All posts by Franklim Fernandes

Licenciado em Ciências Farmacêuticas desde 1993, pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto.

Mais de 20 anos de experiência no sector da saúde e contacto frequente com médicos, laboratórios, investigadores e claro doentes.
Competência acima da média para passar a linguagem técnica associada a muitos conceitos de saúde, para linguagem de fácil percepção, sem perder o rigor mas mantendo sempre a simplicidade da descrição.
Responsável pela gestão da Farmácia Carmindo Lamy.

Gestor de conteúdos sobre saúde no site : http://www.melhorsaude.org

DIETA CARB CYCLING 2017: COMO EMAGRECER COM ENERGIA?

Dieta Carb Cycling 2017: Emagrecer sem perder massa muscular e sem deixar de comer hidratos de carbono? Será eficaz e saudável? Este artigo pretende ser um contributo para tornar o “desmame” de hidratos de carbono psicologicamente menos “doloroso” pois é neste segmento nutricional (os hidratos de carbono) que se encontram alguns dos alimentos que mais adoramos, tais como pão, bolachas, bolos, pizza, massa, pasta, batatas… etc!

Sei muito bem o quanto adorava esses alimentos e o quanto me custou a adaptar a minha dieta para proteger a minha saúde e ganhar mais energia e vitalidade!

Que fique claro que não vou preparar um artigo a defender os refrigerantes, doces, bolos, bolachas e biscoitos pois estes alimentos destroem a nossa saúde! Hidratos de carbono saudáveis são muito mais complexos que essas “porcarias doces armadilhadas de açúcar refinado” com embalagens magníficamente atraentes ás quais os mais frágeis e menos informados de nós não conseguem resistir…ás vezes toda a vida!

Saber a diferença entre hidratos de carbono simples e hidratos de carbono complexos é também essencial para uma alimentação saudável pois os hidratos de carbono estão muito longe de serem todos iguais…!

Além disso as dietas que eliminam quase por completo os hidratos de carbono, como a dieta cetogénica (Ketogenic Diet), restringindo-se quase exclusivamente ás gorduras saudáveis e à proteína parecem não ser, segundo estudos recentes, a melhor solução para a nossa saúde e peso saudável.

Estudo publicado em 2017: 

Effects of Ketogenic Diets on Cardiovascular Risk Factors: Evidence from Animal and Human Studies

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Hidratos de carbono (HC): O que são?
  • Qual a função dos hidratos de carbono?
  • Falta de hidratos de carbono: Quais os efeitos e sintomas?
  • Hidratos de carbono simples vs complexos: Quais as diferenças?
  • Índice glicémico (IG): O que é?
  • Carga glicémica (CG): O que é?
  • Como se calcula o índice glicémico?
  • Como se calcula a carga glicémica?
  • Índice glicémico e carga glicémica: Qual o mais importante?
  • Glicose no sangue (glicémia): Como é regulada?
  • Polissacarídeo: O que é?
  • Qual a importância dos polissacarídeos?
  • Glicogénio: O que é?
  • Glicogénio muscular: Qual a função?
  • Glicogénio hepático: Qual a função??
  • Exercício anaeróbio e glicogénio muscular: Qual a relação?
  • Exercício aeróbio e glicogénio hepático: Qual a relação?
  • Dieta Carb cycling: Como surgiu?
  • Dieta Carb cycling: O que é?
  • Cortar nos hidratos de carbono: Porque deve ter cuidado?
  • Metabolismo: O que acontece com o Carb cycling?
  • Carb cycling: Qual o plano para 5 dias?
  • Dieta carb cycling: Como funciona?
  • Hidratos de carbono: Quantos consumimos na alimentação?
  • Cetose: O que é?
  • Energia sem hidratos de carbono: Como conseguir a enrgia suficiente?
  • Cetonas e cetoacidose: O que são?
  • Cetoacidose: Qual o perigo?
  • Hormonas: Como são influenciadas pelo carb cycling?
  • Insulina Leptina e Serotonina: O que acontece a estas hormonas com o carb cycling?
  • Qual o exemplo de uma dieta carb cycling para 7 dias?
  • Exercício físico: Qual o mais adequado com o carb cycling?
  • Que dicas são importantes para emagrecer?
  • Dieta carb cycling vs dieta das proteínas: Qual a diferença e resultados?

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LEGIONELLA 2017: PERIGO DE MORTE COMO EVITAR?

Legionella 2017: Quais os sintomas, causas e perigos? Com novos casos de infeção por Legionella urge informar quais os perigos, causas e sintomas causados por esta bactéria que vive na água.  Neste artigo descrevo informação relevante de fontes como a European Centre for Disease Prevention and Control. Tool kit for Legionella outbreak, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e  pela Direção Geral da Saúde (DGS).

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Legionella: Como surgiu o nome?
  • Qual a classificação científica?
  • Legionella: O que é?
  • Aerossol: O que é?
  • Contágio: Como ocorre?
  • Doença dos Legionários: O que é?
  • Quem corre mais perigo?
  • Legionella: Quais os sintomas?
  • Quais as causas?
  • Qual o tratamento?
  • Complicações: Quais as mais comuns?
  • Quais os sinais de melhoria com o tratamento?
  • Quais os sinais negativos durante o tratamento?
  • Como fazer a prevenção?

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AÇÚCAR 2017: PORQUE NOS ESTÁ A “LIXAR” A VIDA?

O açúcar é para mim um assunto muito especial! Em primeiro lugar porque sempre adorei bolos e doces em geral… para mim uma refeição sem uma sobremesa doce não era refeição! Em segundo lugar porque decidi , há cerca de um ano, depois de pesquisas sobre o consumo excessivo de açúcar, acabar com este “prazer da alma” para salvar a minha saúde. Não sabia se resultaria mas tinha de tentar!

Este artigo  surge depois de pesquisas em fontes mais consolidadas e pretende ajudar a entender afinal qual é o papel do açúcar no nosso corpo, como calcular de forma prática o açúcar refinado que consumimos durante o dia e no final a minha experiência pessoal vai ser descrita, detalhando o que fiz para proteger a minha saúde!

