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JEJUM INTERMITENTE GUIA 2017: 21 RESPOSTAS ESSENCIAIS




Actualizado em 3 de Janeiro de 2017

Jejum intermitente guia 2017: Tudo o que não sabe! Este artigo, em constante actualização, cita 28 estudos, como por exemplo da University of Aberdeen Rowett Institute of Nutrition and Health, Abrdeen, Scotland, UK. (Maio de 2015) Fasting for weight loss: an effective strategy or latest dieting trend?

Também o estudo da University of Illinois Varady et al (2013) Alternate day fasting for weight loss in normal weight and overweight subjects: a randomized controlled trial. Ambos podem ser consultados pretendendo ser um contributo para clarificar muitas dúvidas que existem sobre os benefícios e efeitos adversos do jejum intermitente como forma de perder peso, massa gorda ou simplesmente melhorar a condição de saúde geral da pessoa que o faz. Os dois maiores receios associados ao jejum são a perda de massa muscular e a diminuição da capacidade cognitiva. Mas será que os estudos científicos provam isso?

Se tem interesse sobre este assunto consulte com frequência os mais recentes estudos que vou acrescentando no capítulo denominado “Quais os estudos disponíveis?”.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o jejum?
  • O jejum é um estado normal?
  • O que é o jejum intermitente?
  • Quais as formas de jejum intermitente?
  • Quantas horas dura o jejum?
  • Qual o jejum mais comum?
  • Quais os estudos disponíveis? Quais os mais recentes?
  • Quais os benefícios comprovados do jejum intermitente?
  • Quais os benefícios que necessitam de ser comprovados por mais estudos?
  • O jejum provoca inflamação?
  • O jejum aumenta o cortisol?
  • O jejum influencia o envelhecimento?
  • Quais os possíveis mecanismos do jejum intermitente?
  • Qual a influência da actividade física no jejum?
  • Quais os exemplos de actividades aeróbicas que podem ser feitas?
  • Como afecta os atletas o jejum intermitente?
  • Qual a influência da ingestão de adoçantes fora das horas de jejum?
  • Como é que a ingestão de algumas gorduras fora das horas de jejum afectam a eficácia do mesmo?
  • O jejum intermitente faz perder massa muscular?
  • O jejum intermitente diminui a capacidade cognitiva?
  • Qual a minha experiência pessoal?

 

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Jejum o que é?

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O jejum é um estado em que o corpo, após ficar algum tempo sem se alimentar, utiliza mais fontes energéticas próprias do que as que são ingeridas na dieta. Por exemplo, o organismo passa a utilizar a gordura armazenada no tecido adiposo em vez da gordura ingerida na alimentação. Além disso, o corpo passa a usar como energia a glicose produzida no fígado, e a utilizar de forma mais intensa o glicogênio muscular e hepático, em detrimento dos hidratos de carbono provenientes da alimentação.

Durante o jejum, ocorre a utilização de aminoácidos (elementos constituintes das proteínas) para a produção de energia. Vale a pena realçar que a utilização dessas fontes próprias, principalmente gordura e glicose/glicogênio, ocorre pelo facto da dieta, no momento do jejum, não fornecer nutrientes para a produção de energia.

Jejum é um estado normal?

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Ao longo da nossa evolução, passamos por diversos períodos de jejum para garantirmos a sobrevivência da espécie. Isso aconteceu porque fomos caçadores-recolectores durante quase toda nossa existência, o que significava que só podíamos comer quando havia alimentos disponíveis ou seja quando pescávamos, caçávamos ou recolhíamos fruta e outros vegetais.

Por esse motivo, certamente vários foram os momentos em que nossa espécie realizou jejum ao longo dos tempos. Isso não significa necessariamente que o jejum é um estado que faz parte dos hábitos de uma pessoa. No entanto pode significar que somos muito bem adaptados a ele, caso contrário não teríamos sobrevivido aos inúmeros períodos de escassez de comida.

O jejum não evoluiu para ser um estado diário comum para o ser humano, mas é certamente um estado normal e natural à nossa existência.

Jejum intermitente o que é?

