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FACEBOOK E REDES SOCIAIS 2017: JOVENS MAIS ISOLADOS?

Facebook Youtube e redes sociais 2017: Será bom ou aumenta o isolamento entre os jovens? O que diz a ciência?

Um estudo publicado na revista “American Journal of Preventive Medicine”apurou que quanto mais tempo um jovem adulto usa as redes sociais como o facebook, mais possibilidade tem de se sentir isolado.

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O que diz o estudo?

O estudo liderado por Brian A. Primack, diretor do Centro Pitt’s de Investigação e Media, Tecnologia e Saúde, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, demonstrou ainda que a frequência de utilização das redes sociais como o facebook está igualmente associada a um maior isolamento social.

Quem participou no estudo?

Para o estudo, o autor principal e colegas contaram, em 2014, com a participação de 1.787 jovens adultos norte-americanos com 19 a 32 anos de idade.

Facebook e redes sociais quais as estudadas?

Foi pedido aos jovens que respondessem a questionários para determinar o tempo e frequência de utilização das redes sociais, tendo sido formuladas questões sobre as redes com maior popularidade na altura: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine e LinkedIn.

Quanto tempo passam nas redes sociais como o facebook?

Após terem considerado uma variedade de fatores sociais e demográficos, os investigadores apuraram que os participantes que usavam as redes sociais mais de duas horas por dia apresentavam o dobro da possibilidade de percecionarem isolamento social do que os jovens que passavam menos de meia-hora por dia nas redes sociais.
Os participantes que visitavam várias plataformas sociais 58 vezes semanalmente ou mais apresentavam três vezes mais possibilidades de se sentirem socialmente isolados do que os que visitavam as plataformas menos de nove vezes por semana.

Qual a origem do isolamento?

“Ainda não sabemos o que veio primeiro, se a utilização das redes sociais ou se o isolamento social percecionado”, comentou Elizabeth Miller, autora sénior do estudo e professora de pediatria na Universidade de Pittsburgh.
“É possível que os jovens adultos que inicialmente se sentiam socialmente isolados se tenham virado para as redes sociais. Ou pode ser que uma maior frequência de utilização das redes sociais os tenha de alguma forma feito sentir isolados do mundo real. Ou pode ser uma combinação de ambos”, continuou.

Porque aumenta o isolamento?

A equipa de investigadores dá como possíveis explicações para este fenómeno o facto de as redes sociais afastarem os jovens das experiências sociais reais, de algumas características das redes sociais darem a sensação de o indivíduo se sentir excluído ou de a exposição à vida dos colegas dar a sensação que levam uma vida bem mais preenchida e feliz que a sua.

O que deve fazer o médico?

Face aos resultados, os investigadores aconselham os médicos a questionarem os pacientes mais jovens sobre os seus hábitos de uso das redes sociais.

Concluindo

As redes sociais, como o facebook, são uma extraordinária fonte de informação não filtrada. Trata-se de um fenómeno único da história humana. Nunca o ser humano teve acesso a tanta informação ao mesmo tempo e em tempo real! O excesso como tudo na vida está a tornar-se avassalador para aqueles que preenchem os seus “vazios internos” sem cuidarem da filtragem do que é boa informação e do que é simplesmente lixo. Infelizmente lixo é a maioria!
É muito curioso que um fenómeno tido como globalizante e que se julgava aproximar os humanos está a tornar imensas pessoas cada vez mais isoladas. O “voyeurismo” sobre a vida dos “amigos virtuais” aparentemente felizes e bem sucedidos na vida… pode ser um duro golpes na autoestima dos menos bem sucedidos e psicologicamente frageis! Daí até ás ideias depressivas sobre a sua própria vida vai um pequeno passo.
O isolamento e consequente perda de contacto social com a realidade faz esquecer que não existem pessoas sempre felizes, sorridentes, bem acompanhadas, profissionalmente bem sucedidas e com famílias perfeitas… isso não existe! A realidade é que todas as pessoas e famílias têm os seus momentos mais e menos felizes sendo certo que umas fazem mais por isso do que outras!
Dá que pensar… porquê tantos milhões de pessoas acreditam que a sua vida é muito menos interessantes que as outras… vidas… virtuais…? A autoestima é de facto uma peça estruturante da nossa personalidade que tem de ser muito melhor tratada e apoiada para que possamos realmente desejar um Mundo melhor…!
Por último talvez seja bom lembrar o caminho da humildade… dos que pintam uma vida magnífica… com pés de barro nas redes sociais… mas também dos coitadinhos que não têm sorte nenhuma na vida… porque fazem pouco por isso e têm inveja dos primeiros! A uns e a outros a dose de humildade certa será certamente a chave para terem uma vida real mais Feliz!
Fique bem!
Franklim Fernandes
Fonte:

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PARKINSON 2016: DOENÇA COMEÇA NO INTESTINO?

Parkinson 2016: Um novo estudo científico vem revelar que a doença de Parkinson pode não estar apenas no cérebro. A doença pode ter início nos intestinos e mais tarde migrar para o cérebro.

Estudo:

Uma estranha coincidência entre os doentes com Parkinson levou os cientistas a investigar o sistema digestivo. A maioria queixava-se de obstipação e outros problemas intestinais, muitos cerca de 10 anos antes de a doença se manifestar.

Estudos anteriores demonstraram já que os doentes com Parkinson têm um conjunto de bactérias nos intestinos diferentes de pessoas saudáveis. Agora, em experiências realizadas em ratinhos de laboratório, os cientistas da Universidade da Califórnia CalTech perceberam que há toxinas que estão presentes tanto nos intestinos como no cérebro dos doentes.

“Encontrámos a ligação biológica entre o microbioma – comunidade de microorganismos que colonizam diversas partes do organismo – dos intestinos e a doença de Parkinson”, afirma o autor principal do estudo Sarkis Mazmanian. “Genericamente, esta investigação revela que a doença neurodegenerativa pode ter origem nos intestinos e não no cérebro, como se julga”, declarou à revista New Scientist.

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O que é a doença de Parkinson?

A Doença de Parkinson é uma perturbação progressiva do sistema nervoso central, caracterizada por:

  • Tremores,
  • Rigidez nos membros e articulações,
  • Problemas na fala,
  • Dificuldade na iniciação dos movimentos.

Numa fase mais avançada da doença, algumas pessoas podem desenvolver Demência. A medicação pode melhorar a sintomatologia física, mas também pode provocar efeitos secundários que incluem:

  • Alucinações,
  • Delírios,
  • Aumento temporário da confusão,
  • Movimentos anormais.

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Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

METFORMINA 2017 ANTIDIABÉTICO ATRASA ENVELHECIMENTO?

Metformina (Metformin) 2017: Segundo o The American Journal of Gastroenterology e a nature.com este antidiabético mais usado no mundo poderá vir a ser o nome para o milagre que promete parar o tempo e fazer com que homens e mulheres vivam mais e sem doenças como Alzheimer ou Parkinson.

Metformina: O que é?

A Metformina é a droga por via oral (antidiabético oral) mais usada para o controle glicémico nos doentes com  diabetes mellitus tipo 2.

Quais os medicamentos mais conhecidos com metformina?

Algumas das marcas de medicamentos mais conhecidos cuja composição é metformina são:

  • Risidon® (850mg e 1000mg)
  • Glucophage® (500mg)
  • Stagid® (700mg)

Estão já disponiveis vários medicamentos genéricos de metformina com dosagens de 500mg, 850mg e 1000mg.

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Metformina: Qual a nova descoberta?

O fármaco já foi testado em animais pelos investigadores de universidades europeias e americanas, mostrando que consegue expandir o tempo de vida e desacelerar o envelhecimento. Agora, o próximo passo é ver se acontece o mesmo com os humanos. A substância química, que nos cenários mais otimistas pode aumentar o tempo de vida até aos 120 anos, vai ser testada no Inverno do próximo ano. O recrutamento já começou. São cerca de 3.000 idosos americanos até aos 80 anos com risco de poder vir a ter cancro, problemas cardíacos e ou doenças mentais que melhor se encaixam no perfil de que os investigadores estão à procura.

Estudos:

O que aconteceu nos testes com animais?

Os ratos que receberam a metformina em laboratório viveram mais 40% e os seus ossos ficaram mais fortes!

Este medicamento, quando administrado em animais, já demonstrou um aumento da longevidade e da saúde, com resultados tão impressionantes que fizeram com que a agência norte-americana dos alimentos e medicamentos concedesse permissão para ser testado em humanos. O objetivo é deixar de combater as doenças isoladamente, tendo em conta que muitas delas são resultado da idade avançada. O combate é contra o envelhecimento, e não directamente contra as doenças sendo a principal meta fazer com que um septuagenário seja tão saudável quanto um quinquagenário.

Estudo:

Deve combater-se primeiro as doenças ou o envelhecimento?

Segundo o professor Gordon Lithgow do Buckinstitute for research on aging,  um dos responsáveis pelo estudo, a resposta a esta pergunta não é linear, no entanto se o alvo for o processo de envelhecimento e se atrasarmos esse envelhecimento, então desaceleram-se todas as doenças e patologias da velhice também. Isso é revolucionário, nunca aconteceu antes, mas há todos os motivos para pensar que é possível. Há 20 anos, o envelhecimento biológico era um mistério, agora, estamos a começar a aperceber-nos do que se passa.

Qual o segredo do envelhecimento?

O segredo está na marca genética, o ADN, que permite a cada célula funcionar correctamente ao longo dos anos como se ainda fosse nova. É isso que acontece, por exemplo, com alguns seres marinhos que nunca envelhecem (ex: lagosta; anémona-do-mar) e só não ocorre connosco porque, ao dividirmos as células milhões de vezes, aumentamos a probabilidade de criar e copiar erros.

O fármaco revelou ser eficaz para evitar erros que ocorrem na divisão de células. A metformina é a droga mais comum para os doentes com diabetes tipo 2. Um dos seus efeitos é aumentar a quantidade de moléculas de oxigénio existentes nas células, o que parece contrariar a deterioração que ocorre durante a divisão em novas células. Os testes que os cientistas belgas fizeram com zebras permitiram concluir que a droga, além de retardar o seu envelhecimento, tornava estes animais mais saudáveis.

Será que os diabéticos que tomam metformina vivem mais tempo?

Em 2014, um estudo da Universidade de Cardiff (Reino Unido) constatou que os diabéticos que tomavam o medicamento metformina viviam cerca de mais oito anos (15%) do que aqueles que não o tomavam. Esta conclusão intrigou tanto os investigadores que agora querem alargar os testes à população saudável.

O que se espera do futuro?

A esperança média de vida nos países desenvolvidos ronda os 80 anos de idade. Se for possivel, como esperam os cientistas, aumentar 1,5 vezes essa média então, num cenário optimista, os humanos podem viver até aos 120 anos, em média!

Gordon Lithgow acredita que o elixir da juventude pode, nas próximas décadas, vir em formato de vacina e que este medicamento até poderá vir a curar o cancro. “Se curássemos apenas o cancro, a esperança de vida cresceria só três anos, porque algo estaria por trás dessa patologia. Mas se desacelerarmos o processo de envelhecimento, podemos melhorar drasticamente a forma como as pessoas vivem”.

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Como funciona a metformina?

Ao contrário da diabetes tipo 1 que é causada por deficiência de insulina, a diabetes tipo 2 ocorre por uma resistência do organismo à ação da insulina, que circula no sangue mas não consegue exercer os seus efeitos. Esta característica da diabetes tipo 2 permite que seja tratada inicialmente não com insulina, mas com drogas por via oral, chamados de antidiabéticos orais (também chamados de hipoglicemiantes orais).

Entre os antidiabéticos orais, o mais usado atualmente é o cloridrato de metformina, ou simplesmente, metformina, que é uma droga que só funciona nos doentes que conseguem produzir insulina, sendo, assim, ineficaz na diabetes tipo 1.

A metformina ajuda a controlar a glicémia na diabetes tipo 2 através de três mecanismos:

  • Reduz a produção de glicose pelo fígado.
  • Aumenta a sensibilidade dos tecidos, principalmente dos músculos, à insulina. A metformina não aumenta a produção de insulina, mas sim otimiza a ação da insulina já produzida.
  • Reduz a absorção de glicose pelo trato gastrointestinal.

A metformina é a droga de escolha para doentes diabéticos e obesos, pois a mesma não está associada a ganho de peso, como acontece, por exemplo, com a insulina e outros antidiabéticos orais. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a metformina não emagrece ninguém e não deve ser usada como droga para se perder peso.

Que outras vantagens tem a metformina?

A metformina também apresenta os seguintes efeitos benéficos:

  • Leve redução dos níveis de colesterol LDL,
  • Leve redução de triglicerídeos,
  • Pode ser usada com segurança no tratamento do diabetes gestacional.
  • Efeito preventivo de tromboses

Estudo:

Quais as outras indicações da metformina além da Diabetes?

A única doença que tem indicação formal para ser tratada com metformina é o diabetes tipo 2, porém, algumas outras que também apresentam resistência dos tecidos à ação da insulina têm sido tratadas com metformina. Entre elas podemos citar:

  • Síndrome dos ovários policísticos: o uso da metformina parece ser benéfico, principalmente se a doente tiver excesso de peso,
  • Esteatose hepática: a metformina parece reduzir o grau de inflamação do fígado.

Quais as contra-indicações da metformina?

A metformina é uma droga com pouquíssimas contra-indicações, mas uma delas é muito importante por ser uma situação frequente em pacientes com diabetes:

  • A insuficiência renal.

A metformina não deve ser usada em pacientes com insuficiência renal, principalmente se a creatinina estiver acima de 1,5 mg/dl (ou filtração glomerular menor que 50 ml/min).

