Category Archives: Guias Melhor Saúde

CANCRO 2017: SINTOMAS QUE NÃO DEVE IGNORAR!

Cancro sintomas guia 2017: Quais os sinais de alerta? Quais os alimentos, emoções e atitudes que fragilizam ou fortalecem o nosso sistema imunitário na prevenção ou luta contra o cancro? Juntamente com a informação da Liga Portuguesa contra o Cancro e da American Association for Cancer Research, entre muita outra informação, este artigo pretende ser uma ferramenta simples mas eficaz, de consulta rápida, para nos lembrar rapidamente como podemos proteger-nos melhor. Quais os 15 sinais que nunca deve ignorar? Existem sinais que podem ser um alerta para um problema de saúde mais grave que pode surgir. Detectar atempadamente e dar o devido a valor a esses sinais pode ser a diferença entre a vida e a morte!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cancro: O que nos pode matar?
  • Cancro: O que nos podem salvar?
  • Alimentos: Quais os que nos protegem?
  • Alimentos: Quais os que nos fragilizam?
  • Sentimentos e atitudes: Quais os que influenciam o nosso sistema imunitário?
  • Hábitos: Quais os que nos fragilizam e quais os que nos protegem?
  • Como se forma um cancro?
  • Quais os 15 sintomas que nunca deve ignorar?
  • Descoberta recente sobre a detecção precoce de metástases: Qual a importância?
  • Células cancerosas circulantes na corrente sanguínea que provocam metástases noutros tecidos: Será possivel apanha-las?
  • NanoFlares: O que são?
  • Tratamentos à medida: São possiveis?
  • Açúcar, síndrome metabólica e cancro: Qual a ligação?
  • Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar o cancro?
  • Tratamento: Quais os métodos mais usados?

Porquê deve estar com atenção aos seguintes sinais?

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Alterações do trânsito intestinal
  • Sangue nas fezes
  • Fezes brancas
  • Urina escura
  • Tosse persistente
  • Aftas que não cicatrizam
  • Líquido no mamilo
  • Necessidade frequente de urinar
  • Impotência
  • Sensibilidade mamária nos homens
  • Incontinência urinária
  • Dor pélvica
  • Descamação na pele
  • Gengivite

Cancro, sintomas que não deve ignorar!

Este é um artigo que aglutina num só post muita informação relevante sobre o cancro.

Clique aqui ou na imagem para ler o artigo e se concordar, assinar petição pública:Cancro 2017 melhorsaude.org melhor blog de saude

 

REFLUXO E AZIA 2017: CAUSA PERIGO E TRATAMENTO!

Refluxo azia ou pirose guia 2017: Quais as causas? Quais os sinais? Quais os perigos? Que medicamentos podem piorar os sintomas? Qual o melhor tratamento?

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Qual a anatomia do estômago?
  • Azia ou pirose: O que é?
  • Quais os sintomas?
  • Refluxo gastroesofágico: O que é?
  • Qual a anatomia do estômago?
  • Qual a causa da azia?
  • Que medicamentos podem provocar azia?
  • Quais os anti-inflamatórios menos agressivos para o estômago?
  • Anti-inflamatórios de última geração: Serão uma boa alternativa?
  • Ansiolíticos e contraceptivos orais podem provocar refluxo?
  • Idade e azia ou refluxo: Qual a relação?
  • Gravidez e azia ou refluxo: O que acontece nessa fase?
  • O que pode tomar uma grávida para a azia?
  • Que factores agravam a azia e refluxo?
  • Que alimentos agravam a azia e refluxo?
  • Quais os sinais de alarme para pedir apoio médico urgente?
  • Como melhorar a azia e refluxo?
  • Quais os medicamentos mais utilizados para a azia e refluxo?
  • Quais os efeitos secundários e interacções mais frequentes dos antiácidos?

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Qual a anatomia do estômago?

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Azia ou Pirose, o que é?

A azia ou pirose manifesta-se por uma sensação de ardor na parte posterior do esterno e que se estende desde a parte superior do estômago até à boca podendo haver refluxo ou regurgitação com sabor ácido ou amargo.

refluxo gastroesofagico melhorsaude.org melhor blog de saude

Azia: Quais os sintomas mais comuns?

A azia manifesta-se das seguintes formas:

  • Ardor incómodo na linha média da parte superior do estômago (epigastro) e que se pode estender para a parte posterior do esterno.
  • O ardor pode sentir-se apenas na parte do esterno mas pode também sentir-se na garganta, provocando um sabor amargo na boca.
  • Pode haver dor.

Qual a causa da Azia?

Os sintomas da azia são causados pelos conteúdos do refluxo esofágico, de natureza ácida, no esófago, que irritam a superfície sensível da mucosa. Trata-se de um problema de saúde que não causa transtorno em pessoas saudáveis, salvo se a sua frequência e intensidade aumentar. Poderá, no entanto, em alguns casos, ser sinal de problemas de saúde mais sérios.

Uma das causas mais comuns da irritação esofágica é a própria doença de refluxo esofágico devida a deficiências do esfíncter esofágico inferior. Também a hérnia do hiato pode provo­car acidez resultado de parte do estômago escapar pelo diafragma, embora não se manifestem sintomas em todos os doentes.

Doença-de-Refluxo-Gastroesofágico melhorsaude.org melhor blog de saude

Que medicamentos podem provocar azia?

Alguns medicamentos podem provocar irritação gastro esofágica, a saber:

  • Ácido acetil salicílico (AAS) – Ex. Aspirina®
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINE), tais como, Brufen® (ibuprofeno), Voltaren® (diclofenac), Nimed® (nimesulide), Naprosyn® (naproxeno). Profenid® (cetoprofeno), piroxicam,
  • Diazepam (Valium®)
  • Alprazolam (Xanax®)
  • Contraceptivos orais
  • Alendronato, utilizado na osteoporose
  • Corticoides, utilizados no combate à inflamação
  • Antagonistas do canais de cálcio, utilizados em algumas doenças cardiovasculares
  • Inibidores selectivos da recaptação da serotonina, utilizados como antidepressivos
  • Clopidogrel, utilizado para evitar a formação de coágulos em doentes de risco ou com doença cardiovascular
  • Digoxina, utilizada como cardiotónico no tratamento da insuficiência cardiaca e taquicardia
  • Teofilina, utilizada como broncodilatador
  • Eritromicina é um antibiótico
  • Tetraciclinas é uma classe de antibióticos
  • Suplementos de ferro, utilizados, por exemplo, no tratamento de muitas anemia
  • Potássio

Quais os anti-inflamatórios menos agressivos para o estômago?

Praticamente todos os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) clássicos referem como reações adversas pro­blemas de irritação gástrica que podem manifestar-se também quando a administração é parenteral ou retal. O ibuprofeno (Brufen®) e o diclofenac (Voltaren®) parecem ter menor risco de toxicidade gástrica, situando-se numa posição intermédia o naproxeno e o AAS e, com maior risco o piroxicam, o cetoprofeno, entre outros.

Anti-inflamatórios de última geração: Serão uma boa alternativa?

Existe uma classe de anti-inflamatórios mais recente, Os anti-inflamatórios não esteróides inibidores seletivos da ciclo-oxigenase-2 (Coxibes) são fármacos utilizados no tratamento da dor e inflamação crónica, principalmente em patologias de origem musculoesquelética, como:

  • Artrite reumatóide,
  • Osteoartrose,
  • Espondilite anquilosante.

Os Coxibes mais prescritos são os seguintes:

  • Celecoxib (Celebrex®, Solexa®))
  • Etoricoxib (Arcoxia®, Exxiv®)

Os Coxibes têm como objetivo a inibição seletiva de uma das isoformas da enzima ciclo-oxigenase, a COX-2, que regula a produção dos principais prostanóides envolvidos no processo inflamatório, na dor e na febre. Existe evidência clínicas de que os Coxibes podem também atuar na prevenção de cancros e na doença de Alzheimer, devido à indução da COX-2 em diversos tecidos.

Os Coxibes possuem eficácia terapêutica semelhante aos anti-inflamatórios não esteróides clássicos, no entanto, demonstram uma diminuição significativa dos efeitos adversos gastrointestinais, característicos dessa classe. Contudo, só após a sua comercialização foi possível observar o aumento do risco cardiovascular associado ao tratamento com Coxibes. A análise do estudo VIGOR levantou as primeiras dúvidas, mas foram os resultados do estudo APPROVe que desencadearam a retirada voluntária do Vioxx® em setembro de 2004, seguindo-se a retirada de mais dois fármacos desta classe.

A publicação de diversos ensaios clínicos evidenciam o aumento generaliado do risco cardiovascular, que inclui aumento do risco de enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficência cardíaca e hipertenção arterial, sendo que estes efeitos adversos agravam-se em doentes com antecedentes de risco cardiovascular.

Na sequência destes resultados, as entidades internacionais, FDA e EMA, emitiram advertências de utilização dos Coxibes, devendo estes ser prescritos na menor dose eficaz, durante o mais curto intervalo de tempo, a fim de evitar o riso associado ao tratamento prolongado. Torna-se assim premente a avaliação dos benefícios gastrointestinais e dos riscos cardiovasculares dos Coxibes, de modo a aferir a segurança da sua utilização

Ansiolíticos, contraceptivos orais e alendronato  provocam azia?

O diazepam (Valium®), o alprazolam (Xanax®), os contracetivos orais e o alendronato podem provocar o relaxamento do esfíncter do esófago facilitando o refluxo do ácido do estômago para o esófago e provocar irritação da mucosa do esófago.

Entre alguns outros medicamentos que se relacionam com a toxicidade gástrica podemos referir os seguintes dos quais refiro entre parentesis a utilização terapêutica:

  • Corticoides (inflamação e alergias);
  • Antagonistas dos canais de cálcio (hipertensão);
  • Inibidores seletivos da recepta­ção da serotonina (antidepressivos);
  • Clopidogrel (anti-coagulante);
  • Suplementos de ferro (anemia);
  • Digoxina (insuficiência cardiaca);
  • Teofilina (asma);
  • Eritromicina (infecções);
  • Tetraciclinas (infecções);
  • Potássio (acne, prisão de ventre, cãibras, fraqueza muscular).

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A idade tem influência no aparecimento de azia?

Os sintomas de refluxo esofágico ocorrem mais frequentemente em doentes de idade superior a 55 anos. A azia não ocorre normalmente em crianças, embora possa ocorrer em adultos jovens e particularmente em grávidas.

Azia na gravidez

Queda de cabelo na gravidez melhorsaude.org melhor blog de saude

Estes são alguns dos sintomas típicos durante a gravidez :

  • Dor por trás da costelas e ruidos estomacais
  • Estômago pesado, dilatado e desconfortável depois de comer
  • Cãibras estomacais, arrotos e libertação de gases (flatulência)
  • Sensação de ardor no peito ou na garganta depois de comer
  • Sensação de mal-estar a acumulação de gases
  • Fluido quente, ácido ou salgado, no fundo da garganta e dificuldade em engolir.

Porque tenho estes sintomas de azia na gravidez?

Muitas mulheres sofrem pela primeira vez de azia durante a gravidez. Na verdade, entre 40% a 80% das mulheres grávidas sofrem de azia. E não é difícil perceber porquê – o seu corpo está a sofrer muitas alterações hormonais e físicas.

Durante a gravidez, o seu corpo produz uma hormona, a progesterona, que torna a digestão mais lenta e relaxa a válvula muscular entre o esófago e o estômago, aumentando o risco de refluxo ácido. Em resultado, existe um maior risco de passagem dos ácidos estomacais para o esófago, provocando uma sensação de ardor no peito e na garganta. À medida que o feto cresce, a pressão no estômago aumenta, forçando a entrada dos ácidos estomacais no esófago e causando refluxo gastroesofágico.

Estes sintomas têm mais tendência a ocorrer depois das refeições e quando a mulher se dobra ou deita, mas depois do parto a pressão no estômago desaparece, tal como os sintomas associados.

O que pode tomar uma grávida para tratar a azia?

Os comprimidos mastigáveis ou pastilhas que associam carbonato de cálcio 680 mg e carbonato de magnésio 80 mg (Ex. Rennie®), são adequadas para o alívio dos sintomas relacionados com a produção de ácidos gástricos durante a gravidez e a amamentação, uma vez que os seus ingredientes (cálcio e magnésio) existem naturalmente no organismo e nos alimentos, desde que sejam cumpridas as indicações de toma e evitada a ingestão prolongada de dosagens elevadas.

A dose habitual é 1 ou 2 pastilhas, até 3 vezes ao dia (de preferência 1 hora após as refeições e antes de deitar). No caso de azia ou dor de estômago mais intensa, pode aumentar a dose até ao máximo 8 vezes por dia.

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Que fatores agravam a azia?

Os fatores que agravam a doença podem ajudar a avaliar o pro­blema. Na azia pode haver agravamento com:

  • Aumento de peso,
  • Quando o do­ente está na posição horizontal,
  • Quando o doente faz uma refeição abundante.

Que alimentos agravam a azia?

Identificar os alimentos que possam provocar a acidez é de extrema importância para melhorar os sintomas, a saber:

  • Café ou bebi­das com cafeína,
  • Bebidas alcoólicas,
  • Refrigerantes com gás,
  • Comidas muito gordu­rosas
  • Comidas temperadas,
  • Chocolate,
  • Menta,
  • Citrinos,
  • Derivados do tomate.

Quais os sinais de alarme para apoio médico urgente?

  • Idade inferior a 6 anos
  • Idade superior a 75 anos
  • Sintomas presentes durante mais de 3 meses num ano
  • Sangue nas fezes
  • Perda de mais de 10% da massa corporal
  • Icterícia
  • Nauseas e vómitos persistentes
  • História prévia de ulcera péptica
  • Causa psicológica ou psiquiátrica ( Ex: ansiedade)
  • História familiar de cancro gastroesofásico
  • Cirurgia prévia a cancro gástrico
  • Consumo crónico de álcool
  • Tabagismo
  • Por vezes a dor surge repentinamente ou de modo muito severo podendo irradiar para as costas e braços. Nesta situação a dor pode mimetizar um enfarte o que exige um urgente encaminhamento médico. Alguns doentes que pensam estar a ter um problema de azia/acidez podem estar a ter, na verdade, um ataque cardíaco.
  • Pode haver dificuldade de deglutição e por vezes há regurgitação devido a obs­trução do esófago o que pode pressupor um cancro.
  • Crianças com sintomas de azia
  • O au­mento da frequência e da intensidade
  • Inefectividade após 7 dias de tratamento

Que fatores podem melhorar a azia?

Existem diversas medidas e atitudes que podem ajudar a evitar ou melhorar os sintomas de azia, a saber:

  • Evitar o excesso de peso.
  • Evitar comidas abundantes.
  • Comer várias vezes ao dia e em pequenas quantidades.
  • Coma com tempo e mastigue os alimentos devagar.
  • Sente-se direito quando comer e não coma no sofá.
  • Não coma tarde, nem “à pressa”.
  • Tentar comer 2 a 3 horas antes de se deitar.
  • Identificar e evitar os alimentos que possam provocar a acidez, tais como o café ou bebi­das com cafeína, bebidas alcoólicas, refrigerantes com gás, comidas muito gordu­rosas ou temperadas, chocolate e menta, citrinos e derivados do tomate.
  • Não fumar ou pelo menos reduzir a frequência.
  • Evitar roupa ajustada ou cintos apertados.
  • Evitar exercício intenso, se este piorar a azia.
  • Se tem tendência a sintomas nocturnos, deverá erguer-se ligeiramente com a ajuda de algumas almofadas

Que medicamentos são utilizados para tratar a azia?

Alginatos em associação com antiácidos:
  • Alginato de sódio 250 mg + bicarbonato de sódio 133,5 mg + carbonato de cálcio 80 mg, comprimidos mastigáveis, 2-4 comp. até 4Xdia (Gaviscon®)
  • Alginato de sódio 500 mg + bicarbonato de sódio 267 mg + carbonato de cálcio 160 mg/10 mg, saquetas, 1 a 2 saq. 4x/dia (Gaviscon Duefet®)

Como actuam estas associações de alginatos com antiácidos?

Estas associações funcionam de duas maneiras para aliviar de forma eficaz os sintomas de azia e indigestão:

1) O alginato de sódio começa por formar uma camada espessa no topo dos conteúdos do estômago, assim que entra em contacto com os ácidos do estômago. Esta camada funciona como uma forte barreira física e ajuda a manter os conteúdos do estômago no estômago, onde pertencem, e não no esófago, onde são prejudiciais.

2) A associação de antiácidos (carbonato de cálcio com bicarbonato de sódio) neutraliza o ácido gástrico, proporcionando alívio rápido da indigestão e da azia.

Videos demonstrativos:

Azia video melhorsaude.org melhor blog de saúde

Antiácidos:
  • Carbonato de dihidróxido de alumínio e sódio 340 mg, pastilhas, 1-2 comp. 4xdia. (Kompensan®)
  • Hidróxido de alumínio 240 mg, comprimidos mastigáveis, 1-4 comp. 4Xdia.
  • Carbonato de cálcio 680 mg, carbonato de magnésio 80 mg, comprimidos mastigáveis, 1-2 comp. até máx. 8Xdia (Rennie®)
  • Hidróxido de alumínio 200 mg, hidróxido de magnésio 200 mg, dimeticone 26,25 mg, comprimidos mastigáveis, 2-4 comp. 4Xdia.
  • Fosfato de alumínio, 12,38 g de gel de fosfato de alumínio a 20%, saquetas, 1-2 saq. 3Xdia.
  • Magaldrato 800 mg, comprimidos/saquetas, 1 comp./saq. 3Xdia.
  • Hidróxido de magnésio, 83mg/ml, suspensão, 5-15mI3Xdia.
  • Bicarbonato de sódio 2081.8 mg, comprimidos efervescentes, 2 comp. até 4Xdia.
Magnésio e Alumínio

Os antiácidos compostos por sais de alumínio e de magnésio em associação podem parecer ideais, pois um componente completa o outro. O hidróxido de alumínio dissolve-se lentamente no estômago causando um alívio prolongado. Já os sais de magnésio agem rapidamente, neutralizando os ácidos com eficácia. Os fármacos que contêm ambos os componentes causam alívio rápido e prolongado.

Carbonato de cálcio

Este foi o principal antiácido durante muito tempo. Atua rapidamente, neutralizando os ácidos por um tempo significativo. Outro ponto positivo, é que esta é uma fonte económica de cálcio. No entanto corre-se o risco de sobredosagem deste mineral, uma vez que a quantidade máxima diária não deve superar 2000 mg,

Bicarbonato de sódio

Este foi utilizado durante décadas como neutralizante da acidez. É uma ótima solução, a curto prazo, para a má digestão. Contudo, seu uso exagerado pode provocar quebra do equilíbrio ácido-base do organismo, resultando em uma alcalose metabólica. Além disso a sua concentração de sódio também pode levar a problemas em indivíduos com insuficiência cardíaca e hipertensão.

Os sais de magnésio têm ainda efeito laxante, enquanto os sais de alumínio são obstipantes; sendo assim, é comum encontrar associações entre ambos os fármacos, visando minimizar estes efeitos colaterais.

Inibidores da Bomba de protões:

Os inibidores da bomba de protões (IBPs) reduzem a produção de ácido pela diminuição da actividade da bomba de protões no estômago. Isso acontece porque um dos componentes vitais do ácido, o hidrogénio, já não pode ser produzido.

Os IBPs proporcionam um alívio prolongado, no entanto o início de acção demora algum tempo. Algumas pessoas continuam a ter sintomas de azia e indigestão, mesmo a tomar IBPs. No entanto, os alginatos, como Gaviscon®, podem ser tomados em simultâneo com os IBPs para ajudar a aliviar os sintomas.

São exemplos de IBPs os seguintes:

  • Omeprazol 10 e 20 mg,
  • Lansoprazol 15 e 30 mg,
  • Pantoprazol 20 e 40 mg
  • Esomeprazol 20 e 40 mg

Os inibidores da bomba de protões são geralmente tomados 1xdia, de manhã em jejum.

Não deixe no entanto de ler o meu artigo sobre os efeitos secundários dos IBPs que podem ser graves se tomados de forma exagerada.

Que efeitos adversos e interacções podem surgir durante o tratamento da azia?

Os principais efeitos adversos e interacções da terapêutica farmacológica para a azia, com antiácidos, são os seguintes:

  • Alergia
  • Obstipação
  • Redução da absorção de alguns antibióticos tais como as tetraciclinas, quinolonas (por exemplo, ciprofloxacina, ofloxacina e levofloxacina) e cefalosporinas. Estas reduções de absorção podem atingir os 90% e são devidas à formação de quelatos insolúveis entre os medicamentos e os iões de alumínio
  • A acção de glicosídeos cardíacos, como a digoxina e a levotiroxina, e o eltrombopag, pode ser afetada se tomar antiácidos ao mesmo tempo. É conveniente fazer um intervalo de 1-2 horas entre a toma do antiácido e a toma de outro medicamento.

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Concluindo

A azia é um sintoma comum e na maioria das vezes é transitório. As medidas não farmacológicas podem ser efetivas no tratamento da azia. Os antiácidos de ação rápida são a primeira opção. A dor provocada pela azia pode ser confundida com um ataque cardíaco mas também pode mascarar um enfarte a decorrer, pelo que deve sempre, por precaução, procurar apoio médico urgente. Nas grávidas a azia é frequente e transitória desaparecendo em regra após a gravidez. A azia deve sempre ser tratada porque se trata de ácido do estômago que escapa para o esófago e “queima” deixando lesões locais que se forem frequentes podem degenerar para doença grave!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

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VARIZES NAS PERNAS GUIA 2017: COMO EVITAR E MELHOR TRATAMENTO

As varizes fazem parte de um espectro de situações clínicas que costuma ser designado por “Doença Venosa Crónica”. Segundo a Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV) A Doença Venosa Crónica é uma patologia crónica e evolutiva, que afecta as veias das pernas que transportam o sangue até ao coração. Quando não é identificada e tratada a tempo pode originar diversas complicações que têm um elevado impacto no dia-a-dia dos doentes.

Em Portugal, à semelhança de outros países ocidentais, esta doença tem uma elevada prevalência, atingindo cerca de 35% da população adulta, com maior incidência nas mulheres a partir dos 30 anos, embora também afecte os homens (60% F/ 40% M).

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Qual a estrutura do sistema venoso das pernas?
  • O que são as varizes?
  • Qual a diferença entre derrames e varizes?
  • Quais os principais sintomas dos derrames e varizes?
  • Que tipos de existem?
  • O que são varizes primárias e as secundárias?
  • Quais as causas?
  • Quais os sintomas?
  • Quais os riscos de doença venosa crónica?
  • Trombose venosa profunda: O que é?
  • Trombose venosa: Qual a causa?
  • Trombose: Quais os factores de risco?
  • Trombose venosa profunda: Quais os sintomas?
  • Quais os tratamentos?
  • Como evitar?
  • Como exercitar as pernas?
  • Qual o melhor desporto?
  • Quais os desportos que deve evitar?
  • Porquê evitar lugares quentes?
  • Porque faz bem o frio?
  • Poquê evitar a prisão de ventre e excesso de peso?
  • Qual o vestuário adequado?
  • Qual o calçado adequado?
  • Como melhorar a circulação venosa durante o sono?
  • Gravidez: Porque faz mal ás varizes?
  • Massagens: Porque fazem bem?

LEIA AQUI TODAS AS RESPOSTAS

HERPES GUIA 2017: ZONA E VARICELA QUAL A LIGAÇÃO?




Os vírus da família HERPES são diversos e provocam doenças distintas mas, algumas, muito comuns tais como o Herpes labial e Herpes genital, a varicela e a zona. Um estudo com o título “A comparison of herpes simplex virus type 1 and varicella-zoster virus latency and reactivationfeito em colaboração entre o Institute of Infection, Immunity and Inflammation, University of Glasgow e do Department of Microbiology, Immunology and Pathology, Colorado State University, clarifica os mecanismos que fazem a ligação entre herpes labial, genital, varicela e zona.

