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MULHERES DOENÇAS 2017: QUAIS AS MAIS COMUNS?

Mulheres doenças 2017: Quais as doenças mais comuns nas mulheres? Porque afectam mais as mulheres? Como podem ser evitadas? Qual o melhor tratamento?

Existem diversas doenças importantes que afectam de forma marcada as mulheres degradando de forma drástica a sua qualidade de vida, a sua vida laboral e as suas relações pessoais de tal forma que, em inúmeros casos, podem levar à ruptura dramática da estrutura familiar como pilar fundamental da sua felicidade!

Neste artigo vou tratar algumas das mais comuns, com uma abordagem essencialmente positiva realçando principalmente as formas de prevenção. Durante o artigo, para quem gosta de detalhes, serão descritos links MELHORSAUDE.ORG (basta clicar nas imagens) para informação mais aprofundada sobre algumas destas doenças.

Neste artigo vou tratar os seguintes temas:

  • Cancro da mama
  • Cancro do cólo do útero
  • Infecção urinária
  • Candidíase
  • Vaginose bacteriana
  • Corrimento ou vaginite
  • Osteoporose
  • Alzheimer
  • Depressão
  • Ovário policístico
  • Doenças da tiroide
  • Fibromialgia
  • Sindrome pré-menstrual
  • Dor de cabeça e enxaqueca
  • Endometriose e dores menstruais
  • Artrite reumatóide
  • 30 respostas sobre a pílula. Riscos da toma e tudo o que ainda não sabe sobre a pílula e pílula do dia seguinte
  • Fungos nas unhas
  • Queda de cabelo
  • O bebé nos primeiros dias de vida, o que comer? Como tratar as cólicas?

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1. Cancro da mama

O cancro da mama é um tumor maligno provocado pelo desenvolvimento anormal de algumas células, originando a formação de um ou mais nódulos na mama. Este é o cancro mais mortífero e também o mais comum entre as mulheres, no entanto, em aproximadamente 85% dos casos a doente consegue recuperar. Não existe uma causa bem defenida para o surgimento desta doença, mas existem fatores de risco que podem despoletar ou acelerar o seu desenvolvimento. Entre esses factores destaco os seguintes:

  • Idade acima dos 50 anos;
  • História clínica de casos de cancro na família;
  • Não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos;
  • Excesso de peso;
  • Elevado consumo de álcool;
  • Vida sedentária.

Como prevenir o cancro da mama?

À excepção da história familiar e da idade quase todos os outros factores de risco podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados diminuindo muito a probabilidade de cancro. Assim descrevemos de seguida o que pode e deve fazer para se proteger melhor:

  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Evitar o excesso de peso mantendo uma alimentação equilibrada;
  • Não fumar;
  • Amamentar (no caso das mulheres com filhos);
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Efectuar o diagnóstico precoce de despiste do cancro da mama que inclui:
    • Autoexame da mama,
    • Exame clínico da mama,
    • Mamografia.

 

2. Cancro do colo do útero

Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

Este cancro é o quarto mais comum entre a população feminina, afetando na sua maioria mulheres entre os 50 e os 60 anos de idade. Manifestando-se normalmente depois da menopausa, o cancro do colo do útero é uma “doença lenta”, uma vez que pode demorar entre 10 a 20 anos a desenvolver-se.

Como prevenir o cancro do colo do útero?

Uma vez que se trata do cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, as consultas regulares no ginecologista são essenciais para a realização dos exames de rotina e a melhor forma de se despistarem lesões pré-cancerosas do colo do útero ainda em fase embrionária. Outros fatores de risco relacionados com este tipo de cancro são:

  • Hipertensão,
  • Obesidade,
  • Diabetes.

 

3. Infecção urinária

Infecção urinária melhorsaude.org melhor blog de saude

A infecção urinária é uma das mais relevantes doenças comuns nas mulheres. Cerca de 80 a 90% das pessoas que sofrem de infecções urinárias são mulheres. A infecção urinária é a presença anormal de micro-organismos no tracto urinário. Esta doença incide mais nas mulheres a partir da idade reprodutiva e estende-se até à idade da menopausa. Surge quando existe uma diminuição do estrogénio e uma degradação da microflora que protege esta região mais íntima do corpo da mulher.

As duas principais causas de infecção urinária são:

  • Relações sexuais desprotegidas ou “promíscuas” nomeadamente quando existe sexo anal e vaginal no mesmo acto sexual;
  • Presença de bactérias intestinais que migram até à região da bexiga.

É muito raro as infeções urinárias acontecerem por via da circulação sanguínea.

Como prevenir as infeções urinárias?

Existem diversas medidas que ajudam a prevenir as infecções urinárias. Entre elas podemos destacar:

  • Ingestão de água em quantidades saudáveis ou seja aquela que permita ter uma urina límpida e transparente;
  • Urinar antes e depois das relações sexuais ajuda a expulsar possiveis bactérias patogénicas;
  • Não reter a urina em situações do quotidiano em que surge a vontade de urinar;
  • Tomar estrogénio livre de contraindicações hormonais para as mulheres na menopausa;
  • Funcionamento saudável do aparelho digestivo, nomeadamente através de uma alimentação saudável e equilibrada;
  • Usar preservativo durante as relações sexuais com parceiros que não conhece bem;
  • Evitar actos sexuais desprotegidos que arrastem bactérias do ânus para a zona da entrada do tracto urinário e vagina;
  • Higiene diária correta da região genital fazendo sempre a limpeza no sentido vagina/anús ou seja da frente para trás de forma a evitar o arrastamento de bactérias do tracto intestinal para o entrada do tracto urinário e vagina.