Doentes com doença hepática (fígado) grave também não devem tomar metformina.

Quais os efeitos colaterais da metformina?

A metformina é uma droga geralmente bem tolerada, principalmente se for respeitada a contraindicação para insuficientes renais. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão:

  • Diarreia,
  • Náuseas,
  • Gosto metálico na boca.

A acidose láctica (aumento do ácido láctico no sangue) é uma complicação rara, mas grave, que ocorre geralmente em doentes com insuficiência renal avançada que permanecem a usar a metformina.

A hipoglicemia (baixa de glicose no sangue), efeito colateral comum dos outros hipoglicemiantes orais e da insulina, é rara com a metformina.

Como tomar a metformina?

A metformina é vendida em comprimidos de 500 mg, 700mg, 850 mg e 1000 mg. O comprimido é geralmente tomado 2 ou 3 vezes por dia e a  dose máxima recomendada é 2550 mg/dia. Já existem formulações de liberação lenta que podem ser tomadas apenas 1x por dia. A metformina deve ser tomada junto às refeições e o comprimido deve ser engolido por inteiro, evitando parti-lo ou mastigá-lo.
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Concluindo

A pesquisa anti envelhecimento, depois de muitos anos estagnada, com resultados pouco visíveis para aplicação prática, está a agora à beira de conseguir dar um salto de gigante! Já eram conhecidos alguns estudos sobre hábitos do nosso quotidiano que potenciavam o estado de boa saúde durante mais anos, no entanto substâncias que pudessem ser tomadas para evitar o avanço do processo de envelhecimento eram matéria de ficção cientifica! Esta descoberta sobre os efeitos da metformina pode de facto tornar real, nas próximas décadas, a aspiração de viver com qualidade de vida até aos 120 anos, principalmente por se tratar de uma substância já amplamente utilizada nos seres humanos no tratamento da diabetes. Quem diria que assistiríamos, nas nossas vidas, ao início do desenvolvimento real de uma espécie de “elixir da juventude”? Para o bem e para o mal vivemos tempos verdadeiramente espantosos na evolução da ciência e da medicina em particular!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

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NOVIDADES e RISCO DE DOENÇA

Caros amigos e amigas da comunidade MELHORSAUDE.ORG

O tempo de férias fez diminuir o ritmo de publicações mas este será retomado ainda esta semana. Curiosamente o tráfego da nossa página continuou a aumentar a ritmo muito interessante e de forma orgânica fruto do imenso e interessante conteúdo partilhado na nossa página e blog ao longo de 10 meses e que começa agora a ser indexado nos motores de busca como o Google.

Estamos a preparar o lançamento dos primeiros eBooks de qualidade, baseados nos temas em que a comunidade demonstrou mais interesse com as suas inúmeras partilhas! Serão um passo importante na sustentabilidade desta página e blog que se pretende possa continuar a evoluir e continuar a fornecer informação de saúde fidedigna e gratuita, mantendo sempre os seguintes pilares essenciais:

  • Credibilidade das fontes de informação
  • Artigos de grande detalhe semanalmente
  • Informação de qualidade grátis
  • Informação actualizada
  • Área privada cada vez com mais recursos grátis
  • Grafismo de qualidade nos artigos publicados para tornar a leitura fácil e agradável

Não é tarefa simples manter a sustentabilidade, qualidade e detalhe do nosso blog mas com o lançamento em breve dos eBooks confiamos ser possivel continuar a suportar esta missão por uma melhor saúde para todos.

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Como diminuir o risco de doença?

Como gosto sempre em todos os “posts” de tentar dar informação útil aqui fica uma listagem publicada no Best-seller do New York Times “O FIM DA DOENÇA”, escrito pelo Dr. David B. Agus, um dos oncologistas e investigadores de Biomedicina mais conceituados do mundo, galardoado com diversos prémios entre os quais o da American Cancer Society, respondendo a uma pergunta de um leitor:

Quais as 10 principais acções que posso realizar hoje mesmo para reduzir o meu risco de doença, em particular das duas doenças mais temidas que podem surgir no fim da vida, o cancro e a demência?

  1. Consuma alimentos reais ou seja que surjam naturalmente e sejam colhidos do cultivo da “terra”
  2. Evite tomar vitaminas e suplementos
  3. Discuta com o seu médico a possibilidade de tomar aspirina e estatinas
  4. Participe em programas de rastreio do cancro
  5. Faça exercício regularmente e movimente-se ao longo do dia
  6. Mantenha um índice de massa corporal baixo
  7. Evite o tabaco
  8. Evite a exposição solar directa sem um protector solar
  9. Evite fontes de inflamação
  10. Tome anualmente a vacina da gripe

Fique bem!

Franklim Fernandes

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TRABALHAR DEMAIS PROVOCA AVC ?

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Será que trabalhar demais aumenta risco de Acidente Vascular Cerebral?

Um estudo que analisou cerca de 600 mil casos da Europa, Estados Unidos e Austrália revela que trabalhar mais de 55 horas por semana aumenta em 33% o risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e em 13% a possibilidade de desenvolver um problema coronário, em relação a quem trabalha entre 35 e 40 horas por semana.

Os investigadores analisaram durante 8 anos homens e mulheres sem histórico de problemas cardiovasculares, tendo em conta outros fatores de risco, como o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo, destaca o trabalho publicado na revista médica britânica The Lancet.

A análise concluiu que o risco de AVC aumenta paralelamente à duração do trabalho:

  • 10% entre as pessoas que trabalham entre 41 e 48 horas,
  • 27% entre as que trabalham entre 49 e 54 horas,
  • 33% para as que laboram mais de 55 horas.

Outras consequências de trabalhar demais:

  • Menor qualidade de sono
  • Mais cansaço
  • Mais acidentes laborais
  • Mais dores musculares e inflamações
  • Aumenta a  irritabilidade
  • Degradação da vida familiar

Falta de consciência médica

“Os profissionais de saúde deveriam ter consciência de que longos períodos de trabalho estão associados a um risco significativo de sofrer AVC e de desenvolver problemas coronários”, comentou Mika Kivimäki, professor de epidemiologia da University College de Londres e coordenador do estudo, escreve a agência France Presse.

Concluindo

Este estudo não tem uma conclusão surpreendente…é senso comum que quando trabalhamos demais sentimos a nossa saúde fragilizada! No entanto é importante saber onde nos fragiliza mais e qual a extensão e gravidade desses riscos. Esperemos que estas provas científicas mais detalhadas ajudem politicos, empresas e trabalhadores a conseguirem acordos laborais que sejam equilibrados e saudáveis no que concerne ao horário de trabalho!

Se é certo que sem empreendedores não há empresas sem trabalhadores saudáveis também não há a produtividade adequada! Uma palavra especial para todos os empreendedores individuais que tentam remar contra a maré de pessimismo formando negócios inovadores mas à custa da sua saúde e de demasiadas horas de trabalho, por terem de fazer muitas vezes a dupla função de empreendedor e trabalhador!

Fique bem

Franklim Fernandes

Fonte: Mika Kivimäki, professor de epidemiologia da University College de Londres;  The Lancet

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SONO E DORMIR GUIA 2017: 7 RAZÕES PARA NÃO DORMIR DEMAIS




Sono e dormir Guia 2017: Como posso dormir como um bebé? Quais as razões para não dormir demais? Segundo a American Sleep Association vários estudos têm demonstrado que horas a mais de sono têm também consequências negativas para a saúde. Descrevo as 7 principais razões para não dormir demais mas também qual a importância de dormir melhor? Porque é importante dormir melhor?O que se passa durante o sono? Quais as regras essenciais para criar um “santuário para o seu sono” e acordar com mais energia.

Este artigo pretende ser um guia para ajudar a alcançar um sono de excelência, adormecer mais rápido, dormir mais profundamente, sonhar menos, acordar menos vezes durante a noite e de manhã levantar-se na hora certa para si e com muito mais energia! Acha que não consegue?  Siga até ao fim as informações e instruções deste artigo e talvez a sua vida mude para sempre! Nunca saberá se não colocar em prática o que eu também fiz com o meu próprio sono!

Artigo actualizado em Outubro de 2017

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
  • Sono: O que é?
  • Qual a sua função?
  • Ritmo circadiano: O que é?
  • Premio Nobel 2017: O que dizem os cientistas sobre o sono?
  • Quais os genes com mais influência no ritmo circadiano?
  • Higiene do sono: O que é isso?
  • Dormir uma sesta: É bom ou mau?
  • Exercício físico: Será que faz bem?
  • O álcool dá sono, isso é bom?
  • Tabaco: Como influencia o sono?
  • Última refeição do dia, qual a melhor?
  • Não tenho sono, o que devo fazer?
  • Dormir demais aumenta o risco de depressão?
  • Dormir demais pode debilitar o cérebro?
  • Qual a influência na gravidez?
  • Qual a influência na diabetes?
  • Qual a influência no peso?
  • Dormir demais trás consequências cardiacas?
  • Será que aumenta o risco de morte prematura?
  • Quantas horas devo dormir?
  • Qual o grau de cansaço ao acordar em função das horas de sono?
  • Qual o risco de dormir demais nos bebés e crianças?
  • Qual o risco de dormir de menos nas crianças?
  • Quais as recomendações de tempo de sono nas crianças?
  • O que se passa durante o sono?
  • Quais as fases do sono?
  • Quando sonhamos?
  • Sonhamos todos os dias?
  • É verdade que paralizamos durante uma parte do sono?
  • O que acontece quando muda a hora em Outubro e em Março?
  • Como dormir melhor?
  • Quais as melhores posições para dormir?

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Sono: O que é?

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Segundo o especialista em medicina do sono, Dr. Miguel Meira, o sono é um estado essencial à vida. Não há qualquer dúvida sobre a sua importância para a saúde geral e mesmo para a sobrevivência. Dormir é, aliás, um comportamento inato, partilhado por todo o reino animal (ainda que, do ponto de vista neurofisiológico possam existir diferenças entre espécies, sobretudo de natureza conceptual).

Sono: Qual a sua função?

A natureza encarregou-se de nos munir com um duplo mecanismo de controlo sobre esta função, determinando assim que, um acumular de cansaço, iniciado com o despertar, permita uma maior propensão para um sono (mecanismo homeostático de regulação do sono) que será sempre mais proveitoso em horário noturno, quando a ausência de luz, percebida por células especializadas da retina do olho, passa a mensagem ao cérebro, mais propriamente ao relógio biológico nele contido, de que é altura de encerrar os olhos, de diminuir a atividade e dormir, para voltarmos a acordar pela manhã, quando o sol raiar e quando o repouso do sono tiver sido rentável para a recuperação geral.

Esta mensagem é, em cada período de aproximadamente 24h, repetida e traduzida na libertação de melatonina pelo hipotálamo (mecanismo circadiário de regulação do sono). Comportamentos inadequados como tomar café depois das 18h ou ver letevisão até tarde podem dificultar o inicio do sono ou comprometer a sua continuidade, penalizando os processos que dele dependem, como por exemplo a regulação do cortisol que é a hormona do stress. Quanto mais alto for o nivel de cortisol no nosso organismo mais ansiedade vamos sentir!

Ritmo circadiano: O que é?

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Fonte: Comité Nobel de Fisiologoa ou Medicina

Num velho vídeo de Novembro de 2015 Michael Rosbash explica o seu trabalho com Jeffrey C. Hall. Fala neste incrível relógio que temos dentro de nós e que consegue antecipar as mudanças cá fora. “É muito mais vantajoso saber o que vai acontecer do que reagir ao que já aconteceu. E esse é um dos papéis do ritmo circadiano”, diz.

No final do vídeo gravado numa altura em que ainda estava longe de saber que algum dia ganharia o Nobel da Medicina, Michael Rosbash fala sobre o sucesso do seu trabalho. Revela que a sua investigação é o resultado de vários factores: uma boa equipa, bons colegas, financiamento, apoio familiar e também de acasos felizes e sorte. “Independentemente dos talentos que usamos para resolver problemas, esses talentos que herdamos dos nossos pais, esses genes, não fazem uma escolha. Somos vítimas de acasos. No meu caso, sou uma vítima feliz. Na verdade, é mesmo a sorte que está por trás desta história.”

O que descobriram os prémios Nobel da Medicina 2017?

São geneticistas e cronobiólogos. Ou uma espécie de relojoeiros do corpo humano, a saber:

  • Michael Rosbash,
  • Jeffrey Connor Hall,
  • Michael Warren Young

Estes três cientistas Norte Americanos, conquistaram a 2 de Outubro de 2017, o Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina por descobertas sobre os mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano.

Os trabalhos com mais de duas décadas nesta área mostraram como funcionam genes que estão ligados ao sono e à forma como regulamos o nosso metabolismo nas diferentes fases do dia. Os três cientistas norte-americanos revelaram alguns dos importantes circuitos e peças que fazem a complexa máquina do nosso relógio biológico funcionar. E, claro, perceberam onde e como pode avariar.

Segundo Anna Weddell, do comité do prémio Nobel, os investigadores mostraram, por exemplo, que “precisamos do relógio biológico para antecipar as mudanças que ocorrem durante um dia, não é só para nos adaptarmos a essas mudanças”.

Assim, recorrendo ao modelo da mosca-da-fruta, os investigadores perceberam que o corpo dos animais (incluindo o dos seres humanos) desencadeia uma série de ligações que nos preparam para acordar, mesmo antes de a luz do dia “nos avisar”. Da mesma forma, há uma preparação do organismo para o momento nocturno, do sono.

