Category Archives: Farmacos

MEDICAMENTOS MAIS VENDIDOS NO MUNDO 2017

Medicamentos mais vendidos no Mundo: Qual o Top 15? Os números disponiveis são do ano 2014 mas são impressionantes pois são todos na casa dos biliões (mil milhões) de dolares americanos (US $). O poder das companhias farmacêuticas é brutal e dá que pensar sobre a “eventual influência” que podem exercem nos prescritores pois algumas das drogas no Top 15 são para doenças pouco comuns! Acresce que todas são suportadas na totalidade ou em parte pelos orçamentos de estado dos vários paises onde são vendidos mesmo quando existem genéricos!

Existe uma questão ética dificil para a qual não tenho resposta simples: Será justo um estado pagar para salvar uma vida sabendo que o mesmo dinheiro poderia salvar muito mais vidas se aplicado em doentes com doenças muito mais comuns? Cada um de nós terá a sua resposta e nunca será fácil!

Resumo das características do medicamento (RCM):

Para cada um dos 15 medicamentos descritos disponibilizo o Resumo das Características do Medicamento (RCM) onde está descrita toda a informação sobre o mesmo nomeadamente:

  • Nome comercial
  • Princípio activo
  • Indicações terapêuticas
  • Efeitos secundários
  • Contra-indicações
  • Interacções com outros dedicamentos
  • Excipientes
  • Laboratório responsável

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Medicamentos mais vendidos em todo o Mundo: Top 15

(valores em US $)

15. Copaxone® (Acetato de glatirâmero)
– Vendas:
$4.8 mil milhões
– Indicações: Esclerose multipla
– Fabricante: Teva Pharmaceutical Industries (NYSE: TEVA)
– Sede: Israel

14. Januvia® (Insulina glargina)
– Vendas:
$5.0 mil milhões
– Tratamento para: Diabetes
– Fabricante: Merck & Co. Inc. (NYSE: MRK)
– Sede: EUA

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RINITE ALÉRGICA E ALERGIA TUDO O QUE NÃO SABE



Rinite alérgica, asma e alergia

Rinite alérgica, asma, alergias… são diversas as consequências menos bonitas da chegada da primavera! A incidência de rinite alérgica e doenças alérgicas está claramente a aumentar na população em geral pelo que é muito importante, antes de mais, saber o que realmente provoca as reações mais severas, como se podem evitar e quais os melhores tratamentos. Este artigo pretende ser um importante contributo para melhorar a qualidade de vida de imensas pessoas que sofrem com estas patologias.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Alergia, o que é?
  • O que é a rinite?
  • Quais os sintomas da rinite alérgica?
  • Qual o mecanismo bioimunulógico da rinite?
  • Qual a classificação da rinite alérgica?
  • Porque se dá mais importância à asma?
  • Porque se dá menos atenção à rinite?
  • Qual a prevalência da rinite na população?
  • Será a rinite um factor de risco para desenvolver asma?
  • Rinite e asma partilham mecanismos comuns?
  • Tratar a rinite pode evitar a asma?
  • Será que pode ter rinite e asma ao mesmo tempo?
  • Como distinguir a rinite de constipação ou resfriado?
  • Que complicações pode causar a rinite se não for tratada?
  • Qual a eficácia dos medicamentos mais usados na rinite alérgica?
  • Qual o melhor tratamento para a rinite alérgica?

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Alergia o que é?

Uma alergia é uma reação de hipersensibilidade, a estímulos externos, mediada pelo sistema imunitário, nomeadamente um tipo de anticorpo com uma importância central em todas as doenças alergicas, designado imunoglobulina E (IgE).

Reacção alérgica

O que é a rinite?

A rinite é uma inflamação crónica da mucosa nasal com presença de um número aumentado de células inflamatórias, das quais as mais importantes são linfócitos, eosinófilos e mastócitos.

Quais os sintomas da rinite alérgica?

Qual o mecanismo bioimunológico?

A entrada na mucosa nasal de alergénios que se ligam ás IgE de superficie de mastócitos da mucosa nasal, induz a desgranulação destes mastócitos com libertação de mediadores inflamatórios como a histamina e os leucotrienos, entre outros, que vão induzir os seguintes sintomas:

  • Obstrução nasal devido à vasodilatação que vai provocar o edema da mucosa dos cornetos nasais;
  • Rinorreia aquosa ou serosa devido ao aumento da permeabilidade nasal com exsudação plamática;
  • Prurido (comichão) nasal, ocular, palatino, orofaríngeo e até otológicos (ouvidos) e esternutos ( frequentemente salvas de 5 a 20 espirros seguidos ), devido a irritação das terminações nervosas nasais e pel aestimulação adicional de células calciformes do epitélio nasalcontribuindo para o agravamento da rinorreia aquosa ou sero-mucosa.

A esta fase aguda, dependendo da intensidade e da frequência de reexposição ao estímulo alergénico, segue-se uma fase sub-aguda e depois uma fase crónica, caracterizadas sobretudo pela infiltração de linfócitos e eosinófilos e que se traduz, do ponto de vista clínico, por uma predominância e persistência da obstrução nasal.

Qual a classificação da rinite alérgica?

Actualmente, tanto em adultos como em crianças, a rinite alérgica é classificada segundo o esquema proposto pelom programma ARIA (Allergic Rhinitis and its impact on asthma). Este esquema classificativo veio romper com a forma tradicional de classificar a rinite em perene e sazonal, tornando esta classificação mais próxima da que é utilizada na asma. A saber:

  • Intermitente ligeira;
  • Persistente ligeira
  • Intermitente moderada/grave
  • Persistente moderada/grave

Clique na tabela para melhor leitura:

Classificação da rinite alérgica melhorsaude.org

Porque se dá mais importância à asma?

De todas as doenças alérgicas que podem afectar a população, a asma tem merecido a atenção principal não só pelo seu impacto familiar, sócio-profissional e económico mas também pela deficiente qualidade de vida e risco de morte que pode condicionar quando não devidamente controlada.

Porque se dá menos atenção à rinite?

A rinite, alérgica ou não, não é uma doença que mata mas, como todos sabemos, mói! Sendo uma doença sub-diagnosticada e sub-tratada muitos doentes habituam-se a viver «constipados», a maior parte das vezes não procurando cuidados médicos, sejam do seu médico de família ou de um especialista.

Qual a prevalência na população?

A rinite alérgica é  reconhecida como a doença alérgica mais frequente. Diversos estudos da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) têm demosntrado que mais de 25% da populaçãoPortuguesa apresenta queixas crónicas de rinite, à semelhança do que acontece noutros países.

Verifica-se que existe um pico de prevalência de cerca de 40% nos adolescentes e adultos jovens e que as queixas oculares concomitantes vão sendo mais frequentes com ao avançar da idade. Assim temos:

  • 3 – 5 anos
    • Rinite 20%
    • Rinoconjuntivite 10%
  • 15 – 25 anos
    • Rinite 40%
    • Rinoconjuntivite 18%
  • 15 – 64 anos
    • Rinite 25%
    • Rino conjuntivite 19%
  • 65 – 98 anos
    • Rinite 30%
    • Rinoconjuntivite 20%

Um estudo (RDR2000), com o objectivo de conhecer a prevalência da rinite em Portugal Continental no ano de 1998, revela que apenas 20% dos doentes com rinite procura o seu médico de Clínica Geral por queixas da doença e apenas 16% tinham sido observados em consultas de especialidade de Imunoalergologia.

Será a rinite um factor de risco para a asma?

No que diz respeito à asma, sabe-se que rinite e asma coexistem frequentemente e um estudo recente considera mesmo que a rinite é um fenómeno universal em doentes com asma alérgica ocorrendo em 99% de adultos e em 93% de adolescentes. Da mesma maneira, há estudos recentes que revelam que a asma aparece três vezes mais nos indivíduos com rinite do que naqueles que nunca tiveram sintomas nasais. Todos estes dados apontam para que a rinite seja considerada um factor de risco para a asma.

Rinite e asma partilham mecanismos comuns?

As duas entidades, partilham mecanismos inflamatórios comuns que explicam o conjunto de sintomas que as caracterizam e todos estão de acordo, clínicos e investigadores, que é importante iniciar, o mais precocemente possivel o tratamento anti-inflamatório e o tratamento preventivo, evitando:

  • Os ácaros do pó de casa,
  • O pólen,
  • O fumo do tabaco,
  • Os ambientes poluídos, etc.

Será que o tratamento da rinite pode evitar o aparecimento de asma?

Sim, o tratamento da rinite com anti-histamínicos orais e corticosteróides de aplicação nasal e, em casos criteriosamente seleccionados, com vacinas anti-alérgicas, pode evitar o aparecimento da asma ou no caso dela já existir, melhorar os seus sintomas, evitar agudizações e reduzir a reactividade dos brônquios que caracteristicamente está aumentada.

Será que tenho rinite para além da minha asma?

O nariz reage sempre de maneira idêntica quer se trate de uma agressão vírica (a banal constipação) quer se trate de um alergénio (ácaros do pó de casa ou pólen), a saber:

  • Prurido nasal (comichão),
  • Espirros,
  • Rinorreia (nariz a pingar)
  • Obstrução (entupimento) nasal em maior ou menor grau.

A suspeita de rinite alérgica levanta-se quando este conjunto de sintomas surge repetidamente, o que pode acontecer ao longo do ano todo, como no caso da rinite alérgica perene, muitas vezes associada ao pó de casa como factor desencadeante, ou num período determinado do ano como é o caso da rinite alérgica polínica com sintomas predominantes em Maio e Junho, meses em que é maior a concentração de grãos de pólen de gramíneas, os mais frequentemente incriminados.

Como distinguir rinite de constipação ou resfriado?

A constipação banal, o resfriado comum, ocorre a maior parte das vezes nas transições de estação e no Inverno, duram 3 a 7 dias e em cada indivíduo, uma ou duas vezes por ano. O indivíduo que «anda sempre constipado» ou que, quando chega a Primavera arrasta «uma constipação» até ao Verão, deve procurar cuidados médicos. A estes sintomas de rinite, associam-se muitas vezes sintomas dos olhos (comichão, lacrimejo, intolerância à luz, vermelhidão), sendo esta associação mais frequente na rinite polínica.

Quais as complicações se não tratada?

Embora o conjunto de todos os sintomas da rinite seja muito incomodativo e interfira negativamente nas actividades diárias dos doentes, a obstrução nasal é de longe o sintoma com mais consequências, a saber:

  • Perturba o sono, com uma fadiga anormal no dia seguinte, a
  • Tosse e irritabilidade brônquica (em alguns casos com o quadro típico de asma) que a respiração obrigatória pela boca acaba por condicionar.
  • Nas crianças, a obstrução nasal persistente leva a deformação do palato (vulgo «céu da boca») com anomalias nas arcadas dentárias e anormal implantação dos dentes, por vezes de correcção muito difícil.
  • A sinusite, processo inflamatório dos seios perinasais, complica cerca de metade dos casos de rinite alérgica, aumenta a susceptibilidade a infecções víricas e bacterianas e o conjunto de sintomas que a caracterizam, nomeadamente as dores de cabeça, as náuseas, as tonturas, o aparecimento de secreções nasais de difícil eliminação, complica ainda mais o dia-a-dia dos doentes.

Qual a eficácia dos fármacos mais utilizados na rinite alérgica?

Clique na tabela para melhor leitura:

Eficácia_terapêutica_dos_fármacos_na_rinite

Nota:  Esternutos é o termo médico para espirros.

Qual o melhor tratamento da rinite alérgica?

Quais os degraus terapêuticos no tratamento da rinite alérgica?

Clique na tabela para melhor leitura:

Terapêutica_para_rinite_alérgica

Conclusão

Assim, podemos concluir que há hoje evidência de que a rinite mal controlada pode conduzir a complicações que vão desde a sinusite à asma, passando pela otite média, por anomalias na implantação dos dentes e por perturbações do sono mais ou menos graves.

Por favor PARTILHE esta importante informação para que possa chegar a muitos milhares de Portugueses que sofrem desta alergia ajudando a melhorar a sua qualidade de vida.

Juntos por uma MELHOR SAÚDE!

Fique bem!

Franklim A. Moura Fernandes

ALERGIAS melhorsaude.org melhor blog de saude

Boletim polínico 2016 melhorsaude.org melhor blog de saude

TRIGLICERÍDEOS GUIA 2017: TUDO O QUE NÃO SABE!



Triglicerídeos 2017: Tudo o que ainda não sabe tem resposta neste artigo. Quais as causas? Que alimentos pode e não pode comer? Qual o melhor tratamento? Os triglicéridos, também chamados de triglicerídeos, são as principais gorduras do nosso organismo e compõem a maior parte das gorduras de origem vegetal e animal.

Os triglicerídeos presentes no nosso corpo podem ser adquiridos através da alimentação ou produzidos pelo nosso fígado. Os triglicéridos são importantes, pois servem de reserva energética para os momentos de jejum prolongado ou alimentação insuficiente. Quando há um excesso de triglicerídeos a circular no sangue, dizemos que está instalada uma  hipertrigliceridemia.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que são os triglicerídeos?
  • Qual a diferença entre colesterol e triglicerídeos?
  • Qual o mais perigoso? Colesterol ou triglicerídeos?
  • Quais os níveis sanguíneos adequados de triglicerídeos?
  • Quais as causas de hipertrigliceridemia?
  • Qual a importância da dieta nos triglicerídeos?
  • Quando aumenta os triglicerídeos também aumenta o colesterol?
  • É possivel ter os triglicerídeos altos mesmo fazendo uma alimentação saudável?
  • Quais os alimentos que fazem aumentar os triglicerídeos?
  • Quais os alimentos que pode comer?
  • Quais os sintomas quando os  triglicerídeos estão altos?
  • Quais as complicações da hipertrigliceridemia?
  • Qual o tratamento para baixar os triglicerideos?
  • Que tipo de dieta consegue baixar os triglicerídeos?
  • O jejum intermitente ajuda a baixar os triglicerídeos?
  • O que são os fibratos?
  • Existem produtos naturais para baixar os triglicerídeos?

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TRIGLICÉRIDOS melhorsaude.org

 O que são os triglicerídeos?

Os triglicéridos são a forma de gordura mais comum no nosso corpo, sendo usados para fornecer energia ao nosso organismo. Quando a quantidade de triglicérides está elevada, eles são armazenados nos tecidos adiposos (tecidos gordurosos) para o caso de serem necessários no futuro.

As gorduras acumuladas, por exemplo, nos quadris ou na barriga, são na verdade “armazéns” de triglicéridos que estão em excesso.

Os triglicéridos estão presentes em vários alimentos comuns da nossa dieta, mas a maior parte costuma ser produzida pelo nosso fígado. Quando comemos hidratos de carbono em excesso (doces, massas, pães, etc.), o fígado recolhe esses açúcares a mais e transforma-os em triglicéridos, para que possam ser armazenados nos tecidos adiposos, servindo como reserva energética.

Os triglicerídeos viajam pela corrente sanguínea ligados a uma proteína chamada VLDL (Very Low Density Lipoprotein), uma lipoproteína semelhante ao HDL e LDL que transportam o colesterol pelo sangue.

Qual a diferença entre colesterol e triglicerídeos?

A principal diferença entre o colesterol e os triglicerídeos é que os triglicerídeos são queimados e utilizados para criar mais energia quando necessário, enquanto que o colesterol é utilizado para importantes funções corporais, tais como auxiliar de digestão e a produção de hormonas.

Outra diferença fundamental entre os dois é que os níveis de colesterol são afetados pela quantidade de gordura que consumimos, e os níveis de triglicerídeos são afetados pela quantidade de calorias que ingerimos (mesmo que as calorias não venham de gorduras).

Qual é mais perigoso quando excesso? Colesterol ou triglicerídeos?

Bem, ambos são perigosos e podem levar a complicações similares, tais como doença cardíaca e acidente vascular cerebral, no entanto níveis elevados de colesterol têm provado levar a doenças cardíacas, e altos níveis de triglicerídeos tendem a ser um sinal de alerta. Uma das principais razões para isso pode ser devido ao facto de que é muito mais difícil baixar os níveis de colesterol do que os níveis de triglicerídeos.

Níveis sanguíneos de triglicerídeos

O excesso de triglicerídeos no sangue está associado à deposição de gorduras nos vasos sanguíneos e aterosclerose, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

Todas as pessoas  acima dos 20 anos devem medir os níveis de colesterol e triglicerídeos pelo menos uma vez a cada 5 anos.

Quais os valores normais de triglicéridos?

Os valores da concentração de triglicéridos no sangue classificam-se da seguinte forma:

  • Normal – abaixo de 150 mg/dL.
  • Moderado – entre 150 e 199 mg/dL.
  • Alto – entre 200 e 499 mg/dL.
  • Muito alto – maior ou igual a 500 mg/dL.

O que faz aumentar os triglicerídeos?

Os níveis de triglicerídeos podem aumentar por vários motivos. Algumas pessoas apresentam alterações genéticas que predispõem à hipertrigliceridemia, outras desenvolvem triglicerídeos altos secundariamente a uma dieta hipercalórica ou à presença de determinadas doenças. Entre as condições de saúde que mais frequentemente provocam hipertrigliceridemia estão:

O uso regular de alguns medicamentos também pode provocar um aumento dos triglicerídeos, a saber:

  • Tamoxifeno
  • Corticoides
  • Betabloqueadores (propranolol, atenolol, carvedilol, bisoprolol, metoprolol…)
  • Diuréticos
  • Anticoncepcionais
  • Ciclosporina
  • Isotretinoína

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Quando aumentam os triglicéridos também aumenta o colesterol?

O aumento dos triglicerídeos pode ou não vir acompanhado de alterações no colesterol. As duas situações mais comuns são:

  • Triglicéridos e colesterol LDL ( colesterol mau ) elevados ou
  • Triglicerídeos elevados e HDL (colesterol bom) baixo.

O aumento isolado dos triglicéridos, sem alterações do colesterol, não é habitual.

É possivel ter triglicerídeos altos mesmo fazendo uma dieta saudável?

Existem algumas formas de hipertrigliceridemia familiar, que são alterações de origem genética, que fazem com que o paciente produza triglicéridos em excesso, independentemente da sua dieta.

Nestes casos é possível que o paciente apresente níveis graves de triglicéridos, às vezes acima dos 1000 mg/dL.

Quais os alimentos que fazem aumentar os triglicerídeos?

doces melhorsaude.org melhor blog de saude

Uma dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos é um importante fator de risco para hipertrigliceridemia. Aconselha-se, por isso, uma alimentação pobre em gorduras, de forma a manter os níveis de triglicéridos normais. Deve evitar comer:

  • Alimentos gordos,
  • Cozinhados em manteiga ou óleo,
  • Fritos e refogados,
  • Produtos ricos em açúcar ou sal,
  • Carnes vermelhas (especialmente suíno),
  • Enlatados e conservas,
  • Molhos sintéticos (contrariamente aos de ervas ou caseiros que não sejam apimentados).

Se tiver triglicéridos elevados, descrevemos de seguida alguns dos alimentos que deve evitar a todo o custo, a saber:

  • Refrigerantes ou qualquer outra bebida rica em açúcar
  • Bebidas alcoólicas
  • Doces e chocolate
  • Pão
  • Biscoitos
  • Massas e Pizzas
  • Batata
  • Gelados e Iogurte congelado
  • Tortas
  • Bolos
  • Leite integral
  • Fritos
  • Queijos gordurosos

Quando for comprar comida, procure ler as informações nutricionais no verso de cada alimento e evite produtos ricos nos seguintes açúcares:

  • Sacarose
  • Glicose
  • Frutose
  • Xarope de milho
  • Maltose
  • Melaço

A lista de alimentos acima descrita está longe do fim! Qualquer alimento rico em hidratos de carbono e/ou gorduras saturadas pode causar aumento dos triglicerídeos. Mais à frente, na parte de tratamento da hipertrigliceridemia, daremos alguns conselhos sobre a melhor dieta para baixar os triglicerídeos.

Quais os alimentos que pode comer?

Nos alimentos que pode consumir destacamos:

  • Café,
  • Chá,
  • Sumos de fruta naturais,
  • Leite desnatado,
  • Iogurtes magros ou naturais,
  • Queijos de cabra ou ovelha,
  • Pão integral,
  • Hortaliças,
  • Verduras e legumes,
  • Carne branca (sobretudo de aves),
  • Peixe,
  • Fruta.

Quais são os sintomas dos triglicerídeos altos?

Em geral, a hipertrigliceridemia não provoca sintomas. É impossível saber se seus triglicerídeos estão altos ou baixos sem realizar exames de sangue.

Pacientes com as formas familiares de hipertrigliceridemia, geralmente com valores de triglicéridos cronicamente acima dos 500mg/dL, podem apresentar xantomas, que são depósitos subcutâneos de colesterol sob a forma de nódulos ou placas amareladas, que ocorrem frequentemente nas palmas das mãos, ao redor dos olhos, nos pés ou nas articulações.

Quais as consequências da hipertrigliceridemia?

Embora a relação entre triglicéridos altos e risco cardiovascular tenha sido questionada no passado, com os actuais estudos tornou-se claro que pacientes com hipertrigliceridemia apresentam um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, particularmente doenças coronárias.

Permanece incerto, porém, se esta associação é causada diretamente pelos triglicerídeos altos ou por outros fatores associados à hipertrigliceridemia, como obesidade, diabetes e níveis elevados de colesterol LDL e níveis baixos de colesterol HDL.

Níveis elevados de triglicerídeos também estão associados a um maior depósito de gorduras no fígado, provocando uma alteração conhecida como esteatose hepática. Valores bastantes elevados de triglicéridos podem desencadear uma infecção no pâncreas (pancreatite), que se manifesta por dor abdominal (barriga) intensa e numa fase posterior febre.

Quando os valores dos triglicéridos estão acima de 1000mg/dL, o paciente pode apresentar um quadro de pancreatite aguda com dor abdominal forte e posteriormente febre.

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Qual o tratamento da hipertrigliceridemia?

O principal objetivo do tratamento da hipertrigliceridemia é reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Ainda não se sabe se a simples redução dos valores dos triglicérides é suficiente para obter estes resultados.

Por isso, a “gestão” da hipertrigliceridemia deve sempre incluir medidas de tratamento que se sabe que são benéficas para pacientes com alto risco cardiovascular, a saber:

  • Dieta equilibrada
  • Prática de exercícios físicos
  • Perda de peso
  • Controle do diabetes
  • Controle do colesterol LDL e HDL

Que tipo de dieta consegue baixar os triglicerídeos?

Em relação à dieta, pacientes com triglicerídeos elevados devem evitar alimentos ricos em hidratos de carbono e gorduras.

Devem preferir os seguintes alimentos:

  • Fibras
  • Peixes e alimentos ricos em gordura insaturada e pobre em gorduras saturadas
  • Pães, biscoitos e cereais que contenham aveia, grãos integrais, cevada, milho, arroz ou trigo como primeiro ingrediente
  • Prefira o arroz integral e as massas à base de trigo integral
  • Nas bebidas, evite o álcool e os refrigerantes
  • Leite desnatado

Quando pensamos em baixar o colesterol LDL o mais importante é evitar alimentos gordurosos. Quando pensamos em baixar os triglicerídeos, limitar o consumo de hidratos de carbono e calorias é o tratamento mais eficaz.

