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MULHERES DOENÇAS 2017: QUAIS AS MAIS COMUNS?

Mulheres doenças 2017: Quais as doenças mais comuns nas mulheres? Porque afectam mais as mulheres? Como podem ser evitadas? Qual o melhor tratamento?

Existem diversas doenças importantes que afectam de forma marcada as mulheres degradando de forma drástica a sua qualidade de vida, a sua vida laboral e as suas relações pessoais de tal forma que, em inúmeros casos, podem levar à ruptura dramática da estrutura familiar como pilar fundamental da sua felicidade!

Neste artigo vou tratar algumas das mais comuns, com uma abordagem essencialmente positiva realçando principalmente as formas de prevenção. Durante o artigo, para quem gosta de detalhes, serão descritos links MELHORSAUDE.ORG (basta clicar nas imagens) para informação mais aprofundada sobre algumas destas doenças.

Neste artigo vou tratar os seguintes temas:

  • Cancro da mama
  • Cancro do cólo do útero
  • Infecção urinária
  • Candidíase
  • Vaginose bacteriana
  • Corrimento ou vaginite
  • Osteoporose
  • Alzheimer
  • Depressão
  • Ovário policístico
  • Doenças da tiroide
  • Fibromialgia
  • Sindrome pré-menstrual
  • Dor de cabeça e enxaqueca
  • Endometriose e dores menstruais
  • Artrite reumatóide
  • 30 respostas sobre a pílula. Riscos da toma e tudo o que ainda não sabe sobre a pílula e pílula do dia seguinte
  • Fungos nas unhas
  • Queda de cabelo
  • O bebé nos primeiros dias de vida, o que comer? Como tratar as cólicas?

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1. Cancro da mama

O cancro da mama é um tumor maligno provocado pelo desenvolvimento anormal de algumas células, originando a formação de um ou mais nódulos na mama. Este é o cancro mais mortífero e também o mais comum entre as mulheres, no entanto, em aproximadamente 85% dos casos a doente consegue recuperar. Não existe uma causa bem defenida para o surgimento desta doença, mas existem fatores de risco que podem despoletar ou acelerar o seu desenvolvimento. Entre esses factores destaco os seguintes:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • História clínica de casos de cancro na família;
  • Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos;
  • Excesso de peso;
  • Elevado consumo de álcool;
  • Vida sedentária.

Como prevenir o cancro da mama?

À excepção da história familiar e da idade quase todos os outros factores de risco podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados diminuindo muito a probabilidade de cancro. Assim descrevemos de seguida o que pode e deve fazer para se proteger melhor:

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar o excesso de peso mantendo uma alimentação equilibrada;
  • Não fumar;
  • Amamentar (no caso das mulheres com filhos);
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Efectuar o diagnóstico precoce de despiste do cancro da mama que inclui:
    • Autoexame da mama,
    • Exame clínico da mama,
    • Mamografia.

 

2. Cancro do colo do útero

Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

Este cancro é o quarto mais comum entre a população feminina, afetando na sua maioria mulheres entre os 50 e os 60 anos de idade. Manifestando-se normalmente depois da menopausa, o cancro do colo do útero é uma “doença lenta”, uma vez que pode demorar entre 10 a 20 anos a desenvolver-se.

Como prevenir o cancro do colo do útero?

Uma vez que se trata do cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, as consultas regulares no ginecologista são essenciais para a realização dos exames de rotina e a melhor forma de se despistarem lesões pré-cancerosas do colo do útero ainda em fase embrionária. Outros fatores de risco relacionados com este tipo de cancro são:

  • Hipertensão,
  • Obesidade,
  • Diabetes.

 

3. Infecção urinária

Infecção urinária melhorsaude.org melhor blog de saude

A infecção urinária é uma das mais relevantes doenças comuns nas mulheres. Cerca de 80 a 90% das pessoas que sofrem de infecções urinárias são mulheres. A infecção urinária é a presença anormal de micro-organismos no tracto urinário. Esta doença incide mais nas mulheres a partir da idade reprodutiva e estende-se até à idade da menopausa. Surge quando existe uma diminuição do estrogénio e uma degradação da microflora que protege esta região mais íntima do corpo da mulher.

As duas principais causas de infecção urinária são:

  • Relações sexuais desprotegidas ou “promíscuas” nomeadamente quando existe sexo anal e vaginal no mesmo acto sexual;
  • Presença de bactérias intestinais que migram até à região da bexiga.

É muito raro as infeções urinárias acontecerem por via da circulação sanguínea.

Como prevenir as infeções urinárias?

Existem diversas medidas que ajudam a prevenir as infecções urinárias. Entre elas podemos destacar:

  • Ingestão de água em quantidades saudáveis ou seja aquela que permita ter uma urina límpida e transparente;
  • Urinar antes e depois das relações sexuais ajuda a expulsar possiveis bactérias patogénicas;
  • Não reter a urina em situações do quotidiano em que surge a vontade de urinar;
  • Tomar estrogénio livre de contraindicações hormonais para as mulheres na menopausa;
  • Funcionamento saudável do aparelho digestivo, nomeadamente através de uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Usar preservativo durante as relações sexuais com parceiros que não conhece bem;
  • Evitar actos sexuais desprotegidos que arrastem bactérias do ânus para a zona da entrada do tracto urinário e vagina;
  • Higiene diária correta da região genital fazendo sempre a limpeza no sentido vagina/anús ou seja da frente para trás de forma a evitar o arrastamento de bactérias do tracto intestinal para o entrada do tracto urinário e vagina.

 

4. Candidíase

CANDIDÍASE vaginal melhorsaude.org melhor blog de saude

As estatísticas confirmam que, pelo menos uma vez na vida, cerca de 75% das mulheres tem candidíase, assim como entre 20 a 25% das mulheres que apresentam corrimentos vaginais sofrem desta doença, tornando-a uma das importantes doenças comuns nas mulheres, Segundo alguns especialistas, a candidíase não se encaixa na categoria de doença sexualmente transmissível uma vez que pode ser contraída mesmo na ausência de relações sexuais. A candidíase é uma infeção originada pelo fungo Cândida ou Monília e caracteriza-se pelo corrimento de cor esbranquiçada, espesso e grumoso, normalmente acompanhado por irritação no local.

Como prevenir a candidíase?

Existem diversos hábitos que diminuem muito a probabilidade de contrair candidíase, a saber:

  • Usar preservativo;
  • Secar bem a pele depois do banho porque o fungo gosta de humidade;
  • Manter uma alimentação saudável e equilibrada para que não haja degradação da microflora vaginal;
  • Assegurar uma higiene adequada mas não exagerada da região genital (em condições normais de manhã e à noite é suficiente);
  • Evitar o uso diário de absorventes que alterão o PH da região genital;
  • Evitar o uso de papel higiénico perfumado, que também pode provocar alergias e alterações de PH;
  • Preferir calças mais largas em vez de justas que não permitem uma “respiração” adequada ad pele;
  • Deixar de lado as roupas interiores de tecidos sintéticos que podem provocar alergias.

5. Vaginose bacteriana

Apesar de também ocorrer devido a contactos íntimos ou a relações sexuais, esta doença não é considerada uma doença sexualmente transmissível, uma vez que algumas das bactérias causadoras existem habitualmente no ser humano. A vaginose bacteriana é uma infecção genital provocada por bactérias. Esta doença pode levar à candidíase e é a causa mais comum do corrimento genital, caracterizando-se por um desequilíbrio da flora vaginal que provoca o aumento da concentração de bactérias. O odor desagradável característico da vaginose aumenta durante o período menstrual. Esta infeção é mais frequente em mulheres na idade reprodutiva.

Como prevenir a vaginose bacteriana?

As principais formas de prevenção da vaginose bacteriana são:

  • Utilizar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Manter uma higiene íntima adequada;
  • Evitar duches vaginais e bidés, pois, estes podem revelar-se locais propícios às bactérias;
  • Limpar sempre a vagina da parte da frente para a parte de trás, para que as bactérias da região do ânus não se desloquem para a região vaginal.

6. Corrimento ou vaginite

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É uma secreção anormal expelida pela vagina e que se caracteriza por um odor desagradável. Normalmente, este corrimento é provocado por infeções vaginais, vulvites e vulvovaginites, doenças sexualmente transmissíveis e infeções cervicais ou do colo do útero.

Como prevenir o corrimento ou vaginite?

As medidas preventivas que protgem a mulher do corrimento ou vaginite são essencialmente as seguintes:

  • Evitar situações de stress;
  • Não usar antibióticos sem serem receitados pelo médico;
  • Não usar roupas apertadas ou de tecidos sintéticos;
  • Manter uma boa higiene íntima usando sabonetes próprios;
  • Praticar uma alimentação saudável;
  • Manter as consultas regulares de ginecologia, de forma a identificar e prevenir as causas desta secreção excessiva.

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7. Osteoporose

Três em cada quatro dos pacientes de osteoporose são do sexo feminino. São principalmente afectadas as mulheres na fase da pós-menopausa, sendo esta uma doença que resulta da carência de cálcio no organismo. Alguns factores como o sedentarismo, o álcool, tabaco, café em excesso e uma alimentação deficiente podem levar ao agravamento desta doença. Para além destes fatores externos, existe também uma predisposição genética para a osteoporose.

Como prevenir a osteoporose?

As principais formas de prevenir esta doença são:

  • Dieta equilibrada ou seja variada com a quantidade necessária de cálcio numa forma que seja adequadamente biodisponivel ou seja que permita que o cálcio seja realmente absorvido pelo organismo e utilizado no reforço da massa óssea;
  • Praticar exercício físico de forma regular. Entre esses exercícios físicos, destacam-se as caminhadas e as atividades aeróbicas;
  • Apanhar sol de forma racional e dentro dos limites considerados saudáveis é muito importante para que o corpo produza a vitamina D necessária para a manutenção de um esqueleto saudável.

8. Alzheimer

Alzheimer melhorsaude.org melhor blog de saude

É uma doença degenerativa que interfere com o funcionamento do cérebro e que compromete várias das suas funções de forma mais ou menos grave. A doença de Alzheimer é mais frequente nas mulheres do que nos homens, principalmente na sua variante genética mais comum. Ainda não existe cura para esta doença e se assim se mantiver, poderão existir cerca de 115 milhões de pessoas a sofrerem desta doença até ao ano de 2050.

Como prevenir a doença de Alzheimer?

Não existem grandes certezas sobre as causas detalhadas da doença de Alzheimer no entanto as medidas de prevenção que a seguir descrevo parecem reunir algum consenso na comunidade médica, a saber:

  • Reservar 15 minutos por dia para fazer “ginástica ao cérebro”, proporcionando-lhe desafios e atividades mentais para que se mantenha sempre em movimento e em bom funcionamento;
  • Ler também pode ser uma boa opção, uma vez que treina o cérebro para ser capaz de reter informação;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Alimentação tão rica e variada quanto possível;
  • Beber uma taça de vinho tinto por dia;
  • Dormir entre 7.30 e 8 horas por noite;
  • Manter a tensão arterial vigiada, evitando assim a hipertensão.

9. Depressão

DEPRESSÃO melhorsaude.org melhor blog de saúde

Cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e a maior parte destes doentes são mulheres. As hormonas femininas, bem como a depressão pós-parto podem induzir crises de depressão. Esta doença caracteriza-se por um desinteresse em relação a tudo o que rodeia o paciente, perda de autoestima, mudanças de humor repentinas e bruscas. Caso não seja tratada ou diagnosticada a tempo, a depressão pode tornar-se uma doença crónica altamente incapacitante e pode até conduzir ao suicídio em casos extremos.

Como prevenir a depressão?

Prevenir a depressão passa essencialmente pelas seguintes medidas:

  • Diminuir o stress e ansiedade diários;
  • O tratamento deve ser sempre conduzido por um profissional porque apenas boa vontade e palavras encorajadoras são incapazes de contornar a depressão;
  • Exercício físico regular;
  • Alimentação saudável;
  • Passatempos apaixonantes que desviam o pensamento de ideias depressivas.

Em caso de reincidência ou manutenção dos sintomas da depressão, é crucial procurar ajuda médica imediata.

 

10. Ovário Policístico

Esta doença pode levar algumas mulheres à infertilidade se não for devidamente acompanhada e tratada. É um distúrbio endócrino que atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva, levando à alteração dos níveis hormonais e provocando a formação e crescimento de quistos nos ovários. Esta doença caracteriza-se pela:

  • Menstruação irregular,
  • Micro quistos nos ovários,
  • Elevada produção de testosterona.

Como prevenir o ovário policístico?

Prevenir o ovário policístico passa pelas seguintes medidas preventivas:

  • Uma dieta saudável, que impeça o aumento significativo do peso;
  • Alimentação que não contribua para o aumento da tensão arterial;
  • Evitar situações de stress e de ansiedade;
  • Praticar exercício físico de forma equilibrada;
  • Colesterol e de tensão arterial controlados;
  • Cumprir um calendário regular de visitas ao ginecologista.

11. Doenças da tiroide

TIROIDE hipotiroidismo melhorsaude.org melhor blog de saude

As doenças da tiroide são diversas mas destacam-se as seguintes:

  • Hipotiroidismo;
  • Hipertiroidismo;
  • Cancro da tiroide;
  • Nódulos da tiroide.

12. Fibromialgia

FIBROMIALGIA melhorsaude.org melhor blog de saude

A fibromialgia é um síndrome crónico caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. A fibromialgia é uma das doenças reumáticas com maior incidência na actualidade sendo 80 a 90% dos casos diagnosticados em mulheres. É uma doença crónica invisível, sobre a qual ainda há muito por saber. A fibromialgia não tem tratamento específico e é capaz de provocar dores intensas, no entanto mantém-se até hoje num relativo anonimato, ao qual não será alheio o facto de apenas ter sido reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde no final da década de 1970.

13. Tensão pré-menstrual (TPM)

A famosa tensão pré-menstrual (TPM), também conhecida como síndrome da tensão pré-menstrual, é um termo que se refere a um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem de modo cíclico durante a segunda metade do ciclo menstrual, ou seja, entre o período que compreende a ovulação e a menstruação.

Em muitas mulheres a gravidade dos sintomas pode destruir relações sociais e familiares deixando muitas mulheres numa situação psicológica extremamente frágil. O primeiro passo é sempre identificar e reconhecer este sindrome que afecta entre 70% a 80% das mulheres com vários graus de gravidade.

Este artigo pretende ser um contributo importante para melhorar a vida de muitas mulheres, suas famílias e suas relações próximas para que todos possam ser mais Felizes!

 

14. Dor de cabeça e enxaqueca

ENXAQUECA e cefaleias melhorsaude.org

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) é uma condição de saúde muito comum que afecta imensas mulheres nomeadamente a enxaqueca, tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça, o seu diagnóstico e o seu tratamento. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça a incomodam é porque necessitam de atenção médica.

15. Endometriose

Endometriose dores menstruais melhorsaude.org melhor blog de saude

As dores menstruais não devem ser consideradas normais, principalmente quando são persistentes e acontecem mesmo tomando medicamentos para a dor. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

 O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

16. Artrite reumatóide

Artrite reumatóide melhorsaude.org melhor blog de saude

A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. A ocorrência global de AR é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens. O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica auto-imune, de etiologia desconhecida, que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular. Existe também uma ampla variedade de alterações extra-articulares. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em

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Concluindo

As doenças comuns nas mulheres são do ponto de vista médico muito interessantes por estarem muitas vezes associadas ao peculiar ciclo hormonal da mulher. Do ponto de vista da mulher o que importa é antes de mais proteger-se, prevenindo a doença e para conseguir este objectivo adoptar alguns hábitos e comportamentos mais saudáveis e seguros do ponto de vista nutricional, comportamental e do exercício físico. Para isso é essencial estar bem informada sobre as doenças, quais as suas causas e saber o que realmente lhe faz bem mesmo quando o melhor é não seguir algumas “modas” alimentares, fisicas e comportamentais! Primeiro informe-se bem e depois pense pela sua cabeça!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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Que perigo por esconder uma dor de cabeça?

É importante que a pessoa saiba avaliar a intensidade da dor de cabeça para que a distinga facilmente de uma enxaqueca. Esta dor não deve cair no esquecimento, principalmente a repentina e que aparece de forma intensa. Sabia que estas dores inesperadas e fortes podem ser sinal do crescimento de um aneurisma cerebral?

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O que é um aneurisma cerebral?

As artérias do nosso corpo são vasos sanguíneos com uma parede muscular muito resistente, capazes de suportar a pressão que o sangue exerce dentro delas.

