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DOR NO OMBRO 2017: SERÁ SINAL DE PERIGO?



Dor no ombro 2017: Será sinal de perigo? Uma dor no ombro pode simplesmente ser de origem muscular ou articular mas também pode ser sinal de que um ataque cardíaco poderá estar para breve. Se a esta dor se juntarem sintomas de falta de ar, náuseas, indigestão ou azia, o melhor é correr para o médico mais próximo.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Ataque cardiaco ou enfarte do miocárdio: O que é?
  • Quais as causas de um ataque cardiaco?
  • Quais as possíveis sequelas permanentes?
  • Existe tratamento para um ataque cardiaco?
  • Enfarte do miocardio: Quais os sintomas?
  • Quais os factores de risco associados ao enfarte do miocárdio?
  • Diagnóstico: Como é feito?
  • Tratamentos: Quais os melhores?
  • Quais as complicações da doença?
  • O que fazer se estiver sozinho e tiver sintomas de enfarte?
  • Como evitar o desmaio?
  • Como tentar regularizar o ritmo cardiaco?

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Ataque cardíaco, o que é?

Um ataque cardíaco ou enfarte do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado. Se o fluxo sanguíneo não for restaurado rapidamente, essa secção do músculo cardíaco ficará danificada devido à falta de oxigénio e começará a morrer.

Um ataque cardiaco ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado
Um ataque cardíaco ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado

O ataque cardíaco é uma das principais causas de morte, tanto em homens como em mulheres.

O enfarte é definido como uma lesão isquemia do músculo cardíaco (miocárdio), que se deve à falta de oxigénio e nutrientes. Os vasos sanguíneos que irrigam o miocárdio (artérias coronárias) podem apresentar depósitos de gordura e cálcio, levando a uma obstrução e comprometendo a irrigação do coração.

As placas de gordura localizadas no interior das artérias podem sofrer uma fissura causada por motivos desconhecidos, formando um coágulo que obstruí a artéria e deixa parte do coração sem “abastecimento” de sangue. É assim que ocorre o enfarte do miocárdio. Esta situação vai levar à morte celular (necrose), a qual desencadeia uma reacção inflamatória local.

Localização das artérias coronárias e infarte do miocárdio
Localização das artérias coronárias e infarte do miocárdio

O enfarte também pode ocorrer em vasos coronários normais quando as artérias coronárias apresentam um espasmo, ou seja, uma forte contracção que determina um défice parcial ou total no abastecimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado por este vaso contraído.

Localização anatómica do pericárdio, epicárdio miocárdio e endocárdio
Localização anatómica do pericárdio, epicárdio miocárdio e endocárdio

Quais as causas de um ataque cardíaco?

A principal causa de um ataque cardíaco é a doença das artérias coronárias, onde existe a formação de placas de gordura nas paredes das artérias coronárias, que diminui o transporte de oxigénio e sangue ao coração.

Eventualmente, uma placa pode romper, causando coágulo sanguíneo na superfície da placa. Se o coágulo ficar muito grande, ele pode bloquear totalmente ou quase totalmente o fluxo de sangue rico em oxigénio para a parte do músculo cardíaco alimentado pela artéria.

Durante um ataque cardíaco, se o bloqueio na artéria coronária não for tratado rapidamente, o músculo cardíaco começa a morrer e a ser substituído por tecido cicatrizado. Este dano do coração pode não ser óbvio, ou pode causar problemas graves de longo prazo.

Que sequelas permanentes pode causar um ataque cardíaco?

Problemas graves relacionados com ataque cardíaco podem incluir:

  • Insuficiência cardíaca
  • Arritmias cardíacas potencialmente fatais.

Insuficiência cardíaca é uma condição na qual o coração não consegue bombear sangue suficiente pelo corpo.

Fibrilação ventricular é uma arritmia séria que pode causar morte se não for tratada rapidamente.

Existe tratamento para o ataque cardíaco?

Actualmente há tratamentos para ataques cardíacos que salvam vidas e previnem incapacidades graves. O tratamento é mais eficiente quando começa dentro de 1 hora após os sintomas do ataque cardíaco.

Enfarte do miocárdio: Quais os os sintomas?

sintoma clássico é uma dor e aperto no lado esquerdo ou no centro do peito podendo irradiar para o pescoço ou para o braço esquerdo, porém em cerca de 15% dos casos, o sintoma pode ser atípico tal como:

  • Dor no lado direito do peito
  • Dor no ombro
  • Suor
  • Enjoo
  • Vómitos
  • Dor de estômago
  • Falta de ar
  • Tonturas
  • Palpitações ( arritmias )

Esta dor tem, habitualmente, duração superior a 10 minutos, pode ter diferentes intensidades ou ainda desaparecer  e voltar espontaneamente.

Infelizmente, nem todos os pacientes têm este sintoma. Os diabéticos, por exemplo, podem ter um enfarte sem apresentar dor.

 Quais são as causas em detalhe?

O enfarte está mais frequentemente associado a uma causa mecânica, ou seja, à interrupção do fluxo sanguíneo para uma determinada área, devido a obstrução completa ou parcial da artéria coronária responsável pela sua irrigação.

O tamanho da área necrosada depende de vários factores, tais como o calibre da artéria lesada, tempo de evolução da obstrução e desenvolvimento da circulação colateral. Esta, quando bastante extensa, é capaz de impedir a instalação de enfarte, mesmo em casos de obstrução total da coronária.

Pode também ocorrer por aumento do trabalho cardíaco relacionado com um aumento da pressão arterial.

Miocárdio privado de oxigénio
Miocárdio privado de oxigénio

Quais são os factores de risco associados ao enfarte do miocárdio?

  • Colesterol LDL alto e HDL baixo
  • Sedentarismo
  • Tabagismo
  • Hipertensão arterial
  • Menopausa
  • Stress
  • Excesso de peso
  • Diabetes mellitus
  • História familiar ou predisposição genética
  • Idade
  • Alterações hemodinâmicas: hipertensão arterial, hipotensão, choque, mal-estar, etc.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é baseado em 3 factores:

  • Quadro clínico,
  • Alterações no ECG (eletrocardiograma)
  • Dosamento de enzimas cardíacas que se alteram no enfarte do miocárdio.

Escolha sempre um médico da sua confiança para tratar os seus sintomas e para lhe auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares.

Quais os tratamentos disponíveis?

Qualquer que seja o tratamento escolhido pelo médico que vai prestar assistência ao paciente com enfarte, o ideal é que ele comece dentro das primeiras 6 horas após o início da dor.

Quanto mais precoce, maior é a possibilidade de ser restabelecido o fluxo sanguíneo e de oxigénio nas artérias coronárias, evitando as complicações decorrentes da necrose do músculo cardíaco.

Pontos importantes do tratamento são:

  • Alívio da dor
  • Repouso para reduzir o trabalho cardíaco
  • Administração de agentes trombolíticos para melhorar o fluxo sanguíneo

A administração de oxigénio em fluxo contínuo nas primeiras seis horas, reduz a dor associada à baixa concentração de oxigénio circulante. O uso de drogas que reduzem o uso de oxigénio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos isquemia (ausência de sangue).

A probabilidade aumentada de complicações no período de 72 horas, após o enfarte,  justifica a monitorização contínua.

Superada esta fase, o paciente é encaminhado para um quarto restringindo-se o número de visitas. Progressivamente, ele pode sentar-se durante breves períodos, começa a deambular por volta do quarto ou quinto dia.

Esta mobilização precoce melhora sensivelmente o bem-estar, além de reduzir a incidência de tromboembolia. Mas o paciente deve ser acompanhado de perto para detectar possíveis alterações consequentes a esta actividade física.