Falarei também da mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, que é uma doença contagiosa, causada pelo vírus Epstein Barr,  da família do herpes.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Herpes, o que é?
  • Herpes simplex vírus 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2), qual a diferença?
  • Quais as principais doenças provocadas pelos vírus da família herpes?
  • Herpes simples tipos 1 e 2, que partes do corpo afectam?
  • Qual a causa do herpes labial, oral, genital, face, ocular e cerebral?
  • Qual a prevalência na população?
  • Quais os factores de risco que causam novas crises?
  • Quais os sintomas?
  • Quais os sintomas que antecedem e “avisam” que vai chegar nova crise de herpes?
  • Quais as zonas do corpo que podem ser afectadas por outros vírus da família herpes?
  • Herpes, como se transmite?
  • Herpes, onde se esconde o vírus?
  • Herpes, qual o período de incubação?
  • Em que altura da vida se contraem os mais comuns vírus da família herpes?
  • Qual o melhor tratamento e medicamentos usados?
  • Herpes labial, qual o tratamento?
  • Aciclovir, quais as reacções adversas mais comuns?
  • O herpes tem cura?
  • Que outras lesões são parecidas com herpes?
  • Herpes, quais as complicações possiveis?
  • Mononucleose ou “doença do beijo”, o que é?
  • Mononucleose ou “doença do beijo”, quais as causas?
  • Mononucleose, como proteger-se?
  • Mononucleose, qual o tratamento?
  • Mononucleose, será que já sabe tudo?
  • Varicela ou catapora, o que é?
  • Varicela ou catapora é perigosa?
  • Varicela, quais as complicações?
  • Varicela, se estiver grávida o que deve fazer?
  • Varicela, quais os sintomas?
  • Varicela, os sintomas são mais graves na criança ou no adulto?
  • Varicela, qual o aspecto das borbulhas?
  • Varicela, como impedir que a criança coce?
  • Quais as fases da doença?
  • A varicela pode provocar zona?
  • Varicela, qual o tratamento?
  • Existe vacina para a varicela?
  • Zona o que é?
  • Zona, quais as causas?
  • Qual a prevalência na população?
  • Quais os sintomas da zona?
  • Quais as complicações da zona?
  • A zona é contagiosa?
  • Zona, qual o tratamento?
  • Zona, existe vacina?

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Herpes o que é?

O herpes é um vírus comum que pode atingir diversas partes do corpo consoante o seu subtipo. O herpes labial e o genital são infecções virais contagiosas causadas por dois dos subtipos de vírus da família do Herpes vírus humano, composta por 8 subtipos diferentes.

Vírus da família Herpes, quais as principais doenças que provoca?

Cada subtipo do vírus causa doenças completamente distintas umas das outras, tais como:

  • Herpes labial ( vírus HSV-1),
  • Herpes genital (vírus HSV-2),
  • Herpes ocular (vírus HSV-1),
  • Mononucleose infecciosa ou “Doença do beijo” (vírus Epstein Barr, da família do herpes),
  • Varicela, no Brasil chama-se catapora (Vírus varicela-zoster, da família do herpes)
  • Zona (vírus herpes zoster)
  • Meningoencefalite, pode ser muito grave (vírus HSV-1),

O Herpes simplex virus 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2) são duas espécies da família do vírus Herpesviridae, responsáveis por infecções em humanos. Todos os vírus da família herpes produzem infecções latentes.

Qual a diferença entre herpes simplex vírus 1 e 2 (HSV-1 e HVS-2)?

  • HSV-1 costuma causar o herpes labial,
  • HSV-2 é, em geral, responsável pelo herpes genital.

Deve dizer-se em geral porque como a prática de sexo oral é muito comum, não é raro encontrarmos lesões orais pelo HSV-2 e lesões genitais pelo HSV-1.

Herpes labial e genital melhorsaude.org

Herpes simplex vírus tipo 1 (HSV-1), que partes do corpo afecta?

Herpes labial, boca, face, ocular e cérebro

Normalmente associado a infecções dos lábios, da boca e da face. Esse é o vírus mais comum de herpes simples e muitas pessoas têm o primeiro contacto com este vírus na infância. O HSV1 frequentemente causa feridas (lesões) nos lábios e no interior da boca, como aftas, ou infecção do olho (principalmente na conjuntiva e na córnea) e também pode levar a uma infecção no revestimento do cérebro (meningoencefalite). Pode ser transmitido por meio de contacto com a saliva infectada.

Herpes simplex vírus tipo 2 (HSV-2), que partes do corpo afecta?

Herpes genital e oral

Normalmente transmitido sexualmente, o HSV-2 provoca comichão e bolhas ou mesmo úlceras e feridas genitais. Entretanto, algumas pessoas com HSV-2 não apresentam quaisquer sinais (latência). A infecção cruzada dos vírus de herpes do tipo 1 e 2 pode acontecer se houver contacto oral-genital. Isto é, pode-se contrair herpes genital na boca ou herpes oral na área genital.

Herpes genital melhorsaude.org

Qual a prevalência na população?

Herpes labial e genital

Um em cada cinco adultos é portador do HSV-2 e mais da metade da população tem o HSV-1. Porém, muitos portadores não apresentam sintomas.

A infecção pelo Herpes simplex é recorrente, ela vai e volta espontaneamente. Isto ocorre porque o vírus “esconde-se” dentro das células do sistema nervoso impedindo que as defesas do organismo consigam eliminá-las completamente. Quem tem Herpes uma vez, terá herpes o resto da vida.

Quais os factores de risco que causam nova crise?

Herpes labial e genital

De vez em quando o vírus volta a manifestar-se, normalmente em períodos de fragilidade do nosso sistema imunitário. Alguns factores que podem induzir crises são conhecidos, a saber:

  • Exposição solar intensa,
  • Stress emocional,
  • Menstruação,
  • Traumas, etc.

A frequência das recorrências é individual.

Herpes quais os sintomas?

Herpes labial e genital

A primeira lesão de herpes costuma ser a mais sintomática,  por ainda não termos anticorpos formados. Em geral, o quadro é o seguinte:

  • Múltiplas vesículas (pequenas bolhas) agrupadas, com áreas de inflamação na base e ao redor;
  • Aftas ou úlceras geralmente na boca, nos lábios, nas gengivas ou nos genitais;
  • Lesões dolorosas que podem ser acompanhadas de mal estar;
  • Gânglios ou nódulos linfáticos aumentados no pescoço ou na virilha (geralmente somente no momento inicial da infecção)
  • Febre  especialmente durante o primeiro episódio de infecção;
  • Lesões genitais ou mesmo orais podem começar com uma sensação de queimadura ou formigueiro.

Quais os sintomas que antecipam nova crise herpética?

As recorrências costumam ser menos sintomáticas e mais curtas. Normalmente apresentam alguns sintomas que “avisam” algumas horas antes das vesículas que as lesões do herpes vão reaparecer. Alguns desses sintomas de aviso são os seguintes:

  • Dor,
  • Formigueiro ou prurido (comichão) local.

As vesículas podem romper-se, formando pequenas ulcerações que lembram aftas.

Herpes, quais as partes do nosso corpo que podem ser afectadas?

O HSV-1 e o HSV-2 têm mais afinidade pela mucosa oral e genital, respectivamente. Porém, podem causar infecções em outras partes do corpo, por exemplo:

  • Pele,
  • Olhos,
  • Meningite,
  • Encefalite (infecção do encéfalo),
  • Hepatite,
  • Pneumonia,
  • Esofagite (inflamação do esófago).

Estas infecções mais graves costumam ocorrer em doente com imunossupressão como na SIDA (AIDS) e nos transplantados. Uma outra complicação das infecções pelo Herpes vírus é a paralisia facial, chamada de paralisia de Bell.

Herpes como se transmite?

A transmissão do herpes ocorre por contacto íntimo com a área infectada. O Herpes vírus é muito contagioso; o período de maior risco de transmissão é durante as crises e nos 2 dias que a antecedem, podendo também ocorrer mesmo quando não há lesões aparentes. Alguns pacientes secretam o vírus mesmo fora das crises, podendo transmiti-lo a qualquer momento, principalmente no HSV-2.

Herpes, onde se esconde o vírus?

O herpes vírus sobrevive poucas horas fora de um organismo vivo. Por isso é encontrado principalmente nas seguintes localizações:

  • Lesões herpéticas,
  • Saliva,
  • Sêmen,
  • Secreções vaginais,
  • Objetos, como copos e talheres mas é menos comum, uma vez que o vírus com dificuldade fora dos organismos vivos.

Herpes qual o periodo de incubação?

O período de incubação, ou seja, o intervalo de tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas, é de 4 dias, em média.

Herpes, em que altura da vida se contrai?

O Herpes simples genital é uma DST (doença sexualmente transmissível). Durante a fase ativa deve-se evitar actividade sexual, pois mesmo com o uso de preservativo há risco de contaminação.

  • O herpes labial (HSV-1) é normalmente adquirido durante a infância,
  • O herpes genital (HSV-2) é normalmente contraido  na vida adulta.

Herpes qual o tratamento?

Alguns casos de herpes são leves e não precisam de tratamento a não ser tratamentos tópicos. Mas pessoas que têm surtos graves ou prolongados (principalmente se for o primeiro episódio de infecção), que têm problemas no sistema imunológico ou aquelas que têm recorrência frequente talvez necessitem usar medicamentos antivirais em comprimidos.

Doentes com recorrências graves ou frequentes de herpes oral ou genital podem optar por continuar com os medicamentos antivirais, em comprimidos, para reduzir a frequência e a gravidade dessas recorrências.

Herpes, quais os medicamentos usados no tratamento?

As lesões locais ligeiras não complicadas de hepes labial podem ser tratadas apenas com cremes de aplicação local. As lesões mais graves, extensas, com maior número de lesões, recorrentes ou em doentes imunodeprimidos devem ser tratadas com dosagens mais elevadas de antivirais, tomados por via oral, em comprimidos. Os medicamentos mais usados para o tratamento de herpes simplex, são:

  • Aciclovir 200 mg comprimidos (Zovirax®, Ezopen®), 5xdia, durante 5 dias;
  • Aciclovir 800 mg comprimidos (Zovirax®, Ezopen®)
  • Aciclovir creme (Zovirax®) 5xdia, durante 4 a 5 dias;
  • Aciclovir+Hidrocortisona creme (ZoviDuo®), 5xdia, durante 4 a 5 dias;
  • Fanciclovir 125 mg (®)
  • Fanciclovir 500 mg (Penvir®)

O aciclovir com hidrocortisona (Zoviduo®) é normalmente utilizado no herpes labial nas crises com comichão.

O tratamento com antivirais, como o aciclovir, serve para reduzir o tempo de doença. Quanto mais precocemente forem iniciados, melhor a resposta. No herpes labial pode-se usar pomadas e no genital comprimidos.

Herpes labial, qual o tratamento?

O tratamento do herpes labial depende da gravidade das lesões e frequência das crises. Assim se forem crises pontuais com lesões pouco extensas basta a aplicação local de um creme com aciclovir, 5xdia, durante 4 a 5 dias.

Se lesões foram mais extensas, em maior número ou acontecerem com frequência o seu nédico pode optar por uma tratamento mais agressivo, por via oral, com aciclovir 200mg, 5xdia, durante 4 a 5 dias.

Um dos aspectos mais importantes para diminuir a gravidade e extensão das crises é reconhecer ao longo do tempo os sintomas que antecedem o aparecimento das lesões tais como comichão e dor local. Assim que forme sentidos deve de imediato começar a aplicar localmente um creme com aciclovir. Este procedimento é o mais relevante para diminuir a gravidade e duração de uma crise de hespes labial.

Os pensos para o herpes labial são eficazes? São melhores ou não do que o creme?

Os pensos disponiveis para o herpes labial não têm actividade antiviral como o aciclovir. Eles são no entanto úteis para cicatrizar mais rapidamente as feridas causadas pelas “borbulhas” do herpes, depois destas rebentarem. O tratamento ideal do herpes labial simples (não complicado) seria:

  1.  Aplicar um creme antiviral logo que existissem sintomas que antecedem o aparecimento de uma crise;
  2.  Continuar a aplicação do creme com aciclovir, 5xdia, durante 5 dias;
  3.  Quando as “borbulhas” rebentarem colocar os pensos sobre as feridas 3xdia, sem nunca deixar de aplicar o creme;
  4.  Os pensos não devem ser colocados ao mesmo tempo que o creme porque a aderência à ferida fica muito diminuida ou seja após a aplicação do creme aconselha-se um intervalo de pelo menos 1 a 2 horas para deixar que a absorção do aciclovir se faça e só depois aplicar o penso.

Aciclovir, quais as reacções adversas  mais comuns?

No tratamento com aciclovir, entre 1% a10% dos doentes podem manisfestar os seguintes efeitos secundários:

  • Dor de cabeça,
  • Tonturas,
  • Enjoos,
  • Vómitos,
  • Diarreia,
  • Dores abdominais,
  • Prurido ou comichão,
  • Vermelhidão/protuberâncias na pele que podem piorar com exposição solar,
  • Sensação de cansaço,
  • Febre.

Herpes tem cura?

O herpes não tem cura nem existe ainda vacina eficaz. O tratamento está realmente indicado nas lesões primárias e nos doentes imunossuprimidos. Nos outros casos, o tratamento não altera muito o curso da crise.

Que outras lesões são parecidas e podem confundir-se com herpes?

Outros dois tipos de lesões genitais têm causado algum tipo de confusão com o Herpes. Ambas são assintomáticas e podem afectar a zona genital ea  boca a saber:

  • Manchas de Fordyce, uma espécie de glândulas sebáceas. Não indicam qualquer tipo de doença.
  • Pápulas peroladas. Também não indicam nenhuma patologia e pode afectar homens e mulheres.

Herpes, quais as complicações possíveis?

Apesar de não ser uma doença grave, a herpes simples não tratada pode levar a algumas complicações de saúde, como:

  • Erupção variceliforme (herpes espalhada pela pele),
  • Encefalite,
  • Infecção do olho,
  • Infecção da traqueia,
  • Meningite,
  • Pneumonia,
  • Infecção prolongada grave em indivíduos com sistema imunitário debilitado ou imunossuprimidos.

Mononucleose Doença do beijo melhorsaude.org melhor blog de saude

Mononucleose ou doença do beijo o que é?

A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada pelo vírus Epstein Barr,  da família do herpes. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens.

Sobre a Mononucleose vamos responder ás seguintes perguntas:

  • Porque se chama doença do beijo?
  • Mononucleose como se transmite o vírus?
  • Quanto tempo pode ficar o vírus no organismo depois dos sintomas desaparecerem?
  • Quem tiver contraido o vírus não deve beijar ninguém durante muitos meses?
  • O vírus da mononucleose é muito infeccioso?
  • Quais os sintomas da mononucleose?
  • Como se diferencia da faringite comum?
  • A mononucleose provoca manchas no corpo?
  • É verdade que a mononucleose pode afectar com gravidade o baço?
  • O figado pode ser afectado?
  • Que complicações menos comuns podem acontecer?
  • Quais os riscos para uma grávida que contraia a mononucleose?
  • O que é a síndrome de mononucleose?
  • Qual a diferença entre sindrome de mononucleose e a doença mononuclose infecciosa?
  • Quais as principais doenças que apresentam quadro de síndrome de mononucleose?
  • Como se faz o diagnóstico da mononucleose infecciosa?
  • A mononucleose infecciosa provoca fadiga crónica?
  • Como beijar bem ? 🙂
 Clica na imagem para saber tudo sobre Mononucleose

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Varicela ou catapora, o que é?

A varicela ou catapora é uma doença de infância muito vulgar. Todos os anos afeta dezenas de milhar de crianças em Portugal, especialmente durante o Inverno e Primavera. É causada pelo vírus varicela-zoster, um membro da família do vírus herpes, o mesmo que causa herpes zoster (zona). Uma vez debelada, a varicela normalmente não reaparece, no entanto, o vírus permanece alojado no tecido nervoso como que adormecido (não ativo), podendo reativar-se mais tarde, causando zona.

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A varicela ou catapora é perigosa?

Quando se detectam os primeiros sintomas é difícil prever até que ponto a varicela poderá ser grave. Apesar de a doença não ser normalmente perigosa em crianças saudáveis, causa mal-estar e pode levar ao absentismo das crianças à escola e dos pais ao emprego. Em crianças mais velhas e em especial nos adultos, os sintomas são normalmente mais graves e podem originar outros problemas.

Varicela ou catapora, quais as complicações?

A varicela é uma doença predominantemente da infância, benigna e altamente contagiosa, com taxas de transmissão aos contactos susceptíveis de 61-100%1 . Pode contudo associar-se a complicações graves, associadas a sobre-infecção bacteriana , tais como:

  • Celulite,
  • Pneumonia,
  • Fasceíte,
  • Choque tóxico.

Pode também associar-se a complicações do próprio Vírus Varicela-zoster (VVZ), tais como:

  • Cerebelite,
  • Encefalite,
  • Pneumonia.

Estas ocorrem sobretudo em situações de imunodeficiência celular, mas também em crianças previamente saudáveis. Nas leucemias e transplante de órgão, cerca de 50% das crianças desenvolvem complicações com uma mortalidade global de 7 a 17% se não forem tratadas com aciclovir.

Se estiver grávida o que deve fazer?

A grávida pode estar sujeita a um risco mais elevado em relação ao aparecimento de complicações com o feto, pelo que deve evitar a exposição à doença. A infecção na grávida acarreta um risco adicional para a mulher, nomeadamente pela maior incidência de pneumonite que, sem tratamento, pode ser fatal em cerca de 40% dos casos . Também no feto, pode ocorrer a síndrome de Varicela Congénita e, no recém-nascido, varicela grave quando a doença materna se manifesta 5 dias antes ou 2 dias após o parto.

Varicela ou catapora, quais os sintomas?

A sequência de aparecimento de sintomas é curiosa e é a seguinte:

  • O primeiro sintoma é febre ligeira;
  • Um ou dois dias mais tarde aparecem manchas vermelhas normalmente primeiro no couro cabeludo;
  • Mais tarde as manchas vermelhas espalham-se pela cara, tronco, axilas, braços, pernas, boca e por vezes na traqueia e brônquios.
  • Começa a surgir comichão.

Uma das caraterísticas diferenciadoras da varicela são as lesões no couro cabeludo ou seja se não existirem  lsões na cabeça dificilmente será varicela!

A criança pode também queixar-se de:

  • Dores de cabeça,
  • Dores de garganta,
  • Gânglios linfáticos inflamados e dolorosos,
  • Dores de estômago,
  • Cansaço,
  • Perda de apetite.

Os sintomas são mais graves nas crianças ou nos adultos?

Crianças com menos de 10 anos têm sintomas mais moderados em relação às mais velhas e aos adultos. Os adolescentes e os adultos são mais susceptíveis a complicações graves, com um aumento vinte vezes superior na mortalidade entre os 15 e os 44 anos.

Varicela ou catapora, qual o aspecto das borbulhas?

São pequenas e vermelhas, provocam comichão e transformam-se em bolhas num curto espaço de tempo (horas). Estas bolhas cheias de líquido (vesículas) secam e formam crostas em alguns dias. Estas borbulhas aparecem durante 5 dias e a  maioria forma crosta em 6 a 7 dias Por vezes as borbulhas deixam cicatrizes. É mais provável a formação de cicatrizes se as borbulhas infectarem. É importante impedir que a criança se coce para prevenir o aparecimento de cicatrizes.

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Como pode impedir que a criança coce as borbulhas?

Impedir a criança de coçar as lesões não é fácil! No entanto os seguintes porcedimentos podem ajudar bastante, a saber:

  • Manter as borbulhas limpas e secas;
  • Usar loções calmantes e banhos de água morna de 4 em 4 horas nos primeiros dias;
  • Enxaguar  sem esfregar;
  • Manter as unhas curtas para prevenir eventuais infecções e cicatrizes.

Varicela ou catapora, como se transmite?

Os outros irmãos se ainda não tiveram varicela têm uma elevada probabilidade (80%-90%) de contágio. Se forem saudáveis o melhor será que tenham a doença enquanto crianças. Assim estarão protegidos de contrair varicela mais tarde, podendo ser então mais grave. Se tiverem problemas de saúde deverá consultar-se o médico.

Os adultos que nunca tiveram varicela poderão contraí-la através dos filhos. Nestes casos é necessário contatar o médico. A varicela é uma doença grave nos adultos.

Uma mulher grávida pode estar sujeita a um risco ainda mais elevado no que respeita ao aparecimento de complicações, devendo evitar a exposição à doença, devido ao risco que isto constituí para o feto. A varicela é também grave para aqueles com um sistema imunitário enfraquecido. Uma criança saudável poderá estar em contacto com adultos com varicela, pois será melhor que tenha a doença em criança.

Varicela ou catapora, entre pessoas como ocorre a transmissão?

O vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala, ou pelo contacto direto com as lesões do doente.

Quais as fases da doença?

Período de incubação

Cerca de 14-15 dias contados a partir do contacto com o infectado.

Período de contágio

A varicela pode ser transmitida a outra pessoa desde aproximadamente 10 dias após ser contagiada até todas as bolhas se transformarem em crostas. O isolamento de um doente infectado previne a transmissão da infecção.

A varicela pode provocar zona?

A infecção por VVZ pode ressurgir anos ou décadas mais tarde na forma de herpes-zoster (HZ) que provoca zona, situação que pode evoluir com complicações semelhantes às da varicela. Esta reactivação afecta 10-30% da população e está associada a uma morbilidade e mortalidade significativas nos indivíduos idosos e nos imunocomprometidos.

Varicela ou catapora, qual o tratamento?

No caso de ser uma varicela ligeira o tratamento efetuado visa o alívio sintomático:

  • Paracetamol (Ben-u-ron®) para alívio das dores e febre;
  • Banhos de água morna para alivio da comichão;
  • Loções de calamina (Caladryl®) para alivio da comichão;
  • Desinfectantes para as vesículas (Eosina).

Para os casos mais graves ou doentes com fator de risco elevado existe um medicamento específico para a varicela, que ajuda de forma substancial à redução da duração da doença, permitindo que o doente se sinta melhor num espaço de tempo mais curto. Esse medicamento é o seguinte:

  • Aciclovir (Zovirax®), do qual já existe genérico em comprimidos e pomada. A dosagem dos comprimidos varia entre 200 e 800 mg.

O Aciclovir inibe a replicação do vírus da varicela por interferência com DNA-polimerase encurtando o período da doença. Além deste medicamento, o tratamento é acompanhado de um anti-histamínico, que reduz a comichão e um desinfetante tópico que diminui o risco de infecção das bolhas rebentadas.
Manter uma boa higiene corporal e das roupas evita, também, infecções. Antibióticos poderão ser usados quando existe o risco de infecção.

Uma criança com varicela poderá tomar aspirina?

Não se deve dar ácido acetilsalicílico (aspirina) ou seus derivados às crianças com varicela por poder causar o síndroma de Reye, que é uma complicação grave caracterizada por alterações neurológicas e hepáticas.

Se aparecerem lesões na boca, deve-se dar alimentos moles, bebidas frias e evitar os ácidos e salgados. Nas lesões na área genital poderão usar-se cremes anestésicos. As situações mais graves deverão ser sempre acompanhadas por um médico.

Varicela ou catapora, existe vacina?

A OMS recomenda que as actuais vacinas contra a varicela só devem ser utilizadas na criança se se assegurar uma cobertura vacinal acima dos 85-90%, pelos riscos que a alteração epidemiológica induzida pode acarretar. A vacina da varicela está disponível nos EUA desde 1995 com recomendação de vacinação universal. Na Europa, encontra-se actualmente recomendada para vacinação universal na Alemanha, Espanha, Itália, Holanda e Suiça.

A vacina não faz parte do Plano Nacional de Vacinação (PNV). Pode ser administrada a partir dos 12 Meses de idade ou a pessoas que estejam expostas à doença. Se administrada no período de 3 dias após exposição à doença pode prevenir uma infecção clinicamente aparente ou modificar o curso da infecção.