Se por algum motivo um ponto da artéria se tornar mais fraco, ela deixará de ser capaz de suportar a pressão sanguínea, cedendo lentamente, formando uma área dilatada, como se fosse um saco ou um balão.

O aneurisma tem uma parede muito mais fraca que a artéria saudável e, por isso, apresenta grande risco de rotura, podendo causar hemorragias cerebrais graves.

No ponto onde a parede da artéria é mais fraca forma-se um balão que pode rebentar
No ponto onde a parede da artéria é mais fraca forma-se um balão que pode rebentar

Qual a prevalência na população em geral?

Estima-se que até 5% da população tenha pelo menos um aneurisma cerebral. 20% destes possuem dois ou mais aneurismas ao mesmo tempo.

Os aneurismas são mais comuns nas mulheres e em pessoas acima dos 50 anos. A taxa de hemorragia intracraniana por rotura de um aneurisma cerebral, porém, é de apenas 10 para cada 100.000 pessoas.

Portanto, pode-se concluir que, apesar do aneurisma cerebral não ser uma situação rara, a maioria deles não se rompe. Na verdade, a maioria dos aneurismas não causa sintomas e o paciente nem sequer desconfia que o tem.

No entanto, o aneurisma cerebral, quando rompe, causa a morte em 50% dos doentes mesmo depois de socorridos.

Quais os factores de risco para o aneurisma cerebral?

O doente não costuma nascer com um aneurisma ou seja aparece ao longo da vida. Geralmente são precisos mais de um fator agindo em simultâneo para que um aneurisma seja formado. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Deficiências congênitas da parede da artéria
  • Endocardite infecciosa
  • História familiar de aneurismas cerebrais
  • Idade acima de 40 anos.
  • Malformação arteriovenosa (MAV).
  • Drogas, especialmente cocaína
  • Alcool em excesso
  • Tumores cerebrais.
  • Trauma cranioencefálico.

Algumas doenças genéticas também podem ser causadoras de aneurisma cerebral, a saber:

Rins policísticos
Displasia fibromuscular.
Síndrome de Osler-Weber-Rendu.
Coarctação da aorta.
Síndrome de Moyamoya.
Síndrome de Marfan.
Síndrome de Ehlers-Danlos.
Pseudoxantoma elástico.
Deficiência de Alfa1-antitripsina.
Lúpus eritematoso sistêmico
Anemia falciforme
Neurofibromatose tipo 1  e Esclerose multipla

Algumas das doenças acima são raras, outras são relativamente comuns. Devemos dar atenção especial à doença policística renal, que é uma desordem comum,  1 a cada 400 pessoas e pode aumentar o risco de aneurismas cerebrais até 7 vezes.

Quais os sintomas do aneurisma cerebral?

A maioria dos aneurismas cerebrais são pequenos e não provoca nenhum sinal ou sintoma. Muitos são descobertos acidentalmente durante exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonâncias magnéticas do crânio, solicitados por outro motivo qualquer.

Apesar de ser habitualmente assintomático, dependendo da localização e do tamanho, o aneurisma pode comprimir algumas áreas cerebrais importantes, provocando sintomas. Os mais comuns são:

  • Dores de cabeça
  • Visão turva
  • Alterações da pupila,
  • Formigueiro, dormência ou paralisia de um lado da face.

Porém, a situação mais comum é o aneurisma permanecer silencioso, causando sintomas apenas no momento em que ocorre a ruptura.

A rotura de um aneurisma cerebral provoca um AVC hemorrágico, que é uma emergência médica gravíssima, com elevada mortalidade. Quando um aneurisma se rompe ele geralmente provoca a chamada hemorragia subaracnoide, que é causada pelo sangramento para o espaço subaracnoide, local das meninges onde circula o liquor. Este tipo de hemorragia é tipica de aneurismas rotos.

AVC isquémico vs AVC hemorrágico
#AVC isquémico vs #AVC hemorrágico

Quando o sangue escapa para o espaço subaracnoide, o paciente apresenta sintomas súbitos. Ajuda médica deve ser procurada imediatamente se o paciente apresentar subitamente um ou mais dos sintomas abaixo:

  • A pior dor de cabeça da sua vida
  • Perda da consciência.
  • Crise convulsiva
  • Rigidez da nuca.
  • Vômitos em jato.
  • Visão turva ou dupla.
  • Dor súbita acima ou atrás do olho, com dificuldade de visão
  • Dificuldade em caminhar ou forte tontura repentina
  • Fraqueza e dormência em um lado do corpo.

Qual o risco de rotura de um aneurisma cerebral?

O risco de um aneurisma cerebral se romper está diretamente relacionado com o seu tamanho e à velocidade de crescimento. Aneurismas de baixo risco são aqueles com menos de 5 a 7 milímetros (0,5 a 0,7 centímetros) de diâmetro e sem crescimento ao longo de vários meses. Quanto maior é o aneurisma, mais fraca é sua parede e maior é a chance deste continuar crescendo até se romper.

Além do tamanho e da velocidade de crescimento, outro fator importante no risco de rotura é a localização do aneurisma dentro do cérebro. Aneurismas da circulação posterior, envolvendo as artérias do sistema vértebro-basilar ou comunicantes posteriores, apresentaram as maiores taxas de ruptura.

Estudos mostram que aneurismas maiores que 2,5 cm, localizados nas artérias posteriores do cérebro, apresentam um risco de sangramento acima de 50% em um período de 5 anos.

Os dois exames mais usados para se diagnosticar e acompanhar um aneurisma cerebral são a angiorressonância magnética nuclear e a angiotomografia computadorizada do crânio

Qual é o tratamento para um aneurisma cerebral ?

A decisão de se tratar um aneurisma cerebral sem rotura depende do risco de rotura que o mesmo apresenta a curto/médio prazo. Aneurismas pequenos em locais com baixo índice de sangramento podem ser apenas observados.

Estes aneurismas de baixo risco podem ser monitorados anualmente com exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada durante três anos seguidos. Se o aneurisma se mantiver estável, pode-se espaçar os exames para a cada 2 ou 5 anos.

Se for possível detectar que o aneurisma surgiu recentemente (como no caso do paciente ter uma tomografia recente sem evidências de aneurismas), os primeiros exames devem ser feitos com intervalos de 6 meses, porque os aneurismas novos são os que têm maior risco de crescimento.

No caso de aneurismas grandes, com elevado risco de rotura, ou nos aneurismas que já se romperam, o tratamento é cirúrgico, visando a  interrupção do fluxo sanguíneo para o local do aneurisma, preservando a passagem do sangue pela artéria. No caso de um aneurisma com rotura, a cirurgia é obviamente urgente.

Processo de embolização de um aneurisma
Processo de #embolização de um #aneurisma

A embolização do aneurisma é um método menos invasivo que a cirurgia e tem ganhado popularidade nos últimos anos. O processo é semelhante a um cateterismo. O cirurgião insere um cateter numa artéria, geralmente na virilha, que é empurrado através  até ao aneurisma. Quando chega ao aneurisma, um fio de platina maleável é implantado dentro do mesmo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando uma trombose do aneurisma.

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 Concluindo

Uma dor de cabeça é na maioria das vezes uma condição de saúde “benigna” ou seja, embora dolorosa e por vezes muito debilitante, não tem na sua origem qualquer tipo de lesão tumoral ou vascular. No entanto em alguns casos pode ser o primeiro sinal dum problema mais grave como por exemplo um aneurisma ou ainda um AVC. Neste casos mais graves é de extrema importância a assistência médica de urgência para evitar lesões muito graves que podem mesmo ser fatais.

Nunca ignore uma dor de cabeça mais forte ou prolongada e consulte de imediato o seu médico ou dirija-se ao hospital. Proteja-se… pela sua saúde!

Fique bem!

Franklim A. Moura Ferrnandes

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CEFALEIA EM SALVAS, DOR DE CABEÇA INTOLERÁVEL

“Muitas vezes as dores acordam-me a meio da noite, umas horas depois de me ter deitado. Avolumam-se numa questão de segundos e a dor é simplesmente intolerável. É apenas no meu olho direito, como se fosse um ferro em brasa. Não sei para onde ir. Tenho que fazer alguma coisa para me distrair da dor. Às vezes ando para a frente e para trás no quarto agarrado à cabeça ou sento-me na cadeira e balanço-me.”

O que é a cefaleia em salvas?

Cefaleia em salvas é o nome dado a crises de curta duração de dor unilateral muito intensa na cabeça, geralmente no olho ou à sua volta. Estas crises normalmente começam sem aviso, uma ou mais vezes todos os dias, geralmente à mesma hora todos os dias ou durante a noite.

Com bastante frequência, a primeira acorda a pessoa mais ou menos uma hora depois de adormecer. Por vezes diz-se que a cefaleia em salvas é um tipo de enxaqueca, mas não é. É uma cefaleia bastante distinta e necessita de um tratamento diferente do da enxaqueca.

Quem tem cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas não é frequente. Afecta até três em cada 1.000 pessoas. Os homens têm cinco vezes mais probabilidades do que as mulheres de ter cefaleia em salvas, o que a torna invulgar entre as cefaleias. A primeira crise pode ter lugar entre os 20 e os 40 anos, mas a cefaleia em salvas pode começar em qualquer idade.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas episódica é mais comum. Este tipo manifesta-se diariamente durante períodos limitados (episódios) e depois pára, uma característica que dá origem ao termo “em salvas”. Geralmente estes períodos duram de 6 a 12 semanas, mas podem terminar ao fim de duas semanas ou continuar por mais 6 meses.

Tendem a manifestar-se mais ou menos na mesma altura todos os anos, muitas vezes na Primavera ou no Outono, mas certas pessoas têm dois ou três episódios todos os anos e outras têm intervalos de dois ou mais anos entre episódios. Entre os episódios, as pessoas com cefaleia em salvas episódica não têm quaisquer sintomas da afecção.

A cefaleia em salvas crónica, que representa cerca de 1 em cada 10 casos de cefaleia em salvas, não pára. As crises diárias ou praticamente diárias continuam ano após ano, sem intervalo. A cefaleia em salvas episódica pode tornar-se em cefaleia em salvas crónica e vice-versa.

Quais são os sintomas da cefaleia em salvas?

Existe um grupo de sintomas altamente reconhecíveis, a saber:

  • Dor intolerável
  • Dor rigorosamente unilateral e sempre do mesmo lado, embora na cefaleia em salvas episódica possa trocar de lado de um episódio para outro
  • A dor é no olho, à sua volta ou atrás dele e descrita como uma espécie de queimadura, de facada ou de perfuração.
  • Agrava-se muito rapidamente, atingindo o auge ao fim de 5 a 10 minutos
  • Quando não é tratada dura entre 15 minutos e 3 horas (com mais frequência entre 30 e 60 minutos).
  • Causa agitação, em contraste acentuado com a enxaqueca, durante a qual a maioria das pessoas quer deitar-se e ficar o mais sossegada possível. As pessoas com esta afecção não conseguem ficar quietas – andam para a frente e para trás ou balançam-se violentamente, chegando mesmo a sair de casa
  • O olho no lado doloroso fica vermelho e lacrimeja, podendo a pálpebra descair
  • A narina fica tapada ou a escorrer
  • O outro lado da cabeça não é minimamente afectado

O que causa a cefaleia em salvas?

Apesar de toda a investigação médica dedicada à cefaleia em salvas, a sua causa ainda não é conhecida. Alvo de grande interesse é a altura em que se verificam as crises, que parece estar ligada aos ritmos circadianos (o relógio biológico). Trabalhos de investigação recentes chamaram a atenção para as alterações numa parte do cérebro conhecida como o hipotálamo, a zona que controla o relógio biológico.

Muitas pessoas com cefaleia em salvas são ou foram grandes fumadores. Como é que isso pode contribuir para causar a cefaleia em salvas, se é que o faz, desconhece-se. Parar de fumar é sempre bom por motivos de saúde, mas raramente tem qualquer efeito sobre esta afecção.

O que são os factores desencadeantes?

Os chamados factores desencadeantes despoletam uma crise de cefaleia. O álcool, mesmo em pequena quantidade, pode desencadear uma crise de cefaleia em salvas durante um episódio em salvas mas não noutras alturas. Não compreendemos como é que tal acontece. Não parece haver outros factores desencadeantes comuns.

Preciso de alguns testes?

Devido ao seu conjunto de sintomas, a cefaleia em salvas é fácil de reconhecer. Não existem testes para confirmação do diagnóstico, que se baseia na sua descrição das suas dores de cabeça e noutros sintomas e na falta de descobertas anómalas quando o seu médico o examina. Por este motivo, é muito importante que descreva cuidadosamente os seus sintomas. Se o seu médico não tem a certeza sobre o diagnóstico, poderão ser efectuados testes, incluindo um exame ao cérebro, para eliminar outras causas das dores de cabeça. No entanto, frequentemente estes testes não são necessários.

Que tratamentos existem?

Há uma série de tratamentos para a cefaleia em salvas que muitas vezes funcionam bem. Todos eles requerem receita médica. Os tratamentos mais habituais para a crise são:

  • O oxigénio a 100%, que necessita de uma botija, de um regulador de caudal e de uma máscara do fornecedor
  • Fármaco injectado chamado sumatriptano (Imigran®), que pode administrar a si próprio utilizando uma caneta injectora especial.

As medicações preventivas são os melhores tratamentos para a maioria das pessoas com cefaleia em salvas. Toma-as todos os dias durante o período de duração do episódio em salvas para impedir o regresso das dores de cabeça. São eficazes mas necessitam de vigilância médica bastante apertada, muitas vezes com análises de sangue, devido aos efeitos secundários possíveis. Poderá ser encaminhado para um especialista. O encaminhamento deverá ser urgente porque, se tiver esta afecção, sabemos que a dor é muito forte!

Estes tratamentos funcionam mesmo?

Há várias medicações preventivas. Se uma não funcionar muito bem, há outra que pode funcionar. Por vezes utilizam-se duas ou mais em conjunto.

O que posso fazer para melhorar?

Os analgésicos vulgares não funcionam – demoram muito tempo e, geralmente, a dor de cabeça evolui antes de eles fazerem efeito. Para um tratamento eficaz, terá que pedir ajuda médica. Faça-o no início de um episódio em salvas, uma vez que o tratamento parece ter melhores resultados quando é iniciado nessa altura.

É útil manter um diário?

Pode utilizar as fichas do diário para registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça, tais como:

  • Com que frequência as tem
  • Quando acontecem
  • Quanto tempo duram
  • Quais são os sintomas.

São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.

A minha cefaleia em salvas vai melhorar?

A cefaleia em salvas pode voltar durante muitos anos. No entanto, parece melhorar à medida que a idade avança para a maioria das pessoas, particularmente as que têm cefaleia em salvas crónica.

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Quais os medicamentos usados na dor de cabeça comum e enxaqueca?

Os medicamentos mais usados no tratamento da dor de cabeça são analgésicos, antiinflamatórios e triptanos.

MG significa medicamento genérico.

Medicamentos com aspirina (ácido acetilsalicílico)

  • Aspirina® 500mg microactive, 20 comprimidos – 4,60€
  • Aspegic® 500mg, 20 saquetas, granulado efervescente – 2,60€

Medicamentos com paracetamol:

  • Paracetamol MG 1000mg, 20COMP – 2,13€
  • Ben-u-ron® 1000mg, 18comp – 2,79€
  • Panadol® 500mg, 20comp  – 2,40€

Medicamentos com ibuprofeno:

  • Ibuprofeno MG 600 mg, 20comp rev – 2,84€
  • Trifene® 200mg,  20comp – 3,98€
  • Nurofen® 400mg, 24comp – 3,70€
  • Brufen® 600mg, 20comp rev – 4,75€

Medicamentos com Zolmitriptano:

  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 5,58€
  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 17,57€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 11.89€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 34.54€

Medicamentos genéricos com Zolmitriptano:

  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 3,97€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 3 comprimidos orodispersiveis – 7,71€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 11,31€
  • Zolmitriptano MG 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 8,61€

Medicamento com Sumatriptano (usado na cefaleia em salvas)

  • Imigran (sumatriptano) auto-injector 6mg/0,5mlx 2sol SC inj – 40,43€

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Concluindo

As dores de cabeça ou cefaleias são uma condição de saúde que afecta imensas pessoas, muitas das quais ficam, durante as crises, incapacitadas para manter a sua vida diária com consequências graves principalmente ao nível laboral e familiar. A maioria das dores de cabeça apesar da dor, não tem causas graves mas se existirem alguns sintomas especiais fora do quadro habitual da sua dor de cabeça então sim pode haver a probabilidade de uma causa grave sendo neste caso indicado a procura de assistência médica urgente!