Diogo Pimentel, investigador português na Universidade de Oxford que se dedica a esta área, explica:

“Até hoje não sabemos por que precisamos de dormir, mas já é claro que a regulação do sono obedece a dois processos: o ciclo circadiano (ou relógio) e o sistema homeostático” .

O tal relógio faz com que todos os organismos (incluindo nós) se sincronizem e adaptem a factores do ambiente externo, sendo a luz o factor principal.

Sobre os resultados do trabalho dos cientistas agora premiados com o Nobel da Medicina, Diogo Pimental comenta:

“É de facto uma história de sucesso fantástica e um excelente exemplo de como genes e moléculas são responsáveis por orquestrar o nosso comportamento.”

Quais são os genes mais importantes na regulação do nosso sono?

Segundo os prémio Nobel da medicina 2017, os genes mais importantes para o nosso ritmo circadiano são:

  • Michael Rosbash e Jeffrey Connor Hall explicaram como funciona o gene period (PER);
  • Michael Warren Young descobriu o gene timeles (TIM);
  • Michael Warren Young, da Universidade de Rockefeller também identificou ainda um outro gene chamado doubletime (DBT).

Michael Rosbash e Jeffrey Connor Hall são dois amigos de longa data que trabalham juntos há várias décadas. Actualmente, estão na Universidade de Brandeis, no Massachusetts (EUA). Michael Warren Young é um cronobiólogo que investiga no laboratório de genética da Universidade de Rockefeller, em Nova Iorque. Os três estudam o sono, os mecanismos que o nosso relógio biológico usa para se adaptar ao ambiente cá fora.

No centro das investigações destes cientistas está o papel de alguns genes que “participam” neste processo de regulação do ritmo circadiano. Michael Rosbash e Jeffrey Connor Hall explicaram como funciona o gene period (PER). Isolaram este gene e descobriram que produzia uma proteína que se acumulava nas células durante a noite e degradava-a durante o dia. Ou seja, os níveis estavam sintonizados com o ritmo circadiano (uma palavra que na sua origem em latim quer dizer algo como “cerca de um dia”, 24 horas).

Michael Warren Young descobriu o gene timeles (TIM), outra peça importante nesta máquina. Juntos, os três cientistas perceberam que por trás dos nossos sonos e vigílias estes genes actuam em conjunto formando um sistema de sinais químicos. O investigador da Universidade de Rockefeller identificou ainda um outro gene chamado doubletime (DBT) que era capaz de atrasar a acumulação da proteína PER. Estavam desvendados mecanismos-chave sobre os princípios do relógio biológico.

Mutações genéticas: Quais as consequências?

Encontrar os genes e a sua função fez com que se concluísse também que mudanças (ou mutações) nestes “genes-relógio” (as peças biológicas do relógio circadiano comparáveis às rodas dentadas de um relógio mecânico) estão associadas a uma série de distúrbios do sono em humanos.

Mesmo algumas formas de depressão podem estar de alguma maneira ligadas ao controlo do ritmo circadiano. Assim, por causa destes três investigadores, hoje sabemos mais sobre os mecanismos que regulam o nosso ritmo circadiano que, por sua vez, regula muitos dos nossos genes.

“O relógio biológico regula funções críticas, como comportamento, níveis hormonais, sono, temperatura corporal e metabolismo. O nosso bem-estar é afectado quando existe um desajuste entre o nosso ambiente externo e este relógio biológico interno, o que acontece, por exemplo, quando viajamos em diferentes fusos horários e experimentamos jet lag.

Há também indícios de que os problemas na sincronização de nosso relógio interno com o ambiente e estilo de vida podem estar associados ao aumento do risco de várias doenças”, refere o comunicado de imprensa do comité do Nobel do Instituto Karolinska, na Suécia.

Higiene do sono: O que é isso?

A higiene do sono é a designação dada ao conjunto de estratégias que englobam hábitos e comportamentos potenciadores de um bom sono, consolidado e recuperador. Frequentemente, os tropeços nestas regras básicas que interferem na psicobiologia humana, associam-se a um sono perturbado passível de se transformar num estado patológico crónico, muitas vezes de difícil retrocesso. Mais adiante neste artigo descrevo todas as regras essenciais para um bom sono incluindo as melhores posições para dormir.

Dormir uma sesta: É bom ou mau?

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Apesar das diferenças individuais, na mesma pessoa, e em condições normais, a necessidade de sono durante as 24h mantém-se de dia para dia. Por conseguinte se gastarmos parte das horas destinadas ao sono, durante uma sesta a noite será provavelmente mais curta (geralmente com maior dificuldade de iniciar o sono mas também associado à sua interrupção repetida). Tendo esta informação em mente fica também claro que quem dorme uma sesta sente ao acordar desse pequeno sono, em geral, um aumento da concentração e energia que ajuda a passar melhor o que resta do seu dia.

No entanto também sentirá que quando chegar a hora de dormir vai ter dificuldade em adormecer à hora habitual o que vai causar, mais uma vez, a diminuição do tempo e da qualidade do sono nessa noite. No dia seguinte é também provável que volte a sentir a necessidade de uma nova sesta… iniciando uma espécie de ciclo vicioso que só pode ser quebrado com a disciplina de se deitar sempre à mesma hora e ter uma noite de sono de aproximadamente 7 horas e meia.

Exercício físico: Será que é bom para o sono?

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As atividades noturnas devem procurar favorecer o sono e não a vigília. Neste sentido, o exercício físico intenso é, em principio, contra-indicado no horário próximo ao de dormir, já que, devido à ativação intensa generalizada que condiciona, e a um aumento da temperatura corporal, atrasa o inicio do sono. O exercício ligeiro a moderado, por sua vez, promove o sono, ao que parece, através de um mecanismo reflexo. Por outro lado, estratégias de relaxamento, favoráveis a uma inativação geral parecem ser sonogénicas.

O álcool dá sono, isso é bom?

Relaxantes como o álcool só aparentemente facilitam o sono. Na realidade, apesar de poderem diminuir a latência do sono, no decorrer da noite, este passa a ser, significativamente pior, mais superficial e fragmentado, após a ingestão de álcool. Pode até adormecer mais depressa mas a qualidade do sono é muito pior e vai acordar com um enorme cansaço e até dor de cabeça.

Tabaco: Como influencia o sono?

O tabaco contém nicotina (um estimulante) e é igualmente prejudicial ao sono, devendo ser evitado.

Ultima refeição do dia, o que é melhor?

Uma refeição ligeira, sobretudo contendo alimentos ricos em L-triptofano (uma substância promotora do sono), como o leite, é benéfica, mas as refeições pesadas prejudicam o inicio do sono. Também os líquidos não deverão ser excessivos perto da hora de dormir, devendo mesmo ser evitados por vezes, sobretudo em pessoas cujo sono seja frequentemente interrompido pelas idas à casa de banho.

Quando não tenho sono o que fazer?

Obrigar o sono traz muitas vezes uma frustração acrescida, sendo causa frequente de desenvolvimento de insónia psicofisiológica. Assim, é boa prática deixar a cama quando surgem dificuldades para adormecer. Nessa circunstância, fazer algo relaxante como ler ou ouvir música, pode ser adequado e ajudar o sono a chegar e então encaminhar ao leito.

Dormir demais quais os riscos?

Dormir horas a mais MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

O prolongamento do tempo na cama constitui, muitas vezes, um hábito penalizador do sono, dado que o mesmo se associa a um sono mais superficial e fragmentado e, portanto, com menor rentabilidade. A regularidade de horários reservados ao sono e à vigília também são determinantes de uma boa função do ciclo sono-vigília, já que a falha neste compromisso resulta frequentemente numa perturbação do ritmo circadiário e consequentemente no sono.

1. Aumenta o risco de depressão

Um estudo de 2014, com adultos gémeos, permitiu aos investigadores concluir que dormir muitas horas (mais de nove) aumenta o risco de sintomas depressivos.

2. Pode debilitar o cérebro

Em 2012, uma equipa de cientistas descobriu que mulheres idosas com falta ou excesso de sono viam a sua capacidade cerebral deteriorar-se num espaço de seis anos. Os cérebros das mulheres que dormem mais de nove horas ou menos de cinco registam alterações correspondentes a um envelhecimento de dois anos.

3. Pode dificultar uma gravidez

Depois de analisarem os hábitos de sono de mais de 650 mulheres submetidas a fertilização in vitro, investigadores coreanos concluíram que as taxas de gravidez mais elevadas foram registadas entre as mulheres que dormiam sete a oito horas por noite e as mais baixas entre as que dormiam entre nove a onze.

“Sabemos que os hábitos de sono podem alterar os ritmos circadianos, a produção de hormonas e os ciclos menstruais”, afirmou, em 2013, quando este estudo foi publicado, o endocrinologista Evan Rosenbluth, sublinhando que não foi possível estabelecer uma causalidade clara no caso dos tratamentos para a infertilidade.

4. Pode aumentar o risco de diabetes

Um estudo realizado no Quebec concluiu que quem dorme mais de oito horas por noite têm o dobro das probabilidades de desenvolver diabetes tipo 2, ao longo de um período de seis anos, em comparação com que dorme entre sete a oito horas, mesmo tendo em consideração as diferenças de massa corporal.

5. Pode levar ao aumento de peso

O mesmo grupo de investigadores analisou também o peso e o aumento de gordura entre os participantes, no mesmo período de seis anos, e chegou à conclusão que os que dormiam demais ou de menos ganhavam mais peso do que os que dormiam as recomendadas sete a oito horas por noite.

Os que dormiam nove a dez horas tinham 25% mais probabilidade de aumentar cinco quilos nesses seis anos, mesmo com uma alimentação controlada e actividade física.

6. Pode danificar o coração

Uma investigação apresentada em 2012, nos EUA, revelou a relação entre dormir oito ou mais horas por noite e o aumento de risco de problemas cardíacos. Depois de analisar os dados de mais de 3 mil pessoas, os cientistas descobriram que as que dormiam mais tinham o dobro do risco de angina e 1.1 vezes mais o risco de doença das artérias coronárias.

7. Pode aumentar o risco de morte prematura

Uma análise de 16 estudos diferentes levou um grupo de investigadores a concluir que há um risco de morte prematura – por várias causas – aumentado entre os que dormem mais de oito horas por noite, do total de quase 1,4 milhões de participantes nas várias investigações.




Sono: Quantas horas devo dormir?

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Horas de sono vs grau de cansaço ao acordar

Gráfico cansaço vs horas de sono

Este gráfico indica que 8 horas de sono, num adulto em idade activa,  é o ideal para não acordar cansado. Alguns estudos apontam para 7 horas e meia serem suficientes e até óptimas em muitos adultos em idade activa. De facto tendo em conta que temos durante a noite vários ciclos de sono de aproximadamente 90 minutos cada tal significa que se acordarmos ao fim de 7 horas e meia estaremos exactamente a terminar o quinto ciclo de sono.

Se continuassemos a dormir o próximo ciclo terminaria cerca de hora e meia depois ou seja fariamos 9 horas de sono desde a hora em que adormecemos. É por isso que, se nos deitarmos à meia noite, geralmente, acordamos mais “bem dispostos” ás 7.30 h do que ás 8.00h apesar de dormirmos mais meia hora!

Dormir demais: Qual o risco nos bebés e nas crianças?

Nos bebés é hábito dormir muito

Nos bebés já é hábito e saudável dormir muito mais que um adulto. O tempo de sono recomendado por faixa etária varia de especialista para especialista. A American Sleep Association divulgou recentemente novas recomendações onde estabelece períodos mínimos e máximos adequados a cada idade. No entanto, alerta para o facto de que o tempo para um sono reparador varia de acordo com as características pessoais. Refere também que dormir de mais é tão mau como dormir pouco, estabelecendo limites mínimos e máximos aceitáveis.

Sono e dormir menos: Qual o risco nas crianças?

Sabia que na infância cerca de 90% da hormona de crescimento é libertada durante o sono?

As crianças que dormem menos tempo do que o aconselhado ou que apresentam distúrbios decorrentes do sono podem ter problemas no desenvolvimento físico, no fortalecimento do sistema imunológico, na consolidação da memória e dificuldades no relaxamento muscular.

Recomendações de horas de sono da American Sleep Association (0 aos 13 anos)

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  • Recém-nascidos (0-3 meses): 14 a 17 horas (anteriormente 12-18)
  • Bebés (4-11 meses): 12-15 horas (anteriormente 14-15)
  • Crianças (1-2 anos): 11-14 horas (anteriormente 12-14)
  • Crianças em idade pré-escolar (3-5 anos): 10-13 horas (anteriormente 11-13)
  • Crianças em idade escolar (6-13 anos): 9-11 horas (anteriormente 10-11)

Sono:  Será que o uso de pequenos ecrãs impede as crianças de dormir?

O sono é prejudicado nas crianças que utilizam disposivos electrónicos
O sono é prejudicado nas crianças que utilizam disposivos electrónicos

As crianças que têm acesso a ‘tablets’ ou ‘smartphones’ nos seus quartos dormem menos do que as crianças que não têm acesso a estes dispositivos à noite, conclui um estudo norte-americano hoje divulgado. As conclusões da investigação publicadas na revista Pediatrics mostram que ter um chamado “pequeno ecrã” à mão é pior do que ver televisão, no que toca à falta de sono, de acordo com a observação de 2.000 crianças em idade escolar.

No geral, aqueles que têm acesso a ‘tablets’ ou ‘smartphones’ dormem menos 21 minutos por noite em comparação com os que não usam essa tecnologia e têm mais probabilidade de acusar falta de sono. Já as crianças com televisão no quarto dormem menos 18 minutos do que as que não têm esses aparelhos na mesma divisão em que dormem.