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o açúcar?
  • O que é a glicose?
  • Quanto açúcar come por dia?
  • O que dizem os rótulos das embalagens?
  • Quantos nomes tem o açúcar?
  • Quanto açúcar consumimos na realidade?
  • Quanto açúcar, no máximo, devemos consumir?
  • Quais as consequências observadas?
  • Será que o açúcar alimenta a doença?
  • O que se passa com a diabetes?
  • Qual a maior mentira que ainda hoje a população acredita acerca da comida?
  • Se não consumir hidratos de carbono como conseguir a energia que preciso?
  • Como extraímos a energia dos alimentos?
  • Qual o impacto metabólico do açúcar?
  • Calorias, qual a diferença e importância entre a quantidade e  a qualidade das calorias ingeridas?
  • As mesmas calorias podem ou não provocar efeitos diferentes no nosso organismo?
  • Qual o significado de frutose isocalórica mas não isometabólica?
  • Qual a diferença entre pré-diabetes e diabetes?
  • O que é a síndrome metabólica?
  • O açúcar pode ser tóxico?
  • Qual a ligação entre o açúcar a síndrome metabólica e o cancro?
  • Qual o mecanismo promovido pelo açúcar para potenciar ocancro?
  • Comer antes de deitar faz bem ou mal?
  • Porque dispararam as taxas de cancro simultaneamente com a obesidade e a diabetes?
  • Como diminuir o consumo de açúcar artificialmente adicionado?
  • Será a redução do açúcar a melhor forma de seguro de vida?
  • O que fazer para reverter a má dieta?

Clique na imagem para ler o artigo completo:

Açúcar a verdade escondida MELHORSAUDE.ORG MELHOR BLOG DE SAUDE

Existe um pequeno grupo de investigadores de saúde, entre os quais o Dr. Gary Taubes  que têm expressado implacavelmente a sua opinião sobre as associações fortes entre o consumo de açúcar e as taxas crescentes de obesidade e doenças crónicas graves  tais como:

No seu último livro “O Caso Contra o Açúcar”, o Dr. Gary Taubes aborda algumas questões  polémicas, como por exemplo:

  • O açúcar deve considerar-se uma comida ou uma droga?
  • O açúcar tem uma natureza viciante?
  • Quais as reais consequências para a saúde de comer comida processada com alto teor de açucar, adicionado artificialmente?

O que é o açúcar?

O açúcar é um termo genérico para carboidratos ou hidratos de carbono cristalizados comestíveis, principalmente:

  • Sacarose (açúcar de mesa), formado por glicose + frutose,
  • Lactose (açúcar do leite e derivados), formada por glicose + galactose),
  • Frutose ou Levulose (açúcar da fruta, também presente em cereais, vegetais e mel).

São mais especificamente, monossacarídeos e oligossacarídeos pequenos. A sua principal característica é o sabor adocicado. Em culinária, quando se fala em “açúcares”, costumam-se excluir os polióis da definição de açúcar, restando todos os monossacarídeos e dissacarídeos. No singular, “açúcar” costuma significar sacarose, identificando outros açúcares pelos seus nomes específicos (glicose, frutose etc).

O hidrato de carbono mais conhecido é a Glicose.

O que é a glicose ou glucose?

A glicose, glucose ou dextrose, um monossacarídeo, é um dos carboidratos mais importantes na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glicose é um dos principais produtos da fotossíntese e inicia arespiração celular em seres procariontes e eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada. Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental de carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de glucose.

No metabolismo, a glicose é uma das principais fontes de energia e fornece 4 calorias de energia por grama. A glucose hidratada (como no soro glicosado) fornece 3,4 calorias por grama. Sua degradação química durante o processo de respiração celular dá origem a energia química (armazenada em moléculas de ATP – aproximadamente 30 moléculas de ATP por moléculas de glucose), gás carbônico e água.

Formula molécular: C6H12O6

Apresenta fórmula mínima: CH2O

Fórmula estrutural:

Glicose ou glucose melhorsaude.org                    Glucose estrutura molecular melhorsaude.org

Açúcar, como saber quanto comemos?

A maior parte das pessoas, não sabe a resposta exacta a esta pergunta, e a razão para tal consiste no facto do açucar estar em praticamente toda a comida processada, inclusive em produtos que nunca suspeitaria que tivessem açúcar!

Para que possa calcular de forma aproximada qual a quantidade de açúcar que ingere durante o dia nunca mais esqueça esta “unidade de medida prática” utilizada diáriamente… a colher de chá:

4 g de açúcar ≅ 1 colher de chá de açúcar

De seguida descrevo os cálculos de alguns exemplos de alimentos processados, consumidos diariamente por milhões de pessoas, baseados nos rótulos das respectivas embalagens:

  • Um simples e saboroso iogurte com sabor a fruta pode conter acima de 20 gramas de açúcar ou seja 5 colheres de chá, por embalagem unitária;
  • Uma embalagem unitária de sumo de fruta ou ice tea, com 200ml, que as crianças adoram, contém, geralmente, entre 16 a 24 g de de açucar ou seja entre 4 a 6 colheres de chá de açúcar!!!

Clique na imagem para ler o artigo completo:

Açúcar doce veneno melhorsaude.org melhor blog de saude

ALERGIA ALIMENTAR 2017: 14 ALIMENTOS COM PERIGOS

Alergia alimentar 2017: Quais os alimentos mais comuns causadores de alergia alimentar? Este artigo pretende ser um instrumento de ajuda essencial para quem tem ou suspeita que pode ter uma alergia, nomeadamente a alguns alimentos. É essencial alertar para a necessidade de, havendo suspeita, o mais cedo possível serem identificadas essas alergias sob pena de terem a sua qualidade de vida bastante degradada e em alguns casos até correr perigo de vida devido à possibilidade, embora rara, de choque anafilático.

Neste artigo vamos responder ás seguintes questões:

  • O que é uma alergia?
  • O que é a Atopia?
  • Qual a incidência de alergias na população?
  • Porque têm aumentado as alergias?
  • Será que o nosso sistema imunológico está diferente?
  • Quais as principais doenças alérgicas?
  • Quais os sintomas de alergia alimentar?
  • A alergia alimentar tem influência genética familiar?
  • Quais ss reacções alérgicas  imediatas e quais as retardadas?
  • Quais as alergias mais frequentes nas crianças?
  • Quais as alergias mais frequentes nos adultos?
  • O que é a Sindrome de Alergia Oral?
  • O que é a reactividade cruzada?
  • Como se faz o diagnóstico de alergia alimentar?
  • O exercício físico após comer pode provocar alergia alimentar?
  • Um teste cutâneo positivo significa sempre alergia a esse alimento?
  • Um teste cutâneo negativo significa sempre ausência de alergia a esse alimento?
  • O que é o teste de provocação oral (TPO)?
  • Como evitar uma alergia alimentar?
  • Uma alergia pode desaparecer com a idade?
  • Qual o tratamento de uma alergia alimentar?
  • Qual a lista de alimentos que mais frequentemente causam alergias alimentares?