 

4. Candidíase

CANDIDÍASE vaginal melhorsaude.org melhor blog de saude

As estatísticas confirmam que, pelo menos uma vez na vida, cerca de 75% das mulheres tem candidíase, assim como entre 20 a 25% das mulheres que apresentam corrimentos vaginais sofrem desta doença, tornando-a uma das importantes doenças comuns nas mulheres, Segundo alguns especialistas, a candidíase não se encaixa na categoria de doença sexualmente transmissível uma vez que pode ser contraída mesmo na ausência de relações sexuais. A candidíase é uma infeção originada pelo fungo Cândida ou Monília e caracteriza-se pelo corrimento de cor esbranquiçada, espesso e grumoso, normalmente acompanhado por irritação no local.

Como prevenir a candidíase?

Existem diversos hábitos que diminuem muito a probabilidade de contrair candidíase, a saber:

  • Usar preservativo;
  • Secar bem a pele depois do banho porque o fungo gosta de humidade;
  • Manter uma alimentação saudável e equilibrada para que não haja degradação da microflora vaginal;
  • Assegurar uma higiene adequada mas não exagerada da região genital (em condições normais de manhã e à noite é suficiente);
  • Evitar o uso diário de absorventes que alterão o PH da região genital;
  • Evitar o uso de papel higiénico perfumado, que também pode provocar alergias e alterações de PH;
  • Preferir calças mais largas em vez de justas que não permitem uma “respiração” adequada ad pele;
  • Deixar de lado as roupas interiores de tecidos sintéticos que podem provocar alergias.

5. Vaginose bacteriana

Apesar de também ocorrer devido a contactos íntimos ou a relações sexuais, esta doença não é considerada uma doença sexualmente transmissível, uma vez que algumas das bactérias causadoras existem habitualmente no ser humano. A vaginose bacteriana é uma infecção genital provocada por bactérias. Esta doença pode levar à candidíase e é a causa mais comum do corrimento genital, caracterizando-se por um desequilíbrio da flora vaginal que provoca o aumento da concentração de bactérias. O odor desagradável característico da vaginose aumenta durante o período menstrual. Esta infeção é mais frequente em mulheres na idade reprodutiva.

Como prevenir a vaginose bacteriana?

As principais formas de prevenção da vaginose bacteriana são:

  • Utilizar preservativo em todas as relações sexuais;
  • Manter uma higiene íntima adequada;
  • Evitar duches vaginais e bidés, pois, estes podem revelar-se locais propícios às bactérias;
  • Limpar sempre a vagina da parte da frente para a parte de trás, para que as bactérias da região do ânus não se desloquem para a região vaginal.

6. Corrimento ou vaginite

CANDIDÍASE vaginal melhorsaude.org melhor blog de saude

É uma secreção anormal expelida pela vagina e que se caracteriza por um odor desagradável. Normalmente, este corrimento é provocado por infeções vaginais, vulvites e vulvovaginites, doenças sexualmente transmissíveis e infeções cervicais ou do colo do útero.

Como prevenir o corrimento ou vaginite?

As medidas preventivas que protgem a mulher do corrimento ou vaginite são essencialmente as seguintes:

  • Evitar situações de stress;
  • Não usar antibióticos sem serem receitados pelo médico;
  • Não usar roupas apertadas ou de tecidos sintéticos;
  • Manter uma boa higiene íntima usando sabonetes próprios;
  • Praticar uma alimentação saudável;
  • Manter as consultas regulares de ginecologia, de forma a identificar e prevenir as causas desta secreção excessiva.

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7. Osteoporose

Três em cada quatro dos pacientes de osteoporose são do sexo feminino. São principalmente afectadas as mulheres na fase da pós-menopausa, sendo esta uma doença que resulta da carência de cálcio no organismo. Alguns factores como o sedentarismo, o álcool, tabaco, café em excesso e uma alimentação deficiente podem levar ao agravamento desta doença. Para além destes fatores externos, existe também uma predisposição genética para a osteoporose.

Como prevenir a osteoporose?

As principais formas de prevenir esta doença são:

  • Dieta equilibrada ou seja variada com a quantidade necessária de cálcio numa forma que seja adequadamente biodisponivel ou seja que permita que o cálcio seja realmente absorvido pelo organismo e utilizado no reforço da massa óssea;
  • Praticar exercício físico de forma regular. Entre esses exercícios físicos, destacam-se as caminhadas e as atividades aeróbicas;
  • Apanhar sol de forma racional e dentro dos limites considerados saudáveis é muito importante para que o corpo produza a vitamina D necessária para a manutenção de um esqueleto saudável.

8. Alzheimer

Alzheimer melhorsaude.org melhor blog de saude

É uma doença degenerativa que interfere com o funcionamento do cérebro e que compromete várias das suas funções de forma mais ou menos grave. A doença de Alzheimer é mais frequente nas mulheres do que nos homens, principalmente na sua variante genética mais comum. Ainda não existe cura para esta doença e se assim se mantiver, poderão existir cerca de 115 milhões de pessoas a sofrerem desta doença até ao ano de 2050.

