e tratar de forma mais eficaz as principais dores musculares, incluindo a dor lombar, e dessa forma melhorar muito a qualidade de vida dos doentes.
Neste artigo vou tratar os seguintes temas:
Qual a anatomia da coluna vertebral?
Em quantas regiões se divide a coluna vertebral?
O que são os músculos?
Quais as funções dos músculos?
Que tipos de músculos existem?
Quais os músculos controlados pela nossa vontade?
Qual a diferença entre músculos esqueléticos, lisos e cardíacos?
Que tipo de dores musculares existem?
Porque temos dores musculares?
Quais as causas mais comuns de dores musculares?
O que fazer se surgir dor muscular súbita e intensa?
Em que situações deve consultar-se com urgência o médico?
Quais os sintomas mais comuns que acompanham a dor?
O que é uma lombalgia?
Quais as causas de lombalgia?
Quais os sinais de doença grave associados a lombalgia?
Quais os fatores de risco para a lombalgia?
Que tipos de lombalgia existem?
Qual o melhor tratamento para a lombalgia?
Quais os fármacos utilizados no tratamento da lombalgia?
Quais as medidas não farmacológicas que ajudam a prevenir ou melhorar a lombalgia?
Devo aplicar calor ou frio na minha lombalgia?
Quais as abordagens terapêuticas mais eficazes na lombalgia crónica?
Quais os conselhos mais importantes para os doentes com lombalgia?
Para as dores musculares, no geral, quais os tratamentos farmacológicos mais eficazes?
Quais os melhores exercícios para a dor lombar?
Estar sentado na secretária: Qual a melhor posição?
Conduzir: Qual a melhor posição?
Estar de pé num transporte público: Qual a melhor posição?
Quais as melhores posições para dormir?
Que outras posturas diárias posso melhorar?
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Qual a anatomia da coluna vertebral?
A coluna vertebral divide-se em 5 regiões:
Região cervical
Região torácica
Região lombar
Região do sacro
Cóccix
Músculos o que são?
Os músculos são estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Este é efetuado por células especializadas denominadas fibras musculares, cuja energia latente é ou pode ser controlada pelo sistema nervoso. Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica.
Os músculos são os tecidos responsáveis pelos movimentos dos animais, tanto os movimentos voluntários, com os quais o animal interage com o meio ambiente, como os movimentos dos seus órgãos internos, o coração ou o intestino.
Os músculos são constituídos por tecido muscular e caracterizam-se pela sua contratilidade, funcionando pela contração e extensão das suas fibras. A contração muscular ocorre com a saída de um impulso elétrico do sistema nervoso central que é conduzido ao músculo através de um nervo.
Esse estímulo elétrico desencadeia o potencial de ação, que resulta na entrada de sódio (necessário à contração) dentro da célula, e a saída de potássio da mesma, assim estimulando a libertação do cálcio que esta armazenado no Retículo Sarcoplasmático ou RS presentes no sarcoplasma (citoplasma da célula muscular). Em termos científicos, as etapas são:
Despolarização do sarcolema;
estimulação do retículo sarcoplasmático e
ação do cálcio e de ATP, provocando o deslizamento da actina sobre a miosina (é a contração muscular).
Os músculos esqueléticos ou voluntários são os órgãos ativos do movimento, transmitindo movimento aos ossos sobre os quais se inserem. Têm uma variedade grande de tamanho e formato, de acordo com a sua disposição, local de origem e inserção e controlam a postura do corpo do animal.
O ser humano possui aproximadamente 639 músculos. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual se divide em várias fibras para poder controlar todas as células do músculo, através da placa motora.
Funções dos músculos
Os músculos têm essencialmente cinco funções, a saber:
Produção dos movimentos corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e correr.
Estabilização das Posições Corporais: A contração dos músculos esqueléticos estabilizam as articulações e participam na manutenção das posições corporais, como ficar em pé ou sentar.
Regulação do Volume dos Órgãos: A contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos (esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco.
Movimento de Substâncias dentro do Corpo: As contrações dos músculos lisos das paredes vasos sanguíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o retorno do sangue para o coração.
Produção de Calor: Quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse calor libertado pelo músculo é usado na manutenção da temperatura corporal.
Tipos de músculos
Existem três tipos de tecidos musculares, a saber:
Estriado esqueléticos
Lisos
Estriado cardíaco
Estriados esqueléticos
Os músculos estriados esqueléticos contraem-se por influência da nossa vontade, ou seja, são voluntários. O tecido muscular esquelético é chamado de estriado porque faixas alternadas claras e escuras (estriações) podem ser vistas no microscópio ótico. Os músculos esqueléticos consistem são cerca de 650 músculos fixos aos ossos. Estes músculos esqueléticos são controlados conscientemente pelo córtex motor (pré-central) e pré-frontal do cérebro.