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O jejum intermitente é um tipo de jejum “programado”. Como o nome sugere, ele não é constante e duradouro, pelo contrário, normalmente acontece em intervalos de tempos pré-estabelecidos. Ou seja, apresenta períodos de jejum intercalados com períodos onde há ingestão alimentar.

Jejum intermitente que tipos existem?

Jejum intermitente melhorsaude.org melhor blog de saude

O jejum intermitente pode ser praticado e planeado de várias maneiras, sendo as principais as seguintes:

  • Pode ser praticado todos os dias,
  • Dia sim/dia não,
  • De 3 em 3 dias,
  • 1 vez por semana, etc.

Quantas horas dura?

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O jejum intermitente pode durar:

  • 12 horas,
  • 16 horas,
  • 24 horas
  • Mais de 24 horas (pouco habitual)

Em relação à frequência, os protocolos mais comuns envolvem o jejum intermitente diário ou a cada 2 dias (dia sim/dia não). No que diz respeito à quantidade de horas de cada jejum, normalmente não se ultrapassa 24 horas seguidas.

Jejum intermitente qual o mais comum?

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Um exemplo muito comum é o jejum intermitente diário de 12 horas em que a pessoa realiza a última refeição do dia anterior, dorme aproximadamente 8 horas e, depois, fica o tempo necessário, sem se alimentar, até perfazer 12 horas de jejum, terminando durante a manhã do dia seguinte.

Outra alternativa também bastante usada é o jejum de 16 horas que equivale a basicamente realizar o jantar à noite e só comer novamente no almoço do dia seguinte, evitando o pequeno almoço e alguma refeição ligeira a meio da manhã. Este é um protocolo bastante utilizado porque já aproveita as 8 horas de sono e também porque muitas pessoas não sentem muita fome de manhã.

Nos estudos que avaliam o efeito do jejum intermitente, os protocolos são variáveis, mas talvez o mais comum seja o jejum alternado em dia sim/dia não. No dia de jejum, ocorre a ingestão de até 25% das necessidades energéticas diárias durante um período de 24h. No dia seguinte, sem jejum, a alimentação não tem restrições.

Quais os estudos disponíveis?

Existem diversos estudos que comprovam os benefícios do Jejum Intermitente. Descrevo uma lista de alguns:

Jejum intermitente quais os benefícios comprovados por estudos?

Os estudos acima referidos demonstraram os seguintes benefícios:

  • Perda de peso;
  • Perda de massa gorda;
  • Baixa dos triglicéridos;
  • Baixa do colesterol LDL (“colesterol mau”);
  • Manutenção do colesterol HDL (“colesterol bom”);
  • Aumento do tamanho das lipoproteinas de baixa densidade (LDL);
  • Diminuição da resistência à Insulina;
  • Proteção contra a lesão isquémica do miocardio (estudo de Setembro de 2015 sobre autofagia);
  • Aumenta a secreção de Hormona do crescimento que preserva a massa muscular e queima gordura;
  • Manutenção da taxa de metabolismo em repouso;
  • Ausência de efeitos adversos relevantes;
  • Melhores resultados do jejum intermitente quando comparado com regimes de restrição calórica convencional e diária, nomeadamente na perda de peso, massa gorda e resistência à insulina.

Quais os benefícios que necessitam de mais estudos?

Existem alguns benefícios que são ainda “polémicos” porque as evidências ainda não são fortes mas se vierem a ser serão extraordinários, a saber:

Quais os possíveis mecanismos?

Os possíveis mecanismos de ação do jejum intermitente que levam aos benefícios referidos são os seguintes:

  1. Aumento na secreção da hormona do crescimento (GH)  a qual está associada ao aumento da massa magra (massa muscular) e à redução na gordura corporal. Vale a pena ressaltar que falamos do GH naturalmente produzida pelo nosso organismo e não pela hormona sintética que algumas pessoas usam de forma exógena;
  2. Aumento da utilização da gordura armazenada no tecido adiposo;
  3. Aumento da termogênese (produção de calor);
  4. Aumento da sensibilidade à insulina;
  5. Redução no desenvolvimento ou na progressão de alguns tipos de cancro;
  6. Estimulação do mecanismo de autofagia celular.

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Jejum qual a influência da actividade física?