A dieta será liberada à medida que as condições clínicas permitirem, devendo ser hipocalórica e hipossódica (com pouco sal).

As evacuações não devem significar esforço para o paciente, usando, se necessário, laxantes suaves.

Os tranquilizantes podem ser utilizados para amenizar a angústia de alguns doentes, mas com muito cuidado, já que esses medicamentos podem aumentar a frequência cardíaca e a pressão sistólica.

Quais são as complicações da doença?

As principais complicações do enfarte são:

  • Arritmia cardíaca
  • Choque cardiogênico
  • Insuficiência respiratória
  • Insuficiência renal
  • Paragem cardiorespiratória

As complicações mais letais são as arritmias, que podem ocorrer, mais frequentemente, nas primeiras 24 horas após o enfarte.

Por isso, é importante que, idealmente, pelo menos 72 horas, os pacientes fiquem sob cuidados médicos em unidades de tratamento intensivo, onde recebem todos os cuidados necessários para detectar precocemente e tratar essas arritmias, através de uma monitorização contínua das complicações do enfarte.

O que posso fazer se estiver sozinho e tiver sintomas de  um ataque cardíaco?

Muitas pessoas estão sozinhas quando têm um ataque cardíaco.

Sem ajuda, a pessoa sente o  coração a bater de forma irregular e começa a sentir-se fraca tendo apenas alguns segundos antes de desmaiar.

Para evitar o desmaio e tentar regularizar o ritmo cardíaco, deve:

  • Tossir repetidamente com bastante força
  • Respirar bem fundo antes de tossir e a tosse deve ser forte e prolongada, vinda do fundo do peito.
Uma inspiração e uma tosse devem ser repetidas a cada 2 segundos sem parar, até que chegue ajuda, ou que sinta que o coração voltou a bater normalmente.  As inspirações profundas trazem oxigênio para os pulmões e os movimentos de tossir “bombeiam” o coração e mantêm o sangue a circular.

Esta pressão no coração também faz com que ele volte a bater normalmente e dessa maneira a vítima tem tempo de chegar ao hospital.

Se reconhecer algum destes sinais, ligue o 112 imediatamente!

Concluindo

Este é sem dúvida um dos artigos que pode poupar muitas vidas se esta informação for passada para o público em geral. Todos os anos milhares de pessoas podiam ser salvas se soubessem reconhecer a tempo sintomas simples que não deixam muitas dúvidas sobre o que lhes pode estar a acontecer. A rapidez da assistência médica é essencial mas,  para ser eficaz, doentes e famílias têm de saber reconhecer os sintomas a tempo!

Uma dor no ombro é na maioria das vezes um sintoma de problemas musculares ou articulares mas em alguns casos pode ter origem cardiovascular sendo neste caso um evento de extrema gravidade que no entanto pode salvar-lhe a vida se for valorizado a tempo! A única forma de ter a certeza é procurar apoio médico urgente. Não arrisque principalmente se tiver factores de risco cardiovasculares tais como colesterol alto, história familiar de pais ou irmãos com eventos cardíacos, excesso de peso, hipertensão, diabetes e picos de ansiedade entre outros factores. Proteja-se… pela sua saúde e pelo afecto que tem aos que lhe são mais próximos!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes


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HTA HIPERTENSÃO 2016: PRESSÃO ARTERIAL 37 RESPOSTAS ESSENCIAIS




HTA Hipertensão Pressão arterial Pressão alta e sintomas de pressão alta: O que dizem a Sociedade Portuguesa de Hipertensão e a Organização Mundial de Saúde (OMS ou WHO)? Este artigo pretende ser um contributo importante para ajudar muitos doentes a compreender e controlar melhor a sua hipertensão arterial (HTA), conhecer em detalhe os sintomas de pressão alta e ao mesmo tempo alertar muitas pessoas que podem ser hipertensas sem o saber, correndo graves riscos de saúde!

Artigo actualizado em Março de 2016

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Qual a prevalência da hipertensão arterial (HTA)?
  • O que é a hipertensão arterial?
  • O que é a pressão arterial?
  • Quais os sintomas de pressão alta mais comuns da HTA?
  • Consigo saber que tenho HTA sem medir com o aparelho?
  • Com que frequência devemos medir a pressão arterial?
  • Como se faz o diagnóstico correcto da HTA?
  • O que é o M.A.P.A.?
  • Quais os valores normais da pressão arterial?
  • O que é a hipertensão de bata branca?
  • É importante a medição em casa?
  • Como escolher o aparelho para medir a PA?
  • Como medir correctamente a PA em casa?
  • Quais as principais complicações associadas à HTA?
  • Quais as complicações para o coração?
  • Quais as complicações para o cérebro?
  • Quais as compliceções para o olho?
  • Quais as complicações para o rim?
  • Quais as complicações para os vasos sanguineos?
  • Quais as causas e factores de risco?
  • O que é uma crise hipertensiva?
  • O que é a hipertensão maligna ou emergência hipertensiva?
  • Qual a diferença entre emergência e urgência hipertensiva?
  • Qual o tratamento da HTA?
  • Quais os medicamentos mais usados para a HTA?
  • Quais os principais efeitos secundários?
  • Que associações de medicamentos se podem fazer?
  • O que são diuréticos?
  • O que são os IECA?
  • O que são os ARA II?
  • O que são os inibidores do canais de cálcio?
  • O que são os beta-bloqueadores?
  • O que são vasodilatadores directos?
  • O que são os bloqueadores alfa-1?
  • O que são os agonistas alfa-2 adrenérgicos?
  • E se a pressão arterial for baixa? O que fazer?
  • O que é a hipotensão ortostática ou postural?

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HTA, qual a prevalência da hipertensão arterial?

A hipertensão arterial (HTA) sistémica, mais conhecida como tensão alta, é uma das doenças com maior prevalência a nivel global, afectando cerca de um terço da população. A hipertensão pode surgir em qualquer idade, mesmo durante a gravidez, sendo mais comum na população adulta e nos idosos. Estima-se que até 80% da população idosa seja hipertensa.

HTA, o que é a hipertensão arterial?

A hipertensão é definida pela elevação permanente ou intermitente da pressão sanguínea arterial sistólica e/ou diastólica acima de 140 e 90 mgHg.

O que é a pressão arterial (PA)?

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce nos vasos sanguíneos ao ser bombeado pelo coração para o resto do corpo. A pressão arterial, vulgarmente denominada por pressão arterial “máxima” ou sistólica, corresponde à contração do coração e a “mínima” ou diastólica, corresponde ao relaxamento. É por refletir a atividade do coração que a medição da pressão arterial é tão importante.

HTA, sintomas de pressão alta, quais são?

Normalmente, a hipertensão ou pressão alta não causa sintomas relevantes e, por isso, a maioria das vezes é diagnosticada, por acaso, quando o doente vai ao médico por outra razão. Contudo, embora raramente, o doente poderá sentir dores de cabeça quando a tensão arterial estiver demasiado elevada. Os outros sintomas possíveis estão geralmente relacionados com as principais complicações da hipertensão crónica e podem ser:

  • Súbita perda de visão,
  • Tonturas,
  • Problemas de coordenação motora,
  • Dores no peito,
  • Palpitações.
  • Aumento de peso e volume devido à retenção de líquidos.

HTA, sintomas de pressão alta, posso saber sem fazer a medição com o aparelho?

