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MULHERES DOENÇAS 2017: QUAIS AS MAIS COMUNS?

Mulheres doenças 2017: Quais as doenças mais comuns nas mulheres? Porque afectam mais as mulheres? Como podem ser evitadas? Qual o melhor tratamento?

Existem diversas doenças importantes que afectam de forma marcada as mulheres degradando de forma drástica a sua qualidade de vida, a sua vida laboral e as suas relações pessoais de tal forma que, em inúmeros casos, podem levar à ruptura dramática da estrutura familiar como pilar fundamental da sua felicidade!

Neste artigo vou tratar algumas das mais comuns, com uma abordagem essencialmente positiva realçando principalmente as formas de prevenção. Durante o artigo, para quem gosta de detalhes, serão descritos links MELHORSAUDE.ORG (basta clicar nas imagens) para informação mais aprofundada sobre algumas destas doenças.

Neste artigo vou tratar os seguintes temas:

  • Cancro da mama
  • Cancro do cólo do útero
  • Infecção urinária
  • Candidíase
  • Vaginose bacteriana
  • Corrimento ou vaginite
  • Osteoporose
  • Alzheimer
  • Depressão
  • Ovário policístico
  • Doenças da tiroide
  • Fibromialgia
  • Sindrome pré-menstrual
  • Dor de cabeça e enxaqueca
  • Endometriose e dores menstruais
  • Artrite reumatóide
  • 30 respostas sobre a pílula. Riscos da toma e tudo o que ainda não sabe sobre a pílula e pílula do dia seguinte
  • Fungos nas unhas
  • Queda de cabelo
  • O bebé nos primeiros dias de vida, o que comer? Como tratar as cólicas?

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1. Cancro da mama

O cancro da mama é um tumor maligno provocado pelo desenvolvimento anormal de algumas células, originando a formação de um ou mais nódulos na mama. Este é o cancro mais mortífero e também o mais comum entre as mulheres, no entanto, em aproximadamente 85% dos casos a doente consegue recuperar. Não existe uma causa bem defenida para o surgimento desta doença, mas existem fatores de risco que podem despoletar ou acelerar o seu desenvolvimento. Entre esses factores destaco os seguintes:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • História clínica de casos de cancro na família;
  • Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos;
  • Excesso de peso;
  • Elevado consumo de álcool;
  • Vida sedentária.

Como prevenir o cancro da mama?

À excepção da história familiar e da idade quase todos os outros factores de risco podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados diminuindo muito a probabilidade de cancro. Assim descrevemos de seguida o que pode e deve fazer para se proteger melhor:

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar o excesso de peso mantendo uma alimentação equilibrada;
  • Não fumar;
  • Amamentar (no caso das mulheres com filhos);
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Efectuar o diagnóstico precoce de despiste do cancro da mama que inclui:
    • Autoexame da mama,
    • Exame clínico da mama,
    • Mamografia.

 

2. Cancro do colo do útero

Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

Este cancro é o quarto mais comum entre a população feminina, afetando na sua maioria mulheres entre os 50 e os 60 anos de idade. Manifestando-se normalmente depois da menopausa, o cancro do colo do útero é uma “doença lenta”, uma vez que pode demorar entre 10 a 20 anos a desenvolver-se.

Como prevenir o cancro do colo do útero?

Uma vez que se trata do cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, as consultas regulares no ginecologista são essenciais para a realização dos exames de rotina e a melhor forma de se despistarem lesões pré-cancerosas do colo do útero ainda em fase embrionária. Outros fatores de risco relacionados com este tipo de cancro são:

  • Hipertensão,
  • Obesidade,
  • Diabetes.

 

3. Infecção urinária

Infecção urinária melhorsaude.org melhor blog de saude

A infecção urinária é uma das mais relevantes doenças comuns nas mulheres. Cerca de 80 a 90% das pessoas que sofrem de infecções urinárias são mulheres. A infecção urinária é a presença anormal de micro-organismos no tracto urinário. Esta doença incide mais nas mulheres a partir da idade reprodutiva e estende-se até à idade da menopausa. Surge quando existe uma diminuição do estrogénio e uma degradação da microflora que protege esta região mais íntima do corpo da mulher.

As duas principais causas de infecção urinária são:

  • Relações sexuais desprotegidas ou “promíscuas” nomeadamente quando existe sexo anal e vaginal no mesmo acto sexual;
  • Presença de bactérias intestinais que migram até à região da bexiga.

É muito raro as infeções urinárias acontecerem por via da circulação sanguínea.

Como prevenir as infeções urinárias?

Existem diversas medidas que ajudam a prevenir as infecções urinárias. Entre elas podemos destacar:

  • Ingestão de água em quantidades saudáveis ou seja aquela que permita ter uma urina límpida e transparente;
  • Urinar antes e depois das relações sexuais ajuda a expulsar possiveis bactérias patogénicas;
  • Não reter a urina em situações do quotidiano em que surge a vontade de urinar;
  • Tomar estrogénio livre de contraindicações hormonais para as mulheres na menopausa;
  • Funcionamento saudável do aparelho digestivo, nomeadamente através de uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Usar preservativo durante as relações sexuais com parceiros que não conhece bem;
  • Evitar actos sexuais desprotegidos que arrastem bactérias do ânus para a zona da entrada do tracto urinário e vagina;
  • Higiene diária correta da região genital fazendo sempre a limpeza no sentido vagina/anús ou seja da frente para trás de forma a evitar o arrastamento de bactérias do tracto intestinal para o entrada do tracto urinário e vagina.