O jejum intermitente ajuda a baixar os triglicerídeos?

Sim, um dos benefícios do jejum intermitente é baixar os niveis de triglicerídeos. Aconselha-se a começar pelo jejum mais fácil de fazer que dura 12 horas e começa após o jantar, inclui as horas de sono e continua até ao dia seguinte até perfazer 12 horas, Por exemplo acabar o jantar ás 20 h e não comer nada até ás 8 do dia seguinte. Este jejum é mais fácil mas deve ser feito diáriamente.

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Quais os medicamentos que baixam os triglicerídeos?

Nos doentes com  triglicerídeos acima de 200 mg/dL, o tratamento com medicamentos deve ser considerado. É importante destacar que o uso de nedicamentos para controlar a hipertrigliceridemia de modo algum exclui a necessidade do paciente mudar hábitos de vida.

Se não houver controle na dieta, perda de peso, controle do diabetes e aumento da carga de exercícios físicos, o beneficio do tratamento farmacológico ficará muito aquém do desejado.

Se além da hipertrigliceridemia o paciente também tiver níveis elevados de colesterol, o uso das estatinas, deve ser considerado. As mais usadas são:

  • Sinvastatina (Zocor®),
  • Pravastatina (Pravacol®),
  • Rosuvastatina (Crestor®),
  • Atorvastatina (Zarator®).

Estas drogas agem mais sob o colesterol, mas também tem algum efeito sobre os níveis de triglicéridos.

O que são os fibratos?

Os fibratos são drogas mais específicas para reduzir níveis de triglicerídeos, podendo alcançar reduções de até 70% em alguns casos. Estas drogas, porém, não agem sobre os valores de colesterol. Os mais utilizados são:

  • Gemfibrozil (Lopid®, Lipoite Forte),
  • Fenofibrato (Catalip®, Lipofen® e Supralip®)
  • Bezafibrato (Bezalip® e Bezalip Retard®),
  • Ciprofibrato (Fibranin® e Lipanor®).

Se houver necessidade de associar uma estatina a um fibrato, o Fenofibrato deve ser a droga de escolha pois apresenta menos riscos de interação medicamentosa.

Existem produtos naturais para baixar os triglicéridos?

Sim, suplementos ricos em óleo de peixe (ômega 3) também são eficazes para redução da hipertrigliceridemia. No entanto, para haver efeito, as doses devem ser elevadas, acima de doses 3 gramas por dia, o que significa pelo menos 4 cápsulas por dia.

Os óleos de peixe ômega 3 mais utilizados são:

  • Ácido eicosapentaenoico ( EPA )
  • Ácido docosaexaenoico ( DHA )

Alguns doentes não toleram doses muito altas de óleo de peixe, apresentando diarreia e cólicas abdominais.

Concluindo

Actualmente os triglicéridos podem ser medidos facilmente numa Farmácia perto de si, após um jejum, se possível, de 12 horas para conseguir um resultado mais rigoroso. Se se sente bem de saúde faça, pelo menos uma vez por ano, os testes para conhecer os seus valores em jejum de Glicémia, Colesterol e Triglicerídeos. Se estiver tudo bem óptimo…está de parabéns! Mas se algum desses valores estiver fora dos valores de referência então ainda vai a tempo de falar ao seu médico e corrigir o que for necessário para evitar problemas cardiovasculares muito graves! O ditado é antigo mas é verdadeiro:  Prevenir é o melhor remédio!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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METFORMINA 2017 ANTIDIABÉTICO ATRASA ENVELHECIMENTO?

Metformina (Metformin) 2017: Segundo o The American Journal of Gastroenterology e a nature.com este antidiabético mais usado no mundo poderá vir a ser o nome para o milagre que promete parar o tempo e fazer com que homens e mulheres vivam mais e sem doenças como Alzheimer ou Parkinson.

Metformina: O que é?

A Metformina é a droga por via oral (antidiabético oral) mais usada para o controle glicémico nos doentes com  diabetes mellitus tipo 2.

Quais os medicamentos mais conhecidos com metformina?

Algumas das marcas de medicamentos mais conhecidos cuja composição é metformina são:

  • Risidon® (850mg e 1000mg)
  • Glucophage® (500mg)
  • Stagid® (700mg)

Estão já disponiveis vários medicamentos genéricos de metformina com dosagens de 500mg, 850mg e 1000mg.

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Metformina: Qual a nova descoberta?

O fármaco já foi testado em animais pelos investigadores de universidades europeias e americanas, mostrando que consegue expandir o tempo de vida e desacelerar o envelhecimento. Agora, o próximo passo é ver se acontece o mesmo com os humanos. A substância química, que nos cenários mais otimistas pode aumentar o tempo de vida até aos 120 anos, vai ser testada no Inverno do próximo ano. O recrutamento já começou. São cerca de 3.000 idosos americanos até aos 80 anos com risco de poder vir a ter cancro, problemas cardíacos e ou doenças mentais que melhor se encaixam no perfil de que os investigadores estão à procura.

Estudos:

O que aconteceu nos testes com animais?

Os ratos que receberam a metformina em laboratório viveram mais 40% e os seus ossos ficaram mais fortes!

Este medicamento, quando administrado em animais, já demonstrou um aumento da longevidade e da saúde, com resultados tão impressionantes que fizeram com que a agência norte-americana dos alimentos e medicamentos concedesse permissão para ser testado em humanos. O objetivo é deixar de combater as doenças isoladamente, tendo em conta que muitas delas são resultado da idade avançada. O combate é contra o envelhecimento, e não directamente contra as doenças sendo a principal meta fazer com que um septuagenário seja tão saudável quanto um quinquagenário.

Estudo:

Deve combater-se primeiro as doenças ou o envelhecimento?

Segundo o professor Gordon Lithgow do Buckinstitute for research on aging,  um dos responsáveis pelo estudo, a resposta a esta pergunta não é linear, no entanto se o alvo for o processo de envelhecimento e se atrasarmos esse envelhecimento, então desaceleram-se todas as doenças e patologias da velhice também. Isso é revolucionário, nunca aconteceu antes, mas há todos os motivos para pensar que é possível. Há 20 anos, o envelhecimento biológico era um mistério, agora, estamos a começar a aperceber-nos do que se passa.

Qual o segredo do envelhecimento?

O segredo está na marca genética, o ADN, que permite a cada célula funcionar correctamente ao longo dos anos como se ainda fosse nova. É isso que acontece, por exemplo, com alguns seres marinhos que nunca envelhecem (ex: lagosta; anémona-do-mar) e só não ocorre connosco porque, ao dividirmos as células milhões de vezes, aumentamos a probabilidade de criar e copiar erros.

O fármaco revelou ser eficaz para evitar erros que ocorrem na divisão de células. A metformina é a droga mais comum para os doentes com diabetes tipo 2. Um dos seus efeitos é aumentar a quantidade de moléculas de oxigénio existentes nas células, o que parece contrariar a deterioração que ocorre durante a divisão em novas células. Os testes que os cientistas belgas fizeram com zebras permitiram concluir que a droga, além de retardar o seu envelhecimento, tornava estes animais mais saudáveis.

Será que os diabéticos que tomam metformina vivem mais tempo?

Em 2014, um estudo da Universidade de Cardiff (Reino Unido) constatou que os diabéticos que tomavam o medicamento metformina viviam cerca de mais oito anos (15%) do que aqueles que não o tomavam. Esta conclusão intrigou tanto os investigadores que agora querem alargar os testes à população saudável.

O que se espera do futuro?

A esperança média de vida nos países desenvolvidos ronda os 80 anos de idade. Se for possivel, como esperam os cientistas, aumentar 1,5 vezes essa média então, num cenário optimista, os humanos podem viver até aos 120 anos, em média!

Gordon Lithgow acredita que o elixir da juventude pode, nas próximas décadas, vir em formato de vacina e que este medicamento até poderá vir a curar o cancro. “Se curássemos apenas o cancro, a esperança de vida cresceria só três anos, porque algo estaria por trás dessa patologia. Mas se desacelerarmos o processo de envelhecimento, podemos melhorar drasticamente a forma como as pessoas vivem”.

Risco de diabetes teste melhorsaude.org

Como funciona a metformina?

Ao contrário da diabetes tipo 1 que é causada por deficiência de insulina, a diabetes tipo 2 ocorre por uma resistência do organismo à ação da insulina, que circula no sangue mas não consegue exercer os seus efeitos. Esta característica da diabetes tipo 2 permite que seja tratada inicialmente não com insulina, mas com drogas por via oral, chamados de antidiabéticos orais (também chamados de hipoglicemiantes orais).

Entre os antidiabéticos orais, o mais usado atualmente é o cloridrato de metformina, ou simplesmente, metformina, que é uma droga que só funciona nos doentes que conseguem produzir insulina, sendo, assim, ineficaz na diabetes tipo 1.

A metformina ajuda a controlar a glicémia na diabetes tipo 2 através de três mecanismos:

  • Reduz a produção de glicose pelo fígado.
  • Aumenta a sensibilidade dos tecidos, principalmente dos músculos, à insulina. A metformina não aumenta a produção de insulina, mas sim otimiza a ação da insulina já produzida.
  • Reduz a absorção de glicose pelo trato gastrointestinal.

A metformina é a droga de escolha para doentes diabéticos e obesos, pois a mesma não está associada a ganho de peso, como acontece, por exemplo, com a insulina e outros antidiabéticos orais. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a metformina não emagrece ninguém e não deve ser usada como droga para se perder peso.

Que outras vantagens tem a metformina?

A metformina também apresenta os seguintes efeitos benéficos:

  • Leve redução dos níveis de colesterol LDL,
  • Leve redução de triglicerídeos,
  • Pode ser usada com segurança no tratamento do diabetes gestacional.
  • Efeito preventivo de tromboses

Estudo:

Quais as outras indicações da metformina além da Diabetes?

A única doença que tem indicação formal para ser tratada com metformina é o diabetes tipo 2, porém, algumas outras que também apresentam resistência dos tecidos à ação da insulina têm sido tratadas com metformina. Entre elas podemos citar:

  • Síndrome dos ovários policísticos: o uso da metformina parece ser benéfico, principalmente se a doente tiver excesso de peso,
  • Esteatose hepática: a metformina parece reduzir o grau de inflamação do fígado.

Quais as contra-indicações da metformina?

A metformina é uma droga com pouquíssimas contra-indicações, mas uma delas é muito importante por ser uma situação frequente em pacientes com diabetes:

  • A insuficiência renal.

A metformina não deve ser usada em pacientes com insuficiência renal, principalmente se a creatinina estiver acima de 1,5 mg/dl (ou filtração glomerular menor que 50 ml/min).

Doentes com doença hepática (fígado) grave também não devem tomar metformina.

Quais os efeitos colaterais da metformina?

A metformina é uma droga geralmente bem tolerada, principalmente se for respeitada a contraindicação para insuficientes renais. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão:

  • Diarreia,
  • Náuseas,
  • Gosto metálico na boca.

A acidose láctica (aumento do ácido láctico no sangue) é uma complicação rara, mas grave, que ocorre geralmente em doentes com insuficiência renal avançada que permanecem a usar a metformina.

A hipoglicemia (baixa de glicose no sangue), efeito colateral comum dos outros hipoglicemiantes orais e da insulina, é rara com a metformina.

Como tomar a metformina?

A metformina é vendida em comprimidos de 500 mg, 700mg, 850 mg e 1000 mg. O comprimido é geralmente tomado 2 ou 3 vezes por dia e a  dose máxima recomendada é 2550 mg/dia. Já existem formulações de liberação lenta que podem ser tomadas apenas 1x por dia. A metformina deve ser tomada junto às refeições e o comprimido deve ser engolido por inteiro, evitando parti-lo ou mastigá-lo.
MEDICAMENTOS PARA A DIABETES melhorsaude.org

Concluindo

A pesquisa anti envelhecimento, depois de muitos anos estagnada, com resultados pouco visíveis para aplicação prática, está a agora à beira de conseguir dar um salto de gigante! Já eram conhecidos alguns estudos sobre hábitos do nosso quotidiano que potenciavam o estado de boa saúde durante mais anos, no entanto substâncias que pudessem ser tomadas para evitar o avanço do processo de envelhecimento eram matéria de ficção cientifica! Esta descoberta sobre os efeitos da metformina pode de facto tornar real, nas próximas décadas, a aspiração de viver com qualidade de vida até aos 120 anos, principalmente por se tratar de uma substância já amplamente utilizada nos seres humanos no tratamento da diabetes. Quem diria que assistiríamos, nas nossas vidas, ao início do desenvolvimento real de uma espécie de “elixir da juventude”? Para o bem e para o mal vivemos tempos verdadeiramente espantosos na evolução da ciência e da medicina em particular!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

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DOR DE GARGANTA GUIA 2017: QUAL O MELHOR TRATAMENTO?




São imensas as pastilhas que existem para tratar a dor de garganta! Este artigo pretende ser uma ferramenta útil para estar informado sobre a melhor escolha para cada caso… porque as dores de garganta não são todas iguais e algumas podem ser mais graves que outras!

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • O que é a dor de garganta?
  • Quanto tempo dura?
  • Quais os riscos?
  • Origem viral ou bacteriana?
  • Quais os vírus e bactérias envolvidos?
  • O que é um amigdalite ?
  • Quais as causas da amigdalite ?
  • Como se trata uma amigdalite ?
  • Como se sabe se é de origem viral ou bacteriana?
  • Quais as causas crónicas da dor de garganta?
  • Que medicamentos podem causar dor de garganta?
  • Que sintomas estão normalmente associados à dor de garganta?
  • Qual a diferença entre rouquidão e laringite?
  • Quais os sintomas graves de laringite nas crianças e latentes?
  • Quais os sintomas das dores de garganta graves?
  • Quais os grupos de risco?
  • Como tratar a dor de garganta?
  • Quais os tratamentos não farmacológicos?
  • Quais os tratamentos farmacológicos?
  • Quais as marcas de partilhas para a garganta mais utilizadas? E os preços?
  • Quais as que têm acção antibiótica, anti-inflamatória, antissética e anestésica?
  • Afinal quais são as melhores pastilhas para a dor de garganta?

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O que é a dor de garganta ?

A “dor de garganta” é caracterizada por picadas e dor ao deglutir os alimentos ou apenas a saliva. Normalmente não perturba de forma significativa a vida do doente embora em alguns casos se possa associar a dor de cabeça e mal-estar geral.

Quanto tempo dura?

Sem tratamento normalmente dura entre 3 a 7 dias

Quais os riscos da dor de garganta?

Em alguns casos pode causar as seguintes patologias:

  • Otite do ouvido médio
  • Sinusite aguda

Tem origem viral ou bacteriana ?

Na maior parte dos casos é de origem viral ( 80 a 90% ) pelo que não devem ser usados antibióticos porque são ineficazes e fragilizam o nosso sistema imunitário.

Quais os vírus que causam a dor de garganta?

Alguns dos mais importantes originam a faringite virica, tais como:

  • Vírus Coxsackie
  • Vírus Gingivitis herpética
  • Vírus da mononucleose infeciosa, também conhecida como doença do beijo,é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens e os sintomas habituais são febre, dor de garganta e aumento do volume dos gânglios linfáticos.

Quais as bactérias que causam a dor de garganta?

A mais comum e significativa origina a faringite estreptocócica, a saber:

  • Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A ( por exemplo a amigdalite bacteriana )

O que é uma amigdalite?

A amigdalite é a inflamação e o inchaço nas amígdalas. Amígdalas são gânglios linfáticos localizados na parte superior da garganta e na parte de trás da boca. Elas ajudam a manter bactérias e outros germes longe de locais em que possam causar infecções.

Comparação entre uma garganta normal e com amigdalite
Comparação entre uma garganta normal e com amigdalite. As amigdalas são gânglios linfáticos

Quais as causas da amigdalite ?

Amigdalite é geralmente causada por vírus, mas também pode haver infecção bacteriana. A bactéria mais comum entre as causas de amigdalite é a Streptococcus pyogenes, mais conhecida como estreptococo do grupo A, também responsável por exemplo pela faringite. Outras bactérias também podem estar envolvidas no desenvolvimento da doença.

Quais os sintomas da amigdalite ?

  • Amígdalas inchadas e vermelhas
  • Manchas brancas ou amareladas nas amígdalas
  • Dor de garganta
  • Dificuldade e dor ao engolir
  • Febre
  • Nódulos linfáticos no pescoço
  • Voz rouca
  • Dor de estômago, especialmente em crianças pequenas
  • Mau hálito
  • Dor de cabeça
  • Pescoço rígido.

Com tratar a amigdalite ?

Se uma bactéria como uma estreptocócica for a causa da amigdalite, serão receitados antibióticos para curar a infecção. Os antibióticos podem ser ministrados por injeção ou por via oral durante dez dias.

Além disso aconselham-se as seguintes medidas:

  • Repouso
  • Beber líquidos leves, frios ou mornos (não quentes)
  • Fazer gargarejos com água morna salgada
  • Usar pastilhas para reduzir a dor (as pastilhas não devem ser usadas em crianças porque podem causar engasgamento)
  • Tomar medicamentos vendidos sem receita para reduzir a dor e a febre. NÃO dê aspirina a crianças. A  aspirina está associada a casos de síndrome de Reye
  • Humidificar o ar para, assim evitar a irritação na garganta.

Como se sabe se a dor de garganta é vírica ou bacteriana?

A dor de garganta de origem bacteriana mais comum ( faringite estreptocócica ) geralmente tem alguns sintomas mais agressivos, tais como :

  • Febre superior a 38,3⁰C
  • Placas brancas purulentas na garganta
  • Adenopatias ( aumento de tamanho de alguns gânglios linfáticos por exemplo situados do pescoço )
Gânglios linfáticos do pescoço inflamados
Gânglios linfáticos do pescoço inflamados

Alguns sintomas da dor de garganta de origem virica:

  • Associada a uma constipação
  • Não há febre alta
  • Não existem placas brancas na garganta

A infeção virica é o mais habitual em 80% dos casos de dor de garganta.

Quais as causas crónicas da dor de garganta?

Algumas das causas crónicas da dor de garganta são as seguintes:

  • Alterações na respiração pela boca
  • Faringite crónica atrófica
  • Reduzida ingestão de líquidos ( por exemplo nos idosos )
  • Atrofia glandular
  • Refluxo esofágico
  • Substâncias irritantes ( por exemplo o fumo do tabaco )

Que medicamentos podem causar dor de garganta?

Alguns medicamentos de facto podem causar dor de garganta, a saber:

  • Corticoides inalados ( por exemplo para a asma )
  • Anti-histamínicos ( por exemplo para alergias e congestão nasal )
  • Diuréticos
  • Antidepressivos
  • Anti-parkinsónicos

Que sintomas aparecem habitualmente associados à dor de garganta?

Os seguintes sintomas aparecem muitas vezes associados à dor de garganta:

  • Constipação
  • Catarro
  • Tosse
  • Rouquidão

Qual a diferença entre rouquidão e laringite?

A rouquidão :

  • É causada pela inflamação das cordas vocais na laringe
  • Pode prolongar-se vários dias ou semanas
  • Necessita de descansar a voz
  • Geralmente a dor de garganta é de intensidade moderada ou inexistente

A laringite :

  • Geralmente causada por uma infeção viral localizada na laringe
  • Normalmente associada a dor de garganta
  • Passa em poucos dias
  • Normalmente não precisa de apoio médico
Localização anatómica da faringe e da laringe
Localização anatómica da faringe e da laringe

Quais os sintomas graves de laringite, nas crianças e latentes?

Alguns sintomas nas crianças e lactentes necessitam de encaminhamento para o médico, a saber:

  • Tosse ferina ( Coqueluche ) – é uma infecção causada por uma bactéria chamada Bordetella pertussis. Essa doença é caracterizada por febre e tosse seca.Hoje em dia, a tosse ferina, ou coqueluche, é pouco frequente no mundo, graças às vacinas específicas contra a doença. O problema é altamente contagioso e evolui entre 4 a 6 semanas. Essa doença é típica do inverno e pode atacar as crianças já nas primeiras semanas de vida.
  • Dificuldades respiratórias
  • Estridor – O estridor é um som semelhante ao grasnar e é predominantemente inspiratório; é consequência de uma obstrução parcial da garganta (faringe), da caixa dos órgãos da fonação (laringe) ou da traqueia.

A intensidade do estridor costuma ser suficiente para se poder ouvir a certa distância, mas por vezes pode ser perceptível só durante uma respiração profunda. O som é provocado por uma corrente de ar turbulenta através de uma via aérea superior que se estreitou.

Nas crianças, a causa pode ser uma infecção da epiglote ou a aspiração de um corpo estranho.

Nos adultos, pode tratar-se de um tumor, de um abcesso, de uma tumefacção (edema) da via aérea superior ou de um mau funcionamento das cordas vocais.

O estridor pode ser um sintoma de uma afecção potencialmente mortal, que requer atenção urgente. Nesses casos, introduz-se um tubo através da boca ou do nariz (intubação traqueal) ou directamente na traqueia (traqueotomia) para permitir que o ar ultrapasse a obstrução e assim salvar a vida da pessoa.

Quais os sintomas das dores de garganta graves?

  • Disfagia ao deglutir – O termo disfagia pode se referir tanto à dificuldade de iniciar a deglutição (geralmente denominada disfagia orofaríngea) quanto à sensação de que alimentos sólidos e/ou líquidos estão retidos de algum modo na sua passagem da boca para o estômago (geralmente denominada disfagia esofágica).

Disfagia, portanto, é a percepção de que há um impedimento para engolir.

  • Dificuldade respiratória
  • Febre superior a 38,3⁰C
  • Gânglios linfáticos inflamados ou sensiveis no pescoço
  • Exsudado faríngeo ou das amígdalas

Quais os grupos de doentes de risco que devem de ter apoio médico imediato?

  • Doentes crónicos
  • Doentes com febre reumática
  • Imunodeprimidos
  • VIH positivos
  • Diabéticos
  • Em tratamento quimioterápico

 

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Como tratar a dor de garganta ?

