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REFLUXO E AZIA 2017: CAUSA PERIGO E TRATAMENTO!

Refluxo azia ou pirose guia 2017: Quais as causas? Quais os sinais? Quais os perigos? Que medicamentos podem piorar os sintomas? Qual o melhor tratamento?

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Qual a anatomia do estômago?
  • Azia ou pirose: O que é?
  • Quais os sintomas?
  • Refluxo gastroesofágico: O que é?
  • Qual a anatomia do estômago?
  • Qual a causa da azia?
  • Que medicamentos podem provocar azia?
  • Quais os anti-inflamatórios menos agressivos para o estômago?
  • Anti-inflamatórios de última geração: Serão uma boa alternativa?
  • Ansiolíticos e contraceptivos orais podem provocar refluxo?
  • Idade e azia ou refluxo: Qual a relação?
  • Gravidez e azia ou refluxo: O que acontece nessa fase?
  • O que pode tomar uma grávida para a azia?
  • Que factores agravam a azia e refluxo?
  • Que alimentos agravam a azia e refluxo?
  • Quais os sinais de alarme para pedir apoio médico urgente?
  • Como melhorar a azia e refluxo?
  • Quais os medicamentos mais utilizados para a azia e refluxo?
  • Quais os efeitos secundários e interacções mais frequentes dos antiácidos?

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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Qual a anatomia do estômago?

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Azia ou Pirose, o que é?

A azia ou pirose manifesta-se por uma sensação de ardor na parte posterior do esterno e que se estende desde a parte superior do estômago até à boca podendo haver refluxo ou regurgitação com sabor ácido ou amargo.

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Azia: Quais os sintomas mais comuns?

A azia manifesta-se das seguintes formas:

  • Ardor incómodo na linha média da parte superior do estômago (epigastro) e que se pode estender para a parte posterior do esterno.
  • O ardor pode sentir-se apenas na parte do esterno mas pode também sentir-se na garganta, provocando um sabor amargo na boca.
  • Pode haver dor.

Qual a causa da Azia?

Os sintomas da azia são causados pelos conteúdos do refluxo esofágico, de natureza ácida, no esófago, que irritam a superfície sensível da mucosa. Trata-se de um problema de saúde que não causa transtorno em pessoas saudáveis, salvo se a sua frequência e intensidade aumentar. Poderá, no entanto, em alguns casos, ser sinal de problemas de saúde mais sérios.

Uma das causas mais comuns da irritação esofágica é a própria doença de refluxo esofágico devida a deficiências do esfíncter esofágico inferior. Também a hérnia do hiato pode provo­car acidez resultado de parte do estômago escapar pelo diafragma, embora não se manifestem sintomas em todos os doentes.

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Que medicamentos podem provocar azia?

Alguns medicamentos podem provocar irritação gastro esofágica, a saber:

  • Ácido acetil salicílico (AAS) – Ex. Aspirina®
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINE), tais como, Brufen® (ibuprofeno), Voltaren® (diclofenac), Nimed® (nimesulide), Naprosyn® (naproxeno). Profenid® (cetoprofeno), piroxicam,
  • Diazepam (Valium®)
  • Alprazolam (Xanax®)
  • Contraceptivos orais
  • Alendronato, utilizado na osteoporose
  • Corticoides, utilizados no combate à inflamação
  • Antagonistas do canais de cálcio, utilizados em algumas doenças cardiovasculares
  • Inibidores selectivos da recaptação da serotonina, utilizados como antidepressivos
  • Clopidogrel, utilizado para evitar a formação de coágulos em doentes de risco ou com doença cardiovascular
  • Digoxina, utilizada como cardiotónico no tratamento da insuficiência cardiaca e taquicardia
  • Teofilina, utilizada como broncodilatador
  • Eritromicina é um antibiótico
  • Tetraciclinas é uma classe de antibióticos
  • Suplementos de ferro, utilizados, por exemplo, no tratamento de muitas anemia
  • Potássio

Quais os anti-inflamatórios menos agressivos para o estômago?

Praticamente todos os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) clássicos referem como reações adversas pro­blemas de irritação gástrica que podem manifestar-se também quando a administração é parenteral ou retal. O ibuprofeno (Brufen®) e o diclofenac (Voltaren®) parecem ter menor risco de toxicidade gástrica, situando-se numa posição intermédia o naproxeno e o AAS e, com maior risco o piroxicam, o cetoprofeno, entre outros.

Anti-inflamatórios de última geração: Serão uma boa alternativa?

Existe uma classe de anti-inflamatórios mais recente, Os anti-inflamatórios não esteróides inibidores seletivos da ciclo-oxigenase-2 (Coxibes) são fármacos utilizados no tratamento da dor e inflamação crónica, principalmente em patologias de origem musculoesquelética, como:

  • Artrite reumatóide,
  • Osteoartrose,
  • Espondilite anquilosante.

Os Coxibes mais prescritos são os seguintes:

  • Celecoxib (Celebrex®, Solexa®))
  • Etoricoxib (Arcoxia®, Exxiv®)

Os Coxibes têm como objetivo a inibição seletiva de uma das isoformas da enzima ciclo-oxigenase, a COX-2, que regula a produção dos principais prostanóides envolvidos no processo inflamatório, na dor e na febre. Existe evidência clínicas de que os Coxibes podem também atuar na prevenção de cancros e na doença de Alzheimer, devido à indução da COX-2 em diversos tecidos.

Os Coxibes possuem eficácia terapêutica semelhante aos anti-inflamatórios não esteróides clássicos, no entanto, demonstram uma diminuição significativa dos efeitos adversos gastrointestinais, característicos dessa classe. Contudo, só após a sua comercialização foi possível observar o aumento do risco cardiovascular associado ao tratamento com Coxibes. A análise do estudo VIGOR levantou as primeiras dúvidas, mas foram os resultados do estudo APPROVe que desencadearam a retirada voluntária do Vioxx® em setembro de 2004, seguindo-se a retirada de mais dois fármacos desta classe.