Achar que é possível advinhar se a tensão está alta ou normal baseado na presença ou na ausência de sintomas é um erro muito comum e grave! Se não mede a sua tensão arterial simplesmente porque não tem nenhum sintoma, pode muito bem ser hipertenso sem saber. Por outro lado, um doente que é hipertenso, mas também não mede a tensão arterial periodicamente, pode ter a falsa sensação de a ter controlada. Não existe nenhuma maneira de avaliar a tensão arterial sem a medir com um esfigmomanómetro, aparelhos que existem nas Farmácias e também portateis para medir em casa.

O facto de algumas pessoas terem dor de cabeça ou mal estar quando apresentam tensão arterial elevada não significa que estes sintomas sirvam de prova. Estas pessoas podem ter picos de hipertensão assintomáticos sem saberem. É curioso que a dor aumenta a pressão arterial, sendo difícil saber nestes casos se a tensão subiu por causa da dor de cabeça ou se a dor de cabeça surgiu por causa da tensão alta.

Com que frequência devemos medir a PA?

Todos os adultos devem medir a sua tensão arterial pelo menos uma vez por ano. Devem medir duas vezes por ano os adultos com as seguintes condicionantes de saúde:

  • Obesos
  • Fuamadores
  • Diabéticos
  • Quem tiver história familiar de hipertensão arterial

Os hipertensos devem medir a tensão arterial pelo menos uma vez por semana para saber se está controlada.

HTA, como se faz o diagnóstico correcto?

Um erro comum no diagnóstico da hipertensão é rotularum doente como hipertenso baseado apenas numa medição isolada da tensão arterial. Um doente hipertenso pode ter momentos do dia em que a tensão apresenta valores normais, assim como uma pessoa sem hipertensão pode apresentar elevações pontuais de pressão arterial, devido a factores como stresse e actividade física ou seja, não se deve afirmar nem descartar hipertensão arterial apenas com uma única medição

A maioria das pessoas só procura medir sua tensão após eventos de stresse emocional ou dor de cabeça, situações que por si só podem aumentar a tensão arterial pontualmente.

Para se dar o diagnóstico de hipertensão arterial são necessárias de três a seis medições com resultados altos, realizadas em dias diferentes, com um intervalo maior que um mês entre a primeira e a última medição. Deste modo, minimizam-se os factores externos. Um doente só é hipertenso quando apresenta a tensão arterial elevada frequentemente e várias vezes ao dia.

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HTA, o que é o M.A.P.A?

Quando após algumas aferições da tensão ainda há dúvidas se a pessoa é realmente hipertensa ou apresenta apenas valores altos por ficar nervoso durante a medição da pressão arterial, o ideal é solicitar um exame chamado M.A.P.A (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial). Este exame é basicamente um aparelho de pressão que fica no braço do paciente durante 24 horas, aferindo e registrando seus valores da pressão arterial diversas vezes por dia, em situações diárias comuns, como dormir, comer, trabalhar, etc.

Após 24 horas de medições, o aparelho é entregue ao médico que faz a interpretação dos registos da seguinte forma:

  • Pessoas com mais de 50% das medições elevadas são consideradas hipertensas.
  • Pessoas que apresentam entre 20% e 40% das medições elevadas não são consideradas hipertensas, mas apresentam um grande risco de desenvolver hipertensão arterial, o que já indica mudanças nos hábitos de vida e de alimentação.
  • Pessoas com resultados normais são aqueles que apresentam a tensão controlada durante mais de 80% do dia.

O M.A.P.A pode ser usado para se fazer o diagnóstico de hipertensão arterial nos casos duvidosos, mas também serve para o médico ter uma ideia da efetividade do tratamento anti-hipertensivo nos doentes hipertensos e sob tratamento. Se o hipertenso, está a tomar medicamentos e apresenta ao M.A.P.A pressões altas ao longo do dia, isto é um forte indício de que o atual tratamento não esté a ser eficaz

Quais os valores normais da pressão arterial?

Como se classifica ?

Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg, determinados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado.

Diz-se que uma pessoa tem valores de PA normais, quando apresenta ambos os valores abaixo de 130/85mmHg. Para valores entre 130-139mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica, diz-se que os valores são normais-altos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA.

A HTA define-se por graus, de acordo com os valores de PA encontrados, sendo que os graus são importantes para definir a gravidade da doença e orientar a sua abordagem.

Os valores mais aceites hoje em dia sobre hipertensão são os seguintes:

Pressão arterial melhorsaude.org melhor blog de saude

O que é a “hipertensão da bata branca”?

Dá-se o nome de hipertensão arterial da bata branca quando encontramos pessoas que só apresentam pressão arterial alta durante as consultas médicas. São pessoas que ficam ansiosas na presença do médico e a pressão sobe pontualmente. Em casa, fora das consultas, estas pessoas apresentam valores dentro dos intervalos normais. Às vezes, é difícil diferenciá-las dos hipertensos verdadeiros. Em geral, é preciso realizar o M.A.P.A para se ter certeza.

A hipertensão da bata branca não é hipertensão propriamente dita, mas afecta pessoas que apresentam maior tendência de desenvolvê-la, sendo um factor de risco para hipertensão real. Estes pacientes têm indicação para mudanças nos hábitos de vida visando impedir a progressão para a doença estabelecida.

HTA, é importante a medição em casa?

A medição da Pressão Arterial (PA) em casa é um complemento importante à medição da PA no consultório, sendo útil na avaliação do controlo da Hipertensão Arterial (HTA). A medição em ambiente de consulta, pelo seu Médico, mostra como está a PA naquele momento. Contudo, a PA sofre várias oscilações ao longo do dia, sendo influenciada por diversos fatores tais como a alimentação, o stress, o esforço físico e a medicação.
Assim, a auto-medição da PA em ambulatório (conhecida como AMPA), ao fornecer um maior número de medições da PA, em condições ideais, fora do contexto de consulta, permite ter uma perceção mais fidedigna do seu perfil tensional. Podemos assim comparar a PA no consultório a uma fotografia do momento e a medição da PA em ambulatório a um vídeo, tendo em conta as medições sequenciais ao longo do tempo que são feitas.

Assim, o seu Médico poderá recomendar a auto-medição da PA, de forma a obter informações sobre a eficácia da medicação anti-hipertensora e em algumas situações, tais como:

• Avaliar a “Hipertensão de Bata Branca”, definida como uma elevação persistente da PA no consultório e valores normais fora deste. Tal acontece porque, por vezes, em ambiente de consulta, algumas pessoas ficam mais ansiosas, o que contribui para um aumento transitório da PA;

• Avaliar a “Hipertensão Mascarada”. Ao contrário do que se verifica na “Hipertensão de Bata Branca”, nesta condição verificam-se valores normais de PA no consultório, mas valores elevados fora deste;

• Hipertensão Gestacional

A Monitorização da PA em casa obedece a alguns princípios e reúne características específicas, nomeadamente no que respeita ao tipo de aparelhos e form

Qual o melhor aparelho de medição da PA?

Há uma enorme variedade de aparelhos existentes no mercado, mas nem todos são recomendados.

Na escolha do aparelho para medição da PA, tenha em consideração as seguintes características:
• Devem ser aparelhos automáticos de medição da PA no braço. Os dispositivos que pressupõem a medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis;
• Escolha um aparelho validado. As especificações relativas à validação deverão constar das informações fornecidas pelo fabricante. Para verificar a lista de aparelhos validados, pode consultar www.dableducational.org;
• Devem ser usadas braçadeiras de dimensões adequadas (pequenas, standard ou largas) de acordo com o diâmetro do braço (veja imagens abaixo – Figuras 1 e 2);
• Idealmente devem possuir uma memória sólida para um número relevante de medições.

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Como medir correctamente a pressão arterial em casa?