Clique na imagem para ler o artigo completo:

14 ALIMENTOS QUE PROVOCAM ALERGIA ALIMENTAR melhorsaude.org melhor blog de saude

SONO 2017: PREMIO NOBEL DA MEDICINA FALA DE DORMIR?

Sono e dormir Guia 2017: Como posso dormir como um bebé? Quais as razões para não dormir demais? Segundo a American Sleep Association vários estudos têm demonstrado que horas a mais de sono têm também consequências negativas para a saúde. Descrevo as 7 principais razões para não dormir demais mas também qual a importância de dormir melhor? Porque é importante dormir melhor?O que se passa durante o sono? Quais as regras essenciais para criar um “santuário para o seu sono” e acordar com mais energia.

Este artigo pretende ser um guia para ajudar a alcançar um sono de excelência, adormecer mais rápido, dormir mais profundamente, sonhar menos, acordar menos vezes durante a noite e de manhã levantar-se na hora certa para si e com muito mais energia! Acha que não consegue?  Siga até ao fim as informações e instruções deste artigo e talvez a sua vida mude para sempre! Nunca saberá se não colocar em prática o que eu também fiz com o meu próprio sono!

Artigo actualizado em Outubro de 2017

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:
  • Sono: O que é?
  • Qual a sua função?
  • Ritmo circadiano: O que é?
  • Premio Nobel 2017: O que dizem os cientistas sobre o sono?
  • Quais os genes com mais influência no ritmo circadiano?
  • Higiene do sono: O que é isso?
  • Dormir uma sesta: É bom ou mau?
  • Exercício físico: Será que faz bem?
  • O álcool dá sono, isso é bom?
  • Tabaco: Como influencia o sono?
  • Última refeição do dia, qual a melhor?
  • Não tenho sono, o que devo fazer?
  • Dormir demais aumenta o risco de depressão?
  • Dormir demais pode debilitar o cérebro?
  • Qual a influência na gravidez?
  • Qual a influência na diabetes?
  • Qual a influência no peso?
  • Dormir demais trás consequências cardiacas?
  • Será que aumenta o risco de morte prematura?
  • Quantas horas devo dormir?
  • Qual o grau de cansaço ao acordar em função das horas de sono?
  • Qual o risco de dormir demais nos bebés e crianças?
  • Qual o risco de dormir de menos nas crianças?
  • Quais as recomendações de tempo de sono nas crianças?
  • O que se passa durante o sono?
  • Quais as fases do sono?
  • Quando sonhamos?
  • Sonhamos todos os dias?
  • É verdade que paralizamos durante uma parte do sono?
  • O que acontece quando muda a hora em Outubro e em Março?
  • Como dormir melhor?
  • Quais as melhores posições para dormir?

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DIETA E METABOLISMO 2017: EMAGRECER MAS COMO?

Dieta perder peso e metabolismo 2017: Emagrecer mas como? Porque não consegue emagrecer? Afinal  o que é o metabolismo? Como posso emagrecer sem ter fome? Uma dieta radical pode danificar o nosso metabolismo? Está a comer muito menos e mesmo assim não consegue emagrecer, porquê? Faz mais exercício mas o peso resiste, o será que está a acontecer?

Para entender como podemos controlar o nosso peso é preciso saber o que é afinal o metabolismo, qual a energia que entra no nosso corpo e é transformada em gordura e qual a energia que sai do nosso corpo e nos ajuda a perder peso em excesso.

No entanto a formula de calculo das calorias é mais complexa do que julgamos. Neste artigo vou explicar tudo da forma mais clara possivel para que muitos “pneus suplentes” ocupem menos espaço no nosso corpo 🙂

Fui “gordinho” a maior parte da minha vida e só há poucos anos encarei de frente a necessidade de tratar de alguns hábitos alimentares… e não só… que estavam a “destruir” aos poucos a minha saúde!

Este é portanto, também para mim… um artigo especial, onde encontrei respostas detalhadas para diversos obstáculos “metabólicos” que se cruzaram no meu caminho!

Durante o artigo vai encontrar diversos detalhes do nosso metabolismo que vão ser uma surpresa! Aproveite ao máximo para conseguir chegar mais perto do seu peso ideal…seja perdendo gordura (a maioria de nós!) ou ganhando peso e massa muscular se tiver um peso demasiado baixo.

Trata-se de um artigo com conteúdo sustentado pela ciência conhecida ou seja por diversas referências bibliográficas apresentadas no final e que pode consultar.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Dieta radical: Porque nem sempre perde o peso desejado?
  • Metabolismo: O que é?
  • Metabolismo: Será que está danificado?
  • Balanço energético: Qual a teoria?
  • Energia que entra vs Energia que sai do nosso corpo: Qual a relação?
  • Energia que entra: Como se calcula?
  • Energia que sai: Como se calcula?
  • Reservas corporais: Qual a formula para calcular as alterações?
  • Equação de equilíbrio de energia: Que factores têm influência?
  • Equação de equlíbrio de energia: Porque parece errada?
  • Energia que entra: Porque é mais complicada do que julgamos?
  • Calorias que comemos: Porque são mal calculadas?
  • Calorias que comemos: Será que absorvemos todas?
  • Alimentos processados vs crus: Quantas calorias absorvemos?
  • Microflora intestinal: Será que altera a energia que absorvemos?
  • Microflora intestinal: Quais as bactérias boas que devemos consumir?
  • Intestino saudável: Quais os sinais?
  • Alimentos processados: O que se passa no nosso corpo?
  • Energia que entra: Qual a formula de calculo?
  • Energia que sai: O que é?
  • Taxa metabólica de repouso: O que é?
  • Efeito térmico de comer: O que é?
  • Actividade física: Quanta energia gastamos?
  • Actividade termogénica não-exercício: O que é?
  • Energia que sai: Qual a formula de calculo?
  • Comer menos: Como reage o nosso corpo?
  • Comer muito menos:  Mesmo assim não consigo perder mais peso, porquê?
  • Faço mais exercício físico mas não consigo perder peso, porquê?
  • Como calcular as calorias a cortar?
  • A dieta prejudica o metabolismo?
  • Como perder gordura: Quais as 10 melhores estratégias?