Lisos
Os músculos lisos localizam-se nos vasos sanguíneos, vias aéreas e maioria dos órgãos da cavidade abdominal e pélvica têm acção involuntária controlada pelo sistema nervoso autónomo.
Estriado cardíaco
O músculo estriado cardíaco representa a arquitetura cardíaca. É um músculo estriado, porém involuntário ou seja não depende da nossa vontade e tem um ritmo de contração e relaxamento próprio (auto ritmicidade).
Anatomia dos musculo esquelético
Este é o tipo de músculo que mais temos consciência porque depende da nossa vontade ou seja a contração e relaxamento destes músculos é voluntária.
O músculo vivo é de cor vermelha. Essa coloração denota a existência de pigmentos e de grande quantidade de sangue nas fibras musculares. Os músculos representam 40-50% do peso corporal total.
Anatomia do músculo liso
Dores musculares ou mialgias
As dores musculares também designadas por mialgias podem, em determinadas situações, causar incómodo e até mesmo afetar a vida normal do doente. Nalgumas situações, como as cãibras ou cãibras, pode haver espasmos e dores musculares muito intensas. As dores musculares podem ser divididas em dois grupos:
As que afetam o corpo todo, isto é, quando todos os músculos estão comprometidos,
As que afetam um músculo em particular, isto é, uma parte do corpo.
Nas dores musculares podem também estar envolvidas as articulações tornando difícil, por vezes, a avaliação do problema.
Causas das dores musculares
A dor muscular está, geralmente, relacionada com:
Tensão, sobrecarga ou lesão muscular provocada por um exercício ou por um trabalho fisicamente excessivo. Nesta situação a dor muscular apenas afeta um músculo específico e, por ter início logo após o esforço, a sua associação é normalmente evidente.
As dores musculares quando generalizadas podem estar associadas a situações infeciosas como a gripe ou doenças que afetam o tecido conjuntivo como por exemplo o lúpus.
No caso da dor muscular intensa, súbita, sem explicação ou se durar mais que 5 dias, no caso de infeção no local das dores, no caso de problemas de circulação na área onde as dores musculares se manifestam, o doente deve ser encaminhado para avaliação médica. Caso o doente esteja a tomar medicamentos deverá ser realizada a avaliação da farmacoterapia de modo a poder relacionar algum medicamento com o problema apresentado.
Quando consultar com urgência o médico?
As situações descritas de seguida podem sinalizar uma patologia grave pelo que devem ser avaliadas pelo médico urgentemente, a saber:
As dores musculares localizadas são comuns e podem comprometer mais do que um músculo. As dores musculares também podem envolver os seguintes tecidos:
Ligamentos,
Tendões,
Fáscia,
Tecidos moles que ligam os músculos,
Ossos,
Órgãos.
A dor pode ficar localizada na região muscular afetada, podendo incluir:
Limitação de movimento nos membros associados,
Inflamação dos tendões,
Dor de cabeça.
As dores musculares generalizadas podem estar associadas a uma inflamação como a gripe ou estar relacionada com outros sintomas.
Lombalgia
A lombalgia, ou dor na zona lombar da coluna vertebral, é uma queixa extremamente comum que afeta adversamente a capacidade funcional e a qualidade de vida.
A coluna lombar está sujeita a diversas patologias mecânico- degenerativas devido à sua ampla mobilidade e ao facto de suportar muito peso. A maioria dos indivíduos irá padecer de lombalgia aguda alguma vez ao longo da sua vida.Todos os escalões etários são afetados por lombalgias; contudo, a maior prevalência ocorre na idade adulta. O primeiro episódio geralmente ocorre entre os 30 e os 50 anos, altura em que ocorre o pico da sua incidência. É uma das patologias que provoca maior absentismo laboral, incapacidade e
recurso aos serviços de saúde.
Causas da lombalgia
A larga maioria dos doentes apresenta lombalgia inespecífica, isto é, dor que não é atribuível a uma condição ou anomalia específica.Apenas uma pequena percentagem dos doentes sofre de uma patologia orgânica reconhecida, mais frequentemente envolvendo os discos intervertebrais. Os fatores mecânicos, relacionados com a postura e com esforços físicos não mostraram relação causal com o surgimento de lombalgia em diversas revisões sistemáticas. Causas sérias, tais como inflamatórias, infeciosas ou neoplásicas são raras.