 

4. Candidíase

CANDIDÍASE vaginal melhorsaude.org melhor blog de saude

As estatísticas confirmam que, pelo menos uma vez na vida, cerca de 75% das mulheres tem candidíase, assim como entre 20 a 25% das mulheres que apresentam corrimentos vaginais sofrem desta doença, tornando-a uma das importantes doenças comuns nas mulheres, Segundo alguns especialistas, a candidíase não se encaixa na categoria de doença sexualmente transmissível uma vez que pode ser contraída mesmo na ausência de relações sexuais. A candidíase é uma infeção originada pelo fungo Cândida ou Monília e caracteriza-se pelo corrimento de cor esbranquiçada, espesso e grumoso, normalmente acompanhado por irritação no local.

Como prevenir a candidíase?

Existem diversos hábitos que diminuem muito a probabilidade de contrair candidíase, a saber:

  • Usar preservativo;
  • Secar bem a pele depois do banho porque o fungo gosta de humidade;
  • Manter uma alimentação saudável e equilibrada para que não haja degradação da microflora vaginal;
  • Assegurar uma higiene adequada mas não exagerada da região genital (em condições normais de manhã e à noite é suficiente);
  • Evitar o uso diário de absorventes que alterão o PH da região genital;
  • Evitar o uso de papel higiénico perfumado, que também pode provocar alergias e alterações de PH;
  • Preferir calças mais largas em vez de justas que não permitem uma “respiração” adequada ad pele;
  • Deixar de lado as roupas interiores de tecidos sintéticos que podem provocar alergias.

5. Vaginose bacteriana

Apesar de também ocorrer devido a contactos íntimos ou a relações sexuais, esta doença não é considerada uma doença sexualmente transmissível, uma vez que algumas das bactérias causadoras existem habitualmente no ser humano. A vaginose bacteriana é uma infecção genital provocada por bactérias. Esta doença pode levar à candidíase e é a causa mais comum do corrimento genital, caracterizando-se por um desequilíbrio da flora vaginal que provoca o aumento da concentração de bactérias. O odor desagradável característico da vaginose aumenta durante o período menstrual. Esta infeção é mais frequente em mulheres na idade reprodutiva.

Como prevenir a vaginose bacteriana?

As principais formas de prevenção da vaginose bacteriana são:

  • Utilizar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Manter uma higiene íntima adequada;
  • Evitar duches vaginais e bidés, pois, estes podem revelar-se locais propícios às bactérias;
  • Limpar sempre a vagina da parte da frente para a parte de trás, para que as bactérias da região do ânus não se desloquem para a região vaginal.

6. Corrimento ou vaginite

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É uma secreção anormal expelida pela vagina e que se caracteriza por um odor desagradável. Normalmente, este corrimento é provocado por infeções vaginais, vulvites e vulvovaginites, doenças sexualmente transmissíveis e infeções cervicais ou do colo do útero.

Como prevenir o corrimento ou vaginite?

As medidas preventivas que protgem a mulher do corrimento ou vaginite são essencialmente as seguintes:

  • Evitar situações de stress;
  • Não usar antibióticos sem serem receitados pelo médico;
  • Não usar roupas apertadas ou de tecidos sintéticos;
  • Manter uma boa higiene íntima usando sabonetes próprios;
  • Praticar uma alimentação saudável;
  • Manter as consultas regulares de ginecologia, de forma a identificar e prevenir as causas desta secreção excessiva.

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7. Osteoporose

Três em cada quatro dos pacientes de osteoporose são do sexo feminino. São principalmente afectadas as mulheres na fase da pós-menopausa, sendo esta uma doença que resulta da carência de cálcio no organismo. Alguns factores como o sedentarismo, o álcool, tabaco, café em excesso e uma alimentação deficiente podem levar ao agravamento desta doença. Para além destes fatores externos, existe também uma predisposição genética para a osteoporose.

Como prevenir a osteoporose?

As principais formas de prevenir esta doença são:

  • Dieta equilibrada ou seja variada com a quantidade necessária de cálcio numa forma que seja adequadamente biodisponivel ou seja que permita que o cálcio seja realmente absorvido pelo organismo e utilizado no reforço da massa óssea;
  • Praticar exercício físico de forma regular. Entre esses exercícios físicos, destacam-se as caminhadas e as atividades aeróbicas;
  • Apanhar sol de forma racional e dentro dos limites considerados saudáveis é muito importante para que o corpo produza a vitamina D necessária para a manutenção de um esqueleto saudável.