A publicação de diversos ensaios clínicos evidenciam o aumento generaliado do risco cardiovascular, que inclui aumento do risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficência cardíaca e hipertenção arterial, sendo que estes efeitos adversos agravam-se em doentes com antecedentes de risco cardiovascular.

Na sequência destes resultados, as entidades internacionais, FDA e EMA, emitiram advertências de utilização dos Coxibes, devendo estes ser prescritos na menor dose eficaz, durante o mais curto intervalo de tempo, a fim de evitar o riso associado ao tratamento prolongado. Torna-se assim premente a avaliação dos benefícios gastrointestinais e dos riscos cardiovasculares dos Coxibes, de modo a aferir a segurança da sua utilização

Ansiolíticos, contraceptivos orais e alendronato  provocam azia?

O diazepam (Valium®), o alprazolam (Xanax®), os contracetivos orais e o alendronato podem provocar o relaxamento do esfíncter do esófago facilitando o refluxo do ácido do estômago para o esófago e provocar irritação da mucosa do esófago.

Entre alguns outros medicamentos que se relacionam com a toxicidade gástrica podemos referir os seguintes dos quais refiro entre parentesis a utilização terapêutica:

  • Corticoides (inflamação e alergias);
  • Antagonistas dos canais de cálcio (hipertensão);
  • Inibidores seletivos da recepta­ção da serotonina (antidepressivos);
  • Clopidogrel (anti-coagulante);
  • Suplementos de ferro (anemia);
  • Digoxina (insuficiência cardiaca);
  • Teofilina (asma);
  • Eritromicina (infecções);
  • Tetraciclinas (infecções);
  • Potássio (acne, prisão de ventre, cãibras, fraqueza muscular).

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A idade tem influência no aparecimento de azia?

Os sintomas de refluxo esofágico ocorrem mais frequentemente em doentes de idade superior a 55 anos. A azia não ocorre normalmente em crianças, embora possa ocorrer em adultos jovens e particularmente em grávidas.

Azia na gravidez

Queda de cabelo na gravidez melhorsaude.org melhor blog de saude

Estes são alguns dos sintomas típicos durante a gravidez :

  • Dor por trás da costelas e ruidos estomacais
  • Estômago pesado, dilatado e desconfortável depois de comer
  • Cãibras estomacais, arrotos e libertação de gases (flatulência)
  • Sensação de ardor no peito ou na garganta depois de comer
  • Sensação de mal-estar a acumulação de gases
  • Fluido quente, ácido ou salgado, no fundo da garganta e dificuldade em engolir.

Porque tenho estes sintomas de azia na gravidez?

Muitas mulheres sofrem pela primeira vez de azia durante a gravidez. Na verdade, entre 40% a 80% das mulheres grávidas sofrem de azia. E não é difícil perceber porquê – o seu corpo está a sofrer muitas alterações hormonais e físicas.

Durante a gravidez, o seu corpo produz uma hormona, a progesterona, que torna a digestão mais lenta e relaxa a válvula muscular entre o esófago e o estômago, aumentando o risco de refluxo ácido. Em resultado, existe um maior risco de passagem dos ácidos estomacais para o esófago, provocando uma sensação de ardor no peito e na garganta. À medida que o feto cresce, a pressão no estômago aumenta, forçando a entrada dos ácidos estomacais no esófago e causando refluxo gastroesofágico.

Estes sintomas têm mais tendência a ocorrer depois das refeições e quando a mulher se dobra ou deita, mas depois do parto a pressão no estômago desaparece, tal como os sintomas associados.

O que pode tomar uma grávida para tratar a azia?

Os comprimidos mastigáveis ou pastilhas que associam carbonato de cálcio 680 mg e carbonato de magnésio 80 mg (Ex. Rennie®), são adequadas para o alívio dos sintomas relacionados com a produção de ácidos gástricos durante a gravidez e a amamentação, uma vez que os seus ingredientes (cálcio e magnésio) existem naturalmente no organismo e nos alimentos, desde que sejam cumpridas as indicações de toma e evitada a ingestão prolongada de dosagens elevadas.

A dose habitual é 1 ou 2 pastilhas, até 3 vezes ao dia (de preferência 1 hora após as refeições e antes de deitar). No caso de azia ou dor de estômago mais intensa, pode aumentar a dose até ao máximo 8 vezes por dia.

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Que fatores agravam a azia?

Os fatores que agravam a doença podem ajudar a avaliar o pro­blema. Na azia pode haver agravamento com:

  • Aumento de peso,
  • Quando o do­ente está na posição horizontal,
  • Quando o doente faz uma refeição abundante.

Que alimentos agravam a azia?

Identificar os alimentos que possam provocar a acidez é de extrema importância para melhorar os sintomas, a saber:

  • Café ou bebi­das com cafeína,
  • Bebidas alcoólicas,
  • Refrigerantes com gás,
  • Comidas muito gordu­rosas
  • Comidas temperadas,
  • Chocolate,
  • Menta,
  • Citrinos,
  • Derivados do tomate.

Quais os sinais de alarme para apoio médico urgente?

  • Idade inferior a 6 anos
  • Idade superior a 75 anos
  • Sintomas presentes durante mais de 3 meses num ano
  • Sangue nas fezes
  • Perda de mais de 10% da massa corporal
  • Icterícia
  • Nauseas e vómitos persistentes
  • História prévia de ulcera péptica
  • Causa psicológica ou psiquiátrica ( Ex: ansiedade)
  • História familiar de cancro gastroesofásico
  • Cirurgia prévia a cancro gástrico
  • Consumo crónico de álcool
  • Tabagismo
  • Por vezes a dor surge repentinamente ou de modo muito severo podendo irradiar para as costas e braços. Nesta situação a dor pode mimetizar um enfarte o que exige um urgente encaminhamento médico. Alguns doentes que pensam estar a ter um problema de azia/acidez podem estar a ter, na verdade, um ataque cardíaco.
  • Pode haver dificuldade de deglutição e por vezes há regurgitação devido a obs­trução do esófago o que pode pressupor um cancro.
  • Crianças com sintomas de azia
  • O au­mento da frequência e da intensidade
  • Inefectividade após 7 dias de tratamento

Que fatores podem melhorar a azia?