Como tratar a dor de garganta? Existem tratamentos não farmacológicos e também medicamentos para ajudar
Como tratar a dor de garganta ? Existem tratamentos não farmacológicos e também medicamentos para ajudar

Tratamentos não farmacológicos

  • Evitar irritantes da faringe:
    • Tabaco
    • Bebidas muito quentes ou frias
    • Alimentos ásperos que podem “arranhar” a garganta ao serem deglutidos
  • Ingerir líquidos abundantemente, sobretudo nas crianças, para uma hidratação adequada, até que a urina fique de cor amarelo claro ou transparente
  • Gargarejar com água morna salgada 4xdia
  • Usar rebuçados sem açucar, excepto nas crianças por risco de engasgamento
  • Lavar as mãos com frequência para evitar o contágio
  • Tapar a boca ao tossir para evitar contágio
  • Usar aerossois de hidratação para reduzir a secura da garganta
  • Evitar mudança de ambientes quentes para ambientes frios porque a contração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio diminui a irrigação sanguínea na garganta, dificultando a chegada de leucócitos para combater o vírus ou a bactéria.
  • Evitar o ar-condicionado porque, tendencialmente, seca o ambiente

Tratamentos farmacológicos

Mecanismo de acção do flurbiprofeno que tem acção anti-inflamatória
Mecanismo de acção do flurbiprofeno que tem acção anti-inflamatória
Fármacos anti-inflamatórios:
  • Flurbiprofeno 8,75mg, pastilhas, chupar cada 3 a 4 horas, máximo 5xdia
  • Benzidamida 3mg, pastilhas, chupar 3xdia
Fármacos antissépticos:
  • Clorhexidina 3mg, pastilhas, chupar 4xdia
  • Hexetidina 2mg/ml ou 1mg/ml, spray solução, 1-2 aplicações, 4xdia
  • Álcool diclorobenzílico 1,2mg/Amilmetacresol 0,6mg pastilhas, cada 1-2 horas
  • Cetilpiridínio 1mg, pastilhas, cada 1-2 horas
  • Cloreto de dequalínio 0,25mg, comp. Bucais, cada 2h, máximo 8xdia
  • Brometo de domifeno 0,5mg, comprimidos orodispersiveis, máx. 8xdia
  • Iodeto de tibezónio, 5mg, 0,5ml, pastilhas, solução 6xdia
  • Amilmetacresol 0,6mg, pastilhas
Fármacos antibióticos:
  • Tirotricina, 1mg, pastilhas, 4-10xdia
Fármacos de acção sistémica:
  • Paracetamol 500-1000mg, 3xdia ( 8/8h ). A partir dos 6 anos de idade já pode aplicar-se um supositório de 500mg, no máximo de 8/8h, durante 2 a 3 dias. Nos adultos a dosagem eficaz é de 1000mg de 8/8h durante 2 a 3 dias. Não tem efeito anti-inflamatório.
  • Ibuprofeno, 400-600mg, 2-3xdia ( 400mg de 8/8h ou 600mg de 12/12h ). O ibuprofeno tem efeito anti-inflamatório ( diminui a inflamação ), analgésico ( diminui a dor ) e anti-pirético ( diminui a febre ).
Anestésicos locais:
  • Benzocaína
  • Oxibuprocaina
  • Tetracaína

Quais as marcas de pastilhas mais conhecidas? Quais os preços?

  • Mebocaína® forte 24 pastilhas
  • Mebocína® anti-inflam 20 comprimidos de chupar
  • Strepfen® 24 pastilhas
  • Strepsils® 24 pastilhas
  • Tantum verde® 20 pastilhas
  • Drill® 24 pastilhas
  • Hydrotricine® 24 pastilhas
Tabela das pastilhas mais utilizadas para a dor de garganta e respectivas acções terapêuticas

Dor de garganta melhorsaude.org

Concluindo

Afinal quais são as melhores pastilhas para a garganta ?

A escolha mais adequada depende da origem viral ou bacteriana da dor de garganta.

Dor de garganta de origem viral:

É a mais comum ( cerca de 80% dos casos ) sendo neste caso indicada uma acção anti-inflamatória e analgésica, complementada por uma acção anestésica se a dor for muito forte, por exemplo:

  • Mebocaína® anti-inflam
  • Strepfen®

Dor de garganta de origem bacteriana:

É muito menos frequente, sendo neste caso indicada uma acção antibiótica, antissética, complementada por uma acção anestésica se a dor for muito intensa, por exemplo:

  • Mebocaína® forte
  • Hydrotricine®

E pronto… 🙂  depois de tanta coisa dita sobre dor de garganta, sabemos que vai ficar muito mais fácil tratar e até escolher o tratamento mais adequado com a ajuda….claro… do seu médico ou farmacêutico!

Fique bem

Franklim A. Moura Fernandes

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HTA HIPERTENSÃO 2016: PRESSÃO ARTERIAL 37 RESPOSTAS ESSENCIAIS




HTA Hipertensão Pressão arterial Pressão alta e sintomas de pressão alta: O que dizem a Sociedade Portuguesa de Hipertensão e a Organização Mundial de Saúde (OMS ou WHO)? Este artigo pretende ser um contributo importante para ajudar muitos doentes a compreender e controlar melhor a sua hipertensão arterial (HTA), conhecer em detalhe os sintomas de pressão alta e ao mesmo tempo alertar muitas pessoas que podem ser hipertensas sem o saber, correndo graves riscos de saúde!

Artigo actualizado em Março de 2016

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Qual a prevalência da hipertensão arterial (HTA)?
  • O que é a hipertensão arterial?
  • O que é a pressão arterial?
  • Quais os sintomas de pressão alta mais comuns da HTA?
  • Consigo saber que tenho HTA sem medir com o aparelho?
  • Com que frequência devemos medir a pressão arterial?
  • Como se faz o diagnóstico correcto da HTA?
  • O que é o M.A.P.A.?
  • Quais os valores normais da pressão arterial?
  • O que é a hipertensão de bata branca?
  • É importante a medição em casa?
  • Como escolher o aparelho para medir a PA?
  • Como medir correctamente a PA em casa?
  • Quais as principais complicações associadas à HTA?
  • Quais as complicações para o coração?
  • Quais as complicações para o cérebro?
  • Quais as compliceções para o olho?
  • Quais as complicações para o rim?
  • Quais as complicações para os vasos sanguineos?
  • Quais as causas e factores de risco?
  • O que é uma crise hipertensiva?
  • O que é a hipertensão maligna ou emergência hipertensiva?
  • Qual a diferença entre emergência e urgência hipertensiva?
  • Qual o tratamento da HTA?
  • Quais os medicamentos mais usados para a HTA?
  • Quais os principais efeitos secundários?
  • Que associações de medicamentos se podem fazer?
  • O que são diuréticos?
  • O que são os IECA?
  • O que são os ARA II?
  • O que são os inibidores do canais de cálcio?
  • O que são os beta-bloqueadores?
  • O que são vasodilatadores directos?
  • O que são os bloqueadores alfa-1?
  • O que são os agonistas alfa-2 adrenérgicos?
  • E se a pressão arterial for baixa? O que fazer?
  • O que é a hipotensão ortostática ou postural?

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HTA, qual a prevalência da hipertensão arterial?

A hipertensão arterial (HTA) sistémica, mais conhecida como tensão alta, é uma das doenças com maior prevalência a nivel global, afectando cerca de um terço da população. A hipertensão pode surgir em qualquer idade, mesmo durante a gravidez, sendo mais comum na população adulta e nos idosos. Estima-se que até 80% da população idosa seja hipertensa.

HTA, o que é a hipertensão arterial?

A hipertensão é definida pela elevação permanente ou intermitente da pressão sanguínea arterial sistólica e/ou diastólica acima de 140 e 90 mgHg.

O que é a pressão arterial (PA)?

A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce nos vasos sanguíneos ao ser bombeado pelo coração para o resto do corpo. A pressão arterial, vulgarmente denominada por pressão arterial “máxima” ou sistólica, corresponde à contração do coração e a “mínima” ou diastólica, corresponde ao relaxamento. É por refletir a atividade do coração que a medição da pressão arterial é tão importante.

HTA, sintomas de pressão alta, quais são?

Normalmente, a hipertensão ou pressão alta não causa sintomas relevantes e, por isso, a maioria das vezes é diagnosticada, por acaso, quando o doente vai ao médico por outra razão. Contudo, embora raramente, o doente poderá sentir dores de cabeça quando a tensão arterial estiver demasiado elevada. Os outros sintomas possíveis estão geralmente relacionados com as principais complicações da hipertensão crónica e podem ser:

  • Súbita perda de visão,
  • Tonturas,
  • Problemas de coordenação motora,
  • Dores no peito,
  • Palpitações.
  • Aumento de peso e volume devido à retenção de líquidos.

HTA, sintomas de pressão alta, posso saber sem fazer a medição com o aparelho?

Achar que é possível advinhar se a tensão está alta ou normal baseado na presença ou na ausência de sintomas é um erro muito comum e grave! Se não mede a sua tensão arterial simplesmente porque não tem nenhum sintoma, pode muito bem ser hipertenso sem saber. Por outro lado, um doente que é hipertenso, mas também não mede a tensão arterial periodicamente, pode ter a falsa sensação de a ter controlada. Não existe nenhuma maneira de avaliar a tensão arterial sem a medir com um esfigmomanómetro, aparelhos que existem nas Farmácias e também portateis para medir em casa.

O facto de algumas pessoas terem dor de cabeça ou mal estar quando apresentam tensão arterial elevada não significa que estes sintomas sirvam de prova. Estas pessoas podem ter picos de hipertensão assintomáticos sem saberem. É curioso que a dor aumenta a pressão arterial, sendo difícil saber nestes casos se a tensão subiu por causa da dor de cabeça ou se a dor de cabeça surgiu por causa da tensão alta.

Com que frequência devemos medir a PA?

Todos os adultos devem medir a sua tensão arterial pelo menos uma vez por ano. Devem medir duas vezes por ano os adultos com as seguintes condicionantes de saúde:

  • Obesos
  • Fuamadores
  • Diabéticos
  • Quem tiver história familiar de hipertensão arterial

Os hipertensos devem medir a tensão arterial pelo menos uma vez por semana para saber se está controlada.

HTA, como se faz o diagnóstico correcto?

Um erro comum no diagnóstico da hipertensão é rotularum doente como hipertenso baseado apenas numa medição isolada da tensão arterial. Um doente hipertenso pode ter momentos do dia em que a tensão apresenta valores normais, assim como uma pessoa sem hipertensão pode apresentar elevações pontuais de pressão arterial, devido a factores como stresse e actividade física ou seja, não se deve afirmar nem descartar hipertensão arterial apenas com uma única medição

A maioria das pessoas só procura medir sua tensão após eventos de stresse emocional ou dor de cabeça, situações que por si só podem aumentar a tensão arterial pontualmente.

Para se dar o diagnóstico de hipertensão arterial são necessárias de três a seis medições com resultados altos, realizadas em dias diferentes, com um intervalo maior que um mês entre a primeira e a última medição. Deste modo, minimizam-se os factores externos. Um doente só é hipertenso quando apresenta a tensão arterial elevada frequentemente e várias vezes ao dia.

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HTA, o que é o M.A.P.A?

Quando após algumas aferições da tensão ainda há dúvidas se a pessoa é realmente hipertensa ou apresenta apenas valores altos por ficar nervoso durante a medição da pressão arterial, o ideal é solicitar um exame chamado M.A.P.A (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial). Este exame é basicamente um aparelho de pressão que fica no braço do paciente durante 24 horas, aferindo e registrando seus valores da pressão arterial diversas vezes por dia, em situações diárias comuns, como dormir, comer, trabalhar, etc.

Após 24 horas de medições, o aparelho é entregue ao médico que faz a interpretação dos registos da seguinte forma:

  • Pessoas com mais de 50% das medições elevadas são consideradas hipertensas.
  • Pessoas que apresentam entre 20% e 40% das medições elevadas não são consideradas hipertensas, mas apresentam um grande risco de desenvolver hipertensão arterial, o que já indica mudanças nos hábitos de vida e de alimentação.
  • Pessoas com resultados normais são aqueles que apresentam a tensão controlada durante mais de 80% do dia.

O M.A.P.A pode ser usado para se fazer o diagnóstico de hipertensão arterial nos casos duvidosos, mas também serve para o médico ter uma ideia da efetividade do tratamento anti-hipertensivo nos doentes hipertensos e sob tratamento. Se o hipertenso, está a tomar medicamentos e apresenta ao M.A.P.A pressões altas ao longo do dia, isto é um forte indício de que o atual tratamento não esté a ser eficaz

Quais os valores normais da pressão arterial?

Como se classifica ?

Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg, determinados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado.

Diz-se que uma pessoa tem valores de PA normais, quando apresenta ambos os valores abaixo de 130/85mmHg. Para valores entre 130-139mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica, diz-se que os valores são normais-altos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA.

A HTA define-se por graus, de acordo com os valores de PA encontrados, sendo que os graus são importantes para definir a gravidade da doença e orientar a sua abordagem.

Os valores mais aceites hoje em dia sobre hipertensão são os seguintes:

Pressão arterial melhorsaude.org melhor blog de saude

O que é a “hipertensão da bata branca”?

Dá-se o nome de hipertensão arterial da bata branca quando encontramos pessoas que só apresentam pressão arterial alta durante as consultas médicas. São pessoas que ficam ansiosas na presença do médico e a pressão sobe pontualmente. Em casa, fora das consultas, estas pessoas apresentam valores dentro dos intervalos normais. Às vezes, é difícil diferenciá-las dos hipertensos verdadeiros. Em geral, é preciso realizar o M.A.P.A para se ter certeza.

A hipertensão da bata branca não é hipertensão propriamente dita, mas afecta pessoas que apresentam maior tendência de desenvolvê-la, sendo um factor de risco para hipertensão real. Estes pacientes têm indicação para mudanças nos hábitos de vida visando impedir a progressão para a doença estabelecida.

HTA, é importante a medição em casa?

A medição da Pressão Arterial (PA) em casa é um complemento importante à medição da PA no consultório, sendo útil na avaliação do controlo da Hipertensão Arterial (HTA). A medição em ambiente de consulta, pelo seu Médico, mostra como está a PA naquele momento. Contudo, a PA sofre várias oscilações ao longo do dia, sendo influenciada por diversos fatores tais como a alimentação, o stress, o esforço físico e a medicação.
Assim, a auto-medição da PA em ambulatório (conhecida como AMPA), ao fornecer um maior número de medições da PA, em condições ideais, fora do contexto de consulta, permite ter uma perceção mais fidedigna do seu perfil tensional. Podemos assim comparar a PA no consultório a uma fotografia do momento e a medição da PA em ambulatório a um vídeo, tendo em conta as medições sequenciais ao longo do tempo que são feitas.

Assim, o seu Médico poderá recomendar a auto-medição da PA, de forma a obter informações sobre a eficácia da medicação anti-hipertensora e em algumas situações, tais como:

• Avaliar a “Hipertensão de Bata Branca”, definida como uma elevação persistente da PA no consultório e valores normais fora deste. Tal acontece porque, por vezes, em ambiente de consulta, algumas pessoas ficam mais ansiosas, o que contribui para um aumento transitório da PA;

• Avaliar a “Hipertensão Mascarada”. Ao contrário do que se verifica na “Hipertensão de Bata Branca”, nesta condição verificam-se valores normais de PA no consultório, mas valores elevados fora deste;

• Hipertensão Gestacional

A Monitorização da PA em casa obedece a alguns princípios e reúne características específicas, nomeadamente no que respeita ao tipo de aparelhos e form

Qual o melhor aparelho de medição da PA?

Há uma enorme variedade de aparelhos existentes no mercado, mas nem todos são recomendados.

Na escolha do aparelho para medição da PA, tenha em consideração as seguintes características:
• Devem ser aparelhos automáticos de medição da PA no braço. Os dispositivos que pressupõem a medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis;
• Escolha um aparelho validado. As especificações relativas à validação deverão constar das informações fornecidas pelo fabricante. Para verificar a lista de aparelhos validados, pode consultar www.dableducational.org;
• Devem ser usadas braçadeiras de dimensões adequadas (pequenas, standard ou largas) de acordo com o diâmetro do braço (veja imagens abaixo – Figuras 1 e 2);
• Idealmente devem possuir uma memória sólida para um número relevante de medições.

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Como medir correctamente a pressão arterial em casa?

Para ter significado clínico, é importante ter alguns aspetos em conta na medição da PA no domicílio:

• A PA deve ser avaliada num ambiente calmo, após 5 minutos de descanso. Não deve ter fumado, ingerido estimulantes ou feito exercício nos 30 minutos prévios à medição da PA;
• Deve estar na posição sentada, com as costas e braços apoiados;
• A PA deve ser medida no braço que evidenciou de forma consistente valores tensionais mais elevados;
• A avaliação da PA deve ser feita pelo menos durante 3-4 dias, preferencialmente durante 7 dias consecutivos, em 2 períodos do dia: de manhã e à tarde;
• Em cada avaliação da PA, devem ser feitas 2 medições, com 1-2 minutos de intervalo;
• Registe as medições efetuadas, bem como o dia e a hora. Partilhe este registo com o seu médico.

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HTA, quais são as principais complicações?

Coração

  • Aneurisma da aorta – A aorta é a principal artéria do nosso organismo e leva o sangue do coração para o resto do corpo. Se for sujeita a pressões elevadas durante muito tempo, a sua parede também pode enfraquecer e formar um balão (aneurisma) que, se rebentar, causa morte do doente.

  • Enfarte do miocárdio (EM) – O enfarte do miocárdio ou “ataque de coração”, resulta do estreitamento e bloqueio dos vasos sanguíneos (aterosclerose) de uma ou mais das artérias que irrigam o coração, as coronárias. Caso isso aconteça o coração não recebe o oxigénio que necessita e há a morte das células do miocárdio (músculo do coração), o que traz sérias complicações ao doente.

  • Insuficiência cardíaca – Quando a hipertensão a que o coração está sujeito é muito prolongada o seu músculo pode enfraquecer, tornando o coração menos eficiente ou incapaz de assegurar a circulação sanguínea. Neste caso, diz-se que o doente tem insuficiência cardíaca e pode dar-se a acumulação de sangue nos membros inferiores bem como a acumulação de fluídos nos pulmões, o que causa sérias dificuldades respiratórias ao doente.

Cérebro

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC) – A hipertensão é a principal causa de AVC. Quando mantida por um longo período de tempo, pode causar rigidez e estreitamento dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Nessas zonas podem formar-se coágulos que impedirão o sangue de passar para as restantes zonas do cérebro causando graves lesões ao doente.

  • Aneurisma – Determinadas zonas da parede das artérias, já enfraquecidas pela crescente elevação da pressão arterial, podem formar um “balão”. Se esse balão rebentar, o que pode acontecer a qualquer momento, há uma hemorragia e o doente pode morrer ou ficar com graves sequelas.

Rim

  • Nefrosclerose – Esta complicação da hipertensão está relacionada com danos causados ao nível das artérias mais pequenas do rim, as arteríolas. O seu endurecimento, causado pela permanente elevação da pressão arterial, leva à diminuição do fluxo sanguíneo ao nível do rim, tornando-o insuficiente. Neste caso, como o rim já não é capaz de assegurar a sua função de filtrar o sangue do organismo, essa tarefa terá de ser efetuada artificialmente por uma máquina ou, em alternativa, o doente terá que se submeter a um transplante de rim.

Vasos sanguíneos

  • Aterosclerose – Quando em elevada quantidade no sangue, as gorduras podem acumular-se nas paredes das artérias e formar depósitos chamados placas de ateroma, que levam ao estreitamento dos vasos e, em último caso, À sua obstrução.

Olho

  • Retinopatia – A hipertensão prolongada pode causar rigidez dos vasos sanguíneos da parte inferior do olho, da retina. Uma das complicações dessa rigidez é o estreitamento dos vasos. Com a progressão da doença, pode haver hemorragias e formação de exsudados que, juntamente com o aumento da pressão, pode levar À cegueira.

HTA, quais as causas e factores de risco?

Dividimos a hipertensão arterial em duas classificações, de acordo com suas causas:

  • Hipertensão essencial (hipertensão primária)
  • Hipertensão secundaria.

A hipertensão primária é aquela que surge sem uma causa definida. Esta forma de hipertensão é responsável por 95% dos casos. A hipertensão arterial primária não tem uma causa claramente identificada, mas os seus principais fatores de risco são bem conhecidos:

  • Etnia negra
  • Obesidade
  • Elevado consumo de sal
  • Consumo de álcool
  • Sedentarismo
  • Colesterol alto
  • Apneia obstrutiva do sono
  • Tabagismo
  • Diabetes Mellitus

O que é uma crise hipertensiva?

A ocorrência de uma súbita e marcada elevação da PA é comumente conhecida como crise hipertensiva. A sua gravidade relaciona-se sobretudo com a magnitude da elevação tensional e rapidez de instalação, e não tanto com o valor absoluto da PA. É importante realçar que num doente com HTA existe adaptação estrutural dos vasos arteriais, estando por isso mais protegidos, relativamente aos indivíduos normotensos, das consequências do aumento súbito da PA.

Em termos de valores absolutos, considera-se crise hipertensiva quando se verificam os seguintes valores da PA:

  • PA sistólica > 180 mmHg   ou
  • PA diastólica > 120 mmHg.

Se obtiver estes valores na medição da PA no domicílio, deve aguardar uns minutos e medi-la novamente. Caso persistam estes valores tensionais e não tenha quaisquer sintomas,marque consulta com o seu Médico.

HTA, o que é a hipertensão maligna ou emergência médica?

A hipertensão maligna é uma emergência médica e ocorre quando há um aumento súbito dos níveis da tensão arterial, causando lesão aguda de órgãos nobres, como rins, coração, cérebro e olhos. A hipertensão maligna normalmente ocorre com valores de tensão sistólica acima de 220 mmHg ou diastólica acima de 120 mmHg.

As consequências mais comuns são:

  • Insuficiência renal aguda
  • Hemorragias da retina
  • Edema da papila do olho
  • Insuficiência cardíaca aguda
  • Encefalopatia (alterações neurológicas)

Qual a diferença entre hipertensão arterial maligna e urgência hipertensiva?

Nem todos os doentes com níveis elevados de tensão arterial apresentam hipertensão maligna. Para que isso ocorra é preciso, além da hipertensão grave, haver sintomas e lesões agudas de órgãos nobres. Quando os níveis tensionais estão muito elevados, normalmente acima de 180/120 mmHg, mas não há sintomas ou lesões agudas de órgãos, chamamos de urgência hipertensiva.

A hipertensão maligna implica internamento e redução rápida dos valores da pressão. Na urgência hipertensiva, não há necessidade de hospitalização e a pressão pode ser reduzida gradualmente ao longo de 24-48 horas.

HTA, qual o tratamento da hipertensão arterial?

Feito o diagnóstico de hipertensão, todos os doentes devem fazer mudanças de estilo de vida antes de se iniciar o tratamento com medicamentos. As principais são:

  • Reduzir o peso
  • Fazer mais exercícios físicos
  • Deixar de fumar
  • Diminuir o consumo de álcool
  • Diminuir o consumo de sal
  • Diminuir o consumo de gordura saturada
  • Aumentar o consumo de frutas e vegetais

A redução da pressão arterial com essas mudanças costuma ser pequena e dificilmente uma pessoa com níveis muito altos (maior que 160/100 mmHg) atinge o controle da hipertensão sem a ajuda dos medicamentos. Nas hipertensões leves, há casos em que apenas com controle do peso, dieta apropriada e prática regular de exercício físico consegue-se o controle da tensão arterial. No entanto a maioria dos doentes não aceita mudanças nos hábitos de vida e acabam por ter de tomar medicamentos anti-hipertensivos.

Os doentes que já chegam ao médico com tensão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo devem iniciar tratamento medicamentoso imediato, uma vez que essas lesões  indicam hipertensão de longa data. Obviamente, as mudanças de estilo de vida também estão indicadas neste grupo.

