Category Archives: Alimentação saudável

AÇÚCAR 2017: PORQUE NOS ESTÁ A “LIXAR” A VIDA?

O açúcar é para mim um assunto muito especial! Em primeiro lugar porque sempre adorei bolos e doces em geral… para mim uma refeição sem uma sobremesa doce não era refeição! Em segundo lugar porque decidi , há cerca de um ano, depois de pesquisas sobre o consumo excessivo de açúcar, acabar com este “prazer da alma” para salvar a minha saúde. Não sabia se resultaria mas tinha de tentar!

Este artigo  surge depois de pesquisas em fontes mais consolidadas e pretende ajudar a entender afinal qual é o papel do açúcar no nosso corpo, como calcular de forma prática o açúcar refinado que consumimos durante o dia e no final a minha experiência pessoal vai ser descrita, detalhando o que fiz para proteger a minha saúde!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o açúcar?
  • O que é a glicose?
  • Quanto açúcar come por dia?
  • O que dizem os rótulos das embalagens?
  • Quantos nomes tem o açúcar?
  • Quanto açúcar consumimos na realidade?
  • Quanto açúcar, no máximo, devemos consumir?
  • Quais as consequências observadas?
  • Será que o açúcar alimenta a doença?
  • O que se passa com a diabetes?
  • Qual a maior mentira que ainda hoje a população acredita acerca da comida?
  • Se não consumir hidratos de carbono como conseguir a energia que preciso?
  • Como extraímos a energia dos alimentos?
  • Qual o impacto metabólico do açúcar?
  • Calorias, qual a diferença e importância entre a quantidade e  a qualidade das calorias ingeridas?
  • As mesmas calorias podem ou não provocar efeitos diferentes no nosso organismo?
  • Qual o significado de frutose isocalórica mas não isometabólica?
  • Qual a diferença entre pré-diabetes e diabetes?
  • O que é a síndrome metabólica?
  • O açúcar pode ser tóxico?
  • Qual a ligação entre o açúcar a síndrome metabólica e o cancro?
  • Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar ocancro?
  • Comer antes de deitar faz bem ou mal?
  • Porque dispararam as taxas de cancro simultaneamente com a obesidade e a diabetes?
  • Como diminuir o consumo de açúcar artificialmente adicionado?
  • Será a redução do açúcar a melhor forma de seguro de vida?
  • O que fazer para reverter a má dieta?

Clique na imagem para ler o artigo completo:

Açúcar a verdade escondida MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Existe um pequeno grupo de investigadores de saúde, entre os quais o Dr. Gary Taubes  que têm expressado implacavelmente a sua opinião sobre as associações fortes entre o consumo de açúcar e as taxas crescentes de obesidade e doenças crónicas graves  tais como:

No seu último livro “O Caso Contra o Açúcar”, o Dr. Gary Taubes aborda algumas questões  polémicas, como por exemplo:

  • O açúcar deve considerar-se uma comida ou uma droga?
  • O açúcar tem uma natureza viciante?
  • Quais as reais consequências para a saúde de comer comida processada com alto teor de açucar, adicionado artificialmente?

O que é o açúcar?

O açúcar é um termo genérico para carboidratos ou hidratos de carbono cristalizados comestíveis, principalmente:

  • Sacarose (açúcar de mesa), formado por glicose + frutose,
  • Lactose (açúcar do leite e derivados), formada por glicose + galactose),
  • Frutose ou Levulose (açúcar da fruta, também presente em cereais, vegetais e mel).

São mais especificamente, monossacarídeos e oligossacarídeos pequenos. A sua principal característica é o sabor adocicado. Em culinária, quando se fala em “açúcares”, costumam-se excluir os polióis da definição de açúcar, restando todos os monossacarídeos e dissacarídeos. No singular, “açúcar” costuma significar sacarose, identificando outros açúcares pelos seus nomes específicos (glicose, frutose etc).

O hidrato de carbono mais conhecido é a Glicose.

O que é a glicose ou glucose?

A glicose, glucose ou dextrose, um monossacarídeo, é um dos carboidratos mais importantes na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glicose é um dos principais produtos da fotossíntese e inicia arespiração celular em seres procariontes e eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada. Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental de carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de glucose.

No metabolismo, a glicose é uma das principais fontes de energia e fornece 4 calorias de energia por grama. A glucose hidratada (como no soro glicosado) fornece 3,4 calorias por grama. Sua degradação química durante o processo de respiração celular dá origem a energia química (armazenada em moléculas de ATP – aproximadamente 30 moléculas de ATP por moléculas de glucose), gás carbônico e água.

Formula molécular: C6H12O6

Apresenta fórmula mínima: CH2O

Fórmula estrutural:

Glicose ou glucose melhorsaude.org                    Glucose estrutura molecular melhorsaude.org

Açúcar, como saber quanto comemos?

A maior parte das pessoas, não sabe a resposta exacta a esta pergunta, e a razão para tal consiste no facto do açucar estar em praticamente toda a comida processada, inclusive em produtos que nunca suspeitaria que tivessem açúcar!

Para que possa calcular de forma aproximada qual a quantidade de açúcar que ingere durante o dia nunca mais esqueça esta “unidade de medida prática” utilizada diáriamente… a colher de chá:

4 g de açúcar ≅ 1 colher de chá de açúcar

De seguida descrevo os cálculos de alguns exemplos de alimentos processados, consumidos diariamente por milhões de pessoas, baseados nos rótulos das respectivas embalagens:

  • Um simples e saboroso iogurte com sabor a fruta pode conter acima de 20 gramas de açúcar ou seja 5 colheres de chá, por embalagem unitária;
  • Uma embalagem unitária de sumo de fruta ou ice tea, com 200ml, que as crianças adoram, contém, geralmente, entre 16 a 24 g de de açucar ou seja entre 4 a 6 colheres de chá de açúcar!!!

Clique na imagem para ler o artigo completo:

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JEJUM INTERMITENTE GUIA 2017: 21 RESPOSTAS ESSENCIAIS




Actualizado em 3 de Janeiro de 2017

Jejum intermitente guia 2017: Tudo o que não sabe! Este artigo, em constante actualização, cita 28 estudos, como por exemplo da University of Aberdeen Rowett Institute of Nutrition and Health, Abrdeen, Scotland, UK. (Maio de 2015) Fasting for weight loss: an effective strategy or latest dieting trend?

Também o estudo da University of Illinois Varady et al (2013) Alternate day fasting for weight loss in normal weight and overweight subjects: a randomized controlled trial. Ambos podem ser consultados pretendendo ser um contributo para clarificar muitas dúvidas que existem sobre os benefícios e efeitos adversos do jejum intermitente como forma de perder peso, massa gorda ou simplesmente melhorar a condição de saúde geral da pessoa que o faz. Os dois maiores receios associados ao jejum são a perda de massa muscular e a diminuição da capacidade cognitiva. Mas será que os estudos científicos provam isso?

Se tem interesse sobre este assunto consulte com frequência os mais recentes estudos que vou acrescentando no capítulo denominado “Quais os estudos disponíveis?”.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o jejum?
  • O jejum é um estado normal?
  • O que é o jejum intermitente?
  • Quais as formas de jejum intermitente?
  • Quantas horas dura o jejum?
  • Qual o jejum mais comum?
  • Quais os estudos disponíveis? Quais os mais recentes?
  • Quais os benefícios comprovados do jejum intermitente?
  • Quais os benefícios que necessitam de ser comprovados por mais estudos?
  • O jejum provoca inflamação?
  • O jejum aumenta o cortisol?
  • O jejum influencia o envelhecimento?
  • Quais os possíveis mecanismos do jejum intermitente?
  • Qual a influência da actividade física no jejum?
  • Quais os exemplos de actividades aeróbicas que podem ser feitas?
  • Como afecta os atletas o jejum intermitente?
  • Qual a influência da ingestão de adoçantes fora das horas de jejum?
  • Como é que a ingestão de algumas gorduras fora das horas de jejum afectam a eficácia do mesmo?
  • O jejum intermitente faz perder massa muscular?
  • O jejum intermitente diminui a capacidade cognitiva?
  • Qual a minha experiência pessoal?

 

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Jejum o que é?

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O jejum é um estado em que o corpo, após ficar algum tempo sem se alimentar, utiliza mais fontes energéticas próprias do que as que são ingeridas na dieta. Por exemplo, o organismo passa a utilizar a gordura armazenada no tecido adiposo em vez da gordura ingerida na alimentação. Além disso, o corpo passa a usar como energia a glicose produzida no fígado, e a utilizar de forma mais intensa o glicogênio muscular e hepático, em detrimento dos hidratos de carbono provenientes da alimentação.

Durante o jejum, ocorre a utilização de aminoácidos (elementos constituintes das proteínas) para a produção de energia. Vale a pena realçar que a utilização dessas fontes próprias, principalmente gordura e glicose/glicogênio, ocorre pelo facto da dieta, no momento do jejum, não fornecer nutrientes para a produção de energia.

Jejum é um estado normal?

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Ao longo da nossa evolução, passamos por diversos períodos de jejum para garantirmos a sobrevivência da espécie. Isso aconteceu porque fomos caçadores-recolectores durante quase toda nossa existência, o que significava que só podíamos comer quando havia alimentos disponíveis ou seja quando pescávamos, caçávamos ou recolhíamos fruta e outros vegetais.

Por esse motivo, certamente vários foram os momentos em que nossa espécie realizou jejum ao longo dos tempos. Isso não significa necessariamente que o jejum é um estado que faz parte dos hábitos de uma pessoa. No entanto pode significar que somos muito bem adaptados a ele, caso contrário não teríamos sobrevivido aos inúmeros períodos de escassez de comida.

O jejum não evoluiu para ser um estado diário comum para o ser humano, mas é certamente um estado normal e natural à nossa existência.

Jejum intermitente o que é?

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O jejum intermitente é um tipo de jejum “programado”. Como o nome sugere, ele não é constante e duradouro, pelo contrário, normalmente acontece em intervalos de tempos pré-estabelecidos. Ou seja, apresenta períodos de jejum intercalados com períodos onde há ingestão alimentar.

Jejum intermitente que tipos existem?

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O jejum intermitente pode ser praticado e planeado de várias maneiras, sendo as principais as seguintes:

  • Pode ser praticado todos os dias,
  • Dia sim/dia não,
  • De 3 em 3 dias,
  • 1 vez por semana, etc.

Quantas horas dura?

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O jejum intermitente pode durar:

  • 12 horas,
  • 16 horas,
  • 24 horas
  • Mais de 24 horas (pouco habitual)

Em relação à frequência, os protocolos mais comuns envolvem o jejum intermitente diário ou a cada 2 dias (dia sim/dia não). No que diz respeito à quantidade de horas de cada jejum, normalmente não se ultrapassa 24 horas seguidas.

Jejum intermitente qual o mais comum?

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Um exemplo muito comum é o jejum intermitente diário de 12 horas em que a pessoa realiza a última refeição do dia anterior, dorme aproximadamente 8 horas e, depois, fica o tempo necessário, sem se alimentar, até perfazer 12 horas de jejum, terminando durante a manhã do dia seguinte.

Outra alternativa também bastante usada é o jejum de 16 horas que equivale a basicamente realizar o jantar à noite e só comer novamente no almoço do dia seguinte, evitando o pequeno almoço e alguma refeição ligeira a meio da manhã. Este é um protocolo bastante utilizado porque já aproveita as 8 horas de sono e também porque muitas pessoas não sentem muita fome de manhã.

Nos estudos que avaliam o efeito do jejum intermitente, os protocolos são variáveis, mas talvez o mais comum seja o jejum alternado em dia sim/dia não. No dia de jejum, ocorre a ingestão de até 25% das necessidades energéticas diárias durante um período de 24h. No dia seguinte, sem jejum, a alimentação não tem restrições.

Quais os estudos disponíveis?

Existem diversos estudos que comprovam os benefícios do Jejum Intermitente. Descrevo uma lista de alguns:

Jejum intermitente quais os benefícios comprovados por estudos?

Os estudos acima referidos demonstraram os seguintes benefícios:

  • Perda de peso;
  • Perda de massa gorda;
  • Baixa dos triglicéridos;
  • Baixa do colesterol LDL (“colesterol mau”);
  • Manutenção do colesterol HDL (“colesterol bom”);
  • Aumento do tamanho das lipoproteinas de baixa densidade (LDL);
  • Diminuição da resistência à Insulina;
  • Proteção contra a lesão isquémica do miocardio (estudo de Setembro de 2015 sobre autofagia);
  • Aumenta a secreção de Hormona do crescimento que preserva a massa muscular e queima gordura;
  • Manutenção da taxa de metabolismo em repouso;
  • Ausência de efeitos adversos relevantes;
  • Melhores resultados do jejum intermitente quando comparado com regimes de restrição calórica convencional e diária, nomeadamente na perda de peso, massa gorda e resistência à insulina.

Quais os benefícios que necessitam de mais estudos?

Existem alguns benefícios que são ainda “polémicos” porque as evidências ainda não são fortes mas se vierem a ser serão extraordinários, a saber:

Quais os possíveis mecanismos?

Os possíveis mecanismos de ação do jejum intermitente que levam aos benefícios referidos são os seguintes:

  1. Aumento na secreção da hormona do crescimento (GH)  a qual está associada ao aumento da massa magra (massa muscular) e à redução na gordura corporal. Vale a pena ressaltar que falamos do GH naturalmente produzida pelo nosso organismo e não pela hormona sintética que algumas pessoas usam de forma exógena;
  2. Aumento da utilização da gordura armazenada no tecido adiposo;
  3. Aumento da termogênese (produção de calor);
  4. Aumento da sensibilidade à insulina;
  5. Redução no desenvolvimento ou na progressão de alguns tipos de cancro;
  6. Estimulação do mecanismo de autofagia celular.

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Jejum qual a influência da actividade física?

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Existem, ainda, poucas evidências que possam ser transformadas em recomendações. Em princípio não vale a pena realizar exercícios aeróbicos em jejum com o objectivo de “queimar gordura”, tendo em vista que os estudos que temos disponíveis não sugerem que tal prática seria mais eficaz na perda de gordura corporal do que o exercício após uma refeição.

Estudo: Ketogenic diets and physical performance

Alguns dados da literatura científica sugerem que a realização de exercícios num contexto de dieta cetogénica pode gerar adaptações benéficas no desempenho, especialmente em atividades aeróbicas.

10 exemplos de actividades aeróbicas

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  • Caminhada
  • Trekking ou seja caminha em trilhos na Natureza
  • Natação
  • Hidroginástica
  • Spinning ou ciclismo indoor realizado em bicicletas ergométricas nos ginásios
  • Kickboxing
  • Aero Jump que consiste em movimentos coreográficos descendo e subindo uma plataforma
  • Body Pump que sincroniza músicas animadas com levantamento de pesos
  • Step que é uma actividade feita sobre uma plataforma (step) de madeira ou borracha
  • Saltar à corda

Estudo: The effects of a ketogenic diet on exercise metabolism and physical performance in off-road cyclists.

Jejum intermitente afecta os atletas?

Sabe-se também que o jejum intermitente, desde que realizado de forma correcta ou seja respeitando o plano de treinos, a ingestão adequada de calorias e nutrientes, descanso, hidratação, etc, parece não afectar a performance em atletas e praticantes de actividade física, salvo algumas excepções.

Estudos:

Assim, como a ingestão de uma dieta cetogénica, devido à sua composição nutricional reduzida em carboidratos, leva o organismo a um estado fisiológico semelhante ao do jejum , com redução na concentração sanguínea de insulina e aumento na utilização de gorduras e corpos cetónicos como fonte de energia, é possível que o exercício realizado em jejum possa trazer adaptações metabólicas semelhantes que favoreçam o desempenho, principalmente em actividades aeróbicas de longa duração.

Tais adaptações, caso ocorram, certamente serão dependentes da correcta adequação do indivíduo ao seu treino e à dieta que poderão, potencialmente, levar à utilização mais eficiente tanto de carboidratos como de gorduras para a produção de energia durante o exercício; nesse caso, tanto a ingestão de calorias, como a composição da dieta, seriam fundamentais no processo.

Quem não é atleta não precisa de se preocupar em fazer exercício em jejum. Deve realizar actividade física com segurança e, de preferência, após uma refeição adequada. Além disso, enquanto não estiver no momento de jejum, a actividade física pode, em princípio, acontecer de forma normal para qualquer indivíduo apto a praticá-la.

Jejum qual a influência dos adoçantes?