Existem diversas medidas e atitudes que podem ajudar a evitar ou melhorar os sintomas de azia, a saber:

  • Evitar o excesso de peso.
  • Evitar comidas abundantes.
  • Comer várias vezes ao dia e em pequenas quantidades.
  • Coma com tempo e mastigue os alimentos devagar.
  • Sente-se direito quando comer e não coma no sofá.
  • Não coma tarde, nem “à pressa”.
  • Tentar comer 2 a 3 horas antes de se deitar.
  • Identificar e evitar os alimentos que possam provocar a acidez, tais como o café ou bebi­das com cafeína, bebidas alcoólicas, refrigerantes com gás, comidas muito gordu­rosas ou temperadas, chocolate e menta, citrinos e derivados do tomate.
  • Não fumar ou pelo menos reduzir a frequência.
  • Evitar roupa ajustada ou cintos apertados.
  • Evitar exercício intenso, se este piorar a azia.
  • Se tem tendência a sintomas nocturnos, deverá erguer-se ligeiramente com a ajuda de algumas almofadas

Que medicamentos são utilizados para tratar a azia?

Alginatos em associação com antiácidos:
  • Alginato de sódio 250 mg + bicarbonato de sódio 133,5 mg + carbonato de cálcio 80 mg, comprimidos mastigáveis, 2-4 comp. até 4Xdia (Gaviscon®)
  • Alginato de sódio 500 mg + bicarbonato de sódio 267 mg + carbonato de cálcio 160 mg/10 mg, saquetas, 1 a 2 saq. 4x/dia (Gaviscon Duefet®)

Como actuam estas associações de alginatos com antiácidos?

Estas associações funcionam de duas maneiras para aliviar de forma eficaz os sintomas de azia e indigestão:

1) O alginato de sódio começa por formar uma camada espessa no topo dos conteúdos do estômago, assim que entra em contacto com os ácidos do estômago. Esta camada funciona como uma forte barreira física e ajuda a manter os conteúdos do estômago no estômago, onde pertencem, e não no esófago, onde são prejudiciais.

2) A associação de antiácidos (carbonato de cálcio com bicarbonato de sódio) neutraliza o ácido gástrico, proporcionando alívio rápido da indigestão e da azia.

Videos demonstrativos:

Azia video melhorsaude.org melhor blog de saúde

Antiácidos:
  • Carbonato de dihidróxido de alumínio e sódio 340 mg, pastilhas, 1-2 comp. 4xdia. (Kompensan®)
  • Hidróxido de alumínio 240 mg, comprimidos mastigáveis, 1-4 comp. 4Xdia.
  • Carbonato de cálcio 680 mg, carbonato de magnésio 80 mg, comprimidos mastigáveis, 1-2 comp. até máx. 8Xdia (Rennie®)
  • Hidróxido de alumínio 200 mg, hidróxido de magnésio 200 mg, dimeticone 26,25 mg, comprimidos mastigáveis, 2-4 comp. 4Xdia.
  • Fosfato de alumínio, 12,38 g de gel de fosfato de alumínio a 20%, saquetas, 1-2 saq. 3Xdia.
  • Magaldrato 800 mg, comprimidos/saquetas, 1 comp./saq. 3Xdia.
  • Hidróxido de magnésio, 83mg/ml, suspensão, 5-15mI3Xdia.
  • Bicarbonato de sódio 2081.8 mg, comprimidos efervescentes, 2 comp. até 4Xdia.
Magnésio e Alumínio

Os antiácidos compostos por sais de alumínio e de magnésio em associação podem parecer ideais, pois um componente completa o outro. O hidróxido de alumínio dissolve-se lentamente no estômago causando um alívio prolongado. Já os sais de magnésio agem rapidamente, neutralizando os ácidos com eficácia. Os fármacos que contêm ambos os componentes causam alívio rápido e prolongado.

Carbonato de cálcio

Este foi o principal antiácido durante muito tempo. Atua rapidamente, neutralizando os ácidos por um tempo significativo. Outro ponto positivo, é que esta é uma fonte económica de cálcio. No entanto corre-se o risco de sobredosagem deste mineral, uma vez que a quantidade máxima diária não deve superar 2000 mg,

Bicarbonato de sódio

Este foi utilizado durante décadas como neutralizante da acidez. É uma ótima solução, a curto prazo, para a má digestão. Contudo, seu uso exagerado pode provocar quebra do equilíbrio ácido-base do organismo, resultando em uma alcalose metabólica. Além disso a sua concentração de sódio também pode levar a problemas em indivíduos com insuficiência cardíaca e hipertensão.

Os sais de magnésio têm ainda efeito laxante, enquanto os sais de alumínio são obstipantes; sendo assim, é comum encontrar associações entre ambos os fármacos, visando minimizar estes efeitos colaterais.

Inibidores da Bomba de protões:

Os inibidores da bomba de protões (IBPs) reduzem a produção de ácido pela diminuição da actividade da bomba de protões no estômago. Isso acontece porque um dos componentes vitais do ácido, o hidrogénio, já não pode ser produzido.

Os IBPs proporcionam um alívio prolongado, no entanto o início de acção demora algum tempo. Algumas pessoas continuam a ter sintomas de azia e indigestão, mesmo a tomar IBPs. No entanto, os alginatos, como Gaviscon®, podem ser tomados em simultâneo com os IBPs para ajudar a aliviar os sintomas.

São exemplos de IBPs os seguintes:

  • Omeprazol 10 e 20 mg,
  • Lansoprazol 15 e 30 mg,
  • Pantoprazol 20 e 40 mg
  • Esomeprazol 20 e 40 mg

Os inibidores da bomba de protões são geralmente tomados 1xdia, de manhã em jejum.

Não deixe no entanto de ler o meu artigo sobre os efeitos secundários dos IBPs que podem ser graves se tomados de forma exagerada.

Que efeitos adversos e interacções podem surgir durante o tratamento da azia?