Como prevenir a doença de Alzheimer?

Não existem grandes certezas sobre as causas detalhadas da doença de Alzheimer no entanto as medidas de prevenção que a seguir descrevo parecem reunir algum consenso na comunidade médica, a saber:

  • Reservar 15 minutos por dia para fazer “ginástica ao cérebro”, proporcionando-lhe desafios e atividades mentais para que se mantenha sempre em movimento e em bom funcionamento;
  • Ler também pode ser uma boa opção, uma vez que treina o cérebro para ser capaz de reter informação;
  • Praticar exercício físico de forma regular;
  • Alimentação tão rica e variada quanto possível;
  • Beber uma taça de vinho tinto por dia;
  • Dormir entre 7.30 e 8 horas por noite;
  • Manter a tensão arterial vigiada, evitando assim a hipertensão.

9. Depressão

DEPRESSÃO melhorsaude.org melhor blog de saúde

Cerca de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo e a maior parte destes doentes são mulheres. As hormonas femininas, bem como a depressão pós-parto podem induzir crises de depressão. Esta doença caracteriza-se por um desinteresse em relação a tudo o que rodeia o paciente, perda de autoestima, mudanças de humor repentinas e bruscas. Caso não seja tratada ou diagnosticada a tempo, a depressão pode tornar-se uma doença crónica altamente incapacitante e pode até conduzir ao suicídio em casos extremos.

Como prevenir a depressão?

Prevenir a depressão passa essencialmente pelas seguintes medidas:

  • Diminuir o stress e ansiedade diários;
  • O tratamento deve ser sempre conduzido por um profissional porque apenas boa vontade e palavras encorajadoras são incapazes de contornar a depressão;
  • Exercício físico regular;
  • Alimentação saudável;
  • Passatempos apaixonantes que desviam o pensamento de ideias depressivas.

Em caso de reincidência ou manutenção dos sintomas da depressão, é crucial procurar ajuda médica imediata.

 

10. Ovário Policístico

Esta doença pode levar algumas mulheres à infertilidade se não for devidamente acompanhada e tratada. É um distúrbio endócrino que atinge cerca de 7% das mulheres em idade reprodutiva, levando à alteração dos níveis hormonais e provocando a formação e crescimento de quistos nos ovários. Esta doença caracteriza-se pela:

  • Menstruação irregular,
  • Micro quistos nos ovários,
  • Elevada produção de testosterona.

Como prevenir o ovário policístico?

Prevenir o ovário policístico passa pelas seguintes medidas preventivas:

  • Uma dieta saudável, que impeça o aumento significativo do peso;
  • Alimentação que não contribua para o aumento da tensão arterial;
  • Evitar situações de stress e de ansiedade;
  • Praticar exercício físico de forma equilibrada;
  • Colesterol e de tensão arterial controlados;
  • Cumprir um calendário regular de visitas ao ginecologista.

11. Doenças da tiroide

TIROIDE hipotiroidismo melhorsaude.org melhor blog de saude

As doenças da tiroide são diversas mas destacam-se as seguintes:

  • Hipotiroidismo;
  • Hipertiroidismo;
  • Cancro da tiroide;
  • Nódulos da tiroide.

12. Fibromialgia

FIBROMIALGIA melhorsaude.org melhor blog de saude

A fibromialgia é um síndrome crónico caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. A fibromialgia é uma das doenças reumáticas com maior incidência na actualidade sendo 80 a 90% dos casos diagnosticados em mulheres. É uma doença crónica invisível, sobre a qual ainda há muito por saber. A fibromialgia não tem tratamento específico e é capaz de provocar dores intensas, no entanto mantém-se até hoje num relativo anonimato, ao qual não será alheio o facto de apenas ter sido reconhecida como doença pela Organização Mundial de Saúde no final da década de 1970.

13. Tensão pré-menstrual (TPM)

A famosa tensão pré-menstrual (TPM), também conhecida como síndrome da tensão pré-menstrual, é um termo que se refere a um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem de modo cíclico durante a segunda metade do ciclo menstrual, ou seja, entre o período que compreende a ovulação e a menstruação.

Em muitas mulheres a gravidade dos sintomas pode destruir relações sociais e familiares deixando muitas mulheres numa situação psicológica extremamente frágil. O primeiro passo é sempre identificar e reconhecer este sindrome que afecta entre 70% a 80% das mulheres com vários graus de gravidade.

Este artigo pretende ser um contributo importante para melhorar a vida de muitas mulheres, suas famílias e suas relações próximas para que todos possam ser mais Felizes!

 

14. Dor de cabeça e enxaqueca

ENXAQUECA e cefaleias melhorsaude.org

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) é uma condição de saúde muito comum que afecta imensas mulheres nomeadamente a enxaqueca, tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça, o seu diagnóstico e o seu tratamento. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça a incomodam é porque necessitam de atenção médica.

