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DIA DA CRIANÇA, POEMAS MAGNÍFICOS!

Como Pai de uma criança, mas também de “crianças crescidas” sinto neste dia uma Alegria muito especial…e a certeza que algumas poucas tristezas não ensombram a enorme Felicidade que os seus Abraços trazem ás nossas vidas… 🙂

Que tenham todas um dia muito Feliz 🙂 e… cuidado com as guloseimas… 🙂

Franklim Fernandes

 

 

 

Franklim Moura Fernandes

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.

Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.

Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.

E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.

Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in “Poemas para Adriano”

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Criança

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente…

Cabecinha boa de menino mudo                                                                          que não teve nada, que não pediu nada,                                                         pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo                                                                          que do alto se inclina sobre a água do mundo                                           para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, in ‘Viagem’

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As meninas

as minhas filhas nadam. a mais nova
leva nos braços bóias pequeninas,
a outra dá um salto e põe à prova
o corpo esguio, as longas pernas finas:
entre risadas como serpentinas,
vai como a formosinha numa trova,
salta a pés juntos, dedos nas narinas,
e emerge ao sol que o seu cabelo escova.
a água tem a pele azul-turquesa
e brilhos e salpicos, e mergulham
feitas pura alegria incandescente.

 

e ficam, de ternura e de surpresa,
nas toalhas de cor em que se embrulham,
ninfinhas sobre a relva, de repente.

Vasco Graça Moura, in “Antologia dos Sessenta Anos”

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