Os principais efeitos adversos e interacções da terapêutica farmacológica para a azia, com antiácidos, são os seguintes:

  • Alergia
  • Obstipação
  • Redução da absorção de alguns antibióticos tais como as tetraciclinas, quinolonas (por exemplo, ciprofloxacina, ofloxacina e levofloxacina) e cefalosporinas. Estas reduções de absorção podem atingir os 90% e são devidas à formação de quelatos insolúveis entre os medicamentos e os iões de alumínio
  • A acção de glicosídeos cardíacos, como a digoxina e a levotiroxina, e o eltrombopag, pode ser afetada se tomar antiácidos ao mesmo tempo. É conveniente fazer um intervalo de 1-2 horas entre a toma do antiácido e a toma de outro medicamento.

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Concluindo

A azia é um sintoma comum e na maioria das vezes é transitório. As medidas não farmacológicas podem ser efetivas no tratamento da azia. Os antiácidos de ação rápida são a primeira opção. A dor provocada pela azia pode ser confundida com um ataque cardíaco mas também pode mascarar um enfarte a decorrer, pelo que deve sempre, por precaução, procurar apoio médico urgente. Nas grávidas a azia é frequente e transitória desaparecendo em regra após a gravidez. A azia deve sempre ser tratada porque se trata de ácido do estômago que escapa para o esófago e “queima” deixando lesões locais que se forem frequentes podem degenerar para doença grave!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

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DORES MENSTRUAIS FORTES, SERÁ ENDOMETRIOSE?

Dores menstruais

As dores menstruais não devem ser consideradas normais, principalmente quando são persistentes e acontecem mesmo tomando medicamentos para a dor. Estas dores podem estar a sugerir uma endometriose, condição que pode levar à infertilidade.

 O que é a endometriose?

A endometriose é uma doença caracterizada pela existência de tecido uterino em regiões do corpo que não o útero, geralmente na pelve, ovários ou intestinos. A endometriose é uma condição benigna que, entretanto, pode ser muito debilitante, pois costuma estar associada a dor crónica e infertilidade.

O que é o endométrio ?

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Localização anatómica do #endométrio

Endométrio é uma fina membrana que recobre a camada interna do útero. Durante o ciclo menstrual o endométrio sofre transformações induzidas pelas variações hormonais, cresce e torna-se um tecido rico em vasos sanguíneos.

O endométrio cresce para ficar apto a receber e nutrir o embrião em caso de gravidez. Quando o ciclo termina e o óvulo não foi fecundado, essa parede espessa do endométrio desaba e é expelida para fora do útero. Este processo é a menstruação.

Em que partes do organismo pode, usualmente, aparecer  tecido endometrial?

Endometriose melhorsaude.org melhor blog de saude
A endometriose pode ocorrer em diversos pontos do organismo

A endometriose é uma doença caracterizada pelo aparecimento de pedaços de tecido endometrial fora da parede interna do útero.

A endometriose pode aparecer na bexiga, intestinos, apêndice, vagina, ureter e raramento órgãos distantes da pelve como pulmões e sistema nervoso central.

Também podem surgir tecidos de endométrio em cicatrizes cirúrgicas do abdómen e pelve. Os locais mais comuns onde ocorre a endometriose são, por ordem decrescente, os seguintes:

1.Ovários
2. Regiões ao redor do útero incluindo o fundo de saco de Douglas e ligamentos uterinos
3. Porção exterior do útero
4. Trompas de falópio
5. Regiões finais do intestino

A endometriose pode surgir em vários locais diferentes ao mesmo tempo, podendo coexistir em 3 ou 4 órgãos diferentes.

Quais as consequências da endometriose?

Este endométrio em locais atípicos reage aos estímulos hormonais do ciclo menstrual exatamente como o endométrio dentro do útero, ou seja, acontece proliferação e depois sangra, causando, a curto prazo, irritação e a longo prazo fibrose dos tecidos ao redor. Esta característica é a responsável pelos principais sintomas da endometriose cujas causas ainda não são completamente conhecidas.

Qual a prevalência da endometriose ?

Estima-se que até 10% das mulheres tenham a doença. Cerca de 80% dos casos de dor pélvica crónica em mulheres são causados pela endometriose. A faixa etária mais atingida é a de 25 a 35 anos.

Quais os sintomas da endometriose?

Sintomas de endometriose melhorsaude.org melhor blog de saude
O sintoma mais comum da #endometriose é a dor associada ao período menstrual

Dependendo do local onde ocorre a endometriose, a paciente pode apresentar um quadro clínico que varia desde assintomático, até dor constante e ininterrupta.

No entanto, o sintoma mais comum da endometriose é a dor associada ao período menstrual, pois, como já referido, assim como o endométrio normal dentro do útero, o pedaço de tecido endometrial exterior também sangra no final do ciclo menstrual. A endometriose é uma causa comum de dismenorreia secundária ( cólica menstrual ).

Os sintomas da endometriose podem, então, ser alguns dos seguintes:

  • Dor associada ao período menstrual ( dismenorreia )
  • Sangramento em excesso durante a menstruação
  • Sangue na urina
  • Sangue nas fezes
  • Inflamação e dor intensa na zona abdominal
  • Infertilidade
  • Dor durante a relação sexual ( dispareunia )
  • Diarreia
  • Obstipação ( prisão de ventre )
  • Fadiga crónica

Existe sangramento nos tecidos onde a endometriose está localizada?

  • Se a endometriose está localizada na bexiga, é possível haver sangue na urina;
  • Se estiver nos intestinos poderá haver sangue nas fezes;
  • A presença de endometriose na cavidade abdominal ou na pelve faz com que haja sangramento para essas cavidades, causando intensa inflamação e dor.

A endometriose pode causar infertilidade?

A endometriose também está muito associada a infertilidade, pois os ovários são um dos locais mais frequentemente afectados, causando inflamação crônica, cicatrização e adesões dos ovários e trompas. A endometriose que afecta a parte externa do útero também pode levar a deformidades do mesmo e de áreas da pelve, tornando o aparelho ginecológico inapto para uma gravidez.