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Durante o período em que a pessoa realiza o jejum intermitente, o consumo de alguns alimentos sem calorias, como chás e café, normalmente é permitido. Isso acontece justamente porque tais alimentos não fornecem, ao corpo, nutrientes capazes de gerar energia — não alterando o estado metabólico proporcionado pelo jejum.

Enquanto estiver em jejum, posso consumir adoçantes não calóricos no chá ou café?

A resposta a essa pergunta não é muito simples porque as evidências científicas que temos ainda são inconclusivas ou escassas.

A maior parte dos adoçantes artificiais não calóricos (aspartame, sacarina, acesulfame-K, ciclamato, sucralose) são capazes de estimular a secreção de insulina pelo pâncreas, embora a libertação de insulina não seja de grande magnitude. A stévia, que é um adoçante natural, também estimula a secreção de insulina ao ser ingerido.

Estudos:

Devido ao facto de parte dos benefícios provenientes do jejum intermitente possivelmente ser decorrente dos reduzidos níveis de insulina circulante, aumentar a concentração desta hormona no sangue pode, potencialmente, significar que parte desses benefícios não será obtida.

Ainda não existem estudos que testassem directamente a hipótese de um leve aumento na secreção de insulina, pelo consumo de adoçantes (artificiais ou não), poderia diminuir parte  dos benefícios proporcionados pelo jejum intermitente.

Testar de forma individual pode sempre ser uma alternativa para descobrir se determinada estratégia funciona ou não. De qualquer forma, habituar-se ao sabor natural do café ou dos chás é, na verdade, uma opção ainda melhor, principalmente porque o consumo de aditivos artificiais (como a maior parte dos adoçantes) sempre terá o risco de ser prejudicial à saúde no médio ou longo prazo.

Jejum qual a influência das gorduras?

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É muito comum, principalmente na comunidade Paleo, que os praticantes do jejum intermitente consumam, durante o período de jejum propriamente dito, café ou chás aos quais adicionam as seguintes gorduras:

  • Creme de leite,
  • Óleo de coco
  • Manteiga.

A lógica para isso é que, como o estado metabólico do jejum já favorece a mobilização e utilização de gorduras como fonte de energia, a ingestão de alimentos que essencialmente fornecem apenas esse nutriente não reduziria os potenciais benefícios provenientes do jejum intermitente.

Não existem estudos que testassem directamente o efeito da ingestão de bebidas (café ou chá), adicionadas de uma dessas fontes de gordura, sobre o estado metabólico induzido pelo jejum intermitente. Entretanto, temos evidências de que doses orais de 40g de gorduras (após o jejum nocturno) não aumentam, por exemplo, a secreção de insulina.

Por outro lado, o consumo de tal quantidade de gordura parece ser capaz de inibir a lipólise (mobilização de gordura) do tecido adiposo — o que faz todo sentido, porque o organismo, uma vez que passou a receber uma fonte energética da alimentação, pode reduzir a utilização das próprias reservas de gordura.

Estudo:  Effects of an oral and intravenous fat load on adipose tissue and forearm lipid metabolism

Ao mesmo tempo em que não ocorre estímulo para o armazenamento de gordura (já que os níveis de insulina permanecem reduzidos), há uma certa redução na “queima” da própria gordura corporal.

De qualquer forma, a quantidade de gordura adicionada a chás ou cafés normalmente é inferior à utilizada no estudo mencionado, o que sugere que doses menores de manteiga, óleo de coco ou creme de leite, adicionadas a essas bebidas, tenham um efeito pouco relevante ,inibindo menos a lipólise e, assim, levando mais rapidamente o organismo a utilizar a própria gordura como fonte de energia.

Levando estes factos em consideração, se o objectivo do jejum intermitente for principalmente auxiliar na perda de gordura corporal, o consumo de fontes de gorduras adicionais da dieta — durante o período de jejum propriamente dito — pode não ser a melhor alternativa.

Caso os objectivos da prática do jejum intermitentes estejam pelo menos parcialmente dissociados da perda de peso, a ingestão de fontes adicionais de gordura pode até ser benéfica no sentido de garantir que a disponibilidade energética de fontes de energia será “máxima”, mesmo no período do jejum propriamente dito.

Jejum intermitente faz perder massa muscular (massa magra)?

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Uma dúvida muito comum em quem ouve falar de jejum é:

“Mas eu não vou perder massa muscular?”

Essa é uma preocupação válida, tendo em conta que o objetivo, quando se deseja a perda de peso, é que a redução na gordura corporal seja a maior possível, ao mesmo tempo que a massa muscular (massa magra) seja preservada ao máximo.

Quando analisamos os estudos é possível perceber que praticamente todos eles mostram que não há diferença estatística entre a massa magra inicial e a massa magra final dos participantes que permaneceram em jejum nesses estudos.

Quando ocorre diminuição na massa magra , essa redução é relativamente pequena, sendo inclusive inferior (ou, no máximo, igual) à perda de massa magra observada em praticamente qualquer outro tipo convencional de estratégia ou dieta para perda de peso.

Além disso, vale a pena ressaltar que os estudos normalmente avaliam a massa magra como um todo, e não diretamente apenas a massa muscular.

Massa magra como se calcula?

A massa magra equivale à soma dos pesos de todos os tecidos que não são gordura.

Levando em conta que o jejum, assim como as dietas com redução de carboidratos, podem facilmente levar a uma considerável redução nos níveis de glicogênio e, consequentemente, de água, uma vez que o glicogênio é armazenado nos músculos e no fígado ligado a moléculas de água, boa parte da perda de massa magra observada nesses estudos pode ser devido à perda de água, e não necessariamente a uma redução da massa muscular propriamente dita.

Jejum intermitente afecta a capacidade cognitiva?

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As evidências não são conclusivas, mas não é possível afirmar que o jejum piora a função cognitiva (que é uma preocupação recorrente de quem acha o jejum “perigoso”). Por outro lado, existem diversas evidências já sugerindo que a restrição calórica, inclusive na forma de jejum intermitente, seria capaz de favorecer o envelhecimento saudável do cérebro e prevenir contra doenças neurodegenerativas como por exemplo Alzheimer e Parkinson.

Estudos:

A systematic review of the effects of experimental fasting on cognition

Caloric restriction and intermittent fasting: two potential diets for successful brain aging

Fasting: molecular mechanisms and clinical applications

Meal frequency and timing in health and disease

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Concluindo

O jejum intermitente é uma experiência pessoal que vale a pena tentar depois de falar com o seu médico, nomeadamente se tiver alguma doença ou condição de saúde mais delicada. O jejum não serve apenas para perder peso e massa gorda mas também para, entre outros benefícios, baixar os niveis de triglicéridos e colesterol LDL (o mau!).

Não há uma formula igual para todas as pessoas por isso cada uma tem de tentar encontrar a sua forma de jejum desde que faça pelo menos 12 horas seguidas, para ser eficaz. A formula correcta será certamente aquela em que não sinta obrigação ou privação mas sim conforto e bom estado de saúde.

É claro que quem tem mais excesso de peso e quer essencialmente perder massa gorda terá que ter um jejum mais rigoroso e provavelmente mais prolongado mas desde que a sua condição de saúde permita isso não será um problema.

Se apenas tem uns “quilinhos a mais” ou quer somente melhorar alguns parâmetros de saúde, referidos durante este artigo, então leia de seguida o relato da minha experiência pessoal.

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A minha experiência pessoal

Desde Fevereiro de 2015 que faço  jejum intermitente de 12 horas, quase diariamente e sinto-me muito bem, confortável e sem qualquer sentido de privação. Os únicos dias em que falho são os de convívio social por uma questão de “educação e delicadeza”… mas não são muitos! Nos 7 dias da semana faço certamente jejum de 12 horas em 5 desses dias. Pontualmente, uma ou duas vezes por mês, faço 16 horas de jejum.

Era um ávido apreciador de doces e senti privação nas primeiras 3 semanas…a partir da 4ª semana curiosamente os bolos e chocolates deixaram de ser mais fortes do que eu e pela primeira vez, em muitos anos, poderia “olha-los nos olhos” e dizer: “agora não…muito obrigado”…!

Tinha cerca de 6 quilos de peso a mais os quais foram facilmente perdidos e agora mantenho sem problemas nem esforço o meu peso. Os meus valores de colesterol LDL diminuiram e os de HDL aumentaram.

O valor da minha glicémia em jejum também melhorou e não noto perda de massa muscular nem de capacidade cognitiva, pelo menos é o que dizem a família e amigos!

O meu jejum é muito confortável porque inclui as horas de sono nocturnas ou seja não como nada entre o jantar e o pequeno almoço do dia seguinte sendo esse espaço temporal de aproximadamente 12 horas. Uma a duas vezes por mês alarga-se até ás 16 horas de jejum ou seja do jantar até ao almoço do dia seguinte.

Além da fruta antes do almoço e do jantar, para mim esta é a minha formula mágica e não me “obriga” a abdicar do pequeno almoço que adoro, à excepção dos pontuais dias acima das16 horas de jejum.

A decisão para escolher os dias de 16 horas de jejum ou mais é fácil e lógica sendo geralmente após os “dias especiais” em que as “comemorações familiares ou de amigos” tiveram prioridade sobre o jejum e é preciso recuperar dos excessos!

 Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

  • 27 estudos referidos durante o artigo;
  • Dr. João Marques (Nutricionista).

Jejum intermitente, recursos úteis:

The Model Health Show com Shawn Stevenson
The Tim Ferriss experiment

 

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Água para beber 2017: Qual a melhor?

Água guia 2016: Qual a melhor água para beber? Água da torneira ou água da garrafa? Água alcalina ou água acídica? O que é a qualidade de uma água para beber? Como podemos saber se a água é boa? Como ler os rótulos da garrafa? Já sabemos que a água é importante para a nossa saúde mas porquê? O que faz a água nas nossas células? Dizem que em Portugal a água é de excelente qualidade, será rigorosa esta afirmação? Quais as linhas mestras da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a qualidade da água para beber?

Falarei em detalhe da água alcalina por ser claro que este artigo vai trazer surpresas e como sempre os detalhes que provavelmente desconhece e fazem toda a diferença para a sua saúde! Quanto à água da torneira tive o cuidado de analizar o relatório de 2015 Entidade Reguladora dos Serviços de àguas e Resíduos (ERSAR) e de ler os detalhes para apresentar uma conclusão justa! Quanto à água de garrafa li os rótulos das mais importantes e consumidas à venda nos supermercados. Tenho a certeza que vai ter algumas surpresas… boas e más!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Água: Qual a importância para a saude?
  • Água alcalina: Será milagrosa?
  • Agua alcalina ou acídica: Qual a mais saudável?
  • Quais os tipos de água disponiveis?
  • O que é o pH?
  • Qual a escala de pH?
  • Qual o pH natural da água no estado natural?
  • Água poluida: Como altera o pH?
  • Somos mesmo sensiveis ao pH da água?
  • Quais as recomendações da OMS para os parâmetros da água potável?
  • Água alcalina: Qual o efeito sobre plantas e animais?
  • Água alcalina: Quais os efeitos sobre os humanos?
  • Como alcançar o equilibrio na água que bebemos?
  • Alcalinidade em excesso: Quais os efeitos indesejaveis?
  • Água “viva” versus água “morta”, quais as diferenças?
  • Biofotões: O que são?
  • Água cristalina: Porque é diferente?
  • Como otimizar o pH do nosso corpo?
  • Quais são as marcas de águas alcalinas no mercado?
  • Só tiver água com pH ácido, devo ou não beber?
  • Água de garrafa: Como decifrar o rótulo?
  • Quais os limites de pH e minerais (cálcio, sódio, potássio, magnésio, nitratos, sulfato) que não devem ser ultrapassados?
  • Água de nascente ou mineral, qual a melhor?
  • Água da torneira ou da garrafa? Qual a melhor?
  • Que água devo comprar?
  • Como é tratada a água da torneira?
  • Qual a qualidade da água da torneira?
  • Qual o pH do nosso sangue?
  • Acidose sanguínea: Quais os sintomas e perigos?
  • Alcalose sanguínea: Quais os sintomas e perigos?
  • Cura alcalina: O que é?
  • Como funciona a cura alcalina?
  • Quais os alimentos promotores da alcalinidade?
  • Quais os alimentos formadores de ácidos?

Clique aqui para saber todas as respostas!

ORTOREXIA GUIA 2016: OBSESSÃO SAUDÁVEL?

Ortorexia nervosa ( orthorexia ) guia 2016: Obsessão por comida saudável! Comer de forma saudável é claro que é positivo, no entanto quando tal se torna a principal prioridade da sua vida algo está errado! Segundo Dr. Steve Bratman, autor do livro Health Food Junkie, este transtorno alimentar recente e actual chama-se ortorexia nervosa e é diferente da anorexia ou da bulimia. Todos têm em comum o risco de danos graves para a sua saúde mas as causas e motivações são distintas. Não aproveite no entanto este artigo para validar a sua vontade de comer, em demasia, algumas “coisas saborosas” que só lhe fazem mal… 🙂

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
  • Ortorexia: O que é?
  • Qual a prevalência na população?
  • Quais as causas?
  • Qual a diferença em relação à anorexia e bulimia?
  • Ortorexia vs Anorexia vs OCD (Disturbio Obsessivo-Compulsivo), quais os sinais comuns?
  • O que pensa o doente?
  • Que hábitos podem encontrar-se num ortoréxico?
  • Jejum: Afinal é um bom ou mau hábito?
  • Como saber se sofre de ortorexia?
  • Quais os perigos?
  • Quais os factores de risco?
  • Ser Vegan ou Macrobiótico afinal é bom ou mau?
  • Qual o tratamento?
  • Família e amigos: Como podem ajudar?

LEIA AQUI O ARTIGO COMPLETO

CANCRO SINTOMAS GUIA 2017: TUDO QUE NÃO DEVE IGNORAR




Cancro sintomas guia 2017: Quais os sinais de alerta? Quais os alimentos, emoções e atitudes que fragilizam ou fortalecem o nosso sistema imunitário na prevenção ou luta contra o cancro? Juntamente com a informação da Liga Portuguesa contra o Cancro e da American Association for Cancer Research, entre muita outra informação, este artigo pretende ser uma ferramenta simples mas eficaz, de consulta rápida, para nos lembrar rapidamente como podemos proteger-nos melhor.

Quais os 15 sinais que nunca deve ignorar? Existem sinais que podem ser um alerta para um problema de saúde mais grave que pode surgir. Detectar atempadamente e dar o devido a valor a esses sinais pode ser a diferença entre a vida e a morte!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Cancro: O que nos pode matar?
  • Cancro: O que nos podem salvar?
  • Alimentos: Quais os que nos protegem?
  • Alimentos: Quais os que nos fragilizam?
  • Sentimentos e atitudes: Quais os que influenciam o nosso sistema imunitário?
  • Hábitos: Quais os que nos fragilizam e quais os que nos protegem?
  • Como se forma um cancro?
  • Quais os 15 sintomas que nunca deve ignorar?
  • Descoberta recente sobre a detecção precoce de metástases: Qual a importância?
  • Células cancerosas circulantes na corrente sanguínea que provocam metástases noutros tecidos: Será possivel apanha-las?
  • NanoFlares: O que são?
  • Tratamentos à medida: São possiveis?
  • Açúcar, síndrome metabólica e cancro: Qual a ligação?
  • Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar o cancro?
  • Tratamento: Quais os métodos mais usados?