Apenas doentes com sinais de lesão de órgão alvo, insuficiência renal crónica, diabetes ou com doenças cardíacas, devem iniciar o tratamento com drogas imediatamente.

HTA, quais os medicamentos anti-hipertensivos mais usados?

Existem dezenas de drogas diferentes aprovadas para o controle dos níveis de tensão arterial. Estudos recentes têm demonstrado que o mais importante no tratamento da hipertensão é reduzir a pressão arterial, e não necessariamente o tipo de droga utilizada.

Actualmente, 4 classes de anti-hipertensores são considerados de primeira linha por apresentarem boa resposta no controle da tensão arterial e baixa incidência de efeitos secundários graves, são eles os diuréticos, IECAS, ARA II e os Inibidores dos canais de cálcio.

As principais classes de medicamentos anti-hipertensivos são:

  • Diuréticos (Tiazidicos, de alça ou poupadores de potássio)
  • IECA (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina)
  • ARA II (Antagonistas do Receptor da Angiotensina)
  • Inibidores dos canais de cálcio
  • Beta-bloqueadores
  • Vasodilatadores directos
  • Bloqueadores alfa-1
  • Agonistas alfa-2 adrenergicos

Pode associar-se mais do que um anti-hipertensor para o mesmo doente?

Não há nenhum problema na associação de mais de uma droga anti-hipertensiva desde que o objectivo de colocar a tensão arterial consistentemente dentro dos valores normais seja alcançado e que o risco de hipotensão (tensão baixa) seja controlado. Alguns pacientes com hipertensão grave precisam de vários medicamentos (alguns tomam 5 moléculas diferentes) para controlar a sua tensão arterial. O tratamento com apenas uma droga, costuma ser utilizado apenas nos casos mais leves, naqueles que, sem tratamento, apresentam níveis abaixo de 160/90 mmHg. Doentes com tensões mais elevadas, principalmente com valores acima de 170/90 mmHg, dificilmente conseguirão baixar de 140/90 mmHg com apenas uma droga.

HTA, quais os efeitos secundários mais frequentes?

A maioria dos anti-hipertensivos disponível no mercado é composta por drogas com muitos anos de uso clínico e um bom perfil de segurança. Todavia, como qualquer fármaco, há sempre o risco de efeitos colaterais.  O efeito adverso mais comum a todas as classes é a hipotensão. Esse problema pode ser evitado com um cuidadoso controle das doses dos medicamentos, principalmente no início do tratamento. A impotência sexual é outro problema que pode ocorrer, mas costuma ser mais frequente nos pacientes idosos, que já possuem outros fatores de risco para disfunção erétil.

De modo geral, se bem indicados, os anti-hipertensivos são drogas bem toleradas e eficazes.

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HTA, quais os diuréticos mais usados?

Os diuréticos são drogas utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão, sendo até hoje consideradas uma das melhores opções para o seu controle . Os diuréticos podem ser utilizados como monoterapia ou como parte de uma terapia anti-hipertensiva múltipla, com mais de uma droga de classes diferentes.

Em geral, salvo contra-indicações e casos especiais, sugere-se que o diurético seja a primeira ou, no máximo, a segunda droga de qualquer esquema anti-hipertensivo. O paciente hipertenso tratado com 2 ou 3 drogas, não sendo nenhuma delas um diurético, provavelmente está com um esquema  anti-hipertensivo desadequado.

Existem três grandes grupos de diuréticos que podem ser usados no tratamento da hipertensão:

  • Diuréticos Tiazídicos
  • Diuréticos de alça
  • Diuréticos poupadores de potássio

Diuréticos tiazídicos

Os tiazídicos são a classe de diuréticos mais indicada no tratamento da hipertensão. São drogas baratas e com bons resultados, principalmente para a população negra,  idosos e diabéticos.

Os diuréticos tiazídicos mais utilizados são:

  • Hidroclorotiazida (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária)
  • Clortalidona (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária)
  • Indapamida (dose recomendada entre 1,25 e 2,5 mg por dia em dose única diária)
  • Metolazona (dose recomendada entre 2,5 e 5 mg por dia em dose única diária).

A clortalidona é a molécula que nesta classe apresenta os melhores resultados na redução a longo prazo de problemas cardiovasculares, facto que se suspeita ser devido ao seu longo tempo de ação (mais de 24 horas), que chega a ser mais do que o dobro do da hidroclorotiazida.

Nos pacientes com insuficiência renal avançada (clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min) os tiazídicos não são drogas eficazes, com excepção da metolazona, não devendo ser o diurético de escolha para o controle da tensão arterial nestes pacientes.

Entre os efeitos secundários mais comuns dos tiazídicos estão:

  • Agravamento dos níveis de glicose nos diabéticos (este efeito geralmente só ocorre em doses elevadas)
  • Elevação do ácido úrico
  • Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo)
  • Hiponatremia (sódio sanguíneo baixo)
  • Desidratação

Diuréticos de alça

Os diuréticos de alça são diuréticos mais potentes, porém o seu tempo de acção é bastante mais curto, sendo menos eficazes que os tiazídicos, não devendo ser a primeira opção de tratamento para a maioria dos pacientes.

As excepções são os pacientes com insuficiência renal crónica avançada ou insuficiência cardíaca com necessidade de controle dos edemas. Nestes casos, os diuréticos de alça são os mais indicados.

O diurético de alça mais usado é:

  • Furosemida (Lasix®)

A furosemida é habitualmente usada no tratamento da hipertensão arterial nas doses de 20 a 80 mg por dia, em dose única ou em duas doses diárias separadas por 6 horas de intervalo. Não se indica a prescrição da furosemida com intervalos de 12 horas entre as doses. Doses bem mais elevadas que 80 mg podem ser utilizadas em pacientes com quadros de edemas graves.

Os principais efeitos colaterais da furosemida são semelhantes aos dos diuréticos tiazídicos.

 Diuréticos poupadores de potássio

  • Espironolactona (Aldactone®) – Os diuréticos poupadores de potássio são diuréticos fracos, não sendo indicados para o tratamento da maioria dos casos de hipertensão. Eles, porém, podem ser usados como droga complementar nos casos de hipertensão arterial resistente ou nos pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo que o paciente já faça uso de um diurético tiazídicos ou de alça. A dose habitual da espironolactona para hipertensão arterial é de 25 mg a 50 mg por dia em dose única diária.

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Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs)

Os IECAs, são uma classe de anti-hipertensivos utilizados com muito sucesso há mais de 30 anos.

Assim como os diuréticos, os IECAs são drogas que podem ser utilizadas em monoterapia ou como parte de um tratamento polimedicamentoso. Salvo contra-indicações, os IECAs podem ser utilizados em qualquer tipo de doente, mas devem ser usados como primeira escolha nos seguintes casos:

  • Diabéticos
  • Doentes com hipertrofia do ventrículo esquerdo
  • Doentes com insuficiência cardíaca
  • Doentes que já sofreram um infarte do miocárdio
  • Doentes com proteinúria
  • Doentes com insuficiência renal crónica

Em geral, os IECAs são mais eficazes em pessoas brancas e jovens e menos eficazes em negros e idosos. Isso não significa, porém, que não se possa usar os IECA neste grupo, principalmente se o doente tiver uma das patologias acima indicadas.

Os IECA são um grupo bastante explorado pela indústria farmacêutica, existindo atualmente no mercado, diversas drogas diferentes dentro desta família. Em geral, nenhum IECA apresenta nítida superioridade em relação ao outro.

Os IECA mais utilizados são:

  • Benazepril (dose recomendada entre 10 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Captopril (dose recomendada entre 25 a 150 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Cilazapril (dose recomendada entre 0,5 a 2,5 mg por dia, em dose única diária)
  • Enalapril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia)
  • Lisinopril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Perindopril (dose recomendada entre 2 a 16 mg por dia, em dose única diária)
  • Ramipril (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia).

O captopril é a droga mais antiga e menos utilizada desta lista por ter um tempo de acção mais curto de aproximadamente 8 horas sendo necessário tomá-lo até 3 vezes por dia. Por isso, o seu uso actualmente tem sido restrito ao tratamento pontual dos picos de tensão arterial em doentes que já estão medicados com outras drogas.

A associação dos IECA com diuréticos poupadores de potássio deve ser feita com muita cautela, pois ambas são drogas que podem aumentar os níveis de potássio no sangue.

O efeito colateral mais incómodo dos IECA é a tosse seca, que pode surgir em qualquer momento do tratamento e só desaparece com a suspensão da droga.

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Antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II)

Os antagonistas do receptor da angiotensina II, conhecidos pela sigla ARA II, são uma classe de anti-hipertensores relativamente nova, mas com mecanismo de ação semelhante aos IECA.

Como os efeitos, a eficácia e as indicações são os mesmos dos IECA, a escolha entre uma IECA ou ARA II fica por conta de preferência individual do médico ou do doente. Preço, posologia e perfil de efeitos secundários são geralmente os factores levados em conta na hora de escolher entre um IECA ou ARA II.

Os ARA II mais utilizados são:

  • Candesartan (dose recomendada entre 16 a 32 mg por dia, em dose única diária)
  • Irbesartan (dose recomendada entre 75 a 300 mg por dia, em dose única diária)
  • Losartan (dose recomendada entre 50 a 100 mg por dia, em dose única diária)
  • Olmesartan (dose recomendada entre 20 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Telmisartana (dose recomendada entre 20 a 80 mg por dia, em dose única diária)
  • Valsartan (dose recomendada entre 80 a 320 mg por dia, em dose única diária)

Assim como os IECA, os ARA II também podem provocar aumento do potássio sanguíneo. A grande vantagem dos ARA II sobre o IECA é a baixa ocorrência de tosse.

A associação de um IECA e um ARA II era anteriormente indicada para o tratamento da insuficiência cardíaca e das doenças renais com proteinúria mas nos últimos anos devido à elevada taxa de efeitos secundários e problemas cardiovasculares entretanto comprovados essa associação deixou de ser utilizada.

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Inibidores dos Canais de Cálcio

Os inibidores do canal de cálcio também são drogas já utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão arterial. Podem ser utilizadas em monoterapia, mas são habitualmente prescritos para ajudar no controle da tensão arterial em doentes já medicados com IECA (ou ARA II) e/ou diurético. A associação de um inibidor do canal de cálcio com um diurético costuma ser bastante eficaz no controle da hipertensão de doentes negros ou idosos.

Os inibidores do canal de cálcio mais utilizados são:

  • Nifedipina retard (mais conhecido como Adalat retard) (dose recomendada entre 30 a 120 mg por dia, em dose única diária)
  • Amlodipina (dose recomendada entre 2,5 a 10 mg por dia, em dose única diária)
  • Lercanidipina (dose recomendada entre 10 a 20 mg por dia, em dose única diária)
  • Felodipina (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária).

Os inibidores do canal de cálcio são anti-hipertensores fortes e devem ser iniciados com cautela em pacientes idosos, devido ao risco de hipotensão. Nestes pacientes deve-se começar com a dose mais baixa, sendo a mesma aumentada  a cada 15 dias até se conseguir o controle adequado da tensão arterial.

O efeito colateral mais comum dos inibidores do canal de cálcio é o edema (inchaço) nos pés e pernas, principalmente nos doentes com varizes e sinais de insuficiência venosa dos membros inferiores.

Colesterol

Beta-bloqueadores

Os beta-bloqueadores são  utilizados há muitos anos no tratamento da hipertensão. Desde 2010, porém, o seu uso como medicamento de primeira escolha deixou de ser indicado. Não se deve usar beta-bloqueadores em monoterapia mas apenas como 3ª ou 4ª escolha.

Entretanto, em algumas situações clínicas, o uso de beta-bloqueadores para controlar a hipertensão arterial pode apresentar efeitos benéficos, tais como:

  • Angina de peito
  • História de infarto do miocárdio
  • Fibrilação atrial
  • Hipertireoidismo
  • Enxaqueca
  • Hiperidrose
  • Pacientes jovens com distúrbios de ansiedade
  • Tremor essencial

Os beta-bloqueadores mais utilizados são:

  • Atenolol (dose recomendada entre 25 a 100 mg por dia, em dose única diária)
  • Bisoprolol (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária)
  • Carvedilol (dose recomendada entre 12,5 a 50 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Metoprolol (dose recomendada entre 50 a 450 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Nebivolol (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária)
  • Propranolol (dose recomendada entre 40 a 160 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia).

Os beta-bloqueadores não devem ser utilizados em pacientes com asma ou pessoas com frequência cardíaca basal abaixo dos 60 batimentos por minuto.

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Vasodilatadores directos

Os vasodilatadores directos, são medicamentos que devem ser utilizados apenas no tratamento da hipertensão de difícil controle. Os principais são:

  • Hidralazina
  • Minoxidil

A hidralazina é mais usada que o minoxidil por apresentar um perfil de efeitos secundários mais favorável. Em geral, indica-se o uso da hidralazina em pacientes medicados  com pelo menos um diurético, um IECA (ou ARAII) e um bloqueador dos canais de cálcio, mas que ainda não conseguiram controlar adequadamente a sua hipertensão. A dose da hidralazina é de 25 a 100 mg divididos em 2 tomadas diárias.

Entre os efeitos secundários mais comuns da hidralazina estão:

  • Retenção de líquidos
  • Taquicardia (coração acelerado)
  • Dor de cabeça.

O uso simultâneo de um diurético e de um beta-bloqueador ameniza os efeitos colaterais.

A única situação em que o uso da hidralazina pode ser considerado como opção inicial é nos caso das grávidas com hipertensão grave. Como a maioria dos anti-hipertensores não podem ser utilizados em gestantes, a hidralazina acaba por ser uma das poucas opções disponíveis.

O minoxidil é uma droga poderosíssima, sendo, habitualmente, reservada para aqueles caso de hipertensão grave que não cedem a nenhum tipo de combinação anti-hipertensiva. Geralmente são os casos de pacientes já medicados com 4 ou 5 drogas anti-hipertensivas que ainda mantêm níveis de tensão arterial acima de 200/100 mmHg. O minoxidil possui muitos efeitos secundários, sendo os mais importantes o crescimento de pelos pelo corpo (hirsutismo) e a retenção de líquidos.

Muitos médicos reservam o minoxidil como última alternativa no tratamento da hipertensão. A sua grande vantagem é o facto de ser extremamente eficaz, conseguindo controlar a pressão arterial como nenhum outro anti-hipertensor.

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Bloqueadores alfa-1

Os bloqueadores alfa-1  têm sido cada vez menos utilizadas no tratamento da hipertensão devido à sua menor eficácia e mais efeitos secundários.

Actualmente indica-se o uso de bloqueadores alfa-1 somente no controle da hipertensão arterial em homens idosos que também apresentem hipertrofia benigna da próstata, pois estes medicamentos atuam reduzindo o tamanho da próstata. Nestes casos, ela é uma boa opção para ser a 3ª ou 4ª droga do esquema anti-hipertensivo.

Os bloqueadores alfa-1 mais utilizados são:

  • Doxazosina (dose recomendada entre 1 a 16 mg por dia, em dose única diária)
  • Prazosina (dose recomendada entre 2 a 20 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia)
  • Terazosina (dose recomendada entre 1 a 20 mg por dia, divididos em 1 ou 2 tomadas por dia).

Agonistas alfa-2 adrenérgicos

Os agonistas alfa 2 adrenérgicos também são utilizados apenas em casos de hipertensão de difícil controle. Devem ser a 4ª ou 5º opção de tratamento.

São anti-hipertensores poderosos, mas seus efeitos secundários são muito frequentes e incluem:

  • Sonolência
  • Boca seca
  • Dor de cabeça
  • Tonturas.

Outro problema dos agonistas alfa 2 é a súbita elevação da pressão arterial quando são suspensos, o chamado efeito “rebound”.

Os agonistas alfa-2 mais usados são:

  • Clonidina (dose recomendada entre 0,1 a 0,8 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Metildopa (dose recomendada entre 250 a 1000 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia)
  • Rilmenidina (dose recomendada entre 1 a 2 mg por dia, em dose única diária).

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Tensão arterial baixa ou hipotensão

E se os valores da tensão arterial estiverem baixos?
Devo preocupar-me?
Se não tiver nenhum sintoma, não há motivo para se preocupar.

Quais os sintomas de pressão baixa?

Os sinais e sintomas que se relacionam com a pressão arterial baixa incluem:
• Tonturas
• Desmaio
• Sensação de desequilíbrio
• Visão turva
• Palpitações
• Confusão mental
• Fadiga
• Dificuldade de concentração
• Pele fria e pálida
• Náuseas
Se experimentar algum destes sintomas, a PA baixa pode ter uma causa subjacente, pelo que é importante que seja observado pelo seu Médico.

Quais as causas de hipotensão?

Diminuição do volume sanguíneo: pode ocorrer como resultado de uma hemorragia abundante ou desidratação;• Medicação: alguns tipos de medicação podem baixar a PA, incluindo os diuréticos e outros anti-hipertensores, alguns antidepressivos, medicamentos usados no tratamento da doença de Parkinson, entre outros;

Patologias graves tais como o choque séptico (infeção grave) ou anafilático (reação alérgica) provocam um declínio importante da PA, que pode colocar a vida em risco;

Problemas cardíacos: algumas condições como a insuficiência cardíaca, o enfarte agudo do miocárdio, a bradicardia (frequência cardíaca baixa) e doenças das válvulas cardíacas, podem conduzir a uma diminuição da PA;

Problemas endocrinológicos: alguns problemas hormonais como o hipotiroidismo e a insuficiência supra-renal podem causar diminuição da PA;

Hipotensão neurologicamente mediada: esta condição relaciona-se com um problema de comunicação entre o coração e o cérebro, e ocorre após um longo período em pé;

Problemas neurológicos: a PA pode diminuir se houver algum problema com o sistema neurológico autonómico (parte do sistema nervoso que controla funções como a respiração, circulação do sangue e digestão);

Repouso prolongado no leito.

O que é a hipotensão ortostática ou postural?

É a queda da PA resultante da mudança da posição de sentado ou deitado, para a posição de pé. Os sintomas resultantes são transitórios, durando habitualmente alguns segundos, enquanto a PA se ajusta à nova posição.

Como diminuir os sintomas de hipotensão?

Alguns gestos podem limitar os sintomas de Hipotensão:
• Levantar-se gradualmente
• Evitar estar longos períodos de tempo em pé
• Manter uma boa hidratação
• Comer frequentemente ao longo do dia

Concluindo

Na minha prática profissional diária os problemas relacionados com a pressão arterial são sem dúvida dos mais prevalentes na população. Além dos doentes mal controlados existem imensos hipertensos que não sabem que o são e que vão colocando de forma crónica a sua saúde e vida em risco! Nunca é demais lembrar que só terá a certeza de que a sua tensão arterial é normal se fizer a medição no braço, num aparelho credivel, tal como os que existem nas Farmácias. A hipertensão é uma patologia “silenciosa” mas que mata de forma muitas vezes fulminante”! Proteja-se já!

Fique bem!

Franklim Fernandes

Fontes:

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12 FACTOS SOBRE ANTI-INFLAMATÓRIOS E DIGESTÃO

Anti-inflamatórios e digestão

Calcula-se que diariamente mais de 30 milhões de pessoas se socorrem de medicamentos denominados anti-inflamatórios não esteróides para aliviar queixas dolorosas variadas, como por exemplo ósseas ou articulares, ou simples dores de cabeça. Apesar da eficácia que estes medicamentos possam apresentar, eles podem ser responsáveis por algumas complicações que convém considerar.

As mais frequentes relacionam-se com o aparelho digestivo, nomeadamente na região do estômago, que após a toma destes fármacos pode tornar-se doloroso, apresentar úlcera, ou mesmo uma hemorragia. A maioria das vezes estes problemas aparecem subitamente, não havendo nenhum teste que permita prever que tal possa acontecer. Existem mesmo situações em que estes fármacos não devem ser consumidos, como acontece no período final de uma gravidez.

Que efeitos colaterais são mais frequentes aparecer no aparelho digestivo?

  • Dor na região do estômago
  • Azia
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Alteração dos hábitos intestinais (diarreia ou obstipação)

Quem tem risco acrescido?

Todos aqueles que tomam medicamentos anti-inflamatórios têm algum risco de desenvolver problemas digestivos. Alguns contudo têm um risco mais elevado e estão mais susceptíveis de ter complicações. São os que:

  • Têm mais de 60 anos
  • Têm história prévia de úlcera do estômago ou duodeno
  • Tomam associadamente corticóides ou medicamentos que diminuam a coagulação do sangue
  • Consomem álcool regularmente
  • São fumadores
  • Tomam anti-inflamatórios em doses superiores às recomendadas pelo médico
  • Tomam anti-inflamatórios por longos períodos de tempo
  • Tomam simultaneamente outros medicamentos que contêm aspirina e outros anti-inflamatórios

Quais são os sinais de alarme?

Convém salientar que cerca de 80% das pessoas que apresentam problemas digestivos como consequência da toma de anti-inflamatórios, não têm previamente sintomas de alarme. De qualquer forma, deverá ser contactado de imediato o médico, caso algum dos seguintes se faça sentir:

  • Dor na zona do estômago
  • Aparecimento de fezes negras ou com sangue vermelho
  • Vómitos persistentes ou com sangue (negro ou vermelho)

É possível diminuir os riscos?

Algumas atitudes são desejáveis antes ou durante a toma de anti-inflamatórios:

  • Conhecer os seus próprios factores de risco
  • Se notar alguma alteração após o início da toma do medicamento, contactar o médico
  • Nunca ultrapassar a dose prescrita, a não ser por indicação médica
  • Evitar ou limitar a ingestão de álcool
  • Tomar após as refeições
  • Falar com o médico acerca dos medicamentos que podem reduzir o risco de complicações dos anti-inflamatórios (nomeadamente a hipótese de tomar em simultâneo medicamentos denominados anti-ulcerosos)
  • Avaliar a possibilidade de tomar outros medicamentos que aliviem a dor e que não sejam anti-inflamatórios (por exemplo paracetamol ou tramadol)
  • Falar com o médico antes de iniciar a toma diária de aspirina em baixas doses

Os anti-inflamatórios têm risco para outros órgãos?

Estudos recentes indicam que alguns anti-inflamatórios podem aumentar o risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Se existir doença cardíaca prévia ou factores de risco (tensão arterial elevada, colesterol elevado, tabagismo) e tiver necessidade de tomar anti-inflamatórios por períodos prolongados, converse com o médico acerca dos possíveis riscos cardiovasculares acrescidos. Existem ainda alguns outros efeitos colaterais possíveis sobre outros órgãos e sistemas:

  • Toxicidade renal
  • Anemia
  • Reacções cutâneas
  • Reacções alérgicas
  • Toxicidade sobre o fígado
  • Ataques de asma em pessoas que tenham a doença previamente

Perante a absoluta necessidade de tomar medicamentos anti-inflamatórios, deverá fazê-lo na menor dose possível, durante o mais curto espaço de tempo e preferencialmente sob orientação médica.

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Quais os anti-inflamatórios mais usados pela população em geral?