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HEPATITE 2017: SINTOMAS CAUSAS PREVENÇÃO E TRATAMENTO



Hepatite 2017 infografia: Esta é uma excelente infografia, simples mas clara, elaborada a partir de fontes crediveis e gentilmente cedida pela Euroclinix para partilha com os leitores do nosso blog.

De forma resumida e visual esta infografia informa sobre os pontos mais importantes a reter acerca desta doença infeciosa viral que pode ser fatal!

De suprema importância é a chamada de atenção para as causas e respectivas formas de prevenção que podem evitar imensas infeções em jovens e adultos.

Desconhecem nomeadamente o perigo do contacto sexual desprotegido, da troca de fluidos corporais e de seringas com doentes infectados muitas vezes sem o saberem!

Hepatite

Esta infografia responde ás seguintes questões:

  • O que é a hepatite?
  • Hepatite: que tipos de vírus existem?
  • Quais as características?
  • Quais as causas?
  • Quais os sintomas?
  • Hepatite: Como se previne?
  • Quais os tratamentos?
  • Qual o impacto global da hepatite?
  • Quais os objectivos da Organização Mundial de Saúde (OMS) até 2030?

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SOL 2017: 8 DOENÇAS MAIS COMUNS NO VERÃO

SOL 2017: No verão não são apenas os escaldões que prejudicam a saúde, existem outras complicações que podem mesmo estragar as férias. Listamos aqueles que são os oitos problemas de saúde mais comuns no verão e que são muitas vezes desvalorizados.

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1. Irritações nos olhos

Os óculos de sol podem não ser suficientes para a proteção dos olhos durante o verão. Mesmo que estejam colocados, os raios ultravioletas, as poeiras, pólenes e até mesmo cloro da água das piscinas podem causar serias irritações, como é o caso da inflamação na córnea ou conjuntivite.

Sintomas:

  • Dores
  • Visão nublada.
  • Prurido
  • Olho vermelho

Tratamento:

O tratamento principal passa por evitar as causas da irritação que muitas vezes é conhecida e recorrente em anos anteriores. A alergia aos polénes é um exemplo flagrante em que deve evitar-se a saída para o exterior em dias quente e ventosos.

A aplicação local de um antihistamínico em gotas oculares ou a toma de comprimidos é necessária com frequência quando os sintomas de prurido e irritação já se manifestam.

Quando o sintoma é dor ocular é urgente uma consulta médica.

2. Intoxicação alimentar

É no verão que os jantares de família e entre amigos mais acontecem, mas é também nesta estação do ano que as indisposições são mais frequentes. Entre comidas menos frescas ou escolhas menos adequadas para a temperatura ambiente, as intoxicações alimentares podem estragar uma viagem, principalmente se for ao estrangeiro e os níveis de higiene não estiverem assegurados.

Sintomas:

  • Cólicas,
  • Enjoos,
  • Diarreia
  • Vómitos.

Tratamento:

A hidratação é fundamental para controlar o mau estar e “limpar” o organismo. Uma consulta médica é necessária quando os sintomas são mais agressivos nomeadamente febre, vómitos ou diarreia.

3. Otites

O calor pede muitas idas à água mas os mergulhos mal calculados ou as ondas mais agressivas com entrada de água nos ouvidos podem provocar vários problemas.

Sintomas:

  • Dores
  • Zumbidos
  • Dores de cabeça

Prevenção e tratamento:

Para prevenir esta situação, é recomendado o uso de tampões e a limpeza dos ouvidos após os mergulhos. Quando já existe otite é necessária uma consulta médica por causa do risco de infecção.

4. Febre dos fenos:

Comum nos dias em que os níveis de polénes estão mais elevados, esta doença começa por parecer uma mera alergia mas pode mesmo acabar no aparecimento de eczemas.

Sintomas:

  • Tosse
  • Corrimento nasal
  • Prurido
  • Dores de cabeça
  • Cansaço

Tratamento

Evitar a todo o custo sair à rua principalmente junto de zonas arvorizadas, em dias de calor e vento de forma a evitar os polénes e a reacção de hipersensibilidade.

Se já está com uma crise então deve tomar um antihistaminico como a cetirizina, loratadina e a desloratadina. Pode usar um spray nasal vasoconstritor , como o ácido cromoglicico, para aliviar os sintomas do nariz e um colírio  antihistamínico se houver sintomas oculares como prurido e lacrimejo mais intenso. Em casos mais graves a consulta médica é necessária e pode acrescentar um corticosteroide para controlar os sintomas mais agressivos.

5. Insolação:

A exposição excessiva ao sol e sem proteção provoca queimaduras usualmente chamadas de “escaldões”. Contudo, esta situação (muito comum no verão) é extremamente agressiva para a pele, podendo originar infeções e, nos casos mais graves, ao aparecimento de cancro na pele.

Sintomas:

  • Pele vermelha e quente
  • Suores frios,
  • Dores,
  • Cansaço,
  • Náusea,
  • Dores de cabeça,
  • Febre
  • Confusão

Tratamento:

  • Aplicar um gel com acção calmante sobre a pele afectada
  • Beber mais água
  • Tomar um antihistaminico em comprimidos
  • Consultar com urgência um médico em caso de ser extensa a área do corpo afectada e/ou apresentar dores, febre, confusão e nauseas

6. Doença de Lyme

As idas ao campo podem ser ótimas para relaxar mas podem também ser propícias a infeções bacterianas como a doença de Lyme. Transmitida por carraças, esta doença pode ser das mais graves a acontecer no verão.

Médicos dizem que está subdiagnosticada, não é de notificação obrigatória e pensava-se que não existia cá nem no resto da Europa. Só que nos últimos anos foram detetados milhares de casos.