Para ter significado clínico, é importante ter alguns aspetos em conta na medição da PA no domicílio:

• A PA deve ser avaliada num ambiente calmo, após 5 minutos de descanso. Não deve ter fumado, ingerido estimulantes ou feito exercício nos 30 minutos prévios à medição da PA;
• Deve estar na posição sentada, com as costas e braços apoiados;
• A PA deve ser medida no braço que evidenciou de forma consistente valores tensionais mais elevados;
• A avaliação da PA deve ser feita pelo menos durante 3-4 dias, preferencialmente durante 7 dias consecutivos, em 2 períodos do dia: de manhã e à tarde;
• Em cada avaliação da PA, devem ser feitas 2 medições, com 1-2 minutos de intervalo;
• Registe as medições efetuadas, bem como o dia e a hora. Partilhe este registo com o seu médico.

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HTA, quais são as principais complicações?

Coração

  • Aneurisma da aorta – A aorta é a principal artéria do nosso organismo e leva o sangue do coração para o resto do corpo. Se for sujeita a pressões elevadas durante muito tempo, a sua parede também pode enfraquecer e formar um balão (aneurisma) que, se rebentar, causa morte do doente.

  • Enfarte do miocárdio (EM) – O enfarte do miocárdio ou “ataque de coração”, resulta do estreitamento e bloqueio dos vasos sanguíneos (aterosclerose) de uma ou mais das artérias que irrigam o coração, as coronárias. Caso isso aconteça o coração não recebe o oxigénio que necessita e há a morte das células do miocárdio (músculo do coração), o que traz sérias complicações ao doente.

  • Insuficiência cardíaca – Quando a hipertensão a que o coração está sujeito é muito prolongada o seu músculo pode enfraquecer, tornando o coração menos eficiente ou incapaz de assegurar a circulação sanguínea. Neste caso, diz-se que o doente tem insuficiência cardíaca e pode dar-se a acumulação de sangue nos membros inferiores bem como a acumulação de fluídos nos pulmões, o que causa sérias dificuldades respiratórias ao doente.

Cérebro

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC) – A hipertensão é a principal causa de AVC. Quando mantida por um longo período de tempo, pode causar rigidez e estreitamento dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Nessas zonas podem formar-se coágulos que impedirão o sangue de passar para as restantes zonas do cérebro causando graves lesões ao doente.

  • Aneurisma – Determinadas zonas da parede das artérias, já enfraquecidas pela crescente elevação da pressão arterial, podem formar um “balão”. Se esse balão rebentar, o que pode acontecer a qualquer momento, há uma hemorragia e o doente pode morrer ou ficar com graves sequelas.

Rim

  • Nefrosclerose – Esta complicação da hipertensão está relacionada com danos causados ao nível das artérias mais pequenas do rim, as arteríolas. O seu endurecimento, causado pela permanente elevação da pressão arterial, leva à diminuição do fluxo sanguíneo ao nível do rim, tornando-o insuficiente. Neste caso, como o rim já não é capaz de assegurar a sua função de filtrar o sangue do organismo, essa tarefa terá de ser efetuada artificialmente por uma máquina ou, em alternativa, o doente terá que se submeter a um transplante de rim.

Vasos sanguíneos

  • Aterosclerose – Quando em elevada quantidade no sangue, as gorduras podem acumular-se nas paredes das artérias e formar depósitos chamados placas de ateroma, que levam ao estreitamento dos vasos e, em último caso, À sua obstrução.

Olho

  • Retinopatia – A hipertensão prolongada pode causar rigidez dos vasos sanguíneos da parte inferior do olho, da retina. Uma das complicações dessa rigidez é o estreitamento dos vasos. Com a progressão da doença, pode haver hemorragias e formação de exsudados que, juntamente com o aumento da pressão, pode levar À cegueira.

HTA, quais as causas e factores de risco?

Dividimos a hipertensão arterial em duas classificações, de acordo com suas causas:

  • Hipertensão essencial (hipertensão primária)
  • Hipertensão secundaria.

A hipertensão primária é aquela que surge sem uma causa definida. Esta forma de hipertensão é responsável por 95% dos casos. A hipertensão arterial primária não tem uma causa claramente identificada, mas os seus principais fatores de risco são bem conhecidos:

  • Etnia negra
  • Obesidade
  • Elevado consumo de sal
  • Consumo de álcool
  • Sedentarismo
  • Colesterol alto
  • Apneia obstrutiva do sono
  • Tabagismo
  • Diabetes Mellitus

O que é uma crise hipertensiva?

A ocorrência de uma súbita e marcada elevação da PA é comumente conhecida como crise hipertensiva. A sua gravidade relaciona-se sobretudo com a magnitude da elevação tensional e rapidez de instalação, e não tanto com o valor absoluto da PA. É importante realçar que num doente com HTA existe adaptação estrutural dos vasos arteriais, estando por isso mais protegidos, relativamente aos indivíduos normotensos, das consequências do aumento súbito da PA.

Em termos de valores absolutos, considera-se crise hipertensiva quando se verificam os seguintes valores da PA:

  • PA sistólica > 180 mmHg   ou
  • PA diastólica > 120 mmHg.

Se obtiver estes valores na medição da PA no domicílio, deve aguardar uns minutos e medi-la novamente. Caso persistam estes valores tensionais e não tenha quaisquer sintomas,marque consulta com o seu Médico.

HTA, o que é a hipertensão maligna ou emergência médica?

A hipertensão maligna é uma emergência médica e ocorre quando há um aumento súbito dos níveis da tensão arterial, causando lesão aguda de órgãos nobres, como rins, coração, cérebro e olhos. A hipertensão maligna normalmente ocorre com valores de tensão sistólica acima de 220 mmHg ou diastólica acima de 120 mmHg.

As consequências mais comuns são:

  • Insuficiência renal aguda
  • Hemorragias da retina
  • Edema da papila do olho
  • Insuficiência cardíaca aguda
  • Encefalopatia (alterações neurológicas)

Qual a diferença entre hipertensão arterial maligna e urgência hipertensiva?

Nem todos os doentes com níveis elevados de tensão arterial apresentam hipertensão maligna. Para que isso ocorra é preciso, além da hipertensão grave, haver sintomas e lesões agudas de órgãos nobres. Quando os níveis tensionais estão muito elevados, normalmente acima de 180/120 mmHg, mas não há sintomas ou lesões agudas de órgãos, chamamos de urgência hipertensiva.

A hipertensão maligna implica internamento e redução rápida dos valores da pressão. Na urgência hipertensiva, não há necessidade de hospitalização e a pressão pode ser reduzida gradualmente ao longo de 24-48 horas.

HTA, qual o tratamento da hipertensão arterial?

Feito o diagnóstico de hipertensão, todos os doentes devem fazer mudanças de estilo de vida antes de se iniciar o tratamento com medicamentos. As principais são:

  • Reduzir o peso
  • Fazer mais exercícios físicos
  • Deixar de fumar
  • Diminuir o consumo de álcool
  • Diminuir o consumo de sal
  • Diminuir o consumo de gordura saturada
  • Aumentar o consumo de frutas e vegetais

A redução da pressão arterial com essas mudanças costuma ser pequena e dificilmente uma pessoa com níveis muito altos (maior que 160/100 mmHg) atinge o controle da hipertensão sem a ajuda dos medicamentos. Nas hipertensões leves, há casos em que apenas com controle do peso, dieta apropriada e prática regular de exercício físico consegue-se o controle da tensão arterial. No entanto a maioria dos doentes não aceita mudanças nos hábitos de vida e acabam por ter de tomar medicamentos anti-hipertensivos.