Saiba porque deve estar com atenção aos seguintes sinais:

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Alterações do trânsito intestinal
  • Sangue nas fezes
  • Fezes brancas
  • Urina escura
  • Tosse persistente
  • Aftas que não cicatrizam
  • Líquido no mamilo
  • Necessidade frequente de urinar
  • Impotência
  • Sensibilidade mamária nos homens
  • Incontinência urinária
  • Dor pélvica
  • Descamação na pele
  • Gengivite

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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Cancro_petição_pública_Maio_2017

Amigos do cancro que nos podem “matar”:

  • Alimentação ocidental rica em:
  • Stress
  • Sentimentos negativos:
    • Medo
    • Angústia
    • Desespero
    • Rancor
    • Raiva
    • Inveja
    • Negação da realidade
    • Depressão

  • Conflitos não resolvidos
  • Sedentarismo
  • Isolamento social

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Inimigos do cancro que nos podem “salvar”: 

  • Peixes azuis
    • Biqueirão
    • Sardinhas
    • Cavala
    • Atum
    • Salmão selvagem

  • Fruta
    • Citrinos
    • Melão
    • Morangos
    • Uva preta
    • Groselhas
    • Acerola
    • Arandos
    • Framboesas

  • Verduras
    • Alho
    • Cebola
    • Espinafres
    • Cenouras
    • Tomate
    • Pimentos
    • Abacate
    • Abóbora
    • Espargos
    • Azeitonas e azeite
    • Batata doce
    • Alface
    • Crucíferas

  • Sementes e frutos secos
    • Nozes
    • Noz de macadâmia
    • Noz-pecã
    • Amêndoas
    • Avelãs
    • Castanha-do-pará
    • Pistácios
    • Sementes de linho

  • Especiarias e ervas aromáticas
    • Orégãos
    • Salsa
    • Canela
    • Açafrão da Índia
    • Pimenta de caiena
    • Malagueta
    • Gengibre
    • Manjericão
    • Alecrim
    • Tomilho
    • Mostarda

  • Algas e cogumelos
  • Sentimentos positivos
    • Alegria
    • Felicidade
    • Confiança
    • Paciência
    • Compreensão

  • Serenidade e meditação
  • Generosidade e Amor
  • Conflitos resolvidos em harmonia
  • Actividade física
  • Apoio da família e dos amigos

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Como se forma um cancro?

Como se forma um cancro
Processo de formação de um cancro

Cancro, sintomas que não deve ignorar

Cancro, quais os sintomas que nunca deve ignorar?

Saiba porque, para se proteger, nunca deve ignorar os seguintes sinais:

  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Fadiga
  • Alterações do trânsito intestinal
  • Sangue nas fezes
  • Fezes brancas
  • Urina escura
  • Tosse persistente
  • Aftas que não cicatrizam
  • Líquido no mamilo
  • Necessidade frequente de urinar
  • Impotência
  • Sensibilidade mamária nos homens
  • Incontinência urinária
  • Dor pélvica
  • Descamação na pele
  • Gengivite
  1. Perda de peso e de apetite

Em tumores que não dão numa fase inicial sintomas específicos – como alguns tipos de cancro do pâncreas ou do pulmão, – a perda de peso e de apetite são dos primeiros aspectos que podem levar a um diagnóstico e por isso toda a sensibilização é pouca.

Geralmente estão associados a fases mais avançadas mas o facto de nem toda a gente ter noção disso leva a demora nas queixas, o que compromete ainda mais a rapidez do diagnóstico.

Especialistas em cancros do estómago, admitem que nem toda a gente vigia o peso, mas é importante conseguir avaliar a percentagem perdida. Se uma pessoa não está a fazer uma dieta ou exercício e perde 10% do seu peso, em dois meses, deve ir ao médico.

  1. Fadiga

Em situações de cansaço arrastado e sonolência, também não deve perder muito tempo a ir ao médico. A fadiga pode ter muitas causas, até psicológicas. Se a razão for uma anemia deve investigar-se a causa.

Pode resultar de doenças benignas ou lacunas na alimentação, mas é um sintoma bastante comum de cancro do estômago que nem sempre as pessoas valorizam. O cancro do estômago muitas vezes surge em úlceras ou cria ele próprio úlceras e pode haver perdas de sangue que não são evidentes mas causam anemia.

Por vezes os doentes vão a uma urgência porque estão muito brancas e cansadas mas depois demoram a ir ao médico para fazer o resto do diagnóstico. Além de ser comum nos tumores gástricos, a anemia surge também em tumores do intestino ou do sangue, podendo ser causada por défices na produção células vermelhas ou um excesso de destruição, nas tais perdas que podem passar despercebidas.

  1. Alterações do trânsito intestinal

Muitas vezes associam-se ao stresse ou ao que se come, mas se houver alterações persistentes devem ser valorizadas. No cancro é particularmente relevante a alternância entre prisão de ventre e diarreia. Os tumores do intestino tendem a dar diferentes sintomas, já que as fezes quando passam do intestino delgado para o grosso (cólon) estão líquidas e só depois vão solidificando.

Assim, a obstrução é mais expectável quando se trata de uma lesão do lado esquerdo do cólon. Em caso de suspeita, é crucial fazer uma colonoscopia, exame que também deve ser feito a partir dos 50 anos como rastreio. Muitas vezes as pessoas não o fazem por receio da dor, mas com a anestesia comparticipada creio que haverá melhorias.

  1. Sangue nas fezes

É um sintoma comum nos tumores gástricos, do intestino e do recto que as pessoas até valorizam. Mas pode assumir diferentes formas e os doentes nem sempre estão sensibilizados para isso.

As partículas podem ser tão pequenas que não são visíveis, daí a importância da análise ao sangue oculto nas fezes. Depois pode haver sangue vermelho vivo, que se nota quando a pessoa se limpa ou na sanita e geralmente resulta de uma lesão no recto ou parte terminal do cólon. Mas o que mais passa despercebido é o sangue escuro, que dá uma tonalidade quase negra às fezes, por vezes cor de vinho do Porto.

Nesses casos poderá estar-se diante de um tumor do estômago ou da parte superior do intestino delgado, já que essa cor significa que o sangue foi digerido. Mesmo em situações em que os doentes se aperceberam do sangue, chegam a demorar seis meses a um ano a dirigir-se ao médico, por vezes por acharem que está ligado a hemorróidas. Sempre que surgir deve ser avaliado.

  1. Fezes brancas e urina escura

O cancro do pâncreas é um dos tumores mais silenciosos numa fase inicial. Há dois tipos de doença, quando o tumor está na cauda do pâncreas ou na cabeça. Se no primeiro não há sintomas específicos, no segundo há sinais que poderão ser valorizados cedo, o que nem sempre acontece.

Dada a localização, próxima do duodeno e vias biliares, o tumor da cabeça do pâncreas pode provocar obstrução e causar dor abdominal e icterícia (como a bílis não passa, acumula-se na pele e dá-lhe um tom amarelado).

Geralmente, estes sintomas surgem em conjunto com outros dois também ligados à obstrução: ausência de cor nas fezes, que surgem com uma tonalidade esbranquiçada, e urina de cor muito escura. São sintomas que podem resultar também de doenças benignas como pedra na vesícula mas devem ser logo comunicados ao médico.

  1. Tosse que não passa

O tumor do pulmão é outro cancro em que os primeiros sintomas são pouco específicos. Ainda assim, em alguns tipos são afectadas estruturas centrais do órgão e surgem sinais que, se forem valorizados, podem traduzir-se num diagnóstico mais atempado.

Muitas vezes os doentes só ficam preocupados ao notar sangue na expectoração quando devia bastar uma tosse seca e irritativa que não passa para irem ao médico. O médico alerta que os doentes fumadores ou com historial de cancro na família valorizam o sintoma, mas os outros nem sempre.

  1. Uma afta que não cicatriza

No caso dos cancros da cabeça e pescoço, é um dos sintomas que menos se valoriza e pode permitir um diagnóstico precoce ou até identificar lesões pré-cancerígenas.

Uma afta na língua ou qualquer ferida, lábio ou bochecha que não passe ao fim de dez dias deve ser vista. Outro sintoma importante no caso do cancro da laringe é a rouquidão persistente, que caso ultrapasse os 15 dias deve motivar uma ida ao médico.

O risco de cancro da cavidade oral ou da faringe é maior nos fumadores e pessoas que bebem álcool mas pode surgir em qualquer idade e em qualquer pessoa.

  1. Líquido no mamilo

Se em alguma área existe uma grande sensibilização é no cancro da mama. Mas mesmo assim, há lacunas que poderão ser importantes em alguns casos. Se a maioria das mulheres está desperta para a importância de vigiar nódulos/caroços na mama e axila, alterações na forma, vermelhidão e calor ou alterações na pele da mama (como casca de laranja), há sintomas que nem sempre são associados à doença.

É o caso de líquido no mamilo (uma escorrência ou secreção) ou a inversão do mesmo. Mesmo em mulheres que estiveram recentemente a amamentar, as secreções não devem ser desvalorizadas. Se surgirem passados seis meses do fim da amamentação devem ser observadas. O líquido não tem um aspecto específico. Pode ser sanguinolento ou incolor.

  1. Sempre no WC

Ao contrário das mulheres, os homens desvalorizam muitas vezes os sintomas do cancro que mais os afecta – os tumores da próstata. Isso acontece por falta de informação mas também porque estão sempre a tentar justificar tudo sem pensar em doenças.

Quando há dor, sangue na urina ou no sémen ou ardência até procuram o médico. Mas um dos sintomas a que menos dão importância é passarem a ter necessidade de urinar frequentemente. É a típica situação em que têm de voltar à casa de banho passados dez minutos e chegam a ir várias vezes por hora.

Outro sintoma de cancro da próstata em estados mais avançados nem sempre valorizado é a dor na região das ancas e zona inferior das costas, que pode resultar em metástases nos ossos.

  1. Impotência

Neste caso há informação, mas muitas vezes é a vergonha que faz com que os homens cheguem tarde ao médico. Em vez de automedicar-se ou ir atrás de suplementos, deve procurar o médico de família para descobrir a causa da disfunção eréctil. Não significa necessariamente um tumor, mas outras doenças nomeadamente do foro cardiovascular também devem ser controladas.

  1. Sensibilidade mamária nos homens

O cancro do testículo surge muitas vezes em homens jovens, que têm de estar mais sensibilizados para a necessidade de estarem atentos a alterações do tamanho e nódulos – e de fazerem por isso a palpação dos testículos uma vez por mês, de preferência no banho.

Mas o aumento do volume mamário e mudanças na sensibilidade do peito devem também ser valorizados, já que podem resultar de alterações na testosterona. Perda de libido também pode ser sinal de cancro do testículo.

  1. Incontinência urinária

O cancro da bexiga tem estado a aumentar em Portugal, algo associado ao consumo de tabaco. O sangue na urina, um dos sintomas comuns, costuma ser valorizado. Já a incontinência, outro sintoma importante, muitas vezes é considerada algo normal para a idade e as pessoas começam a usar fralda sem marcar uma consulta.

Dor e ardência urinária, urgência em urinar (por vezes sem se conseguir chegar a tempo ao WC) e sensação de esvaziamento incompleto são outros sintomas a ter em conta.

  1. Dor pélvica

Nos tumores ginecológicos – útero (corpo e colo), ovário e vulva – geralmente um dos sintomas menos valorizados é a dor pélvica persistente. Uma moinha que até pode melhorar mas depois volta. As hemorragias fora menstruação ou após a menopausa levam mais facilmente ao médico.

Nesta área, contudo, é essencial fazer o teste do Papanicolau, que permite despistar lesões pré-cancerígenas no colo do útero. Deve ser feito a partir dos 25 anos e, após dois exames negativos, é aconselhável de três em três anos.

  1. Descamação na pele

Nos últimos anos tem aumentado a informação sobre cancro da pele, dos sinais de alerta a regras de ouro como reduzir a exposição ao sol.

Especialistas em oncologia afirmam que ao analisar os sinais, deve seguir-se a regra ABCDE e valorizar os que são:

  • A (assimétricos),
  • B (têm bordos irregulares),
  • C (não têm uma cor uniforme),
  • D (têm um diâmetro maior que 6mm),
  • E (evoluíram, mudando de forma e tamanho).

SINAIS PERIGOSOS MELHORSAUDE.ORGMas dentro dos cancros da pele, os especialistas admitem que há algo para o qual os doentes estão menos atentos. Se o melanoma é o tipo de cancro da pele com pior prognostico e é detectado em sinais, o cancro da pele mais frequente é o chamado carcinoma basocelular e não aparece em sinais.

Por isso também é preciso estar atento a pequenas feridas na pele, como se fossem frieiras, e descamações. São habituais no nariz e orelhas e podem passar mas depois regressam, devendo ser observadas por um médico. Manchas associadas à exposição ao sol em que a pele fique mais rugosa merecem o mesmo cuidado.

  1. Gengivite

Nos cancros do sangue, como leucemias, a população está desperta para a importância de avaliar gânglios inchados e hematomas mas há outros sinais a valorizar. É o caso de gengivites, um sintoma comum num subtipo de leucemia aguda, e infecções recorrentes.

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Qual a nova descoberta contra o cancro ?

Pela primeira vez, foi possível detectar e isolar, no fluxo sanguíneo, células susceptíveis de criar metástases e espalhar um cancro. Isto poderá permitir avaliar a agressividade dos cancros de forma precoce.

Qual a importância desta técnica?

Uma equipa de cientistas nos Estados Unidos demonstrou que é possível, graças a pequenos bocados específicos de ADN espetados à superfície de diminutas bolinhas de ouro, detectar no sangue humano células cancerosas que estão à deslocar-se à procura de novos sítios do corpo para invadir.

A inédita técnica, que poderá permitir destruir estas células antes de elas se instalarem noutros órgãos e formarem metástases, foi descrita recentemente na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Luta contra as metástases do cancro

Quando um cancro forma metástases, o prognóstico para o doente não é bom; já pode ser tarde demais. Ora, até aqui, não era possível apanhar as células cancerosas circulantes directamente no sangue, antes de elas colonizarem novos tecidos.

 O que são afinal os NanoFlares ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas
A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas

Agora, Chad Mirkin, da Universidade Northwestern (EUA), e colegas, conseguiram literalmente fazer brilhar essas células iluminando-as do interior por uma salva de microscópicos very-light.

Os cientistas deram à sua invenção o nome de NanoFlares (nano-clarões) e mostraram, em várias condições experimentais, que eles permitem não só detectar individualmente as células cancerosas na circulação sanguínea, como também isolá-las.

Leia aqui o resumo do artigo original

É possivel capturar e cultivar estas células?

Como não matam estas células, permitem ainda cultivá-las no laboratório para testar a eficácia de diversos fármacos anti-cancro.

“Tanto quanto sabemos, esta é a primeira abordagem baseada na genética que permite ao mesmo tempo o isolamento e a análise genética intracelular de células tumorais vivas em circulação”, escrevem os autores na PNAS.

Qual a composição do NanoFlare ?

A bolinha de ouro que forma o núcleo dos NanoFlares, com apenas 13 nanómetros (milionésimo de milímetro) de diâmetro, está coberta por uma camada de pequenas sequências de ADN (em hélice simples) capazes de reconhecer e de se ligar a genes específicos das células cancerosas. Por sua vez, essas sequências de ADN estão “acopladas” a bocadinhos de ADN que contêm o clarão propriamente dito (uma molécula fluorescente).

Inicialmente, a fluorescência do clarão é abafada pela proximidade do ouro, explicam ainda os cientistas no seu artigo. Mas o que acontece é que os NanoFlares penetram, não se sabe bem como, no interior das células. E se vierem a dar com o material genético específico do cancro que são capazes de reconhecer, ligam-se a ele, libertando o bocadinho que contém o clarão.

Ao afastar-se da bolinha de ouro central, o clarão vai assim iluminar o interior da célula em causa, marcando-a como cancerosa.

Conseguir encontrar uma “agulha num palheiro”!

“O NanoFlare acende uma luz dentro das células cancerosas que procuramos”, diz o co-autor Shad Thaxton em comunicado de Universidade Northwestern. “E o facto de os NanoFlares serem eficazes na complexa matriz do sangue humano constitui um enorme avanço técnico. Conseguimos encontrar pequenos números de células cancerosas no sangue, o que é mesmo como procurar uma agulha num palheiro.”

É possivel preparar tratamentos à medida?

Os cientistas construíram quatro tipos de NanoFlares, cada um dirigido contra um alvo genético conhecido por estar associado a cancros da mama agressivos (isto é, que formam facilmente metástases).

Mais precisamente, os NanoFlares são dirigidos contra o “ARN mensageiro” (uma outra forma de material genético) que codifica certas proteínas que se sabe estarem associadas às células dos cancros agressivos da mama.

A seguir mostraram, em particular, que esses NanoFlares eram capazes de detectar as células cancerosas, com uma taxa de erro inferior a 1%, quando estas eram misturadas com sangue de dadores humanos saudáveis.

Células detectadas sobrevivem e são cultivadas

Uma vez identificadas as células, os cientistas conseguiram separá-las das células normais e estudá-las em cultura. “Ao contrário de outras técnicas de isolamento de células cancerosas, baseadas em anticorpos, a exposição das células aos NanoFlares não resulta na morte celular”, escrevem ainda.

Ausência de toxicidade é essencial

Ora, esta ausência de toxicidade poderá permitir estudar células cancerosas vivas, avaliar o seu potencial metastático e determinar qual a melhor combinação de fármacos para as eliminar.