Partilhe a informação deste artigo e certamente vai ajudar muitas pessoas a conseguirem gerir melhor, e ás vezes evitar, muitas dores de cabeça dificeis de suportar! Em alguns casos mais graves pode ajudar a salvar vidas!

Juntos por uma MELHOR SAÚDE!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: Campanha global para reduzir as dores de cabeça a nível mundial. Organização Mundial de Saúde (World Health Organization),  Aliança Mundial de Cefaleias (World Headache Alliance), Sociedade Internacional de Cefaleias (International Headache Society), Federação Europeia de Cefaleias (European Headache Federation). Dr Pedro Pinheiro, Especialista em Medicina Interna e Nefrologista com títulos reconhecidos pela Universidade do Porto e pelo Colégio Português de Nefrologia.

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DOR DE CABEÇA E ENXAQUECA 2017: COMO TRATAR?

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) e a enxaqueca são condições de saúde muito comuns que afectam imensas pessoas tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça e enxaquecas o seu diagnóstico e o seu tratamento diferencial. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça o incomodam é porque necessitam de atenção médica.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cefaleia tipo tensão
  • Cefaleia crónica diária
  • Cefaleia em salvas
  • Enxaqueca
  • Quais as fases de uma enxaqueca?
  • O que é enxaqueca com aura?
  • Quais os tipos de enxaqueca?
  • São mais frequentes no homem ou na mulher?
  • Testemunhos de doentes descrevendo o que sentem.
  • O que são e quais os diferentes tipos de dor de cabeça?
  • Quais são as causas da dor de cabeça?
  • A cafeína faz bem ou mal à dor de cabeça?
  • Quais os sintomas dos diferentes tipos de dor de cabeça?
  • O que pode fazer para ser ajudar a si próprio?
  • Existem testes de diagnóstico?
  • Quais os tratamentos mais eficazes para a dor de cabeça?
  • Quais os sinais de gravidade de uma dor de cabeça?

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DOR DE CABEÇA melhorsaude.org melhor blog de saúde

Algumas dores de cabeça podem ser muito fortes e recorrentes, levando o paciente a achar que tem algo de grave no cérebro. Tumores cerebrais e aneurismas costumam ser os maiores temores de quem sente uma intensa cefaleia. Não é incomum recebermos pessoas apavoradas, pedindo ao médico que prescreva uma tomografia computadorizada à cabeça, quando, na verdade, a sua dor trata-se apenas de uma cefaleia simples, facilmente diagnosticada clinicamente.

Apesar de muito comum, as pessoas sabem muito pouco sobre as cefaleias e pensam que todas são iguais. Na verdade, existem várias causas para dor de cabeça. A grande maioria é benigna e 90% são causadas por uma das 3 seguintes dores de cabeça:

  • Enxaqueca
  • Cefaleia tipo  tensão
  • Cefaleia em salvas

Entre as causas graves de dor de cabeça, que correspondem a menos de 10% dos casos, destacam-se:

  • Tumores cerebrais
  • Aneurismas
  • AVC hemorrágico
  • Arterite temporal
  • Trombose venosa cerebral.
  • Meningite

Porém, existem ainda várias outras causas não graves para dor de cabeça, entre elas:

  • Sinusite
  • Problemas de coluna
  • Uso abusivo de analgésicos
  • Herpes zoster
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Cefaleia pós-trauma

Ao contrário do que se imagina, problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo não são causas comuns de cefaleia. Também não há uma associação direta entre cefaleia crónica e problemas no fígado.

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TIPOS DE CEFALEIAS MELHORSAUDE.ORG

CEFALEIA TIPO TENSÃO

Testemunho de um doente:

“Tenho dores de cabeça que duram vários dias de cada vez e sinto-me como se estivesse a usar um chapéu muito apertado – mais como uma pressão do que como uma verdadeira dor. Não deixo de fazer o que tenho a fazer, mas o dia custa muito mais a passar.”

O que é a cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão é a forma mais comum de cefaleia que praticamente todas as pessoas têm de vez em quando. Embora nunca seja grave, pode tornar mais difícil a realização das tarefas normais. Em certas pessoas torna-se suficientemente incomodativa para necessitar de atenção médica, geralmente porque se tornou frequente.

Quem tem cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão afecta a maior parte das pessoas de tempos a tempos, mas as mulheres mais do que os homens. Afecta também as crianças.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão episódica é muitas vezes referida como a dor de cabeça “normal” ou “vulgar”. Manifestase em crises (episódios) que duram desde meia hora a vários dias. A frequência das crises varia muito entre as pessoas e em cada pessoa ao longo do tempo. Em cerca de três pessoas em cada 100, a cefaleia tipo tensão manifesta-se a maior parte dos dias. Trata-se da cefaleia tipo tensão crónica, que é uma das síndromes de cefaleia crónica diária (existe um folheto separado sobre estas cefaleias que poderá solicitar caso o deseje).

Em certos casos, a cefaleia tipo tensão está sempre presente – pode abrandar mas nunca desaparece completamente. Este tipo de cefaleia pode ser bastante incapacitante e dolorosa.

Quais são os sintomas da cefaleia tipo tensão?

Geralmente a cefaleia tipo tensão é descrita como um aperto ou uma pressão, como uma faixa apertada em volta da cabeça ou um chapéu muito apertado. Tende a ser dos dois lados da cabeça e, muitas vezes, espalha-se para baixo até ao pescoço ou para cima a partir deste. A dor é geralmente moderada ou ligeira, mas pode ser suficientemente severa para impedir as actividades de todos os dias. Em geral não há outros sintomas, embora certas pessoas com cefaleia tipo tensão tenham aversão a luzes brilhantes ou ruídos fortes e não lhes apeteça muito comer.

O que causa a cefaleia tipo tensão?

Em geral considera-se que a cefaleia tipo tensão é uma dor de cabeça que afecta ou que provém dos músculos e das suas ligações. As suas causas parecem ser muitas e variadas. Contudo, há certos factores que são mais importantes do que outros:

  • Tensão emocional: pode ser ansiedade ou stress
  • Tensão física nos músculos do couro cabeludo e do pescoço: pode ser causada por postura deficiente, por exemplo quando se está a trabalhar no computador, ou por levantamento incorrecto de um objecto pesado.

Dor de cabeça como melhorar melhorsaude.org

O que posso fazer para melhorar?

Há várias coisas que pode fazer para tentar melhorar:

  • Relaxar. Poderá ajudar fazer uma pausa, receber uma massagem ou tomar um banho quente, dar um passeio a pé ou fazer exercício para o afastar da rotina normal.
  • Lidar com o stress. Se o seu trabalho é stressante ou se está perante uma situação stressante que não pode evitar, tente fazer exercícios de respiração e de relaxamento para impedir uma eventual dor de cabeça. Existem muitas gravações áudio para o orientar nestes exercícios.
  • Fazer exercício regularmente. A cefaleia tipo tensão é mais comum nas pessoas que não fazem muito exercício em comparação com as que fazem. Tente andar a pé sempre que possível, ou suba as escadas em vez de ir de elevador, de forma a que o exercício se torne uma parte da rotina da sua vida.
  • Tratar a depressão. Se acha que se sente deprimido a maior parte do tempo, é importante consultar um médico e ser eficazmente tratado.
  • Mantenha um diário. As fichas do diário podem registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça – com que frequência as tem, quando acontecem, quanto tempo duram e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.
  • Tome analgésicos se necessário
    • Os analgésicos simples como a aspirina ou o ibuprofeno geralmente funcionam bem na cefaleia tipo tensão episódica.
    • O paracetamol é menos eficaz mas indicado para certas pessoas. … mas não demasiadas vezes A medicação trata apenas os sintomas da cefaleia tipo tensão. Isto é perfeitamente aceitável se não tiver muitos sintomas. Para tratar a dor de cabeça frequente a longo prazo, é melhor tentar tratar a causa.

Siga sempre cuidadosamente as instruções que acompanham a sua medicação.

“Não tome analgésicos demasiadas vezes porque pode ficar com uma dor de cabeça pior resultante do tratamento. A isto se chama cefaleia por uso excessivo de medicação e existe um folheto separado sobre ela caso esteja preocupado com este assunto. Para evitar que tal aconteça, nunca tome medicação para tratar a cefaleia regularmente em mais de dois ou três dias por semana.”

Que outros tratamentos existem?

Se tem cefaleia tipo tensão episódica frequente ou, mais pertinente ainda, se tem cefaleia tipo tensão crónica, os analgésicos não são a resposta. Só irão piorar as coisas ao longo do tempo. As chamadas medicações profilácticas são uma opção.

Contrariamente aos analgésicos, deve tomá-las diariamente porque funcionam de uma forma totalmente diferente. A sua finalidade é torná-lo menos atreito à dor de cabeça e, portanto, impedir que esta chegue mesmo a começar.

O seu médico pode aconselhá-lo sobre a escolha de medicamentos disponíveis e sobre os seus efeitos secundários prováveis. A maioria foi inicialmente desenvolvida para afecções bastante diferentes, tais como:

  • Depressão
  • Epilepsia
  • Relaxante muscular

Não fique surpreendido portanto se o médico lhe receitar medicamentos cuja indicação terapêutica é distinta da dor de cabeça, não é por esse motivo que a está a tomar. Estes medicamentos também funcionam na cefaleia tipo tensão, tal como o fazem noutras afecções dolorosas. Se estiver a tomar um destes medicamentos, siga cuidadosamente as instruções. A investigação demonstrou que uma razão muito frequente para que este tipo de medicação não funcione é o facto de os doentes se esquecerem de a tomar.

Uma vez que a postura por vezes desempenha um papel na cefaleia tipo tensão, e devido aos músculos envolvidos, o seu médico poderá sugerir fisioterapia para a cabeça e para o pescoço. Isto pode ajudar imenso algumas pessoas. Outras abordagens sem fármacos incluem:

  • Estimulação nervosa transcutânea eléctrica (TENS) (um tratamento para a dor),
  • Terapia de relaxamento incluindo “biofeedback” ou “yoga”,
  • Acupuntura.

Estas abordagens não são indicadas para todas as pessoas, não funcionam para todas as pessoas e não estão disponíveis em toda a parte. Mais uma vez, o seu médico aconselhá-lo-á.

Estes tratamentos funcionam?

Se a causa for identificada e tratada, a cefaleia tipo tensão episódica raramente continua a ser um problema. Muitas vezes melhora sozinha, ou a causa desaparece, não sendo necessário mais nenhum tratamento. Para certas pessoas, especialmente com cefaleia tipo tensão crónica, estes tratamentos não ajudam ou ajudam apenas em parte. Se tudo o resto falhar, poderá ser encaminhado para uma clínica da dor que utiliza um maior leque de tratamentos.

Existem testes de confirmação para a cefaleia tipo tensão?

Não existem testes para confirmação do diagnóstico de cefaleia tipo tensão. Este baseia-se na sua descrição das dores de cabeça e na falta de quaisquer descobertas anómalas quando é examinado. Certifique-se de que descreve cuidadosamente os seus sintomas. Informe também o seu médico sobre o número de analgésicos ou outros medicamentos que toma para as suas dores de cabeça e com que frequência os toma.

É pouco provável que um exame ao cérebro ajude. Se o seu médico não estiver totalmente certo sobre o diagnóstico, poderá pedir-lhe que faça alguns testes para eliminar outras causas das dores de cabeça, mas frequentemente estes testes não são necessários. Se o seu médico não solicitar nenhuns testes, significa que eles não irão contribuir para lhe dar a si o melhor tratamento.

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CEFALEIA CRÓNICA DIÁRIA

Testemunho de um doente

“Comecei a ter dores de cabeça que apareciam a meio da tarde. Conseguia continuar a trabalhar mas tinha dificuldade em concentrar-me. Descobri que bastava um analgésico para abrandar a dor de cabeça. As dores de cabeça começaram a tornar-se mais frequentes e agora tomo analgésicos quase todos os dias. A minha cabeça nunca parece estar completamente desanuviada.”

O que é a cefaleia crónica diária?

A cefaleia crónica diária não é um diagnóstico. É uma descrição conveniente atribuída à dor de cabeça que se manifesta 15 ou mais dias todos os meses durante mais de três meses.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia crónica diária?

Existem vários tipos diferentes de cefaleia crónica diária e, em geral, são definidos pelas suas causas sendo as mais frequentes as seguintes:

  • Cefaleia tipo tensão crónica
  • Cefaleia por uso excessivo de medicação

A cefaleia por uso excessivo de medicação pode desenvolver-se a partir da enxaqueca ou da cefaleia tipo tensão.

Quem tem cefaleia crónica diária?

É espantosamente comum. Cerca de uma em cada 20 pessoas desenvolve este problema em determinada altura da sua vida. É mais comum nas mulheres do que nos homens e também afecta as crianças.

Quais são os sintomas da cefaleia crónica diária?

A característica principal é a dor de cabeça muito frequente. Esta varia mas é, muitas vezes, uma dor constante. Outros sintomas frequentes, que acompanham a dor de cabeça, são:

  • Sensação de cansaço
  • Sensação de enjoo
  • Irritabilidade
  • Dificuldade em dormir

Às vezes a dor de cabeça parece implacável, embora possa mudar ao longo do dia. A cefaleia por uso excessivo de medicação está muitas vezes no seu pior ao acordar de manhã.

A minha cefaleia crónica diária vai melhorar?

A forma como a cefaleia crónica diária é tratada depende do diagnóstico e da causa. Obter o tratamento correcto é muito importante, pelo que são geralmente necessários cuidados médicos.

Todos os tipos de cefaleia crónica diária podem ser temporariamente aliviados por meio de analgésicos ou de tratamentos contra a enxaqueca, mas em muitos casos este alívio é apenas parcial e o efeito diminui com o tempo.

Estes tratamentos não são apropriados porque agravam a afecção. Se a sua dor de cabeça já é causada pelo uso excessivo de medicação deste tipo, então é provável que melhore assim que deixar de tomar a medicação e não o inverso.

Preciso de alguns testes?

Seja qual for o tipo de cefaleia crónica diária, não existem testes para confirmação do diagnóstico. Este baseia-se na sua descrição das dores de cabeça e na falta de quaisquer descobertas anómalas quando é examinado. Por este motivo, é muito importante que descreva cuidadosamente os seus sintomas e a forma como eles se desenvolveram. É também muito importante que diga o número de analgésicos ou outros medicamentos que toma para as suas dores de cabeça e com que frequência os toma.

O seu médico deverá ser capaz de dizer com bastante facilidade se tem uma doença mais grave do que a cefaleia crónica diária. Se o seu médico não tem a certeza sobre o diagnóstico, ou se há uma alteração súbita da sua dor de cabeça, poderão ser efectuados testes, incluindo um exame ao cérebro, para eliminar outras causas das suas dores de cabeça. No entanto, frequentemente estes testes não são necessários. Se o seu médico não solicitar um exame ao cérebro, isso significa que esse exame não irá contribuir para lhe dar a si o melhor tratamento.

O que é a cefaleia por uso excessivo de medicação?

Qualquer medicação que utiliza para tratar os sintomas da cefaleia, quando tomada com demasiada frequência durante demasiado tempo, pode causar cefaleia por uso excessivo de medicação.

Quais os medicamentos com uso mais excessivo na cefaleia?

Os medicamentos mais usados no “combate” ás cefaleias e que podem causar cefaleia por uso excessivo são:

  • Aspirina
  • Paracetamol (ex: Ben-u-ron®, Panadol®, Panasorbe®, Tylenol®)
  • Ibuprofeno (ex: Brufen®, Trifene®, NUrofen®,Spidifen®)
  • Codeína
  • Triptanos (ex:  Zomig®, ou Zolmitriptano)
  • Ergotamina

De facto, todos os analgésicos, mesmo os comprados sem receita médica – estão associados a este problema. E não são só os analgésicos. Os fármacos que tratam especificamente a enxaqueca também conduzem a este problema quando utilizados com demasiada frequência. Estes incluem os triptanos e, acima de tudo, a ergotamina.

A cafeína pode tratar ou causar dor de cabeça ?

Uma cefaleia semelhante, embora não rigorosamente igual à cefaleia por uso excessivo de medicação, pode resultar da ingestão de quantidades excessivas de cafeína. A fonte habitual desta cefaleia é o café, o chá ou as bebidas com cola, mas pode vir de comprimidos de cafeína ou da cafeína incluída em muitos analgésicos.

Porque causam cefaleias estes medicamentos usados em excesso?

A forma exacta como se desenvolve a cefaleia por uso excessivo de medicação não é conhecida e poderá ser diferente segundo a natureza da medicação. Os triptanos e a ergotamina podem causar um efeito de ricochete, com a dor de cabeça a voltar depois de passado o seu efeito.