Qual é a vacina contra a Varicela?

A vacina contra a varicela é constituída por V´rus varicela-zoster (VVZ) vivo atenuado (estirpe Oka). É uma vacina segura no imunocompetente. Estão descritos casos raros de encefalite, ataxia, convulsões, neuropatia, eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson, pneumonia, trombocitopénia, acidente vascular cerebral e até morte, mas sem que a relação de causalidade estivesse definitivamente estabelecida. O vírus da vacina da varicela pode causar infecções graves no imunodeprimido estando descrito 2 casos em que o vírus vacinal se tornou resistente ao aciclovir.

ESQUEMA VACINAL

Existem em Portugal duas vacinas comercializadas, a saber:

  • Varivax®,
  • Varilrix®.

Ambas estão autorizadas para administração acima dos 12 meses de idade, em doses de 0,5 ml, por via subcutânea. A vacinação contra Varicela requer a administração de duas doses, com intervalo mínimo de 3 meses, para as crianças entre 12 meses e 12 anos de idade. Nos países com recomendação de vacinação universal, a segunda toma é administrada aos 5-6 anos de idade. A partir dos 13 anos o intervalo deve ser de 4 a 8 semanas (Varivax®) 37 ou de 6 a 8 semanas (Varilrix®) 38. A Comissão de Vacinas não estabelece preferência entre as duas vacinas.

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Zona o que é?

A Zona Manifesta-se por uma erupção na pele e é provocada pelo mesmo vírus que, geralmente na infância, origina a varicela. Popularmente é conhecida por “cobro” ou “cobrão”, pois a distribuição das lesões cutâneas na pele faz-se muitas vezes lembrar a forma de uma serpente.
É uma doença infecciosa provocada pela reativação do mesmo vírus que provoca a varicela. Caracteriza-se por uma erupção cutânea acompanhada de dor intensa, num dos lados do corpo, que ocorre com maior frequência em indivíduos com mais de 50 anos.

Zona melhorsaude.org melhor blog de saude

Zona, quais as causas?

Surge quando a imunidade que se tinha formado contra o vírus diminui. Qualquer pessoa que tenha tido varicela pode vir a desenvolver a doença, sobretudo a partir dos 50 anos. A Zona, também designada por Herpes Zoster, aparece apenas nas pessoas que tiveram varicela em alguma altura da sua vida. Após a varicela, normalmente na infância, o vírus não é eliminado do organismo, e aloja-se num nervo, geralmente junto à espinal medula e aí fica como que adormecido. Pode manter-se assim durante muitos anos.

Esta patologia manifesta-se através de uma erupção cutânea, geralmente na região torácica, que evolui para bolhas dolorosas, que formam crosta e cicatrizam ao fim de semanas. Os tratamentos existentes podem diminuir a duração da doença e a intensidade da dor, quando tomados 72 horas após o início dos sintomas.

O sistema imunitário

Quando as defesas naturais do organismo enfraquecem temporariamente, o vírus pode reativar-se, deslocando-se, então, ao longo do nervo até atingir a pele, onde provoca a erupção característica da Zona. Este processo é quase sempre acompanhado de uma dor localizada muito intensa, pois todo o nervo por onde o vírus se desloca fica muito inflamado.

O enfraquecimento das defesas naturais pode dever-se a fatores como:

  • Uma infecção prévia (ex.: Gripe);
  • Uma intervenção dentária;
  • Abuso do álcool;
  • Um acontecimento psicologicamente traumatizante;
  • Tratamento com corticóides, quimioterapia ou radioterapia;
  • Uma intervenção cirúrgica.

herpes-zoster melhorsaude.org melhor blog de saude

Zona, qual a prevalência na população?

95% da população adulta já teve varicela  pelo que tem no organismo o vírus que provoca a zona, estando em risco de desenvolver a doença. Uma em cada quatro pessoas irá desenvolver zona ao longo da vida. O risco de desenvolver a zona duplica aos 50 anos devido ao enfraquecimento do sistema imunitário associado ao envelhecimento.

Zona, quais os sintomas e como evolui?

O primeiro sintoma da Zona é quase sempre a dor intensa localizada, que se sente, às vezes, antes de surgirem as lesões da pele. A maioria dos doentes sente na área afetada dor intensa ou ardor que pode ser constante ou intermitente. Por vezes, estímulos habitualmente não dolorosos, podem provocar dor intensa. Na fase aguda da Zona (quando existe erupção cutânea) a dor está presente, em média, durante 2-4 semanas.

As lesões são pequenas bolhas avermelhadas que surgem progressivamente ao longo de uma faixa estreita de pele. Normalmente, surge uma erupção cutânea unilateral que pode aparecer em muitos locais, mas a localização mais comum é a região do tórax, cabeça e pescoço. A erupção cutânea evolui para vesículas (bolhas) dolorosa. As vesículas passam a feridas em três dias; após uma semana a dez dias as feridas secam e as crostas caem ao fim de duas a três semanas.

Zona, quais as complicações?

A principal complicação da Zona é a permanência da dor. Esta dor, a que se dá o nome de neuralgia pós-herpética, pode tronar-se crónica e persistir durante meses ou anos, impedindo muitas vezes o doente de levar uma vida normal e despreocupada. Podem ocorrer outras complicações, como por exemplo quando são atingidos os olhos. Nestes casos, existe o risco de cegueira.

Em 10 a 20% dos casos, a Zona afeta o olho e pode causar alterações da visão ou mesmo cegueira. Pode também provocar perda de audição no lado afetado, assim como infecções cutâneas ou cicatrizes permanentes.

A Zona é contagiosa?

A zona deve-se à reativação do vírus da varicela que ficou latente no organismo, como tal, não é possível contrair através de outras pessoas. Um indivíduo com Zona pode transmitir o vírus a alguém que nunca teve varicela, normalmente a crianças, que desenvolverão a varicela. Sendo a forma de contágio identico ao da varicela.

Zona, qual o tratamento?

Deve-se ir imediatamente ao médico assim que as bolhinhas surgem na pele. Se se sentir uma dor aguda localizada, do tipo queimadura ou facada, mesmo antes das bolhas aparecerem, não se deve adiar a ida ao médico. Quanto mais cedo o médico prescrever o tratamento adequado, mais depressa desaparecerão as feridas e mais hipóteses terá de as dores não continuarem. O tratamento antiviral mais comum é o seguinte:

  • Aciclovir 800 mg, comprimidos, de 4/4h, saltando a toma nocturna.

A Zona não tem cura, contudo, alguns medicamentos podem diminuir a duração da doença e a intensidade da dor, quando tomados nas 72 horas após o início dos sintomas. Os medicamentos para a Zona têm como prioridade máxima o controlo da dor, mas este pode ser difícil e muitas vezes o alívio não é o desejado. É muito importante levar o tratamento até ao fim. Os banhos mornos acalmam a erupção, mas deve evitar-se a aplicação de talco e cremes. Usar roupas soltas e macias, para evitar pressão nas áreas afetadas. Não coçar, nem arrancar as crostas.

Zona, existe vacina?

Sim, está disponivel em Portugal, a primeira vacina para a prevenção da zona e da nevralgia pós-herpética, que está nas farmácias, para vacinação de adultos a partir dos 50 anos, numa única administração, mediante prescrição médica. O nome da vacina é o seguinte:

  • ZOSTAVAX® vacina viva contra a zona (Herpes zoster)

Composição da vacina

Após reconstituição, 1 dose (0,65 ml) contém:

  • Vírus da varicela-zoster , estirpe Oka/Merck, (vivo, atenuado) não menos de 19400 UFP produzido em células diploides humanas (MRC-5),
  • UFP = Unidades formadoras de placas.

Esta vacina pode conter quantidades vestigiais de neomicina

Indicações terapêuticas:

ZOSTAVAX está indicado na prevenção do herpes zoster (“zoster” ou zona) e da nevralgia pós-herpética (NPH) relacionada com o herpes zoster. ZOSTAVAX está indicado na imunização de indivíduos com 50 ou mais anos de idade.

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Concluindo

A família do vírus HERPES é mais alargada do que a maioria das pessoas julga. Neste artigo tentei mostrar as diversas doenças distintas que se interligam (por exemplo a varicela e a zona) por serem causadas por vírus da mesma família do Herpes. Sendo algumas doenças muito comuns, principalmente o Herpes labial, é de toda a importância conhecer as suas causas, complicações, tratamento e como evitar o seu contágio.

Fique bem

Franklim Fernandes

Fontes:

AREA RESERVADA MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

BEBÉ O QUE COMER NOS PRIMEIROS DIAS?

Bebé o que comer nos primeiros dias de vida?

Bebé, o que comer nos primeiros dias? Como se processa a alimentação do bebé e o que os pais devem e não devem fazer!

As consultas de vigilância de saúde durante a gravidez e/ou a preparação para o parto permitem aos pais esclarecer dúvidas, preocupações e expectativas relativamente à forma como vão alimentar o bebé. No entanto, preparámos-lhe um guia para relembrar-lhe aquilo que deve ter sempre presente quando alimenta o seu bebé.

Neste artigo vamos tratar as seguintes questões:

  • Como são os primeiros dias de vida?
  • Qual o intervalo de tempo entre mamadas?
  • Quais os sinais precoces de fome no bebé?
  • Quais os cuidados a ter com o aleitamento artificial?
  • Como esterilizar os biberões?
  • Como preparar os biberões?
  • O que não se deve fazer?
  • Como dar correctamente o biberão?
  • Qual a importância do bebé arrotar?
  • Porque pode bolsar ou regurgitar o bebé?
  • Quais as cinco regras para uma alimentação bem sucedida?
  • O que fazer se o bebé se engasgar?
  • Como ajudar um bebé com cólicas?
  • Como fazer uma massagem “anti-cólica”?

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Como são os primeiros dias de vida?

Nos primeiros dias após o nascimento do bebé, devido à perda natural do excesso de líquido (edema) e ingestão de pequenos volumes de colostro, pode registar-se uma perda até 10% do peso de nascimento. Habitualmente, entre o segundo/terceiro dia após o parto, a mãe tem a “descida de leite”, o que faz com que o leite passe a estar disponível em maior volume e aporte calórico. A partir do quarto/quinto dia, verifica-se um aumento de peso do bebé (em média 20 a 30g por dia durante o primeiro mês de vida), permitindo igualar progressivamente o peso de nascimento até à segunda semana de vida.

Qual o intervalo de tempo entre mamadas?

Nos primeiros dias, com a ingestão de colostro, que é facilmente digerido, o bebé pode ter necessidade de mamar com mais frequência (ao fim de uma hora e meia a duas horas). Posteriormente, com a transição do leite, as refeições passam a ser mais previsíveis, com intervalos de três a quatro horas e períodos mais alargados durante a noite. Habitualmente, o bebé mama oito a dez vezes durante as 24 horas.

Quais os sinais precoces de fome do bebé?

O bebé pode não falar mas quando tiver fome vai expressar a sua vontade das seguintes formas:

  • Movimentos de busca e de mastigação;
  • Mover e chupar os punhos;
  • Emissão de sons suaves;
  • Inquietude.

Quais os cuidados a ter com o aleitamento artificial?

Os leites artificiais são elaborados a partir de leite de vaca, adaptados a satisfazer as necessidades do bebé de acordo com a sua idade.

Existem alguns cuidados que deve ter:

  • Verifique a data de validade inscrita na embalagem de leite antes da sua utilização.
  • A lata de leite em pó deve estar bem tapada e, depois de aberta, só pode ser utilizada durante um mês. Prepare um biberão de cada vez e use-o de imediato.
  • A embalagem de leite artificial líquido deve ser agitada antes de abrir e conservada no frigorífico para consumir no prazo de 24h.

Como esterilizar os biberões?

Em condições normais de higiene, desde que se lave frequentemente e bem as mãos, as doenças infeciosas são menos frequentes. Eis o essencial que deve ter em conta:

  • Não é necessário ferver ou esterilizar os biberões e tetinas.
  • Lave os biberões e tetinas com água quente, detergente e utilize um escovilhão, de forma a eliminar todos os resíduos. No final passe abundantemente por água limpa.
  • Os biberões e tetinas também podem ser lavados na máquina de lavar loiça.
  • Depois de secos, guarde os biberões em local limpo, não se esquecendo de colocar a tetina no biberão virada para dentro e de fechá-lo com a respectiva tampa.

Como preparar o biberão?

A preparação do biberão é muito importante para evitar contaminações e concentrações erradas dos nutrientes por defeito causando fome ou por excesso causando por exemplo cólicas. Assim siga as seguintes regras:

  • Lave as mãos antes de preparar o biberão.
  • Coloque a água dentro do biberão e verifique a quantidade de água usando a graduação existente, ao nível dos seus olhos.
  • Encha a colher de medida que vem dentro da lata de leite sem pressionar o pó. Retire o excesso com a espátula, de modo a que fique rasa.
  • Respeite as proporções de água e de leite em pó referidas na embalagem (30ml de água/1 colher de pó).
  • De seguida, junte o pó à água e feche o biberão com a tampa.
  • Para dissolver, faça movimentos rotativos sem agitar o leite, até obter uma solução homogénea.
  • Para aquecer o biberão deve fazê-lo em banho-maria.
  • Antes de dar o biberão ao bebé deve verificar a temperatura do leite deixando cair umas gotas no pulso ou dorso da mão. O leite tem de estar morno e não quente.
  • O leite deve cair gota a gota da tetina e não em fio, de forma a evitar situações de engasgamento.

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O não se deve fazer, nunca?

  • Os pais não devem usar “medidas a olho” ou “meias doses” – se for necessário aumentar a quantidade de leite deve ser sempre de 30 em 30ml.
  • Colocar primeiro o pó e depois a água.
  • Calcar o pó na colher de medida porque provoca o aumento da concentração final do leite após a sua preparação, o que pode provocar desidratação e sobrecarga de proteínas e minerais no rim do bebé.
  • Colocar menos quantidade de pó. O leite muito diluído impede o bebé de ingerir a quantidade de nutrientes necessária ao seu crescimento.
  • Reaproveitar o leite que sobrou de uma mamada ou reaquecê-lo.
  • Ferver ou aquecer o leite no micro-ondas, mesmo o leite materno, pois pode destruir proteínas e nutrientes e, ainda, provocar queimaduras.

Como dar correctamente o biberão?

Alimentar um bebé por biberão é mais fácil, porque mesmo que não esteja bem acordado é capaz de chuchar na tetina. Contudo, este é um momento propício à relação que estabelece com os pais/cuidadores, imprescindível ao seu desenvolvimento. Siga este ritual:

  • Quem der o biberão deve sentar-se numa posição confortável com as costas apoiadas, podendo utilizar uma almofada de amamentação para apoiar o seu braço e corpo do bebé.
  • Deve recostar o bebé numa posição semi-sentada, com a cabeça apoiada no braço, aconchegando-o junto ao corpo e sempre bem acordado.
  • Para diminuir a ingestão de ar, o biberão deve estar suficientemente inclinado e com a tetina preenchida com leite.
  • Enquanto alimenta o bebé deve falar com ele. Esta proximidade é fundamental para estabelecer laços afetivos.

Qual a importância do bebé arrotar?

O arroto consiste na expulsão do ar que o bebé deglutiu durante a mamada. Para ajudar o bebé a arrotar (ou eructar) deve colocá-lo virado para si, de pé, encostado ao seu tronco, com a cabeça apoiada num dos seus ombros. Pode dar-se palmadinhas ou massajar a parte superior das costas. Quando o bebé arrota é frequente bolçar pequenas quantidades de leite.

Se o bebé ingeriu menor quantidade de ar durante uma mamada pode não arrotar. Depois de estar deitado pode ficar incomodado e com dificuldade em adormecer. Nestas situações pegue novamente no seu bebé e coloque-o em posição de arrotar.

Porque pode bolsar ou regurgitar o bebé?

Bolsar ou regurgitar consiste na subida de uma parte do conteúdo do estômago até à boca. Isto resulta da imaturidade funcional do esfíncter esofágico inferior, ou seja, a “válvula” que impede a passagem de alimentos do estômago para o esófago e que ainda não está a funcionar perfeitamente. É muito comum nos primeiros meses.

Quais as 5 regras para uma alimentação bem sucedida?

  1. Alimentar o bebé calmamente, sem pressas.
  2. Aumentar o número de refeições, diminuindo a quantidade em cada mamada.
  3. Esperar que arrote antes de o deitar.
  4. Evitar fraldas ou roupas muito apertadas.
  5. Evitar estimular muito o bebé após a mamada, por exemplo tomar banho, mudar a fralda, etc.

O que fazer se o bebé se engasgar?

Se o bebé se engasgar, os pais devem observar se ele respira ou chora. Se não o fizer, os pais devem proceder à Manobra de desengasgamento:

  • Colocar o bebé de barriga para baixo sobre o seu antebraço com a cabeça inclinada para baixo.
  • Dar 5 pancadas nas costas, entre as omoplatas (utilize a base da mão, com força adequada ao tamanho da criança).
  • Se, entretanto, o bebé não começar a chorar, verifique se respira e, se não o fizer, repita a manobra.

Cólicas no bebé, como ajudar?

As cólicas surgem pela terceira semana de vida do bebé, manifestando-se por períodos súbitos de choro agudo e persistente, sem causa identificável, em crianças saudáveis. Estes episódios de agitação são mais frequentes ao fim do dia e em primeiros filhos.

O que são as cólicas?

Trata-se de uma situação transitória que habitualmente se resolve por volta dos três meses de vida do bebé, de etiologia multifatorial ou seja com diversas causas, destacando-se as seguintes:

  • Deglutição excessiva de ar,
  • Imaturidade gastrointestinal,
  • Tensão emocional,

É aconselhável uma postura calma dos pais, saber que este choro intenso e inconsolável da criança é considerado normal, devendo apenas proporcionar ao bebé medidas de conforto. Pode ainda colocar o bebé no colo com a barriga para baixo ou massajá-la (veja abaixo como). Em caso de necessidade deve consultar o médico pediatra.

Massagem para as cólicas

A massagem abdominal realiza-se através de movimentos lentos e ritmados (no sentido do trânsito intestinal). Permite tonificar os músculos, facilita o trânsito/eliminação intestinal, diminui a distensão abdominal atenuando o desconforto e a dor associadas aos episódios de cólicas. Para aliviar e evitar estes episódios, pode realizar a massagem sempre que necessário ou duas a três vezes por dia.

Como fazer a massagem:

  1. Deslize a palma das suas mãos, uma seguida da outra, de cima para baixo e da direita para a esquerda (de frente para o bebé da sua esquerda para a direita). Deve repetir este movimento pelo menos três vezes.
  2. Segure as pernas do bebé pelos tornozelos e, com os joelhos juntos, pressione-os suavemente contra a barriga. Mantenha esta pressão aproximadamente durante cinco segundos. Alivie a pressão exercida e a posição das pernas, esticando-as, e volte a repetir várias vezes.
  3. Segure os tornozelos do bebé e dobre-lhe um joelho sobre o abdómen e endireite-lhe a perna, repita o movimento com a outra perna, como se estivesse a andar de bicicleta lenta e ritmicamente.
  4. Com a mão esquerda desenhe um círculo completo no sentido dos ponteiros do relógio à volta do umbigo, sem levantar a mão da barriga do bebé. Quando a mão esquerda está na região inferior do abdómen, a mão direita desenha um semicírculo (das 9h às 6h) na mesma direção. Faça este movimento várias vezes.
  5. Repita o movimento de dobrar as pernas.

Para que as mãos escorreguem suavemente, sem atrito e sem desconforto, utilize preferencialmente um óleo vegetal (óleo de amêndoas doces, camomila ou semente de uva) ou creme hidratante. Deve aplicá-lo e esfregá-lo nas suas mãos antes de iniciar a massagem.

Concluindo

Pois é… tratar bem de um bebé não é assim tão fácil e pode ser bastante cansativo! Pessoalmente, como pai, passei por isso três vezes 🙂 ! Claro que o prazer e alegria imensa que o bebé traz à família compensa tudo…e é precisamente nisso que mães e pais recentes devem pensar nos momentos mais difíceis, depois de noites mal dormidas onde o cansaço pode “apertar” durante o dia em alturas muito complicadas. Um palavra especial para as mães que reconhecidamente têm o “trabalho mais pesado” e devem ser ajudadas e admiradas quando conseguem dar o melhor de si mesmas muitas vezes com prejuízo pessoal da sua saúde! A última palavra vai para os casais pois um filho é um enorme teste a uma relação bem sucedida onde é necessária toda a compreensão de parte a parte nos momentos menos bons, que sempre acontecem em todas as famílias!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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TIROIDE 2017: HIPOTIROIDISMO HASHIMOTO E DOENÇAS DA TIROIDE



Tiroide guia 2017: As doenças da Tiroide mais comuns são o hipotiroidismo (muitas vezes causado pela doença de Hashimoto), o hipertiroidismo e os nódulos da tiroide. A Thyroid Federation International agrega organizações de apoio aos doentes da Tiroide de pelo menos 19 países, quase todos desenvolvido como por exemplo The Australian Thyroid Foundation ou a Thyroid Foundation of Canada. Isto é mais um facto que realça a forte prevalência das doenças da Tiroide na população principalmente dos paises ditos “mais evoluidos”! Mas afinal o que se passa com a Tiroide?

O que é a tiroide? Qual a sua função? Porque é importante? Quais os sinais de problemas? Como devem ser tratados? Como podem ser evitados? Sabia que as doenças da tiroide são muito comuns, sendo mais frequentes nas mulheres que nos homens?

Existem múltiplas doenças da tiroide. Algumas caraterizam-se pelo incorreto funcionamento da tiroide. A tiroide produz e liberta para a circulação sanguínea duas hormonas, essenciais à vida, uma vez que exercem múltiplos efeitos no metabolismo, crescimento e desenvolvimento do nosso organismo.

Artigo actualizado em Maio de 2017

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é a tiroide?
  • Qual a função da tiroide?
  • Para que servem as hormonas tiroideias?
  • Qual a importância da relação entre a tiroide e o intestino?
  • Como interfere a tiroide no nosso sistema imunitário?
  • O que se passa se o intestino funcionar mal?
  • Como é regulada a tiroide?
  • Como se avalia actividade da tiroide?
  • Quais as principais doenças da tiroide?
  • As doenças da tiroide têm tratamento?
  • Nódulos da tiroide, o que são?
  • Qual a causa dos nódulos na tiroide?
  • Que tipos de nódulos existem?
  • Quais os exames que devem ser feitos?
  • Quais as características dos nódulos benignos vs malignos?
  • O que é o hipotiroidismo?
  • Quais as causas do hipotiroidismo?
  • Doença de Hashimoto: O que é?
  • Quais as causas da Doença de Hashimoto?
  • Porque temos falta de nutrientes?
  • Doença de Hashimoto: Quais os 6 nutrientes mais importantes?
  • Quais os sintomas de hipotiroidismo?
  • Como é diagnosticado o hipotiroidismo?
  • Quais os tratamentos para o hipotiroidismo?
  • O que é o hipertiroidismo?
  • Quais as causas de hipertiroidismo?
  • Hipertiroidismo: Quais os sintomas?
  • Como é diagnosticado o hipertiroidismo?
  • Quais os tratamentos para o hipertiroidismo?
  • O que é o cancro da tiroide?
  • Qual a causa do cancro da tiroide?
  • Como é diagnosticado o cancro da tiroide?
  • Como é tratado o cancro da tiroide?
  • Como é seguido o doente com cancro da tiroide?
  • Qual a importância da vigilância regular?
  • Quais as doenças da tiroide na gravidez?
  • Quais as alterações da tiroide normais durante a gravidez?
  • Quais as doenças mais comuns da tiroide durante a gravidez?
  • Quais os tratamentos mais indicados durante a gravidez?
  • Qual a influência das doenças da tiroide na amamentação?
  • Pode amamentar-se fazendo o tratamento?

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O que é a tiróide?

A tiroide é uma glândula localizada na base do pescoço, por cima da traqueia (logo abaixo da maçã de Adão nos homens). Tem a forma de uma borboleta, sendo constituída por dois lobos unidos por uma porção central chamada istmo. O nome deriva do Grego “thyreos” que significa escudo pois a sua forma de facto faz lembrar um escudo!

