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MULHERES DOENÇAS 2017: QUAIS AS MAIS COMUNS?

Mulheres doenças 2017: Quais as doenças mais comuns nas mulheres? Porque afectam mais as mulheres? Como podem ser evitadas? Qual o melhor tratamento?

Existem diversas doenças importantes que afectam de forma marcada as mulheres degradando de forma drástica a sua qualidade de vida, a sua vida laboral e as suas relações pessoais de tal forma que, em inúmeros casos, podem levar à ruptura dramática da estrutura familiar como pilar fundamental da sua felicidade!

Neste artigo vou tratar algumas das mais comuns, com uma abordagem essencialmente positiva realçando principalmente as formas de prevenção. Durante o artigo, para quem gosta de detalhes, serão descritos links MELHORSAUDE.ORG (basta clicar nas imagens) para informação mais aprofundada sobre algumas destas doenças.

Neste artigo vou tratar os seguintes temas:

  • Cancro da mama
  • Cancro do cólo do útero
  • Infecção urinária
  • Candidíase
  • Vaginose bacteriana
  • Corrimento ou vaginite
  • Osteoporose
  • Alzheimer
  • Depressão
  • Ovário policístico
  • Doenças da tiroide
  • Fibromialgia
  • Sindrome pré-menstrual
  • Dor de cabeça e enxaqueca
  • Endometriose e dores menstruais
  • Artrite reumatóide
  • 30 respostas sobre a pílula. Riscos da toma e tudo o que ainda não sabe sobre a pílula e pílula do dia seguinte
  • Fungos nas unhas
  • Queda de cabelo
  • O bebé nos primeiros dias de vida, o que comer? Como tratar as cólicas?

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1. Cancro da mama

O cancro da mama é um tumor maligno provocado pelo desenvolvimento anormal de algumas células, originando a formação de um ou mais nódulos na mama. Este é o cancro mais mortífero e também o mais comum entre as mulheres, no entanto, em aproximadamente 85% dos casos a doente consegue recuperar. Não existe uma causa bem defenida para o surgimento desta doença, mas existem fatores de risco que podem despoletar ou acelerar o seu desenvolvimento. Entre esses factores destaco os seguintes:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • História clínica de casos de cancro na família;
  • Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos;
  • Excesso de peso;
  • Elevado consumo de álcool;
  • Vida sedentária.

Como prevenir o cancro da mama?

À excepção da história familiar e da idade quase todos os outros factores de risco podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados diminuindo muito a probabilidade de cancro. Assim descrevemos de seguida o que pode e deve fazer para se proteger melhor:

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar o excesso de peso mantendo uma alimentação equilibrada;
  • Não fumar;
  • Amamentar (no caso das mulheres com filhos);
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Efectuar o diagnóstico precoce de despiste do cancro da mama que inclui:
    • Autoexame da mama,
    • Exame clínico da mama,
    • Mamografia.

 

2. Cancro do colo do útero

Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

Este cancro é o quarto mais comum entre a população feminina, afetando na sua maioria mulheres entre os 50 e os 60 anos de idade. Manifestando-se normalmente depois da menopausa, o cancro do colo do útero é uma “doença lenta”, uma vez que pode demorar entre 10 a 20 anos a desenvolver-se.

Como prevenir o cancro do colo do útero?

Uma vez que se trata do cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, as consultas regulares no ginecologista são essenciais para a realização dos exames de rotina e a melhor forma de se despistarem lesões pré-cancerosas do colo do útero ainda em fase embrionária. Outros fatores de risco relacionados com este tipo de cancro são:

  • Hipertensão,
  • Obesidade,
  • Diabetes.

 

3. Infecção urinária

Infecção urinária melhorsaude.org melhor blog de saude

A infecção urinária é uma das mais relevantes doenças comuns nas mulheres. Cerca de 80 a 90% das pessoas que sofrem de infecções urinárias são mulheres. A infecção urinária é a presença anormal de micro-organismos no tracto urinário. Esta doença incide mais nas mulheres a partir da idade reprodutiva e estende-se até à idade da menopausa. Surge quando existe uma diminuição do estrogénio e uma degradação da microflora que protege esta região mais íntima do corpo da mulher.

As duas principais causas de infecção urinária são:

  • Relações sexuais desprotegidas ou “promíscuas” nomeadamente quando existe sexo anal e vaginal no mesmo acto sexual;
  • Presença de bactérias intestinais que migram até à região da bexiga.

É muito raro as infeções urinárias acontecerem por via da circulação sanguínea.

Como prevenir as infeções urinárias?

Existem diversas medidas que ajudam a prevenir as infecções urinárias. Entre elas podemos destacar:

  • Ingestão de água em quantidades saudáveis ou seja aquela que permita ter uma urina límpida e transparente;
  • Urinar antes e depois das relações sexuais ajuda a expulsar possiveis bactérias patogénicas;
  • Não reter a urina em situações do quotidiano em que surge a vontade de urinar;
  • Tomar estrogénio livre de contraindicações hormonais para as mulheres na menopausa;
  • Funcionamento saudável do aparelho digestivo, nomeadamente através de uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Usar preservativo durante as relações sexuais com parceiros que não conhece bem;
  • Evitar actos sexuais desprotegidos que arrastem bactérias do ânus para a zona da entrada do tracto urinário e vagina;
  • Higiene diária correta da região genital fazendo sempre a limpeza no sentido vagina/anús ou seja da frente para trás de forma a evitar o arrastamento de bactérias do tracto intestinal para o entrada do tracto urinário e vagina.

 

4. Candidíase

CANDIDÍASE vaginal melhorsaude.org melhor blog de saude

As estatísticas confirmam que, pelo menos uma vez na vida, cerca de 75% das mulheres tem candidíase, assim como entre 20 a 25% das mulheres que apresentam corrimentos vaginais sofrem desta doença, tornando-a uma das importantes doenças comuns nas mulheres, Segundo alguns especialistas, a candidíase não se encaixa na categoria de doença sexualmente transmissível uma vez que pode ser contraída mesmo na ausência de relações sexuais. A candidíase é uma infeção originada pelo fungo Cândida ou Monília e caracteriza-se pelo corrimento de cor esbranquiçada, espesso e grumoso, normalmente acompanhado por irritação no local.