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Existem, ainda, poucas evidências que possam ser transformadas em recomendações. Em princípio não vale a pena realizar exercícios aeróbicos em jejum com o objectivo de “queimar gordura”, tendo em vista que os estudos que temos disponíveis não sugerem que tal prática seria mais eficaz na perda de gordura corporal do que o exercício após uma refeição.

Estudo: Ketogenic diets and physical performance

Alguns dados da literatura científica sugerem que a realização de exercícios num contexto de dieta cetogénica pode gerar adaptações benéficas no desempenho, especialmente em atividades aeróbicas.

10 exemplos de actividades aeróbicas

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  • Caminhada
  • Trekking ou seja caminha em trilhos na Natureza
  • Natação
  • Hidroginástica
  • Spinning ou ciclismo indoor realizado em bicicletas ergométricas nos ginásios
  • Kickboxing
  • Aero Jump que consiste em movimentos coreográficos descendo e subindo uma plataforma
  • Body Pump que sincroniza músicas animadas com levantamento de pesos
  • Step que é uma actividade feita sobre uma plataforma (step) de madeira ou borracha
  • Saltar à corda

Estudo: The effects of a ketogenic diet on exercise metabolism and physical performance in off-road cyclists.

Jejum intermitente afecta os atletas?

Sabe-se também que o jejum intermitente, desde que realizado de forma correcta ou seja respeitando o plano de treinos, a ingestão adequada de calorias e nutrientes, descanso, hidratação, etc, parece não afectar a performance em atletas e praticantes de actividade física, salvo algumas excepções.

Estudos:

Assim, como a ingestão de uma dieta cetogénica, devido à sua composição nutricional reduzida em carboidratos, leva o organismo a um estado fisiológico semelhante ao do jejum , com redução na concentração sanguínea de insulina e aumento na utilização de gorduras e corpos cetónicos como fonte de energia, é possível que o exercício realizado em jejum possa trazer adaptações metabólicas semelhantes que favoreçam o desempenho, principalmente em actividades aeróbicas de longa duração.

Tais adaptações, caso ocorram, certamente serão dependentes da correcta adequação do indivíduo ao seu treino e à dieta que poderão, potencialmente, levar à utilização mais eficiente tanto de carboidratos como de gorduras para a produção de energia durante o exercício; nesse caso, tanto a ingestão de calorias, como a composição da dieta, seriam fundamentais no processo.

Quem não é atleta não precisa de se preocupar em fazer exercício em jejum. Deve realizar actividade física com segurança e, de preferência, após uma refeição adequada. Além disso, enquanto não estiver no momento de jejum, a actividade física pode, em princípio, acontecer de forma normal para qualquer indivíduo apto a praticá-la.

Jejum qual a influência dos adoçantes?

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Durante o período em que a pessoa realiza o jejum intermitente, o consumo de alguns alimentos sem calorias, como chás e café, normalmente é permitido. Isso acontece justamente porque tais alimentos não fornecem, ao corpo, nutrientes capazes de gerar energia — não alterando o estado metabólico proporcionado pelo jejum.

Enquanto estiver em jejum, posso consumir adoçantes não calóricos no chá ou café?

A resposta a essa pergunta não é muito simples porque as evidências científicas que temos ainda são inconclusivas ou escassas.

A maior parte dos adoçantes artificiais não calóricos (aspartame, sacarina, acesulfame-K, ciclamato, sucralose) são capazes de estimular a secreção de insulina pelo pâncreas, embora a libertação de insulina não seja de grande magnitude. A stévia, que é um adoçante natural, também estimula a secreção de insulina ao ser ingerido.

Estudos:

Devido ao facto de parte dos benefícios provenientes do jejum intermitente possivelmente ser decorrente dos reduzidos níveis de insulina circulante, aumentar a concentração desta hormona no sangue pode, potencialmente, significar que parte desses benefícios não será obtida.

Ainda não existem estudos que testassem directamente a hipótese de um leve aumento na secreção de insulina, pelo consumo de adoçantes (artificiais ou não), poderia diminuir parte  dos benefícios proporcionados pelo jejum intermitente.