Se algum dia foi mordido por uma carraça e tempos depois – meses, um ano, cinco, uma década ou mais – lhe diagnosticaram um problema ao nível do sistema nervoso central, talvez valha a pena perguntar ao seu médico o que acha sobre a despistagem da doença de Lyme. A mesma que se pode confundir com esclerose múltipla, artrite reumatoide ou fibromialgia, mas que será combatida com antibiótico. Trata-se, afinal, de uma bactéria, do género Borrelia (Borrelia burgdorferi) que se transmite através da mordida da carraça, mas que ainda está subdiagnosticada no nosso país.

Contudo, a transmissão apenas acontece se a carraça estiver em contacto com a pele da pessoa pelo menos 36 horas.

Sintomas:

  • Inchaço no local da picada
  • Dores nas articulações
  • Sintomas gripais
  • Febre,
  • Calafrios
  • Dores de cabeça.

Tratamento:

Se for picado por uma carraça deve imediatamente consultar um médico para avaliar o risco de infeção.

7. Exaustão por calor

O calor provoca desidratação e temperaturas elevadas no corpo, que levam a que a pessoa se sinta cansada e sem forças. A hidratação, mais uma vez, é fundamental para manter o corpo com a temperatura ideal. Além disso, o exercício físico nos dias de calor deve ser moderado.

8. Erupções cutâneas

Seja por insolações, picadas de mosquitos ou eczemas provocados por irritações, as erupções cutâneas são comuns e podem provocar outros problemas dermatológicos.

Sintomas

São muito variados os sinais de erupções cutâneas.

  • Pele vermelha
  • Pele a descamar
  • Borbulhas
  • Prurido

Tratamento:

O tratamento depende do risco de infecção das lesões e da sua quantidade ou seja quanto mais lesões maior o risco de algumas infectarem. Deve ser dada especial atenção e consulta assistência médica se aparecer febre e dor local nas lesões. Nunca é demais lembrar que uma lesão na pele, principalmente quando existe ferida é uma porta de entrada de fungos, virus e bactérias que podem estar na origem das mais variadas doenças.

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Fique bem!

Franklim Moura Fernandes

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FITNESS HIIT GUIA 2017: TREINO MÍNIMO INTENSIDADE MÁXIMA

Fitness HIIT guia 2017: Treino de duração mínima mas de intensidade máxima e resultados extraordinários para a sua saúde. Ideal para quem não tem tempo ou não gosta de exercício prolongado.

HIIT significa Hight-intensity interval training (Treino Intervalado de Alta Intensidade) é um treino de fitness surpreendente com resultados de proteção da saúde que a ciência e instituições de prestígio como o American College of Sports Medicine ou o The American College of Physicians têm vindo a confirmar. Um dos seu maiores defensores é o Professor Martin Gibala.

Se faz exercício intensamente, a sua rotina de fitness pode ser  extremamente encurtada. Se é uma daquelas pessoas que gostava de ter mais tempo para fazer o exercício que precisa para ser mais saudável, então há uma boa notícia: você pode exercitar-se muito menos tempo, com os mesmos efeitos benéficos de quem faz exercício regular. O tempo necessário é inversamente associado à intensidade desde que aguente tais exercícios.

Os pilares de uma saúde equilibrada são três:

  • Nutrição saudável;
  • Sono descansado, regular e suficiente em número de horas;
  • Exercício físico adequado à aptidão física e disponibilidade de cada pessoa.

Este artigo é um dos mais importantes por tentar falar de uma solução de exercício físico que pode ser utilizada por imensas pessoas, provavelmente a maioria de nós, com pouco tempo ou vontade para fazer os tradicionais exercícios de longa duração mas de intensidade moderada, como correr ou pedalar, que para serem eficazes necessitam de algumas horas por semana.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • Exercício físico: Quais os benefícios?
  • HIIT: O que é?
  • HIIT: Qual a ciência por trás dos surpreendentes resultados para a saúde?
  • Será possível muito menos tempo de treino com ganhos de saúde idênticos?
  • Será que 12 minutos de esforço extremo superam 5 horas de exercício moderado?
  • Quais as sugestões e considerações importantes no início?
  • O que faz o HIIT ser tão eficaz e benéfico para a saúde?
  • Qual a importância do HIIT na luta contra o envelhecimento?
  • Como substituir a rotina HIIT por treino de peso de alta intensidade?
  • HIIT: Quais os princípios básicos?
  • HIIT: Como fazer?
  • Quais os protocolos de treino mais usados?
  • Como equilibrar HIIT com caminhada?
  • Como conseguir o equilíbrio ideal?
  • Para a saúde qual é melhor? HIIT, correr ou andar de bicicleta
  • Qual a diferença entre exercício aeróbico e anaeróbico?
  • Como escolher entre os dois?

LER AQUI O ARTIGO COMPLETO

JEJUM INTERMITENTE GUIA 2017: 21 RESPOSTAS ESSENCIAIS




Actualizado em 3 de Janeiro de 2017

Jejum intermitente guia 2017: Tudo o que não sabe! Este artigo, em constante actualização, cita 28 estudos, como por exemplo da University of Aberdeen Rowett Institute of Nutrition and Health, Abrdeen, Scotland, UK. (Maio de 2015) Fasting for weight loss: an effective strategy or latest dieting trend?

Também o estudo da University of Illinois Varady et al (2013) Alternate day fasting for weight loss in normal weight and overweight subjects: a randomized controlled trial. Ambos podem ser consultados pretendendo ser um contributo para clarificar muitas dúvidas que existem sobre os benefícios e efeitos adversos do jejum intermitente como forma de perder peso, massa gorda ou simplesmente melhorar a condição de saúde geral da pessoa que o faz. Os dois maiores receios associados ao jejum são a perda de massa muscular e a diminuição da capacidade cognitiva. Mas será que os estudos científicos provam isso?

Se tem interesse sobre este assunto consulte com frequência os mais recentes estudos que vou acrescentando no capítulo denominado “Quais os estudos disponíveis?”.