“Isto poderia conduzir a terapias personalizadas, nas quais olhamos para a forma como as células de um dado doente respondem a diversos cocktails terapêuticos”, diz por seu lado Chad Mirkin.

Os autores testaram os nano-clarões, com resultados igualmente promissores (embora com maiores taxas de falsos positivos), em ratinhos que são utilizados como modelo experimental de cancro da mama humano.

Neste momento, explica ainda o comunicado, estão a tentar ver se a sua nova técnica consegue detectar células cancerosas diretamente no sangue de doentes com cancro da mama.

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Qual a ligação entre o açúcar a síndrome metabólica e o cancro?

Outra doença associada com obesidade e síndrome metabólica é o cancro.

As células cancerosas precisam da glicose para prosperarem, e os hidratos de carbono transformam-se em glicose no nosso corpo. Para as células cancerosas passarem fome e morrerem, tem de se eliminar a sua fonte de comida primária, isto é açúcar, que inclui todos os carboidratos não-vegetais. O fisiologista Dr. Otto Warburg recebeu um Prêmio de Nobel já em 1934 pela sua pesquisa que identifica o combustível primário do cancro como sendo a fermentação anaeróbica de glicose. Claramente demonstrou que as células cancerosas necessitam der açucar para se desenvolverem. Pesquisas recentes concluiram que o açucar parece fazer iniciar o crescimento do cancro (clique na ligação abaixo para ler).

Estudo: Increased sugar uptake promotes oncogenesis via EPAC/RAP1 and O-GlcNAc pathways

Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar o cancro?

Um dos mecanismos-chave pelos quais o açúcar fomenta o cancro e outras doenças crónicas é pela disfunção mitocondrial. Quando o nosso corpo utiliza e queima o açúcar como sendo o nosso combustível primário, formam-se níveis muito mais elevados de espécies de oxigénio reativas , que geram radicais livres secundários que causam:

  • Danos no ADN mitocondrial e nuclear das células,
  • Danos na membrana celular,
  • Danos na estrutura das proteínas.

O cancro é apenas um resultado potencial destes danos no ADN celular.

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Quais os métodos de tratamento do cancro disponíveis?

Informação da Liga Portuguesa Contra o Cancro

O plano de tratamento depende, essencialmente, do estadio da doença e do tipo de tratamento a efectuar e do estadio da doença.

O médico tem, ainda, em consideração a idade do doente e o seu estado geral de saúde. Frequentemente, o objectivo do tratamento é curar a pessoa do cancro. Noutros casos, o objectivo é controlar a doença ou reduzir os sintomas, durante o maior período de tempo possível. O plano de tratamentos pode ser alterado ao longo do tempo.

A maioria dos planos de tratamento inclui cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Alguns envolvem terapêutica hormonal ou biológica. Adicionalmente, pode ser usado o transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que o doente possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.

Alguns cancros respondem melhor a um só tipo de tratamento, enquanto outros podem responder melhor a uma associação de medicamentos ou modalidades de tratamento.

Os tratamentos podem actuar essencialmente numa área específica – terapêutica local -, ou em todo o corpo: terapêutica sistémica.

A terapêutica local remove, ou destrói, as células do tumor, apenas numa parte específica do corpo. A cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais.

A terapêutica sistémica “entra” na corrente sanguínea e “destrói”, ou controla, o cancro, em todo o corpo: mata ou, pelo menos desacelera, o crescimento das células cancerígenas que possam ter metastizado, para além do tumor original. A quimioterapia, a terapêutica hormonal e a terapêutica biológica (imunoterapia) são tratamentos sistémicos.

O médico é a pessoa indicada para lhe dar toda a informação relacionada com a escolha dos tratamentos, possíveis efeitos secundários e resultados esperados (com o tratamento). Cada pessoa deverá desenvolver, com o médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as necessidades, valores pessoais e estilo de vida dessa pessoa.

Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do cancro danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento e qual a melhor forma de os controlar.

Adicionalmente, em qualquer estadio da doença, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

Quando se fala em cuidados paliativos, estamos a pressupor uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que a doença gera. Adicionalmente, deve proporcionar-se a máxima qualidade de vida possível, a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos e rigorosos, que combinam ciência e humanismo – site da Associação Nacional de Cuidados Paliativos.

Poderá, ainda, querer falar com o médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento. No tópico “Investigação Sobre o Cancro”, poderá encontrar mais informação sobre os ensaios clínicos actualmente a decorrer.

Antes de iniciar o tratamento, pode querer colocar algumas questões ao médico:

  • Qual é o meu diagnóstico?
  • O tumor propagou-se? Se sim, para onde? Qual é o estadio da doença?
  • Qual é o objectivo do tratamento? Quais são as minhas alternativas de tratamento? Qual é o tratamento recomendado na minha situação? Porquê?
  • Quais são os benefícios que se esperam de cada tipo de tratamento?
  • Quais são os riscos e os possíveis efeitos secundários de cada tratamento? Como podem ser controlados os efeitos secundários?
  • A infertilidade pode ser um dos efeitos secundários do meu tratamento? Pode ser feita alguma coisa acerca disso? Deverei considerar armazenar espermatozóides ou óvulos?
  • O que posso fazer para preparar o tratamento?
  • Com que frequência farei os tratamentos? Quanto tempo durará o meu tratamento?
  • Terei de alterar as minhas actividades normais? Se assim for, durante quanto tempo terei de o fazer?
  • Quanto custará o tratamento? O meu seguro cobrirá as despesas?
  • Que novos tratamentos estão a ser estudados? Seria adequado participar num ensaio clínico?

Cirurgia

Na maioria dos casos, o cirurgião remove o tumor e algum tecido em volta (“margens”). A remoção de tecido circundante, que esteja livre de células tumorais, pode ajudar a prevenir que o tumor volte a crescer. O cirurgião pode, também, remover alguns gânglios linfáticos localizados na região do tumor: gânglios linfáticos regionais.

Os efeitos secundários da cirurgia dependem, essencialmente, do tamanho e localização do tumor, bem como do tipo de operação. O tempo necessário para a recuperação é diferente, de pessoa para pessoa. É normal sentir-se cansado ou fraco, durante algum tempo.

A maioria das pessoas sente algum desconforto, nos dias seguintes à cirurgia. No entanto, já há formas de controlar a dor. Antes da cirurgia, deverá perguntar ao médico qual a melhor forma de aliviar a dor. A medicação para a dor (ex.: analgésicos), pode ser ajustada.

Algumas pessoas têm receio que a cirurgia, ou mesmo a biópsia ao tumor, possa “ajudar” a metastizar a doença. É pouco provável que esta situação ocorra. O cirurgião usa métodos que não deverão “permitir” que as células cancerígenas se disseminem, ou seja, que metastizem.

Radioterapia

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas. O médico usa vários tipos de radioterapia.

Em determinadas situações, pode ser administrada uma combinação de diferentes tratamentos com radioterapia:

  • Radiação externa: a radiação provém de uma máquina emissora. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas.
  • Radiação interna (radiação por implante ou braquiterapia): a radiação provém de material radioactivo contido em sementes, agulhas ou finos tubos de plástico, e que são colocados directamente no local do tumor ou perto. Para fazer radiação por implante, o doente fica, regra geral, internado no hospital. Os implantes permanecem no local durante vários dias; são retirados antes de ir para casa.
  • Radiação sistémica: a radiação provém de um líquido, ou de cápsulas, contendo material radioactivo, que circula em todo o organismo. A pessoa engole o líquido, ou as cápsulas ou, em alternativa, é-lhe administrada uma injecção. Este tipo de radiação, pode ser usada para tratar o tumor ou, por outro lado, para controlar a dor provocada pela metastização do cancro, por exemplo para os ossos. Actualmente, só alguns tipos de cancro são tratados desta forma.

Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da parte do corpo que vá ser tratada. Por exemplo, se a radiação incidir no abdómen, pode provocar náuseas, vómitos e diarreia. A pele, na área tratada, pode tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada.

Durante a radioterapia, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível.

Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele. Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos, para matar as células cancerígenas. A quimioterapia pode ser constituída apenas por um fármaco, ou por uma associação de fármacos. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo – terapêutica sistémica.

A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento.

A maioria das pessoas com cancro faz a quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas pessoas podem precisar de ficar no hospital, internadas, enquanto fazem a quimioterapia.

A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas.

Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam:

  • Células do sangue: estas células ajudam a “combater” as infecções, ajudam o sangue a coagular e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer “nódoas-negras” (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada.
  • Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e “textura” diferentes.
  • Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.

Alguns fármacos anti-cancerígenos podem, ainda, afectar a fertilidade feminina e masculina.

No caso das mulheres, se os ovários deixarem de produzir hormonas como, por exemplo, os estrogénios, poderá apresentar sintomas de menopausa: afrontamentos e secura vaginal. Os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou mesmo parar podendo, ainda, ficar infértil, ou seja, incapaz de engravidar. Se tiver idade igual ou superior a 35 anos, é provável que a infertilidade seja permanente; por outro lado, se permanecer fértil durante a quimioterapia, a gravidez é possível.

Como não são conhecidos os efeitos secundários da quimioterapia no feto, antes de iniciar o tratamento deverá sempre falar com o médico, relativamente à utilização de métodos contraceptivos eficazes.

Os efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo, são raros; ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.

Terapêutica Hormonal

A terapêutica hormonal impede que as células cancerígenas “tenham acesso” às hormonas naturais do nosso organismo, das quais necessitam para se desenvolverem. Se os testes laboratoriais demonstrarem que o cancro tem receptores hormonais, ou seja, que é “positivo para os receptores hormonais”, a pessoa poderá receber terapêutica hormonal. Tal como a quimioterapia, a terapêutica hormonal também pode afectar as células de todo o organismo, pois tem actividade sistémica.

Na terapêutica hormonal são utilizados medicamentos; por outro lado, pode obter-se o mesmo efeito recorrendo a uma cirurgia:

  • Medicamento: o médico pode sugerir um medicamento que bloqueie a hormona natural do organismo, parando a sua produção ou impedindo que actue.
  • Cirurgia: se ainda não estiver na menopausa, poderá fazer uma cirurgia, para remoção do órgão produtor, como os ovários ou testículos.

Os efeitos secundários da terapêutica hormonal dependem, principalmente, do próprio fármaco ou do tipo de tratamento. Estes efeitos podem incluir aumento de peso, afrontamentos, náuseas e alterações da fertilidade. Nas mulheres, a terapêutica hormonal pode provocar paragem dos períodos menstruais ou torná-los irregulares e pode provocar efeitos semelhantes à menopausa, com afrontamentos e possível corrimento vaginal. Algumas mulheres podem, ainda, sentir dor de cabeça, fadiga, náuseas e/ou vómitos, secura vaginal ou comichão, irritação da pele em volta da vagina e erupção cutânea. Nos homens, a terapêutica hormonal pode causar impotência, perda do desejo sexual e crescimento ou sensibilidade das mamas.

Imunoterapia

A imunoterapia, também chamada terapêutica biológica, utiliza a capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário (o sistema de defesa natural do organismo). Por exemplo, em alguns doentes com cancro da bexiga, é administrada uma solução de BCG, depois da cirurgia; o médico coloca esta solução na bexiga, usando um cateter. A solução contém bactérias vivas “enfraquecidas”, que estimulam o sistema imunitário para matar as células cancerígenas. No entanto, a BCG pode causar efeitos secundários: pode irritar a bexiga e, algumas pessoas, podem sentir náuseas, febre baixa ou arrepios.

A maioria dos tratamentos com imunoterapia, são administrados por via endovenosa: a terapêutica biológica circula através da corrente sanguínea, ou seja, de forma sistémica; normalmente, é administrada no consultório médico, na clínica ou no hospital, em regime ambulatório (sem necessidade de haver internamento).

Algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, fraqueza e náuseas. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da tensão arterial, problemas respiratórios e, por vezes, problemas cardíacos.

Transplante de células estaminais (indiferenciadas)

O transplante de células percursoras das células do sangue, ou seja, de células do sangue ainda imaturas e indiferenciadas, permite que a pessoa com cancro receba altas doses de quimioterapia, radiação ou ambas. Estas doses elevadas, destroem tanto as células cancerígenas como as células normais do sangue, da medula óssea. Depois do tratamento, o doente recebe células percursoras das células do sangue saudáveis, através de um tubo flexível, colocado numa veia grande: novas células do sangue vão desenvolver-se a partir das células estaminais transplantadas. As células estaminais podem ser colhidas do próprio doente, antes do tratamento com altas doses, ou podem provir de outra pessoa. Neste caso, a pessoa é internada no hospital, para fazer o tratamento.

Os efeitos secundários da terapêutica com altas doses, bem como o transplante de células estaminais, incluem infecções e perda de sangue. Adicionalmente, em pessoas que recebam células estaminais de um dador, pode haver rejeição, chamando-se “doença do enxerto versus o hospedeiro” ( GVHD ). Nesta situação, as células estaminais doadas “atacam” os tecidos da pessoa que as recebe. Geralmente, esta doença ( GVHD ) afecta o fígado, a pele ou o aparelho digestivo; pode ser grave, ou até fatal e pode ocorrer em qualquer altura depois do transplante, mesmo anos mais tarde. Há medicação que pode ajudar a prevenir, tratar ou controlar este processo de rejeição ( GVHD ).

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Concluindo

Muitas pessoas continuam a ignorar sintomas que podem salvar-lhes a vida! Os sintomas descritos neste artigo são comuns a muita gente e se atempadamente valorizados podem ser a diferença entre a vida e a morte! Em caso de dúvidas consulte de imediato o seu médico.

Também ao contrário do que muita gente julga, de facto, a atitude positiva perante a doença e a vida é cada vez mais um factor decisivo no combate a doenças graves. Para os pessimistas e queixosos “crónicos” fica uma palavra de incentivo à mudança de atitude que só os fará mais Felizes!

Fique bem!

Franklim M. Fernandes

Fontes:

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COMER OVO FAZ MAL AO COLESTEROL?



Será que comer ovo faz mal ao colesterol? Esta é uma pergunta frequente e relevante porque junta um alimento nutricionalmente importante na nossa alimentação com um problema de saúde muito corrente que pode ser grave. Neste artigo vamos tirar todas as dúvidas e mostrar também porque é importante o ovo.

Artigo actualizado em Abril de 2016

Assim vou responder ás seguintes questões:

  • Será mesmo que comer ovo faz mal a quem tem colesterol alto?
  • Quantos ovos por semana pode comer de forma segura?
  • Qual a estrutura de um ovo?
  • Qual a composição nutricional do ovo?
  • Quais as vitaminas e minerais mais relevantes na clara e na gema do ovo?
  • Que quantidade de proteina, gordura e hidratos de carbono tem o ovo?
  • Qual a forma mais saudável de cozinha o ovo?
  • Qual a classificação dos ovos?
  • Quais as cores de um ovo saudável?
  • Quais os riscos para a saúde?
  • O que é a salmonelose?
  • Quais os perigos da salmonelose?
  • Quais os sintomas da salmonelose?
  • Como se pode prevenir a salmonelose?
  • Qual o tratamento mais eficaz?

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Será que comer ovo faz mal a quem tem o colesterol alto?

Pessoas saudáveis podem comer um ovo todos os dias, como fonte de proteina, em vez de carne ou peixe. Quem tem dificuldade em controlar o colesterol ou sofre de diabetes deve limitar o consumo de ovos (em particular a gema) a três por semana.

Os ovos são uma excelente fonte de vitaminas, como a vitamina B12, e de proteínas de alto valor biológico, uma vez que nos fornecem um conjunto alargado de aminoácidos essenciais na construção dos nossos tecidos.

Os ovos têm a má fama de serem veículos de colesterol alimentar. De facto, cada ovo contém, na sua gema, cerca de 300mg de colesterol. No entanto, o conhecimento científico actual não estabelece uma relação directa entre o teor de colesterol dos ovos e o aumento do colesterol LDL (mau colesterol).

É muito mais importante prestar atenção à quantidade total de açucar e gordura de má qualidade na sua alimentação processada assim como aos métodos culinários utilizados que utilizam temperaturas demasiado altas. Estes factores concorrem de forma decisiva para aumentar o grau geral de inflamação do nosso organismo.

É a inflamação que provoca lesões nas artérias. O colesterol apenas adere ás paredes das artérias lesionadas para ajudar a “cicatrizar” essas lesões! Resumindo em linguagem simples…se não existirem lesões nas artérias o colesterol jamais se “cola” ás suas paredes. Isto significa que uma pessoa saudável pode comer ovos todos os dias.