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Qual a função da tiróide?

A tiróide é uma glândula de secreção endócrina, isto é, produz hormonas que são libertadas para a circulação sanguínea, chamadas hormonas tiroideias, a saber:

  • Triiodotironina (T3),
  • Tetraiodotironina (tiroxina ou T4).

A T3 é a forma activa da hormona formada principalmente a partir da conversão da T4 nos tecidos periféricos do organismo.

Para que servem as hormonas tiroideias?

As hormonas tiroideias são essenciais à vida e exercem múltiplos efeitos a três níveis:

  • Metabolismo,
  • Crescimento,
  • Funcionamento do organismo.

Estas hormonas são responsáveis por uma enorme variedade de funções e comunicações com todos os outros sistemas do nosso organismo mas particularmente com o intestino.

Através do sangue são transportadas a todas as células do nosso corpo, influenciando o seu metabolismo. Duma forma simples podemos dizer que regulam a velocidade com que as células trabalham. Se há um aumento da produção de hormonas tiroideias como no hipertiroidismo , o nosso organismo está acelerado, por exemplo há um aumento da frequência cardíaca, aumento do funcionamento do intestino. Por outro lado se há uma menor produção de hormonas tiroideias, hipotiroidismo, a frequência cardíaca diminui, o intestino trabalha mais lentamente podendo originar obstipação.

É a tiroide que decide quanto "combustivel" vamos utilizar para cada tarefa fisiológica, metabólica e física que tenhamos de efectuar. Por isso contribui de forma decisiva para o nosso bem-estar mental, emocional, ajudando a pensar mais depressa ou mais devagar e influenciando até a nossa função e desejo sexual.

Qual a importância da ligação entre a tiroide e o intestino?

Tiroide e intestino estão intimamente ligados de tal forma que problemas no intestino influenciam decisivamente o funcionamento da tiroide e vice-versa. A tiroide ajuda a regular a motilidade instestinal e fortalece a integridade da mucosa do tracto gastrointestinal. Isto e muito importante por duas ordens de razões:

  • O intestino converte um quinto da hormona T4 (forma inactiva) em T3 (forma activa);
  • O intestino serve de interface entre a tiroide e o sistema imunitário.

Como interfere a tiroide no nosso sistema imunitário?

Grande parte do sistema imunitário está localizado logo por baixo da única camada de células que reveste o nosso intestino. Isso mesmo… leu bem o nosso intestino e tudo o que “por lá passa” apenas é separado do sistema imunitário por uma única camada de células fortemente ligadas entre si. Por sua vez esta ligação forte entre as células da mucosa intestinal, curiosamente, não é feita por uma especie de “cola” mas sim por uma espécie de “portal” que se abre e fecha apenas para deixar passar os nutrientes que nos são essenciais, depois de decompostos nas suas formas mais básicas, tais como:

  • Aminoácidos (para produção de proteinas);
  • Monossacarídeos (para produção de hidratos de carbono);
  • Monoglicerídeos (para produção de gordura).

O bom funcionamento do intestino depende imenso da correcta motilidade instestinal que por sua vez é regulada pela tiroide.

O que se passa se o intestino funcionar mal?

Quando a motilidade instestinal está alterada, originando por exemplo obstipação ou diarreia, existe uma maior probabilidade do “portal” que une as células da mucosa instestinal ficar em linguagem simples “encravado no modo aberto” colocando em contacto directo e permanente o nosso sistema imunitário com o conteúdo instestinal.  Este contacto provoca uma reacção inflamatória permanente e exagerada do nosso sistema imunitário que se sabe hoje ser uma das causas mais importantes de imensas doenças autoimunes, cuja incidência na população dos paises desenvolvidos tem disparado de forma alarmante!

A única molécula conhecida que actua como “chave” para abrir os portais existentes entre as células da mucosa intestinal chama-se Zonulin (Zonulina) e a sua produção pelo organismo é estimulada pela ingestão de gluten, pelo que cientistas de renome na área das doenças autoimunes, como o Dr Alessio Fassano, fundador do Center for Celiac Research, aconselham a eliminar completamente da nossa dieta.

Estudo:

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Como é regulada a tiróide?

A actividade da glândula tiróide é controlada por duas hormonas produzidas noutros órgãos:

  • A hipófise – glândula localizada na base do cérebro, que produz a TSH;
  • O hipotálamo – porção do cérebro imediatamente acima da hipófise, que produz a TRH.

A hipófise e o hipotálamo são uma espécie de sensores, sensíveis aos níveis de hormanas tiroideias em circulação. Se os níveis de T3 e T4 em circulação forem baixos o hipotálamo liberta TRH que estimula a libertação de TSH pela hipófise. Os níveis aumentados de TSH, por sua vez, estimulam a tiróide a produzir mais hormona tiroideia, de forma a restabelecer os níveis normais.

Pelo contrário, se os níveis de hormonas tiroideias em circulação excederem os valores normais, o hipótalamo e a hipófise diminuem a libertação de TRH e TSH respectivamente, de forma a que haja menor produção de T3 e T4 pela tiróide.

Eixo hipotálamo-hipófise-tiroide melhorsaude.org melhor blog de saude

Como se avalia a actividade da tiróide?

Antes de mais, um médico tem uma ideia da actividade da glândula através da história clínica, sintomas e exame físico que o doente apresenta. Perante a suspeita clínica de alteração da função da tiroide é necessário uma análise laboratorial. É efectuada uma colheita de sangue onde é possível medir os níveis de T3, T4 e TSH.

Quais as principais doenças da tiróide?

As doenças tiroideias são muito comuns, sendo mais frequentes nas mulheres que nos homens.

Existem múltiplas doenças da tiróide, sendo as mais comuns:

  • Hipertiroidismo – sempre que há excesso de produção de hormonas tiroideias;
  • Hipotiroidismo – quando há deficiência de produção de hormonas tiroideias;
  • Doenças Autoimunes – são causadas por anticorpos dirigidos contra a glândula tiróide, que podem estimular ou destruir a glândula. São exemplos a Doença de Graves (causa de hipertiroidismo) e a Doença de Hashimoto ( causa frequente de hipotiroidismo);
  • Bócio – quando a tiróide está globalmente aumentada de tamanho;
  • Nódulos – podem ser únicos ou múltiplos.

As doenças da tiroide têm tratamento?

Habitualmente as doenças da tiroide não são complicadas e os seus sintomas podem ser tratados. Há doenças que podem ser tratadas com medicamentos orais e outras que pode ser necessário recorrer a outras formas de tratamento.

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Nódulos da Tiróide

O que são nódulos?

A tiróide é uma glândula que todos temos e que se localiza no pescoço. Por vezes pode estar aumentada de volume de forma difusa – bócio simples ou pode ter nódulos – bócio nódular.

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O que causa o aparecimento de nódulos?

A maioria das vezes não se sabe a causa. Algumas das causas conhecidas são as seguintes:

  • As mulheres podem ter aumento do volume da glândula durante a gravidez.
  • Deficiência de iodo.
  • Aumento difuso provocado por doenças autoimunes como a Doença de Graves e Tiroidite de Hashimoto.
  • Alguns medicamentos ex: amiodarona, lítio, …
  • Determinados químicos.
  • Radioterapia da cabeça ou do pescoço.
  • Causa genéticas.
  • Grandes quantidades de radioactividade , por exemplo no desastre de Hiroshima , Chernobyl e mais recentemente Fukushima

Quais os tipos de nódulos?

Os nódulos da tiróide são muito mais frequentes na mulher do que no homem. Os nódulos podem ser:

  • Únicos,
  • Múltiplos.

Habitualmente tem o mesmo tipo de abordagem. Os nódulos com menos de 1 cm habitualmente não têm importância clínica, e podem apenas necessitar de vigilância. Nos nódulos com mais de 1 a 1,5 cm , dependendo da história clínica e caracteristas ecográficas dos nódulos, pode ser conveniente a realização de uma citologia aspirativa com agulha fina. Pretende-se excluir a hipótese de cancro da tiróide, que constitui uma minoria das situações (cerca de 5 a 10%).

Se forem volumosos podem dar algum desconforto ou sensação de compressão a nível cervical. Nessa situação pode ser necessário cirurgia que também é realizada sempre que a citologia for suspeita ou maligna.

Quais os exames que devem ser feitos?

Colheita de sangue para avaliar os níveis das hormonas tiroideias

Se hipertiroidismo, pode tratar-se de um ou mais nódulos a trabalhar em excesso.

Ecografia da tiróide

É um exame indolor que nos permite avaliar a morfologia da glândula, isto é, o seu tamanho, a existência de nódulos e as suas características, por exemplo se são sólidos ou líquidos. Apesar da ecografia da tiroide não nos indicar se um nódulo é benigno ou maligno, determinadas características dos nódulos podem ser mais suspeitas e orientam-nos para a necessidade de uma citologia.

Citologia com agulha fina

Recolhe células do nódulo para estudo microscópico.

Cintigrafia da tiróide

Só deverá ser efectuado em algumas situações particulares.

Nódulos benignos vs malignos

Nódulos benignos

Podem ser quistos, nódulos coloides, adenomas, etc.

Nódulos malignos

O cancro da tiroide tem uma alta taxa de cura e a maioria dos doentes pode ter uma vida perfeitamente normal. O tratamento é cirúrgico. Por vezes é necessário tratamento com iodo radioactivo. O tratamento com levotiroxina é obriagatório em todos os doentes. A vigilância deve ser para o resto da vida.

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Hipotiroidismo

O que é o hipotiroidismo?

É uma condição em que as hormonas da tiróide estão em quantidade insuficiente no sangue comprometendo o normal funcionamento de todo o organismo. Chama-se de hipotiroidismo primário quando a causa compromete o funcionamento da tiroide.

Quais são as causas de hipotiroidismo primário?

Existem muitas razões pelas quais a tiróide deixa de funcionar adequadamente nas pessoas com hipotiroidismo, sendo as principais as que descrevo de seguida:

  • Doença autoimune como a doença de Hashimoto (95% dos casos);
  • Falta ou excesso de iodo;
  • Cirurgia prévia;
  • Medicamentos;
  • Radiações.

Doença de Hashimoto

É a causa mais comum em adultos (95%), em países sem carência severa de iodo, como é o caso de Portugal. Nesta condição, as defesas do organismo deixam de reconhecer a tiróide como fazendo parte do corpo e atacam-na como se fosse uma entidade estranha. À medida que vai sendo lesada, a tiróide deixa de ter capacidade para fabricar e libertar hormonas em quantidade suficiente, estabelecendo-se o hipotiroidismo.

Doença de Hashimoto: Quais as causas?

Segundo a Dra Izabella Wentz, as principais causas primárias da doença de Hashimoto são:

  • Sensibilidades alimentares
  • Deficiência em alguns nutrientes
  • Dificuldade em gerir o stress
  • Comprometimento da capacidade de lidar com toxinas
  • Infeções crónicas
  • Permeabilidade intestinal

Algumas das causas primárias podem estar um pouco escondidas e ser necessário investigar mais profundamente. No entanto resolver as carências de nutrientes é uma das medidas mais simples que podem ser tomadas.

A boa notícia é que, quando tratamos das carências de nutrientes, podemos sentir uma melhoria muito rápida, mesmo quando outras causas subjacentes ainda estão presentes!

Por que temos falta de nutrientes?

Carências de nutrientes são sempre um factor na Doença de Hashimoto. Devido ás práticas agrícolas atuais e dieta ocidental, a carência de nutrientes é um factor importante para a maioria das pessoas!

Estas carências podem ser originadas pelos seguintes factores:

  • Comer alimentos processados
  • Tomar medicamentos
  • Sensibilidade alimenta
  • Inflamação intestinal,
  • Má digestão,
  • Malabsorção,
  • Infecção intestinal,
  • Microbioma alterado.

Até mesmo o hipotiroidismo em si mesmo, pode levar a carências de nutrientes.

Mesmo as pessoas cuja dieta se baseia em alimentos orgânicos, ricos em nutrientes, correm o risco de ter deficiências de nutrientes, devido aos seguintes factores:

  • Estômago menos ácido que o necessário
  • Malabsorção de gordura
  • Deficiência em enzimas digestivas

Estes factores fazem com que muitos de nós não sejamos capazes de retirar e absorver dos alimentos os nutrientes que necessitamos nas quantidades adequadas.

Quais os 6 nutrientes mais importantes na Doença de Hashimoto?

Ainda segundo a Dra Izabella Wentz as carências de nutrientes mais comuns na doença de Hashimoto são:

  • Magnésio (citrato ou glicinato)
  • Selénio,
  • Vitamina B1 (Tiamina)
  • Vitamina B12,
  • Viatmina D
  • Ferritina (a proteína de armazenamento de ferro).

O doseamento sanguineo de selénio, vitamina B1 (Tiamina) e magnésio não são fiáveis. A maioria das pessoas com Hashimoto tem deficiências nestes 3 nutrientes pelo que se aconselha a suplementação mesmo sem teste sanguineo, pois as reações adversas são pouco frequentes.

Magnésio

O magnésio foi muitas vezes chamado de “nutriente milagroso”. A deficiência de magnésio pode causar os seguintes sintomas:

  • Caimbras
  • Enxaquecas,
  • Dores de cabeça,
  • Insónia,
  • Cólicas menstruais,
  • Ansiedade,
  • Dores nas articulações.

Pode ainda causar uma série de outros sintomas entre os quais intolerância a ruídos altos.

O uso a longo prazo também pode ajudar com a normalização da aparência da glândula tiróide em ultra-som, e magnésio também pode ajudar a tireóide e nódulos da mama.

Magnésio: Qual o suplemento recomendado?

  • Citrato de magnésio puro em cápsulas (se for tendencialmente preso do intestino)
  • Glicinato de magnésio (se for tendencialmente solto do intestino)

Dose: 1-4 cápsulas por dia, em doses divididas, com as refeições.

Quais os benefícios esperados?

  • Redução da ansiedade,
  • Palpitações menos frequentes,
  • Mais energia,
  • Melhoria no exame de ultrasom da tiróide (quando usada a longo prazo),
  • Ausência de cólicas menstruais,
  • Melhoria na obstipação,
  • Menos enxaquecas,
  • Menos caimbras e dor,
  • Melhor sono.

Quanto tempo para ver os benefícios?

Isso realmente depende dos sintomas. Pode sentir benefícios com ansiedade, insônia e até mesmo enxaquecas ou dores de cabeça, dentro da primeira semana.

As cólicas menstruais, vão reduzir-se em 80-90% no primeiro mês e diminuirão ainda mais com o uso continuado. Em relação à normalização do exame de ultrasom da tiroide, isso pode levar alguns anos de uso.

Quanto tempo tomar: 3 meses ou toda a vida depende dos sintomas e do aconselhamento médico.

Considerações especiais:

Certifique-se que toma o magnésio pelo menos com 4 horas de diferença em relação à medicação da tiroide pois o magnésio pode bloquear a sua absorção.Tomar o magnésio ao deitar pode ser uma boa escolha porque promove um sono reparador.

Citrato de magnésio pode causar fezes moles, o que pode ser bom se for obstipado ou mau se já tiver fezes soltas.

Assim utilize glicinato de magnésio se tende mais para a diarreia e citrato de magnésio se tende mais para a obstipação.

Tenha ainda em mente que para algumas pessoas o glicinato de magnésio pode piorar os sintomas de ansiedade. Neste caso o citrato de magnésio seria uma escolha melhor.

Selénio

Deficiência de selénio tem sido reconhecida como um gatilho ambiental para Hashimoto’s, e a maioria das pessoas com Hashimoto estão em risco de ter esta deficiência. Outras populações de alto risco incluem pessoas com:

  • Sindrome do Intestino Irritável,
  • Doença celíaca (alérgicos ao gluten)
  • Pessoas que consomem dietas sem cereais.

Numerosos estudos apoiam o uso de selénio na Doença de Hashimoto, Doença de Graves e gravidez. Na verdade, o selénio pode evitar a doença de Hashimoto pós-parto.

Uma dose de 200 microgramas por dia foi considerada eficaz para reduzir os anticorpos anti-Tiroperoxidase (TPO) em cerca de 50% em 3 meses!

Suplemento recomendado: Selénio na forma de metionina pura em cápsulas

Dose: 200-400 mcg por dia

Benefícios esperados:

  • Menos ansiedade,
  • Melhor conversão de T4 para T3,
  • Menos anticorpos anti-tiróide,
  • Mais energia,
  • Menos perda de cabelo,
  • Menos palpitações.

Quanto tempo demora a sentir benefícios?

Geralmente 3 a 5 dias para os sintomas começarem a melhorar e 3 meses completos para ver uma redução nos anticorpos da tiróide

Quanto tempo deve tomar: 3 meses a 2 anos

Considerações especiais:

Se tiver uma reação adversa ao selénio (que é raro), pode ter deficiência de iodo. Enquanto o iodo pode ser um gatilho para Hashimoto e pode exacerbar Hashimoto, algumas pessoas podem ser deficientes e podem beneficiar de um suplemento de iodo de baixa dosagem (até 250 mcg tem sido bem tolerado em pessoas com Hashimoto.) A maioria das vitaminas multi e pré-natal já contém na sua composição 150-250 mcg.

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Falta ou excesso de iodo – O Iodo é o elemento fundamental para a síntese das hormonas da tiroide. O iodo é fornecido pelos alimentos. Quando em níveis insuficientes ou excessivos pode alterar a função da tiroide, comprometendo a sua síntese hormonal.

Cirurgia prévia – algumas doenças da tiróide requerem uma cirurgia para remoção total ou parcial da glândula. Se a remoção for completa ou o que restou da glândula não fôr suficiente, não haverá produção adequada das hormonas.

Medicamentos – há fármacos como a amiodarona, o lítio e o interferão que alteram a síntese hormonal.

Radiações – pessoas submetidas a tratamentos com radiações para doenças da tiróide ou outras da cabeça ou pescoço podem desenvolver hipotiroidismo.

Quais são os sintomas de hipotiroidismo?

Os os sintomas são variados, por vezes inespecificos ou seja são similares ao de outras potologias e geralmente aparecem progressivamente. Os principais são os seguintes:

  • Aumento da sensibilidade ao frio;
  • Fadiga;
  • Cansaço fácil;
  • Obstipação;
  • Pele seca;
  • Queda de cabelo, cabelo fino e quebradiço;
  • Irregularidades menstruais;
  • Ligeiro aumento de peso (retenção de fluidos);
  • Mialgias e parestésias.

Como se faz diagnostica o hipotiroidismo?

Segundo a experiência pessoal e profisisonal da Dra Izabella Wentz, autora do Best seller Hashimoto’s Protocol, o hipotiroidismo pode não ser diagnosticado nos primeiros 10 anos da doença pelo simples facto de as análises clinicas apenas ao doseamento das hormonas da tiroide T4 e T3 estarem dentro dos intervalos normais de referência.

Normalmente o diagnóstico definitivo baseia-se no doseamento sanguíneo das hormonas da tiróide e da TSH (hormona que regula o funcionamento da tiróide e que é produzida noutra glândula, a hipófise, que se localiza no cárebro).

No entanto, se houver sintomas, segundo a Dra Izabella Wentz, mesmo com T4 e T3 normais, a doença autoimune de Hashimoto pode já estar a atacar a tiroide. Torna-se portanto necessário  ir mais longe e fazer os seguintes exames complementares:

  • Ecografia da tiroide para confirmar se a morfologia e tamanho são normais;
  • Teste TPO: Pesquisa no sangue anticorpos específicos da tiroide, tais como anticorpos contra a Tiroperoxidase (TPO) que é uma enzima presente na tiroide e desempenha uma importante função na produção de hormonas da tiroide. Se o teste for positivo isso indica que existem anticorpos a atacar a tiroide o que pode ser uma indicação de doença autoimune tal como doença de Hashimoto (que provoca hipotiroidismo) ou doença de Graves (que provoca hipertiroidismo).

Qual o tratamento para o hipotiroidismo?

O tratamento do hipotiroidismo consiste na administração geralmente crónica de hormona da tiróide na forma de L-tiroxina (T4), de forma a fornecer ao organismo a quantidade de hormonas que a tiróide se tornou incapaz de produzir.

Como se faz o acompanhamento médico?

A maioria dos casos de hipotiroidismo são definitivos, não tendo cura. No entanto, desde que o tratamento seja bem realizado e a dose de levotiroxina seja a correcta, as pessoas não terão quaisquer sinais ou sintomas, podendo levar uma vida perfeitamente normal.

A dose de L-T4 adequada pode variar ao longo do tempo na mesma pessoa, o que obriga a que se devam realizar análises periódicas para ajustar a posologia.

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Hipertiroidismo

O que é o hipertiroidismo?

O hipertiroidismo acontece quando a glândula tiróide produz hormonas em quantidades excessivas. As hormonas tiroideias (T3 e T4) controlam todas as funções do organismo e a sua velocidade de funcionamento. Quando há um excesso destas hormonas o organismo está “acelerado”. Esta situação deve ser rapidamente tratada pois pode causar “exaustão” em alguns dos órgãos, nomeadamente o coração

Quais são as causas do hipertiroidismo?

As principais causas de hipertiroidismo são as seguintes:

  • Doença de Graves (doença autoimune);
  • Nódulo tóxico;
  • Bócio multinodular tóxico;
  • Tiroidite subaguda;
  • Excesso de hormona tiroideia;
  • Ingestão excessiva de iodo.

De seguida descreve-se como cada uma destas condições de saúde leva ao hipertiroidismo.

  • Doença de Graves – é uma alteração auto-imune, causada por anti-corpos estimuladores da tiroide. Há geralmente um aumento do volume da tiróide (bócio), hipertiroidismo e, por vezes, edema dos tecidos periorbitários que podem causar saliência dos globos oculares e alterações da visão. É mais frequente nas mulheres que nos homens e pode ter uma associação familiar.
  • Nódulo tóxico – quando a tiróide apresenta um único nódulo que produz mais hormonas que o necessário para o funcionamento normal do organismo.
  • Bócio multinodular tóxico – a tiróide apresenta-se mais volumosa (bócio) com vários nódulos que produzem excesso de hormonas e provocam hipertiroidismo. Geralmente aparece em pessoas mais velhas que há vários anos tinham bócio com nódulos.
  • Tiroidite Subaguda – após uma infecção vírica a tiróide torna-se mais volumosa e dolorosa e liberta para o sangue uma grande quantidade de hormonas que tinha armazenada. Não há um verdadeiro aumento de produção hormonal e, portanto, o hipertiroidismo é auto-limitado.
  • Excesso de hormona tiroideia – os doentes que fazem tratamento com hormona tiroideia (levotiroxina) podem desenvolver hipertiroidismo se a dose desta se tornar excessiva. Por isto, a função tiroideia deve ser periodicamente vigiada por um médico e a dose de levotiroxina ajustada.
  • Ingestão excessiva de iodo – algumas medicações (ex. solução de lugal, amiodarona, contrastes de RX,…) contêm Iodo numa concentração muito superior áquela necessária. Em certas situações, este excesso de iodo pode ser utilizado pela tiróide e causar um hipertiroidismo.

Quais são os sinais de hipertiroidismo?

Geralmente o quadro é muito marcado e não passa despercebido. É habitual estar presente um bócio (aumento de volume da tiróide) que se pode acompanhar de:

  • Palpitações, aumento da fadiga cardíaca (> 100 batimentos por minuto);
  • Nervosismo, irritabilidade, ansiedade, variações frequentes de humor; insónia;
  • Tremor fino das mãos;
  • Perda de peso apesar de apetite aumentado;
  • Hipersudorese e intolerância ao calor;
  • Queda de cabelo, pele fina, alterações das unhas;
  • Diarreia;
  • Diminuição do fluxo menstrual e irregularidades menstruais;
  • Fraqueza muscular no ombros, braços ou coxas;
  • Olhar vivo, fixo e/ou olhos proeminentes, visão dupla (na Doença de Graves).