Como prevenir a candidíase?

Existem diversos hábitos que diminuem muito a probabilidade de contrair candidíase, a saber:

  • Usar preservativo;
  • Secar bem a pele depois do banho porque o fungo gosta de humidade;
  • Manter uma alimentação saudável e equilibrada para que não haja degradação da microflora vaginal;
  • Assegurar uma higiene adequada mas não exagerada da região genital (em condições normais de manhã e à noite é suficiente);
  • Evitar o uso diário de absorventes que alterão o PH da região genital;
  • Evitar o uso de papel higiénico perfumado, que também pode provocar alergias e alterações de PH;
  • Preferir calças mais largas em vez de justas que não permitem uma “respiração” adequada ad pele;
  • Deixar de lado as roupas interiores de tecidos sintéticos que podem provocar alergias.

5. Vaginose bacteriana

Apesar de também ocorrer devido a contactos íntimos ou a relações sexuais, esta doença não é considerada uma doença sexualmente transmissível, uma vez que algumas das bactérias causadoras existem habitualmente no ser humano. A vaginose bacteriana é uma infecção genital provocada por bactérias. Esta doença pode levar à candidíase e é a causa mais comum do corrimento genital, caracterizando-se por um desequilíbrio da flora vaginal que provoca o aumento da concentração de bactérias. O odor desagradável característico da vaginose aumenta durante o período menstrual. Esta infeção é mais frequente em mulheres na idade reprodutiva.

Como prevenir a vaginose bacteriana?

As principais formas de prevenção da vaginose bacteriana são:

  • Utilizar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Manter uma higiene íntima adequada;
  • Evitar duches vaginais e bidés, pois, estes podem revelar-se locais propícios às bactérias;
  • Limpar sempre a vagina da parte da frente para a parte de trás, para que as bactérias da região do ânus não se desloquem para a região vaginal.

6. Corrimento ou vaginite

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É uma secreção anormal expelida pela vagina e que se caracteriza por um odor desagradável. Normalmente, este corrimento é provocado por infeções vaginais, vulvites e vulvovaginites, doenças sexualmente transmissíveis e infeções cervicais ou do colo do útero.

Como prevenir o corrimento ou vaginite?

As medidas preventivas que protgem a mulher do corrimento ou vaginite são essencialmente as seguintes:

  • Evitar situações de stress;
  • Não usar antibióticos sem serem receitados pelo médico;
  • Não usar roupas apertadas ou de tecidos sintéticos;
  • Manter uma boa higiene íntima usando sabonetes próprios;
  • Praticar uma alimentação saudável;
  • Manter as consultas regulares de ginecologia, de forma a identificar e prevenir as causas desta secreção excessiva.

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7. Osteoporose

Três em cada quatro dos pacientes de osteoporose são do sexo feminino. São principalmente afectadas as mulheres na fase da pós-menopausa, sendo esta uma doença que resulta da carência de cálcio no organismo. Alguns factores como o sedentarismo, o álcool, tabaco, café em excesso e uma alimentação deficiente podem levar ao agravamento desta doença. Para além destes fatores externos, existe também uma predisposição genética para a osteoporose.

Como prevenir a osteoporose?

As principais formas de prevenir esta doença são:

  • Dieta equilibrada ou seja variada com a quantidade necessária de cálcio numa forma que seja adequadamente biodisponivel ou seja que permita que o cálcio seja realmente absorvido pelo organismo e utilizado no reforço da massa óssea;
  • Praticar exercício físico de forma regular. Entre esses exercícios físicos, destacam-se as caminhadas e as atividades aeróbicas;
  • Apanhar sol de forma racional e dentro dos limites considerados saudáveis é muito importante para que o corpo produza a vitamina D necessária para a manutenção de um esqueleto saudável.

8. Alzheimer

Alzheimer melhorsaude.org melhor blog de saude

É uma doença degenerativa que interfere com o funcionamento do cérebro e que compromete várias das suas funções de forma mais ou menos grave. A doença de Alzheimer é mais frequente nas mulheres do que nos homens, principalmente na sua variante genética mais comum. Ainda não existe cura para esta doença e se assim se mantiver, poderão existir cerca de 115 milhões de pessoas a sofrerem desta doença até ao ano de 2050.

Como prevenir a doença de Alzheimer?

Não existem grandes certezas sobre as causas detalhadas da doença de Alzheimer no entanto as medidas de prevenção que a seguir descrevo parecem reunir algum consenso na comunidade médica, a saber:

  • Reservar 15 minutos por dia para fazer “ginástica ao cérebro”, proporcionando-lhe desafios e atividades mentais para que se mantenha sempre em movimento e em bom funcionamento;
  • Ler também pode ser uma boa opção, uma vez que treina o cérebro para ser capaz de reter informação;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Alimentação tão rica e variada quanto possível;
  • Beber uma taça de vinho tinto por dia;
  • Dormir entre 7.30 e 8 horas por noite;
  • Manter a tensão arterial vigiada, evitando assim a hipertensão.

9. Depressão

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Cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e a maior parte destes doentes são mulheres. As hormonas femininas, bem como a depressão pós-parto podem induzir crises de depressão. Esta doença caracteriza-se por um desinteresse em relação a tudo o que rodeia o paciente, perda de autoestima, mudanças de humor repentinas e bruscas. Caso não seja tratada ou diagnosticada a tempo, a depressão pode tornar-se uma doença crónica altamente incapacitante e pode até conduzir ao suicídio em casos extremos.

Como prevenir a depressão?

Prevenir a depressão passa essencialmente pelas seguintes medidas:

  • Diminuir o stress e ansiedade diários;
  • O tratamento deve ser sempre conduzido por um profissional porque apenas boa vontade e palavras encorajadoras são incapazes de contornar a depressão;
  • Exercício físico regular;
  • Alimentação saudável;
  • Passatempos apaixonantes que desviam o pensamento de ideias depressivas.