Os doentes que já chegam ao médico com tensão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo devem iniciar tratamento medicamentoso imediato, uma vez que essas lesões  indicam hipertensão de longa data. Obviamente, as mudanças de estilo de vida também estão indicadas neste grupo.

Apenas doentes com sinais de lesão de órgão alvo, insuficiência renal crónica, diabetes ou com doenças cardíacas, devem iniciar o tratamento com drogas imediatamente.

HTA, quais os medicamentos anti-hipertensivos mais usados?

Existem dezenas de drogas diferentes aprovadas para o controle dos níveis de tensão arterial. Estudos recentes têm demonstrado que o mais importante no tratamento da hipertensão é reduzir a pressão arterial, e não necessariamente o tipo de droga utilizada.

Actualmente, 4 classes de anti-hipertensores são considerados de primeira linha por apresentarem boa resposta no controle da tensão arterial e baixa incidência de efeitos secundários graves, são eles os diuréticos, IECAS, ARA II e os Inibidores dos canais de cálcio.

As principais classes de medicamentos anti-hipertensivos são:

  • Diuréticos (Tiazidicos, de alça ou poupadores de potássio)
  • IECA (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina)
  • ARA II (Antagonistas do Receptor da Angiotensina)
  • Inibidores dos canais de cálcio
  • Beta-bloqueadores
  • Vasodilatadores directos
  • Bloqueadores alfa-1
  • Agonistas alfa-2 adrenergicos

Pode associar-se mais do que um anti-hipertensor para o mesmo doente?

Não há nenhum problema na associação de mais de uma droga anti-hipertensiva desde que o objectivo de colocar a tensão arterial consistentemente dentro dos valores normais seja alcançado e que o risco de hipotensão (tensão baixa) seja controlado. Alguns pacientes com hipertensão grave precisam de vários medicamentos (alguns tomam 5 moléculas diferentes) para controlar a sua tensão arterial. O tratamento com apenas uma droga, costuma ser utilizado apenas nos casos mais leves, naqueles que, sem tratamento, apresentam níveis abaixo de 160/90 mmHg. Doentes com tensões mais elevadas, principalmente com valores acima de 170/90 mmHg, dificilmente conseguirão baixar de 140/90 mmHg com apenas uma droga.

HTA, quais os efeitos secundários mais frequentes?

A maioria dos anti-hipertensivos disponível no mercado é composta por drogas com muitos anos de uso clínico e um bom perfil de segurança. Todavia, como qualquer fármaco, há sempre o risco de efeitos colaterais.  O efeito adverso mais comum a todas as classes é a hipotensão. Esse problema pode ser evitado com um cuidadoso controle das doses dos medicamentos, principalmente no início do tratamento. A impotência sexual é outro problema que pode ocorrer, mas costuma ser mais frequente nos pacientes idosos, que já possuem outros fatores de risco para disfunção erétil.

De modo geral, se bem indicados, os anti-hipertensivos são drogas bem toleradas e eficazes.

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HTA, quais os diuréticos mais usados?

Os diuréticos são drogas utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão, sendo até hoje consideradas uma das melhores opções para o seu controle . Os diuréticos podem ser utilizados como monoterapia ou como parte de uma terapia anti-hipertensiva múltipla, com mais de uma droga de classes diferentes.

Em geral, salvo contra-indicações e casos especiais, sugere-se que o diurético seja a primeira ou, no máximo, a segunda droga de qualquer esquema anti-hipertensivo. O paciente hipertenso tratado com 2 ou 3 drogas, não sendo nenhuma delas um diurético, provavelmente está com um esquema  anti-hipertensivo desadequado.

Existem três grandes grupos de diuréticos que podem ser usados no tratamento da hipertensão:

  • Diuréticos Tiazídicos
  • Diuréticos de alça
  • Diuréticos poupadores de potássio

Diuréticos tiazídicos

Os tiazídicos são a classe de diuréticos mais indicada no tratamento da hipertensão. São drogas baratas e com bons resultados, principalmente para a população negra,  idosos e diabéticos.

Os diuréticos tiazídicos mais utilizados são:

  • Hidroclorotiazida (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária)
  • Clortalidona (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária)
  • Indapamida (dose recomendada entre 1,25 e 2,5 mg por dia em dose única diária)
  • Metolazona (dose recomendada entre 2,5 e 5 mg por dia em dose única diária).

A clortalidona é a molécula que nesta classe apresenta os melhores resultados na redução a longo prazo de problemas cardiovasculares, facto que se suspeita ser devido ao seu longo tempo de ação (mais de 24 horas), que chega a ser mais do que o dobro do da hidroclorotiazida.

Nos pacientes com insuficiência renal avançada (clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min) os tiazídicos não são drogas eficazes, com excepção da metolazona, não devendo ser o diurético de escolha para o controle da tensão arterial nestes pacientes.

Entre os efeitos secundários mais comuns dos tiazídicos estão:

  • Agravamento dos níveis de glicose nos diabéticos (este efeito geralmente só ocorre em doses elevadas)
  • Elevação do ácido úrico
  • Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo)
  • Hiponatremia (sódio sanguíneo baixo)
  • Desidratação

Diuréticos de alça

Os diuréticos de alça são diuréticos mais potentes, porém o seu tempo de acção é bastante mais curto, sendo menos eficazes que os tiazídicos, não devendo ser a primeira opção de tratamento para a maioria dos pacientes.

As excepções são os pacientes com insuficiência renal crónica avançada ou insuficiência cardíaca com necessidade de controle dos edemas. Nestes casos, os diuréticos de alça são os mais indicados.

O diurético de alça mais usado é:

  • Furosemida (Lasix®)

A furosemida é habitualmente usada no tratamento da hipertensão arterial nas doses de 20 a 80 mg por dia, em dose única ou em duas doses diárias separadas por 6 horas de intervalo. Não se indica a prescrição da furosemida com intervalos de 12 horas entre as doses. Doses bem mais elevadas que 80 mg podem ser utilizadas em pacientes com quadros de edemas graves.

Os principais efeitos colaterais da furosemida são semelhantes aos dos diuréticos tiazídicos.

 Diuréticos poupadores de potássio

  • Espironolactona (Aldactone®) – Os diuréticos poupadores de potássio são diuréticos fracos, não sendo indicados para o tratamento da maioria dos casos de hipertensão. Eles, porém, podem ser usados como droga complementar nos casos de hipertensão arterial resistente ou nos pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo que o paciente já faça uso de um diurético tiazídicos ou de alça. A dose habitual da espironolactona para hipertensão arterial é de 25 mg a 50 mg por dia em dose única diária.

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Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs)

Os IECAs, são uma classe de anti-hipertensivos utilizados com muito sucesso há mais de 30 anos.

Assim como os diuréticos, os IECAs são drogas que podem ser utilizadas em monoterapia ou como parte de um tratamento polimedicamentoso. Salvo contra-indicações, os IECAs podem ser utilizados em qualquer tipo de doente, mas devem ser usados como primeira escolha nos seguintes casos:

  • Diabéticos
  • Doentes com hipertrofia do ventrículo esquerdo
  • Doentes com insuficiência cardíaca
  • Doentes que já sofreram um infarte do miocárdio
  • Doentes com proteinúria
  • Doentes com insuficiência renal crónica

Em geral, os IECAs são mais eficazes em pessoas brancas e jovens e menos eficazes em negros e idosos. Isso não significa, porém, que não se possa usar os IECA neste grupo, principalmente se o doente tiver uma das patologias acima indicadas.