Testar de forma individual pode sempre ser uma alternativa para descobrir se determinada estratégia funciona ou não. De qualquer forma, habituar-se ao sabor natural do café ou dos chás é, na verdade, uma opção ainda melhor, principalmente porque o consumo de aditivos artificiais (como a maior parte dos adoçantes) sempre terá o risco de ser prejudicial à saúde no médio ou longo prazo.

Jejum qual a influência das gorduras?

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É muito comum, principalmente na comunidade Paleo, que os praticantes do jejum intermitente consumam, durante o período de jejum propriamente dito, café ou chás aos quais adicionam as seguintes gorduras:

  • Creme de leite,
  • Óleo de coco
  • Manteiga.

A lógica para isso é que, como o estado metabólico do jejum já favorece a mobilização e utilização de gorduras como fonte de energia, a ingestão de alimentos que essencialmente fornecem apenas esse nutriente não reduziria os potenciais benefícios provenientes do jejum intermitente.

Não existem estudos que testassem directamente o efeito da ingestão de bebidas (café ou chá), adicionadas de uma dessas fontes de gordura, sobre o estado metabólico induzido pelo jejum intermitente. Entretanto, temos evidências de que doses orais de 40g de gorduras (após o jejum nocturno) não aumentam, por exemplo, a secreção de insulina.

Por outro lado, o consumo de tal quantidade de gordura parece ser capaz de inibir a lipólise (mobilização de gordura) do tecido adiposo — o que faz todo sentido, porque o organismo, uma vez que passou a receber uma fonte energética da alimentação, pode reduzir a utilização das próprias reservas de gordura.

Estudo:  Effects of an oral and intravenous fat load on adipose tissue and forearm lipid metabolism

Ao mesmo tempo em que não ocorre estímulo para o armazenamento de gordura (já que os níveis de insulina permanecem reduzidos), há uma certa redução na “queima” da própria gordura corporal.

De qualquer forma, a quantidade de gordura adicionada a chás ou cafés normalmente é inferior à utilizada no estudo mencionado, o que sugere que doses menores de manteiga, óleo de coco ou creme de leite, adicionadas a essas bebidas, tenham um efeito pouco relevante ,inibindo menos a lipólise e, assim, levando mais rapidamente o organismo a utilizar a própria gordura como fonte de energia.

Levando estes factos em consideração, se o objectivo do jejum intermitente for principalmente auxiliar na perda de gordura corporal, o consumo de fontes de gorduras adicionais da dieta — durante o período de jejum propriamente dito — pode não ser a melhor alternativa.

Caso os objectivos da prática do jejum intermitentes estejam pelo menos parcialmente dissociados da perda de peso, a ingestão de fontes adicionais de gordura pode até ser benéfica no sentido de garantir que a disponibilidade energética de fontes de energia será “máxima”, mesmo no período do jejum propriamente dito.

Jejum intermitente faz perder massa muscular (massa magra)?

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Uma dúvida muito comum em quem ouve falar de jejum é:

“Mas eu não vou perder massa muscular?”

Essa é uma preocupação válida, tendo em conta que o objetivo, quando se deseja a perda de peso, é que a redução na gordura corporal seja a maior possível, ao mesmo tempo que a massa muscular (massa magra) seja preservada ao máximo.

Quando analisamos os estudos é possível perceber que praticamente todos eles mostram que não há diferença estatística entre a massa magra inicial e a massa magra final dos participantes que permaneceram em jejum nesses estudos.

Quando ocorre diminuição na massa magra , essa redução é relativamente pequena, sendo inclusive inferior (ou, no máximo, igual) à perda de massa magra observada em praticamente qualquer outro tipo convencional de estratégia ou dieta para perda de peso.

Além disso, vale a pena ressaltar que os estudos normalmente avaliam a massa magra como um todo, e não diretamente apenas a massa muscular.

Massa magra como se calcula?

A massa magra equivale à soma dos pesos de todos os tecidos que não são gordura.

Levando em conta que o jejum, assim como as dietas com redução de carboidratos, podem facilmente levar a uma considerável redução nos níveis de glicogênio e, consequentemente, de água, uma vez que o glicogênio é armazenado nos músculos e no fígado ligado a moléculas de água, boa parte da perda de massa magra observada nesses estudos pode ser devido à perda de água, e não necessariamente a uma redução da massa muscular propriamente dita.