Sinais de causa grave para a lombalgia
Os sinais que podem indicar uma causa grave para a lombalgia e requerer o encaminhamento para o médico incluem, entre outros, os seguintes:
Perda de peso,
Historial de cancro,
Febre,
Dor persistente e progressiva que não é aliviada pela
medicação, repouso ou imobilização,
Lombalgia que agrava à noiteou em decúbito,
Doença sistémica
Fraqueza,
Dormência ou formigueiros associados à dor,
Incontinência urinária ou fecal ou dificuldades na micção,
Idade inferior a 20 ou superior a 55 anos,
Alterações da marcha,
Dor na zona lombar ou na anca, que irradia pela parte posterior
da coxa até à perna,
Dor associada a um evento traumático,
Alterações neurológicas progressivas,
Uso de corticosteróides sistémicos,
Drogas intravenosas,
Infeção recente.
Fatores de risco para a lombalgia
A maioria dos estudos prospetivos não conseguiu identificar muitos fatores de risco fortes e modificáveis para o aparecimento do primeiro episódio de lombalgia, no entanto alguns estudos parecem indicar os seguintes fatores de risco:
Os indivíduos com ocupações que requeiram esforços físicos intensos parecem estar em maior risco.
Os doentes obesos ou com excesso de peso têm risco aumentado de lombalgiae existe também uma ligeira associação com o tabagismo.
A prática de exercício físico apresenta uma relação não linear com o risco de lombalgia estando um estilo de vida sedentário, e a prática de atividades intensas ambos relacionados a um risco maior.
É mais comum em mulheres.
Fatores psicológicos, como stress,depressão ou ansiedade também podem estar associados a maior risco.
Têm sido apontados ainda outros fatores predisponentes, entre os quais:
Conduzir,
Estar de pé, ou sentado imóvel, por períodos prolongados,
Levantar objetos pesados,
Efetuar esforços intensos subitamente,
Estar exposto a vibrações,
Usar sapatos inadequados,
Dormir numa postura incorreta e sobre um colchão inapropriado.
Tratamento para a lombalgia
Os objetivos do tratamento da lombalgia aguda são: aliviar ador, melhorar a função, reduzir o absentismo laboral e desenvolver estratégias para lidar com o problema, através da educação do doente. O tratamento da lombalgia deve ser iniciado prematuro para reduzir o risco de desenvolvimento de dor crónica, que representa a maioria dos custos de saúde associados à lombalgia.
Existem três tipos de lombalgia, a saber:
Aguda se a sua duração for inferior a 6 semanas,
Subaguda se a duração for entre 6-12 semanas,
Crónica se persistir por mais de 12 semanas.
Lombalgia aguda
A evidência disponível indica que o repouso no leito atrasa a recuperação e não é recomendado.O doente deve ser aconselhado a manter a atividade ou retomá-Ia o quanto antes.
Paracetamol
Em situações simples,tem sido indicado como de primeira escolha.Contudo, evidências recentes apontam para que os benefícios associados ao seu uso sejam diminutos. Tem a vantagem de estar associado a um pequeno risco de efeitos adversos graves mas, pelo risco de hepatotoxicidade, deve ser respeitada a posologia máxima recomendada.
Anti-inflamatórios não esteroides (AINE)
São provavelmente mais eficazes, mas estão associados a uma maior
frequência de efeitos adversos e devem reservar-se para os doentes que não respondam ao paracetamol, contudo, são muitas vezes prescritos como primeira escolha.Nenhum AINE parece ser superior aos restantes, pelo que pode ser considerada a mudança para outro, no caso de o primeiro se revelar ineficaz. O seu uso está associado a efeitos adversos gastrointestinais, renais e cardiovasculares, pelo que se recomenda a avaliação prévia destes fatores de risco e o uso da menor dose eficaz, para minimizar potenciais efeitos adversos.
Se o doente não sentir melhorias no intervalo de 1 a 2 semanas de tratamento, deverá averiguar-se se este tem tomado a medicação corretamente e rever eventuais sinais de patologia mais grave.