Como é diagnosticado o hipertiroidismo?

Quando há uma suspeita clínica pode ser realizada uma análise ao sangue onde é doseada a TSH – a hormona da hipófise que estimula a tiróide e que no hipertiroidismo está diminuída – e a T3 e T4 – hormonas da tiróide que no hipertiroidismo circulam em excesso no sangue. Pode existir excesso de uma só ou de ambas.

Posteriormente, para reforçar o diagnóstico podem ser necessários outros exames complementares para conhecer a causa tais como:

  • Determinação de anticorpos,
  • Cintigrafia da tiróide,
  • Ecografia.

Qual o tratamento do hipertiroidismo?

O objectivo é terminar com a produção excessiva de hormonas da tiróide. Há três tipos de tratamento e o seu médico poderá explicar-lhe os riscos e benefícios de cada um dos seguintes:

  • Medicamentos anti-tiroideios,
  • Iodo radioactivo,
  • Tratamento cirurgico.

Fármacos anti-tiroideios

Em Portugal há fármacos que actuam diminuindo a produção de hormonas pela tiróide. Actualmente prefere-se o uso do tiamazol (Metibasol®). Alguns doentes conseguem uma remissão de hipertiroidismo com o uso prolongado destes fármacos (cerca de 12-18 meses), embora noutros apenas se consiga um controlo provisório. Podem ter alguns efeitos adversos, tais como:

  • Reacções cutâneas,
  • Alterações hepáticas,
  • Redução dos glóbulos brancos.

O seu uso deve ser vigiado e controlado por um médico endocrinologista.

Iodo Radioactivo

Resulta numa resolução definitiva do hipertiroidismo. É administrado por via oral (geralmente em cápsulas) e ao entrar nas células da tiróide destrói algumas. O seu efeito terapêutico raramente acontece nos primeiros dois meses, manifestando-se depois, de um modo geral, até 6 meses após a sua administração.

Ocasionalmente o hipertiroidismo mantém-se e é necessária uma 2ª dose. Mais frequentemente resulta num hipotiroidismo (glândula menos activa) e é preciso ficar a tomar hormona tiroideia de substituição. A dose exacta de iodo para se conseguir uma função tiroideia normal é difícil de calcular, pelo que na maior parte dos casos se opta por uma dose empírica. É utilizado desde há muitos anos e não tem complicações importantes.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos é necessário remover cirurgicamente parte (nódulo tóxico) ou toda a glândula (Doença de Graves ou Bócio multinodular tóxico). Se a remoção for completa surge o hipotiroidismo e é necessário tomar hormona tiroideia para o resto da vida.

Outros tratamentos

Há fármacos (grupo dos bloqueadores beta adrenergicos) que podem ser utilizados temporariamente para controlar os sintomas de hipertiroidismo enquanto os tratamentos específicos se tornam efectivos.

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Cancro da Tiróide

O que é o cancro da tiroide?

O cancro da tiróide é um tumor maligno da glândula tiroideia. Aparece habitualmente sob forma de nódulo no pescoço, quase sempre sem sintomas. Apenas cerca de 5 a 10% destes nódulos tiroideus são malignos. A maioria dos casos surge em mulheres.

Os cancros da tiróide mais frequentes são o carcinoma papilar e o folicular, que se agrupam nos chamados carcinomas diferenciados da tiróide. Tal como o nome sugere, as suas células mantêm algumas características das células tiroideias normais, o que facilita o seu tratamento. Há outros tipos de cancro, carcinoma medular da tiroide , carcinoma anaplásico e linfoma da tiroide. Estes carcinomas são muito mais raros e tem uma forma de abordagem e evolução muito diferentes.

Qual a causa do cancro da tiroide?

O cancro da tiróide pode surgir em qualquer pessoa, e na maior parte dos casos a causa é desconhecida. Apenas a radioterapia da cabeça, pescoço ou tórax parece ser um factor de risco para o seu aparecimento. Antes de 1960 utilizava-se este tipo de tratamento para amigdalites de repetição ou para o acne. Sabe-se que há maior risco nas pessoas que foram expostas a grandes quantidades de radiação, como aconteceu na bomba de Hiroshima, no acidente nuclear de Chernobyl e vamos ver o que acontece com o acidente nuclear em Fukushima . Estes carcinomas podem ter uma incidência familiar.

Como é diagnosticado o cancro da tiroide?

Muitas vezes é o próprio doente que nota um nódulo à palpação do pescoço, ou o seu médico num exame físico de rotina. Outras vezes aparece numa ecografia ou TAC pedidas por outro motivo. A grande maioria destes nódulos são benignos (90 a 95%), pelo que a sua simples descoberta não deve alarmar. No entanto, obriga ao seu estudo com:

  • Análises de sangue para avaliar a função tiroideia;
  • Ecografia da tiroide e se necessário citologia aspirativa com agulha fina.

Só em casos pontuais haverá necessidade de fazer cintigrafia.

A citologia é efectuada com uma agulha fina para aspirar uma pequena quantidade de células do(s) nódulo(s), que será analisada em laboratório. O exame é rápido, seguro e praticamente indolor.

Como é tratado o cancro da tiróide?

Se o diagnóstico da citologia for cancro, o primeiro passo é a cirurgia com a remoção (total) da glândula tiroideia – tiroidectomia (total), bem como dos gânglios linfáticos suspeitos, se os houver. Na maior parte dos casos, o tumor é totalmente removido. As complicações da cirurgia são raras nos centros mais experientes.

Uma vez retirada a tiróide, é necessário fazer tratamento com hormona tiroideia (T4 – levotiroxina). O objectivo é substituir a produção normal de hormona tiroideia e inibir o crescimento de possíveis células tiroideias ainda presentes . A TSH pode estimular o crescimento das células tumorais. O nível de TSH pretendido com o tratamento com levotiroxina depende de cada caso.

Em alguns casos pode ser necessário o tratamento com iodo radioactivo, chamado tratamento ablativo ou ablação, porque destrói as células tiroideias normais e as cancerosas que possam ter ficado após a cirurgia. A necessidade de o fazer ou não tem que ser adaptado a cada doente.

Qual a importância da vigilância regular?

Mais de 80% de todos os casos curam.

No entanto, manter a vigilância periódica é essencial para a detecção precoce de uma eventual recidiva. Em 20% dos casos pode não ser obtida a cura após o tratamento inicial, por vezes pode haver disseminação a nível dos gânglios do pescoço e a outras partes do corpo (metástases) ainda que muitos anos depois da cirurgia.

Por esta razão, os médicos recomendam que os doentes com cancro da tiróide mantenham vigilância regular para toda a vida, embora mais importante nos primeiros 5 a 10 anos.

Os dois exames fundamentais para esta vigilância são:

  • Análises de sangue (doseamento da função tiroideia, tiroglobulina e anticorpos antitiroglobulina)
  • Ecografia cervical.

A periodicidade dos pedidos depende do doente, anos de seguimento e grau de risco do carcinoma. No 1º ano pos tratamento inicial geralmente são recomendados doseamentos de tiroglobulina e anticorpos antitiroglobulina cada 6 a 12 meses, e uma ecografia cervical ao fim do primeiro ano de tratamento, repetida quando o médico assim o considerar.

Ao fim do 1º ano de vigilância, pode ser necessário o doseamento de tireoglobulina ( o marcador tumoral ) sob níveis elevados de TSH (hormona hipofisária). Existem duas alternativas para elevar a TSH. Uma das possibilidades, a única disponível até há poucos anos, consiste em suspender a medicação com hormona tiroideia (habitualmente a T4 por 3 a 4 semanas ou a T3 por 2 a 3 semanas). A falta de hormona tiroideia, no entanto, provoca os sinais e sintomas habituais do hipotiroidismo, que podem ter repercussões mais ou menos importantes, dependendo de doente para doente.

Outra possibilidade é a utilização de TSH recombinante humana (rhTSH). Apesar de ser produzida em laboratório, a rhTSH é idêntica à TSH natural. A grande vantagem é que os doentes não têm necessidade de suspender a medicação com hormona tiroideia e portanto não têm os sintomas de hipotiroidismo. Tem alguns efeitos secundários, tais como:

  • Pequena reacção no local da picada
  • Náuseas,
  • Vómitos,
  • Dor de cabeça,
  • Fraqueza após a injecção.

O que esperar para o futuro?

Apesar de não ter tiróide, pode ter uma vida perfeitamente normal com o tratamento hormonal qua a substitui. Vai necessitar de o manter para o resto da vida.

Consulte o seu médico para programar uma eventual gravidez. Os tratamentos com iodo radioactivo estão absolutamente contra-indicados na gravidez e aleitamento. Não pode engravidar nos 6 a 12 meses que se seguem ao tratamento. Nesta fase deve assegurar uma contracepção eficaz.

No entanto, assim que o seu médico o consentir, uma gravidez decorre de forma segura, desde que mantenha o tratamento com a hormona tiroideia e a vigilância analítica.

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As doenças da tiróide e a gravidez

Durante a gravidez há alterações fisiológicas no organismo da mãe que obrigam a glândula tiroideia a um esforço acrescido.

Até cerca das 20 semanas de gestação a tiroide fetal não sintetiza as hormonas necessárias para o desenvolvimento do feto pelo que este necessita das hormonas tiroideias produzidas pela mãe.

As hormonas da tiroide são indispensáveis ao desenvolvimento do sistema nervoso central fetal. Um défice destas pode-se traduzir mais tarde num atraso cognitivo ou dificuldades de aprendizagem da criança.

Que alterações no funcionamento da tiroide são normais durante a gravidez?

  • O aumento dos níveis de estrogénio no sangue materno condiciona um acréscimo das proteínas de transporte das hormonas tiroideias em circulação, o que conduz a um aumento dos níveis totais de hormonas tiroideias no sangue. Porém, as hormonas “livres” (não ligadas às proteínas e que representam a forma ativa da hormona) diminuem ao longo da gestação.
  • O aumento do volume sanguíneo e, portanto, do volume de distribuição das hormonas tiroideias (fenómeno de diluição) conduz a uma redução da concentração destas.
  • O aumento das perdas de iodo pela urina, a passagem deste através da placenta para o feto e a desiodização das hormonas tiroideias na placenta, implica que as necessidades de iodo durante a gravidez aumentem. Se não há iodo suficiente para a produção das hormonas tiroideias, estas vão entrar em défice.
  • A hCG (gonadotrofina coriónica humana), hormona de origem placentária, que atinge os valores mais elevados no fim do primeiro trimestre da gravidez estimula a tiroide, por semelhença estrutural com a hormona estimulante da tiróide (TSH). A valores mais elevados de hCG no 1º trimestre correspondem valores mais baixos de TSH.

Estas alterações próprias da gravidez traduzem-se em alterações das análises laboratoriais utilizadas para estudar o funcionamento da tiróide e obrigam a uma correcta interpretação dos resultados encontrados na mulher grávida.

As doenças da tiróide são frequentes na gravidez?

As doenças da tiróide são relativamente frequentes na população em geral e, em particular, no sexo feminino e também nas mulheres em idade fértil. A gravidez pode alterar a evolução natural das doenças da tiróide e as doenças da tiróide (e o seu tratamento) podem afetar a evolução normal da gravidez, a mulher grávida e o feto.

O diagnóstico é geralmente feito da mesma forma que é feito fora da gravidez. Geralmente fazem-se doseamento das hormonas tiroideias no sangue e uma ecografia da tiroide, que por ser um exame isento de radiação não tem qualquer efeito nocivo no feto.

É importante saber que, na gravidez, os resultados das análises poderão ter uma interpretação diferente, porque os valores de referência habituais apresentados pelo laboratório podem não ser adequados para a gravidez.

Quais são as doenças mais frequentes na gravidez?

Hipotiroidismo na gravidez

A carência materna de hormonas tiroideias (hipotiroidismo) pode atingir mais de 3% das gestações. Em alguns casos, esta situação já era conhecida pela mulher antes de engravidar e se não estiver tratada conduz geralmente a uma infertilidade.

A causa mais frequente de hipotiroidismo nesta idade, em países sem défice severo de iodo, é uma inflamação crónica da tiróide, de natureza auto-imune:

  • A tiroidite crónica auto-imune (linfocítica ou de Hashimoto).

Pensa-se que a Tiroidite Crónica se possa relacionar com um aumento da incidência de aborto e de parto pré-termo. Os sinais e sintomas do hipotiroidismo são inespecíficos e facilmente confundíveis com queixas frequentes na gravidez, tais como:

  • Aumento de peso,
  • Falta de forças,
  • Cansaço,
  • Obstipação,
  • Pode haver ainda um aumento do volume da glândula tiroideia, vulgarmente conhecido por bócio.

O tratamento é obrigatório e faz-se com levotiroxina (L-T4), a hormona que a tiróide produz em maior quantidade e que se pode transformar em T3 de acordo com as necessidades. Conforme dito anteriormente, o correcto tratamento do hipotiroidismo é essencial para o desenvolvimento neurológico do feto.

Se o hipotiroidismo já era conhecido antes da gravidez, a dose de levotiroxina necessita de ser aumentada, até 30% ou 50%, pelas 4 a 6 semanas de gestação. Após o parto, as necessidades de levotiroxina, em geral, diminuem para doses habituais na mulher não grávida, mesmo durante o período de amamentação.

Hipertiroidismo na gravidez

O excesso materno de hormonas tiroideias (hipertiroidismo) é uma situação mais rara que a anterior, mas pode atingir até 1% das grávidas. A causa mais frequente é a Doença de Graves, também de natureza auto-imune.

O hipertiroidismo não tratado relaciona-se com o aumento da incidência dos seguintes problemas de saúde na gravidez:

  • Aborto e de
  • Parto pré-termo,
  • Baixo peso ao nascer,
  • Pré-eclampsia,
  • Insuficiência cardíaca na mãe e no feto,
  • Morte intra-uterina.

A clínica apresentada pela mãe também é inespecífica, confundindo-se com queixas frequentes na gravidez, tais como:

  • Vómitos,
  • Emagrecimento,
  • Taquicardia,
  • Intolerância ao calor.

O bócio (aumento do volume da tiroide) associado a exoftalmia (procidência dos globos oculares) são sinais mais específicos que apontam para uma Doença de Graves. O hipertiroidismo na mulher grávida deve ser sempre tratado por um médico especialista – Endocrinologista.

Qual o tratamento do hipertiroidismo na gravidez?

No tratamento do hipertiroidismo no 1º trimestre ou da mulher que pretende engravidar, é preferido um fármaco que inibe a síntese tiroideia específico – o propiltiouracilo (Propycil®)– que apresenta menor risco de provocar malformações no feto.

No 2º e 3º trimestres, recomenda-se o tiamazol (Metibasol®), que é menos tóxico para o fígado. Se a cirurgia for necessária (o que é raro, geralmente por efeitos secundários graves dos fármacos), deverá ser realizada no 2º trimestre da gravidez, quando há menos riscos para o feto.

O tratamento com iodo radioativo na gravidez está absolutamente contra-indicado.

É provável que a doença de Graves melhore ao longo da gravidez, levando a uma redução das doses do tratamento, ou mesmo a sua suspensão, no entanto, poderá haver um agravamento da doença após o parto.

Tiroidites na gravidez

A tiroidite é um processo inflamatório da glândula tiroideia, em geral crónico e de natureza auto-imune. Os anticorpos antitiroideus (antiperoxidase tiroideia e antitireoglobulina) são detetados muito frequentemente em mulheres desta faixa etária (em 10% a 15% das grávidas). Os níveis destes anticorpos descem progressivamente durante a gravidez, mas podem subir de novo no pós-parto.

Mulheres com anti-corpos tiroideus positivos têm um risco aumentado de desenvolver hipotiroidismo durante a gravidez, pelo que a função tiroideia deverá ser vigiada pelo menos uma vez por trimestre. Estas mulheres têm maior tendência a desenvolver um processo de tiroidite nos primeiros 6 meses após o parto – tiroidite pós-parto.

A Tiroidite pós-parto caracteriza-se por uma inflamação indolor, com uma fase inicial de aumento dos níveis sanguíneos de hormonas tiroideias, seguido de normalização e posterior diminuição destes níveis hormonais. Habitualmente, esta situação tem uma resolução espontânea, mas há tendência para voltar após a gravidez seguinte. Cerca de 20% a 60% das mulheres com história de tiroidite pós-parto desenvolverão hipotiróidismo definitivo em 5 a 10 anos.

Doença Nodular e Cancro na grávida

A investigação dos nódulos da tiróide durante a gestação é semelhente à da mulher não grávida e inclui uma avaliação da função tiroideia através de análises sanguíneas, a realização de uma ecografia e de uma biopsia aspirativa, se indicado. O risco de cancro na mulher grávida é semelhente ao da mulher não grávida e a gravidez não agrava o seu prognóstico.

O diagnóstico de cancro da tiróide vai obrigar a uma cirurgia de remoção da glândula, que geralmente se adia para depois do parto. Em situações graves, poderá optar-se por uma intervenção cirúrgica no 2º trimestre, período da gravidez em que o risco é menor para o feto.

O tratamento com Iodo radioactivo, quando necessário, será sempre adiado para depois do parto, implicando um período de suspensão da amamentação.

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Doenças da tiroide e a amamentação

A necessidade de corrigir a disfunção tiroideia materna persistente após o parto com fármacos não é razão suficiente para não amamentar. Apesar de “passarem” para o leite, os fármacos utilizados nas doenças tiroideias podem ser utilizados durante a amamentação com pouco risco para o recém-nascido.

No hipertiroidismo, o fármaco a utilizar será o tiamazol (Metibasol®), pois o risco de provocar malformações já não se coloca. Não devem ser ultrapassadas doses de 20 mg/dia e a toma deverá ser feita antes do inicio da 1ª mamada do dia. O hipertiroidismo deve ser normalmente compensado com levotiroxina sem que haja risco algum para o feto.

Curiosidade

Quais são as principais glândulas endócrinas?

As principais glândulas endócrinas do nosso corpo estão representadas na figura seguinte:

Glandulas endócrinas melhorsaude.org melhor blog de saude

Concluindo

A tiroide regula imensas funções do nosso organismo. As doenças da tiroide são comuns principalmente entre as mulheres. Se sente simultaneamente alguns sintomas como um cansaço exagerado, fadiga, aumento da sensibilidade ao frio, pele mais seca, obstipação, dores musculares, formigueiro ou dormência dos membros, mais queda de cabelo então um quadro de hipotiroidismo pode estar a emergir. Se pelo contrário sente palpitações, aumento dos batimentos cardiacos, nervosismo, irritabilidade, insónia, tremor das mãos, diarreia e outros sintomas que provocam mal estar então pode estar perante um contexto de hipertiroidismo.

Estas e outras doenças da tiroide provocam uma perda muito acentuada da qualidade de vida interferindo até nas relações familiares que podem ficar muito degradadas se o diagnóstico não for feito e iniciado o tratamento adequado em tempo útil! Os sinais de doenças podem surgir em qualquer altura da nossa vida…! Não se descuide e procure apoio médico imediato pois na maioria dos casos o tratamento permite voltar a ter a qualidade de vida que merece para valorizar as coisas boas que surgem quando abraçamos a vida de forma positiva! A ciência actual não deixa dúvidas… acreditar e ser positivo aumenta bastante as probabilidades de viver mais anos!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

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DOR DE BARRIGA GUIA 2017: APENDICITE E OUTROS PERIGOS

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Dor de barriga ou abdominal guia 2017: Apendicite e outros perigos. Quais as causas? Quais os perigos? Quais os orgãos envolvidos? Quais os sinais de alarme? A região abdominal é aquela que possui mais órgãos no nosso corpo, aumentando as probabilidades de doer devido a uma vasta quantidade de causas e doenças diferentes. A dor abdominal, chamada popularmente de dor de barriga, é muitas vezes um desafio para o médico, dada a grande quantidade de diagnósticos diferenciais possíveis.

Na maioria das vezes, a dor abdominal é uma condição de saúde benigna e autolimitada. Certamente que já teve uma dor de barriga de leve intensidade, que desapareceu sem necessidade de tratamento médico. No entanto, quando a dor abdominal é de forte intensidade ou há outros sintomas associados, como febre, vómitos, prostração ou diarreia com sangue, a avaliação de um médico é necessária.

A dor abdominal pode ser aguda ou crónica e requer, frequentemente, uma ida ao médico. Uma criança com dor abdominal é sempre motivo de preocupação para os pais, o que leva frequentemente a recorrer ao médico.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Quais os orgãos da região abdominal?
  • Quais os quadrantes abdominais?
  • Quais os orgãos localizados em cada quadrante?
  • Que patologias originam dor abdominal aguda?
  • Como se faz o diagnóstico da causa da dor de barriga?
  • Quais os sinais de alarme na dor abdominal aguda?
  • Quais as caraterística da dor abdominal crónica?
  • Quais os sinais de alarme na dor abdominal crónica?
  • O que é a dor abdominal funcional?
  • Que tipo de crianças têm dor abdominal funcional?
  • Dor do lado direiro do abdómen, quais as causas mais comuns?
  • Dor no centro da barriga, quais as causas mais comuns?
  • Dor no baixo ventre, quais as causas mais comuns?
  • Dor do lado esquerdo do abdómen, quais as causas mais comuns?
  • Apendicite, quais os perigos?
  • O que é a apendicite?
  • Quais os sintomas de apendicite?
  • Quais os sinais e sintomas de apendicite em bébés, crianças e adolescentes?
  • Qual o tratamento para a apendicite?

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OS MAIS LIDOS melhorsaude.org melhor blog de saude

Quais os órgãos da região abdominal?

Todos os órgãos que se encontram dentro da cavidade abdominal e da cavidade pélvica podem causar dor de barriga. Algumas vezes, os órgãos da cavidade torácica também podem causar dor abdominal, como é o caso do coração ou das inflamações nas bases dos pulmões.

Os órgãos dentro do abdómen que podem causar dor abdominal são:

  • Fígado,
  • Vesícula biliar,
  • Vias biliares,
  • Pâncreas,
  • Baço,
  • Estômago,
  • Rins,
  • Glândulas suprarrenais,
  • Intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo),
  • Cólon (incluindo apêndice).

Orgãos abdominais melhorsaude.org melhor blog de saude

Já os órgãos dentro da pelve são:

  • Ovários,
  • Trompas,
  • Útero,
  • Bexiga,
  • Próstata,
  • Reto,
  • Sigmoide (porção final do intestino grosso).

Pelve melhorsaude.org melhor blog de saude

Quais os quadrantes abdominais?

Para tornar mais fácil a localização dos órgãos na grande cavidade abdominopélvica, os anatomistas dividiram a cavidade abdominopélvica em nove regiões, sendo definidas da seguinte forma:

  1. Região Hipocondríaca Direita
  2. Região Epigástrica
  3. Região Hipocondríaca Esquerda
  4. Região Lateral Direita
  5. Região Umbilical
  6. Região Lateral Esquerda
  7. Região Inguinal Direita
  8. Região Púbica (Hipogástrica)
  9. Região Inguinal Esquerda

Quadrantes do abdómen melhorsaude.org melhor blog de saude

Outro modo mais simples de dividir a cavidade abdominopélvica é em Quatro Quadrantes.
Esse método é freqüentemente utilizado para localizar uma dor ou descrever a localização de um tumor. Os planos sagital, mediano e transversal passam através do umbigo e dividem a região abdominopélvica nos quatro quadrantes seguintes:

  • Quadrante superior direito
  • Quadrante superior esquerdo
  • Quadrante inferior direito
  • Quadrante inferior esquerdo

Quadrantes abdominais melhorsaude.org melhor blog de saude

Quadrante superior direito:

  • Lobo direito do fígado
  • Visícula biliar
  • Piloro
  • Duodeno
  • Cabeça do pâncreas
  • Flexura hepática do cólon
  • Partes do cólon ascendente e transverso

Quadrante superior esquerdo:

  • Lobo esquerdo do fígado
  • Estômago
  • Corpo do pâncreas
  • Flexura esplénica do cólon
  • Partes do cólon transverso e descendente

Quadrante inferior direito:

  • Ceco e apêndice
  • Parte do cólon ascendente
  • Parte do ovário na mulher

Quadrante inferior esquerdo:

  • Cólon sigmoide
  • Parte do cólon descendente
  • Parte do ovário na mulher

Dor abdominal aguda 

A dor abdominal aguda é um sintoma comum em várias patologias, tais como:

  • Gastroenterite;
  • Apendicite;
  • Infeção urinária;
  • Invaginação;
  • Adenite mesentérica;
  • Obstipação;
  • Úlcera péptica;
  • Pancreatite;
  • Patologia do ovário;
  • Litíase renal ou biliar;
  • Pneumonia
  • Etc…

Como se faz o diagnóstico?