“A presença de pequenos ecrãs, mas não de televisão, no ambiente de sono, está associada com a perceção de descanso ou sono insuficiente”, indica o estudo de Jennifer Falbe, da Universidade da Califórnia..

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Sono o que se passa quando estamos a dormir?

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O que se passa durante o sono é verdadeiramente extraordinário!

Consolidação da memória, regeneração acelerada das nossas feridas, reparação de lesões cerebrais e fortalecimento do nosso sistema imunitário são apenas algumas das funções essenciais que ocorrem durante o sono.

Numa noite de sono ocorrem vários ciclos. Cada ciclo de sono tem cinco fases e dura cerca de 90 minutos havendo portanto vários ciclos consecutivos, separados por micro-despertares, dos quais geralmente não tem consciência. Durante uma noite completa e saudável de sono um adulto deve fazer 5 ciclos ou seja 450 minutos (cerca de 7 horas e meia de sono).

Fases do sono melhorsaude.org melhor blog de saude

Fases do sono e respectivas ondas cerebrais. As fases 3 e 4 são de sono profundo. A fase REM é quando acontecem os sonhos

Sonhos sabia que sonhamos todos os dias?

Geralmente, apenas sonhamos na fase de sono profundo REM (Rapid Eye Movement) onde existem rápidos movimentos de olhos que se julga acompanharem as peripécias que ocorrem nos nossos sonhos. Se acordarmos durante esta fase do sono vamos lembrar-nos deles mas se dormirmos descansadamente até ao fim não vamos lembrar-nos de nada e isso é que é saudável!

Sono sabia que durante a fase de sono REM ficamos “paralisados”?

Quando adormecemos o cerebro desliga algumas funções motoras para nossa protecção. Durante a fase de sono profundo REM ficamos com uma especie de “paralisia motora” ou seja vivemos os sonhos mental e visualmente mas não conseguimos mexer-nos!

Como seria o nosso sono se durante a fase de sonhos reagissemos também “fisicamente” ás experiências aí vivenciadas? Certamente não teriamos um sono descansado e poderiamos até, em alguns sonhos mais “agressivos”, magoar-nos gravemente ou magoar quem dorme connosco!

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Ciclo de 8 h de sono melhorsaude.org melhor blog de saude

O que acontece quando muda a hora?

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Segundo o Dr. Miguel Meira Cruz, presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono, a mudança para a hora de inverno traz “mais riscos que benefícios” devido à “súbita exigência de mudança” do “tempo interno” das pessoas.

Ás 2 horas do dia 30 de Outubro de 2016, os relógios vão atrasar uma hora (dormimos mais uma hora), dando início ao horário de inverno, uma mudança que, tem impactos negativos na saúde. Apesar do impacto ser claramente maior no adiantamento (dormimos menos uma hora) que exigimos ao tempo em meados de Março, qualquer das direções em que se proceda uma mudança súbita num relógio de adaptação lenta como o que temos no cérebro, tem prejuízos significativos e potencialmente graves.

O especialista MIguel Meira Cruz afirma que uma hora a mais de sono pode, em teoria, promover o bem-estar de quem se encontra privado desta necessidade, sendo o impacto deste benefício maior nas pessoas que se deitam mais tarde e tendencialmente se levantam mais tarde ou naqueles que atrasam a sua hora de deitar, como acontece com adolescentes. Porém, na prática, verifica-se que “as atitudes não acompanham as intenções e este ganho tem provavelmente uma influência menor”, sublinha.

Além disso, acrescenta, “os matutinos privados de sono, podem sofrer mais nos dias subsequentes à mudança para a hora de inverno”, dado que para “além da menor flexibilidade na resposta a mudanças, as condicionantes impostas pelo novo horário afetam o humor”.

Assim alguns dos mais importantes sintomas e consequências causados pela alteração da hora,são os seguintes:

  • Prevalência de alguns tipos de dores de cabeça, nomeadamente a cefaleia hípnica (surge durante o sono) e a cefaleia em salvas (dor muito forte só num lado da cabeça).
  • Alterações de humor;
  • Sonolência que pode originar, por exemplo, acidentes rodoviários;
  • Falta de concentração;
  • Fadiga;

Segundo o Dr Miguel Meira, especialista em medicina de sono, “estas condições são frequentemente desencadeadas por alterações nos ritmos circadiários estabelecidos naturalmente”. Para o especialista, a mudança da hora “é mais um exemplo do predomínio de interesses económico-financeiros, que vigora no mundo, em detrimento daqueles dirigidos à promoção da saúde”.

A alteração proposta originalmente por Benjamim Franklin, tinha como intensão rentabilizar a energia luminosa poupando gastos, mas em rigor, não só não se confirmaram os ganhos teoricamente previstos, como se tem vindo a descobrir perdas importantes de saúde associadas à alteração brusca da hora.

Dormir melhor? Mas como…?

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A verdade é que um bom sono depende de vários factores simultâneos e que jamais conseguirá dormir bem se não controlar os que listamos de seguida. Na maioria das pessoas basta um destes factores para não ter uma quantidade e/ou qualidade de sono profundo adequada, mesmo quando julgam que dormem bem! Os registos encefalográficos dos especialistas do sono não deixam dúvidas quanto à fragmentação do sono quando algumas destas condições não são adequadas ao ambiente do quarto onde dorme.

Não esquecer também que dormir bem não é dormir demais!

Aqui ficam as condições essenciais que importa controlar:

  1. Não tomar cafeína ( café, chá e chocolate ) até 6 horas antes de dormir para controlar um excesso de estado de vigília nocturna e degradação do sono profundo.
  2. Vinho, apenas deve beber um copo ao jantar pois apesar de ajudar a adormecer vai degradar a qualidade e quantidade do sono profundo.
  3. Baixe a temperatura do quarto pois o cérebro associa o frio com a necessidade de dormir para o organismo gastar menos energia.
  4. Não faça exercício á noite pois, como anteriormente detalhamos neste artigo, há libertação de neurotransmissores como a adrenalina que nos tiram o sono.
  5. Afaste-se de todos os aparelhos electrónicos com ecrans ou seja TV, computador, smartphone e tablet, pois a luz emitida por estes gadgets envia ao cérebro a mensagem de que ainda é dia!
  6. Não tome líquidos ao deitar, excepto se sentir sede, pois vai aumentar as probabilidades de acordar de noite para urinar e fragmentar o seu sono.
  7. Torne o quarto completamente escuro com estores totalmente fechados e/ou cortinas que impeçam a passagem da luz solar. Bastam alguns raios de luz antes de tempo para estimular o despertar e impedir que complete o mínimo de horas de sono necessárias para repor a sua energia.
  8. Levanta-se sempre à mesma hora mesmo ao fim de semana para manter o ritmo circadiano natural do seu corpo.
  9. Quando o despertador tocar levante de imediato as persianas, afaste as cortinas e deixe entrar o luz do Sol. Fazer o despertador tocar de 10 em 10 minutos só vai fragmentar o seu sono e aumentar o cansaço. A luz é o seu melhor despertador.
  10. Controle a ansiedade – As preocupações são constantes, mas não devem acompanhar-nos na cama. Existem formas de reduzir o seu impacto como por exemplo fazer uma lista de preocupações e definir estratégias para as resolver no dia seguinte. O objectivo é lidar, em consciência, com cada uma das preocupações, de tal forma que estas deixem de ser um fator negativo perpetuante.
  11. Banho quente – uma a duas horas antes da hora de deitar, ajuda, por mecanismos semelhantes aqueles que acompanham os efeitos do exercício ligeiro a moderado, a uma diminuição da latência do sono (intervalo de tempo que passa desde que uma pessoa se deita até que adormece).

Dormir quais as melhores posições para um sono descansado?

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Será que a posição que escolhe para dormir é a melhor?  Esse é um dos hábitos que melhores benefícios pode trazer à saúde da sua coluna vertebral e por conseguinte à qualidade do seu sono. De seguida deixamos uma imagem que ilustra quais as melhores posições para dormir e proteger as suas costas. Confirme se a sua está correcta… senão corrija o mais cedo possível, para bem da sua saúde!

Posições correctas e erradas para dormir

Sono quais os exames que avaliam com detalhe a qualidade do sono?

Existem 4 exames que têm uma importância muito relevante no diagnóstico correcto da qualidade do sono, a saber:

  • Registo do sono profundo,
  • Testes psicológicos,
  • Polissonografia ou estudo do sono,
  • Exames da Tiroide (TSH, T4, T3)

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Concluindo

O nosso cérebro é uma “máquina verdadeiramente extraordinária” cuja ferramenta mais importante para manter o equilíbrio é o sono. É o sono que nos permite consolidar as nossas memórias “arrumando-as” de maneira a estarem disponíveis quando delas necessitamos! É também o sono que nos permite recarregar a energia para enfrentar um novo dia com raciocínio mais acertado e melhores tomadas de decisões em inúmeras opções de vida do nosso quotidiano. È frequente uma pessoa com uma má noite de sono tomar decisões erradas, algumas das quais podem colocar vidas em perigo tais como na condução de veículos e até na medicina!

O sono tem inclusive influência nas feridas, cujo processo de cicatrização é acelerado durante o sono e também no nosso sistema imunitário que fica fragilizado quando não dormimos o suficiente ou dormimos demais! Resumindo e para ser muito claro…jamais um organismo consegue o equilíbrio com um sono desregulado ou insuficiente!

Se tem dificuldade em dormir ou acorda cansado, melhore a sua “higiene do sono”. Eu próprio tive que “disciplinar o meu sono” com alterações simples como, por exemplo, tornar o quarto completamente escuro pois no meu caso uma infima friesta de luz me faz acordar! Desligar atempadamente televisão, telemóvel e tablet pelo menos 1 hora antes de dormir também foi uma medida de extrema importância para melhorar o meu sono. Enfim… siga as recomendações descritas neste artigo e pode ter a certeza que a qualidade do seu sono vai melhorar e vai sentir uma energia extra que julgava impossível!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes:

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AUTISMO 2017: 4 FACTORES QUE AUMENTAM O RISCO

As mães adolescentes e as que têm mais de 40 anos estão sujeitas a um risco acrescido dos filhos apresentarem desordens do espetro autista, segundo revelam os resultados de um mega-estudo que envolveu a análise de mais de 5,7 milhões de crianças em cinco países.

O mesmo trabalho também dá conta de um maior risco de autismo nas crianças filhas de casais em que existe uma diferença de idade de dez anos ou mais entre o pai e a mãe. O estudo, publicado no jornal científico “Molecular Psychiatry” foi realizado pela Escola Icahn de Medicina, sedeada em Nova Iorque, e envolveu crianças da Dinamarca, Israel, Noruega, Suécia e Austrália.

Da população total estudada, cerca de 30 mil crianças apresentavam sinais ou sintomas de desordem autista. A primeira conclusão foi a de que os casais mais velhos tinham um acréscimo na incidência da condição nos seus filhos, em especial nos homens com mais de 50 anos (mais 66 por cento de incidência, quando comparados com homens que são pais entre os 20 e os 30 anos). Os investigadores admitem que mutações genéticas no sémen masculino “idoso” possam ser, em parte, responsáveis por este fenómeno.

Porém, os cientistas, liderados por Sven Sandin, ainda não foram capazes de explicar os resultados que mostram uma maior incidência em filhos de mães até aos 18 anos (mais 18 por cento), a partir dos 40 (mais 15 por cento) ou em casais com grandes diferenças de idade.

Ao comentar as conclusões a que a sua equipa chegou, Sven Sandin recorda que “apesar dos riscos aumentarem, e de haver provavelmente inúmeros mecanismos de despoletam as desordens comportamentais, é importante lembrar sempre que a grande maioria das crianças – independentemente da idade dos progenitores – nasce e desenvolve-se de forma absolutamente normal”.

Resumo dos factores de risco para Autismo

  • Mães adolescentes (até aos 18 anos)
  • Mães com mais de 40 anos
  • Mais de 10 anos de diferença na idade dos pais
  • Homens que são pais com mais de 50 anos

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Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Bibliografia:

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VACINAS, SERÁ QUE SÃO SEGURAS?

Qual a relação entre a vacina triplice e o autismo?

Este artigo pretende ser um contributo para clarificar as vantagens, desvantagens, efeitos secundários e contra-indicações das vacinas, conhecendo as que fazem parte do Plano Nacional de Vacinação, e as que são aplicadas aos adultos e crianças que viajam para paises de risco acrescido de contrair determinadas doenças graves!

Pretende também mostrar o que se conhece actualmente sobre a polémica relação entre a vacina triplice e o autismo com estudos de Abril de 2015.

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Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:
  • Porque estão preocupadas as autoridades de saúde?
  • O que se passa noutros países?
  • O que é uma vacina? Como foram descobertas as vacinas?
  • Qual a influência do conhecimento empírico no progresso científico?
  • Quais os tipos de vacinas?
  • Vacinas vivas atenuadas, o que são?
  • Vacinas inactivadas ou “mortas”, o que são?
  • Vacinas de subunidades, o que são?
  • Vacinas de toxóides, o que são?
  • Como é o ciclo de produção de uma vacina?
  • Qual é a melhor? A vacina viva ou a vacina morta?
  • O que é a imunidade de grupo?
  • Qual a % de cobertura da vacinação para haver imunidade de grupo?
  • Quais as vacinas do Plano Nacional de Vacinação (PNV)?
  • Quantas doses da vacina saõ necessárias para haver imunidade?
  • Qual o Programa Nacional de Vacinação a partir de 1 de outubro de 2014?
  • Quais os focos anti-vacinas que preocupam as autoridades?
  • Porque recusam os pais a vacinação aos seus filhos? Será medo ou falta de memória?
  • O que dizer as pais que têm dúvidas apenas sobre determinadas vacinas?
  • De que trata o polémico estudo de Andrew Wakefield?
  • Há apoiantes da hipótese de Wakefield?
  • Qual a relação entre a vacina triplice e o autismo?
  • Afinal o benefício é ou não maior do que risco?
  • Que documentos apresentam as crianças na escola se não tiverem boletim de vacinas?
  • Que vacinas recomendar a viajantes adultos ou crianças?
  • Qual a classificação, da OMS, das vacinas utilizadas em viajantes?
  • Quais as vacinas exigidas por lei, as de rotina e as recomendadas em função do destino da viagem?
  • Qual o quadro das vacinas recomendadas a viajantes?
  • Quais os efeitos secundários e contra-indicações das vacinas?
  • Quais as zonas de risco?
  • Afinal vale ou não a pena aplicar as vacinas?