Relaxantes musculares
Se estes tratamentos não demonstrarem ser ineficazes, poderão ser tentados relaxantes musculares como a tizanidina ou a ciclobenzaprine, se bem que os efeitos adversos limitem o seu uso. Existe evidência da sua eficácia bem como de que o seu uso simultâneo com paracetamol ou AINEs possa ter efeitos benéficos na diminuição da dor.Outra alternativa são as benzodiazepinas como o diazepam, apenas por curtos períodos devido ao risco de dependência e pela escassa evidência relativamente ao seu benefício
Combinações de fármacos e opióides
Pode também ser tentada uma combinação de analgésicos, como o paracetamol com uma dose terapêutica de codeína. Se o alívio continuar a ser insuficiente, deve então ser tentado um opióide mais potente. Os opióides apresentam um benefício moderado na dor grave e incapacitante que não responda ao paracetamol e aos AINE se usados de forma criteriosa e por um curto intervalo de tempo.
Contra-irritantes
Entre outros fármacos que têm sido utilizados incluem-se medicamentos tópicos como os contra-irritantes.Os fármacos contra-irritantes apresentam propriedades analgésicas ao aproveitarem os mecanismos fisiológicos de modulação da sensação dolorosa, baseado no efeito paradoxal de alívio de uma dor intensa causado ao produzir uma dor mais ligeira. Podem ser classificados em quatro grandes grupos:
Rubefacientes, como o salicilato de metilo e outros salicilatos, que
produzem irritação local e calor;
Irritantes, como a capsaícina, que produz dor localizada na zona de aplicação;
Refrescantes, como o mentol ou a cânfora que estimulam as terminações nervosas do frio;
Vasodilatadores, como o nicotinato de metilo, que produzem uma sensação localizada de calor.
Calor ou frio qual o melhor?
Têm também sido utilizadas abordagens não farmacológicas no tratamento da lombalgia. A aplicação local de calor tem sido preconizada, evidenciado benefício no alívio da dor. Deve ser aplicado cerca de 20 minutos, 3 a 4 vezes por dia, mas não em lesões recentes ( <48h) ou áreas inflamadas, dado que irá intensificar a vasodilatação e exacerbar o dano nos tecidos.
Não deverá igualmente ser aplicado em pele danificada ou com outros agentes tópicos. A aplicação de gelo tem sido igualmente recomendada, especialmente nos primeiros 2-3 dias. Existe também alguma evidência de benefício para a manipulação espinaI.
Lombalgia crónica
A lombalgia aguda pode converter-se em crónica em alguns doentes. Segundo algumas fontes pode ocorrer até 8% dos casos, mas outros apontam para que ocorra em cerca de 10-15% dos doentes. O tratamento da lombalgia crónica é difícil uma vez que tende a não melhorar com o tempo e consome muitos recursos de saúde.
Pode ser necessária terapêutica de longo prazo, quer contínua, ou episódica. Os doentes devem ser encorajados a manterem-se ativos e continuarem com as suas atividades normais tanto quanto possível. Recomenda-se:
Educação do doente,
AINEs (Anti-inflamatórios Não Esteroides)
Opióides fracos (por curto prazo),
Manipulação espinaI,
Exercício.
O papel dos analgésicos é o de controlar a dor para que o doente se mantenha ativo. Devem ser usados somente a curto prazo, durante recorrências ou períodos de exacerbação dos sintomas. Outros fármacos que podem ser considerados incluem os antidepressivos tricíclicose a capsaícina tópica. Apesar da escassa evidência, têm sido tentadas outras abordagens tais como:
Estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS),
Tração,
Acupunctura,
Massagens,
Exercícios específicos,
Suporte lombar,
Yoga.
Deve ser tido em consideração que as expectativas de benefício, por parte do doente, podem influenciar os resultados de diferentes terapias.
Existe evidência moderada de que programas de exercício dirigidos por fisioterapeutas podem reduzir a taxa de recorrências, aumentar o intervalo de tempo entre episódios e diminuir o recurso a serviços de saúde. Se uma lombalgia crónica não melhora com os tratamentos habituais, é muito importante uma abordagem multidisciplinar.
Conselhos mais importantes
O prognóstico é geralmente bastante favorável. Muitos dos casos são autolimitadose resolvem-se com pouca intervenção. A maioria dos doentes com lombalgias recupera relativamente depressa com elevada probabilidade de melhoria ao longo do primeiro mês.
Os doentes devem ser aconselhados a manter-se tão ativos quanto possível, dentro dos limites de tolerância da dor, e a retomarem as suas atividades normais o mais depressa possível.Interromper as atividades laborais aumenta o risco de cronicidade‘ e quanto mais prolongada for a inatividade, maior é o risco de invalidez permanente.
Os doentes devem ser encorajados a praticar exercício, já que este diminui as recorrências, reduz o absentismo e a utilização de recursos de saúde.Evidência proveniente de revisões sistemáticas de ensaios relativos a prevenção de lombalgias revela que apenas as intervenções que consistem em exercício físico se mostram eficazes. Além disso, também proporciona outros benefícios para a saúde, a nível cardiovascular e ósseo. O médico ou o fisioterapeuta também poderão aconselhar exercícios específicos para tratamento e prevenção das lombalgias.