A prescrição de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) continua muito concentrada em algumas moléculas clássicas, que além da acção anti-inflamatória apresentam também acção analgésica (combatem a dor ) e antipirética ( baixam a febre ), a saber:

  • Ibuprofeno ( Ex: Brufen®, Trifene®, Spidifen®, Nurofen® )
  • Diclofenac ( Ex: Voltaren® )
  • Naproxeno ( Ex: Naprosyn® )
  • Quetoprofeno
  • Nimesulide ( Ex: Nimed®, Aulin®, Jabasulide® )
  • Ácido acetilsalicílico ( Ex: Aspirina®, Lisaspin® )

Destes anti-inflamatórios o Nimesulide, por causa dos efeitos adversos, apenas deve ser utilizado como analgésico e no máximo durante 7 dias de 12 em 12 horas.

De um modo geral, julga-se que o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno são mais suaves para o estômago do que a aspirina, embora poucos estudos tenham na realidade comparado estes fármacos. O ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno podem causar indigestão, náuseas, diarreia, acidez, dor de estômago e úlceras tal como a aspirina. Outros efeitos adversos incluem sonolência, vertigem, zumbidos nos ouvidos, perturbações visuais, retenção de água e dificuldades respiratórias.

Embora o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno não prejudiquem mais a coagulação do sangue do que a aspirina, não se devem combinar com anticoagulantes como a varfarina, excepto sob estrita vigilância médica. Do mesmo modo, o controlo médico é necessário antes de administrar o ibuprofeno, o quetoprofeno e o naproxeno a indivíduos com problemas renais ou hepáticos, insuficiência cardíaca ou tensão arterial elevada.

Alguns fármacos prescritos para o coração e para a pressão arterial não actuam tão bem se forem combinados com esses anti-inflamatórios. Os indivíduos que tomam bebidas alcoólicas regularmente podem correr maior risco de afecção do estômago, úlceras e disfunção hepática.

Os doentes alérgicos à aspirina também podem sê-lo ao ibuprofeno, ao quetoprofeno e ao naproxeno. As erupções cutâneas, picadas ou dificuldades de respiração requerem uma atenção médica imediata.

Porque fazem mal ao estômago os AINEs?

Os fármacos anti-inflamatórios não esteróides bloqueiam a enzima cicloxigenase, que é crucial para a criação de prostaglandinas. As prostaglandinas são substâncias semelhantes às hormonas, que têm as seguintes funções:

  • Alteram o diâmetro dos vasos sanguíneos,
  • Elevam a temperatura corporal como resposta à infecção
  • Desempenham um papel crucial na coagulação do sangue, para além de outros efeitos.

A libertação no organismo de prostaglandinas, como resposta a uma lesão (Ex: queimadura, ruptura, entorse ou distensão muscular) produz inflamação, avermelhamento e inchaço.

Dado que as prostaglandinas desempenham um papel protector do aparelho digestivo contra o ácido gástrico, tomar aspirina ou um fármaco similar anti-inflamatório, pode causar perturbações gastrointestinais, úlceras e hemorragias. Todos os fármacos anti-inflamatórios não esteróides, incluindo a aspirina, podem causar acidez, indigestão e úlceras pépticas.

Os compostos com tampões podem diminuir os efeitos irritativos directos da aspirina. Estes produtos contêm um antiácido, que cria um meio alcalino que intensifica a dissolução da aspirina e pode reduzir o tempo durante o qual a aspirina está em contacto com o estômago. No entanto, dado que o tampão não pode contrariar a redução das prostaglandinas, a aspirina pode ainda irritar o estômago.

A aspirina com invólucro entérico foi fabricada para passar intacta através do estômago e dissolver-se no intestino delgado, minimizando a irritação directa. No entanto, a aspirina revestida deste modo é absorvida irregularmente. É provável que a ingestão de alimentos retarde o esvaziamento do estômago e, portanto, atrase a absorção deste tipo de aspirina e o alívio da dor.

Como e porque se forma uma inflamação?

Para entender melhor o processo inflamatório temos de falar primeiro sobre mediadores inflamatórios.
Uma lesão qualquer que danifique a membrana das diferentes células do organismo será capaz de liberar frações de fosfolipideos, denominados ácido araquidónico, através da ação enzimática da fosfolipase A2 (PLA2) que, no estado não ativado encontra-se na forma esterificada, ligada à membrana celular.

O ácido araquidónico, quando liberado, não tem ação anti-inflamatória, entretanto, os produtos de sua degradação, formados através das isoenzimas denominadas cicloxigenase (COX) e lipoxigenase, são mediadores químicos fundamentais para o desenvolvimento do processo inflamatório.

A quebra do ácido araquidônico pelas cicloxigenases (COX) origina as prostaglandinas (PGs) e tromboxanas (TXs). Enquanto que a quebra do ácido araquidônico pelas lipoxigenases origina os leucotrienos (LTs).

Como actuam os anti-inflamatórios?

Quando o processo inflamatório é muito exacerbado, o órgão afetado poderá ter a sua função comprometida. Nestes casos, devem ser utilizadas substâncias que modulem o processo inflamatório sendo tais substâncias conhecidas como anti-inflamatórias e são classificadas em:

  • Esteroides
  • Não esteroides.

Existem vários anti-inflamatórios não esteroides (AINES);
Estas ações decorrem, em grande parte, da ação inibitória sobre as enzimas que degradam o ácido araquidônico:

  • Cicloxigenase(COX)
  • Lipoxigenase.

O que diferencia as várias formulações comerciais dos AINES, no que se refere à potência de inibição nos processos inflamatórios, febris e dolorosos, é a sua ação sobre as diferentes isoenzimas, a biodisponibilidade, a bitransformação e a eliminação, nas diferentes espécies animais.

Os conhecimentos até hoje adquiridos sobre os mecanismos pelos quais atuam os diferentes agentes anti-inflamatórios têm demonstrado que:

  • A inibição seletiva da cicloxigenase desvia o catabolismo do ácido araquidônico para a via lipoxigenase, favorecendo a geração de LTs e levando, desta forma, a continuidade do processo inflamatório através de outros mecanismos.
  • Recentemente, verificou-se existirem pelo menos 2 tipos de cicloxigenases, que determinam no organismo diferentes funções fisiológicas:
    – a cicloxigenase 1 (COX-1);
    – a cicloxigenase 2 (COX 2) ou Coxibe.

Os produtos da quebra do ácido araquidônico pela COX-1 levam a formação de PGs relacionadas com reações fisiológicas renais, gastrintestinais e vasculares; enquanto os produtos originados pela cisão através da COX-2 (coxibe) levam a formação de PGs que participam dos efeitos inflamatórios.

Portanto, os anti-inflamatórios COX-2 ou COXIB  são, teoricamente, mais especificos e mais potentes que os COX-1 e com menos efeitos gastrointestinais adversos.

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O que são os anti-inflamatórios do grupo COXIBE?

São anti-inflamatórios de 2ª geração que por inibirem principalmente a COX-2 têm menos efeitos gastrointestinais adversos.

Os principais anti-inflamatórios coxibes são:

  • Celocoxib ( Celebrex®, Solexa® )
  • Etoricoxib ( Arcoxia®, Exxiv® )

Os Coxibes são mais seguros que os anti-inflamatórios clássicos?

Existem algumas dúvidas sobre o perfil de segurança dos Coxibes. Aparentemente são mais seguros ao  nivel gastrointestinal mas não ao nivel cardiovascular. Basta apenas lembrar que molécula aprovada e mais utilizada como anti-inflamatório nas crinaças é o ibuprofeno ( Brufen® ) por ter um melhor perfil de segurança global em relação a todos os outros anti-inflamatórios.

Qual o melhor e mais seguro anti-inflamatório?

O anti-inflamatório melhor, mais seguro e único usado no ambulatório em crianças é o ibuprofeno ( Brufen® ).  Existem opiniões divergentes na classe cientifica mas o ibuprofeno parece ser também o mais seguro nos adultos com a vantagem de ter uma excelente eficácia anti-inflamatória e analgégica, principalmente se for usada a dosagem de 600mg, no máximo de 8/8horas. No entanto não esqueça que tem sempre efeitos secundários principalmente gastrointestinais e em uso mais prolongado podem aparecer lesões na boca do tipo aftas. Por isso deve usar-se a menor dosagem eficaz possivel, que é geralmente 600mg de ibuprofeno de 12 em 12 horas.

Concluindo

Os anti-inflamatórios são uma excelente arma terapêutica no combate à inflamação com dor associada. No entanto são medicamentos com vários efeitos secundários nomeadamente do foro gastrointestinal. Os anti-inflamatórios de 2ª geração, do grupo coxibes, têm um perfil de segurança gastrointestinal melhor que os clássicos AINEs mas não são mais seguros ao nível cardiovascular.

A toma de um anti-inflamatório deve, sempre que possivel, ser aplicada em tratamentos de curta duração, poucos dias, de forma a evitar os efeitos secundários que são tanto mais provaveis quanto mais longo for o tratamento. No entanto quando as patologias inflamatórias são crónicas é necessário manter o tratamento e prescrever outros medicamentos que protejam o doente do aparecimento de efeitos secundários há muito conhecidos e que, nos casos de doença crónica, têm elevada probabilidade de surgir. O mais habitual é a toma simultânea de um “protector do estómago” a acompanhar a receita de um AINE.

Fique bem!

Franklim M. Fernandes

Fontes: Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia;

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DOR DE CABEÇA E ENXAQUECA 2017: COMO TRATAR?

A dor de cabeça ou cefaleia (termo médico) e a enxaqueca são condições de saúde muito comuns que afectam imensas pessoas tendo, em muitos casos, consequências graves no dia a dia das mesmas. Este artigo pretende ser um contributo para gerir melhor as crises e melhorar a qualidade de vida dos doentes, ajudar a perceber as suas dores de cabeça e enxaquecas o seu diagnóstico e o seu tratamento diferencial. As cefaleias são reais – não se trata apenas de imaginação. Se as dores de cabeça o incomodam é porque necessitam de atenção médica.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cefaleia tipo tensão
  • Cefaleia crónica diária
  • Cefaleia em salvas
  • Enxaqueca
  • Quais as fases de uma enxaqueca?
  • O que é enxaqueca com aura?
  • Quais os tipos de enxaqueca?
  • São mais frequentes no homem ou na mulher?
  • Testemunhos de doentes descrevendo o que sentem.
  • O que são e quais os diferentes tipos de dor de cabeça?
  • Quais são as causas da dor de cabeça?
  • A cafeína faz bem ou mal à dor de cabeça?
  • Quais os sintomas dos diferentes tipos de dor de cabeça?
  • O que pode fazer para ser ajudar a si próprio?
  • Existem testes de diagnóstico?
  • Quais os tratamentos mais eficazes para a dor de cabeça?
  • Quais os sinais de gravidade de uma dor de cabeça?

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DOR DE CABEÇA melhorsaude.org melhor blog de saúde

Algumas dores de cabeça podem ser muito fortes e recorrentes, levando o paciente a achar que tem algo de grave no cérebro. Tumores cerebrais e aneurismas costumam ser os maiores temores de quem sente uma intensa cefaleia. Não é incomum recebermos pessoas apavoradas, pedindo ao médico que prescreva uma tomografia computadorizada à cabeça, quando, na verdade, a sua dor trata-se apenas de uma cefaleia simples, facilmente diagnosticada clinicamente.

Apesar de muito comum, as pessoas sabem muito pouco sobre as cefaleias e pensam que todas são iguais. Na verdade, existem várias causas para dor de cabeça. A grande maioria é benigna e 90% são causadas por uma das 3 seguintes dores de cabeça:

  • Enxaqueca
  • Cefaleia tipo  tensão
  • Cefaleia em salvas

Entre as causas graves de dor de cabeça, que correspondem a menos de 10% dos casos, destacam-se:

  • Tumores cerebrais
  • Aneurismas
  • AVC hemorrágico
  • Arterite temporal
  • Trombose venosa cerebral.
  • Meningite

Porém, existem ainda várias outras causas não graves para dor de cabeça, entre elas:

  • Sinusite
  • Problemas de coluna
  • Uso abusivo de analgésicos
  • Herpes zoster
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Cefaleia pós-trauma

Ao contrário do que se imagina, problemas de visão como miopia, hipermetropia e astigmatismo não são causas comuns de cefaleia. Também não há uma associação direta entre cefaleia crónica e problemas no fígado.

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TIPOS DE CEFALEIAS MELHORSAUDE.ORG

CEFALEIA TIPO TENSÃO

Testemunho de um doente:

“Tenho dores de cabeça que duram vários dias de cada vez e sinto-me como se estivesse a usar um chapéu muito apertado – mais como uma pressão do que como uma verdadeira dor. Não deixo de fazer o que tenho a fazer, mas o dia custa muito mais a passar.”

O que é a cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão é a forma mais comum de cefaleia que praticamente todas as pessoas têm de vez em quando. Embora nunca seja grave, pode tornar mais difícil a realização das tarefas normais. Em certas pessoas torna-se suficientemente incomodativa para necessitar de atenção médica, geralmente porque se tornou frequente.

Quem tem cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão afecta a maior parte das pessoas de tempos a tempos, mas as mulheres mais do que os homens. Afecta também as crianças.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia tipo tensão?

A cefaleia tipo tensão episódica é muitas vezes referida como a dor de cabeça “normal” ou “vulgar”. Manifestase em crises (episódios) que duram desde meia hora a vários dias. A frequência das crises varia muito entre as pessoas e em cada pessoa ao longo do tempo. Em cerca de três pessoas em cada 100, a cefaleia tipo tensão manifesta-se a maior parte dos dias. Trata-se da cefaleia tipo tensão crónica, que é uma das síndromes de cefaleia crónica diária (existe um folheto separado sobre estas cefaleias que poderá solicitar caso o deseje).

Em certos casos, a cefaleia tipo tensão está sempre presente – pode abrandar mas nunca desaparece completamente. Este tipo de cefaleia pode ser bastante incapacitante e dolorosa.

Quais são os sintomas da cefaleia tipo tensão?

Geralmente a cefaleia tipo tensão é descrita como um aperto ou uma pressão, como uma faixa apertada em volta da cabeça ou um chapéu muito apertado. Tende a ser dos dois lados da cabeça e, muitas vezes, espalha-se para baixo até ao pescoço ou para cima a partir deste. A dor é geralmente moderada ou ligeira, mas pode ser suficientemente severa para impedir as actividades de todos os dias. Em geral não há outros sintomas, embora certas pessoas com cefaleia tipo tensão tenham aversão a luzes brilhantes ou ruídos fortes e não lhes apeteça muito comer.

O que causa a cefaleia tipo tensão?

Em geral considera-se que a cefaleia tipo tensão é uma dor de cabeça que afecta ou que provém dos músculos e das suas ligações. As suas causas parecem ser muitas e variadas. Contudo, há certos factores que são mais importantes do que outros:

  • Tensão emocional: pode ser ansiedade ou stress
  • Tensão física nos músculos do couro cabeludo e do pescoço: pode ser causada por postura deficiente, por exemplo quando se está a trabalhar no computador, ou por levantamento incorrecto de um objecto pesado.

Dor de cabeça como melhorar melhorsaude.org

O que posso fazer para melhorar?

Há várias coisas que pode fazer para tentar melhorar:

  • Relaxar. Poderá ajudar fazer uma pausa, receber uma massagem ou tomar um banho quente, dar um passeio a pé ou fazer exercício para o afastar da rotina normal.
  • Lidar com o stress. Se o seu trabalho é stressante ou se está perante uma situação stressante que não pode evitar, tente fazer exercícios de respiração e de relaxamento para impedir uma eventual dor de cabeça. Existem muitas gravações áudio para o orientar nestes exercícios.
  • Fazer exercício regularmente. A cefaleia tipo tensão é mais comum nas pessoas que não fazem muito exercício em comparação com as que fazem. Tente andar a pé sempre que possível, ou suba as escadas em vez de ir de elevador, de forma a que o exercício se torne uma parte da rotina da sua vida.
  • Tratar a depressão. Se acha que se sente deprimido a maior parte do tempo, é importante consultar um médico e ser eficazmente tratado.
  • Mantenha um diário. As fichas do diário podem registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça – com que frequência as tem, quando acontecem, quanto tempo duram e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.
  • Tome analgésicos se necessário
    • Os analgésicos simples como a aspirina ou o ibuprofeno geralmente funcionam bem na cefaleia tipo tensão episódica.
    • O paracetamol é menos eficaz mas indicado para certas pessoas. … mas não demasiadas vezes A medicação trata apenas os sintomas da cefaleia tipo tensão. Isto é perfeitamente aceitável se não tiver muitos sintomas. Para tratar a dor de cabeça frequente a longo prazo, é melhor tentar tratar a causa.

Siga sempre cuidadosamente as instruções que acompanham a sua medicação.

“Não tome analgésicos demasiadas vezes porque pode ficar com uma dor de cabeça pior resultante do tratamento. A isto se chama cefaleia por uso excessivo de medicação e existe um folheto separado sobre ela caso esteja preocupado com este assunto. Para evitar que tal aconteça, nunca tome medicação para tratar a cefaleia regularmente em mais de dois ou três dias por semana.”

Que outros tratamentos existem?

Se tem cefaleia tipo tensão episódica frequente ou, mais pertinente ainda, se tem cefaleia tipo tensão crónica, os analgésicos não são a resposta. Só irão piorar as coisas ao longo do tempo. As chamadas medicações profilácticas são uma opção.

Contrariamente aos analgésicos, deve tomá-las diariamente porque funcionam de uma forma totalmente diferente. A sua finalidade é torná-lo menos atreito à dor de cabeça e, portanto, impedir que esta chegue mesmo a começar.

O seu médico pode aconselhá-lo sobre a escolha de medicamentos disponíveis e sobre os seus efeitos secundários prováveis. A maioria foi inicialmente desenvolvida para afecções bastante diferentes, tais como:

  • Depressão
  • Epilepsia
  • Relaxante muscular

Não fique surpreendido portanto se o médico lhe receitar medicamentos cuja indicação terapêutica é distinta da dor de cabeça, não é por esse motivo que a está a tomar. Estes medicamentos também funcionam na cefaleia tipo tensão, tal como o fazem noutras afecções dolorosas. Se estiver a tomar um destes medicamentos, siga cuidadosamente as instruções. A investigação demonstrou que uma razão muito frequente para que este tipo de medicação não funcione é o facto de os doentes se esquecerem de a tomar.

Uma vez que a postura por vezes desempenha um papel na cefaleia tipo tensão, e devido aos músculos envolvidos, o seu médico poderá sugerir fisioterapia para a cabeça e para o pescoço. Isto pode ajudar imenso algumas pessoas. Outras abordagens sem fármacos incluem:

  • Estimulação nervosa transcutânea eléctrica (TENS) (um tratamento para a dor),
  • Terapia de relaxamento incluindo “biofeedback” ou “yoga”,
  • Acupuntura.

Estas abordagens não são indicadas para todas as pessoas, não funcionam para todas as pessoas e não estão disponíveis em toda a parte. Mais uma vez, o seu médico aconselhá-lo-á.

Estes tratamentos funcionam?

Se a causa for identificada e tratada, a cefaleia tipo tensão episódica raramente continua a ser um problema. Muitas vezes melhora sozinha, ou a causa desaparece, não sendo necessário mais nenhum tratamento. Para certas pessoas, especialmente com cefaleia tipo tensão crónica, estes tratamentos não ajudam ou ajudam apenas em parte. Se tudo o resto falhar, poderá ser encaminhado para uma clínica da dor que utiliza um maior leque de tratamentos.

Existem testes de confirmação para a cefaleia tipo tensão?

Não existem testes para confirmação do diagnóstico de cefaleia tipo tensão. Este baseia-se na sua descrição das dores de cabeça e na falta de quaisquer descobertas anómalas quando é examinado. Certifique-se de que descreve cuidadosamente os seus sintomas. Informe também o seu médico sobre o número de analgésicos ou outros medicamentos que toma para as suas dores de cabeça e com que frequência os toma.

É pouco provável que um exame ao cérebro ajude. Se o seu médico não estiver totalmente certo sobre o diagnóstico, poderá pedir-lhe que faça alguns testes para eliminar outras causas das dores de cabeça, mas frequentemente estes testes não são necessários. Se o seu médico não solicitar nenhuns testes, significa que eles não irão contribuir para lhe dar a si o melhor tratamento.

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CEFALEIA CRÓNICA DIÁRIA

Testemunho de um doente

“Comecei a ter dores de cabeça que apareciam a meio da tarde. Conseguia continuar a trabalhar mas tinha dificuldade em concentrar-me. Descobri que bastava um analgésico para abrandar a dor de cabeça. As dores de cabeça começaram a tornar-se mais frequentes e agora tomo analgésicos quase todos os dias. A minha cabeça nunca parece estar completamente desanuviada.”

O que é a cefaleia crónica diária?

A cefaleia crónica diária não é um diagnóstico. É uma descrição conveniente atribuída à dor de cabeça que se manifesta 15 ou mais dias todos os meses durante mais de três meses.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia crónica diária?

Existem vários tipos diferentes de cefaleia crónica diária e, em geral, são definidos pelas suas causas sendo as mais frequentes as seguintes:

  • Cefaleia tipo tensão crónica
  • Cefaleia por uso excessivo de medicação

A cefaleia por uso excessivo de medicação pode desenvolver-se a partir da enxaqueca ou da cefaleia tipo tensão.

Quem tem cefaleia crónica diária?

É espantosamente comum. Cerca de uma em cada 20 pessoas desenvolve este problema em determinada altura da sua vida. É mais comum nas mulheres do que nos homens e também afecta as crianças.

Quais são os sintomas da cefaleia crónica diária?

A característica principal é a dor de cabeça muito frequente. Esta varia mas é, muitas vezes, uma dor constante. Outros sintomas frequentes, que acompanham a dor de cabeça, são:

  • Sensação de cansaço
  • Sensação de enjoo
  • Irritabilidade
  • Dificuldade em dormir

Às vezes a dor de cabeça parece implacável, embora possa mudar ao longo do dia. A cefaleia por uso excessivo de medicação está muitas vezes no seu pior ao acordar de manhã.

A minha cefaleia crónica diária vai melhorar?

A forma como a cefaleia crónica diária é tratada depende do diagnóstico e da causa. Obter o tratamento correcto é muito importante, pelo que são geralmente necessários cuidados médicos.

Todos os tipos de cefaleia crónica diária podem ser temporariamente aliviados por meio de analgésicos ou de tratamentos contra a enxaqueca, mas em muitos casos este alívio é apenas parcial e o efeito diminui com o tempo.

Estes tratamentos não são apropriados porque agravam a afecção. Se a sua dor de cabeça já é causada pelo uso excessivo de medicação deste tipo, então é provável que melhore assim que deixar de tomar a medicação e não o inverso.

Preciso de alguns testes?

Seja qual for o tipo de cefaleia crónica diária, não existem testes para confirmação do diagnóstico. Este baseia-se na sua descrição das dores de cabeça e na falta de quaisquer descobertas anómalas quando é examinado. Por este motivo, é muito importante que descreva cuidadosamente os seus sintomas e a forma como eles se desenvolveram. É também muito importante que diga o número de analgésicos ou outros medicamentos que toma para as suas dores de cabeça e com que frequência os toma.