15. Endometriose

Endometriose dores menstruais melhorsaude.org melhor blog de saude

As dores menstruais não devem ser consideradas normais, principalmente quando são persistentes e acontecem mesmo tomando medicamentos para a dor. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

 O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

16. Artrite reumatóide

Artrite reumatóide melhorsaude.org melhor blog de saude

A Artrite Reumatóide é uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. A ocorrência global de AR é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens. O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica auto-imune, de etiologia desconhecida, que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular. Existe também uma ampla variedade de alterações extra-articulares. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em

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Concluindo

As doenças comuns nas mulheres são do ponto de vista médico muito interessantes por estarem muitas vezes associadas ao peculiar ciclo hormonal da mulher. Do ponto de vista da mulher o que importa é antes de mais proteger-se, prevenindo a doença e para conseguir este objectivo adoptar alguns hábitos e comportamentos mais saudáveis e seguros do ponto de vista nutricional, comportamental e do exercício físico. Para isso é essencial estar bem informada sobre as doenças, quais as suas causas e saber o que realmente lhe faz bem mesmo quando o melhor é não seguir algumas “modas” alimentares, fisicas e comportamentais! Primeiro informe-se bem e depois pense pela sua cabeça!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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ARTRITE REUMATOIDE GUIA 2017: TUDO O QUE NÃO SABE!




Artrite reumatoide (AR) guia 2017:  Dor e outros sinais? Quais as causas? A cura espontânea é verdade ou mito? A artrite reumatóide não é uma doença rara. Segundo o American College of Rheumatology a sua prevalência (frequência) varia de 0,5-1,5% da população nos países industrializados. Em Portugal, segundo a Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide (ANDAR), estima-se que afete 0,8 a 1,5% da população e que existam cerca de 40.000 doentes diagnosticados com Artrite Reumatóide.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é uma artrite?
  • Que doenças provocam artrite?
  • Artrite Reumatóide (AR), o que é?
  • Quais os factores de risco?
  • Quais as formas de prevenção?
  • Quais os sintomas e sinais precoces?
  • Quais as manifestações atípicas da doença?
  • Quais as restantes manifestações da doença?
  • Quais as causas da artrite reumatóide?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • Qual o tratamento mais eficaz para a artrite reumatóide?
  • Quais as medidas não farmacológicas que ajudam a melhorar?
  • Quais os farmacos mais usados e eficazes?
  • Quais os tratamentos alternativos?
  • Como se deve fazer a vigilância da doença?
  •  A artrite reumatóide é contagiosa?
  • É possivel a cura da artrite reumatóide?
  • Qual a diferença entre cura e remissão da doença?
  • Qual a influência da gravidez?
  • O que é a certidão multiuso? Quais os benefícios?

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Artrite o que é?

Damos o nome de artrite à inflamação de uma ou mais articulações. Uma articulação com artrite fica inchada, vermelha, quente e bastante dolorosa.

Quando apenas uma articulação está inflamada, chama-se monoartrite. Quando ocorre inflamação de várias articulações estamos diante de uma poliartrite. A artrite pode ainda ser simétrica quando afecta simultaneamente duas articulações irmãs como joelhos, punhos, tornozelos, etc.

A articulação é a região onde há a ligação de dois ou mais ossos distintos, por exemplo:

  • Joelhos,
  • Cotovelo,
  • Punhos,
  • Tornozelo,
  • Ombros, etc.

Artrite reumatoide melhorsaude.org melhor blog de saude

As articulações ao longo do corpo não são todas iguais. Algumas articulações são ligadas por um tecido fibroso, que “cola” um osso ao outro, tornando-os imóveis, como no caso dos ossos do cránio; outras são ligadas por cartilagens e permitem uma pequena mobilidade como os discos vertebrais que unem as vértebras da coluna; há ainda as articulações móveis chamadas também articulações sinoviais, que normalmente são ligadas por uma cartilagem e uma bolsa cheia de líquido (líquido sinovial) permitindo amplo movimento dos ossos com mínimo atrito entre eles, como é o caso do joelho, cotovelo, ombros, etc.

Articulação sinovial melhorsaude.org melhor blog de saude

Quando a articulação está inflamada chama-se a essa lesão artrite. Quando a articulação está dolorosa, mas sem sinais clínicos de inflamação (inchaço, calor e rubor) dizemos que há uma artralgia.

Articulação sinovial inflamada melhorsaude.org melhor blog de saude

Que doenças também provocam artrite?

Várias outras doenças afectam as articulações, manifestando-se com quadros de artrite, fazendo parte do diagnóstico diferencial da artrite reumatóide, a saber:

  • Lúpus,
  • Gota.
  • Osteoartrite/artrose,
  • Artrite séptica.
  • Artrite psoriásica,
  • Doença de Still,
  • Espondilite anquilosante,
  • Febre reumática.

Artrite reumatóide o que é?

É uma doença inflamatória crónica que pode limitar os gestos diários destes doentes, como abrir uma porta, agarrar uma caneta ou calçar uns sapatos. A ocorrência global de AR é duas a quatro vezes maior em mulheres do que em homens. O pico de incidência nas mulheres é após a menopausa, mas pessoas de todas as idades podem desenvolver a doença, incluindo adolescentes.

A Artrite Reumatóide é uma doença reumática inflamatória crónica auto-imune, de etiologia desconhecida, que pode conduzir à destruição do tecido articular e periarticular. Existe também uma ampla variedade de alterações extra-articulares. Ocorre em todas as idades e apresenta, como manifestação predominante, o envolvimento repetido e habitualmente crónico das estruturas articulares e periarticulares. Pode, contudo, afectar o tecido conjuntivo em qualquer parte do organismo e originar as mais variadas manifestações sistémicas.