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Porque estão preocupadas as autoridades de saúde?

Portugal tem uma taxa de vacinação elevada, mas já existem focos de resistência.

O Risco de doenças regressarem é real, dizem os médicos.
Aqui chegam naturalmente pessoas que querem levar vacinas, mas também algumas que estão mais reticentes e até recusam que os filhos sejam imunizados. Uma tendência que ainda não descolou verdadeiramente em Portugal, mas que já vai causando preocupações às autoridades de saúde.

O que se passa noutros países?

Noutros países são conhecidos os casos dos movimentos anti-vacinas que foram associados a surtos de sarampo nos EUA, Inglaterra e Alemanha. Há pouco tempo, o Tribunal Constitucional francês obrigou um casal a dar as três vacinas obrigatórias por lei aos dois filhos.

O que é uma vacina?

De uma forma simplista, uma vacina estimula o sistema imunitário para criar imunidade contra um determinado microrganismo. Esta situação imita o que iria acontecer naturalmente no caso de uma bactéria ou um vírus potencialmente perigosos infectar o organismo, mas com uma diferença essencial que é não existir qualquer microrganismo prejudicial envolvido.

Em vez disso, a vacina contém uma versão reconhecível mas inofensiva da bactéria ou do vírus. Quando a pessoa é vacinada, o seu sistema imunitário irá agir como se determinado microrganismo estivesse na realidade a infectar o organismo e desenvolverá anticorpos contra ele.

Futuramente, se o individuo for realmente infectado pelo agente para o qual está vacinado, a resposta imunitária será muito mais rápida e a infecção não se desenvolverá ou, a desenvolver-se, será muito menos grave.

Como foram descobertas as vacinas?

A primeira vacina foi desenvolvida por Edward Jenner (1749-1823), um médico rural inglês. Ele observou que as leiteiras raramente contraíam varíola, embora a doença fosse implacável, sendo responsável por aproximadamente um terço das mortes na infância bem como pela formação de cicatrizes num em cada três adultos.

Jenner suspeitou que as leiteiras podiam estar protegidas pela sua exposição a uma infecção denominada varíola bovina que não é perigosa para os seres humanos.

Em 1796, Jenner realizou uma experiência extraordinária. Ele retirou líquido de uma vesícula de varíola bovina da mão de uma leiteira e esfregou-a em escoriações no braço de um rapaz de 8 anos que não tinha tido varíola bovina nem varíola humana.

Este gesto inoculou o vírus da varíola bovina no rapaz. Seis semanas mais tarde, Jenner injectou o rapaz com líquido de uma vesícula de varíola humana. O rapaz não ficou doente.

Jenner tinha descoberto que um organismo estranho inofensivo podia proporcionar protecção contra um outro organismo semelhante a ele mas mais mortal. Devido à associação com a vaca (vaccinus é a palavra latina para “das vacas, derivado de vacca”) o procedimento de Jenner passou a ser conhecido por vacinação, um termo subsequentemente aplicado a outros tipos de inoculações, relacionadas ou não com as vacas.

Apesar da descoberta inovadora de Jenner, passaram muitos anos até Louis Pasteur desenvolver as vacinas seguintes contra a raiva, o antraz e a cólera.

Qual a influência do conhecimento empírico no progresso científico?

As descobertas não acontecem fora de determinado contexto e assim aconteceu com Jenner. As pessoas do século XVIII, em Inglaterra, já sabiam que podiam ser protegidas contra a varíola através da introdução de líquido das vesículas de varíola em escoriações na pele.

Embora esta abordagem amplamente praticada, que tinha vindo da Turquia, proporcionasse um certo grau de protecção, também envolvia o risco de desenvolvimento da doença, e de morrer devido a esta.

A contribuição distintiva de Jenner consistiu em demonstrar que a varíola bovina era inofensiva e que através dela se poderia obter protecção contra a varíola humana, cujo agente infeccioso era semelhante.

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Quais os tipos de vacinas?

No decurso da história da vacina, os cientistas inventaram diversos tipos de vacinas, a saber:

  • Vacinas vivas atenuadas
  • Vacinas inactivadas ou mortas
  • Vacinas de subunidades
  • Vacinas de toxoides

Vacinas vivas atenuadas

Estas vacinas contêm um microrganismo vivo que é enfraquecido, de tal forma que já não consegue provocar doença. Estas vacinas desencadeiam uma resposta imunitária forte e podem proporcionar imunidade para toda a vida depois de serem administradas apenas uma ou duas doses.

No entanto, existem desvantagens. Uma forma atenuada do agente patogénico na vacina pode sofrer uma mutação (tal como qualquer outro organismo vivo) e recuperar a sua capacidade para causar a doença.

Numa vacina viva atenuada o risco de causar doença é extremamente baixo nas pessoas saudáveis mas é mais elevado nas pessoas cujo sistema imunitário já se encontra comprometido. Por este motivo, as pessoas com cancro ou as infectadas com o VIH não devem receber vacinas vivas atenuadas. Também os doentes a fazer corticoterapia, transplantados e em tratamento com imunossupressores, devem evitar estas vacinas. As mulheres no primeiro trimestre de gravidez também devem evitar estas vacinas.

Outra desvantagem das vacinas vivas atenuadas é que estas devem ser guardadas em frigoríficos para se manterem frescas e vivas. Esta exigência não é uma grande preocupação nos países desenvolvidos, mas torna as vacinas deste tipo, como a vacina actual contra o sarampo, impraticáveis para muitos países em vias de desenvolvimento, onde a imunização é desesperadamente necessária.

Vacinas inactivadas ou “mortas”

Este é o tipo mais comum de vacina utilizado na actualidade, sendo produzido a partir de fragmentos de um vírus que foi destruído pelo calor ou através de substâncias químicas ou de radiações. Consequentemente, as vacinas inactivadas (“mortas”) não apresentam o risco de sofrerem mutações e de reverterem para a sua forma virulenta.

Funcionam através da estimulação do organismo para produzir anticorpos e habitualmente não requerem refrigeração. Mas as vacinas inactivadas também apresentam algumas desvantagens. A principal é que estas vacinas não são tão potentes como as vacinas vivas atenuadas, uma vez que apenas estimulam a produção de anticorpos e não estimulam outras células do sistema imunitário adaptativo, tais como os linfócitos T com memória imunológica. Assim, para manter a imunidade, são necessárias injecções periódicas de reforço.

Vacinas de subunidades

Enquanto algumas vacinas usam o microrganismo completo, as vacinas de subunidades usam apenas as partes do microrganismo para estimularem o sistema imunitário. Ao conter apenas o que é necessário para uma resposta e não todas as outras partes do microrganismo, as vacinas de subunidades tendem a causar menos reacções adversas.

Vacinas de toxóides

Com algumas doenças bacterianas, tais como a difteria e o tétano, o problema não são as bactérias propriamente ditas mas as toxinas que produzem. Estas toxinas podem entrar na corrente sanguínea e causar lesão celular.

Em vez de conterem um antigénio microbiano, as vacinas de toxóides contêm toxinas inactivadas, denominadas toxóides. Este tipo de vacinas estimula a produção de anticorpos. Quando uma pessoa é infectada, estes anticorpos pode bloquear a entrada das toxinas nas células.

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COMO É O CICLO DE PRODUÇÃO DE UMA VACINA?

Vacinas, ciclo de produção  melhorsaude.org  melhor blog de saude

Qual é melhor, a vacina viva ou a vacina morta?

Vacina viva

A primeira injecção permite ao vírus multiplicar-se rapidamente, desencadeando uma resposta imunitária em larga escala com produção de anticorpos e resposta de linfócitos T.

Vantagem – apenas é necessária uma dose.

Desvantagem – existe um risco mínimo de desenvolvimento da doença.

Vacina morta

Uma vacina morta não pode multiplicar-se e a resposta dos anticorpos é limitada. Duas injecções adicionais administradas posteriormente asseguram uma produção suficiente de anticorpos.

Vantagem – não existe risco de desenvolvimento da doença.

Desvantagem – são necessárias três injecções.

O que é a imunidade de grupo?

A Direcção Geral de Saúde ( DGS ) sublinha o conceito de “imunidade de grupo”, ou seja:

População que é preciso estar protegida para que uma determinada doença não circule e não se manifeste.
Portugal é um país que ainda tem essa proteção coletiva, uma vez que a taxa de cobertura das vacinas é de 95%.

Tabela de cobertura para haver imunidade de grupo:

Vacinas doenças e imunidade de grupo  melhorsaude.org  melhor blog de saude

Pela tabela acima descrita é fácil de perceber que se, por exemplo, a cobertura de vacinação média baixar dos 95% teremos um risco elevado de resurgimento do sarampo e abaixo dos 90% da tosse convulsa e da “papeira”.

Quantas vacinas tem o Plano Nacional de Vacinação ( PNV )?

O nosso Plano Nacional de Vacinação ( PNV ), em 2015, contempla vacinas contra 12 doenças que são totalmente gratuitas. É esta extensão do plano que ajuda a explicar a elevada taxa de cobertura nacional.

Quais as doenças incluidas no PNV ?

As doenças incluidas no PNV em 2015 são as seguintes:

  • Tuberculose
  • Hepatite B
  • Infecções por Haemophilus influenzae b ( causa meningite bacteriana e outras infecções bacterianas invasivas em crianças pequenas )
  • Difteria
  • Tétano
  • Tosse convulsa
  • Poliomielite
  • Doença Meningocócica C ( meningite C )
  • Sarampo
  • Parotidite Epidémica ( papeira )
  • Rubéola
  • Infecções por virus do Papiloma Humano ( só nas raparigas )

Se vacinar uma vez fico protegido?

As vacinas são o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças. Mesmo quando a imunidade não é total, quem está vacinado tem maior capacidade de resistência na eventualidade da doença surgir.

Não basta vacinar-se uma vez para ficar devidamente protegido. Em geral, é preciso receber várias doses da mesma vacina para que esta seja eficaz. Outras vezes é também necessário fazer doses de reforço, nalguns casos ao longo de toda a vida.

A vacinação, além da proteção pessoal, traz também benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.

O que é o Programa Nacional de Vacinação (PNV)?

O PNV é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa.
As vacinas que fazem parte do PNV podem ser alteradas de um ano para o outro, em função da adaptação do programa às necessidades da população, nomeadamente pela integração de novas vacinas.

Qual o Programa Nacional de Vacinação a partir de 1 de outubro de 2014?

Aqui fica uma tabela detalhada com o PNV completo para 2015

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Plano Nacional de Vacinação a partir de 1 de Outubro de 2014

Plano Nacional de Vacinação (PNV) em pdf, CLIQUE AQUI PARA ANO 2015

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Quais os focos anti-vacinas que preocupam as autoridades?

Existem locais como o Alentejo e o Algarve onde os grupos que não recorrem a esta proteção “já têm alguma expressão”, embora ainda “sem dimensão que ponha em risco a saúde pública”, aponta a DGS.

São essencialmente naturistas que os profissionais acompanham de perto para prevenir surtos de doenças como o sarampo, que tem uma grande facilidade de propagação.

Uma vigilância feita de perto e duas vezes por ano. Temos de nos manter muito atentos porque se estes pequenos núcleos estiverem muito concentrados podem levar ao aparecimento de surtos. Por enquanto, se se mantiverem diluídos na população, porque temos uma boa taxa de cobertura, os riscos também são diluídos.

O que, sendo uma vantagem, também joga contra o próprio sistema. Segundo a DGS é muito confortável para estes pais tomar esta opção porque vivem num pais que tem taxas muito elevadas de vacinação.

É que se os focos mais concentrados antivacinação estão nas comunidades naturistas, também existem pais que individualmente vão tomando estas posições de recusar a vacinação.

Porque recusam os pais a vacinação aos seus filhos?

Em alguns casos trata-se de receio na sequência de estudos ou notícias que apontam para efeitos secundários decorrentes de uma vacina.
Outros fazem-no por convicção de que administrar uma carga vital a uma pessoa saudável é apenas desnecessário.

Será medo e/ou falta de memória?

Os pais começaram a levantar dúvidas em relação à necessidade de vacinar os filhos porque já não se lembram dos efeitos de algumas doenças. Os pais que têm agora 30 anos não sabem o que são as sequelas da poliomielite, por exemplo. Não conviveram com o sarampo. E é difícil convencê-los da importância de prevenir uma doença que não se vê entre nós.

O que dizer as pais que têm dúvidas apenas sobre determinadas vacinas?

Mais complicado do que as ideias e as posições contra todas as vacinas, é lidar com pais que são a favor, mas têm dúvidas em relação a determinada vacina.