O seu médico deverá ser capaz de dizer com bastante facilidade se tem uma doença mais grave do que a cefaleia crónica diária. Se o seu médico não tem a certeza sobre o diagnóstico, ou se há uma alteração súbita da sua dor de cabeça, poderão ser efectuados testes, incluindo um exame ao cérebro, para eliminar outras causas das suas dores de cabeça. No entanto, frequentemente estes testes não são necessários. Se o seu médico não solicitar um exame ao cérebro, isso significa que esse exame não irá contribuir para lhe dar a si o melhor tratamento.

O que é a cefaleia por uso excessivo de medicação?

Qualquer medicação que utiliza para tratar os sintomas da cefaleia, quando tomada com demasiada frequência durante demasiado tempo, pode causar cefaleia por uso excessivo de medicação.

Quais os medicamentos com uso mais excessivo na cefaleia?

Os medicamentos mais usados no “combate” ás cefaleias e que podem causar cefaleia por uso excessivo são:

  • Aspirina
  • Paracetamol (ex: Ben-u-ron®, Panadol®, Panasorbe®, Tylenol®)
  • Ibuprofeno (ex: Brufen®, Trifene®, NUrofen®,Spidifen®)
  • Codeína
  • Triptanos (ex:  Zomig®, ou Zolmitriptano)
  • Ergotamina

De facto, todos os analgésicos, mesmo os comprados sem receita médica – estão associados a este problema. E não são só os analgésicos. Os fármacos que tratam especificamente a enxaqueca também conduzem a este problema quando utilizados com demasiada frequência. Estes incluem os triptanos e, acima de tudo, a ergotamina.

A cafeína pode tratar ou causar dor de cabeça ?

Uma cefaleia semelhante, embora não rigorosamente igual à cefaleia por uso excessivo de medicação, pode resultar da ingestão de quantidades excessivas de cafeína. A fonte habitual desta cefaleia é o café, o chá ou as bebidas com cola, mas pode vir de comprimidos de cafeína ou da cafeína incluída em muitos analgésicos.

Porque causam cefaleias estes medicamentos usados em excesso?

A forma exacta como se desenvolve a cefaleia por uso excessivo de medicação não é conhecida e poderá ser diferente segundo a natureza da medicação. Os triptanos e a ergotamina podem causar um efeito de ricochete, com a dor de cabeça a voltar depois de passado o seu efeito.

Pensa-se que os analgésicos causam, ao longo do tempo, uma alteração nos sistemas de sinalização da dor no cérebro. Estes sistemas habituam-se aos efeitos da medicação pelo que se torna necessária cada vez mais.

“Para a maioria das pessoas com cefaleias ocasionais, os analgésicos são um tratamento seguro e eficaz. No entanto, a cefaleia por uso excessivo de medicação pode desenvolver-se em qualquer pessoa que tome tratamentos para a dor de cabeça regularmente em mais de três dias por semana.”

Como começa a cefaleia por uso excessivo de medicação?

Geralmente a pessoa com cefaleia por uso excessivo de medicação começa com crises ocasionais de cefaleia tipo tensão ou (mais frequentemente) de enxaqueca. Por diversas razões, as dores de cabeça começam a manifestar-se com mais frequência. Tal poderá ser por variação natural ou porque se desenvolveu uma dor de cabeça extra, talvez devido ao stress ou à dor muscular.

O aumento das dores de cabeça conduz ao uso de mais medicamentos para tentar controlar os sintomas, eventualmente até ambos acontecerem todos os dias. Muitas pessoas nesta situação sabem que estão a tomar mais medicação do que aquilo que é sensato e tentam reduzir a quantidade.

Tal faz com que tenham uma cefaleia agravada por uma síndrome de privação, para a qual tomam mais medicação. É fácil perceber como é que isto se transforma num ciclo vicioso, que pode ser difícil de quebrar.

“Não interessa quanto é que toma – se toma regularmente a dose total de analgésicos apenas num ou dois dias por semana, é pouco provável que venha a desenvolver cefaleia por uso excessivo de medicação. No entanto, se começar a tomar analgésicos quase todos os dias poderá agravar as suas dores de cabeça. É o uso frequente durante um período de tempo que causa o problema.”

O que posso fazer?

A única maneira de tratar este problema consiste em parar a medicação usada excessivamente. Estudos clínicos revelam que a maioria das pessoas que deixam de tomar a medicação usada excessivamente melhoram imenso. No entanto, pode demorar até três meses para se observarem os benefícios totais.

Mesmo que as dores de cabeça continuem depois dessa altura, apesar de ter parado a medicação, a sua causa normalmente torna-se clara e respondem melhor ao tratamento específico correctamente prescrito.

Qual a melhor forma de parar com a medicação em excesso?

Pode retirar o medicamento parando completamente de o tomar ou reduzindo gradualmente a quantidade tomada ao longo de duas a três semanas. Independentemente da forma escolhida, beba muitos líquidos enquanto o estiver a fazer, mas evite tomar mais cafeína.

O que posso sentir se parar de tomar a medicação em excesso?

Se parar completamente, irá sentir, quase de certeza, pelo menos, alguns dos seguintes sintomas de privação:

  • Agravamento da cefaleia
  • Sensação de enjoo
  • Vómitos
  • Ansiedade
  • Dificuldade em dormir
“Estes sintomas de privação aparecerão ao fim de 48 horas e poderão durar, na pior das hipóteses, até duas semanas. No entanto, as pessoas que tentam parar o medicamento lentamente parecem ter mais tendência para falhar, talvez porque demora muito mais tempo”.

Qual a melhor altura para deixar a medicação?

Faz sentido escolher a altura para retirar a medicação e não começar imediatamente antes de um acontecimento importante. Avise os seus colegas de trabalho que poderá ter de faltar durante alguns dias.

O que acontece se continuar a fazer o mesmo?

Se o uso excessivo de medicação lhe está a causar dores de cabeça frequentes, continuar a fazer o mesmo não é uma opção. Continuará a ter dores de cabeça cada vez mais frequentes, que não irão responder aos analgésicos nem à medicina preventiva. Eventualmente poderá fazer ainda mais mal a si próprio, como danificar o seu fígado e os seus rins.

Existem outros tratamentos que posso tomar?

Existem medicamentos, que podem ser prescritos pelo médico, que pode tomar todos os dias para o ajudar a largar o medicamento usado excessivamente. Funcionam apenas se parar toda a restante medicação para as dores de cabeça e, mesmo assim, não se sabe ao certo até que ponto ajudam. Terá também que parar de os tomar em dada altura e, para a maioria das pessoas, é melhor passar sem eles.

Posso ter a certeza que não vai acontecer outra vez?

À medida que se desenvolve, a cefaleia por uso excessivo de medicação substitui em grande parte a cefaleia original (enxaqueca ou cefaleia tipo tensão) para a qual começou por tomar a medicação. Isto significa que, à medida que a sua cefaleia por uso excessivo de medicação melhora após a retirada dessa medicação, pode esperar que o seu tipo original de cefaleia regresse.

Se tiver necessidade, pode recomeçar com cautela a utilizar medicação para esta cefaleia depois de o padrão de cefaleia ter regressado ao normal. Tal poderá demorar pelo menos várias semanas.

“Tenha cuidado porque há o risco de fazer o mesmo que já tinha feito antes. Para impedir que tal aconteça, evite tratar as dores de cabeça em mais de três dias seguidos ou numa base regular em três ou mais dias de uma semana”.

O que fazer se a dor de cabeça não melhora?

Se uma dor de cabeça não melhora, ou se está sempre a voltar, nunca continue a tomar a medicação sem consultar o seu médico. Consulte o seu médico se a dore de cabeça frequente não desaparecer ou se voltar no futuro.

Mantenha um diário sobre a dor de cabeça!

Pode utilizar as fichas do diário para registar muitas informações relevantes sobre a sua dor de cabeça – com que frequência a tem, quando acontece, quanto tempo dura e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico e para avaliar se os tratamentos estão a funcionar bem. Para as pessoas que correm o risco de ter cefaleia por uso excessivo de medicação, os diários são especialmente importantes porque ajudam a verificar a quantidade de medicação que a pessoa está a tomar.

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ENXAQUECA

Testemunho de um doente:

“Quando tenho uma enxaqueca sinto-me muito doente e não consigo fazer nada durante todo o dia ou mesmo durante mais tempo. Pressinto quando vou ter uma enxaqueca e, de repente, ela aparece com toda a força; sinto-me horrível e tenho que me deitar. À medida que ela avança, sinto-me enjoado (quase a vomitar), eventualmente vomito e, por fim, a dor começa a abrandar. No dia seguinte ainda tenho uma vaga dor e sinto-me absolutamente exausto mas de resto bem.”

O que é a enxaqueca?

A enxaqueca é uma afecção médica. Manifesta-se em crises, uma ou duas vezes por ano em certas pessoas mas podendo atingir várias vezes por mês noutras. A principal característica destas crises é a dor de cabeça, que pode ser intensa. Outras características comuns são as seguintes:

  • Sensação de enjoo ou vómitos
  • Desconforto provocado pela luz e pelo ruído

Se se sente enjoado quando tem uma dor de cabeça, ou se a luz e o ruído o incomodam, ou se a sua dor de cabeça dificulta a realização das suas actividades diárias habituais, é bastante provável que seja uma enxaqueca.

O que causa a enxaqueca?

A enxaqueca vem do cérebro. Trata-se de uma afecção das partes do cérebro que processam a dor e outras sensações. Provavelmente herdou-a de um dos seus pais ou de um dos seus avós.

Quem tem enxaqueca? Afecta mais homens ou mulheres?

Cerca de um em sete adultos tem enxaqueca, portanto é muito frequente. As mulheres têm a probabilidade de ser três vezes mais afectadas do que os homens. Começa muitas vezes na infância ou na adolescência. Nas raparigas, em particular, pode começar na puberdade. A enxaqueca afecta famílias inteiras e pode ser hereditária.

Quais são os diferentes tipos de enxaqueca?

Os tipos de enxaqueca mais comuns são os seguintes:

  • Enxaqueca sem aura ( 75% dos doentes )
  • Enxaqueca com aura ( 10% dos doentes )

O mais comum é a enxaqueca sem aura (a aura é descrita mais adiante). Cerca de três quartos das pessoas com enxaqueca tem apenas este tipo; uma em cada 10 tem enxaqueca com aura, e o dobro destas tem eventualmente ambos os tipos.

Muito menos frequentes são as crises unicamente de aura, sem dor de cabeça. Este tipo de enxaqueca tende a desenvolver-se nas pessoas mais idosas. Existem outros tipos de enxaqueca, mas são raros.

Quais são os sintomas da enxaqueca?

Os sintomas estão presentes durante a crise, que tem quatro fases, embora nem todas se verifiquem sempre. Entre as crises, a maioria das pessoas com enxaqueca está perfeitamente bem.

A fase premonitória

Chega antes de quaisquer outros sintomas da crise. Apenas metade das pessoas com enxaqueca têm consciência desta fase. Se é uma dessas pessoas, poderá sentir durante horas ou mesmo um ou dois dias antes da dor de cabeça começar alguns dos seguintes sintomas:

  • Irritado
  • Deprimido
  • Cansado

No entanto, certas pessoas acham que ficam invulgarmente enérgicas durante esta altura. Algumas têm um apetite específico para determinados alimentos. Outras “só sabem” que está prestes a começar uma crise de enxaqueca.

Fase de aura

O que é a aura ?

A aura, quando aparece, é quase sempre na fase seguinte. Apenas um terço das pessoas com enxaqueca chegam a ter aura e, mesmo para essas pessoas, poderá não fazer parte de todas as crises.

“A aura é um sinal do cérebro, que está a ser temporariamente ,mas não gravemente, afectado pelo processo de enxaqueca. Dura, geralmente, 10 a 30 minutos, mas pode durar mais.”

Quais os sintomas de aura?

Os principais sintomas que caracterizam uma aura são:

  • Afecta principalmente a visão
  • Poderá notar manchas
  • Ver luzes brilhantes ou cintilantes
  • Ver linhas coloridas em ziguezague a espalharem-se em frente dos seus olhos, geralmente para um lado
  • Sintomas sensoriais (menos frequentes) – formigueiro ou adormecimento – que começam em geral nos dedos de uma mão e se espalham pelo braço acima indo afectar esse lado da face ou da língua. Quando estes aparecem, há quase sempre também sintomas visuais.
  • Dificuldade em falar ou em encontrar as palavras certas também pode fazer parte da aura

Fase de cefaleia

É a mais problemática para a maioria das pessoas, durando algumas horas ou até dois ou três dias. A enxaqueca é muitas vezes intensa. Tem tendência para ser unilateral, mas pode ser dos dois lados, e embora afecte com maior frequência a frente ou a têmpora pode ser em qualquer parte da cabeça. É geralmente uma cefaleia latejante ou pulsátil, muitas vezes agravada pelo movimento. Provavelmente sentirse-á enjoado (quase a vomitar) e poderá mesmo vomitar (o que parece aliviar a dor de cabeça). Poderá também achar a luz e o ruído desagradáveis e preferir estar só no escuro e sossegado.

Fase de resolução

À medida que a cefaleia desaparece. Durante este tempo poderá sentir-se outra vez cansado, irritado e deprimido, e ter dificuldades de concentração. Poderá demorar mais um dia até se sentir totalmente recuperado.

O que é o meu “limiar de enxaqueca”?

A enxaqueca é imprevisível. Uma crise pode iniciar-se em qualquer altura. No entanto, certas pessoas têm mais tendência para crises do que outras. Quanto mais elevado é o seu limiar de enxaqueca, menores são as suas probabilidades de desenvolver uma crise, e quanto menor é o seu limiar, maior é o risco que corre.

Os chamados factores desencadeantes desempenham aqui o seu papel. Um factor desencadeante despoleta uma crise (embora não percebamos como é que isso acontece). Fá-lo com mais facilidade se o seu limiar de enxaqueca é baixo. Se o seu limiar é alto, poderá ser preciso que dois ou mais factores desencadeantes se juntem para isso acontecer.

Separados dos factores desencadeantes estão os factores de predisposição. Estes factores têm o efeito de baixar o seu limiar, pelo que os factores desencadeantes trabalham com mais facilidade. O cansaço, a ansiedade e o stress geral têm este efeito, o mesmo acontecendo com a menstruação, a gravidez e a menopausa nas mulheres.

Quais os factores desencadeantes da enxaqueca?

Todas as pessoas querem saber o que poderá desencadear a sua enxaqueca. Tal é muitas vezes difícil e por vezes impossível de precisar porque os factores desencadeantes não são os mesmos para todas as pessoas nem mesmo os mesmos para crises diferentes na mesma pessoa. Muitas pessoas com enxaqueca não conseguem identificar quaisquer factores desencadeantes. Os factores desencadeantes possíveis são muitos e variados.

Dieta:

  • Certos alimentos, mas apenas em certas pessoas
  • Alcool
  • Saltar refeições
  • Refeições atrasadas
  • Refeições inadequadas
  • Retirada da cafeína
  • Desidratação.

Sono:

  • Alterações nos padrões de sono
  • Falta de sono como
  • Dormir até tarde.

Outro estilo de vida:

  • Exercício intenso
  • Viagem de longa distância, especialmente para outros fusos horários.

Ambientais:

  • Luzes brilhantes
  • Luzes cintilantes
  • Odores intensos
  • Alterações meteorológicas acentuadas

Psicológicos:

  • Transtorno emocional
  • Relaxamento após um período cheio de stress, o que pode ser surpreendente

Factores hormonais nas mulheres:

  • Menstruação,
  • Contracepção hormonal
  • Terapêutica hormonal de substituição (THS)
“O factor desencadeante da enxaqueca mais frequente é a fome ou a insuficiência de alimentos em relação às necessidades. Este é particularmente o caso nos jovens – as crianças com tendência para enxaqueca nunca devem deixar de tomar o pequeno almoço.”

Nas mulheres, as alterações hormonais associadas ao ciclo menstrual são importantes factores desencadeantes potenciais. da enxaqueca. Estes, e a maioria dos outros factores desencadeantes, representam uma certa forma de stress, e sugerem que as pessoas com enxaqueca não respondem bem às mudanças.

Quais os medicamentos para tratar a enxaqueca?

Os medicamentos que tratam da crise de enxaqueca têm a designação de tratamentos da crise aguda. Os mais adequados podem ser muito eficazes, mas têm que ser tomados correctamente e não usados em excesso. Incluem analgésicos vendidos sem receita médica, a maior parte dos quais contém:

  • Aspirina
  • Ibuprofeno
  • Paracetamol ( menos eficaz )

Destes, o paracetamol é o menos eficaz para a maioria das pessoas. Em todos os casos, os preparados solúveis ou efervescentes actuam mais depressa e melhor. Pode também tomar um medicamento designado por antiemético se sentir enjoo ou se achar que vai vomitar.

Os antieméticos mais usados são:

  • Metoclopramida (ex: Primperan®)
  • Domperidona (ex: Motilium®)

Certos antieméticos até ajudam os analgésicos fazendo com que o seu organismo os absorva mais rapidamente. Pode administrá-los sob a forma de supositórios se se sentir muito enjoado ou se vomitar durante as crises de enxaqueca. O seu farmacêutico pode aconselhá-lo sobre os melhores tratamentos sem receita médica que poderá fazer.

Se nenhum deles funcionar para si, ou se precisar de mais do que a dose recomendada, o farmacêutico poderá sugerir-lhe que consulte um médico. O seu médico poderá prescrever-lhe um dos tratamentos específicos contra a enxaqueca. Deverá experimentá- los quando os analgésicos e os antieméticos não aliviam os seus sintomas e não o fazem regressar à vida activa razoavelmente depressa.

Como funcionam os medicamentos específicos da enxaqueca?

Funcionam de uma forma bastante diferente. Não atacam a dor mas desfazem o que se está a passar no seu cérebro para causar a crise. Estes medicamentos incluem

  • Ergotamina, muito utilizada em certos países mas não noutros
  • Triptanos, um grupo de fármacos mais recentes

Se o seu médico o aconselhar, pode utilizar estes fármacos juntamente com analgésicos, antieméticos ou ambos.

Que medidas simples que podem tornar a medicação mais eficaz?

  • Tome a medicação logo no início … Tenha sempre consigo pelo menos uma dose da medicação recomendada pelo seu médico. Tome-a assim que se aperceber que vem aí uma crise. A medicação tomada logo no início tem mais probabilidades de funcionar bem. Durante uma crise de enxaqueca o estômago está menos activo e portanto os comprimidos tomados oralmente não são absorvidos tão bem na corrente sanguínea como seriam normalmente.
  • Coma qualquer coisa se puder ou beba qualquer coisa doce. … mas não demasiadas vezes Siga sempre cuidadosamente as instruções que acompanham a sua medicação.
  • Não tome o tratamento da crise aguda demasiadas vezes porque pode ficar com uma dor de cabeça resultante desse tratamento. A isto se chama cefaleia por uso excessivo de medicação. Para evitar que tal aconteça, nunca tome medicação para tratar os sintomas da cefaleia regularmente em mais de dois ou três dias por semana.

E se estes tratamentos não funcionarem?

Se as crises frequentes ou severas não forem bem controladas com o tratamento para a crise aguda, a chamada medicação profiláctica é uma opção. Contrariamente ao tratamento da crise aguda, deverá tomar esta medicação diariamente porque funciona de uma forma totalmente diferente – impedindo o processo de enxaqueca de se iniciar. Por outras palavras, aumenta o seu limiar de enxaqueca.

O seu médico pode aconselhá-lo sobre a escolha de medicamentos disponíveis e sobre os seus efeitos secundários prováveis. A maioria foi inicialmente desenvolvida para afecções bastante diferentes, portanto não fique surpreendido se lhe propuserem medicação descrita como tratamento para:

  • Hipertensão
  • Epilepsia
  • Depressão

Não é por esse motivo que a está a tomar. Estes medicamentos funcionam também contra a enxaqueca. Se estiver a tomar um destes medicamentos, siga cuidadosamente as instruções. A investigação demonstrou que uma razão muito frequente para que este tipo de medicação não funcione é o facto de os doentes se esquecerem de a tomar.

O que posso fazer para melhorar?

O exercício regular e manter-se em forma será benéfico para si. Evitar os factores de predisposição e desencadeantes é sensato, pelo que deve estar ciente de todos os factores desencadeantes possíveis. Poderá conseguir evitar alguns factores desencadeantes mesmo que haja outros que considere difíceis ou impossíveis de controlar.

Mantenha um diário sobre a enxaqueca

As fichas do diário podem registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça – com que frequência as tem, quando acontecem, quanto tempo duram e quais são os sintomas. São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.

O que acontece se eu estiver grávida?

Necessitará de consultar o seu médico. Alguns dos medicamentos utilizados para a enxaqueca não são indicados se estiver grávida.

Preciso de fazer testes?

A maioria dos casos de enxaqueca são fáceis de reconhecer. Não existem testes para confirmação do diagnóstico, que se baseia na sua descrição das suas dores de cabeça e na falta de descobertas anómalas quando o seu médico o examina. É pouco provável que um exame ao cérebro ajude. Se o seu médico não estiver totalmente certo sobre o diagnóstico, poderá pedir-lhe que faça alguns testes para eliminar outras causas das dores de cabeça, mas frequentemente estes testes não são necessários.

A minha enxaqueca vai melhorar?

Não existe qualquer cura conhecida para a enxaqueca. No entanto, para a maioria das pessoas com enxaqueca, as crises tornam-se menos frequentes à medida que vão envelhecendo. Entretanto, se fizer tudo o que está ao seu alcance para seguir os conselhos dados neste artigo poderá conseguir mudar de uma afecção que está fora de controlo para uma que pode controlar.


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CEFALEIA EM SALVAS

Testemunho de um doente:

“Muitas vezes acordam-me a meio da noite, umas horas depois de me ter deitado. Avolumam-se numa questão de segundos e a dor é simplesmente intolerável. É apenas no meu olho direito, como se fosse um ferro em brasa. Não sei para onde ir. Tenho que fazer alguma coisa para me distrair da dor. Às vezes ando para a frente e para trás no quarto agarrado à cabeça ou sentome na cadeira e balanço-me.”

O que é a cefaleia em salvas?

Cefaleia em salvas é o nome dado a crises de curta duração de dor unilateral muito intensa na cabeça, geralmente no olho ou à sua volta. Estas crises normalmente começam sem aviso, uma ou mais vezes todos os dias, geralmente à mesma hora todos os dias ou durante a noite.

Com bastante frequência, a primeira acorda a pessoa mais ou menos uma hora depois de adormecer. Por vezes diz-se que a cefaleia em salvas é um tipo de enxaqueca, mas não é. É uma cefaleia bastante distinta e necessita de um tratamento diferente do da enxaqueca.

Quem tem cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas não é frequente. Afecta até três em cada 1.000 pessoas. Os homens têm cinco vezes mais probabilidades do que as mulheres de ter cefaleia em salvas, o que a torna invulgar entre as cefaleias. A primeira crise pode ter lugar entre os 20 e os 40 anos, mas a cefaleia em salvas pode começar em qualquer idade.