Os IECA são um grupo bastante explorado pela indústria farmacêutica, existindo atualmente no mercado, diversas drogas diferentes dentro desta família. Em geral, nenhum IECA apresenta nítida superioridade em relação ao outro.

Os IECA mais utilizados são:

  • Benazepril (dose recomendada entre 10 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Captopril (dose recomendada entre 25 a 150 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Cilazapril (dose recomendada entre 0,5 a 2,5 mg por dia, em dose única diária)
  • Enalapril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia)
  • Lisinopril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Perindopril (dose recomendada entre 2 a 16 mg por dia, em dose única diária)
  • Ramipril (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia).

O captopril é a droga mais antiga e menos utilizada desta lista por ter um tempo de acção mais curto de aproximadamente 8 horas sendo necessário tomá-lo até 3 vezes por dia. Por isso, o seu uso actualmente tem sido restrito ao tratamento pontual dos picos de tensão arterial em doentes que já estão medicados com outras drogas.

A associação dos IECA com diuréticos poupadores de potássio deve ser feita com muita cautela, pois ambas são drogas que podem aumentar os níveis de potássio no sangue.

O efeito colateral mais incómodo dos IECA é a tosse seca, que pode surgir em qualquer momento do tratamento e só desaparece com a suspensão da droga.

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Antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II)

Os antagonistas do receptor da angiotensina II, conhecidos pela sigla ARA II, são uma classe de anti-hipertensores relativamente nova, mas com mecanismo de ação semelhante aos IECA.

Como os efeitos, a eficácia e as indicações são os mesmos dos IECA, a escolha entre uma IECA ou ARA II fica por conta de preferência individual do médico ou do doente. Preço, posologia e perfil de efeitos secundários são geralmente os factores levados em conta na hora de escolher entre um IECA ou ARA II.

Os ARA II mais utilizados são:

  • Candesartan (dose recomendada entre 16 a 32 mg por dia, em dose única diária)
  • Irbesartan (dose recomendada entre 75 a 300 mg por dia, em dose única diária)
  • Losartan (dose recomendada entre 50 a 100 mg por dia, em dose única diária)
  • Olmesartan (dose recomendada entre 20 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Telmisartana (dose recomendada entre 20 a 80 mg por dia, em dose única diária)
  • Valsartan (dose recomendada entre 80 a 320 mg por dia, em dose única diária)

Assim como os IECA, os ARA II também podem provocar aumento do potássio sanguíneo. A grande vantagem dos ARA II sobre o IECA é a baixa ocorrência de tosse.

A associação de um IECA e um ARA II era anteriormente indicada para o tratamento da insuficiência cardíaca e das doenças renais com proteinúria mas nos últimos anos devido à elevada taxa de efeitos secundários e problemas cardiovasculares entretanto comprovados essa associação deixou de ser utilizada.

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Inibidores dos Canais de Cálcio

Os inibidores do canal de cálcio também são drogas já utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão arterial. Podem ser utilizadas em monoterapia, mas são habitualmente prescritos para ajudar no controle da tensão arterial em doentes já medicados com IECA (ou ARA II) e/ou diurético. A associação de um inibidor do canal de cálcio com um diurético costuma ser bastante eficaz no controle da hipertensão de doentes negros ou idosos.

Os inibidores do canal de cálcio mais utilizados são:

  • Nifedipina retard (mais conhecido como Adalat retard) (dose recomendada entre 30 a 120 mg por dia, em dose única diária)
  • Amlodipina (dose recomendada entre 2,5 a 10 mg por dia, em dose única diária)
  • Lercanidipina (dose recomendada entre 10 a 20 mg por dia, em dose única diária)
  • Felodipina (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária).

Os inibidores do canal de cálcio são anti-hipertensores fortes e devem ser iniciados com cautela em pacientes idosos, devido ao risco de hipotensão. Nestes pacientes deve-se começar com a dose mais baixa, sendo a mesma aumentada  a cada 15 dias até se conseguir o controle adequado da tensão arterial.

O efeito colateral mais comum dos inibidores do canal de cálcio é o edema (inchaço) nos pés e pernas, principalmente nos doentes com varizes e sinais de insuficiência venosa dos membros inferiores.

Colesterol

Beta-bloqueadores

Os beta-bloqueadores são  utilizados há muitos anos no tratamento da hipertensão. Desde 2010, porém, o seu uso como medicamento de primeira escolha deixou de ser indicado. Não se deve usar beta-bloqueadores em monoterapia mas apenas como 3ª ou 4ª escolha.

Entretanto, em algumas situações clínicas, o uso de beta-bloqueadores para controlar a hipertensão arterial pode apresentar efeitos benéficos, tais como:

  • Angina de peito
  • História de infarto do miocárdio
  • Fibrilação atrial
  • Hipertireoidismo
  • Enxaqueca
  • Hiperidrose
  • Pacientes jovens com distúrbios de ansiedade
  • Tremor essencial

Os beta-bloqueadores mais utilizados são:

  • Atenolol (dose recomendada entre 25 a 100 mg por dia, em dose única diária)
  • Bisoprolol (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária)
  • Carvedilol (dose recomendada entre 12,5 a 50 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Metoprolol (dose recomendada entre 50 a 450 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Nebivolol (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Propranolol (dose recomendada entre 40 a 160 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia).

Os beta-bloqueadores não devem ser utilizados em pacientes com asma ou pessoas com frequência cardíaca basal abaixo dos 60 batimentos por minuto.

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Vasodilatadores directos

Os vasodilatadores directos, são medicamentos que devem ser utilizados apenas no tratamento da hipertensão de difícil controle. Os principais são:

  • Hidralazina
  • Minoxidil

A hidralazina é mais usada que o minoxidil por apresentar um perfil de efeitos secundários mais favorável. Em geral, indica-se o uso da hidralazina em pacientes medicados  com pelo menos um diurético, um IECA (ou ARAII) e um bloqueador dos canais de cálcio, mas que ainda não conseguiram controlar adequadamente a sua hipertensão. A dose da hidralazina é de 25 a 100 mg divididos em 2 tomadas diárias.

Entre os efeitos secundários mais comuns da hidralazina estão:

  • Retenção de líquidos
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Dor de cabeça.

O uso simultâneo de um diurético e de um beta-bloqueador ameniza os efeitos colaterais.

A única situação em que o uso da hidralazina pode ser considerado como opção inicial é nos caso das grávidas com hipertensão grave. Como a maioria dos anti-hipertensores não podem ser utilizados em gestantes, a hidralazina acaba por ser uma das poucas opções disponíveis.

O minoxidil é uma droga poderosíssima, sendo, habitualmente, reservada para aqueles caso de hipertensão grave que não cedem a nenhum tipo de combinação anti-hipertensiva. Geralmente são os casos de pacientes já medicados com 4 ou 5 drogas anti-hipertensivas que ainda mantêm níveis de tensão arterial acima de 200/100 mmHg. O minoxidil possui muitos efeitos secundários, sendo os mais importantes o crescimento de pelos pelo corpo (hirsutismo) e a retenção de líquidos.

Muitos médicos reservam o minoxidil como última alternativa no tratamento da hipertensão. A sua grande vantagem é o facto de ser extremamente eficaz, conseguindo controlar a pressão arterial como nenhum outro anti-hipertensor.

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Bloqueadores alfa-1

Os bloqueadores alfa-1  têm sido cada vez menos utilizadas no tratamento da hipertensão devido à sua menor eficácia e mais efeitos secundários.

Actualmente indica-se o uso de bloqueadores alfa-1 somente no controle da hipertensão arterial em homens idosos que também apresentem hipertrofia benigna da próstata, pois estes medicamentos atuam reduzindo o tamanho da próstata. Nestes casos, ela é uma boa opção para ser a 3ª ou 4ª droga do esquema anti-hipertensivo.