A endometriose provoca o cancro?

A endometriose, quando afecta os ovários, parece aumentar o risco de cancro dos ovários. Curiosamente o uso de pilulas anticoncepcionais parece reduzir este risco.

Como se faz o diagnóstico da endometriose?

Em muitas mulheres o quadro clínico de dor pélvica cíclica é bastante sugestivo, porém insuficiente para se estabelecer o diagnóstico. Exames de imagem com a ultrassonografia podem ajudar a descartar outras causas para os sintomas, como tumores, mas também raramente conseguem fechar o diagnóstico da endometriose.

Para se ter certeza do diagnóstico é preciso olhar diretamente para dentro da pelve e abdómen, o que só é possível através da laparoscopia, um procedimento cirúrgico. Durante a laparoscopia é possível procurar o tecido implantado e fazer as respectivas biópsias, quando necessário.

Qual o tratamento da endometriose?

  • Uso de anti-inflamatórios, no início do tratamento  ( estes medicamentos são apenas sintomáticos e não actuam diretamente na doença );
  • Uso de anticoncepcionais orais ( ajuda a controlar o ciclo hormonal, reduz os sangramentos e consequentemente a dor );
  • Uso da GnRH, uma hormona que causa uma menopausa temporária, impedindo a liberação de estrogênios e cessando a menstruação. O tratamento reduz a dor em 80% dos doentes e ajuda a diminuir o tamanho da endometriose. Pode ser usada até 12 meses.
  • Laparoscopia ( cirurgia que remove os tecidos endometriais em excesso )

Cirurgia para endometriose

A cirurgia é indicada nos casos de dor severa, grande sangramento, infertilidade ou ausência de resposta ao tratamento clínico. A cirurgia visa a remoção dos tecidos endometriais e fibroses ou adesões que possam já existir. Atualmente a cirurgia mais usada é a laparoscopia. Em casos muitos graves, com múltiplos implantes de endometriose, pode ser necessária a remoção de todo útero e/ou ovários.

Concluindo

Uma dor é sempre um sinal de alarme. Se for pontual, passageira e pouco intensa, as probabilidades de ser um sinal de lesão grave são baixas e portanto não deve ser valorizada se desaparecer rapidamente! Se a dor for forte ou persistente ela deve ser valorizada de imediato para despistar problemas de saúde graves que podem estar apenas numa fase inicial e facilmente tratável. Mesmo quando não existe nenhum problema de saúde grave, uma dor persistente não tratada tende a “ganhar vida própria” e tornar-se crónica! Não se deixe apanhar nessa armadilha de dor crónica convencendo-se erradamente que tem uma dor que consegue suportar apenas para não tomar medicamentos. Os analgésicos e anti-inflamatórios utilizados atempadamente na dose correcta podem, precisamente, evitar que mais tarde fique dependente deles!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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12 FACTOS SOBRE ANTI-INFLAMATÓRIOS E DIGESTÃO

Anti-inflamatórios e digestão

Calcula-se que diariamente mais de 30 milhões de pessoas se socorrem de medicamentos denominados anti-inflamatórios não esteróides para aliviar queixas dolorosas variadas, como por exemplo ósseas ou articulares, ou simples dores de cabeça. Apesar da eficácia que estes medicamentos possam apresentar, eles podem ser responsáveis por algumas complicações que convém considerar.

As mais frequentes relacionam-se com o aparelho digestivo, nomeadamente na região do estômago, que após a toma destes fármacos pode tornar-se doloroso, apresentar úlcera, ou mesmo uma hemorragia. A maioria das vezes estes problemas aparecem subitamente, não havendo nenhum teste que permita prever que tal possa acontecer. Existem mesmo situações em que estes fármacos não devem ser consumidos, como acontece no período final de uma gravidez.

Que efeitos colaterais são mais frequentes aparecer no aparelho digestivo?

  • Dor na região do estômago
  • Azia
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Alteração dos hábitos intestinais (diarreia ou obstipação)

Quem tem risco acrescido?

Todos aqueles que tomam medicamentos anti-inflamatórios têm algum risco de desenvolver problemas digestivos. Alguns contudo têm um risco mais elevado e estão mais susceptíveis de ter complicações. São os que:

  • Têm mais de 60 anos
  • Têm história prévia de úlcera do estômago ou duodeno
  • Tomam associadamente corticóides ou medicamentos que diminuam a coagulação do sangue
  • Consomem álcool regularmente
  • São fumadores
  • Tomam anti-inflamatórios em doses superiores às recomendadas pelo médico
  • Tomam anti-inflamatórios por longos períodos de tempo
  • Tomam simultaneamente outros medicamentos que contêm aspirina e outros anti-inflamatórios

Quais são os sinais de alarme?

Convém salientar que cerca de 80% das pessoas que apresentam problemas digestivos como consequência da toma de anti-inflamatórios, não têm previamente sintomas de alarme. De qualquer forma, deverá ser contactado de imediato o médico, caso algum dos seguintes se faça sentir:

  • Dor na zona do estômago
  • Aparecimento de fezes negras ou com sangue vermelho
  • Vómitos persistentes ou com sangue (negro ou vermelho)

É possível diminuir os riscos?

Algumas atitudes são desejáveis antes ou durante a toma de anti-inflamatórios:

  • Conhecer os seus próprios factores de risco
  • Se notar alguma alteração após o início da toma do medicamento, contactar o médico
  • Nunca ultrapassar a dose prescrita, a não ser por indicação médica
  • Evitar ou limitar a ingestão de álcool
  • Tomar após as refeições
  • Falar com o médico acerca dos medicamentos que podem reduzir o risco de complicações dos anti-inflamatórios (nomeadamente a hipótese de tomar em simultâneo medicamentos denominados anti-ulcerosos)
  • Avaliar a possibilidade de tomar outros medicamentos que aliviem a dor e que não sejam anti-inflamatórios (por exemplo paracetamol ou tramadol)
  • Falar com o médico antes de iniciar a toma diária de aspirina em baixas doses

Os anti-inflamatórios têm risco para outros órgãos?