A mais difícil é a anti-sarampo porque foi associada ao autismo, num estudo de 1998, que analisou 12 crianças, e levou o médico Andrew Wakefield a ser acusado de fraude,e as pessoas não esquecem por mais descredibilizado que o autor do estudo tivesse ficado, por mais estudos a provar o contrário e por mais evidências que sejam apresentadas.

O polémico estudo de Andrew Wakefield

Andrew Wakefield (nascido em 1957) é um ex-pesquisador e ex-cirurgião britânico. Em 1999, ele publicou um artigo intitulado “MMR vaccination and autism” na revista The Lancet, no qual estabelecia uma suposta relação entre a vacina tríplice e o autismo.

A vacina triplice ( VASPR )  imuniza contra as seguintes doenças:
• Sarampo
• Parotidite Epidémica ( Papeira )
• Rubéola

Diversas pesquisas posteriores foram realizadas para comprovar ou não a tese, e não houve evidências comprovando essa hipótese nos novos estudos.

Em 2010, o Conselho Médico Geral britânico considerou que Wakefield agiu de maneira antiética e desonesta ao vincular a vacina tríplice ao autismo.

Ainda de acordo com o Conselho Médico Geral britânico, a sua conduta trouxe má reputação à profissão médica depois de ter recolhido amostras de sangue de jovens na festa de aniversário de seu filho pagando-lhes £5.

Considera-se que o sarampo tenha ressurgido no Reino Unido devido ao receio dos pais em aplicarem a vacina trípice em seus filhos. As taxas de vacinação nunca mais voltaram a subir e surtos da doença tornaram-se comuns depois da publicação do artigo.
A denúncia de fraude surgiu de uma matéria publicada pelo jornalista Britânico Brian Deer, que supostamente é considerado um jornalista freelancer envolvido em polémicas, e as suspeitas eram de envolvimento do jornalista com as empresas farmacêuticas na tentativa de desacreditar a pesquisa.

Há apoiantes da hipótese de Wakefield?

Paralelamente muitos pesquisadores ainda têm investigado a relação da vacina tríplice com o autismo, e alguns deles tem apoiado o estudo de Wakefield.

Ele teve sua licença médica apreendida no Reino Unido por acusações de fraude de evidências na sua pesquisa sobre a relação de vacinas e autismo.

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Estudo científico rejeita ligação entre vacina e autismo ( Abril de 2015 )

Um novo estudo científico rejeita a existência de ligação entre o autismo e a vacina contra o sarampo, a papeira e a rubéola (MMR), de acordo com um artigo publicado em Abril de 2015, no Journal of the American Medical Association (JAMA).

Outros estudos chegaram já à mesma conclusão antes deste, que analisou cerca de 95.000 crianças com irmãos mais velhos, alguns dos quais com Perturbações do Espetro do Autismo (ASD, na sigla inglesa).

“Em consonância com estudos efetuados noutras populações, não observámos qualquer ligação entre a vacinação MMR e um risco aumentado de ASD entre crianças com seguros médicos privados”, indica o estudo, conduzido por Anjali Jain, médico em Falls Church, Virginia.

“Também não encontrámos provas de que a administração de uma ou duas doses de vacinação MMR esteja associada com um risco aumentado de ASD entre crianças com irmãos mais velhos com ASD”, afirmou o investigador.

O autismo está a aumentar e afeta uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, mas as suas causas continuam a ser praticamente desconhecidas. As preocupações quanto à segurança das vacinas, particularmente na era da Internet, têm provado ser difíceis de apaziguar.

“Apesar de uma quantidade substancial de estudos realizados nos últimos 15 anos não terem encontrado qualquer ligação entre a vacina MMR e as ASD, os pais e outras pessoas continuam a associar a vacina a ASD”, sustenta o estudo da JAMA.

“Questionários a pais cujos filhos têm ASD sugerem que muitos creem que a vacina MMR foi uma causa que contribuiu para a doença”, lê-se no artigo publicado na revista científica.

Crianças com um irmão mais velho têm menor probabilidade de ser vacinadas do que crianças sem autismo na família, concluiu o estudo. A taxa de vacinação MMR de crianças com irmãos saudáveis foi de 92% até aos cinco anos.

Em contraste, os níveis de vacinação de crianças cujos irmãos mais velhos tinham ASD foi de 86% até aos cinco anos.
Acompanhando o artigo, um editorial de Bryan King, médico da Universidade de Washington e do Hospital Pediátrico de Seattle, sublinha que os dados são claros.

“A única conclusão que pode ser retirada do estudo é que não há indícios que sugiram a existência de uma relação entre a MMR e o desenvolvimento de autismo em crianças com ou sem um irmão com autismo”, escreveu King.

“Ao todo, são cerca de 12 os estudos que até agora mostraram que a idade em que as ASD se manifestam não difere entre crianças vacinadas e não vacinadas, que a gravidade ou evolução das ASD não difere entre crianças vacinadas e não vacinadas e, agora, que o risco de recorrência de ASD nas famílias não difere entre crianças vacinadas e não vacinadas”, sustentou.

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Afinal o benefício é ou não maior do que risco?

As vacinas são os medicamentos mais seguros, porque são dadas a pessoas saudáveis e não se aceita que haja efeitos adverso.
A maioria das vacinas são tomadas na infância e adolescência, mantendo-se apenas na idade adulta a necessidade de atualizar a anti tétano, que muitas vezes é esquecido pelos adultos.

Que documentos apresentam as crianças na escola se não tiverem boletim de vacinas?

Apesar de não ser um procedimento obrigatório, a verdade é que as crianças são convocadas para as vacinas e o boletim é pedido na escola, mas a sua apresentação pode ser substituída por uma declaração, assinada no centro de saúde, em que se diz que se é antivacinas.

Não é um termo de responsabilidade, é um mecanismo de proteção dos profissionais, atestando que as vacinas foram oferecidas e que os pais recusaram. Às vezes deixar isso por escrito acaba por levar os pais a desistir da ideia.

VACINAÇÃO DE VIAJANTES ADULTOS E CRIANÇAS

As vacinas a recomendar aos viajantes dependem de:

  • Local de destino
  • Duração da estadia
  • Doenças co-existentes
  • Contra-indicações da Vacinação
  • Efeitos adversos
  • Duração da imunidade
  • Tempo disponível antes da viagem
  • Profissão
  • Idade
  • Sexo
  • Custo da Vacina

Classificação, da OMS, das vacinas utilizadas
em viajantes

Vacinas exigidas por lei:

  • Febre amarela
  • Doença Meningocócica

Vacinas de rotina:

  • Tétano,
  • Difteria,
  • Tosse convulsa
  • Hepatite B
  • Poliomielite
  • Sarampo,
  • Papeira,
  • Rubéola
  • Haemophilus influenzae

Vacinas recomendadas dependendo do destino:

  • Cólera
  • Encefalite Japonesa
  • Encefalite transmitida por carraças
  • Doença meningocócica
  • Febre tifoide
  • Gripe
  • Hepatite A
  • Raiva
  • Tubercolose ( BCG )
  • Varicela

 CÓLERA, quais as zonas de risco?

Vacina utilizada contra a Cólera: Dukoral®Colera, mapa de zonas de risco 2012  melhorsaude.org  melhor blog de saude

Indicações da vacina contra a Cólera:

Permanência prolongada em área endémica em condições sanitárias precárias. A vacinação contra a cólera não é uma exigência oficial internacional, no entanto é exigida em determinados países

Posologia :

Indicada a partir dos 2 anos de idade
Indivíduos com idade entre 2 e 6 anos → 3 doses (75ml)
Indivíduos com > 6 anos de idade → 2 doses (150ml)

Esquema de vacinação criança  →  0 – 7 – 14 dias                                   Dose única de reforço após 6 meses
Esquema de vacinação adulto  →  0 – 7 dias
Dose única de reforço após 2 anos

ENCEFALITE JAPONESA, quais as zonas de risco?

Vacina →  Ixiaro®

Encefalite Japonesa, zonas de risco  melhorsaude.org  melhor blog de saude

Indicações da vacina contra a Encefalite Japonesa:

Viajantes para zonas rurais endémicas com estadia >1 mês e especialmente se coincidir com as monções ( Junho a Dezembro)

Encefalite da Carraça/Encefalite Estival/Tick borne Encephalitis, quais as zonas de risco?

Vacina  →  FSME-IMMUN® 

Encefalite da Carraça  melhorsaude.org  melhor blog de saude

Indicações da vacina contra a Encefalite da Carraça:

Viajantes para florestas da Europa Central por períodos > 3 semanas, especialmente se a estadia ocorrer no verão.

DOENÇA MENINGOCÓCICA, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Menveo®  e Nimenrix®

Meningite meningocócica  melhorsaude.org  melhor saude

 

FEBRE AMARELA, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Stamaril®

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FEBRE TIFOIDE, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Typhim Vi®

Febre tifoide, mapa de zonas de risco
Zonas de maior risco de Febre Tifoide marcadas a vermelho

HEPATITE A, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Havrix®

Hepatite A, zonas de risco

HEPATITE  A+B, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Twinrix®

hepatite B mapa de risco

POLIOMIELITE, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Imovax Polio®

Poliomielite, mapa de risco
Poliomielite, mapa de risco

SARAMPO, quais as zonas de risco?

Vacina  →  M-M-RVAXPRO®

Sarampo, mapa de risco
Sarampo, mapa de risco
Sarampo, mapa das crianças com 1 ano de idade, já imunizadas
Sarampo, mapa das crianças com 1 ano de idade, reportadas como imunizadas em 2008.

Nos dois mapas acima mostrados fica clara a evolução do Sarampo em 2014, para zonas consideradas imunizadas em 2008.

RAIVA, quais as zonas de risco?

Vacina  →  Rabipur®

Raiva, zonas de risco

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Para mais informações sobre vacinação de viajantes consulte o pdf da DGS que disponibilizamos de seguida:

Vacinação do viajante DGS

QUADRO DE VACINAÇÃO DE VIAJANTES

Reunimos num só quadro as informações mais relavantes sobre as principais vacinas aplicadas aos viajantes, para facilitar uma consulta breve sobre um assunto cada vez mais importantes nos nossos dias com viagens constantes entre países e continentes num Mundo verdadeiramnte global!

As informações disponiveis no nosso quadro são as seguintes:

  • Doenças para as quais existe vacina
  • Nome das vacinas
  • Tipo de vacina ( viva, inactivada, subunidades ou toxoide )
  • Via de admnistração
  • Idade mínima
  • Número de doses necessárias par imunização
  • Tempo máximo de protecção
  • Esquema rápido de vacinação em caso de urgência
  • Efeitos secundários
  • Contra-indicações

VACINAS DO VIAJANTE, clique aqui e veja a tabela melhorsaude.org

 

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 Conclusão

Afinal as vacinas são seguras ou não? Podemos ser vacinados e vacinar os nossos filhos de forma segura?

Verdadeiramente a questão deve ser colocada de outra forma… podemos aplicar as vacinas sem efeitos adversos e contra-indicações?  É claro que não!

As vacinas são medicamentos por isso não podem estar isentas desses efeitos secundários e contra-indicações!

No entanto convém não esquecer o óbvio…as vacinas continuam a ser dos medicamentos mais seguros, senão mesmo os mais seguros, têm em regra efeitos secundários sem gravidade e, com tão poucas tomas, são os únicos medicamentos que nos conseguem proteger toda a vida contra doenças muito graves e potencialmente mortais!

Será justo, alguns de nós, privarem os filhos dessa protecção extraordinária apenas por receio de virem a desenvolver um determinado efeito adverso que aliás a ciência tem dificuldade em comprovar de forma clara?  Talvez não…

Fiquem bem!

Franklim Fernandes  melhorsaude.org

Franklim Moura Fernandes

Fonte: Direcção Geral de Saúde; Organização Mundial de Saúde.

Por favor PARTILHE este importante artigo e ajude os seus amigos a tomarem decisões bem informadas acerca da vacinação. Juntos por uma Melhor Saúde!

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MEDICINA FARMACIA CIENCIA 2017: 20 NOVOS AVANÇOS




Medicina farmacia ciencia e tecnologia 2017: Quais os novos avanços da medicina que salvam tantas vidas? Os avanços na medicina e farmacia são de diversa ordem. Como exemplos temos novas vacinas, fármacos mais eficazes com menos efeitos secundários, tecnologias inovadoras aplicadas à medicina. Estes avanços são grandes esperanças para doentes até agora sem tratamento e incluem técnicas cirúrgicas que vão ficar na história…!

Artigo actualizado em Março de 2017

Em Portugal e no resto do mundo, ocorreram grandes progressos na medicina que permitem a médicos e pacientes sonhar com uma melhor saúde, mais eficaz e eficiente. «A história mostra-nos que o conhecimento nada tem de imutável e acredito, inabalavelmente, que a ciência tem ainda muito para nos proporcionar», afirma João Caramês, professor catedrático da Faculdade de Medicina Dentária da universidade de Lisboa. Neste artigo vou destacar avanços médicos relevantes que ocorreram em 2014, 2015 e 2016.