Em caso de reincidência ou manutenção dos sintomas da depressão, é crucial procurar ajuda médica imediata.

 

10. Ovário Policístico

Esta doença pode levar algumas mulheres à infertilidade se não for devidamente acompanhada e tratada. É um distúrbio endócrino que atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva, levando à alteração dos níveis hormonais e provocando a formação e crescimento de quistos nos ovários. Esta doença caracteriza-se pela:

  • Menstruação irregular,
  • Micro quistos nos ovários,
  • Elevada produção de testosterona.

Como prevenir o ovário policístico?

Prevenir o ovário policístico passa pelas seguintes medidas preventivas:

  • Uma dieta saudável, que impeça o aumento significativo do peso;
  • Alimentação que não contribua para o aumento da tensão arterial;
  • Evitar situações de stress e de ansiedade;
  • Praticar exercício físico de forma equilibrada;
  • Colesterol e de tensão arterial controlados;
  • Cumprir um calendário regular de visitas ao ginecologista.

11. Doenças da tiroide

TIROIDE hipotiroidismo melhorsaude.org melhor blog de saude

As doenças da tiroide são diversas mas destacam-se as seguintes:

  • Hipotiroidismo;
  • Hipertiroidismo;
  • Cancro da tiroide;
  • Nódulos da tiroide.

12. Fibromialgia

FIBROMIALGIA melhorsaude.org melhor blog de saude

A fibromialgia é um síndrome crónico caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. A fibromialgia é uma das doenças reumáticas com maior incidência na actualidade sendo 80 a 90% dos casos diagnosticados em mulheres. É uma doença crónica invisível, sobre a qual ainda há muito por saber. A fibromialgia não tem tratamento específico e é capaz de provocar dores intensas, no entanto mantém-se até hoje num relativo anonimato, ao qual não será alheio o facto de apenas ter sido reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde no final da década de 1970.

13. Tensão pré-menstrual (TPM)

A famosa tensão pré-menstrual (TPM), também conhecida como síndrome da tensão pré-menstrual, é um termo que se refere a um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem de modo cíclico durante a segunda metade do ciclo menstrual, ou seja, entre o período que compreende a ovulação e a menstruação.

Em muitas mulheres a gravidade dos sintomas pode destruir relações sociais e familiares deixando muitas mulheres numa situação psicológica extremamente frágil. O primeiro passo é sempre identificar e reconhecer este sindrome que afecta entre 70% a 80% das mulheres com vários graus de gravidade.

Este artigo pretende ser um contributo importante para melhorar a vida de muitas mulheres, suas famílias e suas relações próximas para que todos possam ser mais Felizes!

 

14. Dor de cabeça e enxaqueca

ENXAQUECA e cefaleias melhorsaude.org

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) é uma condição de saúde muito comum que afecta imensas mulheres nomeadamente a enxaqueca, tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça, o seu diagnóstico e o seu tratamento. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça a incomodam é porque necessitam de atenção médica.

15. Endometriose

Endometriose dores menstruais melhorsaude.org melhor blog de saude

As dores menstruais não devem ser consideradas normais, principalmente quando são persistentes e acontecem mesmo tomando medicamentos para a dor. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

 O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

16. Artrite reumatóide

Artrite reumatóide melhorsaude.org melhor blog de saude

A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. A ocorrência global de AR é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens. O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica auto-imune, de etiologia desconhecida, que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular. Existe também uma ampla variedade de alterações extra-articulares. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em

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Concluindo

As doenças comuns nas mulheres são do ponto de vista médico muito interessantes por estarem muitas vezes associadas ao peculiar ciclo hormonal da mulher. Do ponto de vista da mulher o que importa é antes de mais proteger-se, prevenindo a doença e para conseguir este objectivo adoptar alguns hábitos e comportamentos mais saudáveis e seguros do ponto de vista nutricional, comportamental e do exercício físico. Para isso é essencial estar bem informada sobre as doenças, quais as suas causas e saber o que realmente lhe faz bem mesmo quando o melhor é não seguir algumas “modas” alimentares, fisicas e comportamentais! Primeiro informe-se bem e depois pense pela sua cabeça!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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DEPRESSÃO vs ANSIEDADE? QUAIS AS DIFERENÇAS?




Depressão e ansiedade são facilmente confundidas. Existem situações, no âmbito das perturbações mentais, em que ambas se parecem sobrepor ou até mesmo coexistir. Em outros casos, uma pode ser produto de outra – muitas vezes a depressão surge de casos graves de ansiedade crónica. O diagnóstico correto é essencial de forma a poder proceder-se ao tratamento e à recuperação adequada.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • O que é a ansiedade?
  • Que tipos de ansiedade existem?
  • O que é a depressão?
  • Quais os sintomas de alarme  para a ansiedade?
  • Quais os sintomas de alarme  para a depressão?
  • Como acalmar a ansiedade?

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O que é a ansiedade?

A ansiedade pode manifestar-se através de sintomas físicos e psicológicos. É normalmente caracterizada por uma preocupação excessiva face a uma situação futura. Não se vive bem o presente, sempre com inquietação pelo futuro. Quando controlada, é uma reação natural do organismo a possíveis ameaças, que permite que nos mantenhamos alerta para qualquer perigo que possa surgir.

No entanto, por vezes a ansiedade apresenta-se de forma intensa, prolongada e sem causa aparente. Nestes casos, as pessoas tendem a isolar-se e a evitar quaisquer situações que considerem perigosas, mesmo quando não o são.

Que tipos de ansiedade existem?

De forma simples a ansiedade pode ser de dois tipos:

  • Generalizada e constante;
  • Específica, manifestando-se em situações especiais.

Em relação a situações específicas temos os seguintes exemplos mais comuns:

  • Ataques de pânico;
  • Perturbações obsessivo-compulsivas;
  • Agorafobia (medo de espaços abertos ou no meio de uma multidão);
  • Ansiedade social;
  • Stresse pós-traumático.