Quando não tratada precoce e correctamente, a artrite reumatóide acarreta, em geral, graves consequências para os doentes, traduzidas em incapacidade funcional e para o trabalho. Tem elevada comorbilidade e mortalidade acrescida em relação à população em geral.

Quais os factores de risco?

Género

As mulheres são frequentemente mais afectadas
(quatro mulheres para um homem).

Idade

É, sobretudo, uma doença dos adultos jovens e das mulheres
pós-menopáusicas.

Historial de doença e vacinação

Esporadicamente, surgem casos de artrite depois de infecções por
parvovírus e vírus da rubéola ou vacinações para a rubéola, tétano,
hepatite B e influenza.

Quais as formas de prevenção?

Entre os factores de protecção sugeridos destacam-se:

  • Gravidez,
  • Uso de contraceptivos orais,
  • Ingestão moderada de álcool.

O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que esta doença, diagnosticada nos primeiros três a seis meses do seu curso clínico e tratada correctamente, tem grandes probabilidades de não evoluir para a incapacidade funcional para o trabalho, diminuir a comorbilidade e não reduzir a esperança média de vida.

Não podemos evitar o surgimento da doença. A prevenção destina-se, fundamentalmente, a diminuir a gravidade da doença, de forma a reduzir a incapacidade funcional e a melhorar a qualidade de vida.

Quais os sintomas?

O principal sintoma é a inflamação das articulações. Além disso, podem aparecer nódulos duros nos cotovelos, ou na zona dorsal dos dedos das mãos e dos pés; também podem localizar-se nos órgãos internos. Com o tempo, a deterioração progressiva das articulações afectadas pode levar a deformidades.

Artrite reumatóide quais os sinais?

Os principais sinais são os seguintes:

  • Dor articular;
  • Inflamação articular;
  • Rigidez articular matinal;
  • Febre;
  • Cansaço.

Frequentemente, a doença começa como uma poliartrite simétrica (mais de 4 articulações inchadas e dolorosas, nos dois lados do corpo). Qualquer articulação com membrana sinovial (membrana que reveste algumas articulações e que produz um líquido que lubrifica, nutre e facilita os movimentos articulares) pode ser atingida, mas geralmente afeta primeiro as pequenas articulações das mãos e dos pés. À medida que a doença progride, mais articulações podem inflamar, incluindo:

  • Ombros,
  • Cotovelos,
  • Ancas,
  • Joelhos.

Outra articulação que pode estar envolvida é a primeira articulação cervical, entre a primeira e segunda vértebras cervicais, resultando em instabilidade da coluna cervical. Para além dos sintomas articulares, os sintomas constitucionais (por exemplo, o cansaço, sintomas de gripe, febre, suores e perda de peso) são comuns.

Se não for tratada, a inflamação conduz à destruição progressiva das articulações e sua perda de função. Podem surgir nesta altura deformidades articulares, algumas muito características nas mãos. Ao dano articular, pode adicionar-se perda de massa muscular por atrofia, podendo levar de forma progressiva a dificuldades motoras.

Os tendões estão envolvidos por bainhas e estas são também constituídas por membranas sinoviais, podendo ficar inflamadas, tal como as articulações.

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Quais as manifestações atípicas da doença?

Ocasionalmente, o doente pode ter apresentações mais atípicas, o que pode dificultar o diagnóstico. Nomeadamente quando tem um início súbito ou surge como uma doença mais sistémica, com perda de peso, febre e fadiga e poucas manifestações articulares. Outras vezes, os doentes começam por apresentar inflamação articular de grandes articulações (joelho, cotovelo) e só mais tarde desenvolvem artrite das mãos.

Quais as outras manifestações da doença?

A AR é uma doença que pode afetar muitos órgãos e há outras manifestações da doença:

  • Olhos: Secura ocular (Síndrome seca secundária, chamada “Síndrome de Sjögren secundária”); inflamação ocular (esclerite e episclerite).
  • Pele: úlceras de perna e lesões cutâneas eritematosas (avermelhadas).
  • Nódulos reumatóides: tumefações subcutâneas (debaixo da pele) não dolorosas que ocorrem na maioria das vezes nos cotovelos, joelhos e dorso das mãos. Surgem sobretudo em pessoas com a doença de longa evolução.
  • Sistema Nervoso: Pode ocorrer compressão de nervos periféricos pelo edema articular, sendo comum o “síndrome do túnel cárpico”. Mais raramente, pode ocorrer subluxação atlanto-axial (das duas primeiras vértebras cervicais) o que poderá conduzir a comprometimento da medula espinhal.
  • Sistema respiratório: pode ocorrer inflamação pleural (membrana que cobre os pulmões), e alterações dos pulmões e vias aéreas.
  • Sistema cardiovascular: Pode ocorrer a inflamação da membrana que cobre o coração (pericárdio), o que é pouco frequente. Estudos recentes mostram que a AR contribui para o aumento do risco cardiovascular, existindo um aumento do risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.
  • Sistema renal: Raramente envolvido, mas pode ocorrer nefropatia tóxica (pela toma de anti-inflamatórios não esteróides).
  • Fígado: A presença de hepatomegália discreta (aumento das dimensões do fígado) e enzimas hepáticas (transamínases) elevadas são comuns.
  • Outras manifestações: Podem ainda ocorrer distúrbios da tiróide, osteoporose e depressão.