8. Alzheimer

Alzheimer melhorsaude.org melhor blog de saude

É uma doença degenerativa que interfere com o funcionamento do cérebro e que compromete várias das suas funções de forma mais ou menos grave. A doença de Alzheimer é mais frequente nas mulheres do que nos homens, principalmente na sua variante genética mais comum. Ainda não existe cura para esta doença e se assim se mantiver, poderão existir cerca de 115 milhões de pessoas a sofrerem desta doença até ao ano de 2050.

Como prevenir a doença de Alzheimer?

Não existem grandes certezas sobre as causas detalhadas da doença de Alzheimer no entanto as medidas de prevenção que a seguir descrevo parecem reunir algum consenso na comunidade médica, a saber:

  • Reservar 15 minutos por dia para fazer “ginástica ao cérebro”, proporcionando-lhe desafios e atividades mentais para que se mantenha sempre em movimento e em bom funcionamento;
  • Ler também pode ser uma boa opção, uma vez que treina o cérebro para ser capaz de reter informação;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Alimentação tão rica e variada quanto possível;
  • Beber uma taça de vinho tinto por dia;
  • Dormir entre 7.30 e 8 horas por noite;
  • Manter a tensão arterial vigiada, evitando assim a hipertensão.

9. Depressão

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Cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e a maior parte destes doentes são mulheres. As hormonas femininas, bem como a depressão pós-parto podem induzir crises de depressão. Esta doença caracteriza-se por um desinteresse em relação a tudo o que rodeia o paciente, perda de autoestima, mudanças de humor repentinas e bruscas. Caso não seja tratada ou diagnosticada a tempo, a depressão pode tornar-se uma doença crónica altamente incapacitante e pode até conduzir ao suicídio em casos extremos.

Como prevenir a depressão?

Prevenir a depressão passa essencialmente pelas seguintes medidas:

  • Diminuir o stress e ansiedade diários;
  • O tratamento deve ser sempre conduzido por um profissional porque apenas boa vontade e palavras encorajadoras são incapazes de contornar a depressão;
  • Exercício físico regular;
  • Alimentação saudável;
  • Passatempos apaixonantes que desviam o pensamento de ideias depressivas.

Em caso de reincidência ou manutenção dos sintomas da depressão, é crucial procurar ajuda médica imediata.

 

10. Ovário Policístico

Esta doença pode levar algumas mulheres à infertilidade se não for devidamente acompanhada e tratada. É um distúrbio endócrino que atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva, levando à alteração dos níveis hormonais e provocando a formação e crescimento de quistos nos ovários. Esta doença caracteriza-se pela:

  • Menstruação irregular,
  • Micro quistos nos ovários,
  • Elevada produção de testosterona.

Como prevenir o ovário policístico?

Prevenir o ovário policístico passa pelas seguintes medidas preventivas:

  • Uma dieta saudável, que impeça o aumento significativo do peso;
  • Alimentação que não contribua para o aumento da tensão arterial;
  • Evitar situações de stress e de ansiedade;
  • Praticar exercício físico de forma equilibrada;
  • Colesterol e de tensão arterial controlados;
  • Cumprir um calendário regular de visitas ao ginecologista.

11. Doenças da tiroide

TIROIDE hipotiroidismo melhorsaude.org melhor blog de saude

As doenças da tiroide são diversas mas destacam-se as seguintes:

  • Hipotiroidismo;
  • Hipertiroidismo;
  • Cancro da tiroide;
  • Nódulos da tiroide.

12. Fibromialgia

FIBROMIALGIA melhorsaude.org melhor blog de saude

A fibromialgia é um síndrome crónico caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. A fibromialgia é uma das doenças reumáticas com maior incidência na actualidade sendo 80 a 90% dos casos diagnosticados em mulheres. É uma doença crónica invisível, sobre a qual ainda há muito por saber. A fibromialgia não tem tratamento específico e é capaz de provocar dores intensas, no entanto mantém-se até hoje num relativo anonimato, ao qual não será alheio o facto de apenas ter sido reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde no final da década de 1970.

13. Tensão pré-menstrual (TPM)

A famosa tensão pré-menstrual (TPM), também conhecida como síndrome da tensão pré-menstrual, é um termo que se refere a um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem de modo cíclico durante a segunda metade do ciclo menstrual, ou seja, entre o período que compreende a ovulação e a menstruação.

Em muitas mulheres a gravidade dos sintomas pode destruir relações sociais e familiares deixando muitas mulheres numa situação psicológica extremamente frágil. O primeiro passo é sempre identificar e reconhecer este sindrome que afecta entre 70% a 80% das mulheres com vários graus de gravidade.

Este artigo pretende ser um contributo importante para melhorar a vida de muitas mulheres, suas famílias e suas relações próximas para que todos possam ser mais Felizes!

 

14. Dor de cabeça e enxaqueca

ENXAQUECA e cefaleias melhorsaude.org

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) é uma condição de saúde muito comum que afecta imensas mulheres nomeadamente a enxaqueca, tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça, o seu diagnóstico e o seu tratamento. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça a incomodam é porque necessitam de atenção médica.