Prevenção das lombalgias
Entre as medidas que podem ser recomendadas para prevenção das lombalgias, principalmente da sua recorrência, incluem-se:
Dormir sobre um colchão firme, mas não excessivamente duro, com uma almofada preferencialmente baixa, para não forçar o pescoço, em posição lateral com os joelhos dobrados, com uma almofada entre as pernas, ou dorsal com uma almofada sob os joelhos;
Levantar objetos pesados mediante flexão dos membros, de modo a evitar sobrecarga na zona lombar, evitando sujeitar a coluna a movimentos de torsão e flexão e mantendo o objeto encostado ao corpo;
Evitar a permanência em pé durante demasiado tempo, de forma estática, com os pés no mesmo plano. Quando se trabalha de pé, deverá mudar-se a posição dos pés e repousar alternadamente os pés sobre um banco;
Na posição sentada, manter as costas direitas e apoiadas no encosto, utilizar uma cadeira ajustável em altura e com apoio de braços e uma mesa à altura dos cotovelos, apoiando os pés sobre um banco, de modo a que os joelhos fiquem mais elevados do que as ancas;
Manter-se fisicamente ativo;
Deixar de fumar;
Não utilizar saltos altos;
Manter um peso adequado.
Tratamentos mais eficazes
Terapêutica não farmacológica
Em muitas situações de dores musculares é possível aplicar um tratamento sem intervenção de medicamentos. Assim pode tentar:
Evitar esforços excessivos,
Aplicar gelo nas primeiras horas posteriores ao trauma,
Realizar exercício com moderação,
Dormir bem,
Evitar atividade aeróbicas de alto impacto,
Realizar massagem de relaxamento ou fisioterapia se prescrita.
Terapêutica farmacológica
De seguida listamos alguns dos medicamentos mais utilizados no tratamento das dores musculares, descrevendo o princípio ativo e entre parêntesis um exemplo geralmente da marca mais conhecida.
Fármacos para tratamento oral:
Paracetamol (Ben-uron®), 500-1000mg (comp.), 1 comp. PO cada 4-6h, máx.: 4000mg/ dia.
Fármacos contendo anti-inflamatórios não esteroides (ou análogos) de uso tópico de composição variada:
Estes medicamentos são de composição variada e podem estar em associação com as seguintes substâncias ativas: ácido salicílico, nicotinato de benzilo, mentol, heparina, cânfora, entre outras tradicionalmente usadas. Os principais medicamentos contendo anti-inflamatóprios não esteroides para aplicação tópica, são:
Symphytum officinale, (creme), aplicar 4xdia.
Salicilato de metilo (comp. variada), (creme, pomada), aplicar 3-4xdia.
Descrevemos de seguida alguns exercícios que ajudam a evitar a lombalgia:
Melhor posição na secretária
Melhor posição para Conduzir
Melhor posição para dormir
Posturas a melhorar
Concluindo
O nosso organismo tem inúmeros músculos e qualquer um deles pode sofre uma lesão que eventualmente pode causar dor. Existem no entanto três pontos chave que devo destacar:
As dores musculares associadas a um trauma ligeiro ou esforço muscular passam, normalmente, entre 3 a 5 dias.
Dores musculares com início súbito e intenso devem ser avaliadas pelo médico.
Nas dores musculares pode haver envolvimento osteo-artrósico ou seja dos ossos e articulações vizinhos do músculo lesionado.
Existem também inúmeros exercícios que pode e deve fazer em casa e posturas que pode alterar no seu dia-a-dia para se proteger de dores musculares e em particular das lombalgias. Quando a dor se instala a utilização inicial de frio pode ter efeitos muito benéficos e até evitar a utilização de medicação.
Uma dor seja ela qual for nunca deve ser ignorada pois é um sinal de aviso, do nosso corpo, para algo que não está a correr bem! Se essa dor for repentina, intensa ou frequente consulte de imediato o médico.
A meditação é uma prática antiga que tem sido usada há milhares de anos para melhorar a saúde mental e física. Essa prática envolve focar a nossa mente num determinado objeto, pensamento ou atividade para alcançar um estado de relaxamento e paz interior. A meditação demonstrou ter uma ampla gama de benefícios para a saúde mental e física.