Os bloqueadores alfa-1 mais utilizados são:

  • Doxazosina (dose recomendada entre 1 a 16 mg por dia, em dose única diária)
  • Prazosina (dose recomendada entre 2 a 20 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Terazosina (dose recomendada entre 1 a 20 mg por dia, divididos em 1 ou 2 tomadas por dia).

Agonistas alfa-2 adrenérgicos

Os agonistas alfa 2 adrenérgicos também são utilizados apenas em casos de hipertensão de difícil controle. Devem ser a 4ª ou 5º opção de tratamento.

São anti-hipertensores poderosos, mas seus efeitos secundários são muito frequentes e incluem:

  • Sonolência
  • Boca seca
  • Dor de cabeça
  • Tonturas.

Outro problema dos agonistas alfa 2 é a súbita elevação da pressão arterial quando são suspensos, o chamado efeito “rebound”.

Os agonistas alfa-2 mais usados são:

  • Clonidina (dose recomendada entre 0,1 a 0,8 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Metildopa (dose recomendada entre 250 a 1000 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Rilmenidina (dose recomendada entre 1 a 2 mg por dia, em dose única diária).

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Tensão arterial baixa ou hipotensão

E se os valores da tensão arterial estiverem baixos?
Devo preocupar-me?
Se não tiver nenhum sintoma, não há motivo para se preocupar.

Quais os sintomas de pressão baixa?

Os sinais e sintomas que se relacionam com a pressão arterial baixa incluem:
• Tonturas
• Desmaio
• Sensação de desequilíbrio
• Visão turva
• Palpitações
• Confusão mental
• Fadiga
• Dificuldade de concentração
• Pele fria e pálida
• Náuseas
Se experimentar algum destes sintomas, a PA baixa pode ter uma causa subjacente, pelo que é importante que seja observado pelo seu Médico.

Quais as causas de hipotensão?

Diminuição do volume sanguíneo: pode ocorrer como resultado de uma hemorragia abundante ou desidratação;• Medicação: alguns tipos de medicação podem baixar a PA, incluindo os diuréticos e outros anti-hipertensores, alguns antidepressivos, medicamentos usados no tratamento da doença de Parkinson, entre outros;

Patologias graves tais como o choque séptico (infeção grave) ou anafilático (reação alérgica) provocam um declínio importante da PA, que pode colocar a vida em risco;

Problemas cardíacos: algumas condições como a insuficiência cardíaca, o enfarte agudo do miocárdio, a bradicardia (frequência cardíaca baixa) e doenças das válvulas cardíacas, podem conduzir a uma diminuição da PA;

Problemas endocrinológicos: alguns problemas hormonais como o hipotiroidismo e a insuficiência supra-renal podem causar diminuição da PA;

Hipotensão neurologicamente mediada: esta condição relaciona-se com um problema de comunicação entre o coração e o cérebro, e ocorre após um longo período em pé;

Problemas neurológicos: a PA pode diminuir se houver algum problema com o sistema neurológico autonómico (parte do sistema nervoso que controla funções como a respiração, circulação do sangue e digestão);

Repouso prolongado no leito.

O que é a hipotensão ortostática ou postural?

É a queda da PA resultante da mudança da posição de sentado ou deitado, para a posição de pé. Os sintomas resultantes são transitórios, durando habitualmente alguns segundos, enquanto a PA se ajusta à nova posição.

Como diminuir os sintomas de hipotensão?

Alguns gestos podem limitar os sintomas de Hipotensão:
• Levantar-se gradualmente
• Evitar estar longos períodos de tempo em pé
• Manter uma boa hidratação
• Comer frequentemente ao longo do dia

Concluindo

Na minha prática profissional diária os problemas relacionados com a pressão arterial são sem dúvida dos mais prevalentes na população. Além dos doentes mal controlados existem imensos hipertensos que não sabem que o são e que vão colocando de forma crónica a sua saúde e vida em risco! Nunca é demais lembrar que só terá a certeza de que a sua tensão arterial é normal se fizer a medição no braço, num aparelho credivel, tal como os que existem nas Farmácias. A hipertensão é uma patologia “silenciosa” mas que mata de forma muitas vezes fulminante”! Proteja-se já!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

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CHAS PLANTAS MEDICAMENTOS 2017: GUIA DE INTERAÇÕES




Chas, plantas, frutos e interações com medicamentos: Será que um chá para emagrecer e outros chás de plantas e produtos naturais podem interferir com os medicamentos que compra na farmacia? Como medida de precaução o Observatório de Interações Planta-Medicamento (OIPM), da Universidade de Coimbra, fez a avaliação do risco e destacou, dentro dos grupos terapêuticos mais consumidos, tais como medicamentos para a hipertensão, diabetes e colesterol elevado entre outros, quais as interações mais comuns  chas, plantas e frutos. Sabia, por exemplo, que um simples chá de hipericão pode “cortar” o efeito da pílula anticoncepcional?

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Anticancerígenos: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Anti-hipertensores: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Antidiabéticos: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Anticoagulantes: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Antidepressivos: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Pilulas anticoncepcionais: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Analgésicos e antiinflamatórios: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Antibióticos: Quais as interações com chás, plantas e frutos?
  • Colesterol elevado: Quais as interações com chás, plantas e frutos?

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Um fator de grande preocupação na auto-medicação é o facto de que em média 70 % das pessoas que tomam medicamentos ditos naturais não dizem ao médico que os estão a tomar. É de entendimento comum que o que é natural não faz mal, e não só não dizem ao médico, como ignoram que o “chá” que tomam diariamente pode ter interferências diretas com o medicamento prescrito pelo seu médico.

– O efeito dos anti-hipertensores (medicamentos para baixar a pressão arterial) pode ser potenciado pela gingko ou pelo alho (quando consumido em grandes quantidades na alimentação, ou em suplementos). Situação inversa pode acontecer, a sua actividade pode ser contrariada em casos de consumo de grandes quantidades de chá verde ou preto (da planta do chá Camellia sinensis) ao longo do dia, uma vez que este chá contém cafeína, que aumenta a pressão arterial. O mesmo pode acontecer com o ginseng asiático e o alcaçuz.

– Por sua vez os efeitos dos medicamentos usados para controlar os níveis de açúcar na diabetes podem ser exacerbados se ao mesmo tempo se consumirem plantas como o aloé, goma de guar, psílio, sementes de linhaça, o ginseng americano, noni, mirtilos, bardana, sabugueiro, entre outros. Daqui podem resultar episódios de hipoglicémias que geralmente se associam à medicação e nunca com produtos que estão a ser consumidos simultaneamente.

– O efeito de medicamentos para baixar o colesterol (sinvastatina ou atorvastatina) pode ser diminuído pelo consumo continuado da erva de S. João ou da salvia, ou mesmo por elevada quantidade de sumo de laranja diariamente. Pode contudo ocorrer uma maior permanência destes mesmos medicamentos no organismo devido ao consumo de outras plantas tais como o ginseng, aloé, raiz dourada. Esta situação pode resultar numa maior incidência de efeitos secundários e toxicidade associados ao medicamento, tal como a rabdomiólise e consequentes dores musculares.

A Gingko biloba pode ainda interagir com medicamento anticoagulantes (ex: varfarina), medicamentos antiagregantes plaquetares (ex. ácido acetilsalicílico), medicamentos anti- hipertensores (ex. nifedipina, nicardipina), antidepressivos (ex: trazodona), cardiotónicos (ex. digoxina), entre outros.