15. Endometriose

Endometriose dores menstruais melhorsaude.org melhor blog de saude

As dores menstruais não devem ser consideradas normais, principalmente quando são persistentes e acontecem mesmo tomando medicamentos para a dor. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

 O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

16. Artrite reumatóide

Artrite reumatóide melhorsaude.org melhor blog de saude

A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. A ocorrência global de AR é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens. O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica auto-imune, de etiologia desconhecida, que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular. Existe também uma ampla variedade de alterações extra-articulares. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em

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Concluindo

As doenças comuns nas mulheres são do ponto de vista médico muito interessantes por estarem muitas vezes associadas ao peculiar ciclo hormonal da mulher. Do ponto de vista da mulher o que importa é antes de mais proteger-se, prevenindo a doença e para conseguir este objectivo adoptar alguns hábitos e comportamentos mais saudáveis e seguros do ponto de vista nutricional, comportamental e do exercício físico. Para isso é essencial estar bem informada sobre as doenças, quais as suas causas e saber o que realmente lhe faz bem mesmo quando o melhor é não seguir algumas “modas” alimentares, fisicas e comportamentais! Primeiro informe-se bem e depois pense pela sua cabeça!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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LEITE E LACTOSE GUIA 2016: SERÁ QUE FAZ BEM?

Leite e lactose guia 2016: Será que faz mesmo bem? Segundo a American Society for Nutrition, num artigo intitulado “The Milk debate”, para a nossa saúde, ao contrário do que seria de esperar o leite magro é pior para o controle de peso, triglicéridos e Colesterol VLDL, que o leite gordo! Este artigo pretende ser um contributo para ajudar muitas pessoas a decidirem, de forma informada, se devem continuar a beber a quantidade de leite animal que habitualmente usam no seu dia-a-dia e das suas famílias.

Será que sabe que existem imensas pessoas que adoram leite, tomaram leite toda a vida e as 50 anos têm osteoporose? É no mínimo surpreendente…mas é uma realidade que me deparo todos os meses na minha vida profissional! Esta realidade fez-me pensar e investigar um pouco sobre este assunto e o que encontrei de facto dá que pensar sobre as “verdades absolutas” que nos são “vendidas” durante décadas!

Existe uma realidade escondida sobre o leite que a maioria das pessoas desconhece mas que está documentada há vários anos. Esta realidade é tanto mais grave quanto a importância do leite na alimentação de milhões de pessoas pelo mundo, “vendido” como sendo uma pedra basilar de uma alimentação equilibrada, mesmo nos países desenvolvidos!

Artigo actualizado em 15 de Fevereiro de 2016

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Como surgiu a cultura enraizada de que “O leite só faz bem”?
  • O que diz a ciência sobre o leite?
  • Afinal qual é o mal do leite?
  • O que é a intolerância à lactose?
  • Qual a diferença entre intolerância e alergia ao leite?
  • O que é a lactose? E a lactase?
  • Quais as causas de deficiência em lactase?
  • Que doenças podem causar intolerância secundária à lactose?
  • Quais os sintomas da intolerância à lactose?
  • Qual o tratamento da intolerância à lactose?
  • Que problemas de saúde pode o leite causar?
  • A quantidade de leite bebida importa?
  • Existem hormonas no leite?
  • O que é a hormona rBGH ?
  • Qual é o mal da rBGH ?
  • Quais os Lobbies associados a esta hormona?
  • Quais os alimentos com mais cálcio?
  • Quais os alimentos que podem substituir o leite?
  • O que é o Kefir?
  • Quais os benefícios do Kefir ?
  • Como preparar o Kefir ?
  • Onde encontrar o Kefir?

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Como surgiu a crença enraizada de que ”O leite só faz bem”?

O leite surgiu sempre como um bom alimento para tentar suprir algumas das necessidades em meios subdesenvolvidos. Além disso existem muitos interesses económicos na área da alimentação, como é o caso da indústria dos lacticínios, que incentivam fortemente o seu consumo.

As industrias “leiteiras” gastaram imensos recursos financeiros para convencer o público em geral que o leite é necessário por razões de saúde, mas “esqueceram-se” de informar que, nos adultos, o consumo de leite animal pode piorar diversas doenças graves a começar pelas doenças coronárias.

O que diz a ciência sobre o leite?

Contrariamente ao que foi apregoado durante muitos anos, as evidências científicas têm vindo a confirmar que também existem malefícios associados à ingestão de leite.

A alergia ao leite de vaca é uma das mais frequentes alergias alimentares assim como a intolerância à lactose é uma condição de saúde comum devido ao facto de o leite ser frequentemente intolerado pelo nosso tracto intestinal.

Afinal qual é o mal do leite?

Ao contrário da informação passada e enraizada ao longo de anos a fio, segundo a qual o leite é muito rico em proteinas e cálcio e previne a osteoporose, o que se sabe hoje é que o nosso corpo tem uma enorme necessidade de deslocar parte do cálcio que já existe nos nossos ossos para ir neutralizar um aumento da acidez do estômago provocada pelo leite!

Como todas as proteínas animais o leite aumenta a acidez do corpo humano despoletando uma correcção biológica natural como a que acima referimos, pois o cálcio é um excelente neutralizador dessa acidez.