Para facilitar o diagnóstico, deve ser feita uma história detalhada sobre a origem e evolução dos sintomas. Diversos factores são importantes no processo de diagnóstico, a saber:

  • Idade;
  • Tipo de dor;
  • Localização da dor;
  • Duração da dor;
  • Hora do dia;
  • Presença de outros sintomas tais como:
    • Febre,
    • Náuseas,
    • Vómitos,
    • Sintomas urinários,
    • Alterações do trânsito intestinal.

Quais os sinais de alarme na dor abdominal aguda?

Na maioria das situações benignas a dor localiza-se no umbigo ou em volta deste. As crianças com dor abdominal vomitam frequentemente, mas a maioria das vezes os vómitos desaparecem rapidamente. Alguns sinais de alarme que aconselham consulta médica são:

  • Dor localizada em outras áreas, principalmente no quadrante inferior direito do abdómen levantando a hipótese de apendicite;
  • Dor com duração superior a 24h,
  • Sensação de doença,
  • Febre alta,
  • Palidez,
  • Sudação (suar sem razão aparente),
  • Prostração (fadiga),
  • Recusa em brincar,
  • Recusa em beber ou comer,
  • Vómitos persistentes (já amarelados/verdes ou com sangue),
  • Laivos de sangue na diarreia ou alterações na pele.

Dor abdominal crónica, quais as características?

A dor abdominal crónica é um motivo muito frequente de consulta, sobretudo no sexo feminino. Os doentes geralmente têm uma sintomatologia pouco específica e na investigação dessas situações apenas em 10% se encontra uma causa orgânica, como por exemplo:

  • Doença de refluxo gastroesofágico;
  • Úlceras gástricas;
  • Gastrite;
  • Alergia alimentar;
  • Intolerância à lactose,
  • Doença inflamatória do intestino;
  • Doença celíaca;
  • Litíase biliar;
  • Pancreatite;
  • Parasitose.

Quais os sinais de alarme na dor abdominal crónica:

As seguintes condições de saúde devem ser motivo de alarme e consulta médica:

  • Dor que acorda a criança a meio da noite;
  • Dor bem localizada e longe do umbigo;
  • Vómitos persistentes (sobretudo biliosos);
  • Diarreia crónica grave;
  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Atraso de crescimento,
  • Exantema cutâneo,
  • Dor articular;
  • Sangue nas fezes;
  • Fístula/fissura anal;
  • História familiar de doença péptica e /ou doença inflamatória do intestino;
  • Idade inferior a quatro anos.

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O que é a dor abdominal funcional?

A dor abdominal funcional caracteriza-se por ter uma causa funcional ou seja não identificada com testes laboratoriais. São diversos os factores implicados nestas queixas abdominais sendo os mais importantes os seguintes:

  • Stress psicológico;
  • Hipersensibilidade visceral;
  • Distúrbios da motilidade gastrointestinal.

Quais as características das crianças com dor abdominal funcional?

Crianças com sintomas funcionais têm geralmente as seguintes características pessoais:

  • Tímidas,
  • Ansiosas,
  • Perfeccionistas,
  • Interiorizam muito os seus problemas.

Estas crianças têm episódios curtos de dor abdominal periumbilical (na zona do umbigo) que não se relacionam temporalmente com a ingestão de alimentos, defecação ou exercício. Por vezes têm algumas características e sintomas associados a saber:

  • Cefaleias,
  • Fadiga,
  • Dores no corpo,
  • Mantêm o apetite e um bom desenvolvimento de peso e estatura;
  • O seu exame físico e os exames complementares não revelam alterações;
  • Muitas vezes há história familiar de enxaqueca ou de dor abdominal recorrente.

A aceitação por parte dos pais e pela criança da possibilidade de existir uma causa biopsicológica para a doença é um factor importante para a resolução dos sintomas.

Quais as causas mais comuns de dor do lado direito do abdómen?

As dores de barriga no lado direito podem ser dividas em dores no quadrante superior direito e quadrante inferior direito.

Quadrante superior direito do abdómen

As principais causas de dor neste quadrante são:

  • Causadas pelo fígado e pela vesícula, com destaque para a cólica biliar, provocada por pedra na vesícula ou colecistite.
  • Inflamações do fígado, como nos casos de hepatite viral, também podem causar dor nesta região.
  • Lesões na porção inferior do pulmão direito podem ser uma causa de dor abdominal à direita sem origem no abdômen.

Quadrante inferior direito do abdómen

Neste quadrante as causas intestinais são as mais prevalentes, com destaque para:

  • Apendicite;
  • Nas mulheres, problemas no ovário, como a presença de um quisto, também são muito comuns;
  • Uma gravidez ectópica na trompa direita;
  • Problemas no testículo;
  • Cálculo renal que tenha migrado para a região inferior do ureter podem manifestar-se com dor no quadrante inferior do abdômen (esquerdo ou direito);
  • Dor de origem muscular deve ser pensada, caso o paciente tenha feito esforço excessivo recentemente.

Quais as causas comuns de dor no centro da barriga?

A dor no centro da barriga, também chamada  dor na boca do estômago, é geralmente provocada por problemas estomacais. A gastrite ou a úlcera péptica são as causas mais comuns. Problemas do pâncreas, como a pancreatite, costumam causar intensa dor abdominal em toda a parte superior, podendo irradiar para as costas.  Tanto os problemas do estômago como os do pâncreas podem causar uma dor descrita como dor no fundo da barriga.

Dor de origem muscular também pode afectar esta região.

O infarte agudo do miocárdio, em alguns casos, pode irradiar para a região central do abdômen, podendo ser confundido inicialmente com algum problema de estômago.

Quais as causas mais comuns de dor no baixo ventre?

Dores abdominais que se localizam no chamado de baixo ventre ou região hipogástrica, são geralmente provocadas por:

  • Bexiga ou útero, este último, obviamente, só no caso das mulheres.
  • Infecção urinária (cistite) e cólica menstrual são as causas mais comuns.
  • Quadros diarreicos, como gastroenterite viral ou intoxicação alimentar também podem causar dor nesta região, mas geralmente são mais dispersos por todo o abdómen.
  • Gravidez não costuma causar dor, apenas uma sensação de peso. Porém, em caso de aborto, podem haver cólicas intensas.

Quais as causas mais comuns de dor no lado esquerdo do abdómen?

Assim como do lado direito, as dores de barriga no lado esquerdo podem ser dividas em dores no quadrante superior  e quadrante inferior.

Quadrante superior esquerdo

As dores mais comuns neste quadrante têm as seguintes origens:

  • Musculares;
  • Estômago;
  • Raramente, o baço, órgão localizado abaixo das costelas do lado esquerdo do abómen;
  • Dor epigástrica;
  • Infarte também pode causar dor no quadrante superior esquerdo da barriga.
  • Problemas na base do pulmão esquerdo também podem ser a causa.

Região central e inferior do abdómen esquerdo

Os problemas intestinais costumam ser as principais causas:

  • Gastroenterites,
  • diverticulite.

Nas mulheres com dor no quadrante inferior esquerdo, problemas nos ovários e uma possível gravidez ectópica devem sempre ser lembrados.

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Apendicite, quais os perigos?

DOR NO ABDÓMEN melhorsaude.org melhor blog de saude

A dor no lado direito do abdómen pode estar associada ao apêndice. É fundamental que a pessoa não deixe a dor chegar a casos extremos para não arriscar uma rutura no apêndice e consequentes infeções que podem ser muito graves, nomeadamente septicémia.

O que é a apendicite ?

A apendicite é uma doença comum, que afecta cerca de 7% da população, o que a torna uma das principais emergências médicas em todo o mundo. A apendicite geralmente surge entre os 10 e 30 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, apesar de ser rara nas crianças com menos de 2 anos.

Localização do apêndice no quadrante inferior direito do abdómen
Localização do apêndice e orgãos próximos

O apêndice é um órgão com tamanho e localização variáveis, e a sua proximidade com outros órgãos da pelve e do abdómen podem fazer com que os sintomas de apendicite sejam parecidos com os de outras doenças, tais como, diverticulite, torção do ovário, gravidez ectópica, cálculos renais e outros problemas do abdómen ou da pelvis.

Apendice
Localização do #apêndice

Apendicite quais os sintomas?

O sintomas mais comuns da apendicite são os seguintes:

  • Dor abdominal típica:
    • A dor típica começa de forma difusa junto ao umbigo e no espaço de 24 horas migra para o quadrante inferior direito do abdómen
    • Tipicamente existe dor à palpação do abdómen que se torna muito mais intensa quando se retira de repente a mão que executa a palpação ( sinal de Blumberg )
  • Dor abdominal atípica:
    • Em cerca de 15% das pessoas o apêndice localiza-se mais posteriormente, fazendo com que o local da dor da apendicite seja diferente. Neste caso o paciente pode queixar-se de dor lombar  à direita, dor no quadrante superior direito ou dor em todo o flanco direito.
    • Há também aqueles pacientes com apêndices mais baixos, cuja ponta se estende até a região da pelve. Nestes casos, a dor pode ser na virilha à direita, no ânus ou na região púbica. Evacuar ou urinar podem provocar exacerbações da dor.
  • Dor do lado esquerdo:
    • Apesar de raro, não é impossível que o paciente com apendicite tenha dor do lado esquerdo do abdómen, caso o apêndice seja mais comprido que o habitual e se estenda até o lado esquerdo da cavidade abdominal. Porém, apendicite não deve ser a primeira hipótese diagnóstica nos pacientes com dor abdominal no lado esquerdo, exceto nos raros casos de situs inversus(condição rara na qual os pacientes apresentam órgãos do tórax e abdômen em posição oposta àquela esperada).
  • Endurecimento da parede do abdómen
  • Enjoos ( em 90% dos casos )
  • Vômitos ( em 90% dos casos )
  • Perda do apetite ( em 90% dos casos )
  • Febre
    • A febre é geralmente baixa. Só existe febre alta quando há perfuração do apêndice e extravasamento de material fecal dos intestinos para dentro da cavidade abdominal, o que gera uma intensa reação inflamatória e grave infecção.
  • Diarreia
  • Prisão de ventre
  • Distensão abdominal
  • Leucocitose (aumento do número de leucócitos ou glóbulos brancos no hemograma). Mais de 80% dos pacientes com apendicite aguda apresentam leucocitose no exame de hemograma. Quanto mais intensa é a leucocitose, em geral, mais extenso é o processo inflamatório.

Nem todos os sinais e sintomas listados acima estão necessariamente presentes nos pacientes com apendicite aguda. Alguns, tais como diarreia, prisão de ventre ou distensão abdominal, ocorrem em menos da metade dos casos.

Tipicamente os três sintomas associados mais comuns num quadro de apendicite são a dor abdominal, os vômitos e perda do apetite.

Bebés, crianças e adolescentes: Quais os sinais e sintomas de apendicite?

O quadro clínico da apendicite em adolescentes é basicamente o mesmo dos adultos. Já nas crianças com menos de 12 anos, os sintomas podem ser um pouco diferentes.

Apendicite em crianças entre 5 e 12 anos: Quais os sintomas?

Assim como nos adultos, a dor abdominal e os vómitos são os sintomas mais comuns nas crianças em idade escolar, embora a característica migração da dor da região periumbilical para o quadrante inferior direito possa não ocorrer.

A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Dor no quadrante inferior direito do abdômen – 82%
  • Náuseas – 79%
  • Perda do apetite – 75%
  • Vômitos – 66%
  • Febre – 47%
  • Diarreia- 16%

Apendicite em crianças entre 1 e 5 anos: Quais os sintomas?

A apendicite é incomum em crianças com menos de 5 anos. Febre, vómitos, dor abdominal difusa e rigidez abdominal são os sintomas predominantes, embora irritabilidade, respiração ruidosa, dificuldade para andar e queixas de dor na região direita do quadril também possam estar presentes.

A típica migração da dor para o quadrante inferior direito do abdômen ocorre em menos do que 50% dos casos. Diarreia e febre, todavia, são bem mais comums que nos adultos. As crianças pequenas costumam apresentar febre baixa (ao redor de 37,8ºC) e ruborização das bochechas.

A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Dor abdominal – 94%
  • Febre – 90%
  • Vômitos – 83%
  • Dor à descompressão – 81%
  • Perda do apetite – 74%
  • Rigidez abdominal – 72%
  • Diarreia- 46%
  • A distensão abdominal – 35%

Crianças com menos de 1 ano: Quais os sintomas de apendicite?

Se a apendicite em crianças com menos de 5 anos é incomum, a apendicite em recém-nascidos e no primeiro ano de vida é ainda mais rara. A baixa frequência de apendicite nesta faixa etária deve-se provavelmente ao formato mais afunilado e menos propenso à obstrução do apêndice, em oposição ao formato mais tubular do órgão nos adultos e crianças mais velhas.

Apesar de rara, infelizmente, a mortalidade neonatal de apendicite é de quase 30%, pois o diagnóstico precoce é muito difícil, já que o quadro clínico costuma ser muito atípico. A distensão abdominal é mais comum que a própria dor abdominal, provavelmente porque os bebés não conseguem comunicar adequadamente.

A frequência dos sinais e sintomas da apendicite nesta faixa etária é a seguinte:

  • Distensão abdominal – 75%
  • Vômitos – 42%
  • Perda do apetite – 40%
  • Dor abdominal – 38%
  • Febre – 33%
  • Inflamação da parede abdominal – 24%
  • Irritabilidade ou letargia – 24%
  • Dificuldade respiratória – 15%
  • Massa abdominal – 12%
  • Sangramento nas fezes – 10%

Qual o tratamento para a apendicite?

O tratamento é, naturalmente, cirurgico com retirada do apendice inflamado.

Localização do apêndice no quadrate inferior direito do abdómen

 

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Concluindo

O nosso corpo é uma “máquina extraordinária” com mecanismos que nos alertam quando algo que está errado e pode vir a ser potencialmente perigoso e ás vezes fatal! As dores são o melhor e mais forte exemplo desse mecanismo de defesa. Conheça melhor o seu corpo, preste atenção aos seus sinais porque quase sempre significam um pedido de ajuda para evitar a queda num “precipício” com consequências graves para a sua saúde!

Fique bem!

Franklim Fernandes

 

Fontes:  

  • Dr. Houman Danesh, do Hospital Mt. Sinai, em Nova Iorque;
  • Dr. Pedro Pinheiro, especialista em Medicina Interna e Nefrologista. Títulos reconhecidos pela Universidade do Porto e pelo Colégio Português de Nefrologia.

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ZIKA VÍRUS DENGUE E CHIKUNGUNYA 2016: QUAL O PERIGO?




Zika vírus, dengue, chikungunya guia 2016: Tudo o que não sabe! São doenças actuais propagadas por mosquitos  e que têm um enorme potencial epidémico se não forem tomadas medidas atempadas. Quais as causas? Quais os perigos? Como pode proteger-se?

Artigo actualizado em Abril de 2016

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o Zika vírus?
  • O Zika pode surgir em Portugal?
  • Quais as causas do Zika?
  • Como se dá o ciclo de transmissão?
  • Qual o mosquito responsável pela propagação?
  • Quais as condições ideais para a propagação do mosquito?
  • Quais as características do mosquito?
  • Quanto tempo duram os sintomas?
  • Quais os paises afectados?
  • Quais os sintomas?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • Qual o prognóstico?
  • Quais os tratamentos disponiveis?
  • Que medicamentos não se devem utilizar?
  • A sindrome exantemática pode ser provocada por mais de um agente?
  • Quais as complicações mais graves do Zika vírus?
  • Qual a relação entre microcefalia e o Zika vírus?
  • O que é a microcefalia?
  • Onde começou o alerta de microcefalia causado por Zika vírus?
  • A relação com a microcefalia já foi confirmada?
  • Como prevenir a microcefalia?
  • Como evitar e controlar o Zika vírus?
  • Qual é mais perigoso o Zika ou a Dengue?
  • Quais as técnicas inovadoras para controlar os mosquitos?
  • Quais as diferenças de sinais e sintomas entre a Zika, a dengue e a chikungunya?
  • O que é a dengue?
  • Qual a diferença entre dengue clássica e dengue hemorrágica?
  • Qual a incidência geográfica da dengue?
  • O que é a febre chikungunya?
  • Quais os últimos mapas actualizados sobre a evolução do Zika?
  • Quais as últimas notícias relevantes?

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Febre Zika o que é?

É uma infecção causada pelo ZIKA vírus (ZIKV), transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. O Zika vírus (ZIKV) é um vírus da família Flaviviridae. Ele é responsável por uma doença chamada febre Zika, que apresenta sinais e sintomas similares aos da dengue, porém mais brandos. E as semelhanças não acabam por aqui, a febre Zika também é uma infecção típica de países de clima tropical, transmitida através de mosquitos, como o Aedes aegypti. Em Portugal, actualmente, este mosquito existe na ilha da Madeira mas não está infectado.

Aedes aegypti na Madeira melhorsaude.org

O Zika vírus foi registado pela primeira vez em 1947, quando foi encontrado em macacos da Floresta Zika, no Uganda. Entretanto, apenas em 1954 os primeiros seres humanos foram infectados, na Nigéria. O vírus Zika atingiu a Oceania em 2007 e a França no ano de 2013. O Brasil notificou os primeiros casos de Zika vírus em 2015, no Rio Grande do Norte e na Bahia.

Zika quais as causas?

O vírus ZIKA não é transmitido de pessoa para pessoa. O contágio dá-se pelo mosquito que, após picar alguém contaminado, pode transportar o ZIKA durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele.

Zika vírus como é o ciclo de transmissão?

O ciclo de transmissão segue na seguinte sequência:

  1. A fêmea do mosquito deposita os ovos em recipientes com água.
  2. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água durante, aproximadamente, de uma semana.
  3. Após esse período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.
  4. O mosquito Aedes aegypti reproduz-se a uma velocidade muito elevada e o mosquito adulto vive em média 45 dias.
  5. Uma vez picada uma pessoa demora no geral de 3 a 12 dias para o Zika vírus causar sintomas.

ciclo de vida do mosquito melhorsaude.org

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Quais as condições ideais para a reprodução do mosquito?

A transmissão do ZIKAV dificilmente ocorre a temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia ronda os 30° a 32° C – por isso desenvolve-se essencialmente em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião desenvolve-se. É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da Zika Vírus podem suportar até um ano de seca e serem transportados durante longas distâncias, agarrados ás extremidades dos recipientes até encontrar um ambiente húmido para se desenvolverem. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito.

Aedes aegypti no Mundo melhorsaude.org

Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o insecto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a alimentar-se de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.

Aedes aegypti, quais as caraterísticas do mosquito?

O mosquito Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor de café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte. No entanto, mesmo nas horas quentes ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois não dói e nem causa comichão no momento da picada. Por ser um mosquito que voa baixo – até dois metros – é comum ele picar nos joelhos, nos gémeos e nos pés.

 Mosquito Aedes aegypti melhorsaude.org melhor blog de suade

Mosquito aedes aegypti melhorsaude.org melhor blog de saude
Aedes aegypti é um importante vector de diversas doenças medicamente significativas incluindo a febre amarela e a dengue.

Quanto tempo duram os sintomas?

A infecção causada pelo ZIKV apresenta uma evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.

Quais os paises afectados pela doença?

O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos no Uganda, na floresta Zika em 1947, daí a origem do seu nome. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em diversos países, a saber:

  • África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão),
  • Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietname e Indonésia)
  • Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa).

Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente no início de 2014.

O Zika Vírus é considerado endémico no Leste e Oeste do continente Africano. Evidências sorológicas em humanos sugerem que a partir do ano de 1966 o vírus se tenha disseminado para o continente asiático. Atualmente há registo de circulação esporádica em:

  • África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso),
  • Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietname, Camboja, Índia, Indonésia),
  • Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook).

Casos importados de Zika virus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália e ainda na Ilha de Páscoa.

Zika vírus como é transmitido?

O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

Zika vírus quais os sintomas?

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes são caracterizadas por:

  • Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de comichão. Podem afectar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés (Ex: exantema maculopapular pruriginoso);
  • Febre intermitente (entre 37,8°C e 38,5°C);
  • Hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido,
  • Dor nas articulações (artralgia), principalmente das mãos e dos pés, ás vezes acompanhada de edema (inchaço);
  • Dor nos musculos (mialgia),
  • Dor de cabeça e atrás dos olhos.

Os sintomas menos frequentementes são:

  • Edema,
  • Dor abdominal,
  • Diarreia,
  • Constipação,
  • Dor de garganta,
  • Tosse,
  • Vómitos,
  • Fotofobia,
  • Conjuntivite,
  • Pequenas ulceras na boca,
  • Presença de sangue no esperma ejaculado (haematospermia ou hemospermia).

Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, as dores nas articulações (artralgia) pode persistir durante aproximadamente um mês.

Recentemente, foi observada uma possível correlação entre a infecção ZIKV e a ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém não confirmada a correlação.

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Como se faz o diagnóstico?

Se tiver algum sintoma suspeito procure de imediato apoio médico. A partir de uma amostra de sangue, os especialistas procuram detectar a presença de anticorpos específicos para combater o Zika vírus no sangue. Isso indicará que o vírus entrou no organismo e que este está a tentar combatê-lo. A técnica RT-PCR, de biologia molecular, também pode ser usada para identificar o vírus em estágios precoces de contaminação.

Para diferenciar o vírus Zika da febre chikungunya e da dengue, outros exames podem ser feitos:

  • Testes de coagulação
  • Eletrólitos
  • Hematócrito
  • Enzimas do fígado
  • Contagem de plaquetas
  • Raio X do tórax para demonstrar efusões pleurais.

Qual o prognóstico?

Em resumo, vem sendo considerada uma doença benigna, na qual nenhuma morte foi relatada e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Não têm sido descritas formas crónicas da doença.

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Qual o tratamento contra o Zika vírus?

O tratamento para o Zika vírus é sintomático. Isto que dizer que não há tratamento específico para a doença, mas apenas para alívio dos sintomas. Para limitar a transmissão do vírus, os pacientes devem ser mantidos sob mosquiteiros durante o estado febril, evitando que algum Aedes aegypti o pique, ficando também infectado. O tratamento medicamentoso recomendado é baseado no uso de:

  • Parecetamol (acetaminofeno) ou dipirona para o controle da febre e da dor.
  • Anti-histamínicos, no caso de erupções pruriginosas (com comichão), podem ser considerados.

Que medicamentos não se devem utilizar?

Tal como na dengue e febre chikungunya, os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada devem ser evitados. Eles têm efeito anticoagulante e podem causar sangramentos. Outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como diclofenac, ibuprofeno e piroxicam, também devem ser evitados. O uso destas medicações pode aumentar o risco de hemorragias, descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.

A sindrome exantemática pode ser provocada por mais de um agente?

A SVS/MS informa que mesmo após a identificação do Zika Vírus no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente com um único agente etiológico.

Assim, independentemente da confirmação das amostras para ZIKV, é importante que os profissionais de saúde se mantenham atentos aos casos suspeitos de dengue nas unidades de saúde e adoptem as recomendações para gestão clínica conforme o preconizado no protocolo vigente, na medida em que esse agravamento apresenta elevado potencial de complicações e aconselha medidas clínicas específicas, incluindo-se a classificação de risco, hidratação e monitorização.

Quais as complicações mais graves do Zika vírus?