O aparecimento de outras doenças pode aumentar o risco de desenvolver complicações de AR e pode aumentar ainda mais a morbidade e mortalidade, por exemplo, desenvolver diabetes, que associada a AR conduzem a mais complicações cardíacas.

Quais as causas da artrite reumatóide?

A AR manifesta-se por uma inflamação das articulações. A inflamação é uma reacção do organismo a uma agressão, como o inchaço após um traumatismo ou a garganta inflamada após uma infecção.

Não é conhecida a causa da AR: poderá tratar-se de um agente externo, um vírus ou um agente interno. Por uma razão desconhecida, o organismo deixa de reconhecer a articulação como sua e reage contra ela – reacção auto-imune. Outra hipótese será a de que não há agressão, mas uma reacção inflamatória que aparece sem razão, depois de uma desregulação inexplicada do organismo.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico precoce é feito com base na verificação de:

  • Tumefacção de três ou mais articulações;
  • Envolvimento das articulações metacarpofalângicas e/ou metatarsofalângicas;
  • Rigidez matinal superior a trinta minutos;
  • Simetria do envolvimento articular.

Não basta fazer exames laboratoriais e radiografias para estabelecer o diagnóstico. É necessário realizar outros exames, como:

  • Cintigrafia, a
  • Ultrassonografia e a
  • Ressonância magnética nuclear,

São estes exames que revelam sinovite (inflamação da membrana sinovial) ao termo de apenas algumas semanas.

O diagnóstico deve ser o mais precoce possível, com iniciação rápida do tratamento. Estudos científicos demonstram que no período inicial da doença há uma oportunidade única para influenciar o progresso da doença. O desafio para o médico é reconhecer os primeiros sintomas e encaminhar precocemente.

O diagnóstico é essencialmente clínico; as investigações são importantes na avaliação e exclusão de outros diagnósticos possíveis. Algumas das investigações realizadas são inespecíficas, podendo estar alteradas em várias doenças, sendo muito importante fazer as seguintes averiguações clínicas:

  1. Velocidade de sedimentação e proteína C reativa (parâmetros analíticos que traduzem inflamação): na AR costumam estar elevadas, mas podem ser normais.
  2. Hemograma: anemia normocítica normocrómica e trombocitose (aumento das plaquetas) reativa são comuns na doença ativa.
  3. Fator Reumatóide: Deve ser requisitado em doentes com suspeita de terem AR, ou seja, naqueles em que se encontrou artrite no exame objectivo. Este é positivo em 60-70% dos doentes (e 5% da população normal). Pode ser positivo em outras doenças pelo que se deve ter atenção à sua interpretação.
  4. Anticorpo contra péptidos citrulinados (anti-CCP): Deve ser requisitado se suspeita de AR, se o paciente é negativo para o fator reumatóide ou na eventualidade de se ponderar terapia de combinação. Este anticorpo é mais específico do que o fator reumatóide na AR e pode ser mais sensível na doença erosiva.
  5. Anticorpo antinuclear (ANA): pode ser positivo em cerca de 30% dos pacientes com AR.
  6. Radiografias das mãos e dos pés: Quando realizados no início da doença, podem ser normais se a doença tiver pouco tempo de evolução. Devem ser repetidos durante a monitorização da doença.

Qual o tratamento da artrite reumatóide?

Nos últimos 15 anos, o tratamento da artrite reumatóide evoluiu significativamente, em consequência da avaliação da actividade inflamatória, do conhecimento dos factores de pior prognóstico, do uso precoce de fármacos anti-reumáticos de acção lenta, do aparecimento de terapêutica combinada e, mais recentemente, da terapêutica biológica. Os doentes com artrite reumatóide devem ser acompanhados por um médico reumatologista.

O tratamento dos doentes deve ser sempre individualizado e deve ser realizado de forma multidisciplinar. Idealmente, todos os pacientes deveriam ter acesso a uma equipa de profissionais, incluindo:

  • Médico de familia,
  • Reumatologista,
  • Enfermeiro,
  • Fisioterapeuta,
  • Terapeuta ocupacional,
  • Nutricionista,
  • Farmacêutico,
  • Assistente social.

Sempre que necessário serão pedidas colaborações com outras Especialidades Médicas. Sempre que tiver dúvidas sobre algum tratamento deve colocá-las ao seu Reumatologista Assistente. A sua adesão aos tratamentos adequados é fundamental para melhorar o prognóstico da sua doença.

O tratamento da AR deve envolver modalidades farmacológicas e não farmacológicas.

Quais as medidas não farmacológicas que ajudam?

Um estilo de vida saudável deve ser promovido nos doentes com AR incentivando os seguintes hábitos:

  • Deixar de fumar.
  • Se excesso de peso, é aconselhado a perda ponderal para prevenir o desgaste articular e outras doenças, como hipertensão e diabetes.
  • Prática de exercício físico deve mas sempre orientada pela equipa médica. É aconselhada a realização de exercícios isotónicos e isométricos para fortalecimento muscular e manutenção da função articular, assim como exercícios aeróbicos para otimização do sistema cardiorrespiratório.

Quando há suspeita de AR e enquanto se aguarda pela avaliação por especialistas, as medidas não medicamentosas e tratamento sintomático – como analgésicos não opióides e medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) – pode ser instituído. Em qualquer fase da doença, a utilização de analgesia deve ser considerado como um adjuvante.