Simultaneamente o nosso organismo é incapaz de absorver adequadamente o cálcio proveniente da ingestão do leite de vaca, especialmente o pasteurizado.

Sendo assim o mesmo cálcio que os nossos ossos tanto necessitam para se manterem fortes e saudáveis vai ser usado para neutralizar o aumento de acidez provocada pela ingestão do leite.

Depois de deslocado dos ossos esse cálcio vai ser eliminado pela urina e não é adequadamente compensado pelo leite de vaca que bebemos, potenciando o aparecimento de osteoporose em milhares de pessoas que confiam demasiado no leite como fonte principal de cálcio e não compensam com outros lacticínios mais saudáveis como à frente veremos.

O que é a intolerância à lactose? 

As novas gerações fazem hoje outras opções quando procuram os profissionais para se aconselharem, com base na internet ou revistas da especialidade. A intolerância à lactose é uma problema de saúde comum, prova de que o nosso tracto intestinal tolera mal o leite, provocada pela incapacidade de digerir lactose, um açúcar encontrado no leite e nos laticínios. A falta da lactase, enzima que digere a lactose, leva ao aparecimento de sintomas gastrointestinais sempre que um produto à base de leite é consumido. A intolerância à lactose não costuma ser uma doença grave, mas os seus sintomas podem ser bastante incómodos.

A dieta ocidental habitual de um adulto contém cerca de 300 gramas de açúcares (carboidratos). Destes, cerca de:

  • 52% são amido (presente em cereais, arroz e batatas),
  • 37% são sacarose (presente no açúcar comum),
  • 5% são lactose (presente no leite e seus derivados),
  • 3% são frutose (presentes nas frutas e no mel).

A intolerância ao leite e aos produtos lácteos ocorre nos indivíduos que possuem níveis insuficientes da enzima lactase, responsável por digerir a lactose, o tipo de açúcar presente no leite. A lactose representa cerca de 5% do leite de vaca habitualmente comercializado.

O que difere intolerância e alergia ao leite?

Intolerância à lactose não é a mesma coisa que alergia ao leite. A intolerância à lactose ocorre por uma falha enzimática e nada tem a ver os processos alérgicos e reacções imunitárias de quem tem alérgia a alimentos.

O que é a lactose?

A lactose é um dissacarídeo, uma molécula de açúcar grande, formada pela união de dois açúcares simples:

  • Glicose e
  • Galactose.

O nosso organismo não consegue absorver moléculas grandes de açúcar, por isso, o sistema digestivo possui enzimas especiais, que transformam os açucares complexos em simples (monossacarídeos), permitindo a absorção nos intestinos.

O que é a lactase?

A lactase é uma das enzimas produzidas no intestino delgado, sendo responsável por transformar a lactose em glicose e galactose, permitindo que os intestinos consigam absorver estes açúcares. Quando os níveis de lactase são insuficientes, a lactose não é digerida no intestino delgado e chega em grande quantidade ao cólon que é uma parte do intestino rica em bactérias. Várias bactérias do nosso intestino grosso são capazes de fermentar a lactose, resultando este processo na produção de gases de hidrogênio e ácidos. Além disso, a lactose é uma substância altamente osmótica, que “atrai” água e sais minerais da parede do cólon, aumentando o volume das fezes.

O que pode causar deficiência de lactase?

A deficiência de lactase pode ser:

  • Primária, ou seja, o indivíduo já nasce com essa predisposição;
  • Secundária, quando a intolerância à lactose é adquirida ao longo da vida, devido a algum problema intestinal.

A quantidade de lactase produzida no intestino delgado costuma ser elevada durante os primeiros anos de vida, mas vai diminuindo conforme a dieta se torna mais variada, menos dependente de leite e derivados. Diferentes etnias podem desenvolver intolerância à lactose em alturas diferentes da vida, a saber:

  • Nos asiáticos, uma leve a moderada intolerância à lactose costuma surgir a partir dos 5 anos de idade.
  • Nos afrodescendentes e latinos, a redução nos níveis de lactase costuma surgir cerca dos 10 anos.
  • Nos caucasianos (brancos) esta redução costuma aparecer após a adolescência.

É importante destacar que nem toda redução na produção de lactase leva a sintomas de intolerância à lactose. Muitas vezes, a quantidade de lactase está reduzida, mas ainda é suficiente para não causar uma grande aporte de lactose para o cólon. À medida que vamos envelhecendo a produção de lactase torna-se cada vez menor, ao ponto da intolerância à lactose ser extremamente comum na população mais velha, principalmente em negros, latinos e asiáticos.

É raro, a intolerância à lactose já estar presente nos primeiros meses de vida, devido a um defeito genético que faz com que o paciente não produza quantidade alguma de lactase. O bebê é intolerante ao leite materno, que naturalmente costuma ter mais lactose que o leite de vaca, e precisa ser alimentado com fórmulas especiais sem lactose.

Que doenças podem causar intolerância secundária à lactose?