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OVOS MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Qual a estrutura do ovo?

  • A casca – é a cobertura externa do ovo, formada fundamentalmente por carbonato de cálcio. A superfície é porosa e por sua vez coberta por uma fina película mucosa. Representa entre 10 e 11 por cento do peso total do ovo. Para o consumo, a casca deve ser lisa, sem granulações nem enrugamentos e fissuras, pois qualquer um desses defeitos indicam alguma anomalia no processo de depósito do carbonato de cálcio, e como consequência, tornam-se mais frágeis. A debilidade da casca ou as malformações podem ter origem em carências nutritivas, doenças inflamatórias no oviducto ou idade avançada da galinha.

  • A clara – é composta basicamente de albúmen, trata-se de uma substância aquosa e viscosa, praticamente transparente e sem odor próprio, segregada por certas glândulas que as aves possuem no oviducto (Canal, que nas aves dá passagem ao ovo, desde que este deixa o ovário). A clara é rica em proteínas e é de alta digestão. Representa de 55 a 60 por cento do total do ovo. Na clara podemos distinguir as duas partes, a parte interna, mais fluída, e outra externa, mais rígida. Também existe uma pequena membrana na parte interior onde é unida a clara a gema.

  • A gema – Situada centralmente no interior do ovo e de forma esférica, é mais densa que a clara, e possui coloração amarela alaranjada, de intensidade variável. Esta cor deve-se aos pigmentos naturais como xantofila e caroteno dissolvidos na gordura. A gema representa de 20 a 31 por cento do peso total. E nela concentra-se a parte mais gordurosa e calórica do ovo. Esporadicamente, sendo mais frequente em galinhas novas e de recente postura, podem surgir ovos com duas gemas, como consequência de uma falha de sincronização na produção do óvulo no ovário. Muito mais raros, mas também possível é o aparecimento de ovos sem gemas, formados normalmente devido fragmentação do tecido desprendido do ovário, no oviducto.

Colesterol

Qual a composição nutricional do ovo?

Os ovos são considerados habitualmente como alimento saudáveis, completos e de boa digestão, além de alto valor nutritivo. A sua capacidade energética está em cerca de 160 calorias/100g, sendo superior nos ovos de pata (189 calorias). Além de que seu preço é acessível e de boa relação custo/benefício.

O ovo é rico em proteínas, que possuem todos os aminoácidos essenciais em concentração e proporções equilibradas. A proteína do ovo, a ovoalbúmina, é considerada a proteína padrão ou de referência para comparar o valor nutritivo das proteínas de outros alimentos.

Possuem vitaminas do complexo B, na clara e também têm vitaminas A e D, localizadas exclusivamente na gema, por serem vitaminas lipossolúveis. O consumo de um ovo por dia, aproxima-se de 40% das necessidades diárias de biotina (vitamina B7), necessária em numerosas funções orgânicas; também cobre 20% de riboflavina (vitamina B2). Os ovos não possuem quantidade significativa de vitamina C.

O ovo também contém alguns sais minerais, porém convém demonstrar que a quantidade de ferro do ovo é relativamente baixa.

Outros componentes presentes no ovo são a colina, uma amina essencial que favorece o desenvolvimento do sistema nervoso central no feto atribuindo-se efeitos positivos sobre a memória; luteína e zeaxantina, ambas do grupo das xantofilas, relacionadas por algumas fontes como favoráveis na redução das cataratas. Contudo, o National Eye Institute não possui evidências significativas que indiquem ou apoie esses efeitos.

Composição nutritiva:

  • Energia – 160cal/100g
  • Proteína – 24%
  • Gordura (ovo completo) – 0,1%
  • Gordura (gema) – 31,9%
  • Ácidos gordos saturados – 3,3%
  • Ácidos gordos monoinsaturados – 4,9%
  • Ácidos gordos poliinsaturados – 1,8%
  • Vitamina B7 (Biotina) – 20% CDR
  • Vitamina B2 (Riboflavina) – 40% CDR

O aspecto mais controverso dos ovos é sua riqueza em colesterol LDL (colesterol mau): 410mg/100 g, que se concentra praticamente na gema, no que chega a cerca de 1.260 mg/100g.

Comprovou-se que a acumulação de colesterol nas nossas artérias é proveniente de outras fontes, como comidas industrializadas processadas, fast-foods, associados com o metabolismo e ausências de actividade física, obesidade, sedentarismo e outros factores. Com isso conclui-se que os efeitos no nível de colesterol não são relevantes e não tem nenhuma relação directa com o índice de mortalidade por doenças cardiovascular .

Por outro lado, existe no mercado estudos para desenvolvimento de ovos de galinhas com baixo nível de colesterol, enriquecidos com omega-3, um ácido gordo considerado cárdio-protector.

Qual a forma mais saudável de cozinhar o ovo?

A maneira mais comum de utilizar o ovo como suplemento alimentar é comê-lo cozido. Mas o que muita gente não sabe, é que a gema do ovo além de conter diversos nutrientes também contém quantidades elevadas de colesterol, o que leva muitas pessoas a separar a gema e comer somente a clara.

O ovo frito não é tão saudável como o ovo cozido no entanto se utilizar na fritura óleo de coco ou azeite virgem a uma temperatura mais baixa do que a normalmente utilizada, o resultado final é mais saudável.

Nota: As gorduras mais saudáveis para utilizar nos cozinhados são o óleo de côco, azeite virgem e banha de porco.

Na tabela abaixo estão descritas todas as informações nutricionais do ovo cozido inteiro com a gema e do ovo sem a gema para quem prefere comer somente a clara do ovo cozida.

Ovo cozido melhorsaude.org melhor blog de saude

Qual a classificação dos ovos?

Conforme algumas legislações, incluindo a europeia,  os ovos são classificados em duas categorias:

  • Categoria A: Ovos frescos, destinados ao consumo humano, podendo ser usado na industria.
  • Categoria B: ovos destinados exclusivamente ao uso industrial, sendo da indústria alimentar ou não.

Quais as cores do ovo?

A cor da casca dos ovos, branca ou marrom, é um carácter genético, consequência da raça da galinha e não tem nenhuma relação com a qualidade seja nutritiva ou gastronómica. Ainda assim, observa-se que há preferência por parte dos consumidores para ovos marrons. Esta preferência é observada em Galícia, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

Quais os riscos para a saúde?

Um ovo que foi posto por uma galinha saudável, recolhido no tempo certo, manipulado com cuidado e respeitando as regras e condições de higiene é considerado como seguro. Porém a realidade é que nem sempre temos essas circunstâncias.

O problema sanitário mais relevante que pode provocar o consumo de ovos é a salmonelose. 38,5% da intoxicações alimentares documentados na Europa entre 1998 e 2001 está relacionado com o consumo de ovos e seus subprodutos.

O que é a salmonelose?

É uma infecção causada por diferentes espécies da bactéria Salmonella. Distribuídas por todo o mundo, a multiplicação do agente causador fora do corpo é facilitada quando em altas temperaturas. Desta forma, pode-se dizer que as regiões subtropicais e tropicais são as mais afetadas. Tanto em países desenvolvidos com em subdesenvolvidos, a salmonelose é uma das principais formas de intoxicação alimentar.

Como se transmite a salmonelose?

Os mais importantes veículos de transmissão desta infecção são os produtos de laticínio e de origem animal. Assim as principais fontes de contágio são:

  • Ao ingerir água contaminada ou alimentos com restos de fezes de animais infectados uma pessoa pode vir a desenvolver um quadro de salmonelose.
  • Maus hábitos de higiene também estão associados à transmissão desta doença.
  • Alimentos como ovo, carne e vegetais, por exemplo, podem estar contaminados com estes microrganismos e ainda assim possuírem uma aparência extremamente normal.
  • A ingestão de alimentos crus e comer carnes mal passadas deve ser efita de forma cuidadosa e quando temos confiança na qualidade e confecção dos alimentos.
  • Produtos de origem vegetal também podem ser contaminados em diferentes etapas do cultivo.

Porque pode ser grave a salmonelose?

Após a ingestão das Salmonella estas penetram no epitélio do intestino delgado, causando uma pequena inflamação. Os sintomas tendem a se manifestar cerca de 6 horas após o contágio ou até mesmo 72 horas depois. As bactérias podem atingir a corrente sanguínea e infectar outros órgãos, aumentando desta forma a gravidade da doença.

Quais as caraterísticas da bactéria da espécie salmonella?

As bactérias do gênero Salmonella são as causadoras desta complicação. Estes microrganismos pertencem à família Enterobacteriaceae e são constituídos por bastonetes de, em média, 0,5 micrómetros por 1 micrómetro. Anaeróbios facultativos, a grande maioria é móvel.

A grande maioria dos casos de infecção fica restrita somente ao intestino delgado. Contudo, dependendo do agente causador e do estado do organismo agredido pode haver multiplicação em outros locais como baço, cérebro e fígado.

Quais os sintomas da salmonelose?

Os sintomas da salmonelose podem muitas vezes ser bastante semelhantes aos de outras doenças. Por isso, diante de qualquer comportamento anormal do seu organismo consulte rapidamente um médico. É importante realizar o diagnóstico diferencial para dar início ao tratamento correcto.

Após o contágio o período de incubação pode variar um pouco. Os sintomas tendem a se manifestar cerca de 6 horas a até 72 horas após a ingestão dos microrganismos. Os mais frequentes nestes casos são:

  • Dor de cabeça;
  • Febre;
  • Vômitos;
  • Cólicas;
  • Náuseas;
  • Diarreia, podendo ou não apresentar sinais de sangue.

Diante destes sintomas consulte imediatamente um médico. A intensidade pode variar de pessoa para pessoa e depende bastante do estágio da infecção. Geralmente a salmonelose não deixa sequelas graves mas, pacientes imunodeprimidos, idosos, crianças e portadores de anemia falciforme necessitam de ter maiores cuidados.

Como se pode prevenir?

São simples as medidas que podem ser tomadas com o intuito de se prevenir casos de salmonelose. A saber:

  • Bons hábitos de higiene, por exemplo, auxiliam na prevenção não somente desta como de diversas outras doenças. Portanto, nunca deixe de lavar as mãos após ir à casa de banho e antes de todas as refeições.
  • Quando for beber leite faça-o apenas se estiver fervido ou se for do tipo pasteurizado.
  • Evite consumir alimentos crus, principalmente carnes, tanto de bois, de porcos ou aves.
  • Carnes mal passadas também devem ser evitadas. Todos os alimentos à base de frango ou de galinha devem ser devidamente cozidos durante a preparação da refeição.
  • Os ovos são uma das principais formas de contágio, portanto, adquira o hábito de comê-los apenas cozidos.
  • Maioneses que são feitas em casa costumam ter ovos na receita, fique atento a isto.
  • Todas as verduras e legumes precisam ser bem lavados antes do consumo. Deixá-los mergulhados em água com um pouco de hipoclorito de sódio pode ser uma boa medida preventiva. Faça-o mesmo antes de comer a fruta.
  • Após utilizar utensílios de cozinha para preparar carnes cruas não se esqueça de lavar com atenção o objeto. Todos os ovos necessitam de ser armazenados sob refrigeração. Através destas medidas simples uma salmonelose pode ser evitada.

Qual o tratamento da salmonelose?

Esta é geralmente uma doença autolimitada. O mais importante quando há o diagnóstico de salmonelose é tratar os sintomas e manter o paciente hidratado. Poucos são os casos que levam a maiores complicações, por exemplo, quando as bactérias vão para outros órgãos além do intestino. Nestes casos pode ser necessário o uso de antibióticos.

Idosos, crianças mal nutridas, pacientes imunodeprimidos e portadores de anemia falciforme necessitam de ter maiores cuidados quando têm um caso de salmonelose. Através do controle dos sintomas e de uma boa hidratação o doente pode curar-se rapidamente. Deve-se ficar atento às medidas preventivas para se evitar futuras complicações. Sempre que o seu corpo lhe enviar qualquer sinal de que algo está errado não deixe de consultar um médico. Somente um especialista pode avaliar cada caso e receitar o melhor tratamento.

Concluindo

Os ovos saudáveis de boa qualidade biológica e higiénica são uma excelente fonte de proteína de elevado valor biológico podendo substituir, como fonte proteica, a carne e o peixe. Á luz dos estudos científicos conhecidos, sobre o colesterol do ovo, não é justificável o receio de problemas cardiovasculares associados ao seu consumo normal ou seja 3 a 7 por semana. O combate ao mau colesterol deve centrar-se na eliminação das comidas processadas da nossa alimentação que contêm imenso açucar e gorduras de baixa qualidade biológica.

Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

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LEITE, SERÁ QUE FAZ MESMO BEM?

Este artigo pretende ser um contributo para ajudar muitas pessoas a decidirem, de forma informada, se devem continuar a beber a quantidade de leite animal que habitualmente usam no seu dia-a-dia e das suas famílias.

Existe uma realidade escondida sobre o leite que a maioria das pessoas desconhece mas que está documentada há vários anos. Esta realidade é tanto mais grave quanto a importância do leite na alimentação de milhões de pessoas pelo mundo, “vendido” como sendo uma pedra basilar de uma alimentação equilibrada, mesmo nos países desenvolvidos!

Artigo actualizado em 15 de Fevereiro de 2016

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • Como surgiu a cultura enraizada de que “O leite só faz bem”?
  • O que diz a ciência sobre o leite?
  • Afinal qual é o mal do leite?
  • O que é a intolerância à lactose?
  • Qual a diferença entre intolerância e alergia ao leite?
  • O que é a lactose? E a lactase?
  • Quais as causas de deficiência em lactase?
  • Que doenças podem causar intolerância secundária à lactose?
  • Quais os sintomas da intolerância à lactose?
  • Qual o tratamento da intolerância à lactose?
  • Que problemas de saúde pode o leite causar?
  • A quantidade de leite bebida importa?
  • Existem hormonas no leite?
  • O que é a hormona rBGH ?
  • Qual é o mal da rBGH ?
  • Quais os Lobbies associados a esta hormona?
  • Quais os alimentos com mais cálcio?
  • Quais os alimentos que podem substituir o leite?
  • O que é o Kefir?
  • Quais os benefícios do Kefir ?
  • Como preparar o Kefir ?
  • Onde encontrar o Kefir?

Clique na imagem para ler o artigo completo:

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ALCOOL E RESSACA GUIA 2017: CURAR E TUDO O QUE NÃO SABE!

Alcool e Ressaca 2017 : Viva o novo ano sem ressaca! Tudo o que não sabe sobre beber álcool a mais! Porque nos faz sentir tão mal? Como posso evitar? E se acontecer…como posso curar? Nas quadras festivas e dias especiais estas questões colocam-se demasiadas vezes sem que se faça o que é possível para evitar tantos danos para o nosso organismo! Saiba como se pode proteger e curar se não conseguir evitar…tomar três copos a mais!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Quais os efeitos psicoactivos do álcool?
  • Quais os efeitos imediatos do álcool?
  • Quais os efeitos a longo prazo do álcool?
  • Quais as perturbações psíquicas que provoca?
  • Quais os riscos de consumir álccol na gravidez?
  • O que é a tolerância inversa?
  • Quais os efeitos da supressão subita do álcool?
  • Quais os sinais duma intoxicação alcoólica aguda?
  • Como é metabolizado o álccol?
  • O que é a metabolização alcoólica?
  • Qual a bioquimica do álcool?
  • Porque ficamos bêbados?
  • O que acontece se beber durante a refeição?
  • O que acontece quando os niveis de álcool são elevados?
  • O que é uma ressaca?
  • Porque acontece a ressaca?
  • Porque ocorre intoxicação pelo acetaldeído?
  • Porque ocorre queda da glicose sanguinea?
  • Porque ocorre a desidratação com o consumo de álcool?
  • Que quantidade de álcool posso beber sem ter ressaca?
  • Como evitar uma ressaca?
  • Como curar uma ressaca?

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Quais os efeitos Psicoativos do álcool?

O marcado carácter social desta substância e a grande aceitação de que goza, permitem catalogar como sendo normais padrões de consumo que, na realidade, são claramente exagerados. Do exagero surgem uma série de consequências adversas que a seguir passaremos a resumir.

Álcool: Quais os efeitos Imediatos?