Neste artigo vou responder ás seguintes questões:

  • O que é o jejum?
  • O jejum é um estado normal?
  • O que é o jejum intermitente?
  • Quais as formas de jejum intermitente?
  • Quantas horas dura o jejum?
  • Qual o jejum mais comum?
  • Quais os estudos disponíveis? Quais os mais recentes?
  • Quais os benefícios comprovados do jejum intermitente?
  • Quais os benefícios que necessitam de ser comprovados por mais estudos?
  • O jejum provoca inflamação?
  • O jejum aumenta o cortisol?
  • O jejum influencia o envelhecimento?
  • Quais os possíveis mecanismos do jejum intermitente?
  • Qual a influência da actividade física no jejum?
  • Quais os exemplos de actividades aeróbicas que podem ser feitas?
  • Como afecta os atletas o jejum intermitente?
  • Qual a influência da ingestão de adoçantes fora das horas de jejum?
  • Como é que a ingestão de algumas gorduras fora das horas de jejum afectam a eficácia do mesmo?
  • O jejum intermitente faz perder massa muscular?
  • O jejum intermitente diminui a capacidade cognitiva?
  • Qual a minha experiência pessoal?

 

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Jejum o que é?

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O jejum é um estado em que o corpo, após ficar algum tempo sem se alimentar, utiliza mais fontes energéticas próprias do que as que são ingeridas na dieta. Por exemplo, o organismo passa a utilizar a gordura armazenada no tecido adiposo em vez da gordura ingerida na alimentação. Além disso, o corpo passa a usar como energia a glicose produzida no fígado, e a utilizar de forma mais intensa o glicogênio muscular e hepático, em detrimento dos hidratos de carbono provenientes da alimentação.

Durante o jejum, ocorre a utilização de aminoácidos (elementos constituintes das proteínas) para a produção de energia. Vale a pena realçar que a utilização dessas fontes próprias, principalmente gordura e glicose/glicogênio, ocorre pelo facto da dieta, no momento do jejum, não fornecer nutrientes para a produção de energia.

Jejum é um estado normal?

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Ao longo da nossa evolução, passamos por diversos períodos de jejum para garantirmos a sobrevivência da espécie. Isso aconteceu porque fomos caçadores-recolectores durante quase toda nossa existência, o que significava que só podíamos comer quando havia alimentos disponíveis ou seja quando pescávamos, caçávamos ou recolhíamos fruta e outros vegetais.

Por esse motivo, certamente vários foram os momentos em que nossa espécie realizou jejum ao longo dos tempos. Isso não significa necessariamente que o jejum é um estado que faz parte dos hábitos de uma pessoa. No entanto pode significar que somos muito bem adaptados a ele, caso contrário não teríamos sobrevivido aos inúmeros períodos de escassez de comida.

O jejum não evoluiu para ser um estado diário comum para o ser humano, mas é certamente um estado normal e natural à nossa existência.

Jejum intermitente o que é?

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O jejum intermitente é um tipo de jejum “programado”. Como o nome sugere, ele não é constante e duradouro, pelo contrário, normalmente acontece em intervalos de tempos pré-estabelecidos. Ou seja, apresenta períodos de jejum intercalados com períodos onde há ingestão alimentar.

Jejum intermitente que tipos existem?

Jejum intermitente melhorsaude.org melhor blog de saude

O jejum intermitente pode ser praticado e planeado de várias maneiras, sendo as principais as seguintes:

  • Pode ser praticado todos os dias,
  • Dia sim/dia não,
  • De 3 em 3 dias,
  • 1 vez por semana, etc.

Quantas horas dura?

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O jejum intermitente pode durar:

  • 12 horas,
  • 16 horas,
  • 24 horas
  • Mais de 24 horas (pouco habitual)

Em relação à frequência, os protocolos mais comuns envolvem o jejum intermitente diário ou a cada 2 dias (dia sim/dia não). No que diz respeito à quantidade de horas de cada jejum, normalmente não se ultrapassa 24 horas seguidas.

Jejum intermitente qual o mais comum?

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Um exemplo muito comum é o jejum intermitente diário de 12 horas em que a pessoa realiza a última refeição do dia anterior, dorme aproximadamente 8 horas e, depois, fica o tempo necessário, sem se alimentar, até perfazer 12 horas de jejum, terminando durante a manhã do dia seguinte.

Outra alternativa também bastante usada é o jejum de 16 horas que equivale a basicamente realizar o jantar à noite e só comer novamente no almoço do dia seguinte, evitando o pequeno almoço e alguma refeição ligeira a meio da manhã. Este é um protocolo bastante utilizado porque já aproveita as 8 horas de sono e também porque muitas pessoas não sentem muita fome de manhã.

Nos estudos que avaliam o efeito do jejum intermitente, os protocolos são variáveis, mas talvez o mais comum seja o jejum alternado em dia sim/dia não. No dia de jejum, ocorre a ingestão de até 25% das necessidades energéticas diárias durante um período de 24h. No dia seguinte, sem jejum, a alimentação não tem restrições.

Quais os estudos disponíveis?

Existem diversos estudos que comprovam os benefícios do Jejum Intermitente. Descrevo uma lista de alguns:

Jejum intermitente quais os benefícios comprovados por estudos?

Os estudos acima referidos demonstraram os seguintes benefícios:

  • Perda de peso;
  • Perda de massa gorda;
  • Baixa dos triglicéridos;
  • Baixa do colesterol LDL (“colesterol mau”);
  • Manutenção do colesterol HDL (“colesterol bom”);
  • Aumento do tamanho das lipoproteinas de baixa densidade (LDL);
  • Diminuição da resistência à Insulina;
  • Proteção contra a lesão isquémica do miocardio (estudo de Setembro de 2015 sobre autofagia);
  • Aumenta a secreção de Hormona do crescimento que preserva a massa muscular e queima gordura;
  • Manutenção da taxa de metabolismo em repouso;
  • Ausência de efeitos adversos relevantes;
  • Melhores resultados do jejum intermitente quando comparado com regimes de restrição calórica convencional e diária, nomeadamente na perda de peso, massa gorda e resistência à insulina.

Quais os benefícios que necessitam de mais estudos?

Existem alguns benefícios que são ainda “polémicos” porque as evidências ainda não são fortes mas se vierem a ser serão extraordinários, a saber:

Quais os possíveis mecanismos?

Os possíveis mecanismos de ação do jejum intermitente que levam aos benefícios referidos são os seguintes:

  1. Aumento na secreção da hormona do crescimento (GH)  a qual está associada ao aumento da massa magra (massa muscular) e à redução na gordura corporal. Vale a pena ressaltar que falamos do GH naturalmente produzida pelo nosso organismo e não pela hormona sintética que algumas pessoas usam de forma exógena;
  2. Aumento da utilização da gordura armazenada no tecido adiposo;
  3. Aumento da termogênese (produção de calor);
  4. Aumento da sensibilidade à insulina;
  5. Redução no desenvolvimento ou na progressão de alguns tipos de cancro;
  6. Estimulação do mecanismo de autofagia celular.