A intolerância secundária à lactose surge por doenças ou após cirurgia do intestino. Exemplos de doenças que causam deficiência de lactase são:

  • Doença celíaca
  • Doença de Crohn
  • Diarreias causadas por gastroenterite viral
  • Giardíase
  • Diabetes mellitus avançado
  • Quimioterapia.
  • HIV

Quais os sinais mais comuns de intolerância à lactose?

Os sinais e sintomas da intolerância à lactose geralmente começam entre 30 minutos a 2 horas depois de comer ou beber alimentos que contenham lactose.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Diarreia,
  • Cólicas abdominais,
  • Flatulência e abdómen distendido (inchaço intestinal),
  • Prisão de ventre,
  • Refluxo gástrico

Nos adolescentes, náuseas e vômitos também são comuns. A fermentação da lactose pelas bactérias produz ácidos, o que torna as fezes mais ácidas e pode causar irritação (assaduras) na região anal.

Porque varia tanto a gravidade dos sintomas?

A gravidade dos sintomas de intolerância à lactose varia de pessoa para pessoa. Esta variabilidade depende da quantidade de lactose presente na dieta e do grau de insuficiência da enzima lactase de cada indivíduo. Pequenas quantidades de lactose podem causar fortes sintomas em pessoas com deficiência grave de lactase, mas apenas leves ou nenhum sintoma em pessoas com deficiência leve a moderada. Há também casos de pessoas com dietas e níveis semelhantes de lactase que apresentam graus de sintomas distintos. A razão para isto não é clara, mas pode estar relacionada com o tipo e a quantidade de bactérias intestinais presentes em cada um.

Os sintomas de intolerância à lactose são pouco específicos e podem ocorrer em diversas doenças gastrointestinais, principalmente nas gastroenterites agudas. Para se pensar em intolerante à lactose o aparecimento dos sintomas está sempre relacionado com a ingestão de alimentos com leite ou derivados, como por exemplo gelados iogurtes e queijos.

Como se faz o diagnóstico de intolerância à lactose?

O diagnóstico da intolerância à lactose é geralmente baseado apenas na história clínica e nos sintomas do paciente. Raramente são necessários exames laboratoriais. Todavia, se o médico sentir necessidade de confirmar o diagnóstico com exames complementares, os testes mais usados são:

1- Teste respiratório para pesquisar a eliminação de hidrogênio

Em geral, eliminamos apenas pequenas quantidades de hidrogênio pelos pulmões. Já os pacientes com intolerância à lactose produzem grandes quantidades de hidrogênio no cólon, sendo parte desse gás reabsorvido para o sangue e eliminado pelos pulmões através da respiração. Este teste, portanto, consiste na pesquisa de hidrogênio no ar expirado após o consumo de lactose.

2- Teste de tolerância à lactose

Após a ingestão de lactose, medimos a glicose no sangue para saber se houve elevação dos seus níveis. Em pessoas sadias, a lactose é quebrada em glicose e galactose, sendo reabsorvida pelo intestino e lançada na corrente sanguínea. Nos pacientes com deficiência de lactase, a lactose não é digerida e a glicose contida nela não é absorvida. Logo, a elevação da glicose sanguínea é apenas discreta nestes pacientes.

Qual o tratamento da intolerância à lactose?

Em geral, não é preciso nenhum tratamento medicamentoso para a intolerância à lactose. A redução do consumo de laticínios costuma ser suficiente na maioria dos casos. Alguns pacientes toleram queijos e margarinas e precisam suspender apenas o leite propriamente dito.

Para os casos mais graves, já existem no mercado leite e outros produtos lácteos sem lactose. Existem produtos com 0% de lactose e produtos com redução de 80 a 90% da lactose.

Mesmo nos casos mais severos, quando o doente precisa de suspender totalmente o consumo de laticínios, essa interrupção pode ser apenas temporária. Depois de um tempo sem sintomas, o paciente pode reintroduzir gradualmente os laticínios na dieta. O organismo é capaz de se readaptar à falta da enzima lactase, e, se for “habituado” de forma gradual, o paciente pode conseguir voltar a ingerir leite sem ter sintomas graves. Já existem no mercado medicamentos para repor a lactase. O doente pode tomar a lactase (em pó, pílulas ou líquido) antes da refeição, permitindo uma melhor digestão dos laticínios.

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Que problemas de saúde pode o leite causar?

Os adultos devem moderar a ingestão de leite, uma vez que essas evidências científicas associam o seu consumo a diversos problemas de saúde, a saber:

  • Doenças coronárias,
  • Obsidade,
  • Diabetes,
  • Eczema,
  • Sinusite,
  • Enxaquecas,
  • Dores nas articulações,
  • Doenças autoimunes,
  • Osteoporose ( sim está a ler bem! ).

A quantidade de leite bebida importa?

Os nutricionistas salvaguardam que os malefícios apontados são proporcionais à quantidade de leite ingerida e que não é certamente por um adulto saudável ingerir um copo de leite ( cerca de 250ml ) por dia que irá prejudicar, à partida, a sua saúde. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o consumo de leite e produtos lácteos per capita no país teve uma quebra, embora pouco acentuada, entre 2009 e 2013.