Pensa-se que os analgésicos causam, ao longo do tempo, uma alteração nos sistemas de sinalização da dor no cérebro. Estes sistemas habituam-se aos efeitos da medicação pelo que se torna necessária cada vez mais.

“Para a maioria das pessoas com cefaleias ocasionais, os analgésicos são um tratamento seguro e eficaz. No entanto, a cefaleia por uso excessivo de medicação pode desenvolver-se em qualquer pessoa que tome tratamentos para a dor de cabeça regularmente em mais de três dias por semana.”

Como começa a cefaleia por uso excessivo de medicação?

Geralmente a pessoa com cefaleia por uso excessivo de medicação começa com crises ocasionais de cefaleia tipo tensão ou (mais frequentemente) de enxaqueca. Por diversas razões, as dores de cabeça começam a manifestar-se com mais frequência. Tal poderá ser por variação natural ou porque se desenvolveu uma dor de cabeça extra, talvez devido ao stress ou à dor muscular.

O aumento das dores de cabeça conduz ao uso de mais medicamentos para tentar controlar os sintomas, eventualmente até ambos acontecerem todos os dias. Muitas pessoas nesta situação sabem que estão a tomar mais medicação do que aquilo que é sensato e tentam reduzir a quantidade.

Tal faz com que tenham uma cefaleia agravada por uma síndrome de privação, para a qual tomam mais medicação. É fácil perceber como é que isto se transforma num ciclo vicioso, que pode ser difícil de quebrar.

“Não interessa quanto é que toma – se toma regularmente a dose total de analgésicos apenas num ou dois dias por semana, é pouco provável que venha a desenvolver cefaleia por uso excessivo de medicação. No entanto, se começar a tomar analgésicos quase todos os dias poderá agravar as suas dores de cabeça. É o uso frequente durante um período de tempo que causa o problema.”

O que posso fazer?

A única maneira de tratar este problema consiste em parar a medicação usada excessivamente. Estudos clínicos revelam que a maioria das pessoas que deixam de tomar a medicação usada excessivamente melhoram imenso. No entanto, pode demorar até três meses para se observarem os benefícios totais.

Mesmo que as dores de cabeça continuem depois dessa altura, apesar de ter parado a medicação, a sua causa normalmente torna-se clara e respondem melhor ao tratamento específico correctamente prescrito.

Qual a melhor forma de parar com a medicação em excesso?

Pode retirar o medicamento parando completamente de o tomar ou reduzindo gradualmente a quantidade tomada ao longo de duas a três semanas. Independentemente da forma escolhida, beba muitos líquidos enquanto o estiver a fazer, mas evite tomar mais cafeína.

O que posso sentir se parar de tomar a medicação em excesso?

Se parar completamente, irá sentir, quase de certeza, pelo menos, alguns dos seguintes sintomas de privação:

  • Agravamento da cefaleia
  • Sensação de enjoo
  • Vómitos
  • Ansiedade
  • Dificuldade em dormir
“Estes sintomas de privação aparecerão ao fim de 48 horas e poderão durar, na pior das hipóteses, até duas semanas. No entanto, as pessoas que tentam parar o medicamento lentamente parecem ter mais tendência para falhar, talvez porque demora muito mais tempo”.

Qual a melhor altura para deixar a medicação?

Faz sentido escolher a altura para retirar a medicação e não começar imediatamente antes de um acontecimento importante. Avise os seus colegas de trabalho que poderá ter de faltar durante alguns dias.

O que acontece se continuar a fazer o mesmo?

Se o uso excessivo de medicação lhe está a causar dores de cabeça frequentes, continuar a fazer o mesmo não é uma opção. Continuará a ter dores de cabeça cada vez mais frequentes, que não irão responder aos analgésicos nem à medicina preventiva. Eventualmente poderá fazer ainda mais mal a si próprio, como danificar o seu fígado e os seus rins.

Existem outros tratamentos que posso tomar?

Existem medicamentos, que podem ser prescritos pelo médico, que pode tomar todos os dias para o ajudar a largar o medicamento usado excessivamente. Funcionam apenas se parar toda a restante medicação para as dores de cabeça e, mesmo assim, não se sabe ao certo até que ponto ajudam. Terá também que parar de os tomar em dada altura e, para a maioria das pessoas, é melhor passar sem eles.

Posso ter a certeza que não vai acontecer outra vez?

À medida que se desenvolve, a cefaleia por uso excessivo de medicação substitui em grande parte a cefaleia original (enxaqueca ou cefaleia tipo tensão) para a qual começou por tomar a medicação. Isto significa que, à medida que a sua cefaleia por uso excessivo de medicação melhora após a retirada dessa medicação, pode esperar que o seu tipo original de cefaleia regresse.

Se tiver necessidade, pode recomeçar com cautela a utilizar medicação para esta cefaleia depois de o padrão de cefaleia ter regressado ao normal. Tal poderá demorar pelo menos várias semanas.

“Tenha cuidado porque há o risco de fazer o mesmo que já tinha feito antes. Para impedir que tal aconteça, evite tratar as dores de cabeça em mais de três dias seguidos ou numa base regular em três ou mais dias de uma semana”.

O que fazer se a dor de cabeça não melhora?

Se uma dor de cabeça não melhora, ou se está sempre a voltar, nunca continue a tomar a medicação sem consultar o seu médico. Consulte o seu médico se a dore de cabeça frequente não desaparecer ou se voltar no futuro.

Mantenha um diário sobre a dor de cabeça!

Pode utilizar as fichas do diário para registar muitas informações relevantes sobre a sua dor de cabeça – com que frequência a tem, quando acontece, quanto tempo dura e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico e para avaliar se os tratamentos estão a funcionar bem. Para as pessoas que correm o risco de ter cefaleia por uso excessivo de medicação, os diários são especialmente importantes porque ajudam a verificar a quantidade de medicação que a pessoa está a tomar.

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ENXAQUECA melhorsaude.org

ENXAQUECA

Testemunho de um doente:

“Quando tenho uma enxaqueca sinto-me muito doente e não consigo fazer nada durante todo o dia ou mesmo durante mais tempo. Pressinto quando vou ter uma enxaqueca e, de repente, ela aparece com toda a força; sinto-me horrível e tenho que me deitar. À medida que ela avança, sinto-me enjoado (quase a vomitar), eventualmente vomito e, por fim, a dor começa a abrandar. No dia seguinte ainda tenho uma vaga dor e sinto-me absolutamente exausto mas de resto bem.”

O que é a enxaqueca?

A enxaqueca é uma afecção médica. Manifesta-se em crises, uma ou duas vezes por ano em certas pessoas mas podendo atingir várias vezes por mês noutras. A principal característica destas crises é a dor de cabeça, que pode ser intensa. Outras características comuns são as seguintes:

  • Sensação de enjoo ou vómitos
  • Desconforto provocado pela luz e pelo ruído

Se se sente enjoado quando tem uma dor de cabeça, ou se a luz e o ruído o incomodam, ou se a sua dor de cabeça dificulta a realização das suas actividades diárias habituais, é bastante provável que seja uma enxaqueca.

O que causa a enxaqueca?

A enxaqueca vem do cérebro. Trata-se de uma afecção das partes do cérebro que processam a dor e outras sensações. Provavelmente herdou-a de um dos seus pais ou de um dos seus avós.

Quem tem enxaqueca? Afecta mais homens ou mulheres?

Cerca de um em sete adultos tem enxaqueca, portanto é muito frequente. As mulheres têm a probabilidade de ser três vezes mais afectadas do que os homens. Começa muitas vezes na infância ou na adolescência. Nas raparigas, em particular, pode começar na puberdade. A enxaqueca afecta famílias inteiras e pode ser hereditária.

Quais são os diferentes tipos de enxaqueca?

Os tipos de enxaqueca mais comuns são os seguintes:

  • Enxaqueca sem aura ( 75% dos doentes )
  • Enxaqueca com aura ( 10% dos doentes )

O mais comum é a enxaqueca sem aura (a aura é descrita mais adiante). Cerca de três quartos das pessoas com enxaqueca tem apenas este tipo; uma em cada 10 tem enxaqueca com aura, e o dobro destas tem eventualmente ambos os tipos.

Muito menos frequentes são as crises unicamente de aura, sem dor de cabeça. Este tipo de enxaqueca tende a desenvolver-se nas pessoas mais idosas. Existem outros tipos de enxaqueca, mas são raros.

Quais são os sintomas da enxaqueca?

Os sintomas estão presentes durante a crise, que tem quatro fases, embora nem todas se verifiquem sempre. Entre as crises, a maioria das pessoas com enxaqueca está perfeitamente bem.

A fase premonitória

Chega antes de quaisquer outros sintomas da crise. Apenas metade das pessoas com enxaqueca têm consciência desta fase. Se é uma dessas pessoas, poderá sentir durante horas ou mesmo um ou dois dias antes da dor de cabeça começar alguns dos seguintes sintomas:

  • Irritado
  • Deprimido
  • Cansado

No entanto, certas pessoas acham que ficam invulgarmente enérgicas durante esta altura. Algumas têm um apetite específico para determinados alimentos. Outras “só sabem” que está prestes a começar uma crise de enxaqueca.

Fase de aura

O que é a aura ?

A aura, quando aparece, é quase sempre na fase seguinte. Apenas um terço das pessoas com enxaqueca chegam a ter aura e, mesmo para essas pessoas, poderá não fazer parte de todas as crises.

“A aura é um sinal do cérebro, que está a ser temporariamente ,mas não gravemente, afectado pelo processo de enxaqueca. Dura, geralmente, 10 a 30 minutos, mas pode durar mais.”

Quais os sintomas de aura?

Os principais sintomas que caracterizam uma aura são:

  • Afecta principalmente a visão
  • Poderá notar manchas
  • Ver luzes brilhantes ou cintilantes
  • Ver linhas coloridas em ziguezague a espalharem-se em frente dos seus olhos, geralmente para um lado
  • Sintomas sensoriais (menos frequentes) – formigueiro ou adormecimento – que começam em geral nos dedos de uma mão e se espalham pelo braço acima indo afectar esse lado da face ou da língua. Quando estes aparecem, há quase sempre também sintomas visuais.
  • Dificuldade em falar ou em encontrar as palavras certas também pode fazer parte da aura

Fase de cefaleia

É a mais problemática para a maioria das pessoas, durando algumas horas ou até dois ou três dias. A enxaqueca é muitas vezes intensa. Tem tendência para ser unilateral, mas pode ser dos dois lados, e embora afecte com maior frequência a frente ou a têmpora pode ser em qualquer parte da cabeça. É geralmente uma cefaleia latejante ou pulsátil, muitas vezes agravada pelo movimento. Provavelmente sentirse-á enjoado (quase a vomitar) e poderá mesmo vomitar (o que parece aliviar a dor de cabeça). Poderá também achar a luz e o ruído desagradáveis e preferir estar só no escuro e sossegado.

Fase de resolução

À medida que a cefaleia desaparece. Durante este tempo poderá sentir-se outra vez cansado, irritado e deprimido, e ter dificuldades de concentração. Poderá demorar mais um dia até se sentir totalmente recuperado.

O que é o meu “limiar de enxaqueca”?

A enxaqueca é imprevisível. Uma crise pode iniciar-se em qualquer altura. No entanto, certas pessoas têm mais tendência para crises do que outras. Quanto mais elevado é o seu limiar de enxaqueca, menores são as suas probabilidades de desenvolver uma crise, e quanto menor é o seu limiar, maior é o risco que corre.

Os chamados factores desencadeantes desempenham aqui o seu papel. Um factor desencadeante despoleta uma crise (embora não percebamos como é que isso acontece). Fá-lo com mais facilidade se o seu limiar de enxaqueca é baixo. Se o seu limiar é alto, poderá ser preciso que dois ou mais factores desencadeantes se juntem para isso acontecer.

Separados dos factores desencadeantes estão os factores de predisposição. Estes factores têm o efeito de baixar o seu limiar, pelo que os factores desencadeantes trabalham com mais facilidade. O cansaço, a ansiedade e o stress geral têm este efeito, o mesmo acontecendo com a menstruação, a gravidez e a menopausa nas mulheres.

Quais os factores desencadeantes da enxaqueca?

Todas as pessoas querem saber o que poderá desencadear a sua enxaqueca. Tal é muitas vezes difícil e por vezes impossível de precisar porque os factores desencadeantes não são os mesmos para todas as pessoas nem mesmo os mesmos para crises diferentes na mesma pessoa. Muitas pessoas com enxaqueca não conseguem identificar quaisquer factores desencadeantes. Os factores desencadeantes possíveis são muitos e variados.

Dieta:

  • Certos alimentos, mas apenas em certas pessoas
  • Alcool
  • Saltar refeições
  • Refeições atrasadas
  • Refeições inadequadas
  • Retirada da cafeína
  • Desidratação.

Sono:

  • Alterações nos padrões de sono
  • Falta de sono como
  • Dormir até tarde.

Outro estilo de vida:

  • Exercício intenso
  • Viagem de longa distância, especialmente para outros fusos horários.

Ambientais:

  • Luzes brilhantes
  • Luzes cintilantes
  • Odores intensos
  • Alterações meteorológicas acentuadas

Psicológicos:

  • Transtorno emocional
  • Relaxamento após um período cheio de stress, o que pode ser surpreendente

Factores hormonais nas mulheres:

  • Menstruação,
  • Contracepção hormonal
  • Terapêutica hormonal de substituição (THS)
“O factor desencadeante da enxaqueca mais frequente é a fome ou a insuficiência de alimentos em relação às necessidades. Este é particularmente o caso nos jovens – as crianças com tendência para enxaqueca nunca devem deixar de tomar o pequeno almoço.”

Nas mulheres, as alterações hormonais associadas ao ciclo menstrual são importantes factores desencadeantes potenciais. da enxaqueca. Estes, e a maioria dos outros factores desencadeantes, representam uma certa forma de stress, e sugerem que as pessoas com enxaqueca não respondem bem às mudanças.

Quais os medicamentos para tratar a enxaqueca?

Os medicamentos que tratam da crise de enxaqueca têm a designação de tratamentos da crise aguda. Os mais adequados podem ser muito eficazes, mas têm que ser tomados correctamente e não usados em excesso. Incluem analgésicos vendidos sem receita médica, a maior parte dos quais contém:

  • Aspirina
  • Ibuprofeno
  • Paracetamol ( menos eficaz )

Destes, o paracetamol é o menos eficaz para a maioria das pessoas. Em todos os casos, os preparados solúveis ou efervescentes actuam mais depressa e melhor. Pode também tomar um medicamento designado por antiemético se sentir enjoo ou se achar que vai vomitar.

Os antieméticos mais usados são:

  • Metoclopramida (ex: Primperan®)
  • Domperidona (ex: Motilium®)

Certos antieméticos até ajudam os analgésicos fazendo com que o seu organismo os absorva mais rapidamente. Pode administrá-los sob a forma de supositórios se se sentir muito enjoado ou se vomitar durante as crises de enxaqueca. O seu farmacêutico pode aconselhá-lo sobre os melhores tratamentos sem receita médica que poderá fazer.

Se nenhum deles funcionar para si, ou se precisar de mais do que a dose recomendada, o farmacêutico poderá sugerir-lhe que consulte um médico. O seu médico poderá prescrever-lhe um dos tratamentos específicos contra a enxaqueca. Deverá experimentá- los quando os analgésicos e os antieméticos não aliviam os seus sintomas e não o fazem regressar à vida activa razoavelmente depressa.

Como funcionam os medicamentos específicos da enxaqueca?

Funcionam de uma forma bastante diferente. Não atacam a dor mas desfazem o que se está a passar no seu cérebro para causar a crise. Estes medicamentos incluem

  • Ergotamina, muito utilizada em certos países mas não noutros
  • Triptanos, um grupo de fármacos mais recentes

Se o seu médico o aconselhar, pode utilizar estes fármacos juntamente com analgésicos, antieméticos ou ambos.

Que medidas simples que podem tornar a medicação mais eficaz?

  • Tome a medicação logo no início … Tenha sempre consigo pelo menos uma dose da medicação recomendada pelo seu médico. Tome-a assim que se aperceber que vem aí uma crise. A medicação tomada logo no início tem mais probabilidades de funcionar bem. Durante uma crise de enxaqueca o estômago está menos activo e portanto os comprimidos tomados oralmente não são absorvidos tão bem na corrente sanguínea como seriam normalmente.
  • Coma qualquer coisa se puder ou beba qualquer coisa doce. … mas não demasiadas vezes Siga sempre cuidadosamente as instruções que acompanham a sua medicação.
  • Não tome o tratamento da crise aguda demasiadas vezes porque pode ficar com uma dor de cabeça resultante desse tratamento. A isto se chama cefaleia por uso excessivo de medicação. Para evitar que tal aconteça, nunca tome medicação para tratar os sintomas da cefaleia regularmente em mais de dois ou três dias por semana.