O que é a depressão?

A tristeza, tal como a ansiedade, é uma reação natural a certas experiências, tendendo a ser ultrapassada após um determinado período de tempo. O sentimento de tristeza pode, contudo, prolongar-se mais tempo do que o habitual, tornando-se um problema crónico e incapacitante que afeta as várias esferas da vida da pessoa que dela sofre.

Diferente de preocupação ou receio de situações futuras, a depressão é caracterizada por este sentimento de tristeza crónica. Existem vários fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento, tais como:

  • Predisposição familiar;
  • Acontecimentos desagradáveis ou traumáticos (situações de perda, separação, luto ou tragédia);
  • Personalidades mais introvertidas.

As mulheres, assim como os indivíduos com excesso de peso, baixa autoestima, vítimas de violência ou de outros acontecimentos perturbantes, têm também uma maior predisposição para desenvolver depressão. No entanto, esta também pode surgir sem motivo aparente ou no decorrer de um problema prévio de ansiedade.

Sinais de alarme de depressão ou ansiedade

Tanto a ansiedade como a depressão apresentam vários sintomas a nível físico e psicológico. No entanto, por serem doenças do foro psiquiátrico e se desenvolverem de uma forma gradual, podem ser de difícil diagnóstico.

Algumas manifestações possíveis de ansiedade:

  • Sensação injustificada de medo ou pânico;
  • Problemas de concentração;
  • Irritabilidade;
  • Insónias;
  • Dificuldade em respirar;
  • Palpitações;
  • Boca seca;
  • Náuseas;
  • Tensão muscular;
  • Tonturas.

A depressão, por sua vez, tende a provocar menos sintomas físicos. Alguns dos sinais mais comuns de depressão, são os seguintes:

  • Sensação persistente de tristeza;
  • Menor interesse por atividades do quotidiano, mesmo que antes fossem prazerosas;
  • Sensação de culpa ou falta de esperança para o futuro;
  • Fadiga crónica;
  • Insónias ou hipersónia (dormir em demasia);
  • Variações abruptas de peso;
  • Alterações ao nível da cognição ou seja memória, concentração e raciocínio;
  • Diminuição da autoestima e da autoconfiança.

Como acalmar a ansiedade?

Acalmar a ansiedade é mais fácil de dizer do que fazer! No entanto existem “ferramentas” comprovadamente eficazes, a saber:

  • Exercício físico – aumenta a libertação de serotonina que é um neurotransmissor responsavel pela sensação de bem-estar e prazer;
  • Massagens;
  • Acupuntura;
  • Ioga;
  • Meditação;
  • Controlar a respiração, inspirando calmamente pelo nariz e expirando pela boca, mas utilizando o diafragma e o abdomen em vez do torax;
  • Evite pensamentos negativos e catastrofistas –  Sempre que um pensamento negativo se iniciar, devesse substituí-lo por outro pensamento qualquer, preferencialmente, agradável. Isto certamente não é fácil de ser feito, mas é possível e trata-se de um aspecto importante, pois os pensamentos e as falas negativas agravam a situação, intensificando as respostas autónomas, como o mal-estar e o descontrole respiratório;
  • Ingerir alimentos que sejam fonte de triptofano que é um aminoácido precursor da serotonina, como a banana e o chocolate, de forma moderada, para não ganhar peso. Outra possibilidade é ingerir o triptofano em cápsulas, junto com vitamina B6 e magnésio. Outros aminoácidos que podem ajudar são a taurina e a glutamina. Eles aumentam a disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade. Eles também podem ser ingeridos em cápsulas, mas apenas com a orientação de um médico especialista.
  • Chás ansiolíticos – A maioria possui substâncias que funcionam como sedativos suaves e podem ajudar no controle da ansiedade diária. As plantas mais conhecidas e estudadas com essa ação são a passiflora, a melissa a camomila e a valeriana.

DEPRESSÃO, como ajudar? Qual o melhor tratamento?

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Concluindo

Tanto a ansiedade como a depressão podem fragilizar e afetar severamente a qualidade de vida e até “destruir algumas vidas”. Caso reconheça em si ou em alguém que lhe seja próximo alguns dos sintomas mencionados, procure ajuda médica.

Fique bem

Franklim Fernandes

Fonte: Saúde CUF;

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DEPRESSÃO, 5 FORMAS DE AJUDAR?

Como reconhecer uma depressão? Como ajudar um ou uma adolescente ou jovem adulto deprimido? Que atitudes e posturas devemos utilizar para abordar alguém deprimido?

Exemplo de um cenário de depressão:

A Inês tem 16 anos. Tem-se sentido muito triste durante as últimas semanas, sendo encontrada pelos amigos a chorar sem motivo ou razão aparente. Sente-se sempre cansada e tem problemas em manter o sono. Perdeu o apetite e ultimamente os amigos reparam que tem vindo a perder peso. Tem dificuldade em concentra-se nos estudos e as suas notas têm vindo a descer. As tarefas do dia-a-dia parecem-lhe muito difíceis, pelo que tem adiado a realização dos trabalhos escolares e faltou a varias reuniões de trabalho de grupo a que pertencia. A relação com os amigos começou a alterar-se há algum tempo e manifesta-se extremamente crítica acerca de si, dizendo que não é capaz de fazer nada corretamente e que tudo o que de mau se passa é culpa sua. Quando os amigos a convidam para sair, recusa e evita todas as atividades que antes a divertiam. Os seus pais e amigos estão muito preocupados com ela.

COMO PODEMOS AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO, COMO A INÊS?

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DEPRESSÃO GUIA 2018: QUAIS AS CAUSAS E SINTOMAS?