Quais os tratamentos farmacológicos?

1. Analgésicos:

O paracetamol, ou analgésicos compostos (paracetamol + tramadol, por exemplo) devem ser oferecidos a pessoas cujo controlo da dor não é adequado, para reduzir potencialmente a sua necessidade de tratamento a longo prazo com AINEs.

2. Anti-inflamatórios (AINEs):

Como por exemplo temos:

  • Ibuprofeno,
  • Diclofenac,
  • Naproxeno.

Têm indicação para o tratamento sintomático da inflamação na AR, contribuindo para aliviar os sinais e sintomas desta. Têm um rápido início de ação, mas não alteram a progressão da doença nem a incapacidade funcional a longo prazo e podem ter toxicidade importante.

A toma simultânea de mais do que um AINE não aumenta a eficácia e resulta em maior toxicidade. Pode ser necessário adicionar um fármaco inibidor da bomba de protões adequado (para proteção gástrica). Há diversos disponíveis, o problema é decidir qual preparação será melhor para que cada doente, visto que as respostas têm variação individual.

De um modo geral, os chamados inibidores da COX 2 (“coxibs”) têm menos efeitos gastrointestinais e os AINE’s clássicos menos efeitos cardiovasculares. Os AINEs podem interagir com outros medicamentos ou estarem contra-indicados no seu caso. Pelo que não se aconselha nunca a toma sem prescrição médica.

O principais anti-inflamatórios inibidores da COX2 são:

  • Etoricoxib (Exxiv®, Arcoxia®, Turox®)
  • Celecoxib (Celebrex®, Solexa®)

3. Corticosteróides:

Como exemplo temos:

  • Prednisolona,
  • Prednisona,
  • Metilprednisolona.

Em doses baixas podem ser usados em combinação com DMARDs (Disease-modifying antirheumatic drugs) ou seja drogas antireumáticas modificadoras da doença, para controlo de sintomas a curto prazo e a médio e longo prazo para minimizar o dano articular.

Pode ser proposto um tratamento de curta duração com doses mais elevadas de corticóides (administrado de forma oral, intramuscular ou intra-articulares) para melhorar rapidamente os sintomas em doentes com diagnóstico recente de AR ou quando surge um surto da doença. Pela existência de efeitos adversos potencialmente graves (diabetes, osteoporose, cataratas), as doses recomendadas pelo seu médico devem ser respeitadas.

Quando usar injecções de corticosteroides?

Injecções intra-articulares de corticosteróides podem ser usadas para:

  • Fornecer alívio sintomático numa articulação mais dolorosa enquanto se espera pelo efeito dos outros fármacos.
  • Aliviar os sintomas de articulações particularmente problemáticos onde o controlo da doença não é bom.
  • Tratamento de monoartrite (1 articulação) ou oligoartrite (2-4 articulações) nos casos em que outras medidas são desaconselhadas.

4. DMARDs clássicos:

DMARDs são farmacos antireumáticos modificadores da doença, usados isoladamente ou em combinação. Os fármacos mais usados são:

  • Metotrexato,
  • Leflunomida,
  • Sulfassalazina,
  • Hidroxicloroquina,
  • Azatioprina.

O início precoce do tratamento com DMARDs é recomendado para controlar os sintomas e sinais de AR, bem como limitar dano radiológico (diminuir o risco de deformidades).

a.     Os DMARD’s devem ser instituídos por especialistas assim que o diagnóstico, evolução e gravidade da doença foram confirmados.

b.    A melhor estratégia de tratamento, conhecida por “Treat to target” estabeleceu que os doentes devem ser tratados com o objetivo de atingir remissão, o que significa aumentar a terapia (adicionar fármacos ou aumentar doses) sempre que a doença não é totalmente suprimida. Por outro lado, sempre que se obtenha controlo da doença por um longo período de tempo, pode-se com cautela tentar reduzir as doses de medicação, mantendo vigilância apertada.

c.     Metotrexato: é o DMARD de escolha, devido ao seu bom perfil de eficácia e toxicidade.

5. DMARD’s biológicos:

São moléculas que modulam as citocinas (proteínas da inflamação) e demonstraram que são eficazes no tratamento da AR, incluindo pacientes resistentes ao metotrexato. A introdução destes medicamentos é feita em situações muito especíicas de acordo com guidelines da Sociedade Portuguesa de Reumatologia. Estão aprovados para o tratamento da AR em Portugal:

a.     Inibidores do fator de necrose tumoral (TNF):

  • Infliximab,
  • Adalimumab,
  • Etanercept,
  • Golimumab,
  • Certolizumab.

b.    Anti-CD20:

  • Rituximab.

c.     Anti recetor da interleucina 6:

  • Tocilizumab.

d.    Inibidor da activação das células T (receptor solúvel de CD80 e CD86):

  • Abatacept.

e.     Anti-interleucina-1:

  • Anakinra.