E se estes tratamentos não funcionarem?

Se as crises frequentes ou severas não forem bem controladas com o tratamento para a crise aguda, a chamada medicação profiláctica é uma opção. Contrariamente ao tratamento da crise aguda, deverá tomar esta medicação diariamente porque funciona de uma forma totalmente diferente – impedindo o processo de enxaqueca de se iniciar. Por outras palavras, aumenta o seu limiar de enxaqueca.

O seu médico pode aconselhá-lo sobre a escolha de medicamentos disponíveis e sobre os seus efeitos secundários prováveis. A maioria foi inicialmente desenvolvida para afecções bastante diferentes, portanto não fique surpreendido se lhe propuserem medicação descrita como tratamento para:

  • Hipertensão
  • Epilepsia
  • Depressão

Não é por esse motivo que a está a tomar. Estes medicamentos funcionam também contra a enxaqueca. Se estiver a tomar um destes medicamentos, siga cuidadosamente as instruções. A investigação demonstrou que uma razão muito frequente para que este tipo de medicação não funcione é o facto de os doentes se esquecerem de a tomar.

O que posso fazer para melhorar?

O exercício regular e manter-se em forma será benéfico para si. Evitar os factores de predisposição e desencadeantes é sensato, pelo que deve estar ciente de todos os factores desencadeantes possíveis. Poderá conseguir evitar alguns factores desencadeantes mesmo que haja outros que considere difíceis ou impossíveis de controlar.

Mantenha um diário sobre a enxaqueca

As fichas do diário podem registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça – com que frequência as tem, quando acontecem, quanto tempo duram e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.

O que acontece se eu estiver grávida?

Necessitará de consultar o seu médico. Alguns dos medicamentos utilizados para a enxaqueca não são indicados se estiver grávida.

Preciso de fazer testes?

A maioria dos casos de enxaqueca são fáceis de reconhecer. Não existem testes para confirmação do diagnóstico, que se baseia na sua descrição das suas dores de cabeça e na falta de descobertas anómalas quando o seu médico o examina. É pouco provável que um exame ao cérebro ajude. Se o seu médico não estiver totalmente certo sobre o diagnóstico, poderá pedir-lhe que faça alguns testes para eliminar outras causas das dores de cabeça, mas frequentemente estes testes não são necessários.

A minha enxaqueca vai melhorar?

Não existe qualquer cura conhecida para a enxaqueca. No entanto, para a maioria das pessoas com enxaqueca, as crises tornam-se menos frequentes à medida que vão envelhecendo. Entretanto, se fizer tudo o que está ao seu alcance para seguir os conselhos dados neste artigo poderá conseguir mudar de uma afecção que está fora de controlo para uma que pode controlar.


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CEFALEIA EM SALVAS MELHORSAUDE.ORG

CEFALEIA EM SALVAS

Testemunho de um doente:

“Muitas vezes acordam-me a meio da noite, umas horas depois de me ter deitado. Avolumam-se numa questão de segundos e a dor é simplesmente intolerável. É apenas no meu olho direito, como se fosse um ferro em brasa. Não sei para onde ir. Tenho que fazer alguma coisa para me distrair da dor. Às vezes ando para a frente e para trás no quarto agarrado à cabeça ou sentome na cadeira e balanço-me.”

O que é a cefaleia em salvas?

Cefaleia em salvas é o nome dado a crises de curta duração de dor unilateral muito intensa na cabeça, geralmente no olho ou à sua volta. Estas crises normalmente começam sem aviso, uma ou mais vezes todos os dias, geralmente à mesma hora todos os dias ou durante a noite.

Com bastante frequência, a primeira acorda a pessoa mais ou menos uma hora depois de adormecer. Por vezes diz-se que a cefaleia em salvas é um tipo de enxaqueca, mas não é. É uma cefaleia bastante distinta e necessita de um tratamento diferente do da enxaqueca.

Quem tem cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas não é frequente. Afecta até três em cada 1.000 pessoas. Os homens têm cinco vezes mais probabilidades do que as mulheres de ter cefaleia em salvas, o que a torna invulgar entre as cefaleias. A primeira crise pode ter lugar entre os 20 e os 40 anos, mas a cefaleia em salvas pode começar em qualquer idade.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas episódica é mais comum. Este tipo manifesta-se diariamente durante períodos limitados (episódios) e depois pára, uma característica que dá origem ao termo “em salvas”. Geralmente estes períodos duram de 6 a 12 semanas, mas podem terminar ao fim de duas semanas ou continuar por mais 6 meses.

Tendem a manifestar-se mais ou menos na mesma altura todos os anos, muitas vezes na Primavera ou no Outono, mas certas pessoas têm dois ou três episódios todos os anos e outras têm intervalos de dois ou mais anos entre episódios. Entre os episódios, as pessoas com cefaleia em salvas episódica não têm quaisquer sintomas da afecção.

A cefaleia em salvas crónica, que representa cerca de 1 em cada 10 casos de cefaleia em salvas, não pára. As crises diárias ou praticamente diárias continuam ano após ano, sem intervalo. A cefaleia em salvas episódica pode tornar-se em cefaleia em salvas crónica e vice-versa.

Quais são os sintomas da cefaleia em salvas?

Existe um grupo de sintomas altamente reconhecíveis, a saber:

  • Dor intolerável
  • Dor rigorosamente unilateral e sempre do mesmo lado, embora na cefaleia em salvas episódica possa trocar de lado de um episódio para outro
  • A dor é no olho, à sua volta ou atrás dele e descrita como uma espécie de queimadura, de facada ou de perfuração.
  • Agrava-se muito rapidamente, atingindo o auge ao fim de 5 a 10 minutos
  • Quando não é tratada dura entre 15 minutos e 3 horas (com mais frequência entre 30 e 60 minutos).
  • Causa agitação, em contraste acentuado com a enxaqueca, durante a qual a maioria das pessoas quer deitar-se e ficar o mais sossegada possível. As pessoas com esta afecção não conseguem ficar quietas – andam para a frente e para trás ou balançam-se violentamente, chegando mesmo a sair de casa
  • O olho no lado doloroso fica vermelho e lacrimeja, podendo a pálpebra descair
  • A narina fica tapada ou a escorrer
  • O outro lado da cabeça não é minimamente afectado

O que causa a cefaleia em salvas?

Apesar de toda a investigação médica dedicada à cefaleia em salvas, a sua causa ainda não é conhecida. Alvo de grande interesse é a altura em que se verificam as crises, que parece estar ligada aos ritmos circadianos (o relógio biológico). Trabalhos de investigação recentes chamaram a atenção para as alterações numa parte do cérebro conhecida como o hipotálamo, a zona que controla o relógio biológico.

Muitas pessoas com cefaleia em salvas são ou foram grandes fumadores. Como é que isso pode contribuir para causar a cefaleia em salvas, se é que o faz, desconhece-se. Parar de fumar é sempre bom por motivos de saúde, mas raramente tem qualquer efeito sobre esta afecção.

O que são os factores desencadeantes?

Os chamados factores desencadeantes despoletam uma crise de cefaleia. O álcool, mesmo em pequena quantidade, pode desencadear uma crise de cefaleia em salvas durante um episódio em salvas mas não noutras alturas. Não compreendemos como é que tal acontece. Não parece haver outros factores desencadeantes comuns.

Preciso de alguns testes?

Devido ao seu conjunto de sintomas, a cefaleia em salvas é fácil de reconhecer. Não existem testes para confirmação do diagnóstico, que se baseia na sua descrição das suas dores de cabeça e noutros sintomas e na falta de descobertas anómalas quando o seu médico o examina. Por este motivo, é muito importante que descreva cuidadosamente os seus sintomas. Se o seu médico não tem a certeza sobre o diagnóstico, poderão ser efectuados testes, incluindo um exame ao cérebro, para eliminar outras causas das dores de cabeça. No entanto, frequentemente estes testes não são necessários.

Que tratamentos existem?

Há uma série de tratamentos para a cefaleia em salvas que muitas vezes funcionam bem. Todos eles requerem receita médica. Os tratamentos mais habituais para a crise são:

  • O oxigénio a 100%, que necessita de uma botija, de um regulador de caudal e de uma máscara do fornecedor
  • Fármaco injectado chamado sumatriptano (Imigran®), que pode administrar a si próprio utilizando uma caneta injectora especial.

As medicações preventivas são os melhores tratamentos para a maioria das pessoas com cefaleia em salvas. Toma-as todos os dias durante o período de duração do episódio em salvas para impedir o regresso das dores de cabeça. São eficazes mas necessitam de vigilância médica bastante apertada, muitas vezes com análises de sangue, devido aos efeitos secundários possíveis. Poderá ser encaminhado para um especialista. O encaminhamento deverá ser urgente porque, se tiver esta afecção, sabemos que a dor é muito forte!

E se estes tratamentos não funcionarem?

Há várias medicações preventivas. Se uma não funcionar muito bem, há outra que pode funcionar. Por vezes utilizam-se duas ou mais em conjunto.

O que posso fazer para me ajudar a mim próprio?

Os analgésicos vulgares não funcionam – demoram muito tempo e, geralmente, a dor de cabeça evolui antes de eles fazerem efeito. Para um tratamento eficaz, terá que pedir ajuda médica. Faça-o no início de um episódio em salvas, uma vez que o tratamento parece ter melhores resultados quando é iniciado nessa altura.

Mantenha um diário

Pode utilizar as fichas do diário para registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça, tais como:

  • Com que frequência as tem
  • Quando acontecem
  • Quanto tempo duram
  • Quais são os sintomas.

São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.

A minha cefaleia em salvas vai melhorar?

A cefaleia em salvas pode voltar durante muitos anos. No entanto, parece melhorar à medida que a idade avança para a maioria das pessoas, particularmente as que têm cefaleia em salvas crónica.

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Preço de alguns medicamentos usados na dor de cabeça e enxaqueca

Os medicamentos mais usados no tratamento da dor de cabeça são analgésicos, antiinflamatórios e triptanos.

MG significa medicamento genérico.

Medicamentos com aspirina (ácido acetilsalicílico)

  • Aspirina® 500mg microactive, 20 comprimidos – 4,60€
  • Aspegic® 500mg, 20 saquetas, granulado efervescente – 2,60€

Medicamentos com paracetamol:

  • Paracetamol MG 1000mg, 20COMP – 2,13€
  • Ben-u-ron® 1000mg, 18comp – 2,79€
  • Panadol® 500mg, 20comp  – 2,40€

Medicamentos com ibuprofeno:

  • Ibuprofeno MG 600 mg, 20comp rev – 2,84€
  • Trifene® 200mg,  20comp – 3,98€
  • Nurofen® 400mg, 24comp – 3,70€
  • Brufen® 600mg, 20comp rev – 4,75€

Medicamentos com Zolmitriptano:

  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 5,58€
  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 17,57€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 11.89€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 34.54€

Medicamentos genéricos com Zulmatriptano:

  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 3,97€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 3 comprimidos orodispersiveis – 7,71€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 11,31€
  • Zolmitriptano MG 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 8,61€

Medicamento com Sumatriptano (usado na cefaleia em salvas)

  • Imigran (sumatriptano) auto-injector 6mg/0,5mlx 2sol SC inj – 40,43€

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DOR DE CABEÇA SINAIS DE GRAVIDADE melhorsaude.org

Quais os sinais de gravidade associados a dor de cabeça:

A grande maioria dos episódios de cefaleia são causados por patologias benignas. Mas, mesmo pessoas com história de dor de cabeça crónica ficam assustadas com algumas crises. O medo de todos é que uma doença grave não identificada, como um tumor ou aneurisma, possa ser a causa da cefaleia.

Não é possivel realizar tomografias computadorizadas em todas as pessoas que apresentam dor de cabeça. Em geral, a história clínica e um bom exame físico são suficientes para definir se há ou não necessidade da realização de um exame de imagem.

É importante não esquecer as principais características das cefaleias primárias descritas acima, para não confundi-las com as causas graves.

Os principais sinais de alerta são:

  • Início súbito: Cefaleias persistentes, de início abrupto, que atingem a maior intensidade em alguns segundos, podem indicar rotura de aneurismas ou trombose venosa. É importante lembrar que a cefaleia em salvas pode apresentar essas características, porém, costuma durar poucas horas, possui localização típica e sinais como lacrimejar e olhos vermelhos. A enxaqueca costuma começar como uma dor leve a moderada e piorar ao longo das horas.

  • Pior cefaleia da vida: Quando o doente refere que o atual quadro é de longe a pior dor de cabeça da sua vida, ou uma cefaleia completamente diferente das que costuma ter, deve-se ter mais atenção com o quadro. Hemorragias e infecções podem ser a causa. Essas queixas em doentes com cancro, SIDA  e imunossuprimidos são particularmente preocupantes.

  • Infecções concomitantes : Doentes que apresentam quadro de sinusite, otite, infecções de pele na face apresentam maior risco de desenvolver abcessos cerebrais e meningite. Infecções após implantação de piercings podem também ser uma porta de entrada.

  • Febre: A presença de cefaleia intensa associado a febre sem causa definida, principalmente se houver rigidez de nuca, indica meningite. É importante lembrar que a febre por si só pode causar dor de cabeça. Não confunda uma gripe com algo mais grave.

  • Medicações: Alguns doentes usam medicamentos como corticóides, que facilitam infecções, e anticoagulantes, que facilitam hemorragias.

  • Alteração do estado de consciência: Obviamente, doentes que entram em coma, apresentam crises convulsivas, desorientação súbita ou déficites neurológicos devem procurar imediatamente um serviço de emergência.

  • Trauma: Cefaleias que ocorrem após traumatismos devem ser avaliadas com mais cuidado, principalmente em idosos, devido ao risco de hemorragias intracranianas. Algumas pessoas desenvolvem dores de cabeça crónica após um traumatismo do cránio.

  • História familiar: Doentes com parentes de primeiro grau que sofreram rotura de aneurismas, também devem ser avaliados com mais cuidado.

Outros sinais também devem chamar a atenção, como uma cefaleia que acorda o paciente, cefaleia cuja as características não se enquadram em nenhuma da causas primárias, piora da dor com esforços (lembrar que enxaqueca pode ter essa característica), inicio de dor de cabeça após os 50 anos ou alterações visuais que possam sugerir glaucoma.

Não existe um protocolo definido de quando pedir, ou não, uma tomografia computadorizada. Alguns quadros são óbvios, como nas alterações neurológicas mas outros sãomais questionáveis. Depende do bom senso do médico e do quadro clínico do doente.

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Concluindo

As dores de cabeça ou cefaleias são uma condição de saúde que afecta imensas pessoas, muitas das quais ficam, durante as crises, incapacitadas para manter a sua vida diária com consequências graves principalmente ao nível laboral e familiar. A maioria das dores de cabeça apesar da dor, não tem causas graves mas se existirem alguns sintomas especiais fora do quadro habitual da sua dor de cabeça então sim pode haver a probabilidade de uma causa grave sendo neste caso indicado a procura de assistência médica urgente!

Partilhe a informação deste artigo e certamente vai ajudar muitas pessoas a conseguirem gerir melhor, e ás vezes evitar, muitas dores de cabeça dificeis de suportar! Em alguns casos mais graves pode ajudar a salvar vidas!

Juntos por uma MELHOR SAÚDE!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: Campanha global para reduzir as dores de cabeça a nível mundial. Organização Mundial de Saúde (World Health Organization),  Aliança Mundial de Cefaleias (World Headache Alliance), Sociedade Internacional de Cefaleias (International Headache Society), Federação Europeia de Cefaleias (European Headache Federation). Dr Pedro Pinheiro, Especialista em Medicina Interna e Nefrologista com títulos reconhecidos pela Universidade do Porto e pelo Colégio Português de Nefrologia.

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DOR GUIA 2017: QUAIS AS 7 DORES QUE NUNCA DEVE IGNORAR?


Dor 2017: Dores banais que podem esconder doenças muito graves! Segundo a OMS a gestão de todo o tipo de dor é importante. No entanto existem algumas dores que não devem, nunca, ser desvalorizadas porque podem alertar, atempadamente, para problemas muito graves, podendo mesmo, em certos casos, salvar-lhe a vida!