Estudos recentes indicam que alguns anti-inflamatórios podem aumentar o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Se existir doença cardíaca prévia ou factores de risco (tensão arterial elevada, colesterol elevado, tabagismo) e tiver necessidade de tomar anti-inflamatórios por períodos prolongados, converse com o médico acerca dos possíveis riscos cardiovasculares acrescidos. Existem ainda alguns outros efeitos colaterais possíveis sobre outros órgãos e sistemas:

  • Toxicidade renal
  • Anemia
  • Reacções cutâneas
  • Reacções alérgicas
  • Toxicidade sobre o fígado
  • Ataques de asma em pessoas que tenham a doença previamente

Perante a absoluta necessidade de tomar medicamentos anti-inflamatórios, deverá fazê-lo na menor dose possível, durante o mais curto espaço de tempo e preferencialmente sob orientação médica.

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Quais os anti-inflamatórios mais usados pela população em geral?

A prescrição de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) continua muito concentrada em algumas moléculas clássicas, que além da acção anti-inflamatória apresentam também acção analgésica (combatem a dor ) e antipirética ( baixam a febre ), a saber:

  • Ibuprofeno ( Ex: Brufen®, Trifene®, Spidifen®, Nurofen® )
  • Diclofenac ( Ex: Voltaren® )
  • Naproxeno ( Ex: Naprosyn® )
  • Quetoprofeno
  • Nimesulide ( Ex: Nimed®, Aulin®, Jabasulide® )
  • Ácido acetilsalicílico ( Ex: Aspirina®, Lisaspin® )

Destes anti-inflamatórios o Nimesulide, por causa dos efeitos adversos, apenas deve ser utilizado como analgésico e no máximo durante 7 dias de 12 em 12 horas.

De um modo geral, julga-se que o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno são mais suaves para o estômago do que a aspirina, embora poucos estudos tenham na realidade comparado estes fármacos. O ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno podem causar indigestão, náuseas, diarreia, acidez, dor de estômago e úlceras tal como a aspirina. Outros efeitos adversos incluem sonolência, vertigem, zumbidos nos ouvidos, perturbações visuais, retenção de água e dificuldades respiratórias.

Embora o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno não prejudiquem mais a coagulação do sangue do que a aspirina, não se devem combinar com anticoagulantes como a varfarina, excepto sob estrita vigilância médica. Do mesmo modo, o controlo médico é necessário antes de administrar o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno a indivíduos com problemas renais ou hepáticos, insuficiência cardíaca ou tensão arterial elevada.

Alguns fármacos prescritos para o coração e para a pressão arterial não actuam tão bem se forem combinados com esses anti-inflamatórios. Os indivíduos que tomam bebidas alcoólicas regularmente podem correr maior risco de afecção do estômago, úlceras e disfunção hepática.

Os doentes alérgicos à aspirina também podem sê-lo ao ibuprofeno, ao quetoprofeno e ao naproxeno. As erupções cutâneas, picadas ou dificuldades de respiração requerem uma atenção médica imediata.

Porque fazem mal ao estômago os AINEs?

Os fármacos anti-inflamatórios não esteróides bloqueiam a enzima cicloxigenase, que é crucial para a criação de prostaglandinas. As prostaglandinas são substâncias semelhantes às hormonas, que têm as seguintes funções:

  • Alteram o diâmetro dos vasos sanguíneos,
  • Elevam a temperatura corporal como resposta à infecção
  • Desempenham um papel crucial na coagulação do sangue, para além de outros efeitos.

A libertação no organismo de prostaglandinas, como resposta a uma lesão (Ex: queimadura, ruptura, entorse ou distensão muscular) produz inflamação, avermelhamento e inchaço.

Dado que as prostaglandinas desempenham um papel protector do aparelho digestivo contra o ácido gástrico, tomar aspirina ou um fármaco similar anti-inflamatório, pode causar perturbações gastrointestinais, úlceras e hemorragias. Todos os fármacos anti-inflamatórios não esteróides, incluindo a aspirina, podem causar acidez, indigestão e úlceras pépticas.

Os compostos com tampões podem diminuir os efeitos irritativos directos da aspirina. Estes produtos contêm um antiácido, que cria um meio alcalino que intensifica a dissolução da aspirina e pode reduzir o tempo durante o qual a aspirina está em contacto com o estômago. No entanto, dado que o tampão não pode contrariar a redução das prostaglandinas, a aspirina pode ainda irritar o estômago.

A aspirina com invólucro entérico foi fabricada para passar intacta através do estômago e dissolver-se no intestino delgado, minimizando a irritação directa. No entanto, a aspirina revestida deste modo é absorvida irregularmente. É provável que a ingestão de alimentos retarde o esvaziamento do estômago e, portanto, atrase a absorção deste tipo de aspirina e o alívio da dor.

Como e porque se forma uma inflamação?

Para entender melhor o processo inflamatório temos de falar primeiro sobre mediadores inflamatórios.
Uma lesão qualquer que danifique a membrana das diferentes células do organismo será capaz de liberar frações de fosfolipideos, denominados ácido araquidónico, através da ação enzimática da fosfolipase A2 (PLA2) que, no estado não ativado encontra-se na forma esterificada, ligada à membrana celular.

O ácido araquidónico, quando liberado, não tem ação anti-inflamatória, entretanto, os produtos de sua degradação, formados através das isoenzimas denominadas cicloxigenase (COX) e lipoxigenase, são mediadores químicos fundamentais para o desenvolvimento do processo inflamatório.

A quebra do ácido araquidônico pelas cicloxigenases (COX) origina as prostaglandinas (PGs) e tromboxanas (TXs). Enquanto que a quebra do ácido araquidônico pelas lipoxigenases origina os leucotrienos (LTs).

Como actuam os anti-inflamatórios?

Quando o processo inflamatório é muito exacerbado, o órgão afetado poderá ter a sua função comprometida. Nestes casos, devem ser utilizadas substâncias que modulem o processo inflamatório sendo tais substâncias conhecidas como anti-inflamatórias e são classificadas em:

  • Esteroides
  • Não esteroides.