Ainda não se sabe muito sobre as complicações que o Zika vírus pode causar. No entanto, recentemente ele foi relacionado com casos de:

  • Microcefalia, que é uma condição neurológica rara identificada em geral na fase da gestação e que pode provocar o nascimento de bebés doentes;
  • Síndrome de Guillan-Barré, que é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca o sistema nervoso por engano, causando uma inflamação nos nervos e fraqueza muscular.

Qual a relação entre microcefalia e o Zika vírus?

O aumento repentino do número de casos de microcefalia, uma condição neurológica rara identificada em geral na fase da gestação, vem alertando as autoridades médicas brasileiras. Segundo o Ministério da Saúde, enquanto que entre 2010 e 2014 foram registados um total de 781 casos em todo país, durante o ano de 2015 já foram registados 2.401 casos da doença e 29 óbitos em 549 municípios do Brasil, segundo boletim epidemiológico divulgado no dia 15 de dezembro. A suspeita é que o número crescente de casos de microcefalia esteja relacionado à infecção de mulheres pelo Zika vírus, pertencente à mesma família do vírus da dengue que também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

O que é a microcefalia?

A microcefalia é diagnosticada quando a cabeça da pessoa é significativamente menor do que a de outros da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no começo da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.

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As crianças que apresentam microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há tratamentos para a condição, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

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O perímetro cefálico normal de um bebé é igual ou superior a 33 cm

São diversas as causas da microcefalia, desde:

  • Infecções virais,
  • Uso de certos medicamentos,
  • Condições genéticas.

Onde começou o alerta de microcefalia causado por Zika vírus?

A maior parte dos casos estão concentrados em Pernambuco, com 804 bebés nascidos este ano com a condição, sendo o primeiro estado a identificar o aumento anormal da incidência de microcefalia no Brasil. “Em uma semana nós tínhamos cinco ou seis pacientes internados com microcefalia, quando o normal é um por mês”, conta Lucas Alves, neuropediatra do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, que atendeu diversos casos de microcefalia relacionados ao surto.

Segundo o especialista boa parte dessas mães apresentaram um quadro de febre associado a manchas avermelhadas pelo corpo no início da gravidez, ambos sintomas da infecção pelo Zika vírus. As características físicas de bebés com microcelafia também costumam ser parecidas de acordo com a causa da condição. “A fisionomia desses bebés é semelhante o que reforçou a nossa suspeita”, explica Lucas Alves. “Além disso, eles fizeram tomografia computadorizada e outros exames e muitos têm resultados iguais”, explica o médico.

Depois de Pernambuco, o segundo estado com maior número de casos é a Paraíba com 316 notificações, seguido da Bahia com 180, Rio Grande do Norte 106, Sergipe 96, Alagoas 81, Ceará 40, Maranhão 37, Piauí 36, Tocantins 29, Rio de Janeiro 23, Mato Grosso do Sul com nove casos, três em Goiás e um no Distrito Federal.

Entre o total de casos, foram notificados 19 óbitos, sendo sete no estado do Rio Grande do Norte, quatro em Sergipe, dois no Rio de Janeiro, dois na Bahia, um no Maranhão, Ceará, Paraíba e Piauí. Todos estes bebés tinham microcefalia e suspeita de infecção pelo vírus Zika. Os casos ainda estão em investigação para confirmar a causa dos óbitos. Um deles, um bebé nascido no Ceará com diagnóstico de microcefalia e outras malformações congénitas por meio de ultrassonografia, teve resultado positivo para o zika vírus. Outros cinco no Rio Grande do Norte e um no Piauí estão em investigação para definir causa da morte.

A relação já foi confirmada?

Segundo nota divulgada no dia 27 de Novembro de 2015, “o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Uma análise inicial dos dados já recolhidos, parece indicar que o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez”.

Já se sabia desde meados de Novembro de 2015, quando foram encontrados indícios do vírus no líquido amniótico (que envolve os bebés durante todo o seu desenvolvimento), que as doenças poderiam estar relacionadas. Contudo, agora com a confirmação em amostras de sangue e tecido, o Ministério confirmou esta relação. Por se tratar de algo novo, não descrito anteriormente na literatura médica, ainda não se sabe exatamente como funciona a relação entre os problemas.

O Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz/RJ participa nas investigações e concluiu, no dia 17 de Novembro de 2015, os diagnósticos que constataram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, cujos fetos foram confirmados com microcefalia através de exames de ultrassonografia. O material genético (RNA) do vírus foi detectado em amostras de líquido amniótico, com o uso da técnica de RT-PCR em tempo real.

Como prevenir a microcefalia?

Segundo o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital São Luiz a melhor forma de se prevenir não só a microcefalia, mas diversas outras condições de saúde, é com a realização do exame pré-natal. Além disso, ao primeiro sinal de febre ou manchas no corpo a grávida deve procurar atendimento médico o mais rápido o possível.

As principais recomendações médicas para prevenir a microcefalia são:

  • Não ingerir álcool durante a gravidez: “O consumo de álcool predispõe o bebé a diversas doenças, como Síndrome do Alcoolismo Fetal”, diz o neuropediatra Breinis.
  • Não utilizar medicamentos sem a orientação médica: “Já se sabe há muito tempo que alguns medicamentos podem interferir na formação fetal, inclusive causando uma má formação do cérebro como a microcefalia. É importante que a gestante não tome nenhum tipo de medicamento sem orientação médica”, orienta o infectologista Granato.
  • Evitar o contacto com pessoas com febre, exantemas ou infecções: “Teoricamente qualquer infecção pode dar alguma alteração no desenvolvimento do feto, desde uma rubéola e citomegalovírus, até a dengue, febre zika e febre chikungunya. Por isso é importante evitar a exposição geral a doenças”, orienta Granato.
  • Proteger-se da picada dos mosquitos: como há a possibilidade da microcefalia ser causada pelo vírus zika, que por sua vez é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti – além das complicações já sabidas nos casos de dengue, por exemplo – uma das recomendações é evitar a exposição ao mosquito. O que pode ser feito eliminando os locais de criação, ou seja, retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento, além do uso de repelentes indicados para grávidas.
  • Aconselhamento genético: “Existem formas de microcefalia que são genéticas e não são causadas por um vírus, intoxicação ou outro agente externo. Inclusive, são várias as causas da microcefalia genética, sendo por isso importante fazer o aconselhamento genético para verificar o que estas condições podem causar”, diz o neuropediatra Breinis.

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Como evitar e controlar o Zika vírus?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou medicamentos antivirais.

Cobrir todos os reservatórios de água estagnada

Deve-se reduzir a densidade vetorial (mosquitos), por meio da eliminação da possibilidade de contacto entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.

Coloque tela nas janelas

Embora não seja tão eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger a família contra o mosquito Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem sucedida. Por isso, não devemos esquecer que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Lagos caseiros e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de pequenos lagos caseiros e aquários se tornarem foco do Zika vírus deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, os peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Não despejar lixo a céu aberto

Não despeje lixo em valas, valetas, margens de regatos e riachos, evitando que eles fiquem obstruídos e criem locais de água estagnada e até mesmo enchentes. Em casa, deixe os baldes do lixo sempre bem tampados.

Usar roupa protectora e repelentes

O uso de repelentes, principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método preventivo para se proteger contra o Zika vírus. Recomenda-se, porém, o uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem um grau de repelência suficiente forte para manter o mosquito longe por muito tempo. Além disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo necessárias diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas não costumam fazer.

Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.

Suplementação vitamínica do complexo B

Tomar suplementos de vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala, confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente. Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da época alta de infecção do mosquito e, mesmo assim, nem isso garante 100% de proteção contra o Zika vírus. A estratégia deve ser global e complementar o combate de focos da larva do mosquito, com o uso do repelente e colocação de telas em portas e janelas.

Prevenção na comunidade

A comunidade deve-se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando-se estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Um programa de controle da dengue em pleno funcionamento irá reduzir a probabilidade de um ser humano infectado com o vírus servir como fonte de alimentação sanguínea, e de infecção para Ae. aegypti e Ae. albopictus, levando à transmissão secundária e a um possível estabelecimento do vírus nas Américas.

Os programas de controle da dengue para o Aedes aegypti, tradicionalmente, têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em gestão ambiental e redução de locais de criação (criadouros).

Procedimentos de controle de vetores

As orientações da OMS para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerido por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.

Qual é mais perigoso o Zika ou a Dengue?

Apesar de a doença ter chegado ao Brasil, ela não é uma preocupação tão grande como a dengue, porque os seus sintomas são moderados e duram pouco tempo, sendo principalmente:

  • Febre baixa,
  • Comichão na pele,
  • Manchas avermelhadas.

Por causa desta ideia instalada muitas vezes o Zika passa despercebido e os infectados nem sequer sabem que tiveram a doença. Este é um problema particularmente importante para as grávidas por causa dos casos associados de microcefalia. É necessário, de igual modo, dar mais atenção ás contaminações combinadas de dengue, febre chikungunya e febre Zika, uma vez que os efeitos dessas infecções em conjunto ainda não são ainda bem conhecidos.

Quais as técnicas inovadoras para controlar os mosquitos?

Neste particular deixo dois exemplos de inovações tecnológicas e da área da genética, usadas para controlares os vetores (mosquitos) de propagação do Zika, Dengue e Chikungunya.

Mosquito trangénico melhorsaude.org melhor blog de saude

Armadilha para mosquitos melhorsaude.org melhor blog de saude

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente para a esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, devem alertar-se de imediato as autoridades de saúde locais.

Quais as diferenças entre a febre Zika, a Dengue e a febre Chikungunya?

Elaborei uma tabela para que possa distinguir melhor os diferentes sinais e sintomas entre a febre Zika, a Dengue e a febre Chikingunya.

Clique na tabela para expandir a imagem:

Zica Dengue Chikungunya melhorsaude.org melhor blog de saude

Tabela das diferenças entre Zika. Dengue e Chikungunya IMPRIMA AQUI em pdf

O que é a Dengue?

A dengue é a doença de origem viral transmitida por mosquitos mais comum em todo o mundo. Só no Brasil, quase 1.5 milhão de casos foram registados no ano de 2013.

A dengue não possui uma taxa de mortalidade muito elevada, com aproximadamente 40 óbitos para cada 100.000 casos registados (0,04%). A mortalidade ocorre quase que exclusivamente nos casos de dengue grave, também chamada dengue hemorrágica, que é a forma de dengue com mais complicações, tais como:

  • Choque circulatório,
  • Hemorragia digestiva,
  • Comprometimento de órgãos vitais, como fígado, coração e sistema nervoso central.

Ao contrário da dengue simples, que tem baixa taxa de mortalidade, na dengue hemorrágica, o número de óbitos é superior a 10% dos casos.

Qual a diferença entre dengue clássica e dengue hemorrágica?

A dengue, em particular a dengue hemorrágica, tem sintomas mais severos que a febre Zika para a pessoa picada e infectada. Clique na imagem seguinte para ler as diferenças mais marcadas entre os dois tipos de dengue:

Dengue clássica vs Dengue hemorrágica melhorsaude.org

Quais os locais de maior incidência da dengue?

O mapa seguinte descreve as zonas do planeta mais expostas à dengue. Clique no mapa para expandir a imagem:

Dengue mapa melhorsaude.org melhor blog de saude

O que é a febre Chikungunya?

A  infografia abaixo descreve de forma sucinta mas clara o mais importante sobre a febre Chikungunya, nomeadamente onde surgiu, quais os mosquitos que propagam a doença, qual o período de transmissão e quais os principais sintomas. Clique na imagem  para ler melhor:

Febre chikungunya melhorsaude.org melhor blog de saude

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ÚLTIMAS ACTUALIZAÇÕES

Mapas de paises com incidência de Zika vírus

Apresento de seguida informação do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (CEPCD), que disponibilizou os últimos mapas sobre a evolução do Zika vírus.

Países ou territórios que confirmaram casos de Zika vírus nos últimos 2 meses:

Zika_mapa_dos_últimos_2_meses_8.04.2016
Mapa em 8/04/2016
Zika_mapa_de_novos_casos_nos_ultimos_2_meses
Mapa em 29/01/2016

Países ou territórios que confirmaram casos de Zika vírus nos últimos 9 meses:

Mapa em 8 de Abril de 2016
Mapa em 8/04/2016
Zika_mapa_de_paises_afectados_nos_últimos_9_meses_em_28.01.2016
Mapa em 29/01/2016

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Zika vírus últimas notícias importantes

Cientistas criam método mais eficaz de destruir ovos do Aedes aegypti
Ovillanta armadilha para mosquito melhorsaude.org
Ovillanta – armadilha barata e eficaz para mosquitos

Estratégia dos pesquisadores mexicanos e canadenses mata sete vezes mais ovos do mosquito

Fonte: Agência Brasil em 8/04/2016

Cientistas anunciaram o desenvolvimento de um método eficaz e barato para destruir os ovos do mosquito que transmite a dengue e o Zika vírus, recorrendo a um odor dos próprios insectos para atrair as fêmeas.

Os pesquisadores, do Canadá e do México, testaram o método numa zona urbana e remota da Guatemala e concluíram ter destruído sete vezes mais ovos do que com as armadilhas comuns nas mesmas zonas. Durante o estudo, que durou dez meses, a equipa recolheu e destruiu mais de 18.100 ovos de Aedes aegypti por mês, usando 84 dessas novas armadulhas (chamadas ovillantas), em sete bairros da localidade de Sayaxche, que tem 15.000 habitantes, quase sete vezes mais do que os 2.700 ovos recolhidos mensalmente com 84 armadilhas comuns na mesma zona.

Ovillanta o que é?

A ovillanta é criada a partir de duas partes de 50 centímetros de um antigo pneu, colocadas de forma a simular uma boca, dentro da qual é colocado um fluido leitoso e não tóxico, desenvolvido pela Universidade Laurentia, no Canadá, que atrai os mosquitos. No líquido está uma tira de papel ou madeira onde a fêmea do mosquito põe os ovos. Esta tira é removida duas vezes por semana, para monitorização, e os ovos são destruídos pelo fogo ou com etanol. A concentração de feromonas aumenta com o tempo, tornando a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos, escrevem os investigadores.

Os cientistas observaram que não foram registados novos casos de dengue na zona abrangida pelo estudo, uma comunidade que normalmente teria duas ou três dezenas de casos naquele período, um dado que consideraram interessante, mas episódico.

Ovillanta é barata e sustentável

O autor do estudo, Gerardo Ulibarri da Universidade Laurentian, disse que destruir ovos de insecto com a ovillanta custa um terço do que custa fazê-lo em depósitos de água natural e apenas 20% do que custa o uso de pesticidas, que, além de matarem os insectos, prejudicam os morcegos, as libélulas e outros predadores naturais dos mosquitos.

Os cientistas explicaram ter decidido usar pneus porque estes representam 29% dos locais escolhidos pelos mosquitos Aedes aegypti para reprodução e também porque os pneus usados são um instrumento universal e barato em ambientes de poucos recursos.

Os mosquitos Aedes aegypti – que transmitem o Zika vírus, a dengue, a febre chikungunya e a febre-amarela – são extremamente difíceis de controlar com outras estratégias, segundo a Organização Mundial de Saúde.

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Concluindo

É verdadeiramente extraordinário como seres microscópicos como vírus e bactérias podem desenvolver o poder de exterminar a humanidade numa época coincidente com o mais espantoso desenvolvimento tecnológico de que há memória! Gostava que este pensamento fosse apenas fruto de um exagerado receio mas a classe científica ligada à saúde não tem dúvidas sobre a existência actual e real desse risco de “apocalípse” potenciado pela globalização do planeta.

No caso em análise do vírus Zika os maiores problemas são a Síndrome de Guillain-Barré nos adultos e nas crianças a relação, que parece evidente, com o aparecimento de microcefalia nos bebés de mães infectadas pelo vírus. Está ainda por clarificar totalmente o que pode acontecer de grave se existirem infecções mistas de zika, dengue e chikungunya na mesma pessoa visto que podem ter o mesmo vector de contaminação ou seja o mosquito Aeges aegypti, sendo que, tudo indica, nestes casos possa haver um risco muito acrescido de morte! Está também por confirmar se estas infecções não poderão despoletar algumas doenças autoimunes em humanos além da do já referido Síndrome de Guillain-Barré.

Outra evidência é o perigo que correm os doentes com doenças crónicas e com sistema imunitário comprometido. É fácil de perceber que nestes doentes “muita coisa pode correr mal” se não forem protegidos destas infecções, podendo mesmo aumentar muito o risco de doença grave ou mesmo morte!

Os mosquitos nunca foram boa companhia para os humanos pelo que tem de fazer tudo o que está ao seu alcance para se proteger a si e à sua família e evitar não apenas alguma comichão mas também doenças potencialmente graves!

 Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

  • Organização Mundial de Saúde (OMS);
  • Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (CEPCD);
  • Instituto Oswaldo Cruz;
  • Sociedade Brasileira de Infectologia;

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SINUSITE GUIA 2017: GRAVIDADE E TUDO O QUE NÃO SABE



Sinusite sintomas e tratamento guia 2017: A sinusite pode ser mais grave do que pensa! Quais os sinais? Quais as causas? Qual o tratamento mais eficaz? Como evitar? Com o apoio da informação disponibilizada pela Fundação Portuguesa do Pulmão, este artigo pretende ser um importante contributo para melhorar a qualidade de vida de imensas pessoas que sofrem de sinusite e também alertar todas as outras que ainda estão a tempo de a evitar!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é a sinusite?
  • O que são os seios perinasais?
  • Qual a função dos seios perinasais?
  • Quais os tipos de sinusite?
  • Quais as causas?
  • Qual a diferença entre sinusite aguda e crónica?
  • Quais os sinais e sintomas?
  • A dor é frequente?
  • Porque pode ser grave a sinusite?
  • Quando deve pedir apoio médico urgente?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • Qual o tratamento mais eficaz?
  • Quais os medicamentos mais usados?
  • Devemos usar descongestionantes ou corticoides para desobstruir o nariz?
  • Os anti-histamínicos são eficazes?
  • Quais os antibióticos mais usados quando existe infecção?
  • A cirurgia pode ser necessária?
  • A sinusite tem cura?
  • Como evitar a sinusite?

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Sinusite o que é?

A sinusite é uma inflamação dos seios perinasais geralmente associada a um processo infeccioso que pode ser originado por vírus, bactérias ou fungos. É, nos dias de hoje, uma das doenças mais frequentes da humanidade, mais geradora de consultas médicas, mais consumidora de antibióticos e pode interferir na qualidade de vida e no desempenho profissional e social.

Seios perinasais ou paranasais o que são?

Os seios perinasais ou paranasais são cavidades arejadas, forradas por uma membrana mucosa idêntica à das fossas nasais, que existem nos ossos da cara que rodeiam o nariz e que comunicam através de pequenos orifícios com as fossas nasais. Os diversos seios perinasais adquirem o nome dos ossos em que estão localizados. Assim existem os seguintes 4 tipos de seios nasais:

  • Frontais,
  • Etmoidais,
  • Maxilares,
  • Esfenoidais.

Seios perinasais melhorsaude.org

Seios nasais qual a função?

Os seios nasais desempenham várias funções, entre elas:

  • Humidificação e aquecimento do ar respirado pelo nariz.
  • Aumento da ressonância da voz.
  • Equilíbrio das pressões intracranianas quando há variações na pressão atmosférica (mergulhos, viagens de avião ou subidas a grandes altitudes).
  • Secreção de muco para proteção das vias aéreas superiores.
  • Absorção de impacto em casos de trauma (materiais ocos absorvem mais impacto do que materiais maciços).

Os seios perinasais são bilaterais e simétricos, ligam-se à cavidade nasal por pequenos orifícios por onde é drenado o muco produzido. Quadros de alergia ou gripe, por exemplo, causam edema da mucosa nasal e aumento das secreções, obstruindo facilmente a drenagem dos seios da face. A impossibilidade de escoar o muco produzido leva à congestão dos seios perinasais e, consequentemente, à sinusite.

O termo rinossinusite (rinite+sinusite) é tecnicamente mais correcto que apenas sinusite, pois realça a inflamação simultânea da mucosa nasal e dos seios perinasais.

Sinusite que tipos existem?

A sinusite pode afectar qualquer um dos 4 seios perinasais, podendo ser bilateral ou unilateral.

A sinusite por ser classificada em:

  • Aguda – quando os sintomas duram menos de 4 semanas;
  • Sub aguda – quando os sintomas duram entre 4 a 12 semanas;
  • Crónica – quando os sintomas duram mais que 12 semanas;
  • Recorrente – quando há 4 ou mais episódios de sinusite durante o ano.

A grande maioria das sinusites agudas são de origem viral ou alérgica, porém, a obstrução e acumulação, sem drenagem,  do muco nos seios favorece a proliferação de bactérias, podendo levar à sinusite bacteriana. Neste cenário o doente pode ter um quadro inicial de sinusite alérgica que, após contaminação com bactérias das vias respiratórias, se transforma num quadro de sinusite bacteriana que pode ser muito grave. As sinusites bacterianas que não são completamente curadas podem progredir para o quadro de sinusite crónica.

Quais as causas da sinusite?

Há várias causas por detrás de uma sinusite mas, todas elas têm como ponto comum uma deficiente drenagem das secreções nasais que, após se acumularem originam um foco infeccioso.

A alergia respiratória é uma causa importante e frequente porque a mucosa intumescida pela inflamação alérgica pode dificultar a drenagem dos seios perinasais e provocar a sua infecção. Nesta perspectiva, os principais agentes agressores são:

  • Pó doméstico,
  • Pólenes,
  • Pelos dos animais.

Porém, podemos ter sinusites provocadas diversas outras causas, tais como:

  • Infecções que afectam as vias aéreas, como a gripe e outras viroses respiratórias;
  • Más condições climáticas associadas ao frio e humidade, geradoras de uma resposta inflamatória da mucosa respiratória;
  • Traumatismos do nariz, com particular destaque para as mudanças bruscas de pressão associadas ao voo ou ao mergulho (causa cada vez mais frequente);
  • Poluição atmosférica, sobretudo a poluição automóvel e o tabagismo;
  • Má higiene nasal, por exemplo, naquelas pessoas que nunca se assoam ou têm o hábito de colocar os dedos dentro do nariz transportando, assim, para o seu interior os microrganismos neles existentes;
  • Má formação das cavidades nasais, com um particular destaque para os desvios do septo nasal.

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Sinusite aguda e crónica qual a diferença?

Há duas perspectivas. Na primeira, a temporal, diz-se que uma sinusite é aguda quando a sua duração se situa entre uma e quatro semanas; sub-aguda quando a sua duração se situa entre as quatro semanas e os três meses; crónica quando a sua duração vai para além dos três meses.

Porém, para além desta perspectiva simplista e temporal, há uma outra que tem a ver com a funcionalidade da mucosa nasal:

  • Após um episódio de sinusite aguda a funcionalidade da mucosa do nariz e dos seios perinasais é recuperada em pouco tempo, podemos considerar que na sinusite crónica essa funcionalidade pode estar definitivamente comprometida, originando que o doente apresente uma maior fragilidade e que os episódios recorrentes de sinusite aguda sejam mais frequentes.

Quais os sintomas uma sinusite?

A sinusite tem uma expressão por vezes algo enigmática ou seja há sinusites muito extensas que têm pouca expressão clínica e, no pólo oposto, há sinusites mínimas que afectam muito significativamente os doentes. Os principais sintomas são:

  • Obstrução nasal (nariz entupido),
  • Secreções nasais espessas e com pus (de cor amarela, verde ou castanha),
  • Dores de cabeça e/ou nos ossos da face, muitas vezes associadas a febre.

No entanto o leque de sintomas pode ser mais amplo, sendo habitual a existência de:

  • Diminuição ou perda do olfacto,
  • Mau hálito,
  • Tosse reflexa à escorrência das secreções nasais pela faringe,
  • Tosse nocturna,
  • Dor nos ouvidos e nos dentes do maxilar superior,
  • Dor à volta dos olhos.
  • Ouvido entupido,
  • Sensação de pressão quando baixa a cabeça,
  • Mal-estar,
  • Cansaço.