Há dores que têm causas banais e bem identificadas tais como  uma “canelada” a jogar à bola com os seus amigos, uma martelada que acertou no dedo e não no prego, maus jeitos, demasiado tempo em cima de saltos altos, carteiras e pastas pesadas, enfim… dores não faltam e estas são frequentes e contornáveis com alguma facilidade.

Este artigo oferece um detalhe extraordinário de 7 doenças muito graves porque se pretende, verdadeiramente, explicar de forma clara e técnicamente rigorosa, o perigo enorme de não serem detectadas em tempo útil.

É portanto um artigo extenso mas repartido em 7 blocos que podem ser lidos de forma separada pelo facto de descreverem doenças graves muito distintas. No final não se esqueça de PARTILHAR com os seus amigos, com a certeza que este artigo pode salvar vidas!

Artigo actualizado em Janeiro de 2017

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DOR : Quais as 7 dores que nunca deve ignorar?

Tratam-se de dores que podem parecer banais mas que, na verdade, são bem capazes de esconder problemas muito graves, a saber:

  1. Dor nas omoplatas ( ombros )
  2. Dor de cabeça
  3. Dor aguda do lado direito do abdómen
  4. Acordar com dores de dentes
  5. Dor na zona central das costas e simultaneamente febre
  6. Cólicas menstruais fortes
  7. Dor aguda na zona mole da parte detrás do joelho, entre a barriga da perna e a articulação do joelho

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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Dor aguda nas omoplatas (ombros)

DOR NO OMBRO

Pode ser sinal de que um ataque cardíaco poderá estar para breve. Se a esta dor se juntarem sintomas de falta de ar, náuseas, indigestão ou azia, o melhor é correr para o médico mais próximo.

Ataque cardiaco o que é?

Um ataque cardiaco ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado. Se o fluxo sanguíneo não for restaurado rapidamente, essa seção do músculo cardíaco ficará danificada devido à falta de oxigênio e começará a morrer.

Um ataque cardiaco ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado
Um ataque cardiaco ocorre quando o fluxo de sangue de uma parte do músculo do coração fica bloqueado

O ataque cardíaco é uma das principais causas de morte, tanto em homens como em mulheres.

Ataque cardiaco quais as causas?

A principal causa de um ataque cardiaco é a doença das artérias coronárias, onde existe a formação de placas de gordura nas paredes das artérias coronárias, que diminui o transporte de oxigênio e sangue ao coração.

Eventualmente, uma placa pode romper, causando coágulo sanguíneo na superfície da placa. Se o coágulo ficar muito grande, ele pode bloquear totalmente ou quase totalmente o fluxo de sangue rico em oxigênio para a parte do músculo cardíaco alimentado pela artéria.

Durante um ataque cardíaco, se o bloqueio na artéria coronária não for tratado rapidamente, o músculo cardíaco começa a morrer e a ser substituído por tecido cicatrizado. Este dano do coração pode não ser óbvio, ou pode causar problemas graves de longo prazo.

Ataque cardiaco que sequelas permanentes pode causar?

Problemas graves relacionados com ataque cardíaco podem incluir:

  • Insuficiência cardíaca
  • Arritmias cardíacas potencialmente fatais.

Insuficiência cardíaca é uma condição na qual o coração não consegue bombear sangue suficiente pelo corpo. Fibrilação ventricular é uma arritmia séria que pode causar morte se não for tratada rapidamente.

Ataque cardiaco existe tratamento?

Actualmente há tratamentos para ataques cardíacos que salvam vidas e previnem incapacidades graves. O tratamento é mais eficiente quando começa dentro de 1 hora após os sintomas do ataque cardíaco.

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Dor de cabeça

DOR DE CABEÇA que perigos esconde

É importante que a pessoa saiba avaliar a intensidade da dor para que a distinga facilmente de uma enxaqueca. Esta dor não deve cair no esquecimento, principalmente a repentina e que aparece de forma intensa. Sabia que estas dores inesperadas e fortes podem ser sinal do crescimento de um aneurisma cerebral?

Neste caso é importante que a pessoa saiba avaliar a intensidade da dor para que a distinga facilmente de uma enxaqueca.

Aneurisma cerebral o que é?

As artérias do nosso corpo são vasos sanguíneos com uma parede muscular muito resistente, capazes de suportar a pressão que o sangue exerce dentro delas.

Se por algum motivo um ponto da artéria se tornar mais fraco, ela deixará de ser capaz de suportar a pressão sanguínea, cedendo lentamente, formando uma área dilatada, como se fosse um saco ou um balão.

O aneurisma tem uma parede muito mais fraca que a artéria saudável e, por isso, apresenta grande risco de rotura, podendo causar hemorragias cerebrais graves.

No ponto onde a parede da artéria é mais fraca forma-se um balão que pode rebentar
No ponto onde a parede da artéria é mais fraca forma-se um balão que pode rebentar

Aneurisma cerebral qual a prevalência na população em geral?

Estima-se que até 5% da população tenha pelo menos um aneurisma cerebral. 20% destes possuem dois ou mais aneurismas ao mesmo tempo.

Os aneurismas são mais comuns nas mulheres e em pessoas acima dos 50 anos. A taxa de hemorragia intracraniana por rotura de um aneurisma cerebral, porém, é de apenas 10 para cada 100.000 pessoas.

Portanto, pode-se concluir que, apesar do aneurisma cerebral não ser uma situação rara, a maioria deles não se rompe. Na verdade, a maioria dos aneurismas não causa sintomas e o paciente nem sequer desconfia que o tem.

No entanto, o aneurisma cerebral, quando rompe, causa a morte em 50% dos doentes mesmo depois de socorridos.

Aneurisma cerebral quais os factores de risco?

O doente não costuma nascer com um aneurisma ou seja aparece ao longo da vida. Geralmente são precisos mais de um fator agindo em simultâneo para que um aneurisma seja formado. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Tabagismo
  • Hipertensão
  • Deficiências congênitas da parede da artéria
  • Endocardite infecciosa
  • História familiar de aneurismas cerebrais
  • Idade acima de 40 anos.
  • Malformação arteriovenosa (MAV).
  • Drogas, especialmente cocaína
  • Alcool em excesso
  • Tumores cerebrais.
  • Trauma cranioencefálico.

Algumas doenças genéticas também podem ser causadoras de aneurisma cerebral, a saber:

  • Rins policísticos
  • Displasia fibromuscular.
  • Síndrome de Osler-Weber-Rendu.
  • Coarctação da aorta.
  • Síndrome de Moyamoya.
  • Síndrome de Marfan.
  • Síndrome de Ehlers-Danlos.
  • Pseudoxantoma elástico.
  • Deficiência de Alfa1-antitripsina.
  • Lúpus eritematoso sistêmico
  • Anemia falciforme
  • Neurofibromatose tipo 1
  • Esclerose multipla

Algumas das doenças acima são raras, outras são relativamente comuns. Devemos dar atenção especial à doença policística renal, que é uma desordem comum,  1 a cada 400 pessoas e pode aumentar o risco de aneurismas cerebrais até 7 vezes.

Aneurisma cerebral quais os sintomas?

A maioria dos aneurismas cerebrais são pequenos e não provoca nenhum sinal ou sintoma. Muitos são descobertos acidentalmente durante exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonâncias magnéticas do crânio, solicitados por outro motivo qualquer.

Apesar de ser habitualmente assintomático, dependendo da localização e do tamanho, o aneurisma pode comprimir algumas áreas cerebrais importantes, provocando sintomas. Os mais comuns são:

  • Dores de cabeça
  • Visão turva
  • Alterações da pupila,
  • Formigueiro, dormência ou paralisia de um lado da face.

Porém, a situação mais comum é o aneurisma permanecer silencioso, causando sintomas apenas no momento em que ocorre a ruptura.

A rotura de um aneurisma cerebral provoca um AVC hemorrágico, que é uma emergência médica gravíssima, com elevada mortalidade. Quando um aneurisma se rompe ele geralmente provoca a chamada hemorragia subaracnoide, que é causada pelo sangramento para o espaço subaracnoide, local das meninges onde circula o liquor. Este tipo de hemorragia é tipica de aneurismas rotos.

AVC isquémico vs AVC hemorrágico
#AVC isquémico vs #AVC hemorrágico

Quando o sangue escapa para o espaço subaracnoide, o paciente apresenta sintomas súbitos. Ajuda médica deve ser procurada imediatamente se o paciente apresentar subitamente um ou mais dos sintomas abaixo:

  • A pior dor de cabeça da sua vida
  • Perda da consciência.
  • Crise convulsiva
  • Rigidez da nuca.
  • Vômitos em jato.
  • Visão turva ou dupla.
  • Dor súbita acima ou atrás do olho, com dificuldade de visão
  • Dificuldade em caminhar ou forte tontura repentina
  • Fraqueza e dormência em um lado do corpo.

Aneurisma cerebral qual o risco de rotura?

O risco de um aneurisma cerebral se romper está diretamente relacionado com o seu tamanho e à velocidade de crescimento. Aneurismas de baixo risco são aqueles com menos de 5 a 7 milímetros (0,5 a 0,7 centímetros) de diâmetro e sem crescimento ao longo de vários meses. Quanto maior é o aneurisma, mais fraca é sua parede e maior é a chance deste continuar crescendo até se romper.

Além do tamanho e da velocidade de crescimento, outro fator importante no risco de rotura é a localização do aneurisma dentro do cérebro. Aneurismas da circulação posterior, envolvendo as artérias do sistema vértebro-basilar ou comunicantes posteriores, apresentaram as maiores taxas de ruptura.

Estudos mostram que aneurismas maiores que 2,5 cm, localizados nas artérias posteriores do cérebro, apresentam um risco de sangramento acima de 50% em um período de 5 anos.

Os dois exames mais usados para se diagnosticar e acompanhar um aneurisma cerebral são a angiorressonância magnética nuclear e a angiotomografia computadorizada do crânio

Aneurisma cerebral qual o tratamento?

A decisão de se tratar um aneurisma cerebral sem rotura depende do risco de rotura que o mesmo apresenta a curto/médio prazo. Aneurismas pequenos em locais com baixo índice de sangramento podem ser apenas observados.

Estes aneurismas de baixo risco podem ser monitorados anualmente com exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada durante três anos seguidos. Se o aneurisma se mantiver estável, pode-se espaçar os exames para a cada 2 ou 5 anos.

Se for possível detectar que o aneurisma surgiu recentemente (como no caso do paciente ter uma tomografia recente sem evidências de aneurismas), os primeiros exames devem ser feitos com intervalos de 6 meses, porque os aneurismas novos são os que têm maior risco de crescimento.

No caso de aneurismas grandes, com elevado risco de rotura, ou nos aneurismas que já se romperam, o tratamento é cirúrgico, visando a  interrupção do fluxo sanguíneo para o local do aneurisma, preservando a passagem do sangue pela artéria. No caso de um aneurisma com rotura, a cirurgia é obviamente urgente.

Processo de embolização de um aneurisma
Processo de #embolização de um #aneurisma

A embolização do aneurisma é um método menos invasivo que a cirurgia e tem ganhado popularidade nos últimos anos. O processo é semelhante a um cateterismo. O cirurgião insere um cateter numa artéria, geralmente na virilha, que é empurrado através  até ao aneurisma.

Quando chega ao neurisma, um fio de platina maleável é implantado dentro do mesmo, interrompendo o fluxo sanguíneo e provocando uma trombose do aneurisma.

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Dor aguda do lado direito do abdómen

DOR NO ABDÓMEN melhorsaude.org melhor blog de saude

É, na maioria dos casos, associada ao apêndice. É fundamental que a pessoa não deixe a dor chegar a casos extremos, se não arrisca uma rutura no apêndice e consequentes infeções que podem ser muito graves nomedamente septicémia.

Apendicite o que é?

A apendicite é uma doença comum, que acomete cerca de 7% da população, o que a torna uma das principais emergências médicas em todo o mundo. A apendicite geralmente surge entre os 10 e 30 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, apesar de ser rara nas crianças com menos de 2 anos.

Localização do apêndice no quadrante inferior direito do abdómen
Localização do apêndice e orgãos próximos

O apêndice é um órgão com tamanho e localização variáveis, e a sua proximidade com outros órgãos da pelve e do abdómen podem fazer com que os sintomas de apendicite sejam parecidos com os de outras doenças, tais como, diverticulite, torção do ovário, gravidez ectópica, cálculos renais e outros problemas do abdómen ou da pelvis.

Apendice
Localização do #apêndice

Apendicite quais os sintomas?

O sintomas mais comuns da apendicite são os seguintes:

  • Dor abdominal típica:
    • A dor típica começa de forma difusa junto ao umbigo e no espaço de 24 horas migra para o quadrante inferior direito do abdómen
    • Tipicamente existe dor à palpação do abdómen que se torna muito mais intensa quando se retira de repente a mão que executa a palpação ( sinal de Blumberg )
  • Dor abdominal atípica:
    • Em cerca de 15% das pessoas o apêndice localiza-se mais posteriormente, fazendo com que o local da dor da apendicite seja diferente. Neste caso o paciente pode queixar-se de dor lombar  à direita, dor no quadrante superior direito ou dor em todo o flanco direito.
    • Há também aqueles pacientes com apêndices mais baixos, cuja ponta se estende até a região da pelve. Nestes casos, a dor pode ser na virilha à direita, no ânus ou na região púbica. Evacuar ou urinar podem provocar exacerbações da dor.
  • Dor do lado esquerdo:
    • Apesar de raro, não é impossível que o paciente com apendicite tenha dor do lado esquerdo do abdómen, caso o apêndice seja mais comprido que o habitual e se estenda até o lado esquerdo da cavidade abdominal. Porém, apendicite não deve ser a primeira hipótese diagnóstica nos pacientes com dor abdominal no lado esquerdo, exceto nos raros casos de situs inversus(condição rara na qual os pacientes apresentam órgãos do tórax e abdômen em posição oposta àquela esperada).
  • Endurecimento da parede do abdómen
  • Enjoos ( em 90% dos casos )
  • Vômitos ( em 90% dos casos )
  • Perda do apetite ( em 90% dos casos )
  • Febre
    • A febre é geralmente baixa. Só existe febre alta quando há perfuração do apêndice e extravasamento de material fecal dos intestinos para dentro da cavidade abdominal, o que gera uma intensa reação inflamatória e grave infecção.
  • Diarreia
  • Prisão de ventre
  • Distensão abdominal
  • Leucocitose (aumento do número de leucócitos ou glóbulos brancos no hemograma). Mais de 80% dos pacientes com apendicite aguda apresentam leucocitose no exame de hemograma. Quanto mais intensa é a leucocitose, em geral, mais extenso é o processo inflamatório.

Nem todos os sinais e sintomas listados acima estão necessariamente presentes nos pacientes com apendicite aguda. Alguns, tais como diarreia, prisão de ventre ou distensão abdominal, ocorrem em menos da metade dos casos.

Tipicamente os três sintomas associados mais comuns num quadro de apendicite são:

  • Dor abdominal
  • Vômitos
  • Perda do apetite.

Apendicite quais os sinais e sintomas em bebés, crianças e adolescentes?

O quadro clínico da apendicite em adolescentes é basicamente o mesmo dos adultos. Já nas crianças com menos de 12 anos, os sintomas podem ser um pouco diferentes.

Apendicite quais os sintomas em crianças entre 5 e 12 anos?

Assim como nos adultos, a dor abdominal e os vómitos são os sintomas mais comuns nas crianças em idade escolar, embora a característica migração da dor da região periumbilical para o quadrante inferior direito possa não ocorrer. A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Dor no quadrante inferior direito do abdômen – 82%
  • Náuseas – 79%
  • Perda do apetite – 75%
  • Vômitos – 66%
  • Febre – 47%
  • Diarreia- 16%

Apendicite quais os sintomas em crianças entre 1 e 5 anos?

A apendicite é incomum em crianças com menos de 5 anos. Febre, vómitos, dor abdominal difusa e rigidez abdominal são os sintomas predominantes, embora irritabilidade, respiração ruidosa, dificuldade para andar e queixas de dor na região direita do quadril também possam estar presentes.

A típica migração da dor para o quadrante inferior direito do abdômen ocorre em menos do que 50% dos casos. Diarreia e febre, todavia, são bem mais comums que nos adultos. As crianças pequenas costumam apresentar febre baixa (ao redor de 37,8ºC) e ruborização das bochechas. A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Dor abdominal – 94%
  • Febre – 90%
  • Vômitos – 83%
  • Dor à descompressão – 81%
  • Perda do apetite – 74%
  • Rigidez abdominal – 72%
  • Diarreia- 46%
  • A distensão abdominal – 35%

Apendicite quais os sintomas em crianças com menos de 1 ano?