Quais são os diferentes tipos de cefaleia em salvas?

A cefaleia em salvas episódica é mais comum. Este tipo manifesta-se diariamente durante períodos limitados (episódios) e depois pára, uma característica que dá origem ao termo “em salvas”. Geralmente estes períodos duram de 6 a 12 semanas, mas podem terminar ao fim de duas semanas ou continuar por mais 6 meses.

Tendem a manifestar-se mais ou menos na mesma altura todos os anos, muitas vezes na Primavera ou no Outono, mas certas pessoas têm dois ou três episódios todos os anos e outras têm intervalos de dois ou mais anos entre episódios. Entre os episódios, as pessoas com cefaleia em salvas episódica não têm quaisquer sintomas da afecção.

A cefaleia em salvas crónica, que representa cerca de 1 em cada 10 casos de cefaleia em salvas, não pára. As crises diárias ou praticamente diárias continuam ano após ano, sem intervalo. A cefaleia em salvas episódica pode tornar-se em cefaleia em salvas crónica e vice-versa.

Quais são os sintomas da cefaleia em salvas?

Existe um grupo de sintomas altamente reconhecíveis, a saber:

  • Dor intolerável
  • Dor rigorosamente unilateral e sempre do mesmo lado, embora na cefaleia em salvas episódica possa trocar de lado de um episódio para outro
  • A dor é no olho, à sua volta ou atrás dele e descrita como uma espécie de queimadura, de facada ou de perfuração.
  • Agrava-se muito rapidamente, atingindo o auge ao fim de 5 a 10 minutos
  • Quando não é tratada dura entre 15 minutos e 3 horas (com mais frequência entre 30 e 60 minutos).
  • Causa agitação, em contraste acentuado com a enxaqueca, durante a qual a maioria das pessoas quer deitar-se e ficar o mais sossegada possível. As pessoas com esta afecção não conseguem ficar quietas – andam para a frente e para trás ou balançam-se violentamente, chegando mesmo a sair de casa
  • O olho no lado doloroso fica vermelho e lacrimeja, podendo a pálpebra descair
  • A narina fica tapada ou a escorrer
  • O outro lado da cabeça não é minimamente afectado

O que causa a cefaleia em salvas?

Apesar de toda a investigação médica dedicada à cefaleia em salvas, a sua causa ainda não é conhecida. Alvo de grande interesse é a altura em que se verificam as crises, que parece estar ligada aos ritmos circadianos (o relógio biológico). Trabalhos de investigação recentes chamaram a atenção para as alterações numa parte do cérebro conhecida como o hipotálamo, a zona que controla o relógio biológico.

Muitas pessoas com cefaleia em salvas são ou foram grandes fumadores. Como é que isso pode contribuir para causar a cefaleia em salvas, se é que o faz, desconhece-se. Parar de fumar é sempre bom por motivos de saúde, mas raramente tem qualquer efeito sobre esta afecção.

O que são os factores desencadeantes?

Os chamados factores desencadeantes despoletam uma crise de cefaleia. O álcool, mesmo em pequena quantidade, pode desencadear uma crise de cefaleia em salvas durante um episódio em salvas mas não noutras alturas. Não compreendemos como é que tal acontece. Não parece haver outros factores desencadeantes comuns.

Preciso de alguns testes?

Devido ao seu conjunto de sintomas, a cefaleia em salvas é fácil de reconhecer. Não existem testes para confirmação do diagnóstico, que se baseia na sua descrição das suas dores de cabeça e noutros sintomas e na falta de descobertas anómalas quando o seu médico o examina. Por este motivo, é muito importante que descreva cuidadosamente os seus sintomas. Se o seu médico não tem a certeza sobre o diagnóstico, poderão ser efectuados testes, incluindo um exame ao cérebro, para eliminar outras causas das dores de cabeça. No entanto, frequentemente estes testes não são necessários.

Que tratamentos existem?

Há uma série de tratamentos para a cefaleia em salvas que muitas vezes funcionam bem. Todos eles requerem receita médica. Os tratamentos mais habituais para a crise são:

  • O oxigénio a 100%, que necessita de uma botija, de um regulador de caudal e de uma máscara do fornecedor
  • Fármaco injectado chamado sumatriptano (Imigran®), que pode administrar a si próprio utilizando uma caneta injectora especial.

As medicações preventivas são os melhores tratamentos para a maioria das pessoas com cefaleia em salvas. Toma-as todos os dias durante o período de duração do episódio em salvas para impedir o regresso das dores de cabeça. São eficazes mas necessitam de vigilância médica bastante apertada, muitas vezes com análises de sangue, devido aos efeitos secundários possíveis. Poderá ser encaminhado para um especialista. O encaminhamento deverá ser urgente porque, se tiver esta afecção, sabemos que a dor é muito forte!

E se estes tratamentos não funcionarem?

Há várias medicações preventivas. Se uma não funcionar muito bem, há outra que pode funcionar. Por vezes utilizam-se duas ou mais em conjunto.

O que posso fazer para me ajudar a mim próprio?

Os analgésicos vulgares não funcionam – demoram muito tempo e, geralmente, a dor de cabeça evolui antes de eles fazerem efeito. Para um tratamento eficaz, terá que pedir ajuda médica. Faça-o no início de um episódio em salvas, uma vez que o tratamento parece ter melhores resultados quando é iniciado nessa altura.

Mantenha um diário

Pode utilizar as fichas do diário para registar muitas informações relevantes sobre as suas dores de cabeça, tais como:

  • Com que frequência as tem
  • Quando acontecem
  • Quanto tempo duram
  • Quais são os sintomas.

São preciosas para ajudar no diagnóstico, identificando os factores desencadeantes e avaliando se os tratamentos estão a funcionar bem.

A minha cefaleia em salvas vai melhorar?

A cefaleia em salvas pode voltar durante muitos anos. No entanto, parece melhorar à medida que a idade avança para a maioria das pessoas, particularmente as que têm cefaleia em salvas crónica.

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Preço de alguns medicamentos usados na dor de cabeça e enxaqueca

Os medicamentos mais usados no tratamento da dor de cabeça são analgésicos, antiinflamatórios e triptanos.

MG significa medicamento genérico.

Medicamentos com aspirina (ácido acetilsalicílico)

  • Aspirina® 500mg microactive, 20 comprimidos – 4,60€
  • Aspegic® 500mg, 20 saquetas, granulado efervescente – 2,60€

Medicamentos com paracetamol:

  • Paracetamol MG 1000mg, 20COMP – 2,13€
  • Ben-u-ron® 1000mg, 18comp – 2,79€
  • Panadol® 500mg, 20comp  – 2,40€

Medicamentos com ibuprofeno:

  • Ibuprofeno MG 600 mg, 20comp rev – 2,84€
  • Trifene® 200mg,  20comp – 3,98€
  • Nurofen® 400mg, 24comp – 3,70€
  • Brufen® 600mg, 20comp rev – 4,75€

Medicamentos com Zolmitriptano:

  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 5,58€
  • Zomig rapimelt® 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 17,57€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 11.89€
  • Zomig rapimelt® 5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 34.54€

Medicamentos genéricos com Zulmatriptano:

  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 3,97€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 3 comprimidos orodispersiveis – 7,71€
  • Zolmitriptano MG 2,5mg, 6 comprimidos orodispersiveis – 11,31€
  • Zolmitriptano MG 5mg, 2 comprimidos orodispersiveis – 8,61€

Medicamento com Sumatriptano (usado na cefaleia em salvas)

  • Imigran (sumatriptano) auto-injector 6mg/0,5mlx 2sol SC inj – 40,43€

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DOR DE CABEÇA SINAIS DE GRAVIDADE melhorsaude.org

Quais os sinais de gravidade associados a dor de cabeça:

A grande maioria dos episódios de cefaleia são causados por patologias benignas. Mas, mesmo pessoas com história de dor de cabeça crónica ficam assustadas com algumas crises. O medo de todos é que uma doença grave não identificada, como um tumor ou aneurisma, possa ser a causa da cefaleia.

Não é possivel realizar tomografias computadorizadas em todas as pessoas que apresentam dor de cabeça. Em geral, a história clínica e um bom exame físico são suficientes para definir se há ou não necessidade da realização de um exame de imagem.

É importante não esquecer as principais características das cefaleias primárias descritas acima, para não confundi-las com as causas graves.

Os principais sinais de alerta são:

  • Início súbito: Cefaleias persistentes, de início abrupto, que atingem a maior intensidade em alguns segundos, podem indicar rotura de aneurismas ou trombose venosa. É importante lembrar que a cefaleia em salvas pode apresentar essas características, porém, costuma durar poucas horas, possui localização típica e sinais como lacrimejar e olhos vermelhos. A enxaqueca costuma começar como uma dor leve a moderada e piorar ao longo das horas.

  • Pior cefaleia da vida: Quando o doente refere que o atual quadro é de longe a pior dor de cabeça da sua vida, ou uma cefaleia completamente diferente das que costuma ter, deve-se ter mais atenção com o quadro. Hemorragias e infecções podem ser a causa. Essas queixas em doentes com cancro, SIDA  e imunossuprimidos são particularmente preocupantes.

  • Infecções concomitantes : Doentes que apresentam quadro de sinusite, otite, infecções de pele na face apresentam maior risco de desenvolver abcessos cerebrais e meningite. Infecções após implantação de piercings podem também ser uma porta de entrada.

  • Febre: A presença de cefaleia intensa associado a febre sem causa definida, principalmente se houver rigidez de nuca, indica meningite. É importante lembrar que a febre por si só pode causar dor de cabeça. Não confunda uma gripe com algo mais grave.

  • Medicações: Alguns doentes usam medicamentos como corticóides, que facilitam infecções, e anticoagulantes, que facilitam hemorragias.

  • Alteração do estado de consciência: Obviamente, doentes que entram em coma, apresentam crises convulsivas, desorientação súbita ou déficites neurológicos devem procurar imediatamente um serviço de emergência.

  • Trauma: Cefaleias que ocorrem após traumatismos devem ser avaliadas com mais cuidado, principalmente em idosos, devido ao risco de hemorragias intracranianas. Algumas pessoas desenvolvem dores de cabeça crónica após um traumatismo do cránio.

  • História familiar: Doentes com parentes de primeiro grau que sofreram rotura de aneurismas, também devem ser avaliados com mais cuidado.

Outros sinais também devem chamar a atenção, como uma cefaleia que acorda o paciente, cefaleia cuja as características não se enquadram em nenhuma da causas primárias, piora da dor com esforços (lembrar que enxaqueca pode ter essa característica), inicio de dor de cabeça após os 50 anos ou alterações visuais que possam sugerir glaucoma.

Não existe um protocolo definido de quando pedir, ou não, uma tomografia computadorizada. Alguns quadros são óbvios, como nas alterações neurológicas mas outros sãomais questionáveis. Depende do bom senso do médico e do quadro clínico do doente.

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Concluindo

As dores de cabeça ou cefaleias são uma condição de saúde que afecta imensas pessoas, muitas das quais ficam, durante as crises, incapacitadas para manter a sua vida diária com consequências graves principalmente ao nível laboral e familiar. A maioria das dores de cabeça apesar da dor, não tem causas graves mas se existirem alguns sintomas especiais fora do quadro habitual da sua dor de cabeça então sim pode haver a probabilidade de uma causa grave sendo neste caso indicado a procura de assistência médica urgente!

Partilhe a informação deste artigo e certamente vai ajudar muitas pessoas a conseguirem gerir melhor, e ás vezes evitar, muitas dores de cabeça dificeis de suportar! Em alguns casos mais graves pode ajudar a salvar vidas!

Juntos por uma MELHOR SAÚDE!

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: Campanha global para reduzir as dores de cabeça a nível mundial. Organização Mundial de Saúde (World Health Organization),  Aliança Mundial de Cefaleias (World Headache Alliance), Sociedade Internacional de Cefaleias (International Headache Society), Federação Europeia de Cefaleias (European Headache Federation). Dr Pedro Pinheiro, Especialista em Medicina Interna e Nefrologista com títulos reconhecidos pela Universidade do Porto e pelo Colégio Português de Nefrologia.

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ANTICONCEPCIONAL PILULA GUIA 2017: TUDO O QUE NÃO SABE

Anticoncepcional pilula guia 2017: Tudo sobre como tomar o anticoncepcional? Qual o melhor anticoncepcional? Quais os riscos da pilula? Quais as diferenças entre as diversas pílulas?

Siglas e simplificações utilizadas neste artigo:
  • COs – Contraceptivos Orais
  • COCs – Contraceptivos Orais Combinados
  • COPs – Contraceptivos Orais Progestagénicos
  • COE – Contracepção Oral de Emergência ( pílula do dia seguinte )
  • Pílula – Contracepção oral
Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
  • O que são os contraceptivos orais combinados?
  • O que são os contraceptivos orais progestagénicos?
  • Quais as pílulas mais eficazes?
  • Quais os avanços verificados na contracepção oral?
  • O que são as minipílulas?
  • Quais as dosagens das minipílulas?
  • Quais os riscos das minipílulas?
  • Que tipos de progestagénios existem?
  • Quais as principais pílulas comercializadas em Portugal?
  • Qual o risco de gravidez ectópica em mulheres a tomar a pílula?
  • Contracepção oral de emerrgência (COE) mais conhecida por “pílula do dia seguinte”, o que é e como actua?
  • Qual a eficacia da pílula do dia seguinte? É segura?
  • Quais os riscos da pílula do dia seguinte?
  • A COE altera o dia em que surge a menstruação?
  • Quais os COEs disponiveis no mercado?
  • A Pílula e a diabetes, quais os riscos?
  • A Pílula e as doenças autoimunes, quais os riscos?
  • A Pílula e a dislipidémia, quais os riscos?
  • A Pílula e as enxaquecas, quais os riscos?
  • A Pilula e a epilépsia, quais os riscos?
  • A Pílula e a Hipertensão Arterial, quais os riscos?
  • A Pílula na doença cardiovascular, quais os riscos?
  • A Pílula e a menopausa, quais os riscos?
  • A Pílula e a adolescência, quais os risco?
  • A Pílula e a amamentaçãp, quais os riscos?
  • Contracepção oral e puerpério, quais os riscos?
  • Como retardar a menstruação com a toma da pílula?
  • Quais as situações que justificam, medidas contraceptivas adicionais?
  • Após a toma da “pílula do dia seguinte” quando se deve iniciar a toma do contraceptivo oral?
  • Quais os medicamentos e outros que podem diminuir a eficácia da pílula?


Anticoncepcional: Que tipos de pílula existem?

Existem imensas pílulas contraceptivas no mercado mas afinal qual é a melhor? Qual a mais eficaz? Qual a que apresenta menos riscos? E a “pílula do dia seguinte”? É realmente eficaz? Quais os riscos? Como tomar?

Por parte de muitas mulheres existem imensas dúvidas recorrentes sobre a contracepção oral e de emergência. Este guia foi elaborado para responder a todas as dúvidas que possam surgir e desta forma contribuir para tranquilizar as mulheres e ajuda-las a fazer a melhor escolha para o seu caso… e cada caso é um caso!

Têm vido a surgir novas formulações e novos sistemas de libertação hormonal, com vista quer ao aumento da eficácia contraceptiva quer à redução dos efeitos secundários e melhoria da adesão à toma evitando uma gravidez não desejada.

A contracepção hormonal oral é o método mais utilizado pelas mulheres portuguesas. Embora existam alguns efeitos adversos associados à toma de contraceptivos orais (CO), estes têm vindo a ser minorados, com  o aparecimento de pílulas com cerca de metade da dose de estrogénios e de pílulas cujo único princípio activo é um progestagénio, e que não apresentam os efeitos secundários associados aos estrogénios.

No entanto, a pílula  é ainda  hoje muitas vezes mal  utilizada, motivo que leva ao recurso à contracepção oral de emergência (COE), mais conhecida como pílula do dia seguinte.

A contracepção hormonal oral é o método mais utilizado pelas mulheres portuguesas. Embora existam alguns efeitos adversos associados à toma de contraceptivos orais (CO), estes têm vindo a ser minorados, com  o aparecimento de pílulas com cerca de metade da dose de estrogénios e de pílulas cujo único princípio activo é um progestagénio, e que não apresentam os efeitos secundários associados aos estrogénios.

Contraceptivos orais combinados (COC): O que são?

Os Contraceptivos Orais Combinados (COC) são caracterizados por terem na sua composição 2 hormonas diferentes – estrogénio e progestagénio.

As doses e tipo de estrogénio e progestagénio utilizado  variam com o medicamento. Estes COs são denominados de baixa dosagem ou de dosagem normal consoante a dose de estrogénio que contêm.

São os contraceptivos orais mais eficazes porque inibem a ovulação  de forma constante em cerca de 90 a 95% dos ciclos menstruais, tendo  sido descrita uma taxa de falha de apenas 0,3% no primeiro ano de toma,  quando tomados correctamente.

Os COCs, além  de inibirem a ovulação, exercem igualmente uma acção  ao nível do espessamento do muco cervical, o que dificulta o percurso dos espermatozóides até à trompa de Falópio.

Os COCs podem ser de 3 tipos, consoante as doses das hormonas sejam fixas ou variáveis, ao longo do ciclo menstrual:

  • Monofásicos

    Com estrogénio e progestagénio em doses fixas. Tomam-se durante 21 dias consecutivos a que se segue, habitualmente, um intervalo livre de 7 dias.

  • Bifásicos

    Contêm um progestagénio ao qual se associa o etinilestradiol, assegurando uma fase estrogénica durante os primeiros 7 dias, seguida de uma fase progestagénica até ao final da toma.

  • Trifásicos

    Contêm quantidades variáveis de hormonas (etinilestradiol e um progestagénio) para serem tomadas ao longo do ciclo, variando a concentração sobretudo de progestagénios. Têm um predomínio inicial de estrogénios tentando assim, mimetizar o ciclo hormonal normal.

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Contraceptivos orais progestagénicos (COP): O que são?

Os Contraceptivos Orais Progestagénicos (COPs) são apenas constituídos por um progestagénio, em dose inferior à presente nos COCs. Por este motivo, não  inibem  consistentemente a ovulação  a qual ocorre em apenas cerca de 50% dos ciclos, impedindo, a gravidez maioritariamente por espessamento do muco cervical. Habitualmente são de toma contínua não existindo qualquer interrupção na toma durante o ciclo menstrual (ver tabela 1).

Qual a eficácia comparativa entre COPs e COCs?

Existe o conceito de que as pílulas progestagénicas são menos eficazes do que as combinadas. No entanto, não existem estudos conclusivos sobre a eficácia  comparativa entre os COCs e os COPs, sendo que, na sua maioria, a eficácia falha por factores externos aos medicamentos em si.

O que assegura que os COPs apresentem uma eficácia comparável à dos COCs?

Nos COPs a eficácia é assegurada cumprindo as seguintes regras:

  • O COP deve ser tomado todos os dias à mesma hora
  • A relação sexual deve ocorrer entre as 3 e as 22h após a toma.

Que avanços se verificaram na contracepção oral?

Os avanços verificados têm como principais objectivos minorar os efeitos secundários associados aos estrogénios e de permitir uma  maior eficácia  contraceptiva, a saber:

  • A diminuição da dose de estrogénios (pílulas de baixa dosagem),
  • Recurso a novos progestagénios
  • Novos sistemas de libertação hormonal

Quais as dosagens utilizadas nas minipílulas?

As pílulas de baixa dosagem ou minipílulas contêm na sua formulação etinilestradiol em doses que variam entre 15 e 25 µg (microgramas) por comprimido, enquanto as restantes pílulas possuem entre 25 e 35 µg por comprimido.

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Minipílula quais os riscos?

Uma vez que os efeitos adversos estão maioritariamente associados às doses de hormonas presentes, é de esperar que  neste tipo de COs, sejam menores e ocorram com menor frequência.

No entanto, embora esteja provada uma  redução do risco de tromboembolismo venoso, continuam a ocorrer eventos cardiovasculares graves, embora raros, associados à toma  de COs de baixa dosagem, particularmente em mulheres fumadoras, com mais de 35 anos, com enxaquecas ou outras situações de risco cardiovascular.

Diversos estudos continuam a demonstrar a ocorrência de efeitos graves em mulheres que tomam as pílulas de baixa dosagem, nomeadamente a nível cardiovascular.

Em relação às mulheres que não fazem qualquer tipo de contracepção hormonal, as mulheres que tomam as pílulas modernas correm os seguintes riscos:

  • Tromboembolismo venoso – risco 4 vezes superior
  • Acidente vascular isquémico – risco 2,3 vezes superior
  • Enfarte agudo do miocárdio – risco 2 vezes superior

Estas dimensões, como já vimos atrás, ainda se podem tornar mais elevadas se se considerarem mulheres fumadoras, com mais de 35 anos, a sofrerem de enxaquecas ou a apresentarem outros factores de risco cardiovascular.

Progestagénios que tipos existem?

Os progestagénios são agrupados em 4 gerações, independentemente de fazerem parte da composição de um COC ou de um COP. Esta classificação deve-se unicamente  à cronologia de  aparecimento  no mercado, não existindo qualquer relação com a estrutura química  ou acção farmacológica, os mais importantes são:

  • 1ª geração – noretindrona, a noretisterona, o noretinodrel, o etinodiol e o linestrenol;
  • 2ª geração – levonorgestrel e o norgestrel;
  • 3ª geração – desogestrel, e o seu metabolito activo etonogestrel, o norgestimato, e o seu metabolito activo norelgestromina, e o gestodeno;
  • 4ª geração – ciproterona, drospirenona, cloromadinona e o dienogest

Progestagénios

Linha de evolução dos progestagénios

Progestagénios: Quais os mais utilizados?

Os progestagénios mais utilizados são os seguintes:

  • Levonorgestrel ( alguma actividade androgénica )
  • Desogestrel ( sem actividade androgénica )
  • Gestodeno ( sem actividade androgénica )
  • Ciproterona ( actividade anti-androgénica )
  • Drospirenona ( actividade anti-androgénica )
  • Cloromadinona ( actividade anti-androgénica )

Progestagénios, como  o levonorgestrel, conferem uma  certa acção  androgénica, para além  da sua actividade progestagénica. É esta actividade androgénica a responsável pela maioria dos efeitos adversos.

A procura de COs mais eficazes e com menos efeitos secundários, levou ao aparecimento de progestagénios, praticamente destituídos de actividade androgénica, como  o desogestrel e o gestodeno. Actualmente já existem progestagénios com actividade anti-androgénica como a ciproterona, a drospirenona e a cloromadinona.

Gravidez ectópica: Qual o risco em mulheres a tomar COP ou COC?

Em caso de falha do CO com consequente fertilização de um óvulo, o espessamento do muco cervical diminui a mobilidade do óvulo fertilizado na trompa de Falópio, aumentando o risco de gravidez ectópica.

Os COCs inibem a ovulação, em cerca de 90 a 95% dos ciclos, são por isso contraceptivos eficazes, reduzindo o risco de gravidez ectópica. Os COPs actuam maioritariamente por espessamento do muco  cervical não inibindo a ovulação  de forma tão eficaz (ocorre em apenas cerca de 50% dos ciclos), sendo o risco de gravidez ectópica maior.