Existem vários anti-inflamatórios não esteroides (AINES);
Estas ações decorrem, em grande parte, da ação inibitória sobre as enzimas que degradam o ácido araquidônico:

  • Cicloxigenase(COX)
  • Lipoxigenase.

O que diferencia as várias formulações comerciais dos AINES, no que se refere à potência de inibição nos processos inflamatórios, febris e dolorosos, é a sua ação sobre as diferentes isoenzimas, a biodisponibilidade, a bitransformação e a eliminação, nas diferentes espécies animais.

Os conhecimentos até hoje adquiridos sobre os mecanismos pelos quais atuam os diferentes agentes anti-inflamatórios têm demonstrado que:

  • A inibição seletiva da cicloxigenase desvia o catabolismo do ácido araquidônico para a via lipoxigenase, favorecendo a geração de LTs e levando, desta forma, a continuidade do processo inflamatório através de outros mecanismos.
  • Recentemente, verificou-se existirem pelo menos 2 tipos de cicloxigenases, que determinam no organismo diferentes funções fisiológicas:
    – a cicloxigenase 1 (COX-1);
    – a cicloxigenase 2 (COX 2) ou Coxibe.

Os produtos da quebra do ácido araquidônico pela COX-1 levam a formação de PGs relacionadas com reações fisiológicas renais, gastrintestinais e vasculares; enquanto os produtos originados pela cisão através da COX-2 (coxibe) levam a formação de PGs que participam dos efeitos inflamatórios.

Portanto, os anti-inflamatórios COX-2 ou COXIB  são, teoricamente, mais especificos e mais potentes que os COX-1 e com menos efeitos gastrointestinais adversos.

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O que são os anti-inflamatórios do grupo COXIBE?

São anti-inflamatórios de 2ª geração que por inibirem principalmente a COX-2 têm menos efeitos gastrointestinais adversos.

Os principais anti-inflamatórios coxibes são:

  • Celocoxib ( Celebrex®, Solexa® )
  • Etoricoxib ( Arcoxia®, Exxiv® )

Os Coxibes são mais seguros que os anti-inflamatórios clássicos?

Existem algumas dúvidas sobre o perfil de segurança dos Coxibes. Aparentemente são mais seguros ao  nivel gastrointestinal mas não ao nivel cardiovascular. Basta apenas lembrar que molécula aprovada e mais utilizada como anti-inflamatório nas crinaças é o ibuprofeno ( Brufen® ) por ter um melhor perfil de segurança global em relação a todos os outros anti-inflamatórios.

Qual o melhor e mais seguro anti-inflamatório?

O anti-inflamatório melhor, mais seguro e único usado no ambulatório em crianças é o ibuprofeno ( Brufen® ).  Existem opiniões divergentes na classe cientifica mas o ibuprofeno parece ser também o mais seguro nos adultos com a vantagem de ter uma excelente eficácia anti-inflamatória e analgégica, principalmente se for usada a dosagem de 600mg, no máximo de 8/8horas. No entanto não esqueça que tem sempre efeitos secundários principalmente gastrointestinais e em uso mais prolongado podem aparecer lesões na boca do tipo aftas. Por isso deve usar-se a menor dosagem eficaz possivel, que é geralmente 600mg de ibuprofeno de 12 em 12 horas.

Concluindo

Os anti-inflamatórios são uma excelente arma terapêutica no combate à inflamação com dor associada. No entanto são medicamentos com vários efeitos secundários nomeadamente do foro gastrointestinal. Os anti-inflamatórios de 2ª geração, do grupo coxibes, têm um perfil de segurança gastrointestinal melhor que os clássicos AINEs mas não são mais seguros ao nível cardiovascular.

A toma de um anti-inflamatório deve, sempre que possivel, ser aplicada em tratamentos de curta duração, poucos dias, de forma a evitar os efeitos secundários que são tanto mais provaveis quanto mais longo for o tratamento. No entanto quando as patologias inflamatórias são crónicas é necessário manter o tratamento e prescrever outros medicamentos que protejam o doente do aparecimento de efeitos secundários há muito conhecidos e que, nos casos de doença crónica, têm elevada probabilidade de surgir. O mais habitual é a toma simultânea de um “protector do estómago” a acompanhar a receita de um AINE.

Fique bem!

Franklim M. Fernandes

Fontes: Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia;

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7 ALIMENTOS ANTI-INFLAMATÓRIOS

Quais são afinal os alimentos anti-inflamatórios que podemos introduzir com facilidade na nossa alimentação?

Embora existam muitos, neste artigo vamos apenas considerar 7 alimentos que podem ser facilmente introduzidos de forma variada e diária na nossa alimentação, estando disponiveis facilmente em qualquer hipermercado.

A inflamação crónica é, segundo vários estudos, provavelmente a maior causa, a médio e longo prazo, de vários tipos de doenças graves, nomeadamente cancro. É cada vez mais concensual na classe científica que uma das fontes de saúde e longevidade é o combate diário à inflamação.

Quando o organismo é alvo de uma infeção causada por fatores externos (bactérias, vírus, parasitas, entre outros), o sistema imunológico desencadeia um processo inflamatório, ou inflamação, como resposta natural do organismo, e que tem como objetivo destruir os agentes agressores. Não é demais relembrar que uma alergia também é uma inflamação e muitas vezes tendencialmente crónica, fazendo com que os doentes alérgicos tenham um risco acrescido de contrairem várias doenças no curto, médio e longo prazo.

Afinal qual é o problema da inflamação? Não é uma reacção de defesa do organismo perante uma agressão?

Sim, é de facto uma reacção de defesa importante e até essencial para a nossa sobrevivência mas quando a reacção anti-inflamatória aguda é demasiado agressiva ou se a inflamação persistir por mais de três meses pode tornar-se uma inflamação crónica (como a artrite reumatoide ou a tuberculose) e os seus sintomas nem sempre são muito específicos ou visíveis. Uma inflamação demasiado agressiva ou prolongada pode destruir, além do “agressor”, células saudáveis e dar início a muitas doenças graves.