Se a apendicite em crianças com menos de 5 anos é incomum, a apendicite em recém-nascidos e no primeiro ano de vida é ainda mais rara. A baixa frequência de apendicite nesta faixa etária deve-se provavelmente ao formato mais afunilado e menos propenso à obstrução do apêndice, em oposição ao formato mais tubular do órgão nos adultos e crianças mais velhas.

Apesar de rara, infelizmente, a mortalidade neonatal de apendicite é de quase 30%, pois o diagnóstico precoce é muito difícil, já que o quadro clínico costuma ser muito atípico. A distensão abdominal é mais comum que a própria dor abdominal, provavelmente porque os bebés não conseguem comunicar adequadamente. A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Distensão abdominal – 75%
  • Vômitos – 42%
  • Perda do apetite – 40%
  • Dor abdominal – 38%
  • Febre – 33%
  • Inflamação da parede abdominal – 24%
  • Irritabilidade ou letargia – 24%
  • Dificuldade respiratória – 15%
  • Massa abdominal – 12%
  • Sangramento nas fezes – 10%

Apendicite qual o tratamento?

O tratamento é, naturalmente, cirurgico com retirada do apendice inflamado.

Localização do apêndice no quadrate inferior direito do abdómen
Procedimento usa técnicas de #Laparoscopia interna mas também de cirurgia tradicional

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Dor de dentes ao acordar

BRUXISMO MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Também não deve ser uma situação tida como normal. Esta pode ser uma consequência do bruxismo noturno e de uma inflamação, causada pelo desgaste do esmalte. Além disso, esta dor pode ser causada por elevados níveis de stresse.

Bruxismo noturno o que é?

O bruxismo noturno é um distúrbio do sono caracterizado pelo apertar e ranger dos dentes, de forma involuntária,  aplicando uma força excessiva sobre a musculatura mastigatória. A palavra bruxismo do sono vem do grego brycheinm, que significa ranger dos dentes.

Bruxismo diurno e noturno quais as diferenças?

O bruxismo diurno é diferente do bruxismo noturno (ou do sono). Assim, o bruxismo diurno é caracterizado por uma atividade semivoluntária da mandíbula, que aperta os dentes enquanto a pessoa se encontra acordada e, geralmente, não ocorre o ranger de dentes, estando relacionado com um tique ou hábito.

O bruxismo do sono é uma atividade inconsciente de ranger ou apertar os dentes, com produção de sons, enquanto o indivíduo está a dormir. O bruxismo noturno é um problema que afeta sobretudo as crianças podendo também afetar os adultos.

Bruxismo que problemas pode causar?

  • Dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados
  • Destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva que pode ser grave
  • Tensões ao nível das articulações temporomandibulares (ATM) que pode causar desgastes e eventuais problemas graves

Bruxismo noturno quais as causas?

As causas do bruxismo do sono são multifatoriais e ainda pouco conhecidas mas existem algumas hipoteses, a saber:

  • A má oclusão dentária e
  • tensão emocional podem estar relacionadas a este distúrbio.

Bruxismo noturno quais as principais manifestações clínicas?

  • O ruído característico do ranger dos dentes
  • Desgaste dentário
  • Hipertrofia dos músculos mastigatórios e temporais
  • Dores de cabeça
  • Disfunção da articulação temporomandibular
  • Má qualidade de sono
  • Sonolência diurna
Sintomas do bruxismo
Sintomas do #bruxismo

Bruxismo como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela observação de um desgaste dentário anormal, ruídos de ranger de dentes durante o sono e desconforto muscular mandibular.

A polissonografia registra os episódios de ranger dos dentes, permitindo identificar alterações do sono e microdespertares. As alterações predominam na fase 2 do sono não REM e nas transições entre as fases do sono.

A polissonografia permite ainda o diagnóstico de outros distúrbios do sono, tais como ronco, apnéia do sono, movimentos periódicos dos membros, distúrbio comportamental do sono REM e outros.

Bruxismo noturno qual o tratamento?

O tratamento deve ser individualizado para cada paciente. Como o bruxismo do sono tem causas variadas, o tratamento também segue na mesma orientação.

  • O uso de placas orais moles (silicone) ou duras (acrílico) visa a proteção dos dentes prevenindo o desgaste dentário ou fraturas durante o sono.
  • Psicoterapia
  • Intervenção odontológica
  • Intervenção farmacológica e suas combinações, de acordo com o perfil do paciente

Aplicações locais de toxina botulínica nos músculos envolvidos têm sido utilizadas em casos de bruxismo do sono que não respondem ao tratamento convencional.

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Dor na zona central das costas com febre

Estes dois sintomas associados são  graves e devem levá-lo de imediato ao médico. A causa? Uma infeção renal. A estes sintomas podem juntar-se ainda náuseas e desconfortos no estômago ou mesmo uma primeira infeção urinária.

Infecção urinária o que é?

Infecção urinária é qualquer quadro infeccioso que aconteça no trato urinário, composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra, a saber:

  • As infecções urinárias baixas são aquelas que acorrem na bexiga e/ou na uretra.
  • As infecções urinárias altas ocorrem quando há comprometimento de pelo menos um dos rins.
Anatomia do tracto urinário
Anatomia do tracto urinário

Infecções na bexiga, na uretra e no rim que nome têm?

  • A infecção da bexiga recebe o nome de cistite.
  • A infecção da uretra é conhecida como uretrite.
  • A infecção renal é chamada de pielonefrite ( infecção grave )
Infecção urinária
#Uretrite é uma infecção da uretra, #cistite é uma infecção da bexiga e #pielonefrite é uma infecção do rim

Pielonefrite o que é?

A pielonefrite é uma infecção bacteriana de um ou ambos os rins. A infecção renal é um caso potencialmente grave, porque ataca um órgão vital. É um quadro que pode ter gravidade semelhante a uma pneumonia.

Se não tratada a tempo e corretamente, pode levar à septicémia que pode ser mortal por falência de vários outros orgãos.

Na grande maioria dos casos responde bem aos antibióticos. Os casos que evoluem de forma negativa são aqueles que esperaram muito tempo para receber tratamento ou quando o doente já se encontra muito debilitado por outras doenças.

A pielonefrite é uma frequente causa de formação de cicatrizes nos rins, podendo levar à perda parcial da função renal, principalmente nos doentes que têm infecções recorrentes.

Pielonefrite quais as causas?

A infecção dos rins acontece de duas formas, a saber:

  1. A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre normalmente nas cistites não tratadas ou tratadas de forma inadequada.

Menos frequente é a colonização assintomática da bexiga por bactérias que também pode ser a fonte de uma infecção renal. Nestes casos, o doente tem bactérias na bexiga mas não apresenta sintomas pois estas estão apenas colonizar. Por esta razão nem todas as pessoas relatam sintomas de cistite antes do surgimento da pielonefrite.

  1. O segundo modo de infecção dos rins é pelo sangue, quando uma bactéria que está a provocar uma infecção em algum local do nosso organismo viaja pela corrente sanguínea e se aloja no rim. Esta via é muito menos frequente do que a via ascendente.
A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre normalmente nas cistites não tratadas ou tratadas de forma inadequada.
A principal via é a ascendente, quando bactérias da bexiga alcançam os ureteres e conseguem subir até os rins. Isto ocorre normalmente nas #cistites não tratadas ou tratadas de forma inadequada.

Infecção renal que outros factores de risco podem causar?

Além da cistite, que é o principal fator de risco, existem outras situações que podem aumentar o risco de infecção dos rins, a saber:

  • Uso de cateteres vesicais (algália)
  • Cirurgias urológicas
  • Cálculos renais
  • Anormalidades anatómicas do trato urinário
  • Doenças da próstata que causam obstrução do fluxo da urina

Infecção renal quais os doentes de risco?

Os doentes de maior risco são os que apresentam um sistema imunológico frágil, tais como:

  • Diabéticos
  • Insuficientes renais
  • Cirróticos
  • Portadores do vírus HIV
  • Doentes a tomar medicamentos imunossupressores apresentam um risco maior de contrair uma cistite que evolua para pielonefrite.

Pielonefrite quais os sintomas?

Os sintomas típicos da pielonefrite são:

  • Febre
  • Dor lombar
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Mal estar geral

Podem haver também sintomas de cistite, como dor ao urinar e vontade de urinar com frequência, mesmo quando a bexiga está vazia. Outro sinal comum é a presença de sangue na urina (hematúria), que se apresenta normalmente como uma urina cor de Coca-Cola.

Pielonefrite é clinicamente dividida em 3 categorias:

  1. Pielonefrite aguda não complicada.
  2. Pielonefrite aguda complicada.
  3. Pielonefrite crónica.

Pielonefrite aguda não complicada

Ocorre normalmente em mulheres jovens, sem antecedentes de doenças ou alterações na anatomia do sistema urinário. O quadro clínico é de febre alta, calafrios, náuseas, vómitos e dor lombar. Os sintomas de cistite, como ardência ao urinar, podem ou não estar presentes.

Assim como nas cistites, a principal bactéria causadora de pielonefrite é a Escherichia coli. Só há necessidade de internamento em casos mais graves. Se o doente tiver bom estado geral e for capaz de tomar antibióticos por via oral, o tratamento pode ser feito em casa.

Pielonefrite aguda complicada

A pielonefrite complicada é aquela que evolui com abscesso dentro ou ao redor dos rins,  necrose da papila renal ou produção de gases dentro do rim, um quadro chamado pielonefrite enfisematosa.

A pielonefrite complicada normalmente ocorre em pessoas com obstrução do trato urinário, bactérias resistentes aos antibióticos ou em diabéticos.

O quadro clínico é igual ao da pielonefrite não complicada, porém apresenta pouca resposta aos antibióticos. O paciente pode apresentar uma resposta apenas parcial, com uma pequena melhoria, mas com fadiga, mal estar, falta de apetite e náuseas que persistem por vários dias.

Uma pielonefrite que não melhora completamente após antibioterapia apropriada deve ser estudadas com exames de imagens, como tomografia computadorizada e ultra-som (ecografia), para investigação de anormalidades que possam estar a perpetuar a infecção.

Pielonefrite crónica

A pielonefrite crónica é um quadro de infecção urinária recorrente, habitualmente associada a má-formações urinárias, obstruções por cálculos renais ou refluxo vesico-ureteral (refluxo da urina da bexiga de volta para o ureter e rins). Costuma levar à cicatrização do rim e à insuficiência renal crónica, principalmente em crianças com refluxo urinário.

Cálculos renais tratados com ultrassons
#Cálculos renais tratados com ultrassons

Pielonefrite quais as complicações?

Como já referido, se a pielonefrite não for tratada corretamente com antibióticos, existe um risco grande de evolução para sepsis grave. As bactérias presentes nos rins conseguem facilmente alcançar a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o organismo, podendo levar à falência de múltiplos órgãos e até ser mortal!

Outro problema da pielonefrite, principalmente se recorrente, é a lesão permanente do rim. Doentes com pielonefrite crónica podem evoluir com insuficiência renal terminal e necessitar de hemodiálise!

Rim normal vs rim com insuficiência renal
Rim normal vs rim com #insuficiência #renal

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Pielonefrite como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico da infecção renal é geralmente feito apenas com os sintomas clínicos. Exames laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico:

  • O hemograma tipicamente apresenta uma elevação da contagem de leucócitos
  • A PCR ( Proteína C Reactiva ) encontra-se elevada.
  • No exame de urina é comum a presença de pus (leucócitos na urina) e sangue (hemácias na urina).

A urocultura deve ser sempre solicitada, pois ela é capaz de identificar a bactéria que está a provocar a pielonefrite, ajudando na escolha de antibióticos adequados.

No entanto como a urocultura demora pelo menos 48 horas para ficar pronta, não devemos esperar o seu resultado para começar o tratamento com antibióticos. Após o resultado sair, o médico decide se mantém o esquema antibiótico inicial ou muda para um mais adequado ao qual a bactéria seja sensivel..

Pielonefrite qual o tratamento?

Em geral, o tratamento da pielonefrite é feito em meio hospitalar com antibióticos intravenosos. Se o paciente tiver boa saúde e ainda estiver com bom estado geral, ele pode receber a primeira dose por via intravenosa e depois completar o resto do tratamento em casa com antibióticos por via oral. Na maioria dos casos, porém, o paciente encontra-se muito debilitado sendo quase sempre necessários 2 a 3 dias de internamento para controlar a infecção.

Nos pacientes com pielonefrite crónica, a avaliação do urologista é necessária. Muitas vezes, o paciente precisa de ser submetido a uma cirurgia para correção de anormalidades anatómicas do sistema urinário que estejam a perpetuar uma infecção dos rins.

Pirelonefrite, sendo uma infecção, é contagiosa?

A pielonefrite não é uma doença contagiosa, portanto, não há risco de contaminação de familiares ou pessoas próximas. A pielonefrite deve ser sempre tratada com antibióticos. Medicamentos ditos “naturais” podem proporcionar alívio temporário, no entanto apenas adiam o tratamento correto da infecção, acarretando riscos graves para o doente.

O QUE DETESTAS NA SAÚDE- (2)

Dor tipo cólicas menstruais

Endometriose dores menstruais melhorsaude.org melhor blog de saude

Não devem ser tidas como habituais, muito menos quando acontecem mesmo na presença de medicamentos contra tal. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

Endometriose o que é?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

Endométrio o que é?

Anatomia do aparelho reprodutor feminino
Localização anatómica do #endométrio

 

Endométrio é uma fina membrana que recobre a camada interna do útero. Durante o ciclo menstrual o endométrio sofre transformações induzidas pelas variações hormonais, cresce e torna-se um tecido rico em vasos sanguíneos.

O endométrio cresce para ficar apto a receber e nutrir o embrião em caso de gravidez. Quando o ciclo termina e o óvulo não foi fecundado, essa parede espessa do endométrio desaba e é expelida para fora do útero. Este processo é a menstruação.

Em que partes do organismo pode, usualmente, aparecer  tecido endometrial?

Onde pode acontecer a endometriose
A endometriose pode ocorrer em diversos pontos do organismo

A endometriose é uma doença caracterizada pelo aparecimento de pedaços de tecido endometrial fora da parede interna do útero. A endometriose pode aparecer na bexiga, intestinos, apêndice, vagina, ureter e raramento órgãos distantes da pelve como pulmões e sistema nervoso central.

Também podem surgir tecidos de endométrio em cicatrizes cirúrgicas do abdómen e pelve. Os locais mais comuns onde ocorre a endometriose são, por ordem decrescente, os seguintes:

  1. Ovário;
  2. Regiões ao redor do útero incluindo o fundo de saco de Douglas e ligamentos uterinos;
  3. Porção exterior do útero;
  4. Trompas de falópio;
  5. Regiões finais do intestino.

A endometriose pode surgir em vários locais diferentes ao mesmo tempo, podendo coexistir em 3 ou 4 órgãos diferentes.

Endometriose quais as consequências?

Este endométrio em locais atípicos reage aos estímulos hormonais do ciclo menstrual exatamente como o endométrio dentro do útero, ou seja, acontece proliferação e depois sangra, causando, a curto prazo, irritação e a longo prazo fibrose dos tecidos ao redor. Esta característica é a responsável pelos principais sintomas da endometriose cujas causas ainda não são completamente conhecidas.

Endometriose qual a prevalência?

Estima-se que até 10% das mulheres tenham a doença. Cerca de 80% dos casos de dor pélvica crónica em mulheres são causados pela endometriose. A faixa etária mais atingida é a de 25 a 35 anos.

Endometriose quais os sintomas?

Sintomas de endometriose
O sintoma mais comum da #endometriose é a dor associada ao período menstrual

Dependendo do local onde ocorre a endometriose, a paciente pode apresentar um quadro clínico que varia desde assintomático, até dor constante e ininterrupta.

No entanto, o sintoma mais comum da endometriose é a dor associada ao período menstrual, pois, como já referido, assim como o endométrio normal dentro do útero, o pedaço de tecido endometrial exterior também sangra no final do ciclo menstrual. A endometriose é uma causa comum de dismenorreia secundária ( cólica menstrual ).

Os sintomas da endometriose podem ser alguns dos seguintes:

  • Dor associada ao período menstrual ( dismenorreia )
  • Sangramento em excesso durante a menstruação
  • Sangue na urina
  • Sangue nas fezes
  • Inflamação e dor intensa na zona abdominal
  • Infertilidade
  • Dor durante a relação sexual ( dispareunia )
  • Diarreia
  • Obstipação ( prisão de ventre )
  • Fadiga crónica

Existe sangramento nos tecidos onde a endometriose está localizada?