Enquanto em 2009 cada português consumia 85,2 litros de leite, em 2013, últimos dados conhecidos, este valor era de 79,8 litros.

Existem hormonas no leite?

Sim, o leite pode conter uma hormona chamada rBGH, utilizada nas vacas para aumentar a produção de leite.

O que é a hormona rBGH?

rBGH
Vacas livres de rBGH

Trata-se da hormona do crescimento bovino recombinante ( rBGH ).

A Monsanto (multinacional Americana na área da agricultura trangénica, pesticidas, etc) gerou polémica em todo o território dos EUA com a introdução da somatotropina bovina, abreviada como rBST e vulgarmente conhecida como rBGH.

Trata-se de uma hormona sintética que é injectada nas vacas para aumentar a produção de leite. A IGF-1 é a hormona directamente responsável pela produção de leite e que é estimulada pela rBGH na corrente sanguínea da vaca.

A IGF-1 é uma hormona natural encontrada no leite de vacas e também no dos seres humanos, e é a causa da aceleração do crescimento nas crianças.

Qual é o mal da rBGH?

Embora a hormona, IGF-1, ocorra naturalmente no leite materno para alimentar os nossos filhos, produz efeitos adversos em não-lactentes, comportando-se como um acelerador de cancro em adultos e não-lactentes. Esta hormona activa biologicamente é associada ao cancro da mama (a correlação refere-se sobretudo a mulheres na pré-menopausa), cancro da próstata, cancro de pulmão e cancro no cólon.

Existem grupos pró-rBST?

De acordo com o The New York Times, em 2008, a marca da Monsanto de rBST, Posilac, foi o foco de um grupo de pressão pro-rBST, chamado AFACT, composto por grandes conglomerados empresariais lácteos e intimamente ligados à própria Monsanto. Este grupo envolveu-se em grandes esforços de pressão ao nível estatal para evitar que o leite que é livre de rBST seja rotulado como tal.

Como o leite rotulado como livre de hormonas provou ser extremamente popular entre os consumidores, a justificação principal da AFACT pelos seus esforços foi a de que a rBST foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, e que a popularidade do leite vendido sem essas hormonas estaria a prejudicar aquilo que eles afirmam ser o direito dos produtores de leite de usar uma tecnologia que maximiza os seus lucros ( pois claro.. os seus lucros! ).

Qual o alimento com mais cálcio para substituir o leite?

As sementes de chia, são o alimento que se conhece atualmente com o teor mais elevado de cálcio que existe no planeta e que facilmente se pode inserir na alimentação com um iogurte, uma sopa ou uma salada.

Que alimentos podem substituir o cálcio do leite?

O leite é visto como um alimento “rico” por ser:

  • Fonte de proteína,
  • Fonte de vitaminas,
  • Fonte de cálcio.

Hoje existem muitos outros alimentos com teor de cálcio igualmente elevado tais como:

  • Brócolos,
  • Sementes de chia
  • Ameixas,
  • Espinafres cozidos,
  • Sardinha

Quais os lacticínios que fazem bem à nossa saúde?

Os lacticínios naturalmente processados e sem adição de açucares ou adoçantes estão livres de acidez e os estudos atestam que têm claros benefícios para a saúde, porque não possuem a hormona rBGH, a saber:

  • Iogurte natural
  • Natas
  • Kefir

O que é o KEFIR?

Kefir
O Kefir pode susbstituir o leite com enormes benefícios para a saúde

Este probiótico tem origem nas montanhas do Cáucaso, onde foi descoberto e é feito há séculos. Kefir é um probiótico produzido através da fermentação do leite. Possui um aspecto semelhante ao Iogurte, mas o seu valor nutricional e terapêutico é muito superior.

Tanto o Iogurte como o kefir são produtos fermentados, feitos a partir do leite. Existem grupos de bactérias que não existem no Iogurte, como a Lactobacillus caucasus, Leuconostoc, e espécies de Acetobacter e Streptococcus.

O kefir contém também leveduras benéficas como as Saccharomyces kefir e Torula kefir, que dominam, controlam e eliminam as leveduras patogénicas (prejudiciais) presentes no organismo.

O kefir pode ser feito a partir de qualquer tipo de leite (vaca, cabra ou ovelha, soja, coco ou arroz). Tem aparência de uma massa branca e gelatinosa, composta por proteínas, Lípidos e mucopolissacarídeo solúvel (kefiran).

A bebida pode ser preparada em casa, adicionando os grãos de kefir no leite e armazenar adequadamente. O líquido fermenta em aproximadamente 24 horas, a uma temperatura de 18-30ºC. Depois deste período, o leite deve ser coado e os grãos do kefir são adicionados a outro leite, fazendo assim de forma cíclica, por tempo indeterminado.

Tem consistência cremosa, com sabor agridoce e refrescante, e pode conter de 0.08 a 2% de álcool na sua composição.
Todos esses microrganismos utilizados na produção de leites fermentados possuem efeitos desejáveis ao organismo e, portanto, são considerados microorganismos seguros (CRAS) (JAY,1996).