A maioria dos casos de sinusite viral ou alérgica melhora espontaneamente dentro de 10 dias. Sinusites bacterianas leves também podem ser autolimitadas, mas nos casos mais sintomáticos, com febre alta e coriza purulenta, a cura geralmente só vem com o tratamento antibiótico.

Estas queixas, mais acentuadas nas formas agudas, podem permanecer por longos períodos, naqueles doentes em que, por falta de uma abordagem adequada, a doença evoluiu para o estádio de cronicidade.

A dor é frequente?

É comum a presença de dor quando fazemos pressão com os dedos sobre os seios nasais, principalmente nos seios frontais e maxilares, que são os mais superficiais.

A dor é um sintoma tão frequente que é vulgarmente aceite que não há sinusite sem dor. Apesar de poder ter diversas tonalidades a dor da sinusite reflecte a localização dos seios perinasais atingidos. Assim a dor pode localizar-se nos seguintes locais:

  • Na fronte em caso de sinusite frontal;
  • Por trás e entre os olhos na sinusite etmoidal e
  • Nas maçãs do rosto e dentes superiores nos casos das sinusites maxilares.

Já no caso da sinusite esfenoidal a dor é muitas vezes mais difusa e referida à parte frontal ou posterior da cabeça.

Porque pode ser grave a sinusite?

Sendo uma doença incómoda, na grande maioria dos casos ela é uma doença curável, sendo raras as complicações graves. No entanto algumas podem ser muito graves, tais como:

  • Meningite –  infecção das meninges,
  • Infecção dos olhos,
  • Abcesso cerebral,
  • Otite,
  • Labirintite,
  • Osteíte – infecção dos ossos da cara,
  • Celulite – infecção dos tecidos moles da face,
  • Septicémia – infecção generalizada a todo o organismo.

Quando deve pedir apoio médico urgente?

Como os seios da face apresentam íntima relação com órgãos nobres, como olhos, ouvidos e cérebro, a sinusite bacteriana pode levar a complicações graves. Portanto, é importante procurar consulta médica sempre que, associados à sinusite, existirem os seguintes sintomas:

  • Febre acima de 39ºC.
  • Edema ou vermelhidão na face.
  • Edema e vermelhidão em volta dos olhos.
  • Visão dupla ou qualquer outra alteração visual.
  • Confusão mental.
  • Dor de cabeça muito intensa.
  • Rigidez de nuca.
  • Prostração intensa.

A sinusite bacteriana, apesar de apresentar uma taxa de mortalidade baixa, é uma infecção que não deve ser negligenciada, principalmente quando existem os sinais descritos acima.

Como se faz o diagnóstico?

Suspeita-se da existência de uma sinusite perante um doente que apresente uma situação clínica com as características acima apontadas. A confirmação é feita através de exames radiológicos – a tomografia computorizada – que define com precisão o estado de cada um dos seios perinasais (frontal, maxilares, etmoidal e esfenoidal) e pode evidenciar a existência de eventuais factores coadjuvantes, como pólipos ou desvios do septo nasal.

Qual o tratamento mais eficaz?

O tratamento desta doença requer uma abordagem especializada, na qual se definem com muita precisão três objectivos principais:

  • Reduzir a inflamação,
  • Promover uma adequada drenagem das secreções nasais,
  • Tratar a infecção.

Para conseguir estes objectivos é importante que o doente beba líquidos, no sentido de manter as secreções o mais fluídas possível. Recomenda-se, também:

  • Lavagem das fossas nasais com solutos salinos (soro fisiológico ou água do mar esterilizada) ou água termal,
  • Medicamentos fluidificantes do muco nasal,
  • Descongestionantes nasais, estes, por períodos não superiores a cinco dias já que são produtos tóxicos para a mucosa nasal.

A infecção trata-se com antibióticos por períodos que oscilam entre os sete e os catorze dias nas sinusites agudas, e que se podem estender até às quatro semanas nas sinusites crónicas. É fundamental que não se interrompa o antibiótico antes do tempo prescrito pelo médico, como forma de prevenir eventuais recidivas e tendo em vista impedir o aparecimento de resistência por parte dos microrganismos infectantes.

Quais os medicamentos  mais usados?

Na congestão nasal é essencial diminuir o inchaço e inflamação da mucosa nasal sendo os corticoides nasais, provavelmente, os mais eficazes e menos agressivos, tais como:

  • Budesonida 32µg ou 64µg (Pulmicort® nasal aqua);
  • Mometasona 50µg (Nasomet®);
  • Fluticasona 50µg (Flonase®).

Estes corticoides são de prescrição médica obrigatória e não podem ser comprados livremente nas Farmácias como acontece com diversos descongestionates nasais. Esta situação justifica-se pela probabilidade mais elevada de efeitos secundários sistémicos com os corticoides.

Devemos usar descongestionantes nasais ou corticoides?

Os corticoides nasais podem ser utilizados em tratamentos mais prolongados, porque em geral, são menos agressivos para a mucosa nasal (nomeadamente os cílios nasais), embora com mais efeitos secundários sistémicos que os descongestionantes nasais.

Por sua vez os descongestionantes são a melhor escolha em situações agudas até 3 dias de tratamento. A partir daí não devem ser usados, sem conselho médico, por causa da probabilidade acrescida de paralisarem os cílios nasais (pêlos do nariz) que ajudam a expulsar as mucosidades nasais para o exterior. Se estes “pêlos” estiverem paralisados aumenta a acumulação de secreções no interior do nariz e portanto a congestão nasal piora!

Alguns dos descongestionantes nasais mais utilizados são:

  • Fenilefrina (Neo-sinefrina®, Vibrocil®)
  • Xilometazolina (Vibrocil actilong®)
  • Oximetazolina (Nasorhinathiol®, Nasex®)

Os anti-histaminicos são eficazes?

A utilização de anti-histaminicos só é geralmente eficaz quando existe uma causa alérgica para a congestão nasal. Nestes casos sim a utilização de um anti-histaminico sistémico ou local pode ser útil.

Existem associações de descongestionantes com anti-histamínicos locais, por exemplo:

  • Fenilefrina + dimetindeno ( Vibrocil® gotas nasais)

Os anti-histamicos sistémicos mais usados são:

  • Desloratadina (Aerius®);
  • Bilastina(Lergonix®, Bilaxten®)
  • Ebastina (Kestine®);
  • Cetirizina (Zyrtec®);
  • Pseudoefedrina (Actifed®)
  • Levocetirizina;
  • Loratadina;

Quais os antibióticos mais usados quando existe infecção?

Os antibióticos apenas devem ser usados quando o médico tem a certeza que existe já um foco infeccioso ou que a probabilidade de isso acontecer é muito elevada. Nestes casos os antibióticos mais usados são:

  • Amoxicilina com ácido clavulánico;
  • Levofloxacina;
  • Moxifloxacina;
  • Claritromicina;
  • Azitromicina.

A cirurgia pode ser necessária?

O tratamento da sinusite é, em princípio, um tratamento médico, sem intervenção cirurgica. Porém, em algumas situações deve recorrer-se à cirurgia. É o caso das sinusites em que o tratamento médico, adequadamente realizado, não se revela satisfatório (ineficácia dos antibióticos) e naqueles casos em que há obstáculos mecânicos que o tratamento médico não consegue resolver, tais como:

  • Sinusites associadas a significativos desvios do septo nasal,
  • Pólipos,
  • Quistos volumosos.

A sinusite tem cura?

No caso das sinusites agudas a resposta é claramente afirmativa, obtendo-se a cura no espaço de uma duas semanas quando o tratamento é o adequado e o doente cumpridor. Na sinusite crónica a resposta não é tão clara. A passagem ao estado de cronicidade provoca alguma deterioração nos mecanismos de defesa da mucosa dos seios perinasais. Assim, é de prever que o doente passe a apresentar maior fragilidade e tenha tendência a sofrer de episódios de inflamação/infecção sinusal com maior frequência.

Como se previne a sinusite?

A prevenção da sinusite, tal como em qualquer outra doença, é o objectivo essencial. Na prevenção das sinusites entram um conjunto enorme de factores que se integram no que chamamos a “higiene nasal”, tais como:

  • Evitar todas as formas de poluição atmosférica,
  • Não contactar com substâncias que provocam resposta inflamatória alérgica do nariz,
  • Não colocar os dedos nem objectos estranhos no nariz,
  • Evitar ambientes em que a qualidade física do ar esteja fora dos padrões de qualidade (ar muito frio e húmido e ar muito seco),
  • Assoar-se com regularidade,
  • Controlar os episódios de rinite alérgica.

O controlo das doenças-base é uma etapa obrigatória na prevenção das sinusites. Por exemplo, o não controlo das alergias nasais (rinite alérgica) associa-se a um maior número de episódios de sinusite.

Apesar de não haver uma evidência científica que torne indiscutível o seu aconselhamento formal na sinusite, alguns doentes têm grandes resultados com os tratamentos termais, sobretudo nas sinusites crónicas, e com os medicamentos estimulantes da imunidade – os imunomoduladores.

Relativamente aos primeiros, temos um país riquíssimo em águas termais, estando referenciados trinta e sete estabelecimentos termais, a maioria no norte, com águas consideradas adequadas ao tratamento desta doença.

Os tratamentos com imunomoduladores, mais conhecidos por “vacinas” visam aumentar a imunidade dos doentes no que diz respeito aos agentes bacterianos, tornando-os assim mais resistentes às infecções. Não esquecer também, em determinados grupos de risco a vacinação antigripal anual.

Concluindo

Evitar as complicações da sinusite está ao alcance da imensa maioria dos doentes desde que devidamente informados sobre as regra básicas de higiene nasal que devem ter. Não são regras complicadas exigindo apenas alguma disciplina e vontade séria de evitar a doença que, muitas veze,s é encarada apenas como “incómoda”, por não estarem cientes da gravidade que pode apresentar quando evolui sem controlo! Relembro apenas que, em casos extremos de infecção dos seios nasais, pode provocar doenças tão graves como meningite e septicémia! Por favor não se descuide!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

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Pneumonia guia 2017: Quais os sintomas? Quais as causas? Quais os perigos? A pneumonia pode causar a morte! Este perigo real não deve nunca ser ignorado causando um atraso na assistência médica que pode ser fatal! Este artigo pretende ser um contributo importante para clarificar os riscos da pneumonia se não for atempadamente tratada pelo médico.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Pneumonia: O que é?
  • O que são os alvéolos?
  • Como se apanha uma pneumonia?
  • Apanhar frio pode provocar pneumonia?
  • O que são pneumonias por aspiração?
  • Pneumonias atípicas: O que são?
  • A pneumonia é contagiosa?
  • Quais os mecanismos de defesa?
  • Quais as causas de uma pneumonia?
  • Qual o risco de pneumonia causada pela gripe?
  • Quais os sintomas de pneumonia? E os mais graves?
  • Que factores de risco são mais importantes?
  • Como se faz o diagnóstico?
  • Pneumonia: Porque é perigosa?
  • Qual o tratamento mais eficaz?
  • Existe vacina contra a pneumonia?

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O que é uma pneumonia?

Pneumonia é o nome que damos à infecção de um ou ambos os pulmões. Para sermos mais precisos, a pneumonia é a infecção dos tecidos pulmonares e seus alvéolos.

Qual a anatomia dos pulmões?

Anatomia do pulmão melhorsaude.org melhor blog de saude

O que são os alvéolos?

O ar que respiramos entra pelo nariz e/ou boca e vai para a traqueia. A traqueia, ao chegar ao nível dos pulmões, bifurca-se, formando os brônquios principais, um para o lado esquerdo, outro para o direito; estes brônquios também se bifurcam, formando os bronquíolos, que por fim, acabam nos alvéolos. Cada vez que ocorre uma bifurcação, as estruturas vão se tornando progressivamente menores.

Os alvéolos, que ficam no ponto final da árvore respiratória, são bolsas microscópicas que estão em contato com a corrente sanguínea. Através deles são feitas as trocas dos gases respirados (oxigênio e gás carbônico). No alvéolo entrega o oxigênio respirado para as hemácias (glóbulos vermelhos) no sangue e recebe delas o gás carbônico produzido pelas células do corpo. Portanto, como todos sabemos, inspiramos oxigênio e expiramos gás carbônico.

Cada um dos pulmões contém milhões de alvéolos. Se pegarmos cada um dos alvéolos e esticarmos lado a lado, a superfície coberta seria de cerca de 75 metros quadrados.

Na pneumonia, os alvéolos ficam cheios de secreções purulentas, impedindo a entrada e saída dos gases. Nestes alvéolos afectados pela infecção não há troca de oxigênio por gás carbônico. Quantos mais alvéolos afectados, mais grave é a doença e os sintomas. O doente com pneumonia extensa pode apresentar insuficiência respiratória, precisando de ser entubado e ligado a um respirador artificial para conseguir manter o sangue adequadamente oxigenado.

Alveolos-pulmonares melhorsaude.org melhor blog de saude hematose

Como se apanha uma pneumonia?

A pneumonia pode ser causada, em ordem decrescente de frequência, por:

  • Bactérias,
  • Vírus,
  • Fungos,
  • Parasitas.

A maioria das pneumonias são de origem bacteriana. As bactérias que mais habitualmente provocam pneumonia são:

  • Streptococcus pneumoniae,
  • Pseudomonas aeruginosa,
  • Klebsiella pneumoniae,
  • Haemophilus influenzae,
  • Moraxella catarrhalis,
  • Staphylococcus aureus.

Apanhar frio pode provocar pneumonia?

Para se apanhar uma  pneumonia é necessário uma infecção principalmente bacteriana, não bastando uma corrente de ar frio para nos infectar.

No entanto durante o tempo frio  as nossas defesas, principalmente os cílios das vias aéreas, funcionam de modo mais lento, o que favorece a invasão de bactérias. No inverno as pessoas andam menos tempo na rua e tendem a juntar-se em locais fechados, favorecendo a transmissão de vírus como o da gripe, sendo esta um factor de risco.

Resumindo, não é por abrir o frigorífico, em tronco nu e com o cabelo molhado depois de sair do banho, no Inverno… que vai apanhar uma pneumonia ou outra infecção respiratória!

O que é a pneumonia por aspiração?

Uma forma muito grave é a pneumonia por aspiração. Ocorre em pessoas que vomitam e logo após aspiram o seu conteúdo. É um tipo de pneumonia comum em pacientes com nível de consciência reduzido, que perdem a capacidade de tossir ou de engolir a própria saliva, fazendo com que as secreções da cavidade oral entrem nas vias respiratórias. A via aérea desta pessoa fica exposta a uma quantidade imensa de micróbios, muito maior do que o habitual, favorecendo o desenvolvimento des pneumonias. Um exemplo comum é alguém que bebeu muito e está em coma ou pré-coma alcoólico.

O que são pneumonias atípicas?

Existe um grupo de bactérias,  que causam as chamadas pneumonias atípicas. São formas que podem ter evolução mais lenta e com quadro não tão óbvio de pneumonia. Destas bactérias atípicas destacamos:

  • Mycoplasma,
  • Legionella,
  • Clamídia.

A pneumonia é contagiosa?

Na grande maioria dos casos, a pneumonia não é uma doença contagiosa como a gripe ou tuberculose (que pode até ser considerada um tipo de pneumonia). Pode entrar em contacto com um doente com pneumonia, que, exceto em situações especiais, não haverá risco de contaminação.

Quais os mecanismos de defesa?

Os nossos pulmões são órgãos expostos constantemente a micróbios do ar e da nossa própria flora bacteriana da boca. Nós não ficamos constantemente doentes  porque os pulmões têm os seus próprios mecanismos de defesa, que os mantêm livres de germes. Entre estes mecanismos que “varrem” os agentes invasores para fora das vias respiratórias, podemos  destacar:

  • O reflexo de tosse,
  • A presença de células do sistema imunitário ao longo de todo trato respiratório,
  • A existência de microscópicos cílios na árvore brônquica.

De que depende o desenvolvimento de uma pneumonia?

O desenvolvimento da pneumonia depende dos seguintes factores:

  • Grau de virulência do invasor,
  • Quantidade de micróbios que conseguem chegar aos pulmões,
  • Condições imunológicas do paciente.

Em geral, uma pneumonia surge quando um germe agressivo consegue penetrar o trato respiratório e encontra o sistema de defesa comprometido.

Situações banais podem debilitar as defesas do sistema respiratório. por exemplo:

  • Os doentes que fumam apresentam um irritação constante de toda árvore brônquica e disfunção dos cílios protetores. As células de defesa pulmonar também são afetadas pelo cigarro e não funcionam tão bem. Tudo isso favorece o aparecimento de infecções respiratórias.
  • Os doentes com gripe. A lesão que o vírus da gripe provoca no sistema respiratório também favorece a invasão de bactérias, que se aproveitam da redução da capacidade do doente de combater os germes que chegam às partes mais interiores do sistema respiratório.
  • Pessoas idosas naturalmente têm seu sistema imunológico mais frágil, o que as coloca sob maior risco de desenvolver pneumonias.
  • Pessoas já debilitadas por outras doenças, como insuficiência cardíaca, alcoolismo ou diabetes, também apresentam maiores riscos.

Quais os factores de risco?

Os grupos de pessoas com mais probabilidade de contrair uma pneumonia são:

  • Idade superior a 65 anos;
  • Infecções respiratórias virais, como a gripe;
  • Tabagismo;
  • Doenças imunossupressoras ( HIV, transplante, cancro, hepatites…etc);
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC);
  • Consumo de drogas;
  • Doentes acamados;
  • Pessoas com redução do nível de consciência;
  • Hospitalizações prolongadas, que aumentam o risco de contrair uma infecção hospitalar, potencialmente grave;
  • Doentes em ventilação mecânica (em uso de respirador artificial).
  • Doentes com outra doença pulmonar prévia (sequelas de tuberculose, bronquiectasias, fibrose cística, etc.)

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Qual o risco de pneumonia causada pela gripe?

O combate à infecção gripal desvia muitos recursos do sitema imunitário deixando-o mais frágil por ficar “sobrecarregado de trabalho”. Quando o nosso organismo e sistema imunitário está debilitado os microorganismos infecciosos conseguem passar mais facilmente os filtros naturais do nosso corpo tais como os cílios nasais (os conhecidos “pêlos do nariz”) e chegar mais facilmente aos pulmões.

Nos pulmões instalam-se numa especie de pequenos sacos de ar chamados alvéolos onde são “atacados” pelos nossos glóbulos brancos que circulam no sangue. No entanto nem sempre esta defesa é eficaz levando ao aparecimento dos primeiros sintomas da infecção principalmente nos doentes crónicos e imunodeprimidos

Quais os sintomas de pneumonia ?

Alguns dos sintomas da pneumonia são similares aos da gripe mas mais graves, a saber:

  • Febre elevada,
  • Suores,
  • Arrepios,
  • Tosse,
  • Fadiga,
  • Dores musculares,
  • Dor de cabeça.

Quando a infecção avança aparecem sintomas mais graves tais como:

  • Produção de muco,
  • Dificuldade em respirar,
  • Dor no peito.

Como inicialmente a pneumonia pode confundir-se com  gripe ou constipação, deve consultar o médico se os primeiros sintomas persistirem demasiado dias ou de imediato se aparecerem os sintomas mais graves acima referidos como a falta de ar ou dor no peito.

Qual é o perigo da pneumonia ?

Se não for tratada a tempo a infecção pode alastrar para a corrente sanguinea (septicémia) e generalizar-se a outras parates do organismo, podendo nos casos mais graves causar a morte.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico da pneumonia é feito normalmente com exame físico e uma radiografia de tórax. Análises de sangue podem ajudar, mas não são imprescindíveis. Um médico experiente é capaz de diagnosticar uma pneumonia apenas com a história clínica e o exame físico.

A radiografia, por ser um exame barato e amplamente disponível, é normalmente solicitada para confirmação do diagnóstico. Os alvéolos cheios de secreção aparecem como uma mancha branca à radiografia de tórax.

O hemograma do doente  apresenta um valor elevado no número de leucócitos, típico de infecções bacterianas. Nos doentes mais graves, que necessitam de hospitalização, normalmente tenta-se identificar qual é a bactéria responsável pela pneumonia, pesquisando a bactéria no sangue (hemocultura) ou na própria expectoração do doente. Em casos especiais pode ser necessária a colheita de secreções directamente do pulmão, através da broncoscopia.

Qual o tratamento para a pneumonia ?

O tratamento para a pneumonia depende da causa ou seja se é causada por um vírus, uma bactéria ou um fungo. Assim para os diversos casos temos os seguintes tratamentos:

  • Viral – tomar medicamentos antivíricos, repouso, ingestão abundante de líquidos
  • Bacteriana – tomar medicamentos antibióticos
  • Fúngica – tomar medicamentos antifúngicos

As pneumonias são também divididas em comunitárias, quando adquiridas no dia-a-dia ou hospitalares, quando surgem em doentes hospitalizados. A pneumonia hospitalar é mais grave e mais difícil de tratar, pois é normalmente causada por bactérias mais resistentes e afecta principalmente doentes com o sistema imunitário comprometido.

O tratamento das pneumonias bacterianas é feito com antibióticos durante pelo menos 8 dias. Geralmente ao fim de 3 dias começam a notar-se já melhorias mas o tratamento deve sempre ser levado até ao fim. As pneumonias comunitárias podem ser tratadas com antibióticos orais, porém, aquelas que evoluem mal necessitam de internação hospitalar e antibióticos por via venosa.

Os principais antibióticos usados na comunidade para combater a pneumonia, à venda nas Farmácias, são:

  • Amoxacilina com ácido clavulânico,
  • Azitromicina,
  • Claritromicina,
  • Ceftriaxona,
  • Levofloxacina,
  • Moxifloxacina.

As pneumonias podem facilmente levar ao surgimento de uma septicémia (bactéria entra na corrente sanguínea) que é muito grave e uma importante causa de morte em idosos e doentes imunodeprimidos.

Existe vacina contra a pneumonia?

Existe uma vacina contra a pneumonia estreptocócica, causada pelo Streptococcus pneumoniae, o tipo mais comum. Ela está indicada em crianças e pessoas acima dos 50 anos, mas não evita pneumonias causadas por outras bactérias.

Existem 2 vacinas pneumocócicas:

  • Pneumo23®
  • Prevenar13®

Pneumo23®

A vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica) é uma vacina utilizada para prevenir infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças graves como:

  • Pneumonia,
  • Meningite,
  • Septicémia (infecção generalizada no sangue).

O efeito da vacina aparece duas a três semanas após sua aplicação e dura por pelo menos 5 anos, podendo chegar a até 10 anos. Em crianças, a duração do efeito pode ser menor, especialmente em crianças com doenças dos rins, com anemia hemolítica hereditária (ex. anemia falciforme) ou que não tenham o baço, o efeito da vacina pode durar de 3 a 5 anos.

Prevenar13®

Prevenar® é uma vacina pneumocócica. sendo administrada a crianças desde as 6 semanas até aos 5 anos para ajudar a proteger contra doenças causadas por 13 tipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, tais como:

  • Meningite (inflamação à volta do cérebro),
  • Septicémia ou bacteriémia (bactérias na corrente sanguínea),
  • Pneumonia (infecção nos pulmões),
  • Infecções nos ouvidos.

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Concluindo

A pneumonia é uma doença grave, com risco de morte, que pode ser evitada com a informação correcta e atenção a sintomas simples que que podem instalar-se de forma lenta e prolongada tais como tosse persistente, cansaço e febre ligeira. Muitas vezes como estes sintomas têm uma intensidade moderada o doente deixa-se arrastar no tempo sem consultar o médico. Só quando aparecem os sintomas mais graves como dor no peito e dificuldade em respirar é que o doente admite que se pode estar a passar algo de grave com a sua saúde! Nessa altura a recuperação é muito mais lenta e dificil e o risco de sequelas graves e permanentes torna-se maior.

Não se descuide principalmente se for um doente de risco ou seja com alguma doença crónica e o seu sistema imunitário fragilizado. Preste atenção aos sinais e procure o seu médico para auscultação se tiver dúvidas.

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

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