O Aloe vera pode também interagir com cardiotónicos (ex. digoxina), diuréticos tiazídicos, antiagregantes plaquetares (ex: ácido acetilsalicílico), anestésicos (ex. sevoflurano desencadeando hemorragias dado que diminui a agregação plaquetar) e ainda com alguns antineoplásicos.

O chá verde pode interagir com anticoagulantes (ex. varfarina) e medicamentos usados no tratamento de cancro (ex. bortezomib).

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Chás, plantas, alimentos e medicamentos: Quais as misturas a evitar?

Existem chás , plantas e alimentos que interferem de forma muito acentuada na actividade terapêutica de alguns medicamentos muito importantes, tais como:

  • Anticancerígenos
  • Anti-hipertensores
  • Antidiabéticos
  • Anticoagulantes
  • Antidepressivos
  • Pilulas anticoncepcionais
  • Analgésicos e antiinflamatórios
  • Antibióticos

Alguns chás de uso corrente e generalizado, tais como o chá verde, chá preto, chá de camomila, chá de hipericão podem alterar significativamente os objectivos terapêuticos do doente. Em alguns casos a dose do medicamento é potenciada noutros é diminuida de forma bastante perigosa.

Cancro: Quais as Interações com plantas?

Podem alterar o efeito terapêutico dos anticancerígenos por potenciar a toxicidade ou diminuir a eficácia, a saber:

  • Açafrão-da-índia
  • Açaí
  • Alcaçuz
  • Aloe
  • Bagas de goji
  • Cardo mariano
  • Chá preto
  • Chá verde
  • Dente-de-leão
  • Equinácea
  • Hipericão
  • Mangostão
  • Noni
  • Pau d’arco
Açafrão da India
Açafrão da Índia
Açai
Açai

Plantas que podem diminuir a absorção da medicação ou aumentar a sua eliminação do organismo, diminuindo o efeito terapêutico do anti-cancerígeno, a saber:

  • Aipo,
  • alcachofra,
  • bétula,
  • boldo,
  • cáscara sagrada,
  • cavalinha,
  • dente-de-leão,
  • ruibarbo,
  • sene,
  • urtiga,
  • uva-ursina
Dente de leão
Dete de leão

Hipertensão: Quais as interações com plantas?

Podem alterar o efeito dos anti-hipertensores se tomados em grandes quantidades ou em suplementos, a saber:

  • Bagas de goji
  • Alho
Bagas de Goji
Bagas de Goji

Podem diminuir demasiado a pressão, provocando hipotensão, a saber:

  • Ginkgo,
  • Oliveira
  • Pirliteiro

Podem provocar um aumento de pressão arterial, contrariando o efeito dos anti-hipertensores, a saber:

  • Alcaçuz
  • Beringela
  • Chá preto
  • Chá verde
  • Ginseng asiático
Chá preto
Chá preto

Diabetes: Quais as interações com plantas?

Podem aumentar os efeitos dos antidiabéticos e insulina, resultando em hipoglicemia ( glicémia muito baixa ), a saber:

  • Açafrão-da-índia
  • Aloé
  • Bagas de goji
  • Bardana
  • Canela
  • Gengibre
  • Ginseng
  • Goma de guar
  • Mirtilos
  • Noni
  • Psílio
  • Sabugueiro
  • Sementes de linhaça
Noni
Noni
Aloé
Aloé

Colesterol elevado: Quais as interações complantas?

O efeito de medicamentos para baixar o colesterol (sinvastatina ou atorvastatina) pode ser diminuído pelo consumo continuado de:

  • Erva de S. João,
  • Salvia,
  • Sumo de laranja em quantide elevada diariamente.

Pode contudo ocorrer uma maior permanência destes mesmos medicamentos no organismo devido ao consumo de outras plantas tais como:

  • Ginseng,
  • Aloé,
  • Raiz dourada.

Esta situação pode resultar numa maior incidência de efeitos secundários e toxicidade associados ao medicamento, tal como a rabdomiólise e consequentes dores musculares.

Doenças tromboembólicas: Quais as interações com plantas?

Interagem com os anticoagulantes e podem aumentar o risco de hemorragias, a saber:

  • Açafrão
  • Alfalfa
  • Alho
  • Aloé
  • AngélicaB
  • Bagas de goji
  • Camomila
  • Cardo mariano
  • Castanheiro-da-índia
  • Clorela
  • Gengibre
  • Ginkgo
  • Palmeto
  • Pirliteiro
Cardo mariano
Cardo mariano
Folhas de Ginkgo
Folhas de Ginkgo

Podem diminuir a eficácia dos anticoagulantes, aumentando o risco de AVC e enfarte, a saber:

  • Chá preto
  • Chá verde
  • Hipericão
  • Noni
  • Urtiga
Hipericão
Hipericão

Depressão: Quais as interações com plantas?

Podem alterar o efeito de ansiolíticos e antidepressivos fármacos, a saber:

  • Açafrão-da-índia
  • Alcaçuz
  • Camomila
  • Cardo mariano
  • Centelha asiática
  • Dente-de-leão
  • Erva-cidreira
  • Erva-de-gato
  • Ginkgo
  • Hipericão
  • Lavanda
  • Mangostão
  • Passiflora
  • Tília
  • Valeriana
Mangostão
Mangostão
Valeriana
Valeriana

Pílulas anticoncepcionais: Quais as interações com plantas?

Podem diminuir a eficácia da pílula em situações pontuais, a saber:

  • Amieiro negro
  • Anho-casto
  • Cáscara sagrada
  • Clorela
  • Dente-de-leão
  • Hipericão
  • Sene
  • Trevo vermelho
Trevo vermelho
Trevo vermelho
Anho Casto
Anho casto

Analgésicos e anti-inflamatórios: Quais as interações com plantas?

Aumenta a toxicidade e o risco de hemorragias e nódoas negras, a saber:

  • Alho
  • Açafrão-da-índia
  • Alcaçuz
  • Angélica
  • Camomila
  • Cardo mariano
  • Harpagófito
  • Lavanda
  • Mangostão
  • Noni
  • Palmeto
  • Trevo vermelho
Chá de camomila
Chá de camomila

Antibioticos: Quais as interações com plantas?

Pode diminuir a eficácia e segurança do medicamento, a saber:

  • Açafrão-da-índia
  • Alcaçuz, alecrim
  • Alho
  • Ananás
  • Dente-de-leão
  • Equinácea
  • Funcho
  • Noni
  • Toranja
Alho
Alho

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Concluindo

Existe a ideia generalizada, numa inportante parte da população, que um “chazinho de plantas”…portanto “natural” se não faz bem mal não faz! Acontece que existem imensas interacções entre chás e plantas com muitos dos medicamentos importantes que tomamos com regularidade. Chega-se mesmo ao ponto de dizer que têm efeitos anti-cancerigenos plantas que os estudos científicos mais rigorosos nada provaram e alguns aliás até provaram o contrário ou seja que essas plantas podem atrasar os efeitos anti-cancerigenos dos medicamentos prescritos aos doentes oncológicos! Significa portanto que podem haver interacções muito graves entre plantas e alguns medicamentos, colocando, em alguns casos, em risco a vida dos doentes.

Fale com o seu médico ou Farmacêutico e leve os medicamentos que está a tomar e decida em conjunto o que é melhor para si. Para quem gosta de chás e eu também gosto 🙂  a boa notícia é que existe tanta escolha que certamente pode encontrar, com a ajuda do seu médico e Farmacêutico, o mais adequado para si ou seja aquele que lhe dê prazer a tomar mas também lhe traga algum benefício terapêutico.

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Referências:

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