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Jejum qual a influência da actividade física?

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Existem, ainda, poucas evidências que possam ser transformadas em recomendações. Em princípio não vale a pena realizar exercícios aeróbicos em jejum com o objectivo de “queimar gordura”, tendo em vista que os estudos que temos disponíveis não sugerem que tal prática seria mais eficaz na perda de gordura corporal do que o exercício após uma refeição.

Estudo: Ketogenic diets and physical performance

Alguns dados da literatura científica sugerem que a realização de exercícios num contexto de dieta cetogénica pode gerar adaptações benéficas no desempenho, especialmente em atividades aeróbicas.

10 exemplos de actividades aeróbicas

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  • Caminhada
  • Trekking ou seja caminha em trilhos na Natureza
  • Natação
  • Hidroginástica
  • Spinning ou ciclismo indoor realizado em bicicletas ergométricas nos ginásios
  • Kickboxing
  • Aero Jump que consiste em movimentos coreográficos descendo e subindo uma plataforma
  • Body Pump que sincroniza músicas animadas com levantamento de pesos
  • Step que é uma actividade feita sobre uma plataforma (step) de madeira ou borracha
  • Saltar à corda

Estudo: The effects of a ketogenic diet on exercise metabolism and physical performance in off-road cyclists.

Jejum intermitente afecta os atletas?

Sabe-se também que o jejum intermitente, desde que realizado de forma correcta ou seja respeitando o plano de treinos, a ingestão adequada de calorias e nutrientes, descanso, hidratação, etc, parece não afectar a performance em atletas e praticantes de actividade física, salvo algumas excepções.

Estudos:

Assim, como a ingestão de uma dieta cetogénica, devido à sua composição nutricional reduzida em carboidratos, leva o organismo a um estado fisiológico semelhante ao do jejum , com redução na concentração sanguínea de insulina e aumento na utilização de gorduras e corpos cetónicos como fonte de energia, é possível que o exercício realizado em jejum possa trazer adaptações metabólicas semelhantes que favoreçam o desempenho, principalmente em actividades aeróbicas de longa duração.

Tais adaptações, caso ocorram, certamente serão dependentes da correcta adequação do indivíduo ao seu treino e à dieta que poderão, potencialmente, levar à utilização mais eficiente tanto de carboidratos como de gorduras para a produção de energia durante o exercício; nesse caso, tanto a ingestão de calorias, como a composição da dieta, seriam fundamentais no processo.

Quem não é atleta não precisa de se preocupar em fazer exercício em jejum. Deve realizar actividade física com segurança e, de preferência, após uma refeição adequada. Além disso, enquanto não estiver no momento de jejum, a actividade física pode, em princípio, acontecer de forma normal para qualquer indivíduo apto a praticá-la.

Jejum qual a influência dos adoçantes?

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Durante o período em que a pessoa realiza o jejum intermitente, o consumo de alguns alimentos sem calorias, como chás e café, normalmente é permitido. Isso acontece justamente porque tais alimentos não fornecem, ao corpo, nutrientes capazes de gerar energia — não alterando o estado metabólico proporcionado pelo jejum.

Enquanto estiver em jejum, posso consumir adoçantes não calóricos no chá ou café?

A resposta a essa pergunta não é muito simples porque as evidências científicas que temos ainda são inconclusivas ou escassas.

A maior parte dos adoçantes artificiais não calóricos (aspartame, sacarina, acesulfame-K, ciclamato, sucralose) são capazes de estimular a secreção de insulina pelo pâncreas, embora a libertação de insulina não seja de grande magnitude. A stévia, que é um adoçante natural, também estimula a secreção de insulina ao ser ingerido.

Estudos:

Devido ao facto de parte dos benefícios provenientes do jejum intermitente possivelmente ser decorrente dos reduzidos níveis de insulina circulante, aumentar a concentração desta hormona no sangue pode, potencialmente, significar que parte desses benefícios não será obtida.

Ainda não existem estudos que testassem directamente a hipótese de um leve aumento na secreção de insulina, pelo consumo de adoçantes (artificiais ou não), poderia diminuir parte  dos benefícios proporcionados pelo jejum intermitente.

Testar de forma individual pode sempre ser uma alternativa para descobrir se determinada estratégia funciona ou não. De qualquer forma, habituar-se ao sabor natural do café ou dos chás é, na verdade, uma opção ainda melhor, principalmente porque o consumo de aditivos artificiais (como a maior parte dos adoçantes) sempre terá o risco de ser prejudicial à saúde no médio ou longo prazo.

Jejum qual a influência das gorduras?

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É muito comum, principalmente na comunidade Paleo, que os praticantes do jejum intermitente consumam, durante o período de jejum propriamente dito, café ou chás aos quais adicionam as seguintes gorduras:

  • Creme de leite,
  • Óleo de coco
  • Manteiga.

A lógica para isso é que, como o estado metabólico do jejum já favorece a mobilização e utilização de gorduras como fonte de energia, a ingestão de alimentos que essencialmente fornecem apenas esse nutriente não reduziria os potenciais benefícios provenientes do jejum intermitente.

Não existem estudos que testassem directamente o efeito da ingestão de bebidas (café ou chá), adicionadas de uma dessas fontes de gordura, sobre o estado metabólico induzido pelo jejum intermitente. Entretanto, temos evidências de que doses orais de 40g de gorduras (após o jejum nocturno) não aumentam, por exemplo, a secreção de insulina.

Por outro lado, o consumo de tal quantidade de gordura parece ser capaz de inibir a lipólise (mobilização de gordura) do tecido adiposo — o que faz todo sentido, porque o organismo, uma vez que passou a receber uma fonte energética da alimentação, pode reduzir a utilização das próprias reservas de gordura.

Estudo:  Effects of an oral and intravenous fat load on adipose tissue and forearm lipid metabolism

Ao mesmo tempo em que não ocorre estímulo para o armazenamento de gordura (já que os níveis de insulina permanecem reduzidos), há uma certa redução na “queima” da própria gordura corporal.