Quais os principais contraceptivos orais comercialiazados?

Na tabela seguinte descrevem-se as principais apresentações qualitativas ( móleculas utilizadas ) e quantitativas ( dosagens ) comercializadas em Portugal:

Tabela dos principais COs comercializados em Portugal

Tabela dos principais COs comercializados em Portugal

Contracepção Oral de Emergência (COE) mais conhecida por pílula do dia seguinte

A contracepção oral de emergência tem passado por desenvolvimentos nos últimos anos, tendo muito recentemente surgido uma nova opção terapêutica, que aumenta para 5 dias o intervalo de tempo em que se pode recorrer a este método.

O que é e como actua a pílula do dia seguinte?

A contracepção oral de emergência (COE) é um método destinado  a evitar uma  gravidez não desejada após uma  relação sexual em que não existiu recurso a contracepção ou na qual a mesma falha. Constitui uma  segunda linha na prevenção primária da gravidez não desejada.

A toma  do COE deve ocorrer o mais cedo possível após a relação  sexual não protegida ou inadequadamente protegida.

Pílula do dia seguinte: Como actua?

A pilula do dia seguinte actua e é eficaz por exercer a sua acção por diversas vias, a saber:

  • Sobre a ovulação, atrasando ou inibindo a libertação do óvulo,
  • Sobre a fertilização impedindo o espermatozóide de atingir o óvulo,
  • Por espessamento do muco cervical,
  • Sobre a nidação através de alterações do endométrio, impossibilitando a implantação do ovo na parede do útero.

Pílula do dia seguinte: É segura?

A Contracepção Oral de Emergência ( COE ) pode ser utilizada com segurança por qualquer mulher,  mesmo quando há contra-indicações para a toma de COs.

  • Após a toma da COE a mulher pode engravidar em qualquer altura, caso não utilize nenhum método contraceptivo,
  • A COE apenas previne uma gravidez decorrente de relações sexuais ocorridas antes da toma e nunca nos casos em que estas ocorrem subsequentemente,
  • Não é efectiva se a mulher já estiver grávida.

Quais os efeitos secundários associados à pílula do dia seguinte?

Após  a  toma   do  COE  podem  surgir  maioritariamente:

  • Náuseas e vómitos, mas pouco  frequentes, surgindo em  apenas 20% dos casos. Para minorar estes efeitos aconselha-se  a  toma   do  comprimido  com
  • Pode também surgir perda de sangue alguns dias após a toma do COE.
  • Num número reduzido de mulheres pode acontecer tensão mamária,
  • Dores de cabeça,
  • Tonturas,
  • Dor abdominal,

Na maior parte dos casos, esta sintomatologia desaparece sem necessidade de tratamento.

A pílula do dia seguinte altera a altura em que surge a menstruação?

Após a utilização da COE, a menstruação surge na altura esperada, no entanto em algumas mulheres pode surgir antes do tempo. Caso exista um  atraso superior a uma semana, deve  ser realizado um  teste de  gravidez visto que a COE pode ser falível.

A referenciação  para o  médico   recomenda-se caso a mulher apresente queixas de  hemorragias irregulares associadas a dores abdominais (suspeita de gravidez ectópica) ou quando a menstruação está atrasada por mais de uma  semana (suspeita de gravidez).

Pílula do dia seguinte: Pode pode ser utilizada fora do período fértil?

Dado que  existem oscilações da altura da ovulação, mesmo em mulheres com menstruações muito  regulares, na prática é muito  difícil determinar com exactidão o intervalo de tempo  em que ocorre o período  fértil.

O facto de a mulher não se encontrar no seu período fértil, não  constitui uma  contra-indicação à  toma  de  COE, sendo importante  avaliar o estado de  ansiedade  relativa à perspectiva de uma  gravidez  indesejada de forma a permitir um melhor aconselhamento e optar ou não pela dispensa da COE.

Quais as pílulas do dia seguinte disponíveis?

Existem actualmente  alternativas terapêuticas diferentes em  que  a  COE pode  ser feita  até  às 72 h após relação sexual desprotegida ou  inadequadamente protegida   e,  recentemente disponível,  em  que  a  eficácia é comprovada  até  ao  5º dia,  mais  precisamente  até  às 120 h após relação sexual desprotegida ou inadequadamente protegida.

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Diabetes: Qual a influência da pílula?

Os COs podem interferir com o metabolismo da glucose. Em geral, quanto maior for a dose do progestagénio, maior será a alteração no metabolismo da glucose. Pensa-se que:

  • Os estrogénios podem diminuir a tolerância à glucose,
  • Os progestagénios são responsáveis por um aumento da secreção de insulina que pode levar ao aumento da insulino-resistência.

Há estudos que concluem que os COPs podem apresentar um  melhor perfil de segurança, interferindo menos nos níveis de glicemia, quando comparados com os COCs.

Ainda, sendo a diabetes um factor de risco para a doença cardiovascular, é aconselhada a toma  de COPs, caso a mulher não deseje ou não possa optar por outro método contraceptivo. No caso da diabetes bem controlada e em que não existem  lesões vasculares, podem utilizar-se os COCs devendo preferir-se os COcs de 3ª geração.

Assim, para mulheres com diabetes tipo 1 ou tipo 2, bem controlada, o recurso quer aos COCs quer aos COPs é aparentemente seguro e não parece ter qualquer efeito quer a curto quer a longo prazo no controlo da diabetes.

Nas diabéticas com  complicações associadas ou diabetes de longo termo (diagnosticado há mais de 20 anos), os COPs são considerados mais seguros do que os COCs.

Doenças autoimunes: Qual a melhor pílula?

Nas doenças auto-imunes, é de grande importância o planeamento da gravidez, não só pelos riscos que  a terapêutica instituída pode acarretar para o feto, como também para preservar a saúde da mãe,  escolhendo a fase de evolução  da doença mais propícia para que a gravidez ocorra.

Neste tipo de patologias, todos os métodos contraceptivos não hormonais são aconselhados. Sendo as doenças autoimunes muito heterogéneas, a resposta da  doença aos COs varia consoante  a patologia em causa, por exemplo:

  • Os COCs podem agravar o Lúpus Eritematoso Sistémico, a Púrpura Trombocitopénica e  a  miastenia  Gravis,
  • Os COCs podem contribuir para a melhoria da artrite reumatóide,
  • Os COCs não exercem qualquer efeito na Esclerose múltipla  ou Doença  auto-imune da Tiróide.

Dislipidémia: Qual a influência da pílula?

A maioria dos COs afecta os parâmetros lipídicos – colesterol LDL e HDL e também os trigicerídeos. Os estrogénios aumentam o HDL e triglicerídeos e diminuem o LDL. No caso dos progestagénios, o aumento do HDL depende do tipo de progestagénio utilizado.

Colesterol alto: Qual a melhor pílula?

As formulações com  etinilestradiol combinado com progestagénios mais recentes como o desogestrel e gestodeno, devido à menor actividade androgénica destes, apresentam um  melhor  perfil lipídico,  verificando- se um  aumento  significativo dos níveis de HDL, diminuição significativa dos níveis de colesterol LDL, apenas pequenas alterações dos níveis de colesterol total  e um aumento dos triglicerídeos menos acentuado do que  com  os que  contêm progestagénios  com  uma  acção  androgénica  mais  marcada (levonorgestrel e norgestrel).

Assim são considerados os COs com melhor perfil de indicação para mulheres com dislipidemia as pílulas com  etinilestradiol combinado com progestagénios mais recentes como o desogestrel e gestodeno.

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Contracepção oral e de emergência no caso de enxaquecas e risco de AVC

Vários estudos efectuados em  mulheres com  enxaqueca, a tomar COs, sugerem um aumento do risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

No entanto, esses mesmos estudos indicam que o grau de risco varia consoante o tipo de enxaqueca. Assim, o risco é maior no caso de enxaqueca com aura quando comparado com enxaqueca sem aura. Este facto deve-se provavelmente à existência de alterações isquémicas associadas à aura.

Dado que, à partida, a utilização de COcs representa um factor de risco aumentado de AVC e tromboembolismo venoso, existe uma preocupação acrescida relativa à toma de COcs no caso de enxaqueca.

De acordo com a OMS, o risco de mulheres com enxaqueca a tomar COCs, terem um AVC isquémico é cerca de 2 a 4 vezes maior do que nas que têm enxaqueca mas não tomam COCs.

É, por isso, fundamental conhecer o tipo de enxaqueca em causa, o que determina a escolha mais adequada do Contraceptivo Oral ( CO ), principalmente no caso de se tratar de Contraceptivos Orais Combinados ( COCs ). Em caso de risco acrescido deve ponderar-se o recurso a COPs ou, em alternativa, a outro método contraceptivo, que não o oral hormonal.

Para as mulheres que têm enxaqueca sem aura, o risco de AVC é relativamente pequeno e comparável ao das mulheres sem enxaqueca. Em mulheres a fazer terapêutica para a enxaqueca com  derivados da ergotamina, a toma  de COCs está contra-indicada.

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Epilépsia: Qual a melhor contracepção?

Os métodos contraceptivos de eleição na epilepsia são, o DiU (Dispositivo intra Uterino) ou o SiU (Sistema intra Uterino com libertação hormonal) dado  que  são inertes a nível sistémico não interferindo com a restante medicação.

Caso a opção  recaia na contracepção oral, os COCs e COPs apenas estão contra-indicados, por redução da sua eficácia, nos casos em  que  a terapêutica antiepiléptica instituída seja indutora das enzimas hepáticas, o que acontece no caso de estar a tomar os seguintes medicamentos:

  • Carbamazepina,
  • Oxicarbamazepina,
  • Fenobarbital,
  • Fenitoína,
  • Primidona,
  • Topiramato,
  • Vigabatrim.

No caso de terapêutica com valproato de sódio, as mulheres podem utilizar qualquer Contraceptivo Oral ( CO ).

Hipertensão arterial (HTA): Qual a melhor pílula?

Os métodos contraceptivos de eleição no caso da HTA são, o DIU ou o SIU com libertação hormonal. No entanto, apenas a HTA mal controlada contra-indica a toma de COs.

Assim, no caso de HTA bem controlada ou em fase inicial, pode ser indicada a toma  de COcs. Nestes casos, deve  ser dada preferência a pílulas de baixa dosagem, com gestodeno ou desogestrel, que apresentam a vantagem de contribuir para um bom perfil lipídico, ou a associação de etinilestradiol e drospirenona em virtude do seu efeito anti-mineralocorticóide.

O recurso a COCs em mulheres com mais de 35 anos, em que o risco cardiovascular está aumentado, deve ser bem ponderado. Quanto  aos COPs, constituem uma  alternativa nos casos em que a HTA decorre da administração de COCs.

Doença cardíaca ou doenças vasculares: Qual a melhor pílula?

Os COPs são a primeira escolha em  caso de doença cardíaca. Os COCs estão contra-indicados, apenas quando existe um risco vascular associado, como  no caso da doença cardíaca isquémica ou doença valvular complicada como  endocardite, fibrilhação ou hipertensão pulmonar.

A toma  de COs na insuficiência venosa não  apresenta qualquer contra-indicação. Apenas está contra-indicada a toma de COCs, em caso de tromboembolismo venoso  ou arterial. Os COPs, que podem  ser  usados em doentes com antecedentes de tromboembolismo venoso são, apesar disso a última escolha em  caso  de  tromboembolismo activo  ou recente sendo de preferir o DIU ou o SIU com libertação hormonal, nesta fase.

Fumadoras: Qual a melhor contracepção?

O tabagismo contribui, decididamente, para  o aumento do risco de complicações cardiovasculares. Consideram-se fumadoras mulheres que  consomem 15 a 20 cigarros por dia.

Assim, mulheres fumadoras com idade  superior a 35 anos  não devem  tomar COs. Antes dos 35 anos,  o facto de a mulher fumar é uma contra-indicação relativa à toma  de COs. Os métodos contraceptivos de eleição para  a mulher  fumadora são,  por  isso,  preferencialmente todos  os métodos não hormonais.

Menopausa: Qual a melhor contracepção?

Na perimenopausa, desde que não haja contra-indicações, podem  ser  utilizados todos  os tipos  de COs, assim como qualquer tipo de método contraceptivo. A escolha deve ser feita  com  base nas  características individuais  da  mulher (factores de  risco  cardiovascular, patologias associadas, tabagismo, etc).

Caso os COCs sejam apropriados, são  de preferir por apresentarem as seguintes vantagens:

  • Maior eficácia  contraceptiva,
  • Menor rigor na  toma,
  • Melhoram a sintomatologia vasomotora,
  • Melhoram o humor,
  • Menor risco de ocorrência de hemorragias intra-cíclicas.

Os contraceptivos hormonais combinados, nas  suas 3 formas – oral,  transdérmica  ou vaginal – podem  ser  utilizados até à menopausa, sendo de preferir aqueles que têm  uma  dose de etinilestradiol ≤ 30µg e uma  dose baixa de noretisterona ou levonorgestrel, por apresentarem um menor risco cardiovascular.

Quanto à altura ideal para concluir a toma de COs, aquando da menopausa, é recomendado o doseamento da FSH (hormona folículo estimulante) durante a pausa da toma  de COCs (entre o 5º e o 7º dia) ou em qualquer altura do ciclo menstrual caso esteja a tomar COPs.

Este doseamento é recomendado a partir dos 50 anos ou antes, caso exista sintomatologia vasomotora marcada, os denominados “afrontamentos”, e repetido anualmente até à menopausa. Caso o valor do doseamento seja ≥ 40 mg/L pode interromper-se o contraceptivo, se for < 40 mg/L deve continuar e reavaliar a situação ao fim de um ano.

Adolescência: Qual a melhor contracepção?

Nesta fase em que, muitas vezes, se dá o início da actividade sexual, é importante que sejam adoptadas medidas que permitam uma contracepção o mais segura, simples e eficaz possível. Assim, os COs geralmente recomendados são os COCs. É fundamental sensibilizar para a importância de associar, a utilização do preservativo, como única forma de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis, sendo uma altura em que muitas vezes as relações são mais efémeras e a percepção dos riscos está menos presente.

Amamentação: Qual a melhor pílula?

Na amamentação a primeira escolha recai sobre os contraceptivos hormonais progestagénicos, COP, (sob a forma oral, implante subcutâneo ou injectável)  por não influenciarem a qualidade e quantidade do leite materno.

Os COPs têm  ainda  a vantagem de permitir uma  mudança mais rápida para o método contraceptivo subsequente, dado que basta suspender a toma  do COP e iniciar a toma do CO seguinte. A contracepção oral deve ser iniciada  entre a 4ª e a 6ª semana após o parto. Também os COCs podem ser utilizados, embora nunca como primeira escolha até os 6 meses após o parto.

Pós-parto (puerpério): Qual a melhor contracepção?

O puerpério é o período de 6 a 8 semanas pós-parto durante o qual o seu corpo sofre uma série de alterações para retornar ao estado pré-gravidez.

Quando a mulher não está a amamentar, os COCs apenas estão contra-indicados nas primeiras 3 semanas após o parto, por existir um estado de hipercoagulabilidade, que  aumenta o risco cardiovascular associado à toma  de COCs. A partir daí pode ser utilizado qualquer método contraceptivo.

Caso tenha ocorrido diabetes gestacional, desde que  os parâmetros analíticos estejam controlados, não existe qualquer contra-indicação à toma de COs. No entanto, neste caso recomenda-se que o início da CO se faça apenas a partir das 6-8 semanas após o parto.

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Como retardar a menstruação com a toma  da pílula contraceptiva?

Esta é uma  pergunta recorrente ao balcão  da farmácia, sendo as indicações em  função  do tipo de pílula  as seguintes:

COCs monofásicos

Começar a embalagem seguinte  imediatamente  após terminar  a  anterior, ou  seja, sem  fazer os 7  dias de  Esta embalagem pode  ser tomada até  ao  fim. Caso a mulher queira  menstruar, basta parar de  tomar os comprimidos em  qualquer  altura.  Durante a toma  da segunda embalagem podem ocorrer hemorragias irregulares. A embalagem seguinte às 2 consecutivas deve  ser iniciada  após os 7 dias habituais de intervalo.

COCs bifásicos

Assim que  terminar  a  embalagem  anterior, começar a  tomar os comprimidos com  a dosagem mais elevada de progestagénio e mais baixa  de  etinilestradiol da  embalagem seguinte  (ou seja, começar a  toma  da  embalagem seguinte pelo  1º comprimido dos últimos 15  da embalagem). Estes podem ser tomados até  ao final dessa embalagem (no máximo  15 dias).

Assim que queira menstruar basta parar de tomar a 2ª embalagem. a embalagem seguinte deve ser iniciada  após os 6 dias habituais de intervalo. Tal como  no  caso dos COCs monofásicos, durante a toma  da 2ª embalagem podem ocorrer hemorragias irregulares.

COCs trifásicos

Após terminar a  embalagem, iniciar  a  toma   dos últimos  10  comprimidos  da embalagem seguinte, aqueles que têm  maior concentração de progestagénio. Essa embalagem pode  ser tomada até  ao fim (no máximo  10 dias). Quando  quiser menstruar a  mulher pode  parar essa  embalagem em  qualquer altura. A embalagem seguinte deve  ser iniciada  após o período habitual de 7 dias de intervalo.

Quais as situações que justificam medidas contraceptivas adicionais?

1)  Esquecimento de uma toma  do CO superior a 12 horas ou de mais do que uma toma, independentemente do intervalo de tempo decorrido. Para informação adicional acerca de como continuar a toma da restante embalagem do CO, consultar o rcm do medicamento em questão.

2)  Ocorrência de vómitos até às 4 horas subsequentes à toma do CO ou aparecimento de diarreia grave, dado que a absorção pode ser incompleta e pode já não existir uma contracepção fiável.

Num e noutro caso, deverá recorrer-se a métodos contraceptivos adicionais até 7 dias após o desaparecimento dos sintomas ou o esquecimento da toma,  mantendo a toma  regular do CO habitual.

3)  Suspeita de interacção medicamentosa entre o CO e algum outro medicamento, que  a mulher esteja a tomar. Neste caso, deverão utilizar-se métodos contraceptivos adicionais até 7 dias após a eliminação do medicamento do organismo (varia consoante o tempo de semi-vida do medicamento em causa).

Após utilização pilula do dia seguinte, quando se deve iniciar a toma do CO?

Após a toma do COE o retorno à fertilidade é imediato, pelo que, caso a mulher não esteja já a fazer contracepção regular, deve ser aconselhada a fazê-lo.

No caso de toma habitual de COs, a embalagem em uso deve ser reiniciada no dia seguinte ao da toma do COE, não estando indicada a toma dos contraceptivos omitidos quando se recorre ao COE. Assim, é intencionalmente omitida a toma do comprimido relativo ao dia da toma do COE.

Caso a mulher não esteja a tomar CO e deseje fazê-lo, existem 2 opções:

  • Esperar e iniciar a contracepção no primeiro dia do próximo ciclo menstrual, ou
  • Iniciar a contracepção no dia imediatamente após a toma da COE.

É importante aconselhar abstinência sexual ou o uso de um método auxiliar (barreira – como por exemplo diafragma com espermicida, preservativos) nos primeiros 7 dias após o início da contracepção caso seja um COC, ou nos primeiros 2 dias caso se trate de um COP, independentemente de quando se inicia a contracepção.

Que medicamentos e outros podem diminuir a eficácia da pílula?

No que se refere à eficácia das pílulas convencionais, a interacção com fármacos capazes de provocar um aumento das enzimas microssomais hepáticas pode provocar um aumento da metabolização das hormonas sexuais, com a consequente redução da eficácia contraceptiva do método. Os principais são os seguintes:

  • Antiepilépticos,
  • Rifampicina,
  • Ritonavir,
  • Griseofulvina,
  • Hipericão.

Uma referência especial ao hipericão por ser uma planta muito utilizada em chás e que muitas mulheres podem, sem saber, tomar e ficar desprotegidas.

Concluindo

Por parte de muitas mulheres existem imensas dúvidas recorrentes sobre a contracepção oral e de emergência. Este guia foi elaborado para responder a todas as dúvidas que possam surgir e desta forma contribuir para tranquilizar as mulheres e ajuda-las a fazer a melhor escolha para o seu caso… e cada caso é um caso!  Apesar de disponibilzarmos toda esta informação não deve nunca esquecer o precioso apoio do seu Médico ou Farmacêutico.

Não deve também ser esquecido que apesar de se tratar de um artigo sobre contracepção esta só faz sentido dentro duma politica estruturada, num país que verdadeiramente tenha vontade de olhar para o futuro, e que permita ás mulheres, que nele vivem, e seus companheiros formarem famílias estaveis e Felizes e por esta via regenerarem a “medula da sociedade” que por estes dias corre o risco de ficar “leucémica”…

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes:

  • CEDIME ( Centro de Documentação e Informação do Medicamento )
  • Dra Margarida Castel-Branco, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra
  • INFARMED
  • Direcção Geral de Saúde – Programa Nacional de Saúde Reprodutiva
  • Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health

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TOMAR MEDICAMENTOS A HORAS ?

Tomar medicamentos a horas  melhorsaude.org
Tomar medicamentos a horas melhorsaude.org

O QUE ACONTECE SE NÃO TOMAR OS MEDICAMENTOS A HORAS?

Os horários são para se cumprir e portanto claro que se devem tomar medicamentos a horas de certo que a regra não lhe é desconhecida e se estivermos a falar de medicação deve mesmo levá-la à letra.

Cientistas comprovaram, pela primeira vez, que um medicamento tomado na hora errada pode deitar por terra todo o seu efeito, revela o The Independent.

A prescrição médica de um medicamento tem um horário associado para a sua toma, que nem sempre é respeitado na íntegra. Isto porque, descobriu-se agora, que a eficiência de um medicamento pode ser muito mais eficiente consoante a hora a que for tomado. Além disso não convém saltar o horário do mesmo, sob o risco de este perder a sua força.

 

É verdade que o corpo tem um relógio biológico diferente para cada orgão?

O corpo possui um relógio biológico de 24 horas e cada órgão funciona de forma diferente, dependendo das horas, explica o The Independent. A conclusão é de um grupo de cientistas, que aconselha também a que se tenha em atenção a finalidade do medicamento antes de definir as horas a que vai tomá-lo.

Os investigadores realizaram um mapa da atividade dos vários órgãos do corpo humano e registaram a sua atividade diária, concluindo que há órgãos que trabalham melhor à noite e outros durante o período diurno.

O fígado, por exemplo, é aquele que está mais ativo ao longo das 24 horas, sendo porém mais ativo no período da noite, um pouco antes da meia-noite, enquanto os genes das glândulas suprarrenais funcionam melhor pela manhã, um pouco depois da 6h.

No estudo publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas revelam, também, que depois de entrarem no organismo os medicamentos têm uma vida relativamente curta, o que significa que deve cumprir-se minuciosamente o horário em que devem ser tomados, para não se correr o risco de perderem o seu efeito.

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