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À sensação inicial de euforia e de desinibição, segue-se um estado de sonolência, turvação da visão, descoordenação muscular, diminuição da capacidade de reação, diminuição da capacidade de atenção e compreensão, fadiga muscular, etc.
O álcool atua bloqueando o funcionamento do sistema cerebral responsável pelo controlo das inibições. Estas, ao verem-se diminuídas, fazem com que o indivíduo se sinta eufórico, alegre e com uma falsa segurança em si mesmo que o poderá levar, em determinadas ocasiões, a adotar comportamentos perigosos.
Os acidentes rodoviários merecem uma menção especial. Uma altíssima percentagem destes têm relação direta com o consumo do álcool. Há mais mortes, por dia, causadas pelo álcool do que por outras substâncias psicoativas. Podemos afirmar que é a primeira causa de morte entre os jovens. Contrariamente ao que se diz, o álcool não é um estimulante do sistema nervoso central mas sim um depressor.
O excessivo consumo de álcool produz:
  • Aumento de acidez no estômago,
  • Vómito,
  • Diarreia,
  • Baixa da temperatura corporal,
  • Sede,
  • Dor de cabeça,
  • Desidratação,
  • Falta de coordenação,
  • Lentidão dos reflexos,
  • Vertigens e mesmo visão dupla
  • Perda do equilíbrio.
Se as doses ingeridas forem muito elevadas, caso de intoxicação etílica aguda, pode surgir depressão respiratória, coma etílico e eventualmente a morte.

Álcool: Quais os efeitos a longo prazo?

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O consumo crónico produz alterações diversas em diferentes órgãos vitais:
  • Cérebro – deterioração e atrofia;
  • Sangue – anemia, diminuição das defesas imunitárias;
  • Coração – alterações cardíacas (miocardite);
  • Fígado – hepatopatia, hepatite, cirrose;
  • Estômago – gastrite, úlceras;
  • Pâncreas – inflamação, deterioração;
  • Intestino – transtornos na absorção de vitaminas, hidratos e gorduras, que provocam sintomas de carência.

Perturbações Psíquicas:

  • Irritabilidade;
  • Insónia;
  • Delírios por ciúmes;
  • Ideias de perseguição;
  • Encefalopatias com deterioração psico-orgânica (demência alcoólica).

Consumo na gravidez

O consumo habitual na mulher grávida pode dar lugar à síndrome alcoólica-fetal, caracterizado por malformações no feto, baixo coeficiente intelectual, etc.

Tolerância inversa

O álcool provoca tolerância e um alto grau de dependência, tanto física como psicológica. Nos consumidores crónicos pode surgir a Tolerância Inversa, então, basta uma pequena quantidade para se ficar embriagado.

Supressão súbita do álcool

A supressão súbita do álcool no paciente consumidor dependente pode desencadear uma grave síndrome de abstinência que requer atenção médica urgente. Os sintomas entre as doze e as dezasseis horas seguintes à privação da bebida, são os seguintes:
  • Inquietação,
  • Nervosismo,
  • Ansiedade.

Várias horas depois, podem aparecer:

  • Cãibras musculares,
  • Tremores,
  • Náuseas,
  • Vómitos,
  • Grande irritabilidade.

A partir do segundo dia de abstinência, nos casos mais graves, surge o denominado “delirium tremens”, caracterizado por:

  • Confusão mental,
  • Desorientação no tempo e no espaço, em relação a si e aos outros,
  • Clara desintegração dos conceitos,
  • Aparecimento de delírios,
  • Alucinações,
  • Fortes tremores.

No núcleo familiar, um elevado grau de alcoolismo pode conduzir à falta de responsabilidade, desintegração familiar, crises, maus tratos, etc. Outras consequências provocadas pelo alcoolismo são:

  • Instabilidade e o absentismo laboral,
  • Aumento de acidentes,
  • Comportamentos criminosos,
  • Alterações da ordem,
  • Suicídio.

Intoxicação alcoólica aguda

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Após a ingestão de grandes quantidades, o álcool chega rapidamente ao cérebro e provoca os sintomas da embriaguez nos seus mais variados aspetos. As manifestações mais importantes são: comportamentos desadaptados, como por exemplo os impulsos sexuais desinibidos ou agressivos, sensibilidade emocional, deterioração da capacidade de raciocínio e da atividade social, fala premente, descoordenação, instabilidade motora, rubor facial, mudanças no estado de ânimo, irritabilidade, loquacidade e falta de atenção. A conduta habitual do indivíduo pode acentuar-se ou alterar-se. Por vezes, aparecem fenómenos de amnésia durante a intoxicação.
Factores como a existência de tolerância; o tipo do álcool; a quantidade ingerida; a rapidez do consumo; a ingestão simultânea de alimentos; as circunstâncias ambientais; a personalidade do consumidor ou o consumo de algum medicamento, poderão influir de forma acentuada nas características da embriaguez. Os casos mais graves de intoxicação levam à perda de consciência, ao coma e inclusivamente à morte por depressão cardiorrespiratória.
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Como é metabolizado o álcool?

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O que é a metabolização hepática?

Quando ingerimos qualquer substância, ela passa basicamente por três fases:

  • Digestão,
  • Absorção,
  • Metabolização no fígado.

Todos os alimentos absorvidos pelo trato gastrointestinal passam pelo fígado antes de chegar a qualquer outro órgão. Isto é válido para alimentos, álcool, remédios, drogas, etc. O fígado é uma especie de central de tratamento centro de tratamento dos alimentos que comemos e bebemos. Nada chega à circulação sanguínea sem antes ter sido metabolizado pelo fígado. Este processo chama-se metabolização hepática.

A metabolização hepática inactiva substâncias tóxicas que tenham sido ingeridas, como por exemplo o álcool (etanol). O processo de metabolização hepática do álcool  é curioso, pois, como o fígado humano não produz uma enzima que neutralize diretamente o álcool, ele é metabolisado em duas fases:

  • Fase 1 – transforma o álcool em acetaldeído (metabolito tóxico)
  • Fase 2 – transformação em acido acético (metabolito não activo e não tóxico)

Esta metabolização tem dois problemas:

  1. O acetaldeído é uma substância mais tóxica que o próprio álcool;
  2. O acetaldeído só é transformado e inactivado em ácido acético após uma segunda passagem pelo fígado.

Resumindo, consumimos álcool, mas antes do mesmo chegar à circulação sanguínea central, o fígado transforma-o em acetaldeído, uma substância ainda mais tóxica. Só depois de rodar todo o organismo e retornar ao fígado é que finalmente o álcool ingerido (agora sob a forma de acetaldeído) consegue ser transformando-se em  ácido acético, este sim inactivo e não tóxico.

Após bebermos álcool, o resultado final é o seguinte:

  • 92% do etanol ingerido é metabolizado e inativado pelo fígado,
  • 3% é eliminado na urina,
  • 5% é eliminado pelos pulmões na respiração (daí o teste do balão)
  • Menos de 1% sai na pele através do suor.

O acetaldeído é um carcinogênico e pode levar à lesão do fígado se a exposição for frequente e prolongada.

A bioquimica do álcool

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Porque ficamos bêbados?

Já sabemos que o álcool, que é uma substância tóxica, após ser ingerido é transformado noutro elemento ainda mais tóxico antes de circular por todo o corpo. Mas o problema não termina aí. A absorção do álcool pelos intestinos é muito mais rápida do que a capacidade do fígado de metabolizá-lo. O fígado só consegue metabolizar o equivalente a 10 gramas de álcool por hora, o que é menos que um 1 copo de vinho ou 300 ml de cerveja, que possuem cerca de 12 gramas de álcool. Portanto, se tomarmos o equivalente a 5 copos de vinho, o corpo vai demorar, em média, 6 horas para eliminar todo esse volume. Isso significa que após um consumo exagerado de álcool, durante várias horas o nosso organismo vai ter que lidar com duas substâncias altamente tóxicas a circular no sangue:

  • Álcool,
  • Acetaldeído.

O que acontece se bebermos durante a refeição?

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Quando estamos de estômago cheio, a absorção de etanol fica mais lenta, dando mais tempo ao fígado para metabolizar o álcool que chega. Por isso, a intoxicação por etanol é mais intensa quando bebemos em jejum. Bebidas alcoólicas gasosas são absorvidas mais lentamente e alimentos ricos em proteínas (ex: carne e peixe) ou em açúcar reduzem a absorção do álcool.

O que acontece quando os níveis de álcool são elevados?

Conforme o nível de álcool aumenta, a capacidade de julgamento fica alterada e surgem os comentários e as acções impróprias. Doses maiores de álcool e acetaldeído na circulação intoxicam os neurónios, levando à inibição do funcionamento do sistema nervoso. Á medida que a concentração sanguínea aumenta, a pessoa vai passando pelas seguintes fases:

  1. Letargia,
  2. Sonolência,
  3. Redução do nível de consciência,
  4. Coma alcoólico,
  5. Eventualmente, morte.

Estar bêbado significa estar com os neurónios intoxicados por álcool (e acetaldeído). Os sintomas da bebedeira duram até o fígado conseguir neutralizar todo o álcool e o acetaldeído que circulam no sangue, o que já vimos que pode levar horas.

O que é a uma ressaca?

Estes são os principais sintomas que sinalizam uma ressaca:

  • Sensibilidade à luz,
  • Boca seca,
  • Gosto amargo,
  • Tonturas,
  • Fraqueza nas pernas,
  • Dor de cabeça,
  • Nauseas,
  • Vómitos,
  • Diarreia,
  • Fezes com cheiro a álcool,
  • Dificuldade de raciocínio,
  • Falha de memória.

A ressaca habitualmente surge quando o nível de álcool no sangue já está baixo, quase zero, após um enorme trabalho de limpeza feito pelo fígado.

Porque acontece a ressaca?

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A ressaca parece ocorrer basicamente por três motivos:

  1. Intoxicação pelo acetaldeído.
  2. Queda da glicose sanguínea (hipoglicémia).
  3. Desidratação.

Porque ocorre intoxicação pelo acetaldeído?

O acetaldeído chega a ser até 30 vezes mais tóxico para as células do que o etanol. No caso de um consumo exagerado de álcool pode haver presença deste metabólito tóxico na circulação ainda por várias horas após o indivíduo ter parado de beber. Grande parte do mal estar da ressaca é consequência da exposição prolongada das células ao acetaldeído, o que provoca uma espécie de inflamação generalizada do organismo. Além disso, os neurónios ficam intoxicados, o que atrapalha o estabelecimento de um padrão adequado de sono. A pessoa fica sonolenta, mas a qualidade do sono é má, mantendo o cansaço.

Porque ocorre queda da glicose sanguínea?

O processo de metabolização do etanol envolve vias enzimáticas do fígado que também participam na produção de glicose, principalmente em períodos de jejum. Como essa enzimas estão ocupadas metabolizando o etanol, temos uma queda no nível de glicose para o cérebro e outras regiões do organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e mal-estar.

Porque ocorre a desidratação?

Um dos efeitos adversos do etanol no cérebro é inativar a produção de uma hormona chamada ADH (hormona antidiurética). Os rins filtram em média 180 litros de sangue (água) por dia. Graças à hormona ADH, destes 180 litros filtrados, urinamos apenas 1 ou 2 por dia. A hormona ADH é um dos principais mecanismos de controle da quantidade de água corporal. Quando ele é inibida, toda a água que passa pelos rins é eliminada na urina. Por isso, alguns minutos após o ingestão de álcool, começamos a urinar com frequência. Após consumo de bebidas alcoólicas a urina fica clara porque neste momento a sua urina é basicamente água pura. Esse efeito diurético leva à desidratação, que causa os seguintes sintomas sintomas:

  • Boca seca,
  • Sede,
  • Dor de cabeça,
  • Irritação,
  • Câimbras.

A hormona ADH só volta a ser produzida pelo sistema nervoso central quando os níveis de álcool voltam a valores baixos, o que só acontece, geralmente, após horas de eliminação excessiva de água.

Que quantidade de álcool posso beber sem ter ressaca?

O risco de ressaca é maior quando há um consumo de pelo menos 4 copos de vinho ou 4 latas de cerveja (ou o equivalente em álcool de qualquer outra bebida) no intervalo de 2 horas. Esta é uma quantidade de álcool consumido acima da capacidade de metabolização hepática, promovendo a formação no fígado de grandes quantidades de acetaldeído que é de seguida libertado para a corrente sanguínea.

Como posso evitar uma ressaca?

Alccol e ressaca melhorsaude.org

  1. Beber mais devagar e depois de ingerir alimentos ricos em proteínas e carboidratos diminui a velocidade de absorção de álcool pelos intestinos, dando tempo para o fígado metabolizar o álcool que vai sendo consumido. O ideal é comer antes de começar a beber. Depois de bêbado, o álcool já foi todo absorvido, comer só vai aumentar o risco de você vomitar. Todavia, nada impede que você belisque durante a festa enquanto bebe, pois isso ajuda a retardar a absorção do álcool.

  2. Beber muita água antes, durante e depois da festa talvez seja a melhor dica. Sempre que for urinar, beba algo não alcoólico, seja água, sumo ou refrigerantes (com açúcar de preferência).

  3. Bebidas mais escuras – como uísque, vinho tinto, tequila (que não é tão escura) e conhaque – geralmente causam ressacas piores do que o vinho branco, cerveja ou bebidas claras, como vodka ou gim. No entanto não esqueça que a cerveja ou a vodka também provocam  ressaca quando tomadas de forma exagerada.

  4. Produtos anti-ressaca, tomados antes de beber têm pouco fundamento científico. São drogas que misturam substâncias contra náuseas, analgésicos e cafeína, tentando amenizar alguns dos sintomas da ressaca. O problema é que o seu efeito já não é tão grande muitas horas depois de tomado e alguns deles ainda contêm anti-inflamatórios ou aspirina, que são substâncias que irritam o estômago. estas drogas não são eficazes sobre a desidratação, nem sobre a hipoglicemia, nem sobre a irritação que o acetaldeído provoca nas células. Além de não funcionarem bem como prevenção da ressaca, estes medicamentos ainda podem estimular o indivíduo a beber mais, pois o mesmo passa a achar que está protegido contra os efeitos maléficos de um consumo exagerado de álcool.

  5. Pera asiática– A Organização de Pesquisas da Comunidade Científica e Industrial da Austrália desenvolveu um estudo para saber de que maneira uma ressaca pode ser curada. Os cientistas descobriram que beber 220ml de sumo de pera asiática é o ideal antes de ingerir bebida alcoólica. A pera asiática tem formato de maçã e possui enzimas capazes de acelerar o metabolismo do álcool, inibindo a absorção da substância. A autora do estudo, Manny Noakes disse que as reduções foram observadas nos níveis de acetaldeído do sangue. A gravidade da ressaca, medida numa escala com 14 sintomas, diminuiu significativamente no grupo que bebeu o sumo de pera-asiática, comparado com aqueles que beberam placebo. O efeito mais forte foi visto no sintoma de dificuldade de concentração.

Como posso curar a ressaca?

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Beba muitos líquidos ao acordar. A não ser que esteja habituado a beber café de manhã, o ideal é evitá-lo, pois a cafeína também é um diurético. Água e sumos são o ideal. Isotónicos também podem ser usados.

Não existe um remédio que cure a ressaca nem que acelere o metabolismo do etanol. De nada adianta tomar banho frio, café, chás, produtos com cheiro forte ou qualquer outra medicação caseira. O importante é hidratação, carboidratos e bastante repouso. Habitualmente, a ressaca melhora no espaço de um dia.

Os desintoxicantes ajudam na ressaca:

No mercado existe um produto de venda livre, Guronsan®, muito utilizado como desintoxicante, após uma noite de copos, cuja composição é a seguinte:

  • Cafeína, um estimulante psíquico por excelência.
  • Glucuronamida, responsável pela eliminação de toxinas do organismo, daí a sua importância como efeito desintoxicante.
  • Ácido ascórbico, tónico geral, a famosa vitamina C.

Pela composição, é indicado como desintoxicante, mas também para um dia de estudo ou esforço intenso e é tomado ao pequeno-almoço e almoço, dissolvido em água, para que os efeitos sejam sentidos logo pela manhã e ao longo do dia.

O problema deste produto quando usado para tratar a ressaca é a cafeína porque esta tem um efeito diurético e portanto num contexto de desidratação e excesso de urina pode aumentar ainda mais o efeito desidratante da ressaca. Este produto é portanto útil apenas quando a frequência urinária volta ao normal ou seja quando deixamos de sentir a vontade permanente de urinar.