Jejum intermitente afecta a capacidade cognitiva?

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As evidências não são conclusivas, mas não é possível afirmar que o jejum piora a função cognitiva (que é uma preocupação recorrente de quem acha o jejum “perigoso”). Por outro lado, existem diversas evidências já sugerindo que a restrição calórica, inclusive na forma de jejum intermitente, seria capaz de favorecer o envelhecimento saudável do cérebro e prevenir contra doenças neurodegenerativas como por exemplo Alzheimer e Parkinson.

Estudos:

A systematic review of the effects of experimental fasting on cognition

Caloric restriction and intermittent fasting: two potential diets for successful brain aging

Fasting: molecular mechanisms and clinical applications

Meal frequency and timing in health and disease

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Concluindo

O jejum intermitente é uma experiência pessoal que vale a pena tentar depois de falar com o seu médico, nomeadamente se tiver alguma doença ou condição de saúde mais delicada. O jejum não serve apenas para perder peso e massa gorda mas também para, entre outros benefícios, baixar os niveis de triglicéridos e colesterol LDL (o mau!).

Não há uma formula igual para todas as pessoas por isso cada uma tem de tentar encontrar a sua forma de jejum desde que faça pelo menos 12 horas seguidas, para ser eficaz. A formula correcta será certamente aquela em que não sinta obrigação ou privação mas sim conforto e bom estado de saúde.

É claro que quem tem mais excesso de peso e quer essencialmente perder massa gorda terá que ter um jejum mais rigoroso e provavelmente mais prolongado mas desde que a sua condição de saúde permita isso não será um problema.

Se apenas tem uns “quilinhos a mais” ou quer somente melhorar alguns parâmetros de saúde, referidos durante este artigo, então leia de seguida o relato da minha experiência pessoal.

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A minha experiência pessoal

Desde Fevereiro de 2015 que faço  jejum intermitente de 12 horas, quase diariamente e sinto-me muito bem, confortável e sem qualquer sentido de privação. Os únicos dias em que falho são os de convívio social por uma questão de “educação e delicadeza”… mas não são muitos! Nos 7 dias da semana faço certamente jejum de 12 horas em 5 desses dias. Pontualmente, uma ou duas vezes por mês, faço 16 horas de jejum.

Era um ávido apreciador de doces e senti privação nas primeiras 3 semanas…a partir da 4ª semana curiosamente os bolos e chocolates deixaram de ser mais fortes do que eu e pela primeira vez, em muitos anos, poderia “olha-los nos olhos” e dizer: “agora não…muito obrigado”…!

Tinha cerca de 6 quilos de peso a mais os quais foram facilmente perdidos e agora mantenho sem problemas nem esforço o meu peso. Os meus valores de colesterol LDL diminuiram e os de HDL aumentaram.

O valor da minha glicémia em jejum também melhorou e não noto perda de massa muscular nem de capacidade cognitiva, pelo menos é o que dizem a família e amigos!

O meu jejum é muito confortável porque inclui as horas de sono nocturnas ou seja não como nada entre o jantar e o pequeno almoço do dia seguinte sendo esse espaço temporal de aproximadamente 12 horas. Uma a duas vezes por mês alarga-se até ás 16 horas de jejum ou seja do jantar até ao almoço do dia seguinte.

Além da fruta antes do almoço e do jantar, para mim esta é a minha formula mágica e não me “obriga” a abdicar do pequeno almoço que adoro, à excepção dos pontuais dias acima das16 horas de jejum.

A decisão para escolher os dias de 16 horas de jejum ou mais é fácil e lógica sendo geralmente após os “dias especiais” em que as “comemorações familiares ou de amigos” tiveram prioridade sobre o jejum e é preciso recuperar dos excessos!

 Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

  • 27 estudos referidos durante o artigo;
  • Dr. João Marques (Nutricionista).

Jejum intermitente, recursos úteis:

The Model Health Show com Shawn Stevenson
The Tim Ferriss experiment

 

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CELULITE GUIA 2017: É POSSIVEL ACABAR COM ELA?

Celutite guia 2017: Como acabar com ela? Qual o tratamento mais eficaz? É mesmo possível? Tudo o que ainda não sabe!