Depressão guia 2018: Quais as causas? Quais os sintomas? Quais os melhores tratamentos? Este artigo pretende ser um contributo importante no apoio a todos os doentes com depressão e que necessitam de uma abordagem realmente eficaz alicerçada no conhecimento da doença e das reacções do doente nomeadamente em relação ás posturas, linguagens e frases a utilizar para aumentar a autoestima do doente

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Como reconhecer uma depressão?
  • Quais os sintomas mais comuns de depressão?
  • Qual ao exemplo de um cenário de depressão?
  • Como ajudar um ou uma adolescente ou jovem adulto deprimido?
  • Que atitudes e posturas devemos utilizar para abordar alguém deprimido?
  • Porque é importante não julgar e escutar com atenção?
  • Como informar e apoiar da melhor forma?
  • Como ajudar a procurar um apoio profissional?
  • Como incentivar o recurso a outros apoios?
  • Quais as causas da depressão?
  • Quais os hábitos que podem proteger-nos da depressão?
  • Qual a diferença entre depressão e ansiedade?
  • Qual o tratamento mais usado para a depressão?
  • O que é a Fluoxetina?
  • Fluoxetina: Como actua e como tomar?
  • Quanto tempo demora a actuar a fluoxetina?
  • Fluoxetina será que emagrece?
  • Quais os efeitos secundários e contra-indicações?
  • Quais os medicamentos que podem provocar interações graves?

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Quais os sintomas comuns de depressão?

Alguns dos sinais mais comuns de depressão, são os seguintes:

  • Sensação persistente de tristeza;
  • Menor interesse por atividades do quotidiano, mesmo que antes fossem prazerosas;
  • Sensação de culpa ou falta de esperança para o futuro;
  • Fadiga crónica;
  • Insónias ou hipersónia (dormir em demasia);
  • Variações abruptas de peso;
  • Alterações ao nível da cognição (memória, concentração e raciocínio);
  • Diminuição da autoestima e da autoconfiança.

Exemplo de um cenário de depressão:

A Inês tem 16 anos. Tem-se sentido muito triste durante as últimas semanas, sendo encontrada pelos amigos a chorar sem motivo ou razão aparente. Sente-se sempre cansada e tem problemas em manter o sono.

Perdeu o apetite e ultimamente os amigos reparam que tem vindo a perder peso. Tem dificuldade em concentra-se nos estudos e as suas notas têm vindo a descer. As tarefas do dia-a-dia parecem-lhe muito difíceis, pelo que tem adiado a realização dos trabalhos escolares e faltou a varias reuniões de trabalho de grupo a que pertencia.

A relação com os amigos começou a alterar-se há algum tempo e manifesta-se extremamente crítica acerca de si, dizendo que não é capaz de fazer nada corretamente e que tudo o que de mau se passa é culpa sua.

Quando os amigos a convidam para sair, recusa e evita todas as atividades que antes a divertiam. Os seus pais e amigos estão muito preocupados com ela.

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Como podemos ajudar alguém com depressão como a Inês?

1.ª AÇÃO:

Aproximar-se da pessoa, observar e ajudar

  • Podes reparar que existem sinais de alerta, por exemplo, choro fácil, expressão triste, isolamento e mudança na relação com os amigos, dificuldade de concentração, confusão, pessimismo, apatia e cansaço, baixa autoestima e uma má imagem de si… Sendo amigo da Inês, podes aproximar-te dela e abordá-la para tentares perceber o que se passa e há quanto tempo ela se sente assim.
  • Esta abordagem deve ser pensada e planeada. Não fales com a Inês acerca deste assunto em qualquer lugar, tenta escolher um local que seja confortável e familiar e onde possam conversar sem que haja risco de serem interrompidos ou escutados. A casa de um de vós pode ser um bom sítio. Outra alternativa é um jardim ou um lugar calmo.
  • Se te sentires nervoso ou inseguro enquanto estás a falar com a Inês, não te preocupes, é normal. Apesar deste nervosismo, começa a conversa utilizando frases que possam ser entendidas como de preocupação, apoio, interesse e incentivo, como por exemplo:

Estou preocupado contigo e quero ajudar-te para que te sintas melhor;
Sabes que estou disponível para te ouvir, quando te sentires à vontade para falar;
          – Sou teu amigo e sabes que tens o meu apoio.

  • Não utilizes, em momento algum da conversa, frases que possam ser entendidas como uma acusação, julgamento, incentivos negativos ou de desvalorização do que a Inês sente, tais como:

          – A forma como te tens comportado não é correta!
          – O teu distanciamento vai-te fazer perder os amigos!
          – Andas triste, mas isso passa!
          – Tens tudo, não tens motivo nenhum para andares assim!
          – Precisas de beber uns copos com a malta!

  • Não te esqueças que, da mesma forma que tu podes reagir de várias maneiras a esta situação, a Inês também pode manifestar diferentes reações a esta conversa. Pode ficar aliviada por admitir que alguma coisa se passa e que é um problema, pode ficar incomodada e zangada, ou então negar que exista um problema. É importante que mantenhas a calma, e nunca digas: «ok, não queres falar, o problema é teu». Mesmo nessa situação, a tua intervenção foi muito importante porque mostraste a tua disponibilidade. O primeiro passo foi dado.

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2.ª AÇÃO:

Não julgar e escutar com atenção

  • Escutares a Inês é muito importante, porque este é o momento em que ela te vai contar o que se passa, como se sente e o que a faz sentir assim. Apesar de poder ser difícil para ti, é importante que não a julgues ou formes quaisquer juízos de valor acerca daquilo que ela está a contar. O que estás a ouvir, mesmo que te pareça absurdo num primeiro momento, é fundamental que ela sinta que pode confiar e contar contigo. Deves deixá-la falar e não fazer comentários do tipo: «estás a gozar, certo?». Se te perguntar o que pensas, nunca respondas sem refletir bem sobre o assunto, para teres a certeza que falas com ela com uma «mente aberta».
  • Enquanto estás a escutar a Inês podes sentir-te assustado, triste ou frustrado com aquilo que estás a ouvir, no entanto não deves manifestar emoções negativas. Tenta manter a calma e continua a escutá-la com respeito.
  • Não te esqueças que este momento pode ser embaraçoso, pois o que ela te está a contar são os seus sentimentos, o que é um sinal de confiança que não deves desvalorizar. Aquilo que a Inês quer, enquanto fala contigo, é que a escutes, que mostres compreensão acerca da sua situação e que faças com que ela sinta que tu percebes aquilo por que ela está a passar. É importante que te certifiques que estás a perceber tudo o que ela te diz, mesmo que tenhas de lhe perguntar mais do que uma vez ou que tenhas de resumir todas as informações que ela te dá. Por exemplo, podes usar a frase: «aquilo que tu me estás a tentar dizer ou disseste é que…»
  • Para que a comunicação seja eficaz, deves ter em mente três princípios: aceitação, honestidadeempatia.
  • A aceitação significa que deves respeitar o que a Inês está a passar, bem como valorizar os seus sentimentos e crenças, mesmo que sejam diferentes dos teus;
  • A honestidade quer dizer que deves ser verdadeiro no teu comportamento, não agindo de forma oposta, isto é, dizer que compreendes e depois afastares-te dela. Não te esqueças que ela confiou em ti;
  • A empatia significa que és capaz de imaginar o que ela está a passar e consegues colocar-te no lugar dela, ou seja, se ela te estivesse a ajudar, e o que seria se estivesses tu a viver essa situação.
  • Quando a Inês estiver a falar contigo, evita expressar as tuas convicções pessoais ou reações negativas que possam ser vistas como um julgamento, tais como:

          – Acho que não tens razões nenhumas para te sentires assim!
          – Tens noção que há pessoas com vidas piores que a tua?
          – Anima-te! Aprende a controlar os teus sentimentos!
          – Tens que andar com a vida para a frente!
          – É normal andar assim de vez em quando!

  • Lembra-te sempre que o comportamento da Inês é causado pelo seu problema e não por teimosia ou fraqueza pessoal. Não esqueças, também, que nem sempre é fácil falar acerca de nós e do que sentimos. Tenta ser paciente, mesmo que ela tenha dificuldades em falar ou fale de forma mais lenta, e não a interrompas quando ela o estiver a fazer.
  • Muitas vezes as nossas expressões faciais e corporais dizem mais que as palavras. Além de respeitar os seus silêncios, deves adotar uma postura amigável, sem fazer cara de admirado, de quem está a fazer um frete ou a apanhar uma seca. Não cruzes os braços pois pode significar que estás na defensiva e tens medo dela. Se puderes, não estejas de frente para ela, mas sim ao seu lado, para não a pressionares. Podes manter o contacto visual, de um modo que ela se sinta confortável. Se ela estiver sentada, senta-te também. Se ela estiver de pé e achares melhor, senta-te para que ela perceba que não tens pressa.

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3.ª AÇÃO:

Informar e apoiar

  • Depois de escutares a Inês torna-se mais fácil seres capaz de lhe prestar apoio e procurar informação útil. É muito importante que ela sinta que a tua preocupação é genuína e que a compreendes. Sê paciente e atencioso para que ela não sinta que a vais abandonar.
  • Não te esqueças que a Inês se sente fragilizada e está vulnerável, por isso trata-a com respeito e dignidade, não receando ouvir as suas decisões, sentimentos e crenças, mesmo que ela, em alguns momentos, possa não ser simpática contigo.
  • Lembra-te que não sabes como reagirias se estivesses a passar por esta situação! Acima de tudo, não a culpes pelo seu estado, muito pelo contrário, diz-lhe que a culpa não é dela e demonstra-lhe o teu apoio para ultrapassar esta situação. É importante que não desvalorizes aquilo pelo qual ela está a passar e o que sente. Evita frases como:

          – Não me parece que estejas tão mal como pensas!
          – Tenta andar com um sorriso nos lábios, vais sentir-te melhor!
          – A andares triste é que não melhoras, de certeza!

  • Fá-la acreditar que há esperança que ela melhore e que venha a sentir-se melhor. Contudo, evita fazer promessas que não possas cumprir. Se prometeres estar com ela nesta fase, está mesmo e cumpre, pois é uma forma de ajuda. Pensa sempre que ela tem um problema e que até a tarefa mais simples do dia a dia lhe pode ser muito difícil de realizar. Podes utilizar frases como:

          – A seguir à tempestade vem sempre a bonança!
          – Não há mal que sempre dure!
          – Não há rosas sem espinhos!

  • Podes, também, oferecer-lhe a tua ajuda na realização de algumas tarefas em que ela necessite de auxílio. No entanto, tem cuidado, para não adotares uma atitude de superproteção (fazer todas as atividades dela, por exemplo trabalhos escolares), tratá-la como se ela fosse incapaz (dizer: deixa estar que eu faço, tu não estás em condições) ou então que apenas dependa de ti para executar estas tarefas (há momentos em que não podes ou não vais estar presente). Quando estiveres a falar com ela não utilizes um tom de voz que possa parecer que estás a falar para uma criança.
  • Existe informação disponível que podes procurar e fornecer sobre apoio a problemas de saúde mental, como é este caso. Procura informação correta e apropriada para a situação e idade da Inês. Se sabes pouco sobre o assunto, assume e procura a informação com ela.
  • Não cedas à tentação de querer descobrir o problema, querendo agir como um profissional que não és, ou ainda pensar que és a única opção que ela tem. És amigo, a tua ajuda é valiosa mas não és a pessoa que vai resolver o problema.