 Concluindo

O consumo excessivo e generalizado de álccol é um assunto que deve preocupar-nos a todos. São inúmeros os casos de jovens alcoolizados em idade escolar e universitária que acabam na urgência do hospital passando a ser motivo apenas de “risota” em vez de serem motivo de séria preocupação e acompanhamento por parte dos educadores! O álcool é de longe a maior “droga legal” e o seu consumo é tão transversal por toda a sociedade que os custos de saúde associados são “monstruosos”! A educação dos mais jovens têm de ser muito mais eficaz a alertar para os malefícios do álcool, não só para os proteger mas também para que levem a mensagem para casa onde, em muitos lares, é certamente necessária!

Fique bem!

Franklim Fernandes

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A alicina presente no alho é um composto de enxofre orgânico que lhe dá o aroma  característico e faz dele um complemento saudável na nossa alimentação diária.

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Quais as 6 boas propriedades do alho?

1. Aumenta a imunidade: 

Em laboratório, parece matar células cancerígenas e estudos em pessoas mostram alguns dos mesmos resultados. Segundo o Estudo de Saúde Feminina do Iowa, com a participação de 41 000 mulheres de meia-idade, aquelas que comiam rotineiramente alho, frutas e vegetais tinham menos 35% de risco de ter cancro do cólon. Os benefícios eram derivados do alho cru e cozinhado e não de suplementos.

Um estudo de menor envergadura, com a participação de 50 pessoas com cancros inoperáveis – colorretais, do fígado ou do pâncreas – mostrou uma melhoria da atividade imunitária após seis meses de consumo de extrato de alho envelhecido.

2. Funciona como anti-inflamatório: 

Investigações têm demonstrado que o óleo de alho funciona como anti-inflamatório. Sendo assim esfregar com alho as articulações ou músculos doridos e inflamados pode ser uma boa alternativa ou complemento á utilização de um anti-inflamatório tradicional.

3. Melhora a saúde cardiovascular: 

Ainda não há um veredicto decisivo sobre se melhora os níveis de colesterol, mas as investigações indicam que, de facto, pode ter um impacto positivo nas artérias e na tensão arterial. Os investigadores acreditam que as células vermelhas do sangue transformam o enxofre do alho em ácido sulfídrico, que expande os vasos sanguíneos e torna mais fácil regular a tensão arterial.

A Comissão E alemã, semelhante à U.S. Food & Drug Administration, recomenda 4 gramas por dia – o equivalente a um dente de alho grande – para reduzir o risco de doença cardíaca.

4. Melhora o cabelo e a pele: 

As propriedades antioxidantes e antibacterianas podem limpar a pele, matando bactérias causadoras de acne. Alguns dados mostram que esfregar alho cru sobre as borbulhas pode eliminá-las. Tenha atenção, contudo, que esse procedimento pode causar sensação de ardor na pele. Investigações existentes também descobriram que o gel de alho pode tratar eficazmente certos tipos de queda de cabelo.

5. Protege a comida: 

As mesmas propriedades antibacterianas do alho fresco podem matar as bactérias que causam intoxicações alimentares, incluindo a salmonela e a E. coli. No entanto, não o use como substituto de uma higiene alimentar e do manuseamento dos alimentos realizados corretamente.

6. Trata o pé-de-atleta: 

Também combate os fungos. Se tiver pé-de-atleta, molhe os pés em água com alho ou esfregue-o cru nos pés para atacar o fungo causador de comichão.

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Como tirar o máximo partido do alho?

Cozinha-lo diminui os seus benefícios?

Embora possa mergulha-lo cortado em água quente para fazer chá, disfarçando o sabor com mel, tirar partido dos seus benefícios é um pouco complicado. Aquecê-lo ou incluí-lo numa receita pode alterar o seu equilíbrio de pH. As enzimas da alicina precisam de alguns minutos para começar a funcionar, por isso deixe repousar o alho depois de o picar, cortar ou moer.

Terá o máximo benefício comendo-o cru. Mas se optar por cozinhá-lo, não o aqueça acima dos 60 °C. Temperaturas mais altas matam a alicina, por isso adicione o alho às suas receitas quando já estiverem quase terminadas.

O alho também tem efeitos adversos?

Os vantagens para a saúde são muitas, mas adicionar grandes quantidades, demasiado depressa, à alimentação usual pode causar problemas, a saber:

  • Mal-estar geral, incluindo
  • Dores de estômago,
  • Distensão abdominal,
  • Diarreia,
  • Mau hálito,
  • Odor corporal.

Também pode sentir picadas na pele se manusear quantidades significativas, fresco ou seco. Para evitar lesões na pele use luvas de cozinha.

Em ocasiões raras, os suplementos de alho podem causar:

  • Dores de cabeça,
  • Fadiga,
  • Perda de apetite,
  • Dores musculares,
  • Tonturas,
  • Reações alérgicas como ataques de asma ou erupções cutâneas.

O alho interfere com algum medicamento?

Se toma anticoagulantes, tomar um suplemento de alho pode potenciar o efeito do medicamento, tornando ainda mais difícil a coagulação do sangue.

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Concluindo

Se o nosso sistema imunitário “falasse” certamente consideraria o alho quase como um superalimento tal o apoio que pode prestar no combate à inflamação, bactérias e fungos patogénicos. Grande parte das publicações esquece, no entanto, que este tem de ser usado com moderação para evitar efeitos adversos que podem ser graves, tais como aumentar em demasia os efeitos anticoagulantes da medicação usada pelos doentes para esta finalidade. Esta circunstância aumenta o risco de hemorragia nestes doentes.

Também importante é saber usa-lo para não anular os seus benefícios. Neste particular deve-se sempre evitar que seja cozinhado acima de 60ºC para não destruir a alicina.

Quanto a efeitos adeversos deve parar consumi-lo se emergir algum sintoma gastrointestinal, dor de cabeça, dores musculares, fadiga, perda de apetite, tonturas ou reações alérgicas.

Fique bem!

Franklim Fernandes

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ALIMENTOS ANTI-INFLAMATÓRIOS melhorsaude.org melhor blog de saude

RECEITAS SAUDÁVEIS melhorsaude.org melhor blog de saude

CARNE PROCESSADA melhorsaude.org melhor blog de saude

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Franklim A. Moura Fernandes

CARNE PROCESSADA, TUDO O QUE DEVE SABER!

A OMS (Organização Mundial de Saúde) através da sua Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Cancro (IARC- sigla inglesa) classificou, em 2015, carne processada como cancerígena para as pessoas. Trata-se de uma atitude “corajosa” numa altura em que a industria da carne, em quase todo o mundo, movimenta um volume de negócios exorbitante, muitas vezes alicerçado em carne de má qualidade, proveniente de animais criados em condições miseráveis e sujeitos a uma sobrecarga inacreditável de medicamentos e suplementos para crescerem mais rápido e serem mais produtivos.

Este artigo, vai tratar a carne processada cujos exemplos mais comuns são o fiambre, chouriços e derivados de charcutaria e não propriamente o “bife” que chega ao seu parto!

Relembro apenas que um bife não comemos todos os dias mas um ou mais pães com fiambre são um hábito corrente e diário na nossa sociedade… até com as crianças!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que diz a OMS sobre carne processada?
  • Qual a quantidade diária acima da qual o risco aumenta?
  • O que são as carnes processadas?
  • Porque são processadas as carnes?
  • Quais os principais exemplos de carnes processadas?
  • Como é realizado o processamento?
  • Quais os tipos e técnicas de processamento?
  • Qual o nivel de processamento que a carne pode sofrer?
  • Quais os riscos para a saúde?
  • Qual o problema dos nitritos /nitratos usados no processamento?
  • O que diz a IARC (International Agency for Research on Cancer) sobre o risco de cancro da carne processada?
  • Porquê colocar nitrito na carne?
  • Quais as alternativas naturais ao curado?
  • Quais os impactos e aspectos ambientais?
  • Quais as 13 perguntas e respostas da IARC sobre a carne processada?
  • Quais as 10 decisões que pode aplicar já para diminuir o risco de doença?

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Por vezes, num minuto, encontramos uma informação tão preciosa que muda a nossa vida e saúde de forma extraordinária!

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O que diz a OMS sobre carne processada?

Segundo a OMS, carne processada é carne que foi salgada, curada, fermentada, fumada ou processada de forma a intensificar o seu sabor e melhorar a sua conservação.

Os avisos da OMS surgem num relatório da instituição. Segundo estudos feitos pela Agência Internacional de Investigação do Cancro, o consumo de carne processada está directamente relacionada com um tipo de específico de cancro, o colo-rectal.

A OMS escreveu na sua página que existem provas suficientes que mostram que o consumo de carne processada por humanos causa cancro colo-rectal.

Qual a quantidade a consumir acima da qual o risco aumenta?

O consumo diário de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de cancro colo-rectal em 18%, calculam os especialistas da OMS.

Nas últimas décadas, com a vida agitada das grandes cidades, as carnes processadas ganharam espaço à mesa, na população em geral. Muitas pessoas apreciam o sabor, a variedade e a conveniência que elas podem oferecer. Mas tudo tem o seu lado menos bom e este pode ser muito perigoso em relação ao caso em apreço!

O que são as carnes processadas?

Segundo a história antiga, o processamento de carnes tem a sua origem na salga e defumação dos alimentos, que se iniciou séculos antes da prática da refrigeração, amplamente disponível nos dias de hoje. O principal objectivo desses processos era o de conservar a carne por um período mais longo, a fim de garantir o consumo em períodos de escassez de alimentos.

De uma forma simples, as carnes processadas são produtos frescos (geralmente feitos a partir de carne bovina, suína, de frango e de peru) que foram alterados a partir de seu estado original, sendo submetidos a uma (ou mais) fase de transformação ou elaboração, tais como:

  • Moagem,
  • Adição de ingredientes
  • Adição de aditivos,
  • Cozimento,
  • Outros processos.

Porque são processadas as carnes?

Estes procedimentos,  entre outros aspectos tecnológicos, visam aumentar a aceitação do consumidor, melhorando os seguintes aspectos:

  • Aparência,
  • Textura,
  • Sabor,
  • Tempo de conservação e validade,
  • Facilidade e rapidez de utilização (uma das principais características procuradas pelo consumidor na hora da compra).

Quais os principais exemplos de carne processada?

Os principais exemplos de carnes processadas e seus derivados presentes no mercado são:

  • Carnes em peças,
  • Carnes temperadas,
  • Carne seca (charques),
  • Presuntos,
  • Bacon,
  • Fiambre,
  • Peito de peru (que é carne branca),
  • Mortadelas,
  • Salsichas,
  • Alheiras,
  • Chouriços,
  • Linguiças,
  • Salames,
  • Patês,
  • Carnes enlatadas,
  • Caldos de carnes concentrados.

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Como é realizado o processamento?

Os tecidos animais, principalmente carne de músculo e gordura, são os principais ingredientes utilizados no processamento. Ocasionalmente outros tecidos animais também são usados, tais como órgãos internos, peles e sangue ou ingredientes de origem vegetal, segundo informações da FAO, braço da ONU que trata das questões relacionadas a agricultura e alimentação.

Quais as técnicas de processamento utilizadas?

O tipo de processamento varia em função do tipo de carne, sendo que quanto mais processado o produto for, mais ele perde as suas características nutricionais, e mais ele aumenta os riscos de possíveis danos para a saúde, quando comparado com a carne fresca. As transformações no alimento são feitas por meio de tratamentos físicos, químicos e/ou biológicos, a saber:

  • Cura,
  • Moagem e mistura,
  • Cozimento,
  • Emulsão,
  • Pasteurização,
  • Fermentação,
  • Secagem,
  • Desidratação,
  • Defumação,
  • Apertização.

1. Cura

O termo cura de carnes refere-se à conservação de um produto por um período de tempo mais longo, pela adição de sal, compostos fixadores de cor (nitratos e/ou nitritos), açúcar e condimentos, onde também é obtida a melhoria das propriedades sensoriais, como o sabor e o aroma mais agradáveis e coloração vermelha ou rósea atraente. A concentração de cada agente de cura depende da natureza do alimento e da tecnologia aplicada.

A indústria tem realizado várias modificações nas práticas de cura com o objetivo de obter produtos de qualidade mais uniforme e econômica, reduzir a incidência de alterações bacterianas da carne durante a cura e o processamento, sendo que a maior preocupação é com o Clostridium botulinum, bactéria que causa o Botulismo, capaz de produzir uma toxina letal.

2. Moagem e Mistura

A moagem consiste na subdivisão da matéria-prima em partículas, proporcionando melhor homogeneização do produto final e maior exposição das proteínas. No caso de enchidos de massa grossa (linguiça e salame), durante a operação, temperaturas relativamente baixas auxiliam na obtenção de partículas, com forma geométrica mais definida e evita o esmagamento da gordura. Os enchidos de massa fina necessitam de maior grau de subdivisão de partículas para melhorar a extração de proteínas solúveis em sal (miofibrilares) e a formação do completo encapsulamento das partículas de gordura.

A mistura é bastante utilizada para melhorar a homogeneidade dos diversos componentes da formulação, que se devem encontrar previamente nas dimensões desejadas para a mistura. Os produtos sofrem esse processo antes do enchimento. Geralmente utiliza-se um equipamento chamado de “cutter” ou um misturador horizontal com braços helicoidais.

3. Cozimento

O cozimento pode causar alterações físicas evidentes devido à coagulação das proteínas na superfície da carne e a mudança da cor vermelha para cor cinza ou marrom acinzentado.

4. Emulsão

A emulsão é definida como a mistura dos líquidos imiscíveis, sendo um disperso no outro. A emulsão da carne constitui um sistema de duas fases, a fase dispersa formada por partículas de gordura sólida ou líquida e a fase contínua formada por água que contêm dissolvidas e suspensas proteínas solúveis e a água forma uma matriz que encapsula os glóbulos de gordura.

As emulsões geralmente são instáveis, se não possuírem outro composto como agente emulsionante ou estabilizante. Os agentes emulsionantes atuam reduzindo a tensão entre ambas as fases e permitem a formação de uma emulsão com menor energia interna, aumentando, portanto, sua estabilidade.

Para que a emulsão de carne seja estável, é absolutamente necessário que as proteínas se encontrem dissolvidas ou solubilizadas. As proteínas miofibrilares (actina e miosina) são insolúveis em água e soluções salinas diluídas, mas são solúveis em solução salina mais concentrada. Uma das funções mais importantes do sal nas emulsões de enchidos é solubilizar estas proteínas na fase aquosa para que se encontrem em condições de recobrir as partículas de gordura (2% de sal na massa de carne é adequado, 3% é um pouco mais eficaz e acima de 3% poderá haver restrições quanto ao paladar).

5. Pasteurização

Tratamento térmico relativamente suave. Utilizam-se temperaturas inferiores a 100ºC e, portanto pressão atmosférica normal. Este método inativa as enzimas e destrói os microrganismos sensíveis a temperaturas mais elevadas, sem modificar o valor nutritivo e as características sensoriais do alimento, permitindo apenas o prolongamento da sua “vida-de-prateleira” da carne processada.

6. Fermentação

Processo que utiliza o crescimento controlado de microrganismos selecionados, capazes de modificar a textura, sabor e aroma, assim como as propriedades nutricionais da carne processada.

Entre os tipos a fermentação láctica é largamente utilizado na preservação dos alimentos, o ácido láctico produzido pela ação das bactérias sobre os açúcares, fornecendo sabor característico ao produto. Alguns produtos de origem vegetal, como picles, chucrute e azeitonas e de origem animal como queijo e salames são elaborados por meio da fermentação láctica.

Na fermentação de produtos pouco ácidos como leite e carnes, realizada com objetivo de aumentar a concentração de microrganismos fermentadores, para reduzir o tempo de fermentação e inibir o crescimento de germes patogênicos e deterioradores, adiciona-se uma determinada quantidade de microrganismos selecionados, com o objetivo de iniciar a fermentação; essa cultura é conhecida como “cultura starter”.

7. Secagem ou desidratação

A deterioração de carne torna-se mais lenta com a remoção da água da carne. Isto pode ser conseguido por meio da salga ou secagem natural. A secagem deve ser efetuada cuidadosa e uniformemente. Os melhores resultados são obtidos em condições de clima seco com muito vento (BERKEL et al., 2005). A secagem também concentra os componentes do sabor.

8. Defumação

Segundo Arima (2002) a defumação é um processo de aplicação no alimento de fumo produzido pela combustão incompleta de algumas madeiras, com a finalidade de conferir aroma, sabor e cor característicos e prolongar a vida útil. Normalmente fazem parte do processo a secagem inicial, a deposição do fumo e a secagem adicional e/ou cozimento do produto. A quantidade e a velocidade da deposição do fumo dependem do substrato da defumação, das condições da estufa e dos tipos de fumo.