Neste artigo vou falar dos seguintes avanços científicos:

  • Cancro: Vacina universal
  • Cancro da próstata: Novas tecnologias
  • Antipsicótico de última geração
  • Oftalmologia: Regredir a perda de visão
  • Primeiro bebé de útero transplantado
  • Hepatite C, grande passo no tratamento
  • Diabetes: Novos fármacos
  • Diabéticos: Pâncreas artificial
  • Diabetes tipo 1: Células estaminais para cura de diabéticos tipo 1
  • Doenças autoimunes: Nova esperança de tratamento
  • Melanoma: Novos tratamentos
  • Insuficiência cardiaca: Novo fármaco
  • Doença reumática: Melhoria do tratamento ao doente reumático
  • Teste pré-natal mais completo
  • Doenças neurodegenerativas: Parkinson e Alzheimer, melhor estratégia de tratamentos e prevenção
  • Dentes mais fortes: Estruturas orais 3D
  • Lentes de contacto inteligentes
  • Artrite psoriática: Primeiro tratamento oral
  • Zona: Primeira vacina
  • Rosácea: Primeiro tratamento específico
  • Disfunções da marcha: Primeiro tratamento
  • Portugueses descobrem mecanismo tumoral

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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Cancro: Vacina universal

Na Alemanha está a ser desenvolvida, numa fase incial, uma vacina em que o cancro é atacado de surpresa a partir do próprio sistema imunitário. Esta vacina não terá os graves efeitos secundários associados aos tratamentos convencionais e poderá ser utilizada em diversos tipos de cancro.

Esta vacina é composta por nanoparticulas que contêm o código genético do cancro envolto numa membrana de gordura. Estas particulas são depois injectadas na corrente sanguínea para simular uma virose e infiltrar células imunitárias específicas. As células infiltradas vão depois descodificar o código genético presente nas nanoparticulas e desencadear a produção de antigénios cancerígenos. Estes vão activar os linfócitos T que são responsáveis por atacar as células cancerigenas.

Medicina: Avanços no cancro da próstata

Nuno Monteiro Pereira, médico urologista, destaca três avanços, particularmente úteis no diagnóstico e tratamento do cancro da próstata, a saber:

  • A popularização do uso de cirurgia robótica ganhou mais força a nível mundial e permite uma grande precisão de movimentos e uma visão muito próxima das estruturas a operar.
  • Estão também a ser avaliadas novas tecnologias minimamente invasivas para o cancro da próstata, sobretudo a eletroporação irreversível, que já mostra resultados promissores, embora ainda não conclusivos.
  • Na área do diagnóstico, estão, ainda, a surgir novas técnicas tridimensionais e de fusão de imagem que permitem a realização de biópsias com elevadíssima precisão.

Em Portugal, já existem dois equipamentos para a realização de cirurgia robótica, prevendo-se a chegada em breve de um terceiro. Os mais frequentes órgãos operados são a próstata e o rim, quase sempre em situações oncológicas, mas a tecnologia está a avançar para outros órgãos e cirurgias.

As novidades não se ficam, contudo, por aqui. Também a eletroporação irreversível já está a ser experimentalmente realizada em dois centros portugueses, prevendo-se um alargamento do número de investigadores. Para um futuro próximo, o médico prefere uma postura cautelosa esperando que o novo ano concretize o uso ponderado, cauteloso e seguro das novas armas diagnósticas e terapêuticas no campo do cancro da próstata.

Farmacia: Paliperidona antipsicótico de última geração

Vítor Viegas Cotovio, médico psiquiatra e psicoterapeuta, membro do Conselho Nacional de Saúde Mental defende que, no que à psiquiatria diz respeito, o lançamento do já existente antipsicótico Paliperidona, agora sob a forma de injetável foi um grande passo, uma vez que tem uma libertação prolongada, podendo ser dado mensalmente, o que facilita a adesão à terapêutica e previne as recaídas que ocorrem, quer por esquecimento quer porque o doente psicótico decide não fazer a medicação.

O que tem de diferente a Paliperidona?

Por ser um antipsicótico de última geração, é um medicamento atípico, o que significa que os efeitos secundários, como os tremores, que são uma das grandes lutas no que diz respeito aos medicamentos antipsicóticos, não acontecem com tanta frequência ou com tanta intensidade, neste caso. Para além disso é de relevar o facto deste medicamento não deixar a pessoa tão quebrada e tão sedada. O grande presente do futuro seria a criação de um medicamento com menos efeitos secundários, menos sedativo, que não interferisse tanto no quotidiano dos doentes psicóticos.

Medicina: Avanços contra a perda de visão

Luís Gouveia Andrade, médico oftalmologista no Hospital Cuf Infante Santo, sublinha a importância da identificação da causa da perda de visão nas doenças da retina, em particular, a degenerescência macular relacionada com a idade e a retinopatia diabética que, no seu conjunto, são duas das mais importantes causas de perda de visão e cegueira e o desenvolvimento de uma substância capaz de travar e/ ou regredir esse processo terem aberto uma enorme janela de esperança para milhões de doentes em todo o mundo. Até recentemente, as opções terapêuticas para as doenças da retina eram muito reduzidas e nem sempre bem sucedidas.

Em muitos casos, o papel do médico era sobretudo acompanhar e apoiar os doentes e não tanto tratá-los de um modo eficaz. A descoberta desta nova opção torna o tratamento mais simples, menos invasivo, passível de ser repetido sempre que necessário e permite, em muitos casos, uma recuperação significativa da visão perdida. Para o futuro, o transplante da retina é solução que permitiria restituir a visão a incontáveis pacientes.

Primeiro bebé de útero transplantado

Em 2014, um grupo sueco obteve o primeiro nascimento de uma gestação conseguida num útero transplantado, constituindo um dos maiores avanços da medicina, podendo ser comparado ao do primeiro transplante cardíaco. Alexandre Lourenço, consultor em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Santa Maria, assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa, explica que até à data, nenhuma mulher que não tivesse útero poderia ter um filho sem recorrer a outra mulher (denominado útero de aluguer). O grupo já tinha realizado oito transplantes uterinos e isso, só por si, seria um grande avanço da ginecologia.

No entanto, como órgão que só cumpre a sua função integral com a gravidez, esse facto devia ser complementado com um parto de recém-nascido vivo e viável, o que foi conseguido recentemente. De futuro, espera-se que surjam avanços na avaliação de defeitos genéticos/ cromossómicos fetais em células fetais circulantes no sangue materno, que permitissem diminuir os custos desses testes e, a prazo, fazer com que os testes realizados por rastreios indiretos ou através da amniocentese se tornem desnecessários e obsoletos.

Farmacia: Avanços na luta contra hepatite C

Jorge Canena, médico gastrenterologista do Hospital Cuf Infante Santo, professor de gastrenterologia na Nova Medical School, afirma que um dos grandes avanços no âmbito da gastrenterologia foi a introdução de novos fármacos para o tratamento da hepatite C, a saber:

  • Sofosbuvir
  • Simepravir.

São ambos medicamentos caros e, em Portugal, ainda estão pouco disponíveis. As vantagens são preciosas já que reduzem o tempo de tratamento, apresentam um número muito reduzido de efeitos secundários e estão associadas a elevadas taxas de sucesso terapêutico.

Tal implica uma eliminação do vírus, impedindo a progressão da doença, em última análise. Estes três aspetos são um grande passo no tratamento da hepatite C. Para o futuro, espera-se a melhoria de testes genéticos para o cancro, associado a programas de rastreio para diversos tipos de tumor, programas não só mais eficazes como abrangendo maior número de pessoas.

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Diabetes com novos fármacos

João Jácome de Castro, médico endocrinologista, diretor do Serviço de Endrocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Hospital das Forças Armadas afirma que 2014 foi um ano feliz com a chegada a Portugal, de novas classes de fármacos para tratar a diabetes, a saber:

  • Análogos GLP1
  • Inibidores SGLT2 ( em aprovação final ) outra classe ainda mais moderna que diminuem a reabsorção de açúcar.

Quais as vantagens destes novos fármacos?

A grande vantagem destes novos fármacos é de que, para além de controlarem a glicemia nas pessoas com diabetes, permitirem, simultaneamente, reduzir-lhes o peso.

No caso particular dos doentes com diabetes tipo 2, este efeito é especialmente importante já que a esmagadora maioria destes doentes tem excesso de peso e obesidade, um fator de predisposição e agravamento no controlo da própria doença. De futuro espera-se que haja um maior investimento na prevenção da diabetes e no rastreio precoce das pessoas com diabetes.

Pâncreas artificial para diabéticos: MiniMed 670 G

Foi aprovado, em Setembro de 2016, pela Food and Drugs Administration (FDA), nos Estados Unidos da América o MiniMed 670 G. Este dispositivo médico monitoriza os niveis de açúcar no sangue em doentes diabéticos injectando automaticamente a dose de insulina adequada.

A cada 5 minutos o aparelho mede a glicémia e ajusta os niveis de insulina com pouca ou nenhuma intervenção do doente. Os doentes têm no entanto de contunuar a controlar a quantidade de hidratos de carbono consumida e inserir essa informação no aparelho. O uso do MiniMed 670G foi aprovado para doentes com diabtes tipo 1 maiores de 14 anos. Deve começar a ser comercializado em março de 2017 nos Estados Unidos da América.

Células estaminais e cura da Diabetes tipo 1

Está a ser desenvolvido um estudo com células estaminais que tem como objectivo a cura da diabetes tipo 1. Os ensaios clínicos feitos até agora em animais apresentam resultados muito positivos. Neste estudo as células estaminais embrionárias são transformadas em células produtoras de insulina que são depois colocadas numa cápsula que as protege do ataque do sistema imunitário. do diabético sendo injectadas sob a pele do doente.

Nova esperança para doenças autoimunes

O grande avanço médico de 2014 que também marca os primeiros meses de 2015, para Luís Romariz, médico especialista em medicina antienvelhecimento no Instituto Médico Newage foi a consolidação de uma terapia para as doenças autoimunes e coadjuvante no tratamento do cancro, que foi iniciada em 2009, e que é a LDN (Baixas Doses de Naltrexona). Descobriu-se que doses mínimas de um fármaco usado no tratamento das pessoas com problemas de consumo de narcóticos eram capazes de aumentar a imunidade.

As coisas evoluíram ao ponto de curar algumas dessas doenças, tais como a artrite reumatoide, o lúpus, a psoríase, a esclerose múltipla ou cancro do pâncreas! No que ao futuro diz respeito , era bom que se descobrisse um fármaco com verdadeira acção no alongamento dos telómeros. Aí sim poderíamos aspirar à vida eterna!

Novos tratamentos contra o melanoma

Fátima Cardoso, médica oncologista, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud e secretária-geral da European Organisation for Research and Treatment of Cancer, designa 2014 como o ano do tratamento do melanoma. Para este cancro, frequentemente fatal, as possibilidades terapêuticas eram muito reduzidas, existindo neste momento tratamentos capazes de prolongar a vida dos doentes com melanoma avançado, cujo princípio ativo é o anti-PDL1. Um desses tratamentos representa uma das primeiras aplicações clínicas eficazes de imunoterapia na área da oncologia.

Apesar disso, a melhor arma para combater este tipo de cancro continua a ser a prevenção. Esta doença é curável, mas apenas quando diagnosticada precocemente. Quanto ao futuro, se os conhecimentos atuais fossem bem utilizados para tratar todos os doentes com cancro, a mortalidade seria substancialmente reduzida. Assim, desejo que todos os doentes possam ser tratados segundo as recomendações internacionais publicadas, por médicos experientes e humanos e que tenham acesso aos melhores tratamentos.

Novo fármaco para insuficiência cardíaca

Para Manuel Carrageta, médico cardiologista, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, o maior avanço na área da cardiologia para o tratamento de uma doença com uma mortalidade muito elevada e que causa grande sofrimento aos doentes (cansaço, falta de ar, edemas) é um novo medicamento que tem uma molécula mista composta por dois fármacos, a saber:

  • Valsartan e
  • Sacubitril

Esta associação tem mostrado efeitos muito benéficos, com grande redução da mortalidade, quando comparado com as terapêuticas atuais. Para o futuro, o cardiologista deseja que o novo tratamento para a insuficiência cardíaca seja rapidamente aprovado em todo o mundo e que também os doentes portugueses possam, em breve, beneficiar dele.

Melhoria do tratamento ao doente reumático

Augusto Faustino, médico reumatologista da Clínica de reumatologia de Lisboa e do instituto Português de reumatologia, afirma que na área da reumatologia, assistiu-se à sedimentação e implementação de tendências que se vinham a delinear nos anos anteriores, a amplificação da rede de prestação de cuidados reumatológicos em meio hospitalar a nível nacional e o fortalecimento daquela que foi a maior revolução no tratamento das doenças inflamatórias reumáticas nos últimos anos, a utilização de terapêuticas biotecnológicas, regida por normas de boa prática clínica e com registo informático num processo clínico eletrónico da reumatologia, o Reuma.pt.

O corolário destes dois factos foi permitir que os doentes reumáticos possam mais facilmente ser consultados pelos médicos especialistas mais habilitados, e que as situações reumatológicas mais graves, e potencialmente mais agressivas e destrutivas, possam ser tratadas com propriedade clínica e em segurança, com os fármacos mais adequados e mais efetivos para a sua abordagem. No futuro era bom que se verificasse uma mudança de paradigma na área da reumatologia, deixando os médicos e os doentes reumáticos de procurar um diagnóstico definitivo, centrando-se na deteção de sinais e sintomas precoces de doença reumática, habitualmente associados à existência de inflamação.

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Teste pré-natal mais completo

De entre os vários avanços na área da genética, a especialista Purificação Tavares geneticista e directora do CGC Genetics salienta destaca o facto de o teste não invasivo pré-natal, agora mais completo, dar resultado para outras anomalias, a saber:

  • Trissomia 21
  • Trissomia 13
  • Trissomia 18,
  • Síndrome de Turner
  • Sindrome de Klinefelter e de
  • Sindrome de Microdeleção,

Este teste mais completo confere ao médico e ao casal muito maior segurança durante a gravidez. Mas as inovações neste campo não ficaram por aqui. Em 2014 ocorreu, também, a possibilidade de realizar-se múltiplas análises de pesquisa de mutações de uma só vez com a sequenciação de nova geração (NGS).