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4.ª AÇÃO:

Procurar ajuda profissional especializada estimulando a pessoa a obtê-la

  • Se os problemas já se prolongam há algum tempo, por exemplo 2 ou 3 semanas e a situação está a afetar o dia a dia da Inês, é fundamental que a encorajes a procurar ajuda especializada ou então que a acompanhes na procura. A maioria das pessoas com sintomatologia depressiva só procura ajuda especializada quando alguém a sugere, sendo por vezes mesmo uma «obrigação» imposta. Contudo, esta última opção depende da família. Quanto a ti, é preferível que a informes sobre as opções de ajuda disponíveis. Lembra-te que quanto mais cedo a Inês procurar ajuda, maior é a probabilidade de ela ultrapassar a situação.
  • Se a Inês admitir que precisa de ajuda, informa-te e discute com ela as várias opções de profissionais disponíveis. Se ela não souber onde pode procurar ajuda, incentiva-a e acompanha-a nessa busca, mesmo que demore algum tempo. É fundamental que não desistam!
  • Devido à sua situação, a Inês pode não querer ajuda. Neste caso, procura perceber as suas razões, pois podem estar relacionadas com os preconceitos ainda existentes relativamente às fontes de ajuda. O teu apoio pode ser essencial para que ela consiga ultrapassar os seus medos. Se mesmo assim ela não quiser procurar ajuda profissional, lembra-lhe sempre que tem o teu apoio caso mude de ideias. É de considerar a possibilidade de contactares os seus pais. Contudo deves centra-te na procura de ajuda sem revelares promenores desnecessários. Tal não implica que estejas a trair a sua confiança, pois procuras a melhor forma de a ajudar. Sê compreensivo, positivo e encorajador. Não desistas de a ajudar.

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5.ª AÇÃO:

Incentivar o recurso a outros apoios

  • Encoraja a Inês a procurar outros apoios, tais como a família e os amigos. Se for necessário contacta também organizações que disponibilizem informação e prestem apoio a pessoas que estão a passar pela mesma situação. Esclarece as tuas dúvidas. A recuperação da Inês pode ser mais rápida e eficaz se ela se sentir apoiada e confortável no ambiente que a rodeia.
  • Incentiva-a a utilizar estratégias de autoajuda, no entanto, não te esqueças que o interesse dela pode depender da fase da perturbação e da intensidade dos seus sintomas. Quem avalia esse estado é o profissional de saúde adequado, por exemplo, se acompanhares a Inês a uma consulta médica no centro de saúde, ela depois poderá ser encaminhada para os profissionais mais adequados para o tratamento do seu problema.

Depressão, afinal quais são as causas?

As causas da depressão continuam a ser um mistério! Afinal porque é que pessoas com vidas organizadas, famílias amigas, sem problemas financeiros… enfim vidas sem razões para se sentirem tristes entram em depressão? Não sabemos embora saibamos que a serotonina parece ter um papel importante nessa evolução pois baixo niveis de serotonina estão quase sempre associados a casos de depressão. O que precisamos descobrir são as situações pessoais, sociais, alimentares ou outras que causam essa diminuição de serotonina.

Entre as mais comuns encontramos as seguintes:

  • Desemprego
  • Divórcio
  • Stress prolongado
  • Discuções em casa
  • Discuções no trabalho
  • Bulling
  • Chantagem emocional
  • Doenças graves
  • Deixar de comer, por razões de saúde, alimentos de que gosta muito
  • Alterações hormonais, principalmente a diminuição de estrogênios, que ocorre durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa
  • Medicamentos como a Levodopa, Alprazolam, Sinvastatina e o Aciclovir, podem causar depressão devido a diminuição da produção da serotonina.
  • Alterações do microbioma intestinal (microbiota), cujos sintomas podem ser obstipação ou diarreia, alterando o equlibrio bacteriano que interfere na produção e/ou utilização da serotonina.

Quais os hábitos que podem proteger-me da depressão?

Algumas situações e hábitos simples do nosso dia-a-dia parecem exercer um efeito antidepressivo sobre as pessoas que os praticam, a saber:

  • Exercício físico moderado e regular sendo que por exemplo o dançar parece ter um efeito extraordináriamente positivo;
  • Conversar habitualmente com os amigos e com outras pessoas em geral;
  • Passear ao ar livre para apanhar a luz do sol directamente na pele evitrando no entanto as queimaduras solares;
  • Ter um cão;

Se se sentir triste, sem razão aparente, deve forçar pelo menos alguns deste hábitos antidepressivos.

Ansiedade ou depressão?

Clique na imagem para saber a resposta:

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Qual a diferença entre depressão e ansiedade?

O que é a ansiedade?

A ansiedade pode manifestar-se através de sintomas físicos e psicológicos. É normalmente caracterizada por uma preocupação excessiva face a uma situação futura. Não se vive bem o presente, sempre com inquietação pelo futuro. Quando controlada, é uma reação natural do organismo a possíveis ameaças, que permite que nos mantenhamos alerta para qualquer perigo que possa surgir.

No entanto, por vezes a ansiedade apresenta-se de forma intensa, prolongada e sem causa aparente. Nestes casos, as pessoas tendem a isolar-se e a evitar quaisquer situações que considerem perigosas, mesmo quando não o são.

Que tipos de ansiedade existem?

De forma simples a ansiedade pode ser de dois tipos:

  • Generalizada e constante;
  • Específica, manifestando-se em situações especiais.

Em relação a situações específicas temos os seguintes exemplos mais comuns:

  • Ataques de pânico;
  • Perturbações obsessivo-compulsivas;
  • Agorafobia (medo de espaços abertos ou no meio de uma multidão);
  • Ansiedade social;
  • Stresse pós-traumático.

Depressão, qual o tratamento mais usado?

O cloridrato de fluoxetina, também conhecida pelo seu nome comercial mais famoso, Prozac, é um medicamento antidepressivo que pertence à classe do inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). A fluoxetina é o mais antigo e o mais estudado antidepressivo do grupo dos ISRS, tendo sido lançada no mercado em 1987.

Apesar de ser classificada como antidepressivo, a fluoxetina pode também ser usada para vários outros distúrbios, tais como transtorno obsessivo-compulsivo, bulimia nervosa e síndrome do pânico.

Fluoxetina, como actua no organismo?

O mecanismo de ação da fluoxetina é o mesmo de todos os antidepressivos inibidores selectivos da recaptação da serotonina.

A serotonina é um neurotransmissor, ou seja, é uma substância envolvida na comunicação entre os neurônios. A serotonina age sobre a regulação do humor, das emoções, do sono e do apetite. Níveis reduzidos de serotonina no sistema nervoso central podem causar depressão do humor, alterações de comportamento, e ainda provocam distúrbios no sono e no apetite.