Neste artigo vou descrever:
História e origem da meditação;
Gurus importantes;
O significa meditar;
O que é um mantra;
Benefícios para a saúde física e mental;
Técnicas mais eficazes;
Técnicas simples e rápidas;
Meditação da gratidão;
As cinco técnicas da atenção de Thic Nhat Hanh na Arte do Poder;
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Meditação história e origem
As origens da meditação não são claras, mas acredita -se que tenha começado na Índia antiga onde era praticada como uma disciplina espiritual para ajudar as pessoas a alcançar estados superiores de consciência. . Os primeiros registos escritos de meditação datam de cerca de 1500 a.C. nos Vedas, as antigas escrituras hindus. Os Vedas, uma coleção de textos religiosos, contêm referências à meditação e aos seus benefícios. No budismo, a meditação é parte integrante da religião, e acredita -se que seja um dos caminhos para a iluminação.
A prática da meditação espalhou-se depois para outras partes do mundo, incluindo China, Japão e Médio Oriente. Também foi adotado por várias religiões, incluindo budismo, hinduísmo, jainismo e taoísmo. A meditação também era praticada na Grécia antiga, no Egito e na China.
Gurus importantes na meditação
Muitos gurus e professores contribuíram para o desenvolvimento e popularização da meditação ao longo dos séculos. Alguns dos mais influentes incluem:
Buda – o fundador do budismo, que ensinou a meditação como um caminho para a iluminação;
Patanjali – um antigo sábio indiano que escreveu os Yoga Sutras, um texto sobre a prática de yoga e meditação;
Maharishi Mahesh Yogi – um guru indiano que popularizou a Meditação Transcendental no Ocidente nas décadas de 1960 e 1970;
Thich Nhat Hanh – um mestre zen vietnamita e ativista pela paz que escreveu extensivamente sobre a prática da meditação mindfulness;
Deepak Chopra – um médico e autor, ele popularizou a meditação no Ocidente através de seus livros e palestras.
Sharon Salzberg – professora de meditação e autora que tem sido fundamental para trazer ao Ocidente a atenção plena sobre a meditação e os seus benefícios.
O que significa meditar
A meditação é uma prática mental que envolve focar a nossa atenção num determinado objeto ou pensamento. Isso pode ser qualquer coisa, desde a nossa respiração até um mantra ou uma visualização. O objetivo da meditação é aquietar ou acalmar a mente e alcançar um estado de paz interior e relaxamento.
O que é um mantra
Um mantra é uma palavra, frase ou som que é repetido durante a meditação ou como um meio de concentrar a mente. A palavra “mantra” vem do sânscrito e é composta por duas partes: “man”, que significa mente e “tra”, que significa instrumento ou ferramenta.
No contexto da meditação, um mantra pode ser usado como uma ferramenta para ajudar a acalmar a mente e aprofundar a concentração. A repetição do mantra pode ajudar a criar uma sensação de clareza e foco mental e também pode servir como uma maneira de se ligar com uma intenção específica ou estado desejado de ser.
Os mantras podem ser específicos para uma tradição espiritual ou religiosa específica, ou podem ser de natureza mais geral e secular. Alguns mantras comuns incluem “Om”, “Om Shanti”, “Sat Nam” e “So Hum”.
É importante observar que a eficácia de um mantra dependerá do indivíduo e que não existe uma abordagem única para a meditação ou a prática do mantra. É recomendável que cada um de nós experimente diferentes mantras e encontre o que ressoa melhor connosco e apoia a nossa prática.
As cinco grandes mentiras sobre saúde
Benefícios para a saúde física e mental
Foi demonstrado que a meditação traz inúmeros benefícios para a saúde mental e física. Descrevo de seguida alguns dos mais notáveis.
Existem muitos tipos diferentes de técnicas de meditação, cada uma com seus próprios benefícios. Algumas das técnicas de meditação mais eficazes incluem:
Meditação Mindfulness – concentrando a nossa atenção no momento presente;
Meditação de Amor e bondade – cultivando sentimentos de amor e bondade para connosco e para com os outros;
Meditação Transcendental – repetir um mantra para atingir um estado de transcendência;
Meditação Body Scan – concentrando a nossa atenção em diferentes partes do nosso corpo para alcançar o relaxamento;
Meditação da consciência da respiração – concentrando-se na respiração para acalmar a mente e o corpo.
Técnicas mais simples e rápidas
Se descobrimos a meditação recentemente ou temos pouco tempo, existem algumas técnicas de meditação simples e rápidas que podemos experimentar:
Consciência da respiração – Concentra-te na respiração por alguns minutos, percebendo as sensações de inspirar e expirar.