Além do habitual tratamento com anti-inflamatórios, uma das melhores formas de combater a inflamação crónica passa por praticar uma alimentação o mais saudável possível no dia a dia, incluindo na nossa dieta os chamados alimentos anti-inflamatórios. Também o exercício fisico, nomeadamente de curta duração mas alta intensidade, demontrou aumentar a nossa longevidade!

Que tipo de alimentação que combate a inflamação?

Nestes casos, os especialistas aconselham que seja adotada a tradicional dieta mediterrânica, praticada em Portugal, que inclui muitos dos alimentos cujo poder anti-inflamatório está há muito provado, tais como:

  • Vegetais de folha verde
  • Azeite
  • Peixes gordos

Pelo contrário, alimentos como os hidratos de carbono refinados, fritos, refrigerantes, carnes vermelhas e gorduras saturadas potenciam em larga escala o aumento de peso e o aparecimento de processos inflamatórios no organismo. Estes podem, por sua vez, desencadear outras doenças como depressão, artrite ou doença de Alzheimer, entre outras.

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7 alimentos anti-inflamatórios

Existem alimentos anti-inflamatórios que ajudam a prevenir algumas das doenças atrás referidas

Tomate

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O consumo do tomate é recomendado por este ser um alimento muito rico em:

  • Licopeno (entre outros carotenoides como a luteína),
  • Antioxidantes (vitaminas do complexo A e B, além de vitamina E e vitamina C),
  • Minerais como o fósforo e o potássio, além de
  • Acido fólico,
  • Cálcio e
  • Frutose.

O tomate é considerado como um alimento eficaz na prevenção de alguns tipos de cancro e no fortalecimento do sistema imunológico.

Azeite

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Rico em gorduras monoinsaturadas, o azeite é o “embaixador” da dieta mediterrânica e o seu consumo contribui para a redução do colesterol LDL, o mais nocivo para a saúde. No âmbito da inflamação crónica, o azeite permite bloquear a produção de elementos químicos que induzem processos inflamatórios no organismo, de acordo com um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.

Vegetais de folha verde-escura

Brócolos melhorsaude.org

Muito presente nestes vegetais, a vitamina E é essencial para combater processos inflamatórios. Alguns exemplos de vegetais e folha verde-escura são:

  • Espinafres,
  • Couve,
  • Brócolos,

Demonstram também concentrações elevadas de vitaminas e minerais como cálcio, ferro e outros fitoquímicos presentes que ajudam a prevenir várias doenças.

Frutos secos

Frutos secos melhorsaude.org

O grupo de alimentos designado por frutos secos, no qual se incluem as nozes, amêndoas, avelãs, entre outros, caracteriza-se pela abundância de antioxidantes que ajudam o organismo a reparar os danos causados pela inflamação. Por exemplo:

  • As amêndoas são ricas em fibra, cálcio e vitamina E,
  • As nozes contêm ácidos gordos essenciais ómega-3, que reduzem a inflamação.

Mas atenção, por serem calóricos, os frutos secos devem ser consumidos com moderação.

Peixes gordos

Peixes gordos ómega 3 melhorsaude.org

Alguns exemplos de peixes gordos usados na dieta Mediterrânea são:

  • Salmão,
  • Cavala,
  • Atum,
  • Arenque,
  • Sardinha.

O seu elevado teor de ácidos gordos essenciais ómega-3 ajuda a reduzir os processos inflamatórios no organismo e o seu consumo deve ser repetido várias vezes durante a semana.

Fruta

laranja e vitamina C melhorsaude.org

São exemplos de frutas com propriedades anti-inflamatórias as seguintes:

  • Framboesas,
  • amoras,
  • mirtilos,
  • cerejas,
  • maçãs,
  • laranjas.

Têm um baixo teor de gordura e de calorias e são muito ricos em antioxidantes. Os frutos vermelhos, como as cerejas, amoras ou mirtilos têm uma forte presença de antocianinas, pigmentos que conferem cor e que combatem inflamações crónicas.

Gengibre

gengibre melhorsaude.org

Além de estar associado à prevenção de náuseas e vómitos, está também provado que a ingestão de gengibre permite reduzir os níveis de inflamação, seja ela aguda ou crónica, como no caso da artrite reumatoide, por exemplo. O gingerol é uma das substâncias ativas presentes no gengibre com ações benéficas para o organismo, sendo antioxidante e anti-inflamatório.

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Concluindo

A qualidade da nossa alimentação é cada vez mais de importância preponderante para evitarmos inumeras doenças graves que a comunidade científica vem ligando de maneira clara ao aparecimento de certas doenças como o cancro.  Não se trata nunca de comer quantidade imensas destes alimentos mas sim introduzi-los de forma variada, mas quotidiana, na nossa alimentação. A variedade alimentar é essencial e nunca podemos confiar apenas em dois ou três alimentos mesmo que sejam excelentes.

Outro factor de enorme importância é a fonte produtora destes alimentos e este é provavelmente o maior problema! De que serve comermos tomates, mirtilos, frutos secos, alfaces…etc para depois descobrirmos que têm aditivos, conservantes, corantes, vestigios de pesticidas e medicamentos que nos fazem ainda pior?! Não é fácil mas o que pode fazer é apenas ler o rótulo e informar-se o mais possivel sobre os padrões de qualidade e certificação das empresas produtoras ou claro ter a sua própria horta!

Para terminar nunca é demais relembrar o efeito anti-inflamatório do exercício físico. Neste particular a comunidade científica tem vindo a descobrir uma relação muito benéfica com o exercício de curta duração mas alta intensidade tais como:

  • Levantamento de pesos
  • Corrida de velocidade
  • Dança

Se não puder fazer nenhuma das três acima referidas todos os exercícios de curta duração que façam aumentar a sua pulsação em 50% têm um efeito anti-inflamatório. Um exemplo simples, fácil e acessivel é subir e descer escadas ou andar rapidamente!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes

Fontes: Dr. David B Agus, médico oncologista  e investigador; The American Journal of Clinical Nutrition.

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