É uma metodologia que está a ser aplicada em várias especialidades médicas e que permite menos custos, um menor tempo de resposta, bem como diagnósticos antes impossíveis de doenças causadas por múltiplos genes, tais como:

  • Atrasos de desenvolvimento,
  • Retinopatias pigmentares,
  • Surdez
  • Doenças neurodegenerativas

No futuro, a geneticista Purificação Tavares, deseja que surjam mais consultas de genética médica, de modo a que a população tenha um acesso mais facilitado a esta especialidade e às novas análises.

Melhores estratégias de tratamento e de prevenção das doenças neurodegenerativas

De entre os enormes avanços das neurociências nas últimas décadas, Belina Nunes, médica neurologista, diretora da Clínica da Memória realça o progresso no conhecimento dos mecanismos da neurodegeneração, sobretudo relativamente às doenças de Parkinson e de Alzheimer, o que tem permitido melhores estratégias de prevenção e tratamento, nomeadamente «a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) na doença de Parkinson, uma técnica já utilizada em vários centros neurológicos e com benefícios significativos num elevado número de doentes.

No campo da imagiologia cerebral, as técnicas de tratografia dão imagens maravilhosas dos feixes nervosos e começam cada vez mais a ser usadas na investigação e na prática clínica. Esta é uma das técnicas mais promissoras para o melhor conhecimento do funcionamento do cérebro humano.

Estruturas orais 3D para dentes mais fortes

Na medicina dentária, o destaque de João Caramês, professor catedrático da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, professor adjunto da NYU e diretor clínico do Instituto de Implantologia, vai para o início da utilização de impressoras 3D na produção de réplicas de estruturas orais, sejam elas dentárias, gengivais ou ósseas. Este é um marco importante numa área em que pontos de contacto entre engenharia mecânica e robótica, engenharia informática (hardware e software) e prestação de cuidados de saúde são cada vez mais generalizados e indissociáveis.

A produção de estruturas 3D implica a utilização de scanners e de software com graus de detalhe espantosos e que permitem a recolha de informação da cavidade oral do doente por via digital, diminuindo assim o tempo de tratamento e o seu grau de desconforto. A tecnologia utilizada aumenta a precisão dos trabalhos, diminuindo as margens de erro e permitindo a execução de próteses em poucas horas. Dado que trabalhamos com informação digital, os obstáculos físicos perdem importância encurtando distâncias entre cidades, países e continentes, aproximando doentes e equipas médicas que não partilham a mesma localização geográfica.

Quando se pensa no futuro, embora com aplicações longe do imediato, anseio por mais investigação em células pluripotenciais, a partir das quais se possam criar tecidos biológicos perdidos, nomeadamente dentes, de forma a podemos aspirar a uma verdadeira terceira dentição.

Outros progressos que marcam a atualidade:

Lente de contacto inteligente

Foi apresentada pela Google e é capaz de medir os níveis de glicose e de enviar a informação para o smartphone.

  • Primeiro tratamento oral para a artrite psoriática

Foi aprovado pela Food and Drugs Administration e surge como uma alternativa aos fármacos injetáveis até então existentes, sendo um tratamento mais seguro e eficaz.

 

  • Primeira vacina contra a zona

Atua no gânglio nervoso onde está adormecido o vírus da varicela (herpes zoster) ajudando a prevenir a sua reativação, que leva ao aparecimento da zona.

  • Primeiro tratamento específico para a rosácea

Em formato de gel tópico permite uma redução do eritema facial 30 minutos após a aplicação, com resultados até 12 horas. É vendido mediante receita médica e o seu princípio ativo é a brimonidina.

  •  Portugueses descobrem mecanismo tumoral

A descoberta do mecanismo que promove o crescimento do cancro do ovário foi realizada por uma equipa de cientistas do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa e vem abrir portas ao desenvolvimento de terapias, ao nível da imuno‑oncologia.

  • Primeiro tratamento para disfunções da marcha

É uma nova esperança para quem sofre de esclerose múltipla. Permite a libertação prolongada da substância ativa fampridina. A sua utilização, em meio hospitalar, foi recentemente autorizada.

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CANCRO, NOVA DESCOBERTA CONTRA AS METÁSTASES

Como se forma um cancro?

Fases do processo de formação de um cancro
Fases do processo de formação de um cancro

Qual a nova descoberta contra o cancro ?

Pela primeira vez, foi possível detectar e isolar, no fluxo sanguíneo, células susceptíveis de criar metástases e espalhar um cancro. Isto poderá permitir avaliar a agressividade dos cancros de forma precoce.

Qual a importância desta técnica?

Uma equipa de cientistas nos Estados Unidos demonstrou que é possível, graças a pequenos bocados específicos de ADN espetados à superfície de diminutas bolinhas de ouro, detectar no sangue humano células cancerosas que estão à deslocar-se à procura de novos sítios do corpo para invadir.

A inédita técnica, que poderá permitir destruir estas células antes de elas se instalarem noutros órgãos e formarem metástases, foi descrita recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Luta contra as metástases do cancro

Quando um cancro forma metástases, o prognóstico para o doente não é bom; já pode ser tarde demais. Ora, até aqui, não era possível apanhar as células cancerosas circulantes directamente no sangue, antes de elas colonizarem novos tecidos.

 O que são afinal os NanoFlares ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas
A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas

Agora, Chad Mirkin, da Universidade Northwestern (EUA), e colegas, conseguiram literalmente fazer brilhar essas células iluminando-as do interior por uma salva de microscópicos very-light.

Os cientistas deram à sua invenção o nome de NanoFlares (nano-clarões) e mostraram, em várias condições experimentais, que eles permitem não só detectar individualmente as células cancerosas na circulação sanguínea, como também isolá-las.

Leia aqui o resumo do artigo original

É possivel capturar e cultivar estas células?

Como não matam estas células, permitem ainda cultivá-las no laboratório para testar a eficácia de diversos fármacos anti-cancro.

“Tanto quanto sabemos, esta é a primeira abordagem baseada na genética que permite ao mesmo tempo o isolamento e a análise genética intracelular de células tumorais vivas em circulação”, escrevem os autores na PNAS.

Qual a composição do NanoFlare ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, com apenas 13 nanómetros (milionésimo de milímetro) de diâmetro, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN (em hélice simples) capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas. Por sua vez, essas sequências de ADN estão “acopladas” a bocadinhos de ADN que contêm o clarão propriamente dito (uma molécula fluorescente).

Inicialmente, a fluorescência do clarão é abafada pela proximidade do ouro, explicam ainda os cientistas no seu artigo. Mas o que acontece é que os NanoFlares penetram, não se sabe bem como, no interior das células. E se vierem a dar com o material genético específico do cancro que são capazes de reconhecer, ligam-se a ele, libertando o bocadinho que contém o clarão.

Ao afastar-se da bolinha de ouro central, o clarão vai assim iluminar o interior da célula em causa, marcando-a como cancerosa.

Conseguir encontrar uma “agulha num palheiro”!

“O NanoFlare acende uma luz dentro das células cancerosas que procuramos”, diz o co-autor Shad Thaxton em comunicado de Universidade Northwestern. “E o facto de os NanoFlares serem eficazes na complexa matriz do sangue humano constitui um enorme avanço técnico. Conseguimos encontrar pequenos números de células cancerosas no sangue, o que é mesmo como procurar uma agulha num palheiro.”

É possivel preparar tratamentos à medida?

Os cientistas construíram quatro tipos de NanoFlares, cada um dirigido contra um alvo genético conhecido por estar associado a cancros da mama agressivos (isto é, que formam facilmente metástases).

Mais precisamente, os NanoFlares são dirigidos contra o “ARN mensageiro” (uma outra forma de material genético) que codifica certas proteínas que se sabe estarem associadas às células dos cancros agressivos da mama.

A seguir mostraram, em particular, que esses NanoFlares eram capazes de detectar as células cancerosas, com uma taxa de erro inferior a 1%, quando estas eram misturadas com sangue de dadores humanos saudáveis.

Células detectadas sobrevivem e são cultivadas

Uma vez identificadas as células, os cientistas conseguiram separá-las das células normais e estudá-las em cultura. “Ao contrário de outras técnicas de isolamento de células cancerosas, baseadas em anticorpos, a exposição das células aos NanoFlares não resulta na morte celular”, escrevem ainda.

Ausência de toxicidade é essencial

Ora, esta ausência de toxicidade poderá permitir estudar células cancerosas vivas, avaliar o seu potencial metastático e determinar qual a melhor combinação de fármacos para as eliminar.

“Isto poderia conduzir a terapias personalizadas, nas quais olhamos para a forma como as células de um dado doente respondem a diversos cocktails terapêuticos”, diz por seu lado Chad Mirkin.

Os autores testaram os nano-clarões, com resultados igualmente promissores (embora com maiores taxas de falsos positivos), em ratinhos que são utilizados como modelo experimental de cancro da mama humano.

Neste momento, explica ainda o comunicado, estão a tentar ver se a sua nova técnica consegue detectar células cancerosas diretamente no sangue de doentes com cancro da mama.

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Concluindo

Vivemos tempos de avanços tecnológicos extraordinários ao qual a medicina não é alheia! Alguns avanços agora descritos e reais eram, há bem poucos anos, argumentos para filmes de ficção científica! Doentes com doenças graves têm razões para ter mais esperança nomedamente nas doenças graves que afectam grandes faixas da população dos países desenvolvidos (ex: cancro, hepatite, diabetes, alzheimer, etc) porque são nessas que se concentram o maior esforço de investigação da industria Farmacêutica ao qual, claro, não é alheio uma expectativa de lucros maiores! No entanto essa será uma polémica secundária porque, para os doentes e suas famílias, o importante é salvar vidas…a tempo! Fica o apelo justo para a alocação de mais recursos à investigação de doenças que afectam milhões de doentes nos paises pobres e subdesenvolvidos, como, por exemplo, a malária.

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: 

  • João Caramês, professor catedrático da Faculdade de Medicina Dentária da universidade de Lisboa;
  • Nuno Monteiro Pereira, médico urologista;
  • Vítor Viegas Cotovio, médico psiquiatra e psicoterapeuta;
  • Luís Gouveia Andrade, médico oftalmologista;
  • Alexandre Lourenço assistente da Faculdade de Medicina de Lisboa;
  • Jorge Canena, médico gastrenterologista, professor de gastrenterologia na Nova Medical School;
  • João Jácome de Castro, médico endocrinologista;
  • Luís Romariz, médico especialista em medicina antienvelhecimento no Instituto Médico Newage;
  • Fátima Cardoso, médica oncologista, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico Champalimaud;
  • Manuel Carrageta, médico cardiologista, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia;
  • Augusto Faustino, médico reumatologista do instituto Português de reumatologia;
  • Purificação Tavares geneticista e directora do CGC Genetics;
  • Belina Nunes, médica neurologista;

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Dê esperança a muitos doentes que necessitam de algum conforto e apoio emocional!

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CÉLULAS DA PELE A CAMINHO DO CANCRO?

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Cerca de um quarto das células da pele de pessoas de meia idade já deram os primeiros passos em direcção ao cancro da pele, de acordo com um estudo publicado na revista Science.

Análise de amostras de pele de pessoas com idades entre 55 e 73 anos descobriram mais de 100 mutações de ADN ligadas ao cancro em cada centímetro quadrado de pele.

A equipa, do Sanger Institute, perto de Cambridge, em Inglaterra, disse que os resultados eram surpreendentes.

Especialistas dizem que a prevenção é a melhor defesa contra danos provocados pelo sol. O cancro da pele é um dos tipos mais comuns da doença.

Muitas das mutações que culminam em cancro já são conhecidas, mas a equipa queria saber quando começaram a aparecer.
Os investigadores analisaram amostras de pele removidas da pálpebra de quatro pacientes.

Em seguida, examinaram a fundo o ADN da pele para identificar amostras com mutações que podem estar ligadas ao estágio em direcção ao cancro.

«O mais surpreendente é a escala, que entre um quarto e um terço das células apresentava essas mutações de cancro. Isso é muito mais elevado do que esperávamos, mas essas células estão a funcionar normalmente», disse à BBC Peter Campbell, chefe do departamento de genética do cancro da Sanger.

Seriam necessárias inúmeras mutações – não se sabe ao certo quantas – para culminar num tumor.

Os resultados mostraram que houve algumas mudanças subtis na forma como as células que sofreram mutações se comportavam – cresciam mais rápido do que outras células da pele.

«Certamente afecta a exposição ao sol, mas não acho que devamos ficar apavorados. Passa a mensagem de que essas mutações se acumulam ao longo da vida, e que a melhor forma de prevenção é ter atenção, durante toda a vida, aos danos que a exposição provoca.»

Ao comentar a pesquisa, Bav Shergill, da Associação Britânica de Dermatologistas, disse que «apesar de o sistema imunológico do corpo poder ser muito eficiente em remover células que sofreram mutações, é importante lembrar que algumas células não são removidas e se transformam em cancro».

«Prevenção é a primeira linha de defesa; usar roupas protectoras, procurar sombra e escolher um protector solar com um factor de proteção (SPF, na sigla em inglês) de pelo menos 30 são boas práticas», completa.

«Pesquisas como esta podem ajudar a descobrir que erros específicos podem fazer uma célula da pele danificada degenerar num cancro», disse Alan Worsley, do Cancer Research UK.

«Embora todos precisemos de sol, evite queimar-se e causar danos à pele passando mais tempo na sombra, cobrindo-se com roupas e usando muito protector com um factor de pelo menos 15.»

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