A celulite é uma condição que altera a topografia da pele de quase todas as mulheres conforme descreve o estudo “Cellulite: Review” da Universidade de Mainz na Alemanha. No passado,estava associada a perturbações lipídicas, contudo, pesquisas mais recentes vieram a classificar melhor a sua etiologia (origem). O próprio nome é uma combinação do termo francês para designar célula (Cellule)  e o sufixo “ite”, que significa doença.

Era conhecida na comunidade ciêntífica como uma lipodistrofia localizada, que se traduzia pela acumulação de gordura numa ou várias zonas específicas do corpo. Relacionava-se a celulite com a obesidade, o que não é verdade.

Colagenio e celulite melhorsaude.org

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Qual a diferença entre celulite estética e infecciosa?
  • O que é a celulite?
  • Quais os factores de risco?
  • Como se classifica? Quantos graus existem?
  • A é um problema circulatório ou não?
  • Existe relação entre celulite e gordura localizada?
  • O que é a sindrome da desarmonia corporal?
  • Qual o tratamento?
  • Como começar a corrigir já hoje?
  • Como calcular a massa gorda saudável?
  • Quais os tratamentos mais utilizados?
  • Cremes anti-celulite: São eficazes?
  • O colagénio pode ajudar?
  • Suplementos alimentares ajudam?
  • Massagens ajudam?
  • Laser ajuda?
  • Mesoterapia ajuda?
  • Lipoaspiração ajuda?
  • Mulheres magras: Porque têm, também, celulite?
  • Mulheres magras: Como tratam? é necessário dieta e exercício?
  • Porque quase não existem homens com celulite?
  • A celulite só aparece por ter havido ganho de gordura?
  • Será que é um problema circulatorio? Qual a teoria actual?
  • Qual o maior factor de risco?
  • Quando se deve começar a prevenir e a tratar?
  • Quais os melhores e os piores alimentos para a celulite?
  • Café e refrigerantes com cafeína podem provocar celulite?
  • Quando emagrecemos diminui a celulite?
  • A gravidez piora a celulite?
  • A pilula anticoncepcional provoca celulite?
  • A reposição hormonal da menopausa piora a celulite?
  • As varizes podem agravar a celulite?
  • Existe celulite nas crianças?
CLIQUE AQUI PARA LER E SABER TODA A VERDADE

DIABETES SINTOMAS 2017: QUAIS OS 9 SINAIS A NÃO IGNORAR?

Diabetes sintomas 2017: Quais os 9 sinais que nunca deve ignorar? O que é a diabetes? O termo diabetes mellitus descreve uma desordem metabólica de etiologia (causa) múltipla, caracterizada por uma hiperglicemia crónica com distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, resultantes de deficiências na secreção ou acção da insulina, ou de ambas.

Os efeitos da diabetes mellitus a longo prazo, incluem danos, disfunção e falência de vários orgãos. A diabetes mellitus pode apresentar sintomas característicos tais como sede, poliúria, visão turva e perda de peso.

Em casos mais graves pode desenvolver-se cetoacidose, ou um estado hiperosmolar não-cetónico que pode conduzir a letargia, coma e, na ausência de tratamento adequado, à morte.

Na maioria das vezes os sintomas não são graves, podendo até estar ausentes, e consequentemente pode estar presente durante muito tempo uma hiperglicemia suficiente para causar alterações patológicas e funcionais, antes de ser feito o diagnóstico.

A diabetes mellitus é a doença causada pelo excesso de glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Existem dois tipos de diabetes, a saber:

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Diabetes mellitus tipo 1

O que é a diabetes tipo 1?

Diabetes tipo 1 é uma doença crónica que ocorre quando o pâncreas produz muito pouca ou nenhuma insulina. A insulina é uma hormona que ajuda o corpo a absorver e utilizar glicose dos alimentos. Sem insulina, os níveis de glicose tornam-se mais elevados que o normal.

Diabetes mellitus tipo 2

O que é a diabetes tipo 2?

Diabetes tipo 2 é uma doença crónica que ocorre por uma combinação de produção insuficiente de insulina e/ou resistência do corpo à mesma ou seja, o paciente produz menos insulina do que deveria e ela ainda funciona mal.