  • Se a endometriose está localizada na bexiga, é possível haver sangue na urina;
  • Se estiver nos intestinos poderá haver sangue nas fezes;
  • A presença de endometriose na cavidade abdominal ou na pelve faz com que haja sangramento para essas cavidades, causando intensa inflamação e dor.

Endometriose pode causar infertilidade?

A endometriose também está muito associada a infertilidade, pois os ovários são um dos locais mais frequentemente afectados, causando inflamação crônica, cicatrização e adesões dos ovários e trompas.

A endometriose que afecta a parte externa do útero também pode levar a deformidades do mesmo e de áreas da pelve, tornando o aparelho ginecológico inapto para uma gravidez.

Endometriose provoca o cancro?

A endometriose, quando afecta os ovários, parece aumentar o risco de cancro dos ovários. Curiosamente o uso de pilulas anticoncepcionais parece reduzir este risco.

Endometriose como se faz o diagnóstico?

Em muitas mulheres o quadro clínico de dor pélvica cíclica é bastante sugestivo, porém insuficiente para se estabelecer o diagnóstico. Exames de imagem com a ultrassonografia podem ajudar a descartar outras causas para os sintomas, como tumores, mas também raramente conseguem fechar o diagnóstico da endometriose.

Para se ter certeza do diagnóstico é preciso olhar diretamente para dentro da pelve e abdómen, o que só é possível através da laparoscopia, um procedimento cirúrgico. Durante a laparoscopia é possível procurar o tecido implantado e fazer as respectivas biópsias, quando necessário.

Endometriose qual o tratamento?

  • Uso de anti-inflamatórios, no início do tratamento  (estes medicamentos são apenas sintomáticos e não actuam diretamente na doença);
  • Uso de anticoncepcionais orais (ajuda a controlar o ciclo hormonal, reduz os sangramentos e consequentemente a dor);
  • Uso da GnRH, uma hormona que causa uma menopausa temporária, impedindo a liberação de estrogênios e cessando a menstruação. O tratamento reduz a dor em 80% dos doentes e ajuda a diminuir o tamanho da endometriose. Pode ser usada até 12 meses;
  • Laparoscopia (cirurgia que remove os tecidos endometriais em excesso).

Cirurgia para endometriose

A cirurgia é indicada nos casos de dor severa, grande sangramento, infertilidade ou ausência de resposta ao tratamento clínico. A cirurgia visa a remoção dos tecidos endometriais e fibroses ou adesões que possam já existir. Atualmente a cirurgia mais usada é a laparoscopia.

Em casos muitos graves, com múltiplos implantes de endometriose, pode ser necessária a remoção de todo útero e/ou ovários.

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Dor aguda na zona mole da parte de trás do joelho, entre a barriga da perna e a “dobradiça”

Pode indicar a chegada de uma trombose venosa profunda, principalmente se a esta dor se juntar um vermelhão e calor na área.

Trombose venosa profunda (TVP) o que é?

Trombose é um termo médico que indica a formação de um ou mais coágulos de sangue dentro de um vaso sanguíneo, provocando interrupção ou grave limitação do fluxo de sangue no mesmo. A trombose pode ocorrer dentro de artérias, o que leva a quadros de isquemia ou infarte, ou em veias, provocando quadros de trombose venosa.

A forma de trombose venosa mais comum é a chamada trombose venosa profunda (TVP), que ocorre nas veias da perna, coxas ou região pélvica, caracterizando-se por quadro de edemas e dor no membro afectado.

Trombose venosa profunda
Trombose é um termo médico que indica a formação de um ou mais coágulos de sangue dentro de um vaso sanguíneo, provocando interrupção ou grave limitação do fluxo de sangue no mesmo

Trombose o que é?

A formação de coágulos é um complexo mecanismo de defesa que impede que o paciente fique a sangrar indefinidamente quando um do seus vasos sanguíneos sofra uma lesão.

O sistema de coagulação é responsável por manter o sangue na sua forma líquida, mas é altamente eficaz em induzir a sua solidificação sempre que a parede de uma veia ou artéria sofrer alguma lesão.

Imediatamente após um vaso sofrer uma lesão, o sistema de coagulação começa a agir de forma a criar um coágulo que funcione como tampão para estancar a saída de sangue para fora da circulação sanguínea.

Na imensa maioria dos casos, a formação de coágulos acontece sem problemas, limitando-se apenas à parede do vaso ferido e aos tecidos por onde o sangue extravasou, sem interferir de forma relevante no fluxo de sangue dentro do vaso.

Em pessoas saudáveis, há um fino equilíbrio entre os fatores que impedem a coagulação e os fatores que estimulam a formação de coágulos, de forma a que o doente não forme coágulos espontaneamente nem corra risco de sangramentos com traumas mínimos do dia-a-dia.

Trombose venosa e trombose arterial qual a diferença clínica?

As tromboses venosas e arteriais manifestam-se clinicamente de forma diferente, uma vez que veias e artérias possuem funções distintas no organismo.

As artérias são os vasos responsáveis por levar sangue rico em oxigênio e nutrientes aos tecidos, enquanto as veias são os vasos que fazem o sentido oposto, escoando o sangue já utilizado pelos tecidos de volta ao coração e aos pulmões para ele ser novamente oxigenado.

Trombose arterial

Se a trombose ocorrer dentro de uma artéria, ela impede que o sangue chegue aos órgãos e tecidos nutridos por essa artéria, causando isquemia e infartes. As situações mais conhecidas de trombose arterial são o infarte agudo do miocárdio e o AVC.

Trombose venosa

A forma mais comum de trombose venosa é a trombose dos membros inferiores, afectando as veias profundas e de maior calibre da perna, coxa ou pelvis.
A forma mais comum de #trombose venosa é a trombose dos membros inferiores, afectando as veias profundas e de maior calibre da perna, coxa ou pelvis.

Quando a trombose ocorre dentro de uma veia, ela obstrui o escoamento do sangue, fazendo com que o mesmo fique preso naquela região.

A forma mais comum de trombose venosa é a trombose dos membros inferiores, afectando as veias profundas e de maior calibre da perna, coxa ou pelvis.

Neste caso, o sangue chega normalmente ao membro inferior afectado, mas não consegue retornar, pois, como uma das veias está trombosada, uma das principais, senão a principal, via de escoamento encontra-se obstruída.

O sangue, para retornar, precisa encontrar uma ou mais vias colaterais, que são normalmente veias de menor calibre, incapazes, a curto prazo, de conseguir escoar adequadamente todo o fluxo de sangue.

Trombose venosa qual a causa? 

Em situações normais o sangue deve sempre permanecer na sua forma líquida, fluindo livremente pela circulação sanguínea. A formação de um coágulo (trombo) dentro de uma veia é uma evento não natural, que ocorre devido a basicamente três fatores, conhecidos como tríade de Virchow:

  • Redução do fluxo de sangue no vaso

O equilíbrio entre fatores que favorecem a coagulação e fatores que impedem a coagulação desaparece quando o fluxo de sangue se torna mais lento. A estase sanguínea é uma situação que estimula a ação dos fatores de coagulação, aumentando o risco do surgimento de um trombo.

  • Lesão da parede do vaso sanguíneo

Sempre que a parede de um vaso sanguíneo sofre uma lesão, o sistema de coagulação é ativado para a formação de um coágulo tampão, de forma a impedir perdas sanguíneas para fora do vaso. Dependendo do grau e da localização do trauma, a formação de um grande trombo pode ocorrer.

  • Alterações dos componentes do sangue

Se o paciente tiver alguma doença que altere de forma relevante os componentes do sangue, principalmente os fatores que favorecem ou impedem a coagulação, o equilíbrio necessário do sistema de coagulação desaparece, aumentando o risco do surgimento de trombos dentro dos vasos.

Em geral, sempre que o doente apresenta uma trombose, um ou mais dos 3 fatores descritos acima estão presentes na sua génese.

Trombose quais os factores de risco?

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento de trombose, principalmente dos membros inferiores. Os mais importante são as trombofilias, doenças do sangue que fazem com que o sistema de coagulação fique desregulado, criando um estado de hipercoagulabilidade e grande risco para formação de trombos. Entre as trombofilias mais comuns, podemos destacar:

– Mutação do Fator V de Leiden.
– Mutação do gene do gene da protrombina.
– Deficiência de proteína S.
– Deficiência de proteína C.
– Deficiência de antitrombina.
– Disfibrinogenemia.
– Anticorpo anti-fosfolipídeo.

Felizmente, apesar de serem um fortíssimo fator de risco para trombose, as trombofilias são doenças pouco comuns. A maioria dos casos de trombose são causadas por outros fatores, a saber:

  • Cirurgia,
  • Traumas,
  • Longas viagens sentado,
  • Cancro,
  • Insuficiência cardiaca,
  • Gravidez

Cirurgia

Doentes submetidos a procedimentos cirúrgicos, principalmente cirurgias na região pélvica e membros inferiores, apresentam elevado risco de formação de trombos nos membros inferiores. O efeito dos anestésicos, a própria manipulação dos vasos sanguíneos e tecidos subjacentes durante o ato cirurgico e o prolongado tempo sem se levantar no pós-operatório tornam as cirurgia um evento com elevado risco de trombose venosa profunda.

Quando andamos, o impacto dos pés no chão e a contração dos músculos, ajudam a empurrar o sangue nas veias das pernas para cima, em direção ao coração. Ficar muito tempo deitado, principalmente para quem tem insuficiência venosa, favorece a estase do sangue nos membros inferiores.

Traumas

Por motivos semelhantes aos da cirurgia, grandes traumatismos também são importantes fatores de risco para a trombose venosa profunda, não só pelo impacto nos vasos sanguíneos, mas também pelo tempo que o paciente fica imobilizado na cama depois do acidente.

Longas viagens sentado (síndrome da classe económica)

Sindrome da classe económica
#Sindrome da classe económica

 

Longas viagens de avião, principalmente superiores a 8 horas, podem facilitar a surgimento de trombose venosa profunda, principalmente em indivíduos com outros fatores de risco, como obesidade, varizes, tabagismo, gravidez, etc.

Já notou como os seus pés ficam inchados e os sapatos ficam mais difícies de calçar após uma longa viagem de avião?

O facto de ficar sentado longas horas, com as pernas dobradas, dificulta o retorno do sangue venoso para o coração, favorecendo a estase e, consequentemente, a formação de trombos.

Cancro

Alguns tumores malignos produzem substâncias que aumentam a coagulabilidade do sangue, favorecendo a formação de trombos.

Insuficiência cardíaca

Doentes com insuficiência cardíaca apresentam um coração fraco, com dificuldade em bombear o sangue pelo corpo, levando à estagnação de sangue nos membros inferiores e favorecendo a formação de coágulos.

Gravidez

Alterações hormonais aumentam a capacidade de coagulação das grávidas. Além disso, conforme o útero cresce, a veia cava vai sendo comprimida, o que dificulta o escoamento do sangue vindo das veias dos membros inferiores. As grávidas apresentam um risco 5 vezes maior de desenvolverem tromboses do que mulheres não grávidas da mesma idade.

Além dos já descritos, existem diversos outros fatores de risco para trombose venosa profunda, valendo a pena citar os seguintes:

  • Obesidade
  • Tabagismo
  • Anticoncepcionais hormonais
  • Idade acima de 60 anos.
  • Síndrome nefrótica
  • Medicamentos, como tamoxifeno, eritropoietina, talidomida e reposição hormonal na menopausa.
  • História familiar de trombose.
  • Policitemia vera.
  • Trombocitopenia essencial.
  • Doença inflamatória intestinal
  • Uso de cateter venoso central na veia femoral.

Trombose venosa profuna? ( TVP ) quais os sintomas?

Os sintomas da TVP dependem do tamanho do trombo e do grau de obstrução da veia afectada. Tratando-se de veias profundas, longe da pele, é perfeitamente possível o paciente ter uma trombose e não apresentar sintomas. Quando o trombo é suficientemente grande para comprometer o fluxo de sangue na veia, os principais sintomas são:

  • Inchaço
  • Dor
  • Aumento de temperatura e vermelhidão do membro afectado

Uma perna que se subitamente começa a doer e se torna mais inchada que a outra é um sinal que deve sempre levantar a suspeita de trombose.

Trombose venosa profunda como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico da TVP costuma ser feito com a ultrassonografia com doppler das veias dos membros inferiores. Outros exames, como a angiorressonância magnética ou angiotomografia computadorizada também podem ser usados.

Trombose venosa profunda quais os riscos?

O grande perigo da TVP é o risco de um pedaço do trombo se soltar e viajar pela corrente sanguínea até um dos pulmões, provocando um quadro chamado tromboembolismo pulmonar (TEP). Trombos pequenos causam infarte pulmonar localizado, que se manifestam clinicamente como dor torácica e súbita falta de ar.

Dependendo do tamanho do êmbolo (pedaço do trombo que se soltou), o mesmo pode obstruir grandes vasos pulmonares, como a artéria pulmonar, impedindo que o sangue chegue a um dos pulmões. Neste caso, o coração pode entrar em colapso, pois ele tenta bombear o sangue em direção ao pulmão, mas não consegue, devido à grande obstrução à sua frente.

O paciente com tromboembolismo maciço costuma evoluir rapidamente para paragem cardíaca e morte.

As TVP que ocorrem nas veias mais superiores do membro inferior, como as veias poplíteas, femoral ou ilíaca são as que têm mais riscos de soltar êmbolos. As tromboses que ocorrem nas veias abaixo do joelho são menos perigosas, pois apresentam, menor risco de #tromboembolismo pulmonar ( TEP )?

TVP qual o tratamento?

O tratamento da TVP tem os seguintes objetivos:

  • Reduzir o risco de embolização para os pulmões
  • Impedir o crescimento do trombo
  • Impedir a formação de novos trombos.

Se não tratados, cerca de 1 a cada 2 pacientes com TVP nas veias mais superiores do membro inferior irá apresentar embolia pulmonar. Isso significa que se não tratado, a TVP é um quadro com inaceitável risco de morte.

A anticoagulação do sangue com heparina fracionada ou heparina de baixo peso molecular é eficaz em reduzir o risco de TEP e da formação de novos trombos. Após 5 dias de heparina, que é administrada com injeções subcutâneas, o doente fica a tomar apenas anticoagulantes em comprimido, como a varfarina. A varfarina é mantida por 3 a 6 meses dependendo da gravidade e dos fatores de risco do doente.

O paciente com TVP deve permanecer em repouso absoluto na cama durante os primeiros dias de anticoagulação, pois a mobilização do membro afectado aumenta o risco de embolização.

Nos doentes que apresentam contra-indicação a anticoagulantes ou que, apesar da anticoagulação, continue a apresentar novos episódios de tromboembolismo, indica-se a implantação de um filtro na veia cava.

O filtro de veia cava é uma espécie de rede que fica localizada dentro da veia cava, na região abdominal, e impede que embolos provenientes dos membros inferiores consigam chegar aos pulmões.

Trombose venosa profunda como se pode prevenir?

A prevenção da TVP é essencial nos pacientes com elevado risco, nomeadamente aqueles com trombofilia ou que foram submetidos recentemente a cirurgias. Nas trombofilias, a prevenção deve ser feita com o uso de anticoagulantes para o resto da vida. Nos casos de pacientes submetidos à cirurgia, indica-se, no pós-operatório imediato, o uso de meias de compressão e baixas doses de heparina, caso o doente precise de ficar acamado.

O ideal é que todo paciente recém-operado se levante  e ande assim que possível. O simples facto do paciente poder dar alguns passos ao longo do dia já reduz muito o risco de TVP. Nas longas viagens de avião, aconselha-se que a pessoa se levante a cada 2 horas e dê uma caminhada pelo avião. Evitar bebidas alcoólicas e  manter-se bem hidratados também são importantes.

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Concluindo

O nosso corpo é uma “máquina extraordinária” com mecanismos que nos alertam quando algo que está errado e pode vir a ser potencialmente perigoso e ás vezes fatal! As dores são o melhor e mais forte exemplo desse mecanismo de defesa. Conheça melhor o seu corpo, preste atenção aos seus sinais porque quase sempre significam um pedido de ajuda para evitar a queda num “precipício” com consequências graves para a sua saúde!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Franklim Fernandes AUTOR DO BLOG MELHORSAUDE.ORG melhor blog de saude

Fontes:  

  • Organização Mundial de Saúde (OMS);
  • Dr. Houman Danesh, do Hospital Mt. Sinai, em Nova Iorque;
  • Dr. Pedro Pinheiro, especialista em Medicina Interna e Nefrologista. Títulos reconhecidos pela Universidade do Porto e pelo Colégio Português de Nefrologia.

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