Em carnes, o contacto com o calor e o fumo provoca a perda da água, tornando a superfície ressecada e a cor estabilizada. A perda de água e a ação dos constituintes da fumo conferem ao alimento barreiras físicas e químicas eficientes contra a penetração e a atividade de microorganismos. Essa capa protetora pode ser devido à desidratação que se processa na superfície do produto, principalmente na defumação a quente, à coagulação protéica que ocorre durante a defumação e ao depósito das substâncias antimicrobianas que existem na fumo, que se condensam e encontram-se depositadas na superfície do produto (USP – CENA/PCLQ, 2005).

9. Apertização

É a aplicação do processo térmico a um alimento convenientemente acondicionado numa embalagem hermética, resistente ao calor, a uma temperatura e um período de tempo cientificamente determinados, para atingir a esterilização comercial. Este processo corresponde ao aquecimento do produto já elaborado, embalado em latas, vidros, plásticos ou outros materiais e relativamente isentos de ar.

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Qual o nivel de processamento que a carne pode sofrer?

1. Produtos minimamente processados

Peças de carnes que não envolvam adição de sal, açúcar, óleos, gorduras e outras substâncias, e são vendidas em supermercados ou em feiras livres e podem ser encontradas frescas, resfriadas ou congeladas. Englobam as carnes bovinas, suínas, aves e pescados.

2. Produtos processados

Carnes processadas são fabricadas pela indústria adicionando à carne fresca sal, açúcar ou de outras substância de uso culinário para torná-las duráveis e mais agradáveis ao paladar. Como exemplo temos:

  • Carne seca,
  • Toucinho,
  • Sardinha e atum enlatados, entre outros produtos.
3. Produtos ultraprocessados

Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou maioritariamente de substâncias extraídas de alimentos, derivadas de constituintes de alimentos ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão. Como exemplo temos:

  • Hambúrgueres,
  • Extratos de carne e frango,
  • Peixe na forma de panados do tipo “nuggets”,
  • Salsichas e outros enxidos.

Quais os riscos para  a saúde?

Durante o processamento de carne, é necessário considerar que existem diversos riscos que podem afectar a saúde do consumidor, por isso, quando comprar verifique se o mesmo apresenta o selo do órgão fiscalizador oficial como por exemplo do Ministério da Agricultura que garante a segurança alimentar do produto. Alguns exemplos são:

Perigos biológicos

Micoorganismos patogénicos (destacando-se as bactérias e fungos) que podem causar doenças e intoxicações alimentares.

Perigos físicos

Podem ser causados pelos restos de materiais indesejados tais como:

  • Vidro,
  • Fragmentos de ossos,
  • Dentes de animais (no caso da carne da cabeça),
  • Fragmentos metálicos, como clipes de salsicha, lâminas de faca quebradas, agulhas,
  • Plásticos,
  • Pedras.
Perigos químicos

São os contaminantes tais como:

  • Metais pesados,
  • PCB (bifenilos policlorados),
  • Solventes químicos, de limpeza e de desinfecção compostos.

Resíduos tais como:

  • Medicamentos veterinários,
  • Aditivos alimentares,
  • Pesticidas.

Aditivos alimentares com risco de overdose, tais como:

  • Nitrato,
  • Nitrito,
  • Conservantes químicos.

Todos estes processos são comuns aos alimentos industrializados, mas alguns são mais comuns quando se fala de carne processada, principalmente os riscos físico e químico.

Nas carnes processadas, há grande quantidade de fragmentos que não seriam aproveitados pela indústria de carnes e que muitas vezes contêm alta concentração de gordura.

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Qual o problema da ingestão de nitritos e nitratos?

Como as carnes são perecíveis, para aumentar os lucros da industria, elas precisam de substâncias que prolonguem sua vida útil de forma a poderem estar mais tempo disponiveis nas prateleiras dos supermercados  Porém o composto que é utilizado para esse fim é o nitrito/nitrato, inserido no processo de cura da carne.

O problema é que, em certas condições, o nitrito e o nitrato, que são substâncias possivelmente cancerígenas para humanos,  podem formar nitrosaminas que são compostos químicos cancerígenos em animais, segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC – sigla inglesa)  que pertence à OMS.

Isto acontece nos produtos à base de carne fortemente cozidos ou fritos e que foram previamente curados com nitrito ou nitrato. Segundo a IARC, nitritos e nitratos em alimentos estão associados à incidência de aumento de cancro do estômago.

O que diz a IARC da OMS sobre o risco de cancro da carne processada?

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC – na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), a carne processada é cancerígena. Uma avaliação dos riscos do consumo de carne vermelha e processada concluiu e classificou as carnes processadas como carcinogênicas para humanos (grupo 1). Produtos como tabaco, álcool e amianto estão registados no mesmo grupo de risco.

As evidências são suficientes para afirmar que o consumo desse tipo de alimento provoca cancro colorretal. A ingestão diária de uma porção de 50 gramas de carne processada aumenta o risco de cancro colorretal em 18%, segundo especialistas da Iarc que realizaram a avaliação. Além disso, o risco aumenta com a quantia de carne consumida.

Estimativas recentes feitas pelo Global Burden of Disease Project, uma organização acadêmica de pesquisa independente, apontam que, por ano, cerca de 34 mil mortes são causadas por cancro decorrente de dietas ricas em carne processada.

Os especialistas ainda não desvendaram totalmente como o risco de cancro é influenciado pela carne processada e pela carne vermelha (esta última foi classificada no Grupo 2A – provavelmente carcinogênica para humanos). Contudo, sabe-se que, durante o processamento formam-se químicos carcinogênicos como os N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

No processo de cozimento também são formadas aromáticas policíclicas, que estão presentes até na poluição do ar. O potencial carcinogênico de alguns desses químicos é comprovado e outros são classificados como provavelmente cancerígenos.

Para o Dr. Kurt Straif, líder do Iarc Monographs Programme, a incidência de cancro causada pelo consumo de carne processada é uma questão de saúde pública. O diretor da organização, Christopher Wild, diz ainda que estas descobertas indicam a necessidade de recomendações sobre a limitação do consumo de carnes.

Porquê colocar nitrito na carne?

O nitrito inibe a germinação do Clostridium botulinum e previne a formação de toxinas nas carnes curadas, evitando assim intoxicação alimentar por botulismo, que pode ser letal ou causar sequelas irreversíveis se não diagnosticada e tratada rapidamente. Admite-se que a concentração mínima de nitrito necessária para inibir o C. botulinum seja de 150 partes por milhão (ppm).

Quais as alternativas naturais ao curado?

Algumas das alternativas naturais são:

  • Aipo em pó,
  • Sal marinho,
  • Sumo de beterraba.

De acordo com o American Meat Institute alguns consumidores preferem carnes que são curadas usando nitrato natural e fontes de nitrito encontradas em extratos vegetais, como aipo em pó. Estes produtos estão cada vez mais disponíveis nos supermercados. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) exige que nas embalagens destes produtos se declare “não curado”, e que na rotulagem contenha que “não há nitratos ou nitritos adicionados, excepto para os contidos naturalmente no aipo em pó”.

Outras alternativas aos salitres (sais de nitrato de sódio ou de nitrato de potássio) são o sal marinho e sumo de beterraba.

Quais os impactos e aspectos ambientais?

Além dos riscos citados acima, é importante considerar que em todas as etapas do processamento de carnes, assim como em várias indústrias do sector alimentar, os principais aspectos e impactos ambientais resultantes dos processos de produção são:

  • Alto consumo de água,
  • Geração de efluentes líquidos com alta carga poluidora, principalmente orgânica,
  • Alto consumo de energia,

No caso da produção de carnes, as emissões atmosféricas e odor, resíduos sólidos e ruído são bastantes significativos.

O melhor é não consumir carne processada, preferindo uma dieta vegetariana ou que faça uso de carne fresca ou curada de outra maneira. Caso não tenha jeito, procure comer carne processada em doses muito pequenas.

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13 perguntas e respostas da IARC sobre carne processada

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC) divulgou sua avaliação sobre os riscos de cancro que o consumo de carnes vermelha e processada podem causar. O primeiro tipo, que tem itens como linguiça, presunto e salame, pode ser considerado cancerígeno para humanos (Grupo 1); já a carne vermelha foi alocada no Grupo 2A – provavelmente cancerígena para humanos.

Depois dessa avaliação, muita gente ficou com a pulga atrás da orelha. Devemos apenas comer peixe e frango? Devemos ser vegetarianos? Quais os grupos de risco que mais são afetados? A IARC antecipou-se e escreveu uma sessão de perguntas frequentes e respostas para quem está preocupado.

1. O que faz com que carne vermelha e carne processada aumentem o risco de cancro?

Carnes contêm múltiplos componentes e também podem possuir químicos que se formam dependendo do processamento ou do cozimento. Por exemplo, químicos carcinogênicos que se formam durante o processamento da carne incluem N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Cozinhar carne vermelha ou carne processada também produz aminas aromáticas policíclicas, que podem ser encontradas em outros alimentos e na poluição do ar. Alguns desses químicos são reconhecidamente ou provavelmente cancerígenos. Apesar desse conhecimento, ainda não é possível entender totalmente como o risco de cancro é aumentado pela carne vermelha e pela carne processada.

2. Os métodos de cozimento de carne alteram o risco?

Cozimentos feitos em altas temperaturas geram compostos que podem contribuir para o risco cancro, mas o papel desses compostos ainda não é totalmente compreendido.

3. Quais os métodos mais seguros de cozinhar carne?

Cozinhar carne em altas temperaturas ou com o alimento em contato direto com a chama ou com uma superfície muito quente, como na preparação de churrascos ou frituras, produz uma quantidade maior de certos tipos de químicos cancerígenos (como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos e aminas aromáticas heterocíclicas). Mesmo assim, não houve evidências suficientes para se chegar a alguma conclusão sobre o método mais seguro.

4. Comer carne crua é mais seguro?

Não há dados suficientes para responder a essa questão em relação ao risco de cancro. De qualquer modo, é preciso estar atento ao risco de infecção a partir do consumo de carne crua.

5. A carne processada é tão cancerígena como o amianto e o fumo do tabaco?

Carne processada foi classificada como carcerígena para humanos (Grupo 1). Tabaco e amianto também estão classificados no mesmo grupo. Isso significa que o consumo de carne processada é tão carcerígeno quanto aspirar fumo de tabaco ou partículas de amianto?

Não, a carne processada foi classificada na mesma categoria de tabaco e amianto, mas isso não significa que sejam igualmente perigosos. As classificações da IARC descrevem a força da evidência científica sobre um agente ser ou não a causa de cancro, mas não lida com níveis de risco.

6. Quantos casos de cancro são causados todos os anos devido ao consumo de carnes processada e vermelha?

Segundo as estimativas mais recentes feitas pelo Global Burden of Disease Project, uma organização acadêmica de pesquisa independente, cerca de 34 mil mortes por cancro ocorrem todos os anos no mundo inteiro devido a dietas ricas em carne processada. Comer carne vermelha ainda não foi estabelecido como causa de cancro. Mesmo assim, se for levado em conta casos em que a associação de ingestão de carne vermelha foi provada como causa, a mesma organização estima que as dietas ricas em carne vermelha sejam responsáveis por 50 mil mortes por cancro anualmente em todo o mundo. Esses números contrastam com o número de mortes por cancro anuais, em todo o Mundo, causados por:

  • 1 milhão por ano devido ao fumo de tabaco,
  • 600 mil por ano devido ao consumo de álcool,
  • 200 mil por ano causadas pela poluição do ar.

7. O risco é maior em crianças, pessoas idosas, mulheres ou homens?

Os dados disponíveis não permitiram chegar a conclusões sobre como os riscos diferem em distintos grupos de pessoas.

8. Devemos parar de comer carne?

Comer carne traz conhecidos benefícios à saúde. Muitas recomendações nacionais orientam pessoas a limitar o consumo de carne processada e de carne vermelha, o que pode ter relação com maiores riscos de morte a partir de doenças cardíacas, diabetes e outras enfermidades.

9. Há uma quantidade segura de carne para consumo?

Os riscos aumentam com a quantia de carne consumida, mas não há dados para uma avaliação que permita concluir sobre uma quantidade segura.

10. Devemos comer apenas aves e peixe?

O risco de cancro associado ao consumo de aves e peixes não foi avaliado.

11. Devemos ser vegetarianos?

Dietas vegetarianas e dietas que incluem carne têm diferentes vantagens e desvantagens para a saúde. De qualquer modo, esta avaliação não compara diretamente os riscos de saúde envolvidos em vegetarianos e em pessoas que comem carne. O tipo de comparação é difícil porque esses grupos podem ter muitas diferenças entre si para além do consumo de carne.

12. Há algum tipo de carne vermelha que é mais seguro?

Alguns estudos investigaram riscos de cancro associados com diferentes tipos de carne, como bovina e suína, e com diversos tipos de carne processada, como presunto e salsicha. Mesmo assim, não há informação suficiente para dizer quais os tipos de carne vermelha ou de carne processada proporcionam maiores ou menores riscos de cancro.

13. O método de preservação pode influenciar no risco de cancro?

Diferentes métodos de preservação podem resultar na formação de carcinogênicos, mas o quanto isso contribui para o risco de cancro é um dado desconhecido.

RISCO DE DOENÇA melhorsaude.org melhor blog de saude

Como  diminuir risco de doença?

Esta é uma listagem publicada no Best-seller do New York Times “O FIM DA DOENÇA”, escrito pelo Dr. David B. Agus, um dos oncologistas e investigadores de Biomedicina mais conceituados do mundo, galardoado com diversos prémios entre os quais o da American Cancer Society, respondendo a uma pergunta de um leitor:

Quais as 10 acções mais importantes que posso realizar hoje mesmo para reduzir o meu risco de doença, em particular das duas doenças mais temidas que podem surgir no fim da vida, o cancro e a demência?

(clique nos links para mais informação)

  1. Consuma alimentos reais ou seja que surjam naturalmente e sejam colhidos do cultivo da “terra”
  2. Evite tomar vitaminas e suplementos
  3. Discuta com o seu médico a possibilidade de tomar aspirina e estatinas
  4. Participe em programas de rastreio do cancro
  5. Faça exercício regularmente e movimente-se ao longo do dia
  6. Mantenha um índice de massa corporal baixo
  7. Evite o tabaco
  8. Evite a exposição solar directa sem um protector solar
  9. Evite fontes de inflamação
  10. Tome anualmente a vacina da gripe

Concluindo

Os perigos do processamento de carne abalaram ainda mais a nossa confiança em relação à carne processada que consumimos. Não se tratam de alarmismo exagerados mas sim da confirmação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) de algo que a comunidade cientifica há muito já sabia! Desta vez a diferença está no carimbo da OMS depois de analizados centenas de estudos cientificos crediveis e sujeitos à apreciação de um conjunto de especialistas com créditos reconhecidos.

Não existem portanto dúvidas do potencial cancerígeno das carnes processadas não esquecendo nunca que falamos de probabilidades ou seja estas aumentam em 18% o risco de desenvolver cancro colo-rectal. Também não convém esquecer que estas probabilidades têm uma relação proporcionalidade com a quantidade consumida ou seja a partir de 50g diárias o risco aumenta bastante.

Neste quadro de grande pessimismo convém não esquecer o bom senso que nos lembra que não será certamente por comer pontualmente um bom presunto ou um hamburguer com bacon que “assinamos uma sentença de cancro” nas nossas vidas!

O nosso organismo é uma “máquina extraordinária” que tem sempre activos mecanismos diários de correcção das “degenerações celulares” que podem levar ao desenvolvimento de uma lesão cancerígena, desde que o ajudemos a não ter de corrigir demasiadas lesões ou seja, de forma simplista, desde que levemos uma vida saudável com alimentação variada, não exagerada nas quantidades, onde predominem legumes, frutas e peixe, pouco alcool, sem tabaco e com exercício físico diário mínimo, trocando o sofá por uma caminha após a refeição ou um passeio com o cão!

Sim… vou continuar a comer o meu hamburguer com bacon ou uma refeição com saborosos enchidos uma vez por mês na companhia da família… se nos apetecer… mas fica claro também que mais do que isso pode colocar a saúde em graves apuros e que, nesse caso, já não podem contar comigo!

Fiquem bem!

Franklim Moura Fernandes

Fontes: Organização Mundial de Saúde (OMS); International Agency for Research on Cancer (IARC); Food and Agriculture Organization (FAO); American Meat Institute; 

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