Também acontece que em muitos casos a produção de insulina é suficiente em quantidade mas não em qualidade pois deixa de ser reconhecida pelas células (resistência à insulina). O diabetes tipo 2 está intimamente ligado aos maus hábitos alimentares, sedentarismo e ao excesso de peso.

risco de diabetes

Quais os 9 sintomas iniciais da diabetes?

1. Excesso de urina

O excesso de urina, chamado em medicina de poliúria, é um dos primeiros sinais e sintomas da diabetes. Quando há uma elevada concentração de glicose no sangue, geralmente acima de 180mg/dl, o corpo precisa arranjar meios de eliminar este excesso; o caminho mais fácil é pelos rins, através da urina.

Como não podemos urinar açúcar puro, o rim precisa de o diluir com água para poder eliminá-lo. Portanto, quanto maior for a glicemia (concentração de glicose no sangue), mais urina o doente eliminará.

2. Sede excessiva

Se o doente diabético urina em excesso, ele perderá mais água do que era suposto, ficando desidratado. A sede é o principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação.

O doente diabético que não controla sua glicemia, seja por má adesão ao tratamento ou simplesmente porque ainda não descobriu que tem diabetes, acaba por entrar num ciclo vicioso. O excesso de glicose aumenta a quantidade de água perdida na urina, fazendo o paciente urinar com grande frequência.

A perda de água causa desidratação, que por sua vez desencadeia uma sede excessiva. O paciente bebe muita água, mas como a glicose continua muito alta no sangue, ele continua a urinar com muita frequência.

3. Cansaço

O cansaço crónico é outro sintoma comum da diabetes e ocorre por duas razões, a saber:

  • Pela desidratação, cujo mecanismo foi acima explicado.
  • Pela incapacidade das células em receber glicose.

A glicose é a principal fonte de energia das células. Quem promove a entrada de glicose do sangue para dentro das células é a insulina, que na diabetes tipo 1 é inexistente e no diabetes tipo 2 não funciona bem.

Sendo assim, a diabetes mellitus caracteriza-se essencialmente pela incapacidade do organismo em transportar glicose para as células, reduzindo a capacidade de produção de energia do nosso corpo.

4. Perda de peso

A perda de peso é um sintoma muito comum na diabetes tipo 1. Pode também ocorrer também na diabetes tipo 2 mas não é tão frequente.

A insulina também é a hormona responsável pelo armazenamento de gordura e pela síntese de proteínas no organismo. Como na diabetes tipo 1 há ausência de insulina, o doente deixa de armazenar gordura e de produzir músculo.

Além disso, como não há glicose para gerar energia, as células acabam por necessitar de a produzir através da quebra de proteínas e da gordura armazenada no nosso corpo. Portanto, o corpo sem insulina não gera músculos nem gorduras e ainda precisa de consumir as reservas existentes.

Na diabetes tipo 2 como há insulina circulante, estes efeitos são menos evidentes. Além disso, na diabetes tipo 2 a resistência à acção da insulina vai-se desenvolvendo lentamente ao longo dos anos, ao contrário da diabetes tipo 1, que cessa a produção de insulina de modo relativamente rápido. Na verdade, o diabetes tipo 2 está associado ao excesso de peso, que é a principal causa da resistência à insulina.

5. Fome excessiva

Como as células não conseguem glicose para produzir energia, o corpo interpreta este fato como se o doente estivesse em jejum. O organismo precisa de energia e o único modo que ele conhece para obtê-la é através da alimentação.

Uma das características do emagrecimento da diabetes é que ele ocorre apesar do doente se alimentar com frequência. O problema é que a glicose ingerida não é aproveitada e acaba por ser perdida na urina.

Na diabetes tipo 1 inicialmente há aumento da fome, mas em fases mais avançadas o paciente torna-se anorético, o que contribui ainda mais para a perda de peso.

6. Visão turva

Um sintoma muito comum da diabetes é a visão turva. O excesso de glicose no sangue causa um inchaço do cristalino, a lente do olho, mudando a sua forma e flexibilidade, diminuindo a capacidade de foco, o que torna a visão embaçada.