Meditação do Mantra – Repete uma frase ou palavra simples na tua cabeça, e concentra-te no som e no ritmo do mantra.
Meditação a pé – Dá um passeio ao ar livre e concentra-te na tua respiração e no que te rodeia. Isso também envolve caminhar devagar e com atenção, concentrando-nos em cada passo e nas sensações do nosso corpo.
Meditação de gratidão
A meditação da gratidão é uma prática que envolve focar nos aspetos positivos da tua vida e cultivar um sentimento de apreço por eles. Descrevo de seguida uma técnica para praticar a meditação da gratidão:
Encontra um lugar tranquilo e confortável onde te possas sentar ou deitar sem distrações;
Feche os olhos e respira fundo algumas vezes para relaxar o corpo e a mente;
Trás à mente algo ou alguém por quem nutres um sentimento de gratidão. Pode ser uma pessoa, um lugar, uma coisa ou até mesmo uma simples experiência;
Quando te concentras nesse objeto de gratidão, começa a sentir as emoções positivas associadas a ele. Observa as sensações no teu corpo e permite-te experimentar plenamente os sentimentos de alegria, amor ou admiração que surgirem;
Fica com esses sentimentos por alguns momentos, permitindo que eles se expandam e preencham todo o teu ser;
Enquanto continuas a concentrar-te no teu objeto de gratidão, repete para ti mesmo, silenciosamente a frase “Obrigado” ou “Sou grato/a”. Permite que as palavras penetrem e reforcem os teus sentimentos de apreço;
Se a tua mente começar a divagar ou pensamentos negativos surgirem, simplesmente reconhece-os e aceita-os sem julgamento e gentilmente trás a tua atenção de volta ao teu objeto de gratidão;
Continua a concentrar-te na tua gratidão por vários minutos ou pelo tempo que desejares;
Quando estiveres pronto para terminar a meditação, respira fundo algumas vezes e gradualmente trás a tua consciência de volta ao ambiente;
Reserva um momento para refletir sobre como te sentes após a meditação e observa qualquer mudança no teu humor ou perspectiva.
Com a prática regular, a meditação da gratidão pode ajudar-te a cultivar uma visão mais positiva e agradecida da vida e melhora o teu bem-estar geral.
As cinco práticas da atenção
Alguém que amo ofereceu-me um livro, seu, que foi marcante para a sua vida. No livro “A Arte do Poder”, Thich Nhat Hanh descreve cinco práticas de atenção que podem ajudar-nos a cultivar a força interior e transformar, com amor, os nossos relacionamentos com os outros, a saber:
Proteção da vida: Para proteger os humanos temos de proteger os elementos não humanos ou seja animais, plantas e minerais. Este é o ensinamento do sutra do diamante;
Generosidade: A pobreza está em toda a parte e a desigualdade causa sofrimento. Assim devemos oferecer o nosso tempo, energia e recursos naturais aos que deles necessitam;
Proteção dos indivíduos e famílias: Devemos abster-nos de abusos e relações sexuais erradas, desprovidas de amor e de compromissos de longo prazo. Corpo e mente não são duas coisas separadas. Respeitar o corpo também é respeitar a mente. Confundimos sexo com amor mas para existir Amor tem de haver respeito, sem o qual não existe verdadeiro Amor;
Comunicação profunda: A fala leviana e a incapacidade de ouvir os outros causa sofrimento. Devemos cultivar palavras afetuosas e melhorar a capacidade de ouvir profundamente de forma a trazer alegria e felicidade aos outros e alivia-los do sofrimento. Devemos aprender a falar com verdade com palavras que inspirem autoconfiança, alegria e esperança. Não devemos espalhar notícias das quais não temos a certeza nem criticar ou condenar sem provas certas.
Consumo desatento e excessivo: Devemos cultivar a nossa saúde física e mental, da nossa família e da sociedade em que estamos inseridos comendo, bebendo e consumindo com atenção utilizando alimentos que preservem a paz, bem-estar e alegria do nosso corpo, evitando o álcool e outros alimentos tóxicos assim como qualquer outro produto que possa intoxicar incluindo certos programas de televisão, certas revistas, livros, filmes e conversas. Uma “dieta” adequada que respeite os nossos antepassados, os nossos pais, a nossa sociedade e as gerações futuras é essencial para evitar a violência, o medo, a cólera e a confusão dentro de nós e da nossa sociedade.