Possuem a característica de resistir ao suco gástrico, sais biliares e de se adequar à possível presença de antibióticos. Desta forma chegam vivos ao intestino em quantidades suficientes para promover efeitos benéficos e auxiliares na redução de riscos de algumas doenças.

Quais os benefícios do Kefir?

Os benefícios do consumo de kefir são inúmeros, mas os principais são:

  • Incrementa o valor biológico das proteínas do leite;
  • As proteínas do kefir são parcialmente digeridas e, assim, mais facilmente utilizadas pelo organismo. O triptofano, um dos aminoácidos essenciais abundantes no kefir, é conhecido pelo seu efeito relaxante do sistema nervoso;
  • Sintetiza ácido láctico, o que diminui a intolerância a lactose e favorece a digestibilidade do leite mesmo para pessoas que sejam sensíveis ao leite de vaca;
  • Sintetiza vitaminas do complexo B;
  • Aumenta a resistência à infecções;
  • Activa sistema imunológico – e já foi usado, com sucesso, para ajudar pessoas que sofrem de sida, síndroma de fadiga crónica, cancro e herpes;
  • Efeito tranquilizador do sistema nervoso beneficia muitas pessoas que sofrem de depressão, distúrbios do sono, entre outras;
  • Restabelece e equilibra a flora intestinal – elimina dos intestinos as bactérias e leveduras prejudiciais, e aumenta a população bacteriana benéfica e protectora;
  • Regulador da flora intestinal, podendo ser usado tanto em casos de obstipação quanto diarreia, reduz a flatulência e melhora de uma forma geral todo o sistema digestivo.

O efeito de “limpeza” que exerce em todo o corpo, ajuda a estabelecer o equilíbrio do ecossistema interno, permitindo uma óptima saúde e aumento da longevidade.

  • Diminui o risco de cancro , principalmente de cólon
  • Diminui a fracção do LDL colesterol

Estudos realizados em ratos no Japão revelam acção anti- carcinogénica do kefir; o kefir foi administrado via oral e os resultados indicam diminuição do tamanho do tumor, induzindo a uma resposta auto imune nos ratos.

Como preparar o Kefir?

INSTRUÇÕES PARA PREPARAR O “KEFIR”

1 – Deitar ¾ de leite (não fervido) num frasco de boca larga de l litro com tampa hermética (1/4 do espaço é reservado para o ar);
2 – Colocar 150 grs. do cogumelo de ‘”KEFIR” no seu interior a flutuar no leite. O cogumelo não pode ir ao frigorifico porque morre;
3 – Deixá-lo em repouso 24 horas e coar em seguida por um coador o leite “KEFIRADO”. Está pronto para ser utilizado. O creme pode ir para o frigorifico, por 1 ou 2 dias;
4 – Voltar a colocar o cogumelo do “KEFIR” no mesmo frasco depois de lavado e deitar, . novamente, a mesma quantidade de leite. Nunca deixar o cogumelo mais de 48 horas no mesmo leite. Fazer isto todos os dias;
5 – No Verão, deve lavar o cogumelo uma vez por semana com água tépida (morna), no Inverno pode fazê-lo de 15 em 15 dias, nunca use água fria;
6 – No Verão deve colocar o frasco em lugar fresco e no Inverno deve resguardá-lo do frio.

Como conservar o Kefir?

O “KEFIR” deve conservar-se sempre no leite fresco (não fervido) e à temperatura ambiente. O leite frio mata o cogumelo.

O COGUMELO NÃO PODE IR PARA O FRIGORÍFICO.
O creme, esse sim, pode ir por um ou dois dias.

Como comer o Kefir?

Pode-se usar sem açúcar, mas quem quiser pode juntar açúcar .

  • O “KEFIR” deve tomar-se de manhã e à noite diariamente.
  • Pode substituir uma refeição pois é muito nutritivo.
  • Pode fazer-se uma excelente salada juntando morangos, alperces. ananás, ou outras frutas.
  • Pode também, juntar-se mel.

Onde encontrar o Kefir?

O Kefir não é fácil de encontrar já pronto.

Aqui fica um dos locais onde pode encontrar, basta clicar nesta ligação

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Concluindo

Atualmente, as pessoas procuraram, cada vez mais, outras opções, incluindo substituir leite por outros alimentos e lacticínios mais saudáveis. Sem sombra de dúvida que pode fazer uma alimentação equilibrada sem prejudicar a sua saúde, não bebendo leite mas enriquecendo a sua dieta, por exemplo, com sardinhas, brócolos, espinafres, sementes de chia, ameixas, iogurte natural, nata entre outros  alimentos ricos em cálcio, bem absorvido,  essencial para a saúde dos seu ossos.

Se gosta de leite não é um copo por dia que vai fazer diferença mas deve tentar introduzir na sua alimentação alguns dos complementos descritos neste artigo… para bem da sua saúde. No fundo variar a sua alimentação e não “encher a barriga” com alimentos processados (não naturais) é sempre o mais saudável!

Quanto ao leite cada especie tem o seu e os humanos são os únicos que bebem leite de outros animais na fase adulta… dá que pensar…!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes

Fontes:

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