A visão costuma ficar turva quando a glicemia está muito elevada, voltando ao normal após o controle da diabetes. Esta alteração nos olhos não tem nada a ver com a retinopatia diabética, a complicação oftalmológica que pode surgir após anos de diabetes.

7. Cicatrização deficiente

O excesso de glicose no sangue, de modo crónico, causa inúmeros distúrbios no nosso organismo. A dificuldade em cicatrizar feridas ocorre por uma diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos, diminuição da proliferação celular e dificuldade em produzir novos vasos sanguíneos.

8. Infecções

A diabetes também leva a distúrbios no sistema imunológico, por alterar o funcionamento das células de defesa. O diabético pode ser considerado um doente imunodeprimido e apresenta maior risco de desenvolver infecções, nomeadamente:

  • Infecção urinária (ex: cistite),
  • Infecções de pele (ex: erisipela e celulite),
  • Infecções fungicas (ex: candidiase)
  • Infecções respiratórias (ex: pneumonia).

9. Cetoacidose diabética

A cetoacidose diabética é uma complicação da diabetes tipo 1, sendo muitas vezes o primeiro sinal da doença. Como há ausência de insulina, as células não recebem glicose e precisam de arranjar outra fonte para gerar energia. A solução é queimar gordura e músculos.

O problema é que estas duas fontes alternativas não geram tanta energia como a glicose e ainda produzem uma quantidade imensa de ácidos (chamados de cetoácidos), o que leva à cetoacidose.

A cetoacidose diabética costuma ocorrer quando os níveis de glicose no sangue ultrapassam os 500mg/dl e é uma emergência médica porque faz com que o pH do sangue caia a níveis perigosos, podendo levar à morte. Os sinais e sintomas da cetoacidose são os seguintes:

  • Náuseas,
  • Vômitos,
  • Dor abdominal,
  • Confusão mental,
  • Prostração,
  • Dificuldade respiratória.

Qual o valor normal da glicose?

Os valores normais de glicose no sangue são os seguintes:

Glicose em jejum – 70 a 110 mg/dl de sangue

Quais os valores de referência para diagnóstico da diabetes?

Anomalia da Glicose em jejum:  ≥110 e <126 mg/dl de sangue

Diabetes mellitus:  ≥126 mg/dl de sangue

Diabetes gestacional:  ≥92 e <126 mg/dl de sangue

Concluindo

A Diabetes é uma doença que no século XXI tenderá a ser epidémica! Trata-se de uma doença grave que afecta muitos orgãos importantes do nosso corpo e pode levar a uma diminuição drástica da qualidade de vida.

Controle periodicamente ( 1 a 2 x ano ) os seus niveis de Glicose e se sentir algum dos sintomas iniciais descritos neste artigo teste de imediato para despistar ou tratar atempadamente a diabetes. Nunca é demais lembrar que uma alimentação mais saudável e exercício físico frequente são a sua melhor protecção contra esta doença!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Por favor PARTILHE ESTE ARTIGO e ajude imensas pessoas a reconhecer e tratar atempadamente uma doença que pode ser muito grave!

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CANCRO, 5 SINTOMAS MUITO IGNORADOS!

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Cancro: 5 sintomas muitas vezes ignorados

CANCRO : 5 SINTOMAS MUITAS VEZES IGNORADOS!

Segundo um estudo realizado pelo Cancer Research UK, citado pelo Independent, muitas pessoas tendem a ignorar os primeiros sinais de doenças cancerígenas por acharem que o médico os vai considerar sintomas triviais.

A investigação, que questionou mais de 1.700 pessoas com mais de 50 anos, refere ainda que outras das razões para este ‘fechar de olhos’ está relacionado com o medo do diagnóstico, com a falta de confiança no sistema nacional de saúde ou com a atribuição destes sintomas ao envelhecimento.

Quais os sinais que as pessoas tendem a ignorar:

1. Tosse persistente, um caroço, diarreia ou obstipação
2. Perda de peso inexplicável ou uma ferida que não sara
3. Sangue no vómito, na urina ou nas fezes ou ainda sangrar entre as menstruações
4. Sensação de não ter esvaziado o intestino depois de ir à casa de banho
5. Sinais na pele com uma forma irregular

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