A quantidade de serotonina disponível para os neurónios depende da quantidade produzida e da quantidade removida (recaptada) no cérebro. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina agem diminuindo a taxa de remoção da serotonina da fenda sináptica, local onde este neurotransmissor exerce suas ações.

Deste modo, os ISRS fazem com que a serotonina permaneça disponível por mais tempo para os neurônios, levando a uma melhora do humor dos pacientes.

Fluoxetina, qual a indicação terapêutica?

Sendo um antidepressivo, é claro que a principal indicação da fluoxetina é para o tratamento da depressão. Contudo, esta não é única. A fluoxetina também é eficaz no tratamento de outros distúrbios de origem psiquiátrica, como, por exemplo:

  • Transtorno obsessivo-compulsivo,
  • Bulimia nervosa,
  • Síndrome do pânico,
  • Stress pós-traumático,
  • Tratamento auxiliar na fibromialgia,
  • Tensão pré-menstrual.

Fluoxetina, como tomar?

A fluoxetina pode ser tomada em qualquer horário e a sua absorção não é influenciada pela alimentação. O medicamento costuma ser tomado em dose única diária, mas doses acima de 20 mg podem ser divididas em 2 tomadas ao longo do dia.

A dose efetiva da fluoxetina costuma ser de 20 mg por dia, porém, para minimizar os efeitos colaterais, o seu médico pode iniciar o tratamento com uma dose de apenas 10 mg por dia, autorizando o aumento para 20 mg após 1 semana.

Esta prática costuma ser comum quando o paciente é idoso. A dose da fluoxetina pode ser progressivamente elevada em 10 a 20 mg a cada 4 semanas até que o efeito desejado seja alcançado.

Fluoxetina, quanto tempo demora a fazer efeito?

Os efeitos clínicos da fluoxetina demoram cerca de 15 a 20 dias para se tornarem evidentes, por isso, não indicamos elevações da dose com menos de 1 mês de tratamento. A dose máxima recomendada é 80 mg por dia. Na maioria dos casos, o paciente consegue controle dos seus sintomas com doses entre 20 e 40 mg por dia.

A Fluoxetina emagrece?

Apesar de ser uma pergunta pertinente e frequentemente feita na Internet, ela não tem uma resposta única. A fluoxetina emagrece? Depende, às vezes sim outras vezes não. O melhor será perguntar se provoca alterações de peso!

A fluoxetina provoca alterações no peso?

Sim, a fluoxetina pode provocar alterações no peso, seja para mais ou para menos. Ambos os casos costumam estar ligados ao controle da depressão e da ansiedade. A maioria dos pacientes depressivos ou com pânico perdem o apetite e emagrecem.

Conforme a fluoxetina exerce seus efeitos, a depressão e a ansiedade vão sendo controladas e o apetite retorna. Por isso, o paciente ganha peso. O oposto também pode ser real.

O consumo exagerado de alimentos pode ser um sintoma de doença psiquiátrica, que passa a ser controlado conforme a fluoxetina passa a agir. Em alguns doentes, a fluoxetina pode provocar perda de apetite como efeito colateral. nestes casos, ela pode levar à perda de peso.

Fluoxetina, quais os efeitos secundários?

Os efeitos secundários mais frequentes da fluoxetina são, por ordem decrescente, os seguintes:

  • Insónia (10% to 33%),
  • Náuseas (12% to 29%),
  • Diarreia (8% to 18%),
  • Sonolência (5% to 17%),
  • Diminuição do apetite (4% to 17%),
  • Ansiedade (6% to 15%),
  • Tremores (3% to 13%),
  • Diminuição da libido ou desejo sexual (1% to 11%),
  • Impotência sexual (7%),
  • Ejaculação retardada (7%).

Em geral, os efeitos adversos da fluoxetina surgem no início do tratamento e desaparecem com o tempo. A fluoxetina parece ser o antidepressivo ISRS que menos provoca efeitos colaterais na área sexual.

Fluoxetina, quais as contra-indicações principais?

A principal contraindicação da fluoxetina é o seu uso em doentes que estejam a tomar ou que tenham tomado, nos últimos 14 dias, medicamentos antidepressivos que pertençam a classe dos inibidores da monoamina oxidase (IMAO) (ex: Isocarboxazida, Fenelzina ou Tranilcipromina).

Fluoxetina, situações de especial cuidado

A fluoxetina deve ser utilizada com cuidado em doentes com:

  • Diabetes, pois há um maior risco de hipoglicemia;
  • Doenças hepática;
  • Doentes em fase maníaca, pois pode agravar os sintomas;
  • Doença bipolar (maníaco-depressivo), pois é pouco eficaz.
  • Consumo de álcool, pois aumenta o risco de efeitos secundários.
Fluoxetina, gravidez e amamentação

Apesar de não ser totalmente contraindicada, a fluoxetina costuma ser evitada na gravidez, já que existem outros antidepressivos mais seguros, como a Sertralina. O mesmo raciocínio vale para as mulheres que estão a amamentar.

Fluoxetina, quais os medicamentos que provocam interacções perigosas?

Alguns medicamentos não devem ser usados em associação com a fluoxetina. Os principais são:

  • Haloperidol
  • Ivabradina
  • Triptofano
  • Linezolide
  • Propafenona
  • Tamoxifeno

Concluindo

O exemplo da Inês é um caso idêntico ao de muitos jovens adolescentes e adultos que necessitam da nossa ajuda. Não é fácil ajudar até porque nos tira da nossa “zona de conforto”. No entanto o mais importante é escutar, compreender, informar e acompanhar… no fundo ser sempre amigo e estar sempre presente durante este doloroso processo de “cura da alma” e… quando ficarem melhores não vão esquecer nunca a tua ajuda!

Fique bem

Franklim A. Moura Fernandes

Fonte: Projecto Feliz Mente ( ESEnfC )

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