De qualquer forma, a quantidade de gordura adicionada a chás ou cafés normalmente é inferior à utilizada no estudo mencionado, o que sugere que doses menores de manteiga, óleo de coco ou creme de leite, adicionadas a essas bebidas, tenham um efeito pouco relevante ,inibindo menos a lipólise e, assim, levando mais rapidamente o organismo a utilizar a própria gordura como fonte de energia.

Levando estes factos em consideração, se o objectivo do jejum intermitente for principalmente auxiliar na perda de gordura corporal, o consumo de fontes de gorduras adicionais da dieta — durante o período de jejum propriamente dito — pode não ser a melhor alternativa.

Caso os objectivos da prática do jejum intermitentes estejam pelo menos parcialmente dissociados da perda de peso, a ingestão de fontes adicionais de gordura pode até ser benéfica no sentido de garantir que a disponibilidade energética de fontes de energia será “máxima”, mesmo no período do jejum propriamente dito.

Jejum intermitente faz perder massa muscular (massa magra)?

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Uma dúvida muito comum em quem ouve falar de jejum é:

“Mas eu não vou perder massa muscular?”

Essa é uma preocupação válida, tendo em conta que o objetivo, quando se deseja a perda de peso, é que a redução na gordura corporal seja a maior possível, ao mesmo tempo que a massa muscular (massa magra) seja preservada ao máximo.

Quando analisamos os estudos é possível perceber que praticamente todos eles mostram que não há diferença estatística entre a massa magra inicial e a massa magra final dos participantes que permaneceram em jejum nesses estudos.

Quando ocorre diminuição na massa magra , essa redução é relativamente pequena, sendo inclusive inferior (ou, no máximo, igual) à perda de massa magra observada em praticamente qualquer outro tipo convencional de estratégia ou dieta para perda de peso.

Além disso, vale a pena ressaltar que os estudos normalmente avaliam a massa magra como um todo, e não diretamente apenas a massa muscular.

Massa magra como se calcula?

A massa magra equivale à soma dos pesos de todos os tecidos que não são gordura.

Levando em conta que o jejum, assim como as dietas com redução de carboidratos, podem facilmente levar a uma considerável redução nos níveis de glicogênio e, consequentemente, de água, uma vez que o glicogênio é armazenado nos músculos e no fígado ligado a moléculas de água, boa parte da perda de massa magra observada nesses estudos pode ser devido à perda de água, e não necessariamente a uma redução da massa muscular propriamente dita.

Jejum intermitente afecta a capacidade cognitiva?

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As evidências não são conclusivas, mas não é possível afirmar que o jejum piora a função cognitiva (que é uma preocupação recorrente de quem acha o jejum “perigoso”). Por outro lado, existem diversas evidências já sugerindo que a restrição calórica, inclusive na forma de jejum intermitente, seria capaz de favorecer o envelhecimento saudável do cérebro e prevenir contra doenças neurodegenerativas como por exemplo Alzheimer e Parkinson.

Estudos:

A systematic review of the effects of experimental fasting on cognition

Caloric restriction and intermittent fasting: two potential diets for successful brain aging

Fasting: molecular mechanisms and clinical applications

Meal frequency and timing in health and disease

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Concluindo

O jejum intermitente é uma experiência pessoal que vale a pena tentar depois de falar com o seu médico, nomeadamente se tiver alguma doença ou condição de saúde mais delicada. O jejum não serve apenas para perder peso e massa gorda mas também para, entre outros benefícios, baixar os niveis de triglicéridos e colesterol LDL (o mau!).

Não há uma formula igual para todas as pessoas por isso cada uma tem de tentar encontrar a sua forma de jejum desde que faça pelo menos 12 horas seguidas, para ser eficaz. A formula correcta será certamente aquela em que não sinta obrigação ou privação mas sim conforto e bom estado de saúde.

É claro que quem tem mais excesso de peso e quer essencialmente perder massa gorda terá que ter um jejum mais rigoroso e provavelmente mais prolongado mas desde que a sua condição de saúde permita isso não será um problema.

Se apenas tem uns “quilinhos a mais” ou quer somente melhorar alguns parâmetros de saúde, referidos durante este artigo, então leia de seguida o relato da minha experiência pessoal.

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A minha experiência pessoal

Desde Fevereiro de 2015 que faço  jejum intermitente de 12 horas, quase diariamente e sinto-me muito bem, confortável e sem qualquer sentido de privação. Os únicos dias em que falho são os de convívio social por uma questão de “educação e delicadeza”… mas não são muitos! Nos 7 dias da semana faço certamente jejum de 12 horas em 5 desses dias. Pontualmente, uma ou duas vezes por mês, faço 16 horas de jejum.

Era um ávido apreciador de doces e senti privação nas primeiras 3 semanas…a partir da 4ª semana curiosamente os bolos e chocolates deixaram de ser mais fortes do que eu e pela primeira vez, em muitos anos, poderia “olha-los nos olhos” e dizer: “agora não…muito obrigado”…!

Tinha cerca de 6 quilos de peso a mais os quais foram facilmente perdidos e agora mantenho sem problemas nem esforço o meu peso. Os meus valores de colesterol LDL diminuiram e os de HDL aumentaram.

O valor da minha glicémia em jejum também melhorou e não noto perda de massa muscular nem de capacidade cognitiva, pelo menos é o que dizem a família e amigos!

O meu jejum é muito confortável porque inclui as horas de sono nocturnas ou seja não como nada entre o jantar e o pequeno almoço do dia seguinte sendo esse espaço temporal de aproximadamente 12 horas. Uma a duas vezes por mês alarga-se até ás 16 horas de jejum ou seja do jantar até ao almoço do dia seguinte.

Além da fruta antes do almoço e do jantar, para mim esta é a minha formula mágica e não me “obriga” a abdicar do pequeno almoço que adoro, à excepção dos pontuais dias acima das16 horas de jejum.

A decisão para escolher os dias de 16 horas de jejum ou mais é fácil e lógica sendo geralmente após os “dias especiais” em que as “comemorações familiares ou de amigos” tiveram prioridade sobre o jejum e é preciso recuperar dos excessos!

 Fique bem!

Franklim Fernandes

Bibliografia:

  • 27 estudos referidos durante o artigo;
  • Dr. João Marques (Nutricionista).

Jejum intermitente, recursos úteis:

The Model Health Show com Shawn Stevenson
The Tim Ferriss experiment

 

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