Quais os tratamentos alternativos?

a)     Fisioterapia:

A realização de fisioterapia deve ser considerada. O plano de reabilitação deve ser definido pelo seu Reumatologista ou Fisiatra, tendo em conta as articulações afectadas e a fase da doença em que se encontra. A realização de fisioterapia passa ainda pelo fortalecimento muscular e treino de actividades de vida diária, por vezes com recurso a instrumentos que o podem auxiliar na realização das suas tarefas (ex: abre boiões, adaptadores da escova de dentes, adpadores de instrumentos de cozinha).

b)    Cirurgia:

A opinião de um cirurgião ortopédico ou neurocirugião com um interesse especial em AR deve ser procurada de acordo com indicações específicas, a discutir com o reumatologista assistente.

c)     Dieta e terapias complementares:

  • Não há fortes evidências de que pacientes com AR irão beneficiar de mudanças na dieta. A dieta mediterrânica pode ser encorajada (mais pão, frutas, legumes e peixe; menos carne; e substituir a manteiga e queijo com produtos à base de vegetais e óleos vegetais), uma vez que está associada a menos risco cardiovascular.
  • As terapias complementares podem fornecer o benefício sintomático de curta duração, mas há pouca ou nenhuma evidência de benefício a longo prazo. Se desejar experimentar terapias complementares, não deve substituir o tratamento convencional e esta terapia não devem afetar o atendimento oferecido pelos restantes cuidadores (reumatologista, médico de familia, enfermeiro, fisioterapeuta).

Como se faz a vigilância da doença?

O diagnóstico de uma doença crónica como a AR implica que os doentes devem ser vigiados regularmente, incluindo consulta médica e a realização frequente de análises de sangue, para analisar a eficácia e efeitos adversos da medicação.

O rastreio e avaliação de outras doenças, deve ser feito de acordo com o que está recomendado para a população em geral. É fundamental que mantenha um acompanhamento regular no seu Médico de Família.

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Perguntas frequentes:

A artrite reumatóide é contagiosa?

Não. A artrite reumatóide não é uma doença infecciosa nem uma doença contagiosa.

Quem é mais atingido pela artrite reumatóide?

A artrite reumatóide atinge uma em cada mil pessoas e um por cento da população global. Afecta sobretudo mulheres, mais frequentemente por volta dos 50 anos, embora possa surgir em crianças, homens e mulheres jovens. Quanto mais precoce for o início da artrite reumatóide, maior será a probabilidade de ser mulher (3,7 mulheres para um homem se a artrite reumatóide começar aos 30 anos), sendo a frequência idêntica no homem e na mulher se a doença se manifestar depois dos 60 anos.

Qual é a diferença entre cura e remissão?

A principal diferença entre a cura e a remissão é que na primeira a doença desaparece com o tratamento e não volta após este ser suspendido; na remissão, a doença desaparece com o tratamento, mas regressa com a suspensão do tratamento. A artrite reumatóide evolui por surtos mais ou menos longos e de intensidade variável, intervalado com remissões. A cura, eventualidade na verdade pouco frequente, pode todavia surgir espontânea e inesperadamente.

Qual é a causa da artrite reumatóide?

A AR manifesta-se por uma inflamação das articulações. A inflamação é uma reacção do organismo a uma agressão, como o inchaço após um traumatismo ou a garganta inflamada após uma infecção.

Não é conhecida a causa da AR: poderá tratar-se de um agente externo, um vírus ou um agente interno. Por uma razão desconhecida, o organismo deixa de reconhecer a articulação como sua e reage contra ela – reacção auto-imune. Outra hipótese será a de que não há agressão, mas uma reacção inflamatória que aparece sem razão, depois de uma desregulação inexplicada do organismo.

Qual a influência na gravidez?

Há evidências de que a gravidez melhora a artrite reumatóide. Algumas mulheres que sofrem desta doença souberam que estavam grávidas por terem tido uma melhoria inesperada. No entanto, esta resposta não é absoluta: a melhoria só é observada em em três casos em cada quatro e desaparece rapidamente após o parto.

Por outro lado, a artrite reumatóide não influencia a gravidez: não há maior risco de infertilidade, abortos espontâneos ou partos prematuros. Contudo, os tratamentos administrados na artrite reumatóide podem ter um efeito na gravidez, pelo que deverá prevenir o seu reumatologista imediatamente.

O que é a Certidão Multiuso?

Quais os benefícios? Como pode obtê-la?

A Certidão Multiuso atesta o grau de incapacidade e é necessária para requerer certos benefícios, desde que a incapacidade seja no mínimo de 60% e, em alguns casos, de 95% (por exemplo, para a isenção do imposto automóvel). Tem de ser requerida pelo utente ou seu representante.

O requerimento para obter esta certidão tem de ser feito na Unidade de Saúde Pública (Delegação de Saúde) da área de residência do utente com incapacidade ou deficiência.

Benefícios mais relevantes da Certidão Multiuso:

  • redução do IRS;
  • isenção de imposto automóvel;
  • redução de juros no empréstimo bancário;
  • redução do preçário em alguns títulos de transporte público;
  • dístico para estacionamento.

Concluindo

As doenças que provocam dor e inflamação nas articulações estão entre as doenças mais frequentes na população e são responsáveis por uma acentuada perda de qualidade de vida e muitos dias de trabalho perdidos. Originam uma enorme sobrecarga de custos para as famílias e para o sistema de saúde público. É muito importante actuar a tempo para evitar a degradação e destruição das articulações afectadas. Para isso não ignore nunca uma dor articular que teima em não desaparecer e consulte rapidamente o seu médico para saber se necessita de intervenção terapêutica mais profunda.

Trate bem de si e não se esqueça que a família que o acompanha também sofre.

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

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