Concluindo sobre meditação
Cada um de nós pode adaptar os benefícios da meditação ao seu ritmo de vida e agenda diária marcada pelos ponteiros do tempo que por vezes não dá tréguas. O meu tempo é quase sempre limitado, assim começo o dia com 5 ou 10 minutos sossegado, cruzando as pernas no sofá, em silêncio, desligado de todas as redes, com uma chávena quente de café entre as mãos e aceito todos os pensamentos que me visitem. Nunca dramatizo estas “visitas mentais” apenas as deixo fluir como pensamentos que são, nada mais.
Aceitar os pensamentos negativos sem dramatizar mudou a minha vida, agora quase sempre sou eu que controlo os pensamentos cinzentos e não são eles que controlam a minha agenda. Aceitar o que não podemos mudar é nuclear para uma boa saúde mental.
Quando alguma “ruminação mental” tenta ficar concentro-me na respiração nasal que ativa o nosso sistema nervoso parassimpático e nos tranquiliza. Nestes momentos necessito de fazer um esforço consciente de concentração na respiração de forma a não deixar espaço de entrada aos pensamentos. A pouco e pouco vamos aperfeiçoando a técnica às nossas necessidades.
Durante o dia aproveito os momentos de deslocação a pé para, se necessário, concentrar-me nos meus passos e respirar pelo nariz durante a caminhada e 10 minutos já fazem toda a diferença.
Ser generoso com quem nos rodeia e grato pela vida é um processo de constante evolução, absolutamente extraordinário, que nos pode indicar, de forma luminosa, o caminho certo 🙂
Kuyken et al. (2020) – “Efficacy of mindfulness-based cognitive therapy in prevention of depressive relapse: An individual patient data meta-analysis from randomized trials.” This study found that mindfulness-based cognitive therapy can be effective in preventing depressive relapse in people with a history of depression.
Gariepy et al. (2020) – “Meditation and Blood Pressure: A Systematic Review and Meta-analysis.” This study found that meditation can reduce blood pressure in people with hypertension.
Li et al. (2020) – “Effects of mindfulness-based stress reduction on emotion regulation in adults with autism spectrum disorder: A randomized controlled trial.” This study found that mindfulness-based stress reduction can improve emotion regulation in adults with autism spectrum disorder.
Murrant et al. (2019) – “Mindfulness meditation and the experience of parenting: A systematic review of qualitative studies.” This study found that mindfulness meditation can improve parenting practices and increase parental well-being.
Black et al. (2018) – “Mindfulness Meditation and Improvement in Posttraumatic Stress Disorder Symptoms: A Randomized Controlled Trial.” This study found that mindfulness meditation can reduce symptoms of post-traumatic stress disorder (PTSD) and improve resilience.
Hoge et al. (2018) – “The Effect of Mindfulness Meditation Training on Biological Acute Stress Responses in Generalized Anxiety Disorder.” This study found that mindfulness meditation can improve symptoms of generalized anxiety disorder and reduce inflammatory markers.
Pascoe et al. (2017) – “A systematic review of randomized controlled trials on the effects of yoga and mindfulness meditation on sleep quality.” This study found that both yoga and mindfulness meditation can improve sleep quality and reduce symptoms of insomnia.
Goyal et al. (2014) – “Meditation programs for psychological stress and well-being: a systematic review and meta-analysis.” This study found that meditation can reduce symptoms of anxiety, depression and pain.
Zeidan et al. (2015) – “Mindfulness meditation improves cognition: Evidence of brief mental training.” This study found that just a few minutes of mindfulness meditation can reduce pain sensitivity and improve cognitive control.
Tang et al. (2015) – “The neuroscience of mindfulness meditation.” This study found that mindfulness meditation can improve attention, cognitive performance and mood.
Brefczynski-Lewis et al. (2007) – “Neural correlates of attentional expertise in long-term meditation practitioners.” This study found that long-term meditation practice can increase activity in brain regions associated with positive emotions and decrease activity in regions associated with negative emotions.
Chiesa et al. (2011) – “Mindfulness-Based Interventions for Chronic Pain: A Systematic Review of the Evidence.” This study found that mindfulness-based interventions can reduce symptoms of anxiety and depression, and improve quality of life.
Gotink et al. (2016) – “8-week Mindfulness Based Stress Reduction induces brain changes similar to traditional long-term meditation practice – A systematic review.” This study found that mindfulness-based stress reduction can reduce symptoms of depression and anxiety.
Creswell et al. (2014) – “Alterations in Resting-State Functional Connectivity Link Mindfulness Meditation With Reduced Interleukin-6: A Randomized Controlled Trial.” This study found that mindfulness meditation can reduce symptoms of social anxiety and